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Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

O melhor livro de divulgação científica que encontrei em quarenta anos de leituras

Depois escrevo minha resenha…

A REALIDADE OCULTA - Universos paralelos e as leis profundas do cosmo
Brian Greene
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Meio século atrás, os cientistas encaravam com ironia a possibilidade de existirem outros universos além deste que habitamos. Tal hipótese não passava de um delírio digno de Alice no País das Maravilhas - e que, de todo modo, jamais poderia ser comprovada experimentalmente. Os desafios propostos pela Teoria da Relatividade e pela física quântica para o entendimento de nosso próprio universo já eram suficientemente complexos para ocupar gerações e gerações de pesquisadores. Entretanto, diversos estudos independentes entre si, conduzidos por cientistas respeitados em suas áreas de atuação – teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação -, começaram a convergir para o mesmo ponto: a existência de universos paralelos – o multiverso – não só é provável como passou a ser a explicação mais plausível para diversos enigmas cosmológicos.
Em A realidade oculta, Brian Greene – um dos maiores especialistas mundiais em cosmologia e física de partículas – expõe o fantástico desenvolvimento da física do multiverso ao longo das últimas décadas. O autor de O universo elegante passa em revista as diferentes teorias sobre os universos paralelos a partir dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica. Por meio de uma linguagem acessível e valendo-se de numerosas figuras explicativas, Greene orienta o leitor pelos labirintos da realidade mais profunda da matéria e do pensamento.

“Se extraterrestres aparecessem amanhã e pedissem para conhecer as capacidades da mente humana, não poderíamos fazer nada melhor que lhes oferecer um exemplar deste livro.” – Timothy Ferris, New York Times Book Review

Existe uma hierarquia das ciências?

Do SBlogI:

Existe uma hierarquia das ciências?

A física está no topo da hierarquia científica, as ciências sociais na base e as ciências biológicas em posição intermediária. Esta idéia é “assumida” por muita gente, inclusive cientistas. Os físicos dizem que ela é “intuitiva” e está refletida em vários aspectos da vida acadêmica. Muitas vezes dita na forma que as ciências físicas são mais duras.
A “dureza” das ciências é assumida pelo grau com que os seus resultados são determinados por dados e teorias no lugar por fatores não cognitivos. Lembre que a idéia de medicina baseada em evidências não é muito antiga, ainda há quem faça medicina mais como arte.
Mas, qual o embasamento científico da afirmativa desta hierarquia científica. Os resultados e teorias da física são mesmo mais baseados em dados sólidos? Um artigo recente na PLoS ONE, provocativamente intitulado “Positive” Results Increase Down the Hierarchy of the Sciences, analisa esta questão. O estudo analisou 2.434 trabalhos de várias disciplinas que declaravam haver testado uma hipótese e determinaram quantos trabalhos haviam chegado a resultados “positivos” ou “negativos” para confirmação da hipótese. Eles assumiram que se a hierarquia científica estiver correta os pesquisadores de ciências menos “duras”, por terem menos restrições aos seus vieses conscientes ou inconscientes terão mais resultados positivos.
Os dados mostrados confirmaram a hipótese, para disciplinas, campos científicos e metodologias. Há vários elementos que foram considerados na análise, como as diferenças entre disciplinas puras e aplicadas, teste de mais de uma hipótese.
O quadro geral (Figura 1 do trabalho e reproduzida acima) por disciplina indica diferenças interessantes:
“the odds of reporting a positive result were around 5 times higher among papers in the disciplines of Psychology and Psychiatry and Economics and Business compared to Space Science …. In all comparisons, biological studies had intermediate values.”
Eles concluem que a natureza das hipóteses testadas e a lógica e o rigor empregado para testá-las variam de forma sistemática entre disciplinas e campos científicos e que há uma hierarquia sim.
O que acham da posição da imunologia?
Fanelli, D. (2010). “Positive” Results Increase Down the Hierarchy of the Sciences PLoS ONE, 5 (4) DOI: 10.1371/journal.pone.0010068

O Iluminismo, o socialismo complexo e a pós-modernidade

Achei este texto por puro acaso. O autor se define como conservador. Acredito que a defesa do Iluminismo não deveria ser monopólio da direita, dado que Marx, Engels e Kropotkin também eram iluministas (mas não seus seguidores do século XX).

Bom, pelo menos lendo o texto já não me sinto tão sozinho: o autor, um historiador, tece considerações muito similares às minhas, e eu não me considero um conservador mas sim um físico anarquista à la Alan Sokal. Para ter acesso ao meu texto (panfletário) de 1995, ver Socialismo real, socialismo imaginário e socialismo complexo. Também neste post aqui respondo a um pós-modernista que me acusou de reacionário (apenas porque não sou um papagaio da Escola de Frankfurt mas pertenço à Terceira Cultura). Pois é, lembrando o mote deste blog … ”E toda banda larga será inútil se a mente for estreita”

O Iluminismo e a pós-modernidade

Minha foto

, Historiador, professor, liberal, vegetariano e palmeirense.

Virou lugar comum após meados do século XX, devido aos estudos de Max Horkheimer, Walter Benjamin, Adorno e Marcuse, membros/colaