Tarde de autógrafos- Projeto mulah de Tróia

Sábado | 03 | dezembro
Tarde de autógrafos- Projeto mulah de TróiaTítulo: PROJETO MULAH DE TROIA
Autores: Osame Kinouchi / B. B. Jenitez
Editora: DRAGO EDITORIAL

Jenitez nos brinda com uma pérola da Ficção Científica de humor, uma bem dosada mistura de Umberto Eco e Planeta Diário: uma estória recheada de referências internas, coerentes do início ao fim e com um estilo impecável. Com descrições claras e pouca adjetivação, além de uma ironia finíssima, o autor brinca com a física, a cultura pop e a literatura, com um texto de uma clareza e um bom gosto tão grandes que mesmo um leigo em FC pode entender e gostar. Um trabalho bem escrito não pode ser analisado a fundo, basta que apenas seja lido. E esta estória precisa ser lida. Fábio Fernandes & José S. Fernandes.

Local: Ribeirão Preto
Horário: 16:00

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Uma entrevista sobre divulgação científica

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    Entrevista concedida à Juliana Oliveira, do curso de Licenciatura em Química da FFCLRP – USP
  1. Quando começou seu interesse por ciências?

Como muitos de minha geração, creio que foi com o pouso da Apolo XI na Lua em 1969. Eu tinha apenas seis anos, mas ainda me lembro das imagens na TV. No ano seguinte, apareceu o cometa Benett, muito visível nos céus brasileiros, despertando meu interesse por astronomia. Acho que minha primeira mesada, com dez anos de idade, foi gasta com um livro de Astronomia (e outro de OVNIs…). Na mesma época, meu pai começou a comprar a coleção Os Cientistas, que vinha com experimentos a serem feitos. Acho que com doze anos eu já tinha meu telescópio, e fazia observações sistemáticas de manchas solares, fases de Vênus, anéis de Saturno, posição de Marte no céu e observação dos satélites de Júpiter. Aos treze anos, eu e um colega tentávamos fazer experimentos controlados de telepatia, clarividência e telecinesia. Aprendi a traçar gráficos e séries temporais plotando a frequência de relatos de OVNIs em função do tempo. Nunca deu em nada (claro!), mas aprendemos a fazer estatísticas e testes de significância. Nessa época acho que minha biblioteca já contava com cerca de cinquenta volumes, a maior parte de pseudociências (minha geração foi muito influenciada pelo livro O Despertar dos Mágicos, de Powels e Bergier e pela revista Planeta). Aprendíamos alguma coisa de ciência nesses meios, pois não havia muitos livros de divulgação científica propriamente dita. Ou seja, tudo se definiu antes dos treze anos de idade.

  1. Como começou seu interesse por divulgação científica?

Como leitor, como eu disse, primeiro foram os livros de pseudociências (que de um jeito ou outro nos estimulava como mistérios a serem solucionados cientificamente) e alguns livros de Astronomia. Mais tarde comecei a ler livros de Carl Sagan e outros. Não havia revistas de divulgação científica nem documentários, filmes ou museus de ciência. A revista Planeta, editada na época pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão, mesmo com todo o seu pendor New Age e alternativo, trazia reportagens e notícias sobre ciência e tecnologia.

