Podem os ateus tornarem os religiosos mais racionais?

Ao contrário de muitos de meus amigos ateus, tenho muitos amigos tanto ateus quanto religiosos. Isso significa que tenho acesso a uma experiência mais ampla em termos de troca de ideias e relações interpessoais. Recentemente, Nestor Caticha, Renato Vicente e colegas, em um trabalho de sociologia computacional baseado na teoria moral de Haidt, mostrou que a interação social diversificada evita que nos fechemos em um gueto cultural e facilita o surgimento de uma mente liberal (ao contrário de mentes conservadoras) que privilegia os valores de cuidado, justiça e liberdade mais do que valores de lealdade ao grupo, autoridade e pureza.

Meus amigos religiosos (como Reinaldo José Lopes), porém, são mais racionais que a média de sua população. Meus amigos ateus também, embora um ou outro as vezes cai num ateísmo militante que enfatiza a lealdade ao grupo (de ateus), autoridade (de Dawkins) e pureza (um ateu puro não deve apreciar objetos – musica, arte, arquitetura – de origem religiosa). Ou seja, alguns de meus amigos ateus são, mentalmente, conservadores na classificação de Haidt (por causa de seu isolamento social?), e não é a toa que muitos votam no PSDB e mesmo têm a posição ultraliberal em economia defendida pelo pastor Everaldo e Ayn Rand.

Dado que minha tarefa principal como cientista é a divulgação da ciência (e não do ateísmo, que é uma filosofia particular – uma outra é o neo-Deísmo),  visando que seja valorizada e apreciada pelo maior número de pessoas, tenho tentado pensar soluções racionais e realísticas para esse problema. Segundo alguns amigos meus, apenas ateus podem realmente aceitar e apreciar a ciência: religiosos que gostam e divulgam ciência, como Reinaldo Lopes (que considero o melhor blogueiro de ciências brasileiro em termos de adequação da linguagem para o público leigo), seriam ou esquizofrênicos ou portadores de dissonância cognitiva. Sim, não apenas Reinaldo, mas também os inúmeros cientistas religiosos espalhados pelo mundo: todos esquizofrênicos!

Ora, o problema da agenda ateísta para melhoria do mundo é que ela não é sensata, racional ou científica, e não se baseia em estudos sociológicos e demográficos sérios. Por exemplo, Richard Dawkins afirma que seu objetivo de vida é a destruição de todas as religiões (e nisso o Estado Islâmico é seu aliado ao destruir templos e estátuas budistas). Só que destruir todas as religiões é uma Utopia não realizável: os comunistas tinham mais recursos, energia e mesmo o monopólio estatal da violência (comparado com o ateísmo atual) para combater a religião, mas não conseguiram. Basta ver o exemplo da China comunista que, mesmo depois da  Revolução cultural Maoista, possui o maior contingente cristão do mundo atualmente. O processo de secularização do mundo moderno teve os seus vai-e-vens, avanços e reações, e não está claro se atualmente estamos em um período de secularização ou em um período de contra-reação religiosa estimulada pelo neo-ateísmo militante.

Além disso, em termos demográficos, os religiosos aumentam sua população (“crescei e multiplicai-vois”)  enquanto que os ateus na Europa desenvolvida e no Japão ficam trocando filhos por cachorro e gato: afinal, não é racional ter filhos, pois isso envolve risco no parto para a mãe e inúmeras despesas, perda de liberdade, perda de nível econômico etc. Mulheres estritamente racionais não tem filhos, ponto! Se tiverem, isso é devido a instintos gerados por genes egoístas não racionais e pressão social irracional.

Pior ainda, vai que o filho vira crente! Nos anos de adolescência rebelde isso geralmente acontece com os filhos de ateus (um exemplo seria o filho monge budista de Changeaux, autor do Neuronal Man), assim como os filhos de crentes viram ateus na adolescência: tudo facilmente explicado por uma psicodinâmica familiar que nada tem a ver com a Razão. Ou seja, demograficamente, os muçulmanos, os mórmons e o pessoal do Bible Belt entendem bem melhor sobre o que significa fitness biológico que os ateus com apenas zero, um ou dois filhos.

Mas vamos voltar ao assunto: como fazer com que uma porcentagem cada vez maior da sociedade brasileira aprecie e valorize a ciência (e não apenas a tecnologia)? A proposta de “se aumentarmos o número de ateus então o número de apreciadores de ciência crescerá” pode até estar correta (isto não é óbvio, pois existem inúmeros ateus adeptos das pseudociências e outros que tem ojeriza filosófica pela ciência, como Nietzsche), mas é sociologicamente inviável: precisamos divulgar a ciência aqui e agora (e essa divulgação científica inclusive pode até formar novos ateus, mas não o inverso), sem esperar por uma Utopia ateísta onde todas as religiões foram destruídas, Utopia que pode muito bem nunca acontecer.

Como fazer isso? Bom, eu tenho uma proposta concreta: os ateus divulgadores de ciência não devem tentar converter os crentes, uma atividade com minúsculo e demorado resultado, basta fazer a estatística de quantos neoateus da ATEA eram, anteriormente, crentes fervorosos… 0,001%?. E quantos bons ateus se tornaram religiosos depois da juventude? Na verdade muitos, por exemplo meu falecido pai, que me deu o “Por que não sou cristão? ” do Russell quando eu tinha 15 anos. E essa conversão ateu -> crente está cada vez mais facilitada pelas drogas enteogênicas tais como maconha e chá de Ayahuasca…

O que os ateus precisam entender é que existe um espectro de racionalidade entre os religiosos: dos mais fanáticos e intolerantes, passando pelos místicos, depois pelo crente comum sem formação filosófica (mas que pode ser muito racional no seu dia a dia), depois os religiosos que gostam de Ciência e até mesmo de Fiçcão Científica (caso do escritor Orson Scott Card, que morou aqui em Ribeirão Preto enquanto missionário mórmon) culminando com os cientistas religiosos.

Então, a tarefa realista para os ateus divulgadores de ciência é tentar converter, usando a própria divulgação cientifica, histórica e filosófica (por exemplo, a critica bíblica e a arqueologia, como bem faz Reinaldo Lopes)  um crente fanatizado em um crente moderado racional (no sentido de um agente racional em economia), e ajudar a fazer a transição de um crente moderado para um crente apreciador de ciência e cultura. Isso pode ser feito, é viável sociologicamente e deve ser feito.

Mas para isso, o ateu militante precisa ser ser mais cordial, ter um mínimo de urbanidade e renunciar à propaganda de ódio contra os religiosos que apenas leva o ateu ao ridículo, como fica claro nesta página da Desciclopédia. Idealmente, precisa fazer, senão uma certa amizade com os mesmos (a sociologia mostra que adquirimos ideias principalmente de nossos amigos e não de nossos adversários) pelo menos abrir um canal de comunicação que não fique entupido por emocionalismos,  frases de efeito e piadinhas meméticas. Afinal, é papel do ateu ser mais racional e civilizado do que os religiosos, não o contrário.

Nesse sentido, o blogueiro Reinaldo Lopes tem feito mais para trazer os cristãos para uma atitude mais racional, histórica e cientifica do que o resto da blogosfera atéia inteira. Considero isso um verdadeiro fracasso dessa blogosfera: ficar pregando para os já convertidos (ao ateísmo) e mandar a mensagem para a maioria religiosa da população que “se você soubesse mais ciência sua fé ficaria abalada”. Essa frase até pode ser verdadeira (ou pelo menos tal fé seria reformulada em outro patamar), mas é a ideia errada na divulgação cientifica, pois as pessoas não vão renunciar à sua fé por causa da ciência.

De novo, o motivo é puramente sociológico: o que os ateus militantes precisam entender é que a religião não é primordialmente um sistema de crenças cognitivas para as pessoas em geral. A comunidade religiosa é basicamente um espaço de desenvolvimento pessoal e interpessoal, de efeito terapêutico (por exemplo contra a anomia depressiva da falta de sentido existencial, falta de sentido enfatizada pelo ateísmo!) e de formação de redes sociais. Toda comunidade religiosa funciona como uma espécie de maçonaria light (por isso as pessoas se chamam de irmãos, a fim de criar uma base memética para o altruísmo sociobiológico de parentesco). Essas relações tipo maçônicas, onde um irmão compra na loja do outro porque tem ali uma faixa “Deus é fiel (em suas promessas de prosperidade)” são de fundo econômico, e a infra-estrutura  econômica explica a consciência religiosa superestrutural, como já diagnosticava com acerto tanto Marx como Dawkins, caso ele tomasse realmente a sério sua Memética em sociologia, em vez de perder tempo com a analogia fácil religião = vírus mental. Afinal, só as ideias dos outros são vírus mentais? E as nossas?

