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O Buldogue de Darwin e meu cachorro Darwin

DSCF0972Hoje eu pretendia comentar e fazer um link para o interessante blog Darwin e Deus, do editor-chefe de ciências da Folha, Reinaldo José Lopes. Mas não é um dia muito feliz. Soube hoje de manhã que meu cachorro Darwin (o nome foi colocado por meu filho Leonardo, OK?) foi atropelado e morreu. Triste isso.

Reinaldo José Lopes, 34, jornalista de ciência nascido e criado em São Carlos (SP), hoje colabora com a Folha de sua cidade natal, depois de passar quase três anos como editor de “Ciência+Saúde” na capital paulista. É formado em jornalismo pela USP e mestre e doutor em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela mesma universidade, com trabalhos sobre a obra de J.R.R. Tolkien. Sobre evolução, já escreveu o livro “Além de Darwin” (editora Globo) e tem planos de escrever vários outros. É católico, são-paulino, casado e pai de um menino.

Reinaldo fez um post sobre o trecho em que Tomas Huxley reconhece que, em termos filosóficos e políticos, tanto a Bíblia como a Biologia sugere um certo ceticismo em relação as ideias do Bom Selvagem. Numa citação mais extensa encontrada por Roberto Takata (que está se tornando um verdadeiro e respeitado intelectual na Internet, sendo citado por jornalistas etc), temos:

“It is the secret of the superiority of the best theological teachers to the majority of their opponents, that they substantially recognise these realities of things, however strange the forms in which they clothe their conceptions. The doctrines of predestination; of original sin; of the innate depravity of man and the evil fate of the greater part of the race; of the primacy of Satan in this world; of the essential vileness of matter; of a malevolent Demiurgus subordinate to a benevolent Almighty, who has only lately revealed himself, faulty as they are, appear to me to be vastly nearer the truth than the ‘liberal’ popular illusions that babies are all born good and that the example of a corrupt society is responsible for their failure to remain so; that it is given to everybody to reach the ethical ideal if he will only try; that all partial evil is universal good; and other optimistic figments, such as that which represents ‘Providence’ under the guise of a paternal philanthropist, and bids us believe that everything will come right (according to our notions) at last. I thought I had substantially said all this in my ‘Prologue’; but if a reader of Mr. Harrison’s acumen and carefulness has been unable to discover it, I may be forgiven for the repetition.”
http://aleph0.clarku.edu/huxley/UnColl/Rdetc/IREN.html

O texto despertou considerável polêmica, com os extremistas de plantão dizendo que cristãos e ateus não devem dialogar, serem amigos ou namorados, etc…  Como isso cansa!

Tentei dar uma resposta nos comentários da FOLHA sobre o que entendi da intenção do Reinaldo: Read more [+]

Todo o conhecimento está contido em PI?

Which number system is “best” for describing empirical reality?

Matt Visser (Victoria University of Wellington)
(Submitted on 26 Dec 2012)

Eugene Wigner’s much discussed notion of the “unreasonable effectiveness of mathematics” in describing the physics of empirical reality is simultaneously both trivial and profound. After all, the relevant mathematics was, (in the first instance), originally developed in order to be useful in describing empirical reality. On the other hand, certain aspects of the mathematical superstructure have now taken on a life of their own, with at least some features of the mathematical superstructure greatly exceeding anything that can be directly probed or verified, or even justified, by empirical experiment. Specifically, I wish to raise the possibility that the real number system, (with its nevertheless pragmatically very useful tools of real analysis, and mathematically rigorous notions of differentiation and integration), may nevertheless constitute a “wrong turn” when it comes to modelling empirical reality. Without making any definitive recommendation, I shall discuss several alternatives.

Comments: 8 pages. Based on an essay written for the FQXi 2012 essay contest: “Questioning the foundations. Which of our basic physical assumptions are wrong?”
Subjects: Mathematical Physics (math-ph); History and Overview (math.HO); History and Philosophy of Physics (physics.hist-ph)
Cite as: arXiv:1212.6274 [math-ph]
(or arXiv:1212.6274v1 [math-ph] for this version)

Ayn Rand: Razão, Egoísmo, Capitalismo

Half-length monochrome portrait photo of Ayn Rand, seated, holding a cigarette

I am not primarily an advocate of capitalism, but of egoism; and I am not primarily an advocate of egoism, but of reason. If one recognizes the supremacy of reason and applies it consistently, all the rest follows.

[127]

    Ayn Rand

Alguns amigos meus acreditam que se possa criar uma Ética a partir da Biologia (ou melhor, dos sentimentos empáticos de um mamífero hipersocial). Outros acham que a base seria a Razão, não as emoções.  Os Objetivistas, uma espécie de seita filosófica hiperracionalista (tenho quase certeza que sua guru Ayn Rand sofria de Transtorno de Personalidade Esquizóide), acham que a primeira opção é simplesmente dar um verniz biológico à ética judaico-cristã e seus derivados seculares (onde se prioriza a cooperação em vez da competição).

Muitos amigos ateus têm me reportado que a doutrina de Rand tem se espalhado em sua comunidade via Facebook (muita gente pedindo para que “Curtir” páginas de Rand.). Muitois não percebem que Rand, via seu discípulo Alan Greenspan, foi a grande influência ideológica que nos levou à nova Grande Depressão mundial e, possivelmente, a uma nova extrema-direita anarquista estilo Tea Party. Ou seja, no ideário de Rand, temos a sequência Razão -> Egoísmo -> Capitalismo Selvagem -> Caos Social. Ou talvez a egocentrismo de Rand esteja antes desta sequência…

This article is from TOS Vol. 3, No. 3. The full contents of the issue are listed here.

The Mystical Ethics of the New Atheists

Alan Germani

In the wake of the religiously motivated atrocities of 9/11, Sam Harris, Daniel Dennett, Richard Dawkins, and Christopher Hitchens have penned best-selling books in which they condemn religious belief as destructive to human life and as lacking any basis in reality.* On the premise that religious belief as such leads to atrocities, the “New Atheists,” as these four have come to be known, criticize religion as invalid, mind-thwarting, self-perpetuating, and deadly. As Sam Harris puts it: “Because each new generation of children is taught that religious propositions need not be justified in the way that others must, civilization is still besieged by the armies of the preposterous. We are, even now, killing ourselves over ancient literature. Who would have thought something so tragically absurd could be possible?”1 Read more [+]

Eli Vieira e o Niilismo

Por que não sou niilista – uma resposta a André Díspore Cancian

Postado por Eli Vieira on sexta-feira, 20 de agosto de 2010

o-gritoRecentemente comentei uma entrevista do André Díspore Cancian, criador do site Ateus.net, em que ele expressava o niilismo. Desenvolverei um pouco mais aqui.

Se o niilismo (do latim nihil, nada) é meramente notar o fato de que não há um sentido para a vida, ao menos não um que seja propriedade fundamental da nossa existência ou do universo, então eu também sou niilista. Ou seja, é muito útil o niilismo como ceticismo voltado para a ética.

Porém há mais para o niilismo de alguns: não apenas notam este fato sobre a ausência de sentido na natureza que nos gerou, como também descartam de antemão, dogmaticamente, qualquer tentativa de construção de sentido como uma mera ingenuidade. E nesta segunda acepção eu não sou, em hipótese alguma, um niilista.

Há duas razões para eu não ser um niilista:

1) Vejo uma inconsistência interna, que é técnica, no niilismo:

É uma posição circular, pois parte de uma questão de fato, que é a falta de “sentido” na vida, para voltar a outra questão de fato, que é nossa necessidade de “sentido” na vida apesar de o tal sentido não existir.

A inconsistência aqui é ignorar um enorme campo, a ética, que é o campo das questões de direito.

“Sentido” é algo que pode ser construído pelo indivíduo e pela cultura, como sempre foi, porém sem o autoengano de atribuir sentido ao mundo natural que nos gerou mas ver o tal sentido como vemos uma obra de arte.

Ninguém espera que a beleza das obras de Rodin seja uma propriedade fundamental da natureza. Da mesma forma, não se deve esperar que sentido seja uma propriedade fundamental da vida.

Filósofos como Paul Kurtz e A. C. Grayling estão estre os que explicitam e valorizam a construção do sentido da vida da mesma forma que se valoriza a construção de valor estético em obras de arte.

Como niilista, o André Cancian acha que a decisão ética diária que tomamos por continuar a viver é fruto apenas de instintos moldados pela seleção natural, e que a razão deve apenas não se demorar em tentar conversar com estes instintos, pois se tentar, ou seja, se focarmos nossa consciência no fato do absurdo da natureza (tal como denunciado por Camus e Nietzsche) cessaríamos nossa vontade de viver voluntariamente.

É um erro pensar assim, porque um indivíduo pode, como Bertrand Russell e Stephen Hawking relatam para si mesmos, construir um sentido para sua própria vida, consciente de que esta vida é finita e insignificante no contexto cósmico. É uma alegação comum que era esta a posição defendida por Nietzsche – que valores seriam construídos após a derrocada dos valores tradicionais. Mas não sou grande fã da obra de Nietzsche como filosofia, sou da posição de Russell de que Nietzsche é mais literatura que filosofia.

A posição do niilista ignora também os tratados de pensadores como David Hume sobre a fragilidade da razão frente a paixões. A razão é escrava das paixões – é um instrumento preciso, como uma lâmina de diamante, porém frágil frente à força das paixões.

A razão e a âncora empírica são as mestras do conhecimento e da metafísica. Por outro lado, as paixões, ou seja, as emoções, incluída aqui a emoção empática, são as mestras das questões de direito, como indicam pesquisas científicas como as do neurocientista Jorge Moll.

A posição niilista é inconsistente ao limitar a legitimidade do pensamento ao escrutínio racional e/ou científico. Na verdade, razão e ciência são para epistemologia e metafísica (não respectivamente, mas de forma intercambiável). Ética existe não apenas como objeto de estudo destas outras faculdades, mas como todo um alicerce sustentador das nossas mentes: o alicerce das questões de direito –
– “devo fazer isso?”
– “isso é bom?”
– “isso é ruim?”

São questões com que nos deparamos todos os dias, a respeito das quais as respostas epistemológicas e metafísicas (referentes a questões de fato) são neutras.

Na entrevista no blog Amálgama, André Cancian faz questão de citar que as emoções (ou paixões), que ele chama de “instintos”, tiveram origem através da seleção natural.
Esta prioridade inusitada na resposta do Cancian é exemplo da circularidade do niilismo: nada teria sentido porque as emoções vieram de um processo natural de sobrevivência diferencial entre replicadores que variam casualmente.

Frente ao fato de também a razão ter vindo do mesmíssimo processo, como Daniel Dennett argumenta brilhantemente em suas obras, por acaso isso torna a razão desimportante ou então faz dela um instrumento que só gera respostas falsas?

