Você pode fazer um exercício para entender como as metáforas linguísticas (“a máquina econômica” etc.) revelam a presença de metáforas cognitivas (“a Economia é um tipo de máquina”). Para tanto, basta examinar um texto jornalístico ao acaso e grifar, com aquelas canetas coloridas, as metáforas linguísticas presentes.
Restringindo às metáforas científicas (ou seja, não dando atenção às onipresentes metáforas futebolísticas, esportivas ou guerreiras), eu sugiro usar as cores violeta para metáforas matemáticas, azul para metáforas físicas, verde para metáforas biológicas, amarelo para metáforas sociológicas e vermelho para outras metáforas coloquiais, não científicas.. Você vai ficar espantado ao verificar como o texto escolhido, se for relativamente grande, ficará pintado em diversas cores metafóricas.
Isso se dá porque as pessoas tanto pensam metaforicamente como se expressam usando metáforas, e estas são facilmente compreensíveis pelos leitores ou receptores. Em um nível mais profundo, Lakoff e Johnson afirmam que o próprio pensamento humano, a própria cognição, se baseia em metáforas fundamentais.
OK, OK, sim, eu também tenho minhas Teorias da Conspiração preferidas. Aqui vão elas:
Táticas Fascistas do PSDB/DEM Como é divertido, se não fosse triste, ver este vídeo terrorista depois das eleições… Embora eu saiba que alguns amigos (tipo A Voz da Direita) acreditam (ou quase-acreditam) piamente em tudo isso…rs
Mas tudo bem, enquanto as pessoas comuns não derem ouvidos à Voz da Ultra Direita (Mídia sem Máscara, Olavo de Carvalho, Instituto Plínio de Oliveira etc.), ataques tipo o ocorrido na desenvolvida (e Darwiniana!) Noruega não acontecerão em nosso subdesenvolvido e mestiço país.
Será que a aceitação (perfeitamente legítima) do Darwinismo na Noruega está na verdade escondendo um crescimento da Ideologia do Darwinismo Social (tipo Danuza Leão e os comentaristas de VEJA, que dizem na revista: pobre é preguiçoso, só quer ter filho para ganhar a bolsa família, isso deve ser genético pois pobre = preto etc.).
Hummm… quando pequena, minha filha Juliana chorou muito porque um vizinho (de cinco anos de idade, como ela) disse que ela ia se tornar pobre quando crescesse porque afinal de contas, todo preto é pobre. Sim, Juliana é mais escurinha que a Mariana mas ambas tem igualmente 1/8 de ascendência negra.
Entretanto, enquanto os leitores de VEJA não lerem os livros de Nietszche vendidos a R$ 4,00 reais em qualquer banca de jornal (quem financia essa propaganda subliminar, afinal?), a democracia brasileira ainda estará segura.
Mas confesso que mais e mais amigos expressam visões a là Danuza Leão, Revista VEJA etc, e confessam admirar muito Nietszche (o filósofo, de alguma forma, valida e justifica suas crenças aristocráticas – não a justa aristocracia cultural e científica mas sim a aristocracia do “novo rico”, do ignorante snobe – e onde o “chandala” a ser esmagado é a criança que pede esmola, o MST ou outro bicho papão).
Se você pensar bem, a ideologia de VEJA se baseia basicamente no medo: no medo que os pobres causam na classe média, no medo que a liberdade (do outro) causa ao questionar nossas certezas e convicções. Nem Liberdade, Igualdade ou Fraternidade: o valor supremo dessas pessoas é a Segurança, a Ordem, o Progresso.
Acho que tais pessoas (os facistinhas de Twitter, por exemplo), assim como o terrorista da Noruega, acreditam realmente em tudo isso, talvez de forma ingênua e sincera. Acreditam que realmente era mesmo melhor nos tempos da Ditadura. Estou cansado de ouvir isso de gente que prefere a ordem e segurança à liberdade – e consequente desordem à beira do Caos – da sociedade democrática.
Sim, pior que o hipócrita que não acredita no que prega, é o fanático que realmente acredita na patrulha ideológica do Partido da Imprensa Golpista e os neo-Macartistas. Mal sabem eles o tipo de veneno ideológico, o tipo de memes ultradireitistas altamente contagiosos e colonizadores de cérebros jovens que estão ingerindo e propagando…
E depois que acontecer o pior, vão dizer: “Mas não era bem isso que eu queria, não era bem isso que eu defendia…” (ora, todos os alemães que saudavam “Heil Hitler” disseram isso depois de 1945 (OK, menos o Heidegger, que nunca fez mea culpa por seu nazismo).