Estou já advinhando o comentário de alguns amigos ateus mais radicais: “Ah, mas esse religioso moderado que gosta e apoia a ciência nunca poderá se tornar um verdadeiro cientista (pois afinal, todos os verdadeiros cientistas são ateus, os que não são ateus não são verdadeiros cientistas mas sofrem de dissonância cognitiva)”. Bom, o que eu posso dizer é que é muito melhor se mover na direção correta rumo a uma maior racionalidade e menor fanatismo do que ficar dando murro em ponta de faca. Aparece aqui a valorização da pureza conservadora: ou a pessoa é 100% atéia ou ela não é um ser humano (parcialmente) racional. Tal tipo de purismo ou puritanismo, porém, cabe apenas aos fanáticos. E de fanáticos já estamos cheios, não?

PS: Acho que faltou aqui uma definição de fanático. Darei esta: um fanático é uma pessoa incapaz de rir de si mesma e usar este riso como forma de auto-crítica. O fanático se leva demasiadamente a sério e não sabe brincar com suas próprias contradições. Tenho muitos amigos religiosos, tanto católicos como evangélicos,  que apreciam muito as piadas sobre si mesmos (acho que a quantidade delas daria um livro). Por outro lado, não tenho visto ateus contando piadas sobre ateus, visando pelo menos uma leve autocrítica. Bom, se alguém conhecer um site de piadas sobre ateus feito por ateus, por favor me comunique aí nos comentários.

Exemplo de piada: O crente morreu e foi recebido por um anjo no Céu. O anjo lhe falou que iria apresentar os bairros celestes. O homem foi acompanhando o anjo, que primeiro lhe mostrou um bairro chique, tipo um Morumbi celeste. “Aqui moram os Presbiterianos”, disse o anjo, complementando: “A casa do Airton Sena é logo ali”. “Ah, sim, os Presbiterianos, reconheceu o homem”. Depois visitaram um bairro de classe média. “E aqui moram os Metodistas”, confirmou o anjo. “Ali do lado tem até um polo de EAD da UNIMEP”, informou o anjo.”Claro, os Metodistas”, disse o crente. Em seguida o anjo lhe apresentou uma espécie de BNH celeste, com casinhas humildes que se perdia de vista. “E aqui estão o pessoal das Assembleias de Deus”, comentou o anjo. “Claro, Assembleias de Deus”, observou o homem impressionado com a vastidão do lugar. Depois entraram em um grande galpão, que lembrava um clube, onde os crentes cantavam hinos fervorosamente. “E aqui moram os Batistas…” disse o anjo bem baixinho. “O quê?”, perguntou o homem. “Aqui moram os Batistas”, sussurrou o anjo, ainda mais baixo. “Sim, mas, seu anjo, por que o sr. está falando tão baixo assim?”, exclamou o crente. “Shiuuu”, fez o anjo. “Fale baixo, eles pensam que estão sozinhos!”.

OK, acho que apenas quem conhece as denominações protestantes, evangélicas e pentecostais – que são três coisas diferentes – entende a piada, mas ela é contada até pelos Batistas…

A Perturbadora Persistência do Determinismo Social

Apresentação1

 

Um texto de 2001 que não perdeu a atualidade. Preciso apenas dar um upgrade nas referências.

O dowload pode ser feito aqui.

The exoplanets analogy to the Multiverse

kepler-planet-candidatesPrecisa dar uma melhorada. Pretendo enviar para o International Journal of Astrobiology.

The exoplanets analogy to the Multiverse

The idea of a Mutiverse is controversial, although it is a natural possible solution to particle physics and cosmological fine-tuning problems (FTPs). Here I explore the analogy between the Multiverse proposal and the proposal that there exist an infinite number of stellar systems with planets in a flat Universe, the Multiplanetverse. Although the measure problem is present in this scenario, the idea of a Multiplanetverse has predictive power, even in the absence of direct evidence for exoplanets that appeared since the 90s. We argue that the fine-tuning of Earth to life (and not only the fine-tuning of life to Earth) could predict with certainty the existence of exoplanets decades or even centuries before that direct evidence. Several other predictions can be made by studying only the Earth and the Sun, without any information about stars. The analogy also shows that theories that defend that the Earth is the unique existing planet and that, at the same time, is fine-tuned to life by pure chance (or pure physical necessity from a parameter free Theory of Everything) are misguided, and alike opinions about our Universe are similarly delusional.

Comments: 9 pages, 1 figure
Subjects: General Physics (physics.gen-ph); History and Philosophy of Physics (physics.hist-ph)
Cite as: arXiv:1506.08060 [physics.gen-ph]
(or arXiv:1506.08060v1 [physics.gen-ph] for this version)

Submission history

From: Osame Kinouchi [view email]
[v1] Tue, 16 Jun 2015 22:42:12 GMT (566kb)

 