  1. Como você definiria divulgação científica e qual seria a importância da mesma para a sociedade atual?

Existem dois tipos de divulgação científica: o primeiro onde quem é mais favorecido são a ciência e os cientistas (divulgando seu trabalho, justificando os gastos públicos com a ciência, despertando novas vocações científicas, promovendo a educação e a cultura científica etc.) e o segundo em que o objetivo é empoderar o público leigo em ciências, fornecendo-lhes novos conceitos (e metáforas) para poder entender sistemas complexos como a sociedade, a economia, a história, a política etc. Dou um exemplo: se você procurar pela palavra pêndulo em um site de notícias como a FOLHA, Estadão ou G1, cerca da metade das vezes a palavra estará sendo usada como metáfora, tipo O pêndulo político oscilou do PT para o PSDB. Essa metáfora do pêndulo é pobre, reflete um conhecimento básico de física Newtoniana dado no ensino médio. Traduz uma ideologia mecanicista de como encarar a sociedade: outras metáforas Newtonianas aplicadas à sociedade são: forças sociais, equilíbrio de forças, tensão social, ruptura social, revolução, equilíbrio de poder etc. É uma mecânica estática, uma ideologia pobre, que constrange e limita o pensamento e a capacidade de pensar a sociedade de quem a está usando. Mas imagine que a divulgação científica familiarize o público com os conceitos de Caos, fractais, bacias de atração, pontos de bifurcação, transições de fase, auto-organização etc, temas hoje estudados pela Econofísica e Sociofísica. Um novo vocabulário, mais rico e poderoso, poderia ser usado para se pensar temas sociais, em vez de se usar a metáfora pobre e limitante do pêndulo, que envolve oscilações com período bem definido, é um sistema dinâmico de baixa dimensão etc.). Acho que o papel da cultura científica deveria ser empoderar as pessoas, e não apenas defender os interesses da ciência (uma tarefa válida também, mas não única). Tenho um artigo publicado sobre isso:

Metáforas científicas no discurso jornalístico

Rev. Bras. Ensino Fís. vol.34 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2012

  1. O jornalista brasileiro está preparado para fazer divulgação científica?

Os que se especializaram em jornalismo científico tem boa preparação. Podem aprender algo com os blogueiros de ciência (e os blogueiros de ciência tem algo a aprender com os jornalistas, por exemplo não confrontar e afastar seus leitores especialmente em temas delicados como Evolução). Dou como exemplo de ótimo jornalista científico o da FOLHA Reinaldo José Lopes, responsável pelo blog Darwin e Deus.

  1. Por que muitos pesquisadores não se interessam por essa atividade?

Muitos pesquisadores não leem livros e revistas de divulgação científica, e nem mesmo romances de ficção científica. Reclamam de falta de tempo, mas me parece ser mais uma característica pessoal (não leem livros de Literatura também, não são leitores). Daí não surge a aspiração para contribuir com essa atividade. Além disso, é muito mais fácil escrever um paper do que um artigo ou livro de divulgação científica, pois os mesmos têm que ter estilo agradável, despertar o interesse do leitor, usar uma linguagem especial, acessível e sem jargões. Isso não é fácil para o pesquisador típico.

  1. Segundo as últimas pesquisas, o youtube é a quarta mídia mais acessada pelos brasileiros. Qual o potencial dessa mídia social como você explicaria o aparecimento de um grande número de vlogs que abordam ciência e tecnologia como principal temática?

Sim, parece que está é a grande onda do momento. Aqui no Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria estamos organizando, em nossa página, um portal que redirecione para todos os vlogs de ciência em português que pudermos encontrar. Já temos um portal parecido, o Anel de Blogs Científicos, para os blogs em português.

  1. Como a divulgação de ciência e tecnologia poderia contribuir para a educação formal?

É uma leitura (ou no caso dos vídeos) mais agradável e instigante que as aulas formais. Acho que ajuda na motivação dos alunos e no despertar de vocações científicas. No caso dos alunos que não se dedicarão à ciência, acho que ajuda muito na criação de um background mínimo de cultura científica (idealmente com aquele papel de empoderamento que citei). Acho também que os vídeos e em especial os livros (que se aprofundam mais) deveriam ser aproveitados pelo menos pelos professores de ensino fundamental e médio. A maior parte dos professores não conhece, por exemplo, as revistas Scientific American Brasil e Revista Mente e Cérebro, e nunca leu um livro de divulgação científica. Recomendo que, se o problema é falta de tempo, assistam os ótimos documentários de divulgação científica da BBC, NATGEO e NOVA, que podem ser encontrados no YOUTUBE, assim como os novos Vlogs de ciências tais como o Nerdologia.

Novos livros de divulgação científica

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A página de livros de divulgação científica no Anel de Blogs Científicos começou a ser atualizada por Allana Cogo, bolsista de Cultura e Extensão do LDCC. Veja os novos títulos aqui.

Já temos 178 livros em nossa lista. Se você quer recomendar um livro, coloque nos comentários dos posts de livros ali no ABC.