Esta pergunta retórica serve para exemplificar que nenhuma resposta a ela faz sentido ao menos que se separe, como fez Kant, as questões de fato das questões de direito.
É algo que niilistas como o André Cancian insistem em não fazer.

Na UnB, tive aulas com um filósofo admirável chamado Paulo Abrantes. Quando entrava na questão metafilosófica de explicar o que é filosofia ou não, ele, como a maioria dos filósofos, dava respostas provisórias e incertas. Uma dessas respostas me marcou bastante: filosofia é a arte de explicitar. Todo trabalho de tomar uma ideia cheia de conceitos tácitos, dissecá-la e explicitá-la melhor, seria um trabalho filosófico.

Quando certas formas de niilismo ignoram a importantíssima explicitação kantiana da separação entre questões de fato e questões de direito, estão voltando a um estado não filosófico de aferrar-se a posições nebulosas e tácitas.

Concluindo a primeira razão pela qual eu não sou niilista, posso então dizer que é porque o niilismo parece-me antifilosófico.

2) Não sou niilista, também, por ser humanista. Em outras palavras, o vácuo que o niilista gosta de lembrar é preenchido em mim pelo humanismo.

Aqui vou ser breve: por mais que eu tente explicar, racionalmente, razões pelas quais sou humanista, todas estas tentativas são meras sombras frente a sentimentos reais que me abatem.

O fato de existir o regime teocrático no Irã, e o fato de dezenas ou centenas de pessoas estarem na fila do apedrejamento, entre elas uma mulher chamada Sakineh Mohammadi Ashtiani, é algo que açula “meus instintos mais primitivos”, parafraseando uma frase famosa no Congresso alguns anos atrás.

Sinto de verdade que é simplesmente errado enterrar uma mulher até o ombro e atirar pedras contra a cabeça dela até que ela morra.

Sinto que também é errado achar que “respeitar a cultura” do Irã é mais importante que preservar a vida desta mulher e de outros que estão na posição dela.

Porque culturas não são indivíduos como Sakineh, portanto culturas não contam com nem um pingo da minha empatia. Mas aqui são de novo minhas capacidades racionais tentando explicar minhas emoções.

Tendo isto em mente, convido qualquer niilista a pensar, agora, o que acha de dizer a esta mulher, quando ela estiver enterrada até os ombros, que nada do que ela está sentindo tem importância porque as emoções dela são instintos que vieram da evolução pela seleção natural.

Estou apelando para a emoção numa argumentação contra o niilismo? Claro. Eu construí o sentido da minha vida, aliás estou sempre construindo, com a noção de que minhas emoções – e as dos outros – são importantes sim, mesmo tendo elas nascido do absurdo da natureza. Na verdade, este batismo de sangue as valoriza.

Mas falar das emoções, que são a base da ética, à luz de seu batismo de sangue é assunto para outro texto. Quem sabe usar o personagem Dexter Morgan como mote para falar disso? Não decidi ainda se será bom ou ruim.

Número de neurônios no cérebro é cinco vezes maior que o número de árvores na Amazônia

Fiz a seguinte conta:  peguei a estimativa de 86 bilhões de neurônios no cérebro e comparei com o número de árvores sugerido pela reportagem abaixo (ou seja, 85/15*2,6 bilhões).  Deu que o cérebro corresponde a cerca de seis Amazônias (em termos de árvores).

Acho que essa é uma comparação importante para quem quer entender, modelar ou reproduzir um cérebro.  Você aceitaria tal tarefa sabendo que é mais difícil do que modelar a Amazônia???

PS: Sim, eu venho acalentando faz tempo que a melhor metáfora para um cérebro é uma floresta, não um computador. Acho que se aplicarmos ideias de computação paralela por meio de agentes, acabaremos encontrando que florestas computam (por exemplo, a sincronização das árvores de ipês, que hora emitir os aerosóis que nucleiam gotas de chuva e fazem chover sobre a floresta etc.). OK, é uma computação em câmara lenta (e é por isso que a não enxergamos).

PS2: Norberto Cairasco anda também encafifado sobre as semelhanças entre dendritos de neurônios e de árvores. Acha que pode haver alguma convergência evolucionária para certas funções, embora em escalas diferentes.

Aproximadamente 2,6 bilhões de árvores foram derrubadas na Amazônia Legal até 2002

 

01/06/2011 – 11h09

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Cerca de 15% do total da vegetação original da Amazônia Legal foram desmatados, o que equivale à retirada de aproximadamente 2,6 bilhões de árvores e ao desmate de uma área de 600 mil quilômetros quadrados até 2002. Esse cenário corresponde à destruição de 4,7 bilhões de metros cúbicos de madeira de uma área que, originalmente, representava 4 milhões de quilômetros quadrados cobertos por florestas. Read more [+]

Espírito Natalino: Doe para o [email protected]

Alguns teóricos da conspiração acham que Jesus era um ET e a estrela de Belém era um UFO. Já outros conspiracionistas creem firmemente que Jesus nunca existiu. OK, também tem aqueles que acham que Jesus era filho de Maria com um soldado romano. E, por que não, ele poderia ser um viajante do tempo também! Bom, eu sei que você tem que escolher entre alguma das teorias (e dizer por que a sua é melhor que a do vizinho), mas em todo caso, com espírito Natalino, doe para o…

SETI@home
 

 


Winter 2012
Dear OsameKinouchi:In 2012, Americans spent more than $6 billion on political campaigns. (That’s 15,000 times the annual [email protected] budget). And during the presidential campaign, none of the candidates mentioned [email protected] even once.