O Beijo de Juliana e o Futebol

downloadO livro O Beijo de Juliana, modéstia a parte, tem um caráter presciente: o escândalo da FIFA já é discutido lá, há 13 anos atrás. Aqui vai um trecho:
Só que o mundo real é bem mais complicado que tudo isso que falei. O mundo é belo e feio ao mesmo tempo, o copo meio cheio e meio vazio, ou talvez nem um nem outro (afinal, o que é o belo sem que existam olhos para ver?).
Vocês adoram futebol e, graças ao nosso convívio, eu estou começando a gostar também, especialmente depois que descobri que esse jogo é um exemplo sui generis de sistema complexo. Mas será que não deveríamos fazer a Crítica do Futebol? Bom, embora eu não seja católico, vou compará-lo com a Igreja Católica, que vocês gostam tanto de atacar.
O futebol promove a libertação dos oprimidos ou pelo menos a cidadania racional? Interessante que a palavra fanático é usada nos três contextos da religião, da política e do esporte com a diferença de que, pelo menos aqui no Brasil, os militantes políticos e religiosos matam bem menos gente que os fanáticos por futebol. Ou vocês já viram algum torcedor do Palmeiras realmente ficar indignado quando um corintiano apanha e leva pedrada?
Será que, para o bem geral da sociedade, não deveríamos suprimir o futebol, por este ser uma religião violenta, irracional e obscurantista? (Mancha Verde, Gaviões da Fiel, Holligans neonazistas etc…) Quem rouba mais? A FIFA ou o Vaticano? Quem tem mais poder de mídia? A copa do mundo ou a missa do Galo? Quem promove mais o capitalismo mundial, produzindo o escapismo, a indiferença e a alienação das massas? Quem está mais entranhado e corrompido por interesses das grandes corporações multinacionais? Quem ganha mais grana? O papa ou Ronaldinho? Qual é a diferença psicológica entre o êxtase das massas produzido por um gol (ou o erro) de Marcelinho e um culto do Padre Marcelo? Não é à toa que as duas atividades se fazem aos domingos…
Qual a diferença entre aqueles que educam seus filhos numa religião e aqueles que religiosamente vestem suas crianças pequenas com o uniforme de seus times favoritos? Não deveriam as crianças poder escolher seu time livremente, após a adolescência, sem a influência de pais fanáticos? Cadê a liberdade de opinião das crianças?
Não seriam fenômenos análogos e igualmente machistas a exclusão das mulheres do sacerdócio no catolicismo e do papel de juízes de futebol? Porque os fãs (que é uma abreviação de “fanático”) de futebol não lutam para defender, perante essa cúpula machista e elitista da FIFA, o direito das mulheres ao uniforme preto e ao apito nos jogos do Mundial? Não será porque entre eles se encontram as forças mais reacionárias presentes na sociedade? Alguma vez a FIFA se pronunciou, por acaso, contra a fome e a miséria no mundo, como faz frequentemente a Igreja? Cadê o equivalente futebolístico de São Francisco, Madre Teresa, o cardeal Arns e Frei Betto? Cadê a esquerda futebolística? O Platini e o Sócrates?
Ah sim, mas poderíamos pensar de forma pragmática, seguindo os argumentos do Jean, que devemos assistir e praticar o futebol porque ele faz bem para a economia do país, gera empregos, aumenta nossa competitividade nos mercados globais etc. e tal. Os jogadores devem jogar unicamente para garantir o uisquinho das crianças (sim, a maior parte deles já está fazendo isso…) e nós devemos financiá-los porque, em um mundo globalizado, a supremacia futebolística é fonte de prestígio internacional e divisas para o país (somos o maior país produtor e exportador de craques, não somos?). Abaixo o futebol arte, viva o futebol aplicado e o futebol tecnológico.
Vocês fazem esse ato patriótico de prestigiar o futebol todo domingo, e ainda não haviam se dado conta disso! Estavam iludidos, pensando que o futebol, assim como a ciência, a arte e a literatura, poderia alegrar e embelezar a vida… Não perceberam que, ao apoiar o futebol, estão apoiando o sistema de dominação mais perfeito e corrupto já inventado pelo homem! O futebol e a mídia. O futebol e a política. Futebol e a indústria de consumo. Futebol e ética. Futebol e capitalismo. Futebol e nacionalismo guerreiro. Futebol e machismo.
Gostar de futebol implica em corresponsabilidade por todas as ações da FIFA, por todas as mortes provocadas por brigas de torcida, correto? Vocês adoram o futebol, portanto são seguidores incondicionais do João Havelange, certo? Já que não protestam, não criticam, são todos corresponsáveis em cada uma das atividades corruptas feitas em nome do futebol. É isso? Pensem. Pensem. Pensem! Uma nova sociedade só poderá surgir após a queda do futebol. O primeiro passo deve ser, precisa ser, a eliminação completa do futebol. A Humanidade só será livre quando se livrar do futebol. Como dizia Nietzsche: “O Futebol está morto, e fomos nós que o matamos”.
Esse é o drama de toda pessoa que faz análise crítica: ela sabe que a crítica é necessária para que as coisas melhorem (supondo que palavras tenham realmente algum poder de mudar o mundo). E sempre bate aquele medo de sua crítica não ser radical o suficiente, de não pegar o problema pela raiz. Assim, acaba-se criando uma competição sem fundo entre os críticos para ver quem é mais radical. Mas então o crítico percebe que o mesmo tipo de crítica radical pode ser feita à todas, todas as atividades humanas (“We are all in the gutter”, lembram?), sem exceção:
Amor romântico: invenção de Hollywood; o verdadeiro ópio do povo (especialmente das mulheres); ilusão a dois visando exploração sexual e econômica mútua; origem de todos os crimes passionais;
Música: Um dos principais produtos da indústria cultural; instrumento de guerra usado para elevar o moral dos soldados; essencial na propaganda e marketing; atinge o ápice da perfeição artística nos jingles obsessivos e na música popular “Boquinha da Garrafa”; droga psicotrópica baseada na excitação ressonante de ritmos cerebrais que liberam dopamina (ver também “ectasy”);
Artes plásticas: Atividade patrocinada pela Igreja durante a Idade Média e usada como instrumento de doutrinação; também financiada pela burguesia visando expressão de poder (ver “Michelangelo”) e por estados totalitários (ver “arte nazista” e “realismo socialista”); atualmente representa sinal de status para colecionadores ricos; investimento financeiro de médio risco, ver “mercado de arte”; artistas plásticos: responsáveis diretos pela poluição visual das grandes cidades; artes plásticas aplicadas: ver “propaganda e marketing”;
Cinema: Veículo de propaganda ideológica; pilar central da hegemonia cultural americana; muito usado como propaganda de guerra e incitação à violência; ópio da classe média (ver “DVDs”); principais filmes do século XX: Rambo, Os boinas verdes, Patricinhas de Beverly Hills;
Fotografia: Tecnologia militar importante (ver “fotografia aérea”, “satélites”); principal aplicação civil: pornografia (ver “Internet”); ver também “paparazzi”.
Literatura: Principal instrumento de reprodução ideológica das classes dominantes; mercadoria de massa da indústria cultural (ver “best-seller”); na sua forma dita culta, escapismo para intelectuais; principal meio de preservação de estereótipos e preconceitos historicamente ultrapassados (ver “Shakespeare”);
Jornalismo: Quarto poder que, ao contrário dos outros três, não é sujeito a eleições democráticas; principal instrumento das classes dominantes para controle da opinião pública; ver “propaganda de guerra” e “FOX”; veículo de marketing político; ver também “imprensa marrom”; perfeitamente representado no Jornal Nacional e nos tabloides;
Religião e espiritualidade: Fonte de todos os males; ópio do povo (ver também “Cannabis Sativa” e “LSD”); origem de todas as guerras santas, intolerâncias e inquisições; ideologia repressora da sexualidade humana e das mulheres; tecnologia de guerra usada para elevar o moral das tropas; principal fonte de justificação do status quo nas civilizações orientais;
Ciência: Fonte de todos os males (ver “Prometeu” e “Caixa de Pandora”); ideologia central do capitalismo e do comunismo estatal; causa principal da explosão populacional; principal fonte de desequilíbrio ecológico; atinge a perfeição no desenvolvimento de tecnologias de guerra: comida enlatada (ver “Napoleão”), penicilina (ver “II Guerra Mundial”), radar, aviões, satélites, laser, computadores e WWW (rede de origem militar usada basicamente para propaganda on-line e veiculação de pornografia infantil);
Matemática: Principal instrumento da Tecnocracia; linguagem hermética desenvolvida para a  autoexclusão intelectual das Humanidades; principais aplicações: armamento nuclear (ver “Pitágoras como precursor de E = mc2 e da Bomba Atômica”), contabilidade, matemática financeira e medidas racistas de QI;
Alfabeto: Instrumento de dominação social inventado por burocratas babilônicos; principal promotor da exclusão social (ver “analfabetismo”) e da extinção das tradições orais; tecnologia básica de propaganda; peça essencial de todas as tecnologias de dominação arroladas acima.
Fogo: Tecnologia de guerra inventada pelo Homo Sapiens; responsável pela extinção de milhares de espécies animais (ver “Culinária”); principais aplicações: lança-chamas, queimadas na floresta tropical; ver também “armas de fogo”;
Homo Sapiens: Espécie dominante do planeta Terra que explora e oprime todas as outras; inventor de todas as tecnologias de guerra descritas acima; principal responsável por todos os problemas humanos e ecológicos; câncer biológico que necessita urgentemente ser extirpado a fim de que Gaia sobreviva; ver também “Pecado original” e “Apocalipse”.
Este é o paradoxo principal: como fazer a crítica tão necessária sem se deixar afundar na pura amargura e na chatice insuportável e depressiva. Quem achar a solução me avise!
Abraços calorosos a todos,
Freeman
PS: Alguém precisa escrever com urgência os livros “Fazendo a Contracultura do Futebol”, o “Homem (no campo) Bidimensional” e “Ciência e Técnica do Futebol como Ideologia”.
OK, vocês acham que eu exagero nesse negócio de futura onda obscurantista… Tá certo vou maneirar com isso daqui para frente. Mas lembrem-se, eu participo de círculos de discussão que vocês não participam, leio aquilo que vocês não leem, e avalio um movimento social pela sua derivada temporal, capacidade de crescimento exponencial, potencial epidêmico, não pelo seu estado atual. Vocês se comportam como os meus aturdidos amigos da Teologia da Libertação quando eu os avisei em 1982 que o Movimento Carismático e os Evangélicos Pentecostais iriam varrê-los do mapa.
Mas se a tal onda vier, lembrem-se: “I told you, damned fools!”

Quem são os melhores cientistas do Brasil?

Quem são os melhores cientistas do Brasil?.

Folha de S.Paulo – Ciência – Estudo genético liga inteligência a risco de ter autismo

sexta-feira, 27 de março de 2015

As mesmas alterações de DNA que tornam uma pessoa propensa a desenvolver autismo –transtorno mental que afeta a sociabilidade e comunicabilidade–
Continua: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/03/1608776-estudo-genetico-liga-inteligencia-a-risco-de-contrair-autismo.shtml

Artigo aceito pelo PRE

Aceito pelo Physical Review E.

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Nonsynchronous updating in the multiverse of cellular automata

In this paper we study updating effects on cellular automata rule space. We consider a subset of 6144 order-3 automata from the space of 262144 bi-dimensional outer-totalistic rules. We compare synchronous to asynchronous and sequential updatings. Focusing on two automata, we discuss how update changes destroy typical structures of these rules. Besides, we show that the first-order phase-transition in the multiverse of synchronous cellular automata, revealed with the use of a recently introduced control parameter, seems to be robust not only to changes in update schema but also to different initial densities.