Para ver Blogs de ciência, clique aqui.

Em breve colocaremos Vlogs (Video-logs) de Ciência.

Paper do índice K saindo do forno

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A simple impact index for scientific innovation and recognition

We introduce a new scientometric index, inspired by the Lobby index from complex networks literature, that we call K-index. The K-index grows with the impact of the citing papers and can be thought of as a measure of scientific creativity and innovation. We show that the K-index can be easily computed from the Web of Science platform and presents several advantages over other bibliometric indexes. The K-index is robust to self-citations, is not limited by the total number of papers published by a researcher and is able to distinguish in a consistent way researchers that have the same h index but different scientific impacts: Einstein and Hirsch, for example. The K-index successfully detects a known case of inflated numbers for papers, citations and h index due to scientific career fraud. Finally, we show that, in a sample of twenty-nine physics Nobel laureates and thirty highly cited non-Nobel-laureate physicists, the K-index correlates better to the achievement of scientific prizes than the number of papers, citations, citations per paper, citing articles and the h index. Clustering researchers in a K versus h plot reveals interesting patterns that can be interpreted in terms of innovation and recognition.

Comments: 3 figures, 1 table
Subjects: Digital Libraries (cs.DL); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:1609.05273 [cs.DL]
(or arXiv:1609.05273v1 [cs.DL] for this version)

submetido ao Journal of Informetrics

B. B. Jenitez

B. B. Jenitez

B. B. Jenitez

Osame Kinouchi  é professor associado (livre-docente) da Universidade de São Paulo no Departamento de Física da FFCLRP. Tem experiência na área de Física Estatística e Sistemas Dinâmicos, atuando principalmente nos seguintes temas: neurociência computacional, meios excitáveis, redes neurais, automata celulares e criticalidade auto-organizada. Coordenador do Laboratório de Física Estatística e Biologia Computacional no Departamento de Física da FFCLRP-USP. Coordenador do Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria do DF-FFCLRP-USP, é responsável pelo Anel de Blogs Científicos, com links para 400 blogs de ciência e pelo blog pessoal  SEMCIÊNCIA. Têm vários contos publicados na revista SOMNIUM do Clube de Leitores de Ficção Científica.

O conto Projeto Mulah de Tróia I ganhou o prêmio NOVA de ficção científica na categoria conto amador. Seu conto 

Demiurgo foi publicado no livro FC do B – Panorama 2010-2011, Tarja editorial, após seleção entre mais de 230 contos concorrentes. Publicou também O Beijo de Juliana – Quatro físicos teóricos conversam sobre crianças, ciências da complexidade, biologia, política, religião e futebol, pela Editora Multifoco.

Leia mais: http://www.dragoeditorial.com/products/b-b-jenitez/

Meu seminário no Imperial College

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Por que você acredita que a Terra é uma esfera?

A fantasy map of a flat earth

They may have been disproved by science or dismissed as ridiculous, but some foolish beliefs endure. In theory they should wither away – but it’s not that simple

by Steven Poole

In January 2016, the rapper BoB took to Twitter to tell his fans that theEarth is really flat. “A lot of people are turned off by the phrase ‘flat earth’,” he acknowledged, “but there’s no way u can see all the evidence and not know … grow up.” At length the astrophysicist Neil deGrasse Tyson joined in the conversation, offering friendly corrections to BoB’s zany proofs of non-globism, and finishing with a sarcastic compliment: “Being five centuries regressed in your reasoning doesn’t mean we all can’t still like your music.”

Actually, it’s a lot more than five centuries regressed. Contrary to what we often hear, people didn’t think the Earth was flat right up until Columbus sailed to the Americas. In ancient Greece, the philosophers Pythagoras and Parmenides had already recognised that the Earth was spherical. Aristotle pointed out that you could see some stars in Egypt and Cyprus that were not visible at more northerly latitudes, and also that the Earth casts a curved shadow on the moon during a lunar eclipse. The Earth, he concluded with impeccable logic, must be round.