That’s OK. We understand that SETI isn’t a federal priority, and that no flood of federal dollars will be headed our way. But we hope that we’re still one of your priorities. [email protected] and the rest of the Berkeley SETI projects depend on your donations in order to keep going.

If you’ve already donated this fall, we thank you. If you haven’t, or if you liked the process so much you’d do it again, please consider making a donation by going to this link:

http://setiathome.berkeley.edu/sah_donate.php

We promise we won’t spend it on commercials.

– Eric Korpela, [email protected] Project Scientist

 

 

 

 

 

 


The University of California is a nonprofit educational and research organization governed by the provisions of Section 501(c)(3) of the Internal Revenue Code. Donations are tax deductible for residents of the United States and Canada.

Linguagens esfriam enquanto expandem…

 

 Languages cool as they expand: Allometric scaling and the decreasing need for new words

 

Alexander M. PetersenJoel N. TenenbaumShlomo HavlinH. Eugene StanleyMatjaz Perc
(Submitted on 11 Dec 2012)

We analyze the occurrence frequencies of over 15 million words recorded in millions of books published during the past two centuries in seven different languages. For all languages and chronological subsets of the data we confirm that two scaling regimes characterize the word frequency distributions, with only the more common words obeying the classic Zipf law. Using corpora of unprecedented size, we test the allometric scaling relation between the corpus size and the vocabulary size of growing languages to demonstrate a decreasing marginal need for new words, a feature that is likely related to the underlying correlations between words. We calculate the annual growth fluctuations of word use which has a decreasing trend as the corpus size increases, indicating a slowdown in linguistic evolution following language expansion. This “cooling pattern” forms the basis of a third statistical regularity, which unlike the Zipf and the Heaps law, is dynamical in nature.

Comments: 9 two-column pages, 7 figures; accepted for publication in Scientific Reports
Subjects: Physics and Society (physics.soc-ph); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech); Computation and Language (cs.CL); Applications (stat.AP)
Journal reference: Sci. Rep. 2 (2012) 943
DOI: 10.1038/srep00943
Cite as: arXiv:1212.2616 [physics.soc-ph]
(or arXiv:1212.2616v1 [physics.soc-ph] for this version)

Submission history

Amit Goswami realmente existe!

Em minha palestra Ciência e Religião: Quatro Perspectivas, dada no IEA-RP, chamei de pseudocientífica toda crença que  afirma que possui evidências científicas a seu favor quando esse não é exatamente o caso. O melhor que uma opinião filosófica, ideológica ou religiosa deve afirmar é que ela é “compatível com” e não “derivada do” conhecimento científico. Essa também é a posição de Freeman Dyson.

Durante a palestra, fiz uma crítica a Amit Goswami que se revelou mais tarde bastante errada, e devo aqui registrar um “erramos” ou mea culpa.  Pelo fato de que Goswami não tem uma página na Wikipedia inglesa (mas apenas na Portuguesa) e devido a ter feito uma busca na Web of Science que não revelou nenhum artigo de física desse autor, fiz a inferência apressada de que talvez Amit Goswami fosse um pseudônimo de uma personagem menor (assim como Acharya S. é o pseudônimo de Dorothy M. Murdock, a propagadora da teoria da conspiração do Cristo Mítico).

Creio que os editores da Wikipedia foram demasiado rigorosos com Goswami. Afinal, embora ele seja um físico não notável, com índice de Hirsch igual a sete, ele pelo menos tem um PhD e é autor de um livro-texto sério de Física Quântica.  Sua migração para a New Age, seguindo os passos de Fritjof Capra, longe de ser um demérito, pode refletir grande inteligência social e financeira (ironia aqui!).  Assim, se deletaram Goswami da Wikipedia, deveriam deletar Acharya S. também, por coerência!

Wikipedia:Articles for deletion/Amit Goswami

From Wikipedia, the free encyclopedia
The following discussion is an archived debate of the proposed deletion of the article below. Please do not modify it. Subsequent comments should be made on the appropriate discussion page (such as the article’s talk page or in a deletion review). No further edits should be made to this page.

The result was delete. Guillaume2303’s research indicates that the early “keep” opinions likely apply to another, more notable person of the same name, which means that they are not taken into consideration here. The “keep” opinions by Jleibowitz101 and 159.245.32.2 are also not taken into account as they are not based on our inclusion rules and practices.  Sandstein  06:25, 11 April 2012 (UTC)

Amit Goswami

Amit Goswami (edit|talk|history|links|watch|logs) – (View log)
(Find sources: “Amit Goswami” – news · books · scholar · JSTOR · free images)

I’m just not convinced this article really demonstrates notability. He played a small role in a couple films, he wrote books outside his field for very minor publishers, and… er, that’s about it. I’m just not buying it, and the lack of good WP:RS – this has major primary sourcing issues – is another mark against it. Perhaps something can be salvaged, but I’m not convinced the case has been made. ETA: Guillaume2303’s point (below) that there are multiple people of this name, and this article appears to be on the much less notable one is rather significant. 86.** IP (talk) 21:07, 3 April 2012 (UTC) Read more [+]

Historiadores da Ciência rejeitam a tese de conflito entre Ciência e Religião

Mais material para o meu livro sobre Ateísmo 3.0

Conflict thesis

From Wikipedia, the free encyclopedia
For a socio-historical theory with a similar name, see Conflict theory.