Subjects: Cellular Automata and Lattice Gases (nlin.CG); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech)
Cite as: arXiv:1503.01350 [nlin.CG]
(or arXiv:1503.01350v1 [nlin.CG] for this version)

 

The Good Fight Part 1: The Fine Art of Talking to People Who Are Wrong

"Alu finds a friend"Para ler com calma…

De VIOLENT METAPHORS

The good fight is that special argument where you know you’re right, and just can’t imagine how anyone could possibly disagree. But they do, even when the disagreement is about something fundamental and irreconcilable. Did we evolve? Is the climate changing? Are vaccines safe? Do I really have to pay my taxes? The answers matter, but so do the arguments. Let’s try to improve them. Read more [+]

Endocanabionóides e autismo

Em 2010, neste blog, eu conjecturei que talvez um defeito no sistema endocanabinoide poderia estar relacionado ao autismo (minha evidencia era apenas o fato de que a cannabis produz efeitos antagonicos ao autismo, como maior sociabilidade, maior deriva no foco de atenção, redução de ansiedade e comportamento obsessivo (se a teoria de Crick-Mitchison sobre sono REM estiver certa)  etc.

Inclusive neste post eu anunciava que essa ideia poderia gerar um novo tratamento para o autismo.  Desde então, parece que pesquisas confirmaram tais hipóteses. É pena que eu não tinha condições (colaboradores em  neurobiologia do autismo) para pesquisar tal assunto, muito menos publicar. Leia a seguir sobre essas novas pesquisas. Read more [+]

Blog com livros de divulgação científica

Uma das coisas que minha bolsista (Bolsa de Cultura e Extensão)  Rafaela Beatriz da Silva fez ano passado foi implementar um blog contendo livros de divulgação científica no site do Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria (LDCC). Neste site também existe uma aba para o ABC (Anel de Blogs Científicos).

Temos até agora 130 livros mas dia a dia vão ser acrescentados mais. Cada livro vem com a capa, um sumario com link para uma página de livraria onde você poderá encontrá-lo, e os dados bibliográficos (tirados da página da livraria ou da Biblioteca Nacional).

Você pode fazer, no campo de search, buscas por autor ou palavras chaves. A simples rolagem para baixo também é um meio útil para sugerir livros de divulgação científica que talvez você não conheça.

Dê uma olhada, eu acho que realmente isso pode ser útil, pois não conheço nenhum blog dedicado exclusivamente a livros de divulgação científica. O endereço é aqui.

livro ciencia

Multiverso com ferramenta matemática preditiva

mUltiverseMe parece que a ideia de Multiverso está ficando cada vez mais relevante e preditiva. Já a ideia de explicar fine tuning no universo usando ideias físicas convencionais (simetrias etc) parece estar num beco sem saída, nenhum avanço foi obtido há décadas.

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High Energy Physics – Phenomenology

Radiative PQ Breaking and the Higgs Boson Mass

The small and negative value of the Standard Model Higgs quartic coupling at high scales can be understood in terms of anthropic selection on a landscape where large and negative values are favored: most universes have a very short-lived electroweak vacuum and typical observers are in universes close to the corresponding metastability boundary. We provide a simple example of such a landscape with a Peccei-Quinn symmetry breaking scale generated through dimensional transmutation and supersymmetry softly broken at an intermediate scale. Large and negative contributions to the Higgs quartic are typically generated on integrating out the saxion field. Cancellations among these contributions are forced by the anthropic requirement of a sufficiently long-lived electroweak vacuum, determining the multiverse distribution for the Higgs quartic in a similar way to that of the cosmological constant. This leads to a statistical prediction of the Higgs boson mass that, for a wide range of parameters, yields the observed value within the 1σ statistical uncertainty of 5 GeV originating from the multiverse distribution. The strong CP problem is solved and single-component axion dark matter is predicted, with an abundance that can be understood from environmental selection. A more general setting for the Higgs mass prediction is discussed.

Comments: 30 pages, 10 figures
Subjects: High Energy Physics – Phenomenology (hep-ph)
Cite as: arXiv:1502.06963 [hep-ph]
(or arXiv:1502.06963v1 [hep-ph] for this version)

Range dinâmico olfatório

Figure 1 Ca2+ imaging shows that each pheromone component activates a single glomerulus in the MGC.

RESEARCH ARTICLE

Heterogeneity and Convergence of Olfactory First-Order Neurons Account for the High Speed and Sensitivity of Second-Order Neurons

 

  • Jean-Pierre Rospars mail,
  • Alexandre Grémiaux,
  • David Jarriault,
  • Antoine Chaffiol,
  • Christelle Monsempes,
  • Nina Deisig,
  • Sylvia Anton,
  • Philippe Lucas,
  • Dominique Martinez
  • Published: December 04, 2014
  • DOI: 10.1371/journal.pcbi.1003975

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O crescimento econômico visto por um físico

U.S. total energy 1650-present (logarithmic)Total U.S. Energy consumption in all forms since 1650. The vertical scale is logarithmic, so that an exponential curve resulting from a constant growth rate appears as a straight line. The red line corresponds to an annual growth rate of 2.9%. Source: EIA.

Exponential Economist Meets Finite Physicist

Some while back, I found myself sitting next to an accomplished economics professor at a dinner event. Shortly after pleasantries, I said to him, “economic growth cannot continue indefinitely,” just to see where things would go. It was a lively and informative conversation. I was somewhat alarmed by the disconnect between economic theory and physical constraints—not for the first time, but here it was up-close and personal. Though my memory is not keen enough to recount our conversation verbatim, I thought I would at least try to capture the key points and convey the essence of the tennis match—with some entertainment value thrown in.

Cast of characters: Physicist, played by me; Economist, played by an established economics professor from a prestigious institution. Scene: banquet dinner, played in four acts (courses).

Note: because I have a better retention of my own thoughts than those of my conversational companion, this recreation is lopsided to represent my own points/words. So while it may look like a physicist-dominated conversation, this is more an artifact of my own recall capabilities. I also should say that the other people at our table were not paying attention to our conversation, so I don’t know what makes me think this will be interesting to readers if it wasn’t even interesting enough to others at the table! But here goes…

Act One: Bread and Butter

Physicist: Hi, I’m Tom. I’m a physicist.

Economist: Hi Tom, I’m [ahem..cough]. I’m an economist.

Physicist: Hey, that’s great. I’ve been thinking a bit about growth and want to run an idea by you. I claim that economic growth cannot continue indefinitely.

Economist: [chokes on bread crumb] Did I hear you right? Did you say that growth can not continue forever?

Physicist: That’s right. I think physical limits assert themselves.

Economist: Well sure, nothing truly lasts forever. The sun, for instance, will not burn forever. On the billions-of-years timescale, things come to an end.

Physicist: Granted, but I’m talking about a more immediate timescale, here on Earth. Earth’s physical resources—particularly energy—are limited and may prohibit continued growth within centuries, or possibly much shorter depending on the choices we make. There are thermodynamic issues as well.

Economist: I don’t think energy will ever be a limiting factor to economic growth. Sure, conventional fossil fuels are finite. But we can substitute non-conventional resources like tar sands, oil shale, shale gas, etc. By the time these run out, we’ll likely have built up a renewable infrastructure of wind, solar, and geothermal energy—plus next-generation nuclear fission and potentially nuclear fusion. And there are likely energy technologies we cannot yet fathom in the farther future.

Physicist: Sure, those things could happen, and I hope they do at some non-trivial scale. But let’s look at the physical implications of the energy scale expanding into the future. So what’s a typical rate of annual energy growth over the last few centuries?

Economist: I would guess a few percent. Less than 5%, but at least 2%, I should think.

Physicist: Right, if you plot the U.S. energy consumption in all forms from 1650 until now, you see a phenomenally faithful exponential at about 3% per year over that whole span. The situation for the whole world is similar. So how long do you think we might be able to continue this trend?

Economist: Well, let’s see. A 3% growth rate means a doubling time of something like 23 years. So each century might see something like a 15–20× increase. I see where you’re going. A few more centuries like that would perhaps be absurd. But don’t forget that population was increasing during centuries past—the period on which you base your growth rate. Population will stop growing before more centuries roll by.

Physicist: True enough. So we would likely agree that energy growth will not continue indefinitely. But two points before we continue: First, I’ll just mention that energy growth has far outstripped population growth, so that per-capita energy use has surged dramatically over time—our energy lives today are far richer than those of our great-great-grandparents a century ago [economist nods]. So even if population stabilizes, we are accustomed to per-capita energy growth: total energy would have to continue growing to maintain such a trend [another nod].

Second, thermodynamic limits impose a cap to energy growth lest we cook ourselves. I’m not talking about global warming, CO2 build-up, etc. I’m talking about radiating the spent energy into space. I assume you’re happy to confine our conversation to Earth, foregoing the spectre of an exodus to space, colonizing planets, living the Star Trek life, etc.