The flat-Earth view was dismissed as simply ridiculous – until very recently, with the resurgence of apparently serious flat-Earthism on the internet. An American named Mark Sargent, formerly a professional videogamer and software consultant, has had millions of views on YouTube for his Flat Earth Clues video series. (“You are living inside a giant enclosed system,” his website warns.) The Flat Earth Society is alive and well, with a thriving website. What is going on?

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Autismo e toque (não TOC!)

Autism may stem—in part—from a disordered sense of touch

A disrupted sense of touch causes autismlike behaviors in mice.

ploughmann/iStock

Autism may stem—in part—from a disordered sense of touch

Sociability may be skin deep. The social impairments and high anxiety seen in people with autism or related disorders may be partly due to a disruption in the nerves of the skin that sense touch, a new study in mice suggests.

Autism spectrum disorders are primarily thought of as disorders of the brain, generally characterized by repetitive behaviors and deficits in communication skills and social interaction. But a majority of people with autism spectrum disorders also have an altered tactile sense; they are often hypersensitive to light touch and can be overwhelmed by certain textures. “They tend to be very wary of social touch [like a hug or handshake], or if they go outside and feel a gust of wind, it can be very unnerving,” says neuroscientist Lauren Orefice from Harvard Medical School in Boston.

An appreciation for this sensory aspect of autism has grown in recent years. The newest version of psychiatry’s bible, the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, includes the sensory abnormalities of autism as core features of the disease. “That was a big nod and a recognition that this is a really important aspect of autism,” says Kevin Pelphrey, a cognitive neuroscientist at The George Washington University in Washington, D.C., who was not involved in the work.
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Atentado em boate é o pior nos EUA desde o 11 de Setembro

Atentado em boate é o pior nos EUA desde o 11 de Setembro; veja lista

DE SÃO PAULO

O atentado na boate Pulse, em Orlando, foi o pior da ataque terrorista desde o 11 de setembro nos Estados Unidos. Saiba quais foram os maiores e mais recentes ataques a tiros no país.

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Entrevista com o escritor Osame Kinouchi em Revista Literária Lusófona

 

 

Clat Farris Naff: Mais um adepto do Demiurgo

universo inteligenteA Secular Case for Intentional Creation

By Clay Farris Naff | November 18, 2011 |  Comments21

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“Does aught befall you? It is good. It is part of the destiny of the Universe ordained for you from the beginning.”

– Marcus Aurelius, Stoic Philosopher and Emperor of Rome, in Meditations, circa 170 CE

“’He said that, did he? … Well, you can tell him from me, he’s an ass!”

– Bertie Wooster, fictional P.G. Wodehouse character, in The Mating Season, 1949

People have been arguing about the fundamental nature of existence since, well, since people existed. Having lost exclusive claim to tools, culture, and self, one of the few remaining distinctions of our species is that we can argue about the fundamental nature of existence.

There are, however, two sets of people who want to shut the argument down. One is the drearily familiar set of religious fundamentalists. The other is the shiny new set of atheists who claim that science demonstrates beyond reasonable doubt that our existence is accidental, purposeless, and doomed. My intent is to show that both are wrong.

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Porque a Direita fracassou e o que pode fazer para vencer

Brasília - O presidente interino Michel Temer durante cerimônia de posse aos novos ministros de seu governo, no Palácio do Planalto. À esquerda, o senador Aécio Neves (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por Osame Kinouchi

A Direita fracassou nas eleições de 2014. E não foram por poucos votos. Os votos da Direita só alcançaram um número perto de 50% por causa dos votos de Marina, que em última hora recomendou votar em Aécio. Só tem um problema: Marina não é de direita.

Mas o PSDB também não é de Direita, vamos reconhecer. Sua proposta original, que está em seu nome, é a Social Democracia com Welfare State, não os livres mercados desregulados que nos trouxeram a crise mundial de 2008. E também não é um partido que defende uma moral conservadora, dado que seu ícone maior, Fernando Henrique Cardoso, defende a descriminalização do aborto e da maconha, e mesmo a integração acolhedora de filhos ilegítimos em favor da família brasileira.

Assim, se contabilizarmos os votos reais para a Direita, veremos que é uma parcela minoritária da sociedade, talvez 30% do eleitorado. O resto é constituído de liberais econômicos (que, se forem também liberais em moralidade, não são exatamente Direita) ou Marinistas. Com essa base social não dá para ganhar eleição majoritária, e isso explica o fracasso das quatro últimas eleições presidenciais.

Neste texto analisarei os símbolos e metáforas usados pela Direita e pelos Liberais e em que medida tais elementos de discurso são prejudiciais tanto à causa do Conservadorismo quanto à causa do Liberalismo. Esta análise é feita a partir da Teoria das Metáforas Cognitivas de Lakoff e Johnson, que sugere que existe ampla correlação entre as metáforas usadas por uma pessoa e sua ideologia política.

Símbolos e metáforas são poderosos meios de comunicação por veicularem ideias de forma inconsciente, formando associações, teias conceituais, paradigmas. Se uma pessoa ou político faz alusão à sociedade como um todo orgânico (“não há, ou não deveria haver, luta de classes nem interesses em conflito no Brasil” etc.), se ele diz que cada brasileiro émembro de uma grande família, de um grande corpo social, se usa símbolos da Pátria, teremos uma versão do Organicismo, onde cada pessoa é uma célula que deve viver para manter o equilíbrio da sociedade e os que questionam a sociedade atual seriam células cancerosas. Se, por outro lado, a pessoa se refere à sociedade como uma grande máquina (mecanismos de mercado, movimentos sociais, equilíbrio de forças políticas, pressão da opinião pública, temperatura das ruas etc.), isso reflete uma ideologia Mecanicista e seu repertório conceitual se restringe à Termodinâmica de Máquinas a Vapor do século XIX, nem mesmo chegando às metáforas mais modernas de sociedade como grande computador distribuído em nuvem, rede neural artificial ou sistema dinâmico com avalanches socio-históricas de todos os tamanhos e criticalidade auto-organizada (Self-organized Criticality ou SOC).

Voltemos ao que interessa: como mudar o discurso da Direita e dos Liberais (que chamarei de D&L), para angariar mais votos em 2018, ou antes, se a tese das Diretas Já! vingar? Como fazer para que as metáforas e símbolos usados pela D&L não a prejudiquem tanto a ponto de se perder sucessivamente as eleições? Lembremos que, se a eleição presidencial fosse hoje, estariam no segundo turno Marina e Lula, com certos candidatos do PSDB abaixo de Bolsonaro. Urge portanto repensar o discurso, os símbolos, as metáforas políticas, pois são estes os fatores decisivos para se angariar corações e mentes. Faço a seguir algumas sugestões e recomendações para os meus amigos Liberais e de Direita:

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Porque a Esquerda fracassou e o que pode fazer para vencer

Por Osame Kinouchi

Brasília- DF 13-04-2016 Presidenta Dilma durante cerimônia de Assinatura de renovação de contrato de arrendamento entre a Secretaria Especial de Portos e o Terminal de Contêineres de Paranaguá Palácio do Planalto Foto Lula Marques/Agência PT

 

 

Foto: Lula Marques

por Osame Kinouchi

Se o placar 367 x 137 não representa um retumbante fracasso das esquerdas capitaneadas pelo PT-PSOL-PCdoB então não é possível definir fracasso no dicionário. Assistindo cada voto da Câmera, em vez de apenas rir ou ridicularizar o baixo clero do “não”, comecei a analisar os votos em termos políticos, culturais e sociais. Apresento alguns pensamentos que creio que, senão academicamente perfeitos, são ao menos originais. Faço algumas recomendações também para que um eventual governo das esquerdas em 2018 ou antes (Diretas Já!) não seja um governo de minoria parlamentar (algo impossível na prática), mas que possa ter algum tipo de apoio mais amplo da sociedade.

Primeiro, noto como os memes do impeachment que ridicularizaram  os deputados que votaram por Deus, pela Bíblia, pela família, pela pátria, pela bandeira e pela netinha não atingem o alvo. O momento é para reflexão, não para risos tristes. Minha proposta é que tais temas seja repensados pela esquerda e possam ser  assumidos pela esquerda porque também a refletem. Como? E por que?

