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Tarde de autógrafos- Projeto mulah de Tróia

Sábado | 03 | dezembro
Tarde de autógrafos- Projeto mulah de TróiaTítulo: PROJETO MULAH DE TROIA
Autores: Osame Kinouchi / B. B. Jenitez
Editora: DRAGO EDITORIAL

Jenitez nos brinda com uma pérola da Ficção Científica de humor, uma bem dosada mistura de Umberto Eco e Planeta Diário: uma estória recheada de referências internas, coerentes do início ao fim e com um estilo impecável. Com descrições claras e pouca adjetivação, além de uma ironia finíssima, o autor brinca com a física, a cultura pop e a literatura, com um texto de uma clareza e um bom gosto tão grandes que mesmo um leigo em FC pode entender e gostar. Um trabalho bem escrito não pode ser analisado a fundo, basta que apenas seja lido. E esta estória precisa ser lida. Fábio Fernandes & José S. Fernandes.

Local: Ribeirão Preto
Horário: 16:00

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Uma entrevista sobre divulgação científica

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    Entrevista concedida à Juliana Oliveira, do curso de Licenciatura em Química da FFCLRP – USP
  1. Quando começou seu interesse por ciências?

Como muitos de minha geração, creio que foi com o pouso da Apolo XI na Lua em 1969. Eu tinha apenas seis anos, mas ainda me lembro das imagens na TV. No ano seguinte, apareceu o cometa Benett, muito visível nos céus brasileiros, despertando meu interesse por astronomia. Acho que minha primeira mesada, com dez anos de idade, foi gasta com um livro de Astronomia (e outro de OVNIs…). Na mesma época, meu pai começou a comprar a coleção Os Cientistas, que vinha com experimentos a serem feitos. Acho que com doze anos eu já tinha meu telescópio, e fazia observações sistemáticas de manchas solares, fases de Vênus, anéis de Saturno, posição de Marte no céu e observação dos satélites de Júpiter. Aos treze anos, eu e um colega tentávamos fazer experimentos controlados de telepatia, clarividência e telecinesia. Aprendi a traçar gráficos e séries temporais plotando a frequência de relatos de OVNIs em função do tempo. Nunca deu em nada (claro!), mas aprendemos a fazer estatísticas e testes de significância. Nessa época acho que minha biblioteca já contava com cerca de cinquenta volumes, a maior parte de pseudociências (minha geração foi muito influenciada pelo livro O Despertar dos Mágicos, de Powels e Bergier e pela revista Planeta). Aprendíamos alguma coisa de ciência nesses meios, pois não havia muitos livros de divulgação científica propriamente dita. Ou seja, tudo se definiu antes dos treze anos de idade.

  1. Como começou seu interesse por divulgação científica?

Como leitor, como eu disse, primeiro foram os livros de pseudociências (que de um jeito ou outro nos estimulava como mistérios a serem solucionados cientificamente) e alguns livros de Astronomia. Mais tarde comecei a ler livros de Carl Sagan e outros. Não havia revistas de divulgação científica nem documentários, filmes ou museus de ciência. A revista Planeta, editada na época pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão, mesmo com todo o seu pendor New Age e alternativo, trazia reportagens e notícias sobre ciência e tecnologia.

  1. Como você definiria divulgação científica e qual seria a importância da mesma para a sociedade atual?

Existem dois tipos de divulgação científica: o primeiro onde quem é mais favorecido são a ciência e os cientistas (divulgando seu trabalho, justificando os gastos públicos com a ciência, despertando novas vocações científicas, promovendo a educação e a cultura científica etc.) e o segundo em que o objetivo é empoderar o público leigo em ciências, fornecendo-lhes novos conceitos (e metáforas) para poder entender sistemas complexos como a sociedade, a economia, a história, a política etc. Dou um exemplo: se você procurar pela palavra pêndulo em um site de notícias como a FOLHA, Estadão ou G1, cerca da metade das vezes a palavra estará sendo usada como metáfora, tipo O pêndulo político oscilou do PT para o PSDB. Essa metáfora do pêndulo é pobre, reflete um conhecimento básico de física Newtoniana dado no ensino médio. Traduz uma ideologia mecanicista de como encarar a sociedade: outras metáforas Newtonianas aplicadas à sociedade são: forças sociais, equilíbrio de forças, tensão social, ruptura social, revolução, equilíbrio de poder etc. É uma mecânica estática, uma ideologia pobre, que constrange e limita o pensamento e a capacidade de pensar a sociedade de quem a está usando. Mas imagine que a divulgação científica familiarize o público com os conceitos de Caos, fractais, bacias de atração, pontos de bifurcação, transições de fase, auto-organização etc, temas hoje estudados pela Econofísica e Sociofísica. Um novo vocabulário, mais rico e poderoso, poderia ser usado para se pensar temas sociais, em vez de se usar a metáfora pobre e limitante do pêndulo, que envolve oscilações com período bem definido, é um sistema dinâmico de baixa dimensão etc.). Acho que o papel da cultura científica deveria ser empoderar as pessoas, e não apenas defender os interesses da ciência (uma tarefa válida também, mas não única). Tenho um artigo publicado sobre isso:

Metáforas científicas no discurso jornalístico

Rev. Bras. Ensino Fís. vol.34 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2012

  1. O jornalista brasileiro está preparado para fazer divulgação científica?

Os que se especializaram em jornalismo científico tem boa preparação. Podem aprender algo com os blogueiros de ciência (e os blogueiros de ciência tem algo a aprender com os jornalistas, por exemplo não confrontar e afastar seus leitores especialmente em temas delicados como Evolução). Dou como exemplo de ótimo jornalista científico o da FOLHA Reinaldo José Lopes, responsável pelo blog Darwin e Deus.

  1. Por que muitos pesquisadores não se interessam por essa atividade?

Muitos pesquisadores não leem livros e revistas de divulgação científica, e nem mesmo romances de ficção científica. Reclamam de falta de tempo, mas me parece ser mais uma característica pessoal (não leem livros de Literatura também, não são leitores). Daí não surge a aspiração para contribuir com essa atividade. Além disso, é muito mais fácil escrever um paper do que um artigo ou livro de divulgação científica, pois os mesmos têm que ter estilo agradável, despertar o interesse do leitor, usar uma linguagem especial, acessível e sem jargões. Isso não é fácil para o pesquisador típico.

  1. Segundo as últimas pesquisas, o youtube é a quarta mídia mais acessada pelos brasileiros. Qual o potencial dessa mídia social como você explicaria o aparecimento de um grande número de vlogs que abordam ciência e tecnologia como principal temática?

Sim, parece que está é a grande onda do momento. Aqui no Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria estamos organizando, em nossa página, um portal que redirecione para todos os vlogs de ciência em português que pudermos encontrar. Já temos um portal parecido, o Anel de Blogs Científicos, para os blogs em português.

  1. Como a divulgação de ciência e tecnologia poderia contribuir para a educação formal?

É uma leitura (ou no caso dos vídeos) mais agradável e instigante que as aulas formais. Acho que ajuda na motivação dos alunos e no despertar de vocações científicas. No caso dos alunos que não se dedicarão à ciência, acho que ajuda muito na criação de um background mínimo de cultura científica (idealmente com aquele papel de empoderamento que citei). Acho também que os vídeos e em especial os livros (que se aprofundam mais) deveriam ser aproveitados pelo menos pelos professores de ensino fundamental e médio. A maior parte dos professores não conhece, por exemplo, as revistas Scientific American Brasil e Revista Mente e Cérebro, e nunca leu um livro de divulgação científica. Recomendo que, se o problema é falta de tempo, assistam os ótimos documentários de divulgação científica da BBC, NATGEO e NOVA, que podem ser encontrados no YOUTUBE, assim como os novos Vlogs de ciências tais como o Nerdologia.

B. B. Jenitez

B. B. Jenitez

B. B. Jenitez

Osame Kinouchi  é professor associado (livre-docente) da Universidade de São Paulo no Departamento de Física da FFCLRP. Tem experiência na área de Física Estatística e Sistemas Dinâmicos, atuando principalmente nos seguintes temas: neurociência computacional, meios excitáveis, redes neurais, automata celulares e criticalidade auto-organizada. Coordenador do Laboratório de Física Estatística e Biologia Computacional no Departamento de Física da FFCLRP-USP. Coordenador do Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria do DF-FFCLRP-USP, é responsável pelo Anel de Blogs Científicos, com links para 400 blogs de ciência e pelo blog pessoal  SEMCIÊNCIA. Têm vários contos publicados na revista SOMNIUM do Clube de Leitores de Ficção Científica.

O conto Projeto Mulah de Tróia I ganhou o prêmio NOVA de ficção científica na categoria conto amador. Seu conto 

Demiurgo foi publicado no livro FC do B – Panorama 2010-2011, Tarja editorial, após seleção entre mais de 230 contos concorrentes. Publicou também O Beijo de Juliana – Quatro físicos teóricos conversam sobre crianças, ciências da complexidade, biologia, política, religião e futebol, pela Editora Multifoco.

Leia mais: http://www.dragoeditorial.com/products/b-b-jenitez/

Entrevista com o escritor Osame Kinouchi em Revista Literária Lusófona

 

 

O Beijo de Juliana e o Futebol

downloadO livro O Beijo de Juliana, modéstia a parte, tem um caráter presciente: o escândalo da FIFA já é discutido lá, há 13 anos atrás. Aqui vai um trecho:
Só que o mundo real é bem mais complicado que tudo isso que falei. O mundo é belo e feio ao mesmo tempo, o copo meio cheio e meio vazio, ou talvez nem um nem outro (afinal, o que é o belo sem que existam olhos para ver?).
Vocês adoram futebol e, graças ao nosso convívio, eu estou começando a gostar também, especialmente depois que descobri que esse jogo é um exemplo sui generis de sistema complexo. Mas será que não deveríamos fazer a Crítica do Futebol? Bom, embora eu não seja católico, vou compará-lo com a Igreja Católica, que vocês gostam tanto de atacar.
O futebol promove a libertação dos oprimidos ou pelo menos a cidadania racional? Interessante que a palavra fanático é usada nos três contextos da religião, da política e do esporte com a diferença de que, pelo menos aqui no Brasil, os militantes políticos e religiosos matam bem menos gente que os fanáticos por futebol. Ou vocês já viram algum torcedor do Palmeiras realmente ficar indignado quando um corintiano apanha e leva pedrada?
Será que, para o bem geral da sociedade, não deveríamos suprimir o futebol, por este ser uma religião violenta, irracional e obscurantista? (Mancha Verde, Gaviões da Fiel, Holligans neonazistas etc…) Quem rouba mais? A FIFA ou o Vaticano? Quem tem mais poder de mídia? A copa do mundo ou a missa do Galo? Quem promove mais o capitalismo mundial, produzindo o escapismo, a indiferença e a alienação das massas? Quem está mais entranhado e corrompido por interesses das grandes corporações multinacionais? Quem ganha mais grana? O papa ou Ronaldinho? Qual é a diferença psicológica entre o êxtase das massas produzido por um gol (ou o erro) de Marcelinho e um culto do Padre Marcelo? Não é à toa que as duas atividades se fazem aos domingos…
Qual a diferença entre aqueles que educam seus filhos numa religião e aqueles que religiosamente vestem suas crianças pequenas com o uniforme de seus times favoritos? Não deveriam as crianças poder escolher seu time livremente, após a adolescência, sem a influência de pais fanáticos? Cadê a liberdade de opinião das crianças?
Não seriam fenômenos análogos e igualmente machistas a exclusão das mulheres do sacerdócio no catolicismo e do papel de juízes de futebol? Porque os fãs (que é uma abreviação de “fanático”) de futebol não lutam para defender, perante essa cúpula machista e elitista da FIFA, o direito das mulheres ao uniforme preto e ao apito nos jogos do Mundial? Não será porque entre eles se encontram as forças mais reacionárias presentes na sociedade? Alguma vez a FIFA se pronunciou, por acaso, contra a fome e a miséria no mundo, como faz frequentemente a Igreja? Cadê o equivalente futebolístico de São Francisco, Madre Teresa, o cardeal Arns e Frei Betto? Cadê a esquerda futebolística? O Platini e o Sócrates?
Ah sim, mas poderíamos pensar de forma pragmática, seguindo os argumentos do Jean, que devemos assistir e praticar o futebol porque ele faz bem para a economia do país, gera empregos, aumenta nossa competitividade nos mercados globais etc. e tal. Os jogadores devem jogar unicamente para garantir o uisquinho das crianças (sim, a maior parte deles já está fazendo isso…) e nós devemos financiá-los porque, em um mundo globalizado, a supremacia futebolística é fonte de prestígio internacional e divisas para o país (somos o maior país produtor e exportador de craques, não somos?). Abaixo o futebol arte, viva o futebol aplicado e o futebol tecnológico.
Vocês fazem esse ato patriótico de prestigiar o futebol todo domingo, e ainda não haviam se dado conta disso! Estavam iludidos, pensando que o futebol, assim como a ciência, a arte e a literatura, poderia alegrar e embelezar a vida… Não perceberam que, ao apoiar o futebol, estão apoiando o sistema de dominação mais perfeito e corrupto já inventado pelo homem! O futebol e a mídia. O futebol e a política. Futebol e a indústria de consumo. Futebol e ética. Futebol e capitalismo. Futebol e nacionalismo guerreiro. Futebol e machismo.
Gostar de futebol implica em corresponsabilidade por todas as ações da FIFA, por todas as mortes provocadas por brigas de torcida, correto? Vocês adoram o futebol, portanto são seguidores incondicionais do João Havelange, certo? Já que não protestam, não criticam, são todos corresponsáveis em cada uma das atividades corruptas feitas em nome do futebol. É isso? Pensem. Pensem. Pensem! Uma nova sociedade só poderá surgir após a queda do futebol. O primeiro passo deve ser, precisa ser, a eliminação completa do futebol. A Humanidade só será livre quando se livrar do futebol. Como dizia Nietzsche: “O Futebol está morto, e fomos nós que o matamos”.
Esse é o drama de toda pessoa que faz análise crítica: ela sabe que a crítica é necessária para que as coisas melhorem (supondo que palavras tenham realmente algum poder de mudar o mundo). E sempre bate aquele medo de sua crítica não ser radical o suficiente, de não pegar o problema pela raiz. Assim, acaba-se criando uma competição sem fundo entre os críticos para ver quem é mais radical. Mas então o crítico percebe que o mesmo tipo de crítica radical pode ser feita à todas, todas as atividades humanas (“We are all in the gutter”, lembram?), sem exceção:
Amor romântico: invenção de Hollywood; o verdadeiro ópio do povo (especialmente das mulheres); ilusão a dois visando exploração sexual e econômica mútua; origem de todos os crimes passionais;
Música: Um dos principais produtos da indústria cultural; instrumento de guerra usado para elevar o moral dos soldados; essencial na propaganda e marketing; atinge o ápice da perfeição artística nos jingles obsessivos e na música popular “Boquinha da Garrafa”; droga psicotrópica baseada na excitação ressonante de ritmos cerebrais que liberam dopamina (ver também “ectasy”);
Artes plásticas: Atividade patrocinada pela Igreja durante a Idade Média e usada como instrumento de doutrinação; também financiada pela burguesia visando expressão de poder (ver “Michelangelo”) e por estados totalitários (ver “arte nazista” e “realismo socialista”); atualmente representa sinal de status para colecionadores ricos; investimento financeiro de médio risco, ver “mercado de arte”; artistas plásticos: responsáveis diretos pela poluição visual das grandes cidades; artes plásticas aplicadas: ver “propaganda e marketing”;
Cinema: Veículo de propaganda ideológica; pilar central da hegemonia cultural americana; muito usado como propaganda de guerra e incitação à violência; ópio da classe média (ver “DVDs”); principais filmes do século XX: Rambo, Os boinas verdes, Patricinhas de Beverly Hills;
Fotografia: Tecnologia militar importante (ver “fotografia aérea”, “satélites”); principal aplicação civil: pornografia (ver “Internet”); ver também “paparazzi”.
Literatura: Principal instrumento de reprodução ideológica das classes dominantes; mercadoria de massa da indústria cultural (ver “best-seller”); na sua forma dita culta, escapismo para intelectuais; principal meio de preservação de estereótipos e preconceitos historicamente ultrapassados (ver “Shakespeare”);
Jornalismo: Quarto poder que, ao contrário dos outros três, não é sujeito a eleições democráticas; principal instrumento das classes dominantes para controle da opinião pública; ver “propaganda de guerra” e “FOX”; veículo de marketing político; ver também “imprensa marrom”; perfeitamente representado no Jornal Nacional e nos tabloides;
Religião e espiritualidade: Fonte de todos os males; ópio do povo (ver também “Cannabis Sativa” e “LSD”); origem de todas as guerras santas, intolerâncias e inquisições; ideologia repressora da sexualidade humana e das mulheres; tecnologia de guerra usada para elevar o moral das tropas; principal fonte de justificação do status quo nas civilizações orientais;
Ciência: Fonte de todos os males (ver “Prometeu” e “Caixa de Pandora”); ideologia central do capitalismo e do comunismo estatal; causa principal da explosão populacional; principal fonte de desequilíbrio ecológico; atinge a perfeição no desenvolvimento de tecnologias de guerra: comida enlatada (ver “Napoleão”), penicilina (ver “II Guerra Mundial”), radar, aviões, satélites, laser, computadores e WWW (rede de origem militar usada basicamente para propaganda on-line e veiculação de pornografia infantil);
Matemática: Principal instrumento da Tecnocracia; linguagem hermética desenvolvida para a  autoexclusão intelectual das Humanidades; principais aplicações: armamento nuclear (ver “Pitágoras como precursor de E = mc2 e da Bomba Atômica”), contabilidade, matemática financeira e medidas racistas de QI;
Alfabeto: Instrumento de dominação social inventado por burocratas babilônicos; principal promotor da exclusão social (ver “analfabetismo”) e da extinção das tradições orais; tecnologia básica de propaganda; peça essencial de todas as tecnologias de dominação arroladas acima.
Fogo: Tecnologia de guerra inventada pelo Homo Sapiens; responsável pela extinção de milhares de espécies animais (ver “Culinária”); principais aplicações: lança-chamas, queimadas na floresta tropical; ver também “armas de fogo”;
Homo Sapiens: Espécie dominante do planeta Terra que explora e oprime todas as outras; inventor de todas as tecnologias de guerra descritas acima; principal responsável por todos os problemas humanos e ecológicos; câncer biológico que necessita urgentemente ser extirpado a fim de que Gaia sobreviva; ver também “Pecado original” e “Apocalipse”.
Este é o paradoxo principal: como fazer a crítica tão necessária sem se deixar afundar na pura amargura e na chatice insuportável e depressiva. Quem achar a solução me avise!
Abraços calorosos a todos,
Freeman
PS: Alguém precisa escrever com urgência os livros “Fazendo a Contracultura do Futebol”, o “Homem (no campo) Bidimensional” e “Ciência e Técnica do Futebol como Ideologia”.
OK, vocês acham que eu exagero nesse negócio de futura onda obscurantista… Tá certo vou maneirar com isso daqui para frente. Mas lembrem-se, eu participo de círculos de discussão que vocês não participam, leio aquilo que vocês não leem, e avalio um movimento social pela sua derivada temporal, capacidade de crescimento exponencial, potencial epidêmico, não pelo seu estado atual. Vocês se comportam como os meus aturdidos amigos da Teologia da Libertação quando eu os avisei em 1982 que o Movimento Carismático e os Evangélicos Pentecostais iriam varrê-los do mapa.
Mas se a tal onda vier, lembrem-se: “I told you, damned fools!”