Economist: More than happy to keep our discussion grounded to Earth.

Physicist: [sigh of relief: not a space cadet] Alright, the Earth has only one mechanism for releasing heat to space, and that’s via (infrared) radiation. We understand the phenomenon perfectly well, and can predict the surface temperature of the planet as a function of how much energy the human race produces. The upshot is that at a 2.3% growth rate (conveniently chosen to represent a 10× increase every century), we would reach boiling temperature in about 400 years. [Pained expression from economist.] And this statement is independent of technology. Even if we don’t have a name for the energy source yet, as long as it obeys thermodynamics, we cook ourselves with perpetual energy increase.

Economist: That’s a striking result. Could not technology pipe or beam the heat elsewhere, rather than relying on thermal radiation?

Physicist: Well, we could (and do, somewhat) beam non-thermal radiation into space, like light, lasers, radio waves, etc. But the problem is that these “sources” are forms of high-grade, low-entropy energy. Instead, we’re talking about getting rid of the waste heat from all the processes by which we use energy. This energy is thermal in nature. We might be able to scoop up some of this to do useful “work,” but at very low thermodynamic efficiency. If you want to use high-grade energy in the first place, having high-entropy waste heat is pretty inescapable.

Economist: [furrowed brow] Okay, but I still think our path can easily accommodate at least a steady energy profile. We’ll use it more efficiently and for new pursuits that continue to support growth.

Physicist: Before we tackle that, we’re too close to an astounding point for me to leave it unspoken. At that 2.3% growth rate, we would be using energy at a rate corresponding to the total solar input striking Earth in a little over 400 years. We would consume something comparable to the entire sun in 1400 years from now. By 2500 years, we would use energy at the rate of the entire Milky Way galaxy—100 billion stars! I think you can see the absurdity of continued energy growth. 2500 years is not that long, from a historical perspective. We know what we were doing 2500 years ago. I think I know what we’re not going to be doing 2500 years hence.

Economist: That’s really remarkable—I appreciate the detour. You said about 1400 years to reach parity with solar output?

Physicist: Right. And you can see the thermodynamic point in this scenario as well. If we tried to generate energy at a rate commensurate with that of the Sun in 1400 years, and did this on Earth, physics demands that the surface of the Earth must be hotter than the (much larger) surface of the Sun. Just like 100 W from a light bulb results in a much hotter surface than the same 100 W you and I generate via metabolism, spread out across a much larger surface area.

Economist: I see. That does make sense.

Act Two: Salad

Economist: So I’m as convinced as I need to be that growth in raw energy use is a limited proposition—that we must one day at the very least stabilize to a roughly constant yearly expenditure. At least I’m willing to accept that as a starting point for discussing the long term prospects for economic growth. But coming back to your first statement, I don’t see that this threatens the indefinite continuance of economic growth.

For one thing, we can keep energy use fixed and still do more with it in each passing year via efficiency improvements. Innovations bring new ideas to the market, spurring investment, market demand, etc. These are things that will not run dry. We have plenty of examples of fundamentally important resources in decline, only to be substituted or rendered obsolete by innovations in another direction.

Physicist: Yes, all these things happen, and will continue at some level. But I am not convinced that they represent limitless resources.

Economist: Do you think ingenuity has a limit—that the human mind itself is only so capable? That could be true, but we can’t credibly predict how close we might be to such a limit.

Physicist: That’s not really what I have in mind. Let’s take efficiency first. It is true that, over time, cars get better mileage, refrigerators use less energy, buildings are built more smartly to conserve energy, etc. The best examples tend to see factor-of-two improvements on a 35 year timeframe, translating to 2% per year. But many things are already as efficient as we can expect them to be. Electric motors are a good example, at 90% efficiency. It will always take 4184 Joules to heat a liter of water one degree Celsius. In the middle range, we have giant consumers of energy—like power plants—improving much more slowly, at 1% per year or less. And these middling things tend to be something like 30% efficient. How many more “doublings” are possible? If many of our devices were 0.01% efficient, I would be more enthusiastic about centuries of efficiency-based growth ahead of us. But we may only have one more doubling in us, taking less than a century to realize.

Economist: Okay, point taken. But there is more to efficiency than incremental improvement. There are also game-changers. Tele-conferencing instead of air travel. Laptop replaces desktop; iPhone replaces laptop, etc.—each far more energy frugal than the last. The internet is an example of an enabling innovation that changes the way we use energy.

Physicist: These are important examples, and I do expect some continuation along this line, but we still need to eat, and no activity can get away from energy use entirely. [semi-reluctant nod/bobble] Sure, there are lower-intensity activities, but nothing of economic value is completely free of energy.

Economist: Some things can get awfully close. Consider virtualization. Imagine that in the future, we could all own virtual mansions and have our every need satisfied: all by stimulative neurological trickery. We would stil need nutrition, but the energy required to experience a high-energy lifestyle would be relatively minor. This is an example of enabling technology that obviates the need to engage in energy-intensive activities. Want to spend the weekend in Paris? You can do it without getting out of your chair. [More like an IV-drip-equipped toilet than a chair, the physicist thinks.]

Physicist: I see. But this is still a finite expenditure of energy per person. Not only does it take energy to feed the person (today at a rate of 10 kilocalories of energy input per kilocalorie eaten, no less), but the virtual environment probably also requires a supercomputer—by today’s standards—for every virtual voyager. The supercomputer at UCSD consumes something like 5 MW of power. Granted, we can expect improvement on this end, but today’s supercomputer eats 50,000 times as much as a person does, so there is a big gulf to cross. I’ll take some convincing. Plus, not everyone will want to live this virtual existence.

Economist: Really? Who could refuse it? All your needs met and an extravagant lifestyle—what’s not to like? I hope I can live like that myself someday.

Physicist: Not me. I suspect many would prefer the smell of real flowers—complete with aphids and sneezing; the feel of real wind messing up their hair; even real rain, real bee-stings, and all the rest. You might be able to simulate all these things, but not everyone will want to live an artificial life. And as long as there are any holdouts, the plan of squeezing energy requirements to some arbitrarily low level fails. Not to mention meeting fixed bio-energy needs.

Act Three: Main Course

Physicist: But let’s leave the Matrix, and cut to the chase. Let’s imagine a world of steady population and steady energy use. I think we’ve both agreed on these physically-imposed parameters. If the flow of energy is fixed, but we posit continued economic growth, then GDP continues to grow while energy remains at a fixed scale. This means that energy—a physically-constrained resource, mind—must become arbitrarily cheap as GDP continues to grow and leave energy in the dust.

Economist: Yes, I think energy plays a diminishing role in the economy and becomes too cheap to worry about.

Physicist: Wow. Do you really believe that? A physically limited resource (read scarcity) that is fundamental to every economic activity becomes arbitrarily cheap? [turns attention to food on the plate, somewhat stunned]

Economist: [after pause to consider] Yes, I do believe that.

Physicist: Okay, so let’s be clear that we’re talking about the same thing. Energy today is roughly 10% of GDP. Let’s say we cap the physical amount available each year at some level, but allow GDP to keep growing. We need to ignore inflation as a nuisance in this case: if my 10 units of energy this year costs $10,000 out of my $100,000 income; then next year that same amount of energy costs $11,000 and I make $110,000—I want to ignore such an effect as “meaningless” inflation: the GDP “growth” in this sense is not real growth, but just a re-scaling of the value of money.

Economist: Agreed.

Physicist: Then in order to have real GDP growth on top of flat energy, the fractional cost of energy goes down relative to the GDP as a whole.

Economist: Correct.

Physicist: How far do you imagine this can go? Will energy get to 1% of GDP? 0.1%? Is there a limit?

Economist: There does not need to be. Energy may become of secondary importance in the economy of the future—like in the virtual world I illustrated.

Physicist: But if energy became arbitrarily cheap, someone could buy all of it, and suddenly the activities that comprise the economy would grind to a halt. Food would stop arriving at the plate without energy for purchase, so people would pay attention to this. Someone would be willing to pay more for it. Everyone would. There will be a floor to how low energy prices can go as a fraction of GDP.

Economist: That floor may be very low: much lower than the 5–10% we pay today.

Physicist: But is there a floor? How low are you willing to take it? 5%? 2%? 1%?

Economist: Let’s say 1%.

Physicist: So once our fixed annual energy costs 1% of GDP, the 99% remaining will find itself stuck. If it tries to grow, energy prices must grow in proportion and we have monetary inflation, but no real growth.

Economist: Well, I wouldn’t go that far. You can still have growth without increasing GDP.

Physicist: But it seems that you are now sold on the notion that the cost of energy would not naturally sink to arbitrarily low levels.

Economist: Yes, I have to retract that statement. If energy is indeed capped at a steady annual amount, then it is important enough to other economic activities that it would not be allowed to slip into economic obscurity.

Physicist: Even early economists like Adam Smith foresaw economic growth as a temporary phase lasting maybe a few hundred years, ultimately limited by land (which is where energy was obtained in that day). If humans are successful in the long term, it is clear that a steady-state economic theory will far outlive the transient growth-based economic frameworks of today. Forget Smith, Keynes, Friedman, and that lot. The economists who devise a functioning steady-state economic system stand to be remembered for a longer eternity than the growth dudes. [Economist stares into the distance as he contemplates this alluring thought.]

Act Four: Dessert

Economist: But I have to object to the statement that growth must stop once energy amount/price saturates. There will always be innovations that people are willing to purchase that do not require additional energy.

Physicist: Things will certainly change. By “steady-state,” I don’t mean static. Fads and fashions will always be part of what we do—we’re not about to stop being human. But I’m thinking more of a zero-sum game here. Fads come and go. Some fraction of GDP will always go toward the fad/innovation/gizmo of the day, but while one fad grows, another fades and withers. Innovation therefore will maintain a certain flow in the economy, but not necessarily growth.

Economist: Ah, but the key question is whether life 400 years from now is undeniably of higher quality than life today. Even if energy is fixed, and GDP is fixed once the cost of energy saturates at the lower bound, will quality of life continue to improve in objectively agreed-upon ways?

Physicist: I don’t know how objective such an assessment can be. Many today yearn for days past. Maybe this is borne of ignorance or romanticism over the past (1950′s often comes up). It may be really exciting to imagine living in Renaissance Europe, until a bucket of nightsoil hurled from a window splatters off the cobblestone and onto your breeches. In any case, what kind of universal, objective improvements might you imagine?

Economist: Well, for instance, look at this dessert, with its decorative syrup swirls on the plate. It is marvelous to behold.

Physicist: And tasty.

Economist: We value such desserts more than plain, unadorned varieties. In fact, we can imagine an equivalent dessert with equivalent ingredients, but the decorative syrup unceremoniously pooled off to one side. We value the decorated version more. And the chefs will continue to innovate. Imagine a preparation/presentation 400 years from now that would blow your mind—you never thought dessert could be made to look so amazing and taste so delectably good. People would line the streets to get hold of such a creation. No more energy, no more ingredients, yet of increased value to society. That’s a form of quality of life improvement, requiring no additional resources, and perhaps costing the same fraction of GDP, or income.

Physicist: I’m smiling because this reminds me of a related story. I was observing at Palomar Observatory with an amazing instrumentation guru named Keith who taught me much. Keith’s night lunch—prepared in the evening by the observatory kitchen and placed in a brown bag—was a tuna-fish sandwich in two parts: bread slices in a plastic baggie, and the tuna salad in a small plastic container (so the tuna would not make the bread soggy after hours in the bag). Keith plopped the tuna onto the bread in an inverted container-shaped lump, then put the other piece of bread on top without first spreading the tuna. It looked like a snake had just eaten a rat. Perplexed, I asked if he intended to spread the tuna before eating it. He looked at me quizzically (like Morpheus in the Matrix: “You think that’s air you’re breathing? Hmm.”), and said—memorably, “It all goes in the same place.”

My point is that the stunning presentation of desserts will not have universal value to society. It all goes in the same place, after all. [I’ll share a little-known secret. It’s hard to beat a Hostess Ding Dong for dessert. At 5% the cost of fancy desserts, it’s not clear how much value the fancy things add.]

After-Dinner Contemplations

The evening’s after-dinner keynote speech began, so we had to shelve the conversation. Reflecting on it, I kept thinking, “This should not have happened. A prominent economist should not have to walk back statements about the fundamental nature of growth when talking to a scientist with no formal economics training.” But as the evening progressed, the original space in which the economist roamed got painted smaller and smaller.

First, he had to acknowledge that energy may see physical limits. I don’t think that was part of his initial virtual mansion.

Next, the efficiency argument had to shift away from straight-up improvements to transformational technologies. Virtual reality played a prominent role in this line of argument.

Finally, even having accepted the limits to energy growth, he initially believed this would prove to be of little consequence to the greater economy. But he had to ultimately admit to a floor on energy price and therefore an end to traditional growth in GDP—against a backdrop fixed energy.

I got the sense that this economist’s view on growth met some serious challenges during the course of the meal. Maybe he was not putting forth the most coherent arguments that he could have made. But he was very sharp and by all measures seemed to be at the top of his game. I choose to interpret the episode as illuminating a blind spot in traditional economic thinking. There is too little acknowledgement of physical limits, and even the non-compliant nature of humans, who may make choices we might think to be irrational—just to remain independent and unencumbered.

I recently was motivated to read a real economics textbook: one written by people who understand and respect physical limitations. The book, called Ecological Economics, by Herman Daly and Joshua Farley, states in its Note to Instructors:

…we do not share the view of many of our economics colleagues that growth will solve the economic problem, that narrow self-interest is the only dependable human motive, that technology will always find a substitute for any depleted resource, that the market can efficiently allocate all types of goods, that free markets always lead to an equilibrium balancing supply and demand, or that the laws of thermodynamics are irrelevant to economics.

This is a book for me!

Epilogue

The conversation recreated here did challenge my own understanding as well. I spent the rest of the evening pondering the question: “Under a model in which GDP is fixed—under conditions of stable energy, stable population, steady-state economy: if we accumulate knowledge, improve the quality of life, and thus create an unambiguously more desirable world within which to live, doesn’t this constitute a form of economic growth?”

I had to concede that yes—it does. This often falls under the title of “development” rather than “growth.” I ran into the economist the next day and we continued the conversation, wrapping up loose ends that were cut short by the keynote speech. I related to him my still-forming position that yes, we can continue tweaking quality of life under a steady regime. I don’t think I ever would have explicitly thought otherwise, but I did not consider this to be a form of economic growth. One way to frame it is by asking if future people living in a steady-state economy—yet separated by 400 years—would always make the same, obvious trades? Would the future life be objectively better, even for the same energy, same GDP, same income, etc.? If the answer is yes, then the far-future person gets more for their money: more for their energy outlay. Can this continue indefinitely (thousands of years)? Perhaps. Will it be at the 2% per year level (factor of ten better every 100 years)? I doubt that.

So I can twist my head into thinking of quality of life development in an otherwise steady-state as being a form of indefinite growth. But it’s not your father’s growth. It’s not growing GDP, growing energy use, interest on bank accounts, loans, fractional reserve money, investment. It’s a whole different ballgame, folks. Of that, I am convinced. Big changes await us. An unrecognizable economy. The main lesson for me is that growth is not a “good quantum number,” as physicists will say: it’s not an invariant of our world. Cling to it at your own peril.

Note: This conversation is my contribution to a series at www.growthbusters.org honoring the 40th anniversary of the Limits to Growth study. You can explore the series here. Also see my previous reflection on the Limits to Growth work. You may also be interested in checking out and signing the Pledge to Think Small and consider organizing an Earth Day weekend house party screening of the GrowthBusters movie.

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E Se? Usando Ficção Científica e Fantasia para ensinar Física

The New York Times

E se?

Livro ensina física por meio do absurdo

KENNETH CHANG
DO “NEW YORK TIMES”

Cinco anos atrás, quando estava dando uma palestra sobre física a estudantes do Ensino Médio no Massachusetts Institute of Technology, Randall Munroe percebeu que a plateia não estava muito interessada.

Ele estava tentando explicar o que são energia potencial e potência -conceitos que não são complexos, mas difíceis de entender.

Assim, no meio da palestra de três horas, Munroe, mais conhecido por ser o criador da HQ on-line xkcd, resolveu apelar para “Star Wars”.

“Pensei na cena de ‘O Império Contra-ataca’ em que Yoda tira a asa-X do pântano”, comentou.

“A ideia me ocorreu quando eu estava dando a aula.”

No lugar de definições abstratas (um objeto erguido ganha energia potencial porque vai se acelerar quando cair; a potência é o índice de mudança na energia), Munroe fez uma pergunta: quanta energia da Força seria Yoda capaz de produzir?

“Fiz uma versão aproximada do cálculo ali mesmo, na sala de aula, procurando as dimensões da nave na internet e medindo as coisas na cena no projetor, diante dos alunos”, contou. “Todos começaram a prestar atenção.”

Para a maioria das pessoas, a física não é interessante por si só. “As ferramentas só são divertidas quando a coisa com a qual você as utiliza é interessante.”

Os alunos começaram a fazer outras perguntas. “E o final de ‘O Senhor dos Anéis’, quando o olho de Sauron explode, quanta energia há nisso?”

A experiência inspirou Munroe a começar a pedir perguntas semelhantes dos leitores do xkcd.

Ele reuniu esse trabalho, incluindo uma versão dos cálculos que fez sobre Yoda e outros materiais novos, no livro “E se?”, lançado em setembro e que desde então está na lista dos livros de não ficção mais vendidos.

Como afirma sua capa, “E se?” é repleto de “respostas científicas sérias a perguntas hipotéticas absurdas”.

“O livro exercita a imaginação do leitor, e o humor espirituoso de Munroe é encantador”, comentou William Sanford Nye, mais conhecido como “Billy Nye, the Science Guy”. “Ele cria cenários que, por falta de um termo melhor, precisamos descrever como absurdos, mas que são muito instrutivos.”

O que aconteceria se você tentasse rebater uma bola de beisebol lançada a 90% da velocidade da luz? “A resposta é ‘muitas coisas’, e todas acontecem muito rapidamente. Não termina bem para o batedor (nem para o lançador).”

Se todo o mundo mirasse a Lua ao mesmo tempo com um ponteiro de laser, a Lua mudaria de cor? “Não se usássemos ponteiros de laser normais.”

Por quanto tempo um submarino nuclear poderia permanecer em órbita? “O submarino ficaria ótimo, mas seus tripulantes teriam problemas.”

As explicações são acompanhadas pelos mesmos desenhos e o mesmo humor nerd que garantiram a popularidade do xkcd. (O que significa xkcd? “É simplesmente uma palavra para a qual não existe pronúncia fonética”, explica o site do seriado on-line.)

Na época em que era estudante de física na Universidade Christopher Newport, na Virginia, Munroe começou a trabalhar como técnico independente em um projeto de robótica no Centro Langley de Pesquisas, da Nasa, e continuou depois de se formar.

Foi nessa época que ele começou a scanear seus desenhos rabiscados e colocá-los na web.

O contrato com a Nasa terminou em 2006, por decisão mútua das duas partes.

Munroe tornou-se cartunista em tempo integral e se mudou para a região de Boston porque, explicou, queria viver numa cidade maior, com mais coisas de geek para fazer. Em 2012 ele incluiu a parte de “E se?” no site.

Hoje ele recebe milhares de perguntas por semana. Muitas são evidentemente de estudantes à procura de ajuda com sua lição de casa. Outras podem ser respondidas com uma só palavra: “Não”.

“Uma das perguntas que recebi foi: ‘Existe algum equipamento comercial de mergulho que permita a sobrevivência debaixo de lava incandescente?'”, Munroe contou. “Não. Não existe.”

Munroe também gostava de fazer perguntas quando era criança. Na introdução do livro, ele conta que se perguntava se havia mais coisas duras ou moles no mundo. Essa conversa causou impressão tão forte à sua mãe que ela a anotou e guardou.

“Dizem que não existem perguntas estúpidas”, escreve Munroe, 30. “Isso não é verdade, obviamente. Acho que minha pergunta sobre as coisas duras e moles foi bastante estúpida. Mas tentar responder uma pergunta estúpida de modo completo pode levar você a alguns lugares muito interessantes.”

Os erros de Marina

marina

A grande cagada da equipe de Eduardo Campos (que Marina pegou andando) foi apresentar um programa de governo detalhado, achando que isso seria um diferencial.

Os marqueteiros de Dilma e Aecio sabem que nao se deve fazer isso, para evitar criticas. Faltou marqueteiro para Marina.

Lembremos das aulas de estatística de que correlação não implica em causação. A afirmativa “Marina mudou a redação do programa por causa de Malafaia” não tem base: primeiro porque Malafaia é um inimigo de Marina desde 2010 e ela nunca iria se submeter a ele.  Ver aqui: https://www.youtube.com/watch?v=nxYaMFotGCs

Segundo porque a ideia de que havia uma outra redação mais moderada do projeto (e lembre-se que, nessa redação, havia mudanças também na questão das usinas nucleares, que nada tem a ver com Malafaia) é plausível.

Ou seja, infelizmente houve coincidencia temporal, nao causação, entre os twitters de Malafaia e a divulgação do  programa com redação final. Isso pegou muito mal, foi uma infeliz coincidencia que realmente iniciou a queda de Marina.

Mas considere o seguinte. Imagine que apenas a versão final tivesse sido divulgada, desde o início. Neste caso, nada disso teria acontecido, e o programa de governo seria o mais avançado (MUITO MAIS A ANÇADO) na questão LGBT. Afinal, o programa de Dilma é totalmente vago e nem cita a sigla LGBT, e mesmo Luciana Genro só divulgou seu programa sobre LGBT bem tarde na campanha.

Finalmente, imagine que Luciana Genro e Eduardo Jorge estivessem na posição de Marina, ou seja, com reais chances de ganhar, em vez de  nanincos.  Voce realmente acredita que o discurso deles sobre aborto, drogas e LGBT seria o mesmo? Sinceramente, eu acho bem dificil de acreditar… Seus marqueteiros nunca deixariam isso acontecer.

Por que é isso o que acontece (e seria ingenuidade pensar diferente): numa democracia como a nossa o que vale são os acertos e deslizes puntuais durante a campanha, exploradas a exaustão pela midia, pelos marqueteiros e pelas redes sociais. Não conta a biografia do candidato.

Engraçado que o debate eleitoral no Brasil está se afastando da polarização esquerda-direita para um carater mais tipo americano liberais-conservadores. Os temas polemicos discutidos (aborto, drogas, LGBT) não sao temas historicos da esquerda (o consumo da maconha está liberado em Cuba? Tem casamento gay na China?). Mesmo o ataque à religião de Marina (que diga-se de passagem, é muito mais avançada que a católica, já que permite controle de natalidade, camisinhas, pilulas, casamento dos pastores e divorcio) lembra o debate eleitoral americano.

Será que é isso mesmo? Estamos rumando para nos tornarmos cada vez mais parecidos com os EUA?

Acho que o cenario a medio prazo será tragico.  Notem quem o estado mais avançado economicamente (SP) tambem é o bastiao do conservadorismo politico e moral. E a regiao sul nao fica atrás.  Ou seja, quanto mais de classe B e C, mais se  dissemina o pensamento pequeno burgues, que é conservador.

Ora, isso significa que o PT vai ser vitima do seu proprio sucesso: quanto mais criar uma classe C (e os C+ vão se elevar para B-), maior o contingente pequeno burgues criado e maior o conservadorismo da sociedade brasileira. Acho que a Dilma passa de raspão neste segundo turno mas sinceramente penso que 2018 pode ser o final do ciclo petista (afinal, vão ser 16 anos acumulados de desgaste do governo).

De novo, proponho que a alternancia de poder se dê na centro esquerda (ou seja, PSB, REDE, e outros partidos que eram da base do PT), evitando a todo custo que se de o poder ao PSDB.  Mas do jeito que o PT desconstruiu Marina, essa alternancia na centro esquerda pode ter sido inviabilizada para 2018…

Paper novo nas mãos dos referees do PRL

Self-Organized Criticality and Neuronal Avalanches in SIRS Networks with Depressing Synapses

Neuronal networks can present activity described by power-law distributed avalanches presumed to be a signature of a critical state. Here we study a random-neighbor network of excitable (SIRS) cellular automata coupled by dynamical (depressing) synapses that exhibits bona ?de self-organized criticality (SOC) even with dissipative bulk dynamics. This occurs because in the stationary regime the model is conservative on average and in the thermodynamic limit the probability distribution for the global branching ratio converges to a delta-function centered at its critical value. Analytical results show perfect agreement with annealed simulations of the model and enable us to study the emergence of SOC as a function of the parametric derivatives of the stationary branching ratio.

Comments: 4 pages, 5 figures
Subjects: Adaptation and Self-Organizing Systems (nlin.AO); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech)
Cite as: arXiv:1405.7740 [nlin.AO]
(or arXiv:1405.7740v1 [nlin.AO] for this version)

Obtiuário: Robert Lee Zimmerman

Bob foi meu primeiro orientador (de Iniciação Cientítica) e foi muito importante na minha formação e estímulo para continuar na Física.
De Sergio Mascarenhas:
Robert Lee Zimmerman, físico, cientista multidisdisciplinar e educador, faleceu em maio, quando voando em seu monomotor nos EE.UU, sofreu um acidente fatal. Bob , como era conhecido por todos, com um PhD  em física pelo MIT, veio jovem para o Brasil onde foi uma figura excepcionalmente importante para o nosso desenvolvimento científico, tendo atuado em várias instituições como o Instituto de Física da USP, São Carlos, a FFCLRP da USP de Ribeirão Preto, o ITA em S.José dos Campos e o IPEN em S. Paulo, além de ter prestado inúmeras colaborações a muitas outras instituições no Brasil e no exterior representando o Brasil . Querido e admirado por colegas pesquisadores, alunos e por todos que o conheceram, Bob será sempre lembrado pela sua excepcional criatividade e personalidade carinhosa e entusiástica não apenas pela ciência mas pela música, esportes e sua grande paixão de voar pelo mundo afora. Tenho pessoalmente, como seu companheiro e admirador, enorme dívida para com Bob que, durante mais de 50 anos, exemplificou para mim com seu convívio, a arte não apenas da ciência, mas a sua plenitude de amor pela vida. Resta o consolo de dizermos, embora tristes, que faleceu da maneira como gostava de viver! Obrigado e adeus querido Bob, vá voar agora na eterna companhia dos anjos alados !

Sérgio Mascarenhas
Instituto de Estudos  Avançados, USP, São Carlos.

 

Multiverso e Ajuste Fino: o que ler?

mUltiverseCut and paste do ótimo post de Luke Barnes: 

What to Read: The Fine-Tuning of the Universe for Intelligent life

I’ve spent a lot of time critiquing articles on the fine-tuning of the universe for intelligent life. I should really give the other side of the story. Below are some of the good ones, ranging from popular level books to technical articles. I’ve given my recommendations for popular cosmology books here.

Books – Popular-level

  • Just Six Numbers, Martin Rees – Highly recommended, with a strong focus on cosmology and astrophysics, as you’d expect from the Astronomer Royal. Rees gives a clear exposition of modern cosmology, including inflation, and ends up giving a cogent defence of the multiverse.
  • The Goldilocks Enigma, Paul Davies – Davies is an excellent writer and has long been an important contributor to this field. His discussion of the physics is very good, and includes a description of the Higgs mechanism. When he strays into metaphysics, he is thorough and thoughtful, even when he is defending conclusions that I don’t agree with.
  • The Cosmic Landscape: String Theory and the Illusion of Intelligent Design, Leonard Susskind – I’ve reviewed this book in detail in a previous blog posts. Highly recommended. I can also recommend his many lectures on YouTube.
  • Constants of Nature, John Barrow – A discussion of the physics behind the constants of nature. An excellent presentation of modern physics, cosmology and their relationship to mathematics, which includes a chapter on the anthropic principle and a discussion of the multiverse.
  • Cosmology: The Science of the Universe, Edward Harrison – My favouritecosmology introduction. The entire book is worth reading, not least the sections on life in the universe and the multiverse.
  • At Home in the Universe, John Wheeler – A thoughtful and wonderfully written collection of essays, some of which touch on matters anthropic.

I haven’t read Brian Greene’s book on the multiverse but I’ve read his other books and they’re excellent. Stephen Hawking discusses fine-tuning in A Brief History of Time and the Grand Design. As usual, read anything by Sean Carroll, Frank Wilczek, and Alex Vilenkin.

Books – Advanced

  • The Cosmological Anthropic Principle, Barrow and Tipler – still the standard in the field. Even if you can’t follow the equations in the middle chapters, it’s still worth a read as the discussion is quite clear. Gets a bit speculative in the final chapters, but its fairly obvious where to apply your grain of salt.
  • Universe or Multiverse (Edited by Bernard Carr) – the new standard. A great collection of papers by most of the experts in the field. Special mention goes to the papers by Weinberg, Wilczek, Aguirre, and Hogan.

Scientific Review Articles

The field of fine-tuning grew out of the so-called “Large numbers hypothesis” of Paul Dirac, which is owes a lot to Weyl and is further discussed by Eddington, Gamow and others. These discussions evolve into fine-tuning when Dicke explains them using the anthropic principle. Dicke’s method is examined and expanded in these classic papers of the field:

A number of papers, while not discussing fine-tuning, are very relevant as they discuss how the macroscopic universe depends on the values of fundamental constants. Here are a few good examples.

Here are a few good review papers, arranged in order of increasing technical level.

Technical scientific articles

Here are some of the papers that have performed detailed calculations of specific fine-tuning cases, in chronological order.

Particle Physics Parameters

Cosmology Parameters

Philosophical articles and books

  • Issues in the Philosophy of Cosmology, Ellis (2006). An excellent review of some of the philosophical issues raised by modern cosmology, including fine-tuning. See also “Philosophy of Cosmology” by Chris Smeenk.
  • Universes, John Leslie – A tremendously clear exposition of what conclusions we can and should draw from fine tuning. Leslie loves a good analogy, and his choice of illustration is almost always excellent. Another must read.

Part of the reason why the fine-tuning of the universe for life is of such interest to philosophers is that it is often used as a premise in an argument for the existence of God.  A lot of the literature on the fine-tuning argument, pro and con, misses the mark by a large margin, in my opinion. Here are three of the best expositions of this argument.

Unsurprisingly, such claims have not gone unchallenged. Here are some of the best responses.

  • Does the Universe Need God?, Sean Carroll (2012) – A good, if brief, response to the arguments above. I recently presented fine-tuning with Carroll in the audience and he gave some good comments. I wouldn’t mind seeing him give an extended response.
  • See also the books by Leonard Susskind and Alex Vilenkin (and, though I haven’t read them, Brian Greene and Stephen Hawking) for a defence of the multiverse as the correct explanation for fine-tuning.
  • Probabilities and the Fine‐Tuning Argument: a Sceptical View, McGrew, McGrew and Vestrup – A critique of the fine-tuning argument for the existence of God based on skepticism as to the applicability of probabilities to hypothetical universes. At least two of the authors are theists. See also this paper by Bradley Monton (though I don’t think that the “old evidence” problem exists for Bayesian theories of probability.)

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The Scientist

Uma defesa secular para criação intencional do universo

What is the purpose of the Universe? Here is one possible answer.

A Secular Case for Intentional Creation

By Clay Farris Naff | November 18, 2011 |  Comments21

Scientific American Blog

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“Does aught befall you? It is good. It is part of the destiny of the Universe ordained for you from the beginning.”

– Marcus Aurelius, Stoic Philosopher and Emperor of Rome, in Meditations, circa 170 CE

“’He said that, did he? … Well, you can tell him from me, he’s an ass!”

– Bertie Wooster, fictional P.G. Wodehouse character, in The Mating Season, 1949

People have been arguing about the fundamental nature of existence since, well, since people existed. Having lost exclusive claim to tools, culture, and self, one of the few remaining distinctions of our species is that we can argue about the fundamental nature of existence.

There are, however, two sets of people who want to shut the argument down. One is the drearily familiar set of religious fundamentalists. The other is the shiny new set of atheists who claim that science demonstrates beyond reasonable doubt that our existence is accidental, purposeless, and doomed. My intent is to show that both are wrong.

I do not mean to imply a false equivalence here. Concerning the fundamentalist position, my work is done. Claims of a six-day Creation, a 6,000-year-old Earth, a global flood, and so forth have been demolished by science. It has not only amassed evidence against particular claims but has discovered laws of nature that exclude whole classes of claims. To the extent we can be certain about anything, we can rest assured that all supernatural claims are false.

The “New Atheist” position, by contrast, demands serious consideration. It has every advantage that science can provide, yet it overreaches for its conclusion. The trouble with the “New Atheist” position, as defined above, is this: it commits the fallacy of the excluded middle. I will explain.

But first, if you’ll pardon a brief diversion, I feel the need to hoist my flag. You may have inferred that I am a liberal religionist, attempting to unite the scientific narrative with some metaphorical interpretation of my creed. That is not so.

I am a secular humanist who is agnostic about many things — string theory, Many Worlds, the Theo-logical chances of a World Series win for the Cubs  – but the existence of a supernatural deity is not among them. What’s more, I am one of the lucky ones: I never struggled to let go of God. My parents put religion behind them before I was born.

I tell you this not to boast but in hopes that you’ll take in my argument through fresh eyes. The science-religion debate has bogged down in trench warfare, and anyone foolhardy enough to leap into the middle risks getting cut down with no questions asked. But here goes. Read more [+]