A Religião não pode ser  monopólio da Direita

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Paradoxo de Fermi e ETs

Persistence solves Fermi Paradox but challenges SETI projects

Osame Kinouchi (DFM-FFCLRP-Usp)

Persistence phenomena in colonization processes could explain the negative results of SETI search preserving the possibility of a galactic civilization. However, persistence phenomena also indicates that search of technological civilizations in stars in the neighbourhood of Sun is a misdirected SETI strategy. This last conclusion is also suggested by a weaker form of the Fermi paradox. A simple model of a branching colonization which includes emergence, decay and branching of civilizations is proposed. The model could also be used in the context of ant nests diffusion.

Comments: 2 pages, no figures, v2 with corrected definition of branching ratio
Subjects: Disordered Systems and Neural Networks (cond-mat.dis-nn); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech)
Cite as: arXiv:cond-mat/0112137 [cond-mat.dis-nn]
(or arXiv:cond-mat/0112137v1 [cond-mat.dis-nn] for this version)

Submission history

From: Osame Kinouchi [view email]

Répteis que sonham

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Do sleeping dragons dream?

All animals—from humans to birds, worms, and crocodiles—sleep. Not all species sleep alike, however, and scientists have long puzzled over which aspects are truly fundamental. Now, a new study on lizards suggests that sleep states once thought to occur only in mammals and birds have much older evolutionary origins.

Scientists had long suspected that birds and mammals are the only vertebrates to experience rapid eye movement (REM), a sleep state in which the body is mostly immobile but the brain is in overdrive. During REM sleep, the brain generates high-frequency waves of electrical activity and the eyes flicker; in humans, REM is closely linked to dreaming. Punctuating REM are interludes of slow-wave sleep, a state in which brain activity ebbs and the waves become more synchronized. This slower state is widely thought to be important to memory formation and storage.

But scientists who looked for signs of REM and slow-wave sleep in reptiles have had “confusing” results, says Gilles Laurent, a neuroscientist at the Max Planck Institute for Brain Research in Frankfurt, Germany. So when he and colleagues picked up on similar sleep patterns in Australian dragons (Pogona vitticeps) while recording their brain activity for a separate study, it came as a shock.

The team had planned to examine how the lizards—a common pet in Germany—use visual information to chase treats. They continuously recorded the lizards’ brain activity with electrodes over several weeks. At night, the sleeping reptiles’ brains produced rhythms that could be separated into two different patterns—one at very low frequency, about 4HZ, and another, higher frequency about 20HZ, the team reports today in Science. The two frequencies alternated every 40 seconds, reminding Laurent of the regular oscillations between high-frequency REM and slow-wave sleep found in mammals and birds. “The more we looked, the more it appeared as though we were looking at bona fide REM sleep,” he says.

Using an infrared camera, the team found that the sleeping lizards’ eyelids twitched during the REM-like stage, just like other animals. They also found a tantalizingly familiar pattern within the slower phase of the lizards’ brain waves. During this slow phase, electrodes picked up sharp waves of voltage, followed by ripples of electricity that closely resembled patterns seen in humans and rodents. Some scientists believe these waves and ripples help convert new information into memories by replaying past events in fast-forward. Although more studies are still needed to determine whether the function of these brain wave patterns is the same across species, the results suggest that these REM and slow-wave, sleeplike patterns could date all the way back to the common ancestor of reptiles, birds, and mammals, Laurent says.

The “provocative” findings also suggest that “there is something that goes on during sleep that is important to the function of all animals,” says Matt Wilson, a neuroscientist at the Massachusetts Institute of Technology in Cambridge. The lizards could be rehearsing the day’s events as they sleep, forming new memories of all the places they found a snack. Or maybe they’re simply dragons dreaming.