Pois é, parece que o 1922 de Mussolini se repetirá em 2022, e acho que mais como tragédia do que farsa. Ou 0 1933 do Etno-Socialismo Romântico Pós-Moderno e Vegetariano (sim, muito curioso, o terrorista Noruegues tinha uma fazenda de alimentos orgânicos e provavelmente era adorador de Odin e Thor, por baixo do seu verniz cristão esotérico de Cavaleiro Templário – afinal, ele se vangloria de seu nome pré-cristão no Manifesto 2083: A European Declaration of Independence).
Que pena! Com paradas gay e tudo o mais, estamos vivendo na bagunçada e liberal República de Weimar do Século XXI, e não sabemos o quanto (ainda) somos felizes… Mas quem viver, verá…
De acordo com Bertrand Russell, o nazismo provém de uma tradição diferente quer do capitalismo liberal quer do comunismo. E por isso, para entender os valores do nazismo, é necessário explorar esta ligação, sem trivializar o movimento tal como ele era no seu auge, nos anos 1930, e o descartar como pouco mais que racismo.
Muitos historiadores dizem que o elemento anti-semítico, que também existe nos movimentos-irmãos do nazismo, os fascismos de Itália e Espanha (mesmo que em formas e medidas diferentes), foi adaptado por Hitler para obter popularidade para o seu movimento. O preconceito anti-semita era muito comum no mundo ocidental. Por isso, diz-se que a aceitação das massas dependia do anti-semitismo e da exaltação do orgulho alemão, ferido com a derrota na Primeira Guerra Mundial.
O historiador e escritor Joachim Fest vai além, mostrando que o anti-semitismo é fruto não de doutrinas atuais, mas sim de tempos remotos. De fato, traços anti-semíticos são observados desde o Império Romano.
Apropriações filosóficas de Nietzsche pelo Nazismo
Se bem que a raça fosse um fator crucial na visão do mundo dos nazistas, as raízes ideológicas do nazismo iam um pouco mais fundo. Os nazistas procuraram legitimação em obras anteriores, particularmente numa leitura, por muitos considerada discutível, da tradição romântica do século XIX, em especial do pensamento de Friedrich Nietzsche sobre o desenvolvimento do homem em direcção ao Übermensch.
No seu livro de 1939, Alemanha:Jekyll & Hyde, Sebastian Haffner chama ao Nazismo de “uma primeira (autónoma e nova) forma de Niilismo radical, que nega simultaneamente todos os valores, sejam eles valores capitalistas e burgueses ou sejam eles proletários”.
Tive uma longa discussão com um amigo sobre se os grupos de extrema direita estão crescendo, alimentados pela crise econômica recente. A discussão pode ser vista no Facebook, aqui.
Espero que o ato de terrorismo deste membro de grupos neonazistas na Noruega contra os social-democratas seja o suficiente para a mudança de opinião de muita gente.
Eu sei que gostaríamos que o mundo estivesse rumando para uma ordem democrática, liberal, iluminista, o Fim da História de Fukuyama etc.
Mas desejar não basta! E esconder a cabeça num buraco de areia, ou numa torre de marfim acadêmica, também não? Aprendi com meu ex-orientador a não ceder ao Wishfull Thinking. E as pessoas que não enxergam esses sinais históricos concretos muitas vezes apenas estão praticando o Wishfull Thinking.
Espero que as 76 vítimas não tenham morrido em vão, que os 19% de votos que a Ultra Direita recebeu nas últimas eleições na Noruega (eles estão na coalização que governa o país, hoje!) recue para patamares menores nas próximas eleições… Eu “desejo” e “espero”, mas não acredito que isso vá ocorrer sem ações políticas firmes de contenção.
Como “disse” (OK, “poderia ter dito”) o terrorista da Noruega: “Acredito que a ação era urgente e necessária para evitar uma Brasilianização do meu país, essa mestiçagem destrutiva e descontrolada. Sou um mártir em defesa do meu pais. Segundo meu filósofo favorito, Nietszche, a compaixão é o pior dos sentimentos, veiculada pelo Budismo e pelo Judeo-Cristianismo, essas religiões de chandalas e mulherzinhas…”
O suspeito dos ataques de sexta-feira, Anders Behring Breivik, de 32 anos de idade, tem opiniões políticas de direita, segundo a polícia.
O chefe de polícia Sveinung Sponheim disse que mensagens suas publicadas na internet “sugerem que ele tem opiniões políticas voltadas para a direita, anti-islâmicas”.
Reprodução Facebook
Reprodução da foto do suposto atirador de ataque na Noruega em sua página no Facebook
Acho que o Blog Pulse mostra o impacto de Marina na Web. Falta analisar a qualidade dos posts. Eu aposto que a maior parte dos posts citando Serra e Dilma são negativos.
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