Conflict: Galileo before the Holy Office, byJoseph-Nicolas Robert-Fleury, a 19th century depiction of the Galileo Affair, religion suppressing heliocentric science.

The conflict thesis is the proposition that there is an intrinsic intellectual conflict between religion and science and that the relationship between religion and science inevitably leads to public hostility. The thesis, refined beyond its most simplistic original forms, remains generally popular. However, historians of science no longer support it.[1][2][3][4]

Contents

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Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Mais Ateísmo 3.0

Livro 1 aqui. Livro 2 aqui.

Paper abaixo: Mais uma referência para meu livro sobre o estudo científico das origens da Religião e do Ateísmo. É curioso que, ao contrário do que se poderia esperar usando uma amostra de ateus na internet (que eu sei que é estatisticamente tendenciosa porque a amostra é auto-selecionada), esta pesquisa estatística mostra que, em geral, ateus americanos não escondem sua identidade religiosa por medo de retaliações ou discriminação social. Pelo contrário, a maior motivação é de certa forma paternalista, no sentido de preservar ou proteger parentes amados (por exemplo, mães e avós) de uma realidade que possivelmente eles não entenderiam. Eu acrescentaria aqui a motivação de preservar ou conservar relações amorosas quando um dos parceiros tem tendências religiosas ou espirituais, a exemplo de Penny e Leonard no The Big Bang Theory.

Open Peer Commentary

Insights from studying prejudice in the context of American atheists

Eric P. Charlesa1, Nicholas J. Rowlanda2, Brooke Longa3 and Fritz Yarrisona3

a1 Department of Psychology, The Pennsylvania State University, Altoona, PA 16602. [email protected]http://www.charlespsychology.com

a2 Department of Sociology, The Pennsylvania State University, Altoona, PA 16602. [email protected]http://www.sites.google.com/site/professorrowland/

a3 Department of Sociology, Kent State University, Kent, OH 44242.

Abstract

Our research on non-religion supports the proposed shift toward more interactive models of prejudice. Being nonreligious is easily hideable and, increasingly, of low salience, leading to experiences not easily understood via traditional or contemporary frameworks for studying prejudice and prejudice reduction. This context affords new opportunity to observe reverse forms of interactive prejudice, which can interfere with prejudice reduction. Read more [+]

Seleção Artificial Cosmológica: primeiras referências

Tive a mesma ideia em 1995, mas não publiquei. Sexta feira passada, achei numa pasta abandonada os escritos que estão digitalizados aqui.  Por um erro de memória, confundi Lee Smolin (em inglês e mais completo aqui) com Sidney Coleman.

Meduso-anthropic principle

The meduso-anthropic principle is a quasi-organic universe theory originally proposed by mathematician and quantum gravity scholar Louis Crane in 1994.

Contents

[hide]

Universes and black holes as potential life cycle partners

Crane’s MAP is a variant of the hypothesis of cosmological natural selection (fecund universes), originally proposed by cosmologist Lee Smolin (1992). It is perhaps the first published hypothesis of cosmological natural selection with intelligence (CNS-I), where intelligence plays some proposed functional role in universe reproduction. It is also an interpretation of the anthropic principle (fine-tuning problem). The MAP suggests the development and life cycle of the universe is similar to that of Corals and Jellyfish, in which dynamic Medusa are analogs for universal intelligence, in co-evolution and co-development with sessile Polyp generations, which are analogs for both black-holes and universes. In the proposed life cycle, the Universe develops intelligent life and intelligent life produces new baby universes. Crane further speculates that our universe may also exist as a black hole in a parallel universe, and extraterrestrial life there may have created that black hole.

Crane’s work was published in 1994 as a preprint on arXiv.org. In 1995, in an an article in QJRAS, emeritus cosmologist Edward Harrison (1919-2007) independently proposed that the purpose of intelligent life is to produce successor universes, in a process driven by natural selection at the universal scale. Harrison’s work was apparently the first CNS-I hypothesis to be published in a peer-reviewed journal.

Why future civilizations might create black holes

Crane speculates that successful industrial civilizations will eventually create black holes, perhaps for scientific research, for energy production, or for waste disposal. After the hydrogen of the universe is exhausted civilizations may need to create black holes in order to survive and give their descendants the chance to survive. He proposes that Hawking radiation from very small, carefully engineered black holes would provide the energy enabling civilizations to continue living when other sources are exhausted.

Philosophical implications

According to Crane, Harrison, and other proponents of CNS-I, mind and matter are linked in an organic-like paradigm applied at the universe scale. Natural selection in living systems has given organisms the imperative to survive and reproduce, and directed their intelligence to that purpose. Crane’s MAP proposes a functional purpose for intelligence with respect to universe maintenance and reproduction. Universes of matter produce intelligence, and intelligent entities are ultimately driven to produce new universes.

See also

References

Os deuses de Richard Dawkins

File:NASA child bubble exploration.jpgMy personal theology is described in the Gifford lectures that I gave at Aberdeen in Scotland in 1985, published under the title, Infinite In All Directions. Here is a brief summary of my thinking. The universe shows evidence of the operations of mind on three levels. The first level is elementary physical processes, as we see them when we study atoms in the laboratory. The second level is our direct human experience of our own consciousness. The third level is the universe as a whole. Atoms in the laboratory are weird stuff, behaving like active agents rather than inert substances. They make unpredictable choices between alternative possibilities according to the laws of quantum mechanics. It appears that mind, as manifested by the capacity to make choices, is to some extent inherent in every atom. The universe as a whole is also weird, with laws of nature that make it hospitable to the growth of mind. I do not make any clear distinction between mind and God. God is what mind becomes when it has passed beyond the scale of our comprehension. God may be either a world-soul or a collection of world-souls. So I am thinking that atoms and humans and God may have minds that differ in degree but not in kind. We stand, in a manner of speaking, midway between the unpredictability of atoms and the unpredictability of God. Atoms are small pieces of our mental apparatus, and we are small pieces of God’s mental apparatus. Our minds may receive inputs equally from atoms and from God. This view of our place in the cosmos may not be true, but it is compatible with the active nature of atoms as revealed in the experiments of modern physics. I don’t say that this personal theology is supported or proved by scientific evidence. I only say that it is consistent with scientific evidence.  Freeman Dyson

Parece que Dawkins está rumando para uma posição similar à de Gardner, Clément Vidal e outros da comunidade Evo-Devo Universe.

Human Gods

After two hours of conversation, Professor Dawkins walks far afield. He talks of the possibility that we might co-evolve with computers, a silicon destiny. And he’s intrigued by the playful, even soul-stirring writings of Freeman Dyson, the theoretical physicist.

In one essay, Professor Dyson casts millions of speculative years into the future. Our galaxy is dying and humans have evolved into something like bolts of superpowerful intelligent and moral energy.

Doesn’t that description sound an awful lot like God?

“Certainly,” Professor Dawkins replies. “It’s highly plausible that in the universe there are God-like creatures.”

He raises his hand, just in case a reader thinks he’s gone around a religious bend. “It’s very important to understand that these Gods came into being by an explicable scientific progression of incremental evolution.”

Could they be immortal? The professor shrugs.

“Probably not.” He smiles and adds, “But I wouldn’t want to be too dogmatic about that.”

O melhor livro de divulgação científica que encontrei em quarenta anos de leituras

Depois escrevo minha resenha…

A REALIDADE OCULTA – Universos paralelos e as leis profundas do cosmo
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Meio século atrás, os cientistas encaravam com ironia a possibilidade de existirem outros universos além deste que habitamos. Tal hipótese não passava de um delírio digno de Alice no País das Maravilhas – e que, de todo modo, jamais poderia ser comprovada experimentalmente. Os desafios propostos pela Teoria da Relatividade e pela física quântica para o entendimento de nosso próprio universo já eram suficientemente complexos para ocupar gerações e gerações de pesquisadores. Entretanto, diversos estudos independentes entre si, conduzidos por cientistas respeitados em suas áreas de atuação – teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação -, começaram a convergir para o mesmo ponto: a existência de universos paralelos – o multiverso – não só é provável como passou a ser a explicação mais plausível para diversos enigmas cosmológicos.
Em A realidade oculta, Brian Greene – um dos maiores especialistas mundiais em cosmologia e física de partículas – expõe o fantástico desenvolvimento da física do multiverso ao longo das últimas décadas. O autor de O universo elegante passa em revista as diferentes teorias sobre os universos paralelos a partir dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica. Por meio de uma linguagem acessível e valendo-se de numerosas figuras explicativas, Greene orienta o leitor pelos labirintos da realidade mais profunda da matéria e do pensamento.

“Se extraterrestres aparecessem amanhã e pedissem para conhecer as capacidades da mente humana, não poderíamos fazer nada melhor que lhes oferecer um exemplar deste livro.” – Timothy Ferris, New York Times Book Review

Ultimatum Game, empatia e geek syndrome

Mais referências para meu paper sobre relacão entre geek syndrome e ateísmo.

Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game 

Paul J. Zak, Robert Kurzban, Sheila Ahmadi, Ronald S. Swerdloff, Jang Park, Levan Efremidze, Karen Redwine, Karla Morgan, William MatznerGenerosity in the Ultimatum Game Testosterone … Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game … draws. Using the UltimatumGame from behavioralPLoS ONE: Research Article, published 16 Dec 200910.1371/journal.pone.0008330


Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks

Jaime Iranzo, Luis M. Floría, Yamir Moreno, Angel Sánchezin the Ultimatum Game: Small Groups and Networks Empathy Emerges Spontaneously in Ultimatum Games Jaime Iranzo … Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks … . TheUltimatum game, in which one subject proposes how to sharePLoS ONE: Research Article, published 26 Sep 201210.1371/journal.pone.0043781


Cognitive Control and Individual Differences in Economic Ultimatum Decision-Making

Wim De Neys, Nikolay Novitskiy, Leen Geeraerts, Jennifer Ramautar, Johan Wagemansin Economic Ultimatum Decision-Making Cognitive Control and Ultimatum Game Wim De Neys 1 * Nikolay … Cognitive Control and Individual Differences in EconomicUltimatum Decision-Making … ultimatum game, for example, most people turn downPLoS ONE: Research Article, published 09 Nov 201110.1371/journal.pone.0027107


Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game

Songfa Zhong, Salomon Israel, Idan Shalev, Hong Xue, Richard P. Ebstein, Soo Hong ChewPreference in Ultimatum Game DRD4/Season of Birth/Fairness … Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game … of theultimatum game , in which two individuals decide on howPLoS ONE: Research Article, published 03 Nov 201010.1371/journal.pone.0013765


Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games with Anonymity

Ning Ma, Nan Li, Xiao-Song He, De-Lin Sun, Xiaochu Zhang, Da-Ren Zhangby Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games … Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from ModifiedUltimatum Games with Anonymity … is still controversial. With modified ultimatumgamesPLoS ONE: Research Article, published 28 Jun 201210.1371/journal.pone.0039619


Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game

Alessandra Mancini, Viviana Betti, Maria Serena Panasiti, Enea Francesco Pavone, Salvatore Maria Agliotia Bilateral Ultimatum Game Suffering Makes You Egoist … Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game … of the Ultimatum Game (UG) both in the role of responderPLoS ONE: Research Article, published 12 Oct 201110.1371/journal.pone.0026008


Mathematically Gifted Adolescents Have Deficiencies in Social Valuation and Mentalization

Kyongsik Yun, Dongil Chung, Bosun Jang, Jin Ho Kim, Jaeseung Jeongof the same age using the repeated Ultimatum Game. Twenty … participated in theUltimatum Game. Two adolescents … as a responder. Because of its simplicity, theUltimatum GamePLoS ONE: Research Article, published 04 Apr 201110.1371/journal.pone.0018224

Existe uma hierarquia das ciências?

Do SBlogI:

Existe uma hierarquia das ciências?

A física está no topo da hierarquia científica, as ciências sociais na base e as ciências biológicas em posição intermediária. Esta idéia é “assumida” por muita gente, inclusive cientistas. Os físicos dizem que ela é “intuitiva” e está refletida em vários aspectos da vida acadêmica. Muitas vezes dita na forma que as ciências físicas são mais duras.
A “dureza” das ciências é assumida pelo grau com que os seus resultados são determinados por dados e teorias no lugar por fatores não cognitivos. Lembre que a idéia de medicina baseada em evidências não é muito antiga, ainda há quem faça medicina mais como arte.
Mas, qual o embasamento científico da afirmativa desta hierarquia científica. Os resultados e teorias da física são mesmo mais baseados em dados sólidos? Um artigo recente na PLoS ONE, provocativamente intitulado “Positive” Results Increase Down the Hierarchy of the Sciences, analisa esta questão. O estudo analisou 2.434 trabalhos de várias disciplinas que declaravam haver testado uma hipótese e determinaram quantos trabalhos haviam chegado a resultados “positivos” ou “negativos” para confirmação da hipótese. Eles assumiram que se a hierarquia científica estiver correta os pesquisadores de ciências menos “duras”, por terem menos restrições aos seus vieses conscientes ou inconscientes terão mais resultados positivos.
Os dados mostrados confirmaram a hipótese, para disciplinas, campos científicos e metodologias. Há vários elementos que foram considerados na análise, como as diferenças entre disciplinas puras e aplicadas, teste de mais de uma hipótese.
O quadro geral (Figura 1 do trabalho e reproduzida acima) por disciplina indica diferenças interessantes:
“the odds of reporting a positive result were around 5 times higher among papers in the disciplines of Psychology and Psychiatry and Economics and Business compared to Space Science …. In all comparisons, biological studies had intermediate values.”
Eles concluem que a natureza das hipóteses testadas e a lógica e o rigor empregado para testá-las variam de forma sistemática entre disciplinas e campos científicos e que há uma hierarquia sim.
O que acham da posição da imunologia?
Fanelli, D. (2010). “Positive” Results Increase Down the Hierarchy of the Sciences PLoS ONE, 5 (4) DOI: 10.1371/journal.pone.0010068

Aliens e Sondas Extraterrestres: cadê todo mundo?

Mais referências para o meu paper sobre Paradoxo de Fermi:

Galactic exploration by directed Self-Replicating Probes, and its implications for the Fermi paradox

Martin T. Barlow
(Submitted on 5 Jun 2012 (v1), last revised 20 Aug 2012 (this version, v2))

This paper proposes a long term scheme for robotic exploration of the galaxy,and then considers the implications in terms of the `Fermi paradox’ and our search for ETI. We discuss the parameter space of the `galactic ecology’ of civilizations in terms of the parameters T (time between ET civilizations arising) and L, the lifetime of these civilizations. Six different regions are described.

Comments: 1 figure
Subjects: Popular Physics (physics.pop-ph)
Cite as: arXiv:1206.0953 [physics.pop-ph]
(or arXiv:1206.0953v2 [physics.pop-ph] for this version)

Fermi Paradox Points to Fewer Than 10 Extraterrestrial Civilizations

 

The absence of alien probes visiting the solar system places severe limits on the number of advanced civilizations that could be exploring the galaxy.

 

Aliens on Earth. Are reports of close encounters correct?

(Submitted on 26 Mar 2012 (v1), last revised 12 Jul 2012 (this version, v2))

Popular culture (movies, SF literature) and witness accounts of close encounters with extraterrestrials provide a rather bizarre image of Aliens behavior on Earth. It is far from stereotypes of human space exploration. The reported Aliens are not missions of diplomats, scientists nor even invasion fleets; typical encounters are with lone ETs (or small groups), and involve curious behavior: abductions and experiments (often of sexual nature), cattle mutilations, localized killing and mixing in human society using various methods. Standard scientific explanations of these social memes point to influence of cultural artifacts (movies, literature) on social imagination, projection of our fears and observations of human society, and, in severe cases, psychic disorder of the involved individuals. In this work we propose an alternate explanation, claiming that the memes might be the result of observations of actual behavior of true Aliens, who, visiting Earth behave in a way that is then reproduced by such memes. The proposal would solve, in natural way, the Fermi paradox.

Comments: Revised version, taking into account the British Ministry of Defence unclassified UFO related documents
Subjects: Popular Physics (physics.pop-ph); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:1203.6805 [physics.pop-ph]
(or arXiv:1203.6805v2 [physics.pop-ph] for this version)

Ciência como Brincadeira

Em Alfa Centauri B, planeta com massa igual à da Terra

Acredito que o Paradoxo de Fermi tem um poder heurístico ainda inexplorado. Ou seja, o Paradoxo pode ser usado como evidência (a ser explicada) contra possibilidades ou especulações científicas tais como Inteligência Artificial, Viagens por Túneis de Minhoca ou Máquinas do Tempo. Ele estabelece afirmações de impossibilidade similares ao enunciado da segunda lei da Termodinâmica em termos de impossibilidade de se criar uma máquina do Moto Perpétuo.

Por exemplo, seja R(t) o raio de detecção de civilizações extraterrestres, ou seja, um raio (que depende do tempo) no qual nossa tecnologia é capaz de detectar tais civilizações. Podemos afirmar a partir desse conceito que não existe nenhuma civilização mais avançada que a nossa em um raio menor que R(t), dado que ela teria tido tempo de nos detectar e possivelmente nos colonizar.

Por outro lado, seja R_c o raio de colonização da civilização galática mais próxima do Sol e seja D a distância entre o centro dessa civilização e o Sol. Pelo Paradoxo de Fermi (“Onde está todo mundo?”), podemos concluir que D > R_c, a menos que o processo de colonização não seja descrito por uma difusão simples mas sim por uma difusão anômala, talvez fractal, de modo que a Terra se situa dentro de uma bolha vazia, não colonizada. Sendo assim, podemos concluir que não existem civilizações avançadas próximas de nós.

Também podemos prever que não estamos em uma região típica da Galáxia (em termos de densidade de planetas habitáveis). O mais provável é que estamos em uma região atípica (similar ao Deserto do Saara aqui na Terra) onde os planetas habitáveis e habitados são raros.  Ou seja, eu posso prever com algum grau de confiança que o telescópio Kepler vai detectar uma distribuição de planetas atípica (em termos de massa, distância da estrela central, presença na zona habitável da estrela – onde é possível haver água líquida etc.). Ou seja, vai ser muito difícil achar nas proximidades do Sol um planeta tipo Terra, situado na zona habitável de uma estrela mais velha que o Sol, pois tal planeta possivelmente seria habitado e sua civilização já teria  tido um monte de tempo para nos colonizar. 

Por outro lado, podemos usar o Paradoxo de Fermi para eliminar a possibilidade de Inteligencia Artificial Forte Auto-reprodutiva (sondas de Von Newman ou Monolitos Negros do filme 2010). Se tais sondas fossem factíveis de serem criadas, elas estariam já aqui.

Bom, a alternativa à todos esses argumentos baseados no Paradoxo de Fermi é que eles realmente já estão aqui: podemos elaborar todo tipo de raciocínio conspiratório à la Arquivo X para tentar justificar a pergunta básica de porque os ETs, se realmente existem, não entram em contado conosco. Uma hipótese menos conspiratória seria que eles são antropólogos bonzinhos que já aprenderam que toda civilização inferior é destruída ou no mínimo absorvida culturalmente, pela civilização superior após um contato (Hipótese Zoo).

Finalmente, o Paradoxo de Fermi aumenta o ceticismo em relação à viagens com velocidade superluminal, warp drives etc. E uma versão temporal do Paradoxo pergunta: se é possível construir máquinas do tempo, onde estão os visitantes temporais? 

17/10/2012 – 05h05

Pesquisadores encontram planeta vizinho que é gêmeo da Terra

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

É provavelmente a notícia mais esperada desde que o primeiro planeta fora do Sistema Solar foi descoberto, em meados dos anos 1990. Finalmente foi encontrado um planeta que tem praticamente a mesma massa da Terra.

E a grande surpresa: ele fica ao redor de Alfa Centauri, o conjunto estelar mais próximo do Sol. Read more [+]

Metáforas Cognitivas no Discurso Jornalístico

A nova versão do artigo Metáforas Científicas no Discurso Jornalístico já está no prelo da Revista Brasileira de Ensino de Física. Espero que esteja publicado antes do final do ano.

Você pode fazer um exercício para entender como as metáforas linguísticas (“a máquina econômica” etc.) revelam a presença de metáforas cognitivas (“a Economia é um tipo de máquina”). Para tanto, basta examinar um texto jornalístico ao acaso e grifar, com aquelas canetas coloridas, as metáforas linguísticas presentes.

Restringindo às metáforas científicas (ou seja, não dando atenção às onipresentes metáforas futebolísticas, esportivas ou guerreiras), eu sugiro usar as cores violeta para metáforas matemáticas, azul para metáforas físicas, verde para metáforas biológicas, amarelo para metáforas sociológicas e vermelho para outras metáforas coloquiais, não científicas.. Você vai ficar espantado ao verificar como o texto escolhido, se for relativamente grande, ficará pintado em diversas cores metafóricas.

Isso se dá porque as pessoas tanto pensam metaforicamente como se expressam usando metáforas, e estas são facilmente compreensíveis pelos leitores ou receptores. Em um nível mais profundo, Lakoff e Johnson afirmam que o próprio pensamento humano, a própria cognição, se baseia em metáforas fundamentais.

Como um exemplo, reproduzo aqui um trecho da entrevista de Armínio Fraga na Folha de São Paulo, publicado hoje: Read more [+]