(Video credit: AAAS/Science)

Explosões cósmicas, vida no Universo e a constante cosmológica

Cosmic Explosions, Life in the Universe, and the Cosmological Constant

Tsvi Piran, Raul Jimenez, Antonio J. Cuesta, Fergus Simpson, and Licia Verde
Phys. Rev. Lett. 116, 081301 – Published 23 February 2016
ABSTRACT

Gamma-ray bursts (GRBs) are copious sources of gamma rays whose interaction with a planetary atmosphere can pose a threat to complex life. Using recent determinations of their rate and probability of causing massive extinction, we explore what types of universes are most likely to harbor advanced forms of life. We use cosmological N-body simulations to determine at what time and for what value of the cosmological constant (Λ) the chances of life being unaffected by cosmic explosions are maximized. Life survival to GRBs favors Lambda-dominated universes. Within a cold dark matter model with a cosmological constant, the likelihood of life survival to GRBs is governed by the value of Λ and the age of the Universe. We find that we seem to live in a favorable point in this parameter space that minimizes the exposure to cosmic explosions, yet maximizes the number of main sequence (hydrogen-burning) stars around which advanced life forms can exist.

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Resenha: Farei meu destino, de Miguel Carqueija

Miguel Carqueija é o primeiro a esquerda, nessa foto de 2006 onde acontece uma reunião do CLFC. Nasceu e mora no Rio de Janeiro onde escreve “desde tempos imemoriais”, mas participa do fandom desde 1983 – isto é, quase desde o seu início – e vem publicando desde então. Afora centenas de textos em fanzines, revistas, jornais e páginas virtuais, contabiliza 14 livros individuais, sendo 9 em papel, 1 em papel e com versão digital, e 4 “e-books”. Desses 14, o livro virtual As portas do magma (scarium.com.br) é de coautoria com Jorge Luiz Calife. Menciona-se ainda A âncora dos Argonautas (1999), A Rainha Secreta (2001), A Esfinge Negra (2003), O fantasma do apito (2007, reeditado em 2010), Farei meu destino (versões em papel e virtual, 2008 -gizeditorial.com.br) e “Tempo das caçadoras” (2009). Também participou de mais de duas dezenas de antologias, umas amadoras, outras profissionais, destacando Poe 200 anos, organizada por Maurício Montenegro e Ademir Pascale e lançada em 2010, onde além de um dos contos também assina o prefácio. Seu conto O tesouro de Dona Mirtes foi filmado em 2004 e o curta resultante pode ser assistido pelo youtube (http://www.youtube.com/watch?v=CYn_11sQEQI).

Resenha: Farei meu destino, de Miguel Carqueija, GIZ Editorial (2008)
Osame Kinouchi

A biblioteca do CLFC, atualmente sediada no Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria da FFCLRP-USP, adotou recentemente uma política para doações para seu acervo. Se um autor enviar dois exemplares de algum de seus títulos, um ficará no acervo e o outro será vendido em prol da tesouraria do CLFC. Ao fazer isso, o Prof. Dr. Osame Kinouchi, mantenedor da biblioteca, se compromete a avaliar com cuidado a obra e escrever uma resenha, a ser colocada no site oficial do CLFC. Outros resenhadores do CLFC também podem ajudar nesse compromisso. Miguel Carqueija foi o primeiro autor a fazer essa doação para o CLFC.
Miguel Carqueija não necessita apresentação, por ser autor prolífico e membro atuante do CLFC desde a década de 80. Uma das vertentes de sua obra é a literatura infanto-juvenil de fantasia e ficção-científica. Esse aspecto o distingue da grande maioria de autores do fandom, que preferem escrever para adultos ou pelo menos young adults. Essa escolha tem um grande mérito, pois contribui para a formação de novas gerações de leitores, e ao mesmo tempo cria uma enorme dificuldade: escrever para adultos é fácil, escrever para juvenis não é.
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A TEORIA QUE NÃO MORRERIA

LIVRO A TEORIA QUE NAO MORRERIA

SINOPSE

Esta é a história de como uma lei da matemática teve seu destino entrelaçado com os sigilos da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria. De um teorema em busca de um computador e de um software. De um método que – atualizado por outsiders da física, da ciência da computação e da inteligência artificial – foi adotado quase do dia para a noite porque, de repente, funcionou. O teorema que um dia foi considerado “a pedra de crack da estatística… sedutora, viciante e basicamente destrutiva”, hoje, em um novo tipo de paradigma deslocado para um mundo pragmático, propicia o recrutamento de bayesianos para as mais inovadoras companhias.

DADOS DO PRODUTO

título: A TEORIA QUE NAO MORRERIA
isbn: 9788527310345
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 14 x 21
páginas: 480
ano de edição: 2015
edição:

 

Sobre a seleção sexual em favor dos machos beta (e gama?)

 

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Mais uma teoria de barzinho que poderia ser verdadeira:

A pergunta é: se os machos alfa são favorecidos pela evolução, porque não somos todos machos alfa (na verdade eles são uma minoria da população masculina).

Tenho duas hipóteses complementares sobre isso, todas baseadas no poder de escolha das mulheres.

Primeiro, parece ser muito mais provável que um macho alfa seja violento com sua mulher (porque eles são mais violentos em geral). Assim, mesmo que as mulheres possam sentir desejo por um macho alfa, se forem um pouco mais racionais irão preferir um macho beta (ou gama) que cuide bem delas e dos  filhotes, seja gentil, etc (hoje é o “Dia da Gentileza”, 13/novembro).

Segundo, isso tem a ver com o processo de neotenia que as mulheres impuseram aos homens (neotenia é o que aconteceu durante a domesticação do cão a partir do lobo – favorecimento de caracteres infantis).

Ou seja, se a mulher escolher um macho mais infantil (que não é macho alfa, claro!) , ela terá mais domínio sobre ele, ao fazer o papel de mãe dele e não apenas de parceira sexual. Mulheres maternais são atraentes para os homens (eles gostam de carinho e serem cuidados, comidinha na boca etc) e essa é a mesma raiz do Complexo de Édipo. Na verdade é uma simbiose mutualística, a mulher domina o esposo=filho e o macho é melhor tratado pela esposa=mãe. Essa teoria explica porque os homens (em geral) são bem menos maduros que as mulheres (especialmente na adolescência) e os marmanjos parecem apenas mudar de brinquedos quando crescem:  carrinho vira carrão, jogo de bola vira futebol, brincadeiras de luta e guerra vira filmes de ação e Star Wars.

É claro que, como toda hipótese de psicologia evolucionária, esta sempre tem suas exceções.

Vale notar que o machismo e o patriarcalismo visam primeiramente retirar esse poder de seleção sexual das mulheres (via casamentos arranjados) , a fim de favorecer os machos alfa. Com o fim do patriarcalismo me parece que os machos beta e gama serão cada vez mais favorecidos (embora algumas mulheres reclamem que já não se fazem homens como antigamente, tipo Aragorn e Legolas da Sociedade do Anel). Mas vale lembrar que eles tiveram poucos filhos em comparação com os machos gama Hobbits.

 

 

Um paper importante sobre evidências do Multiverso

Spectral Variations of the Sky: Constraints on Alternate Universes

We analyze the spectral properties of masked, foreground-cleaned Planck maps between 100 and 545 GHz. We find convincing evidence for residual excess emission in the 143 GHz band in the direction of CMB cold spots which is well correlated with corresponding emission at 100 GHz. The median residual 100 to 143 GHz intensity ratio is consistent with Galactic synchrotron emission with a Iνν0.69 spectrum. In addition, we find a small set of ~2-4 degree regions which show anomalously strong 143 GHz emission but no correspondingly strong emission at either 100 or 217 GHz. The signal to noise of this 143 GHz residual emission is at the 6σ level. We assess different mechanisms for this residual emission and conclude that although there is a 30\% probability that noise fluctuations may cause foregrounds to fall within 3σ of the excess, it could also possibly be due to the collision of our Universe with an alternate Universe whose baryon to photon ratio is a factor of 65 larger than ours. The dominant systematic source of uncertainty in the conclusion remains residual foreground emission from the Galaxy which can be mitigated through narrow band spectral mapping in the millimeter bands by future missions and through deeper observations at 100 and 217 GHz.

Comments: 25 pages, 8 figures (6 color, 2 B&W), Submitted to ApJ, comments welcome
Subjects: Cosmology and Nongalactic Astrophysics (astro-ph.CO)
Cite as: arXiv:1510.00126 [astro-ph.CO]
(or arXiv:1510.00126v1 [astro-ph.CO] for this version)

New Scientist THIS WEEK 28 October 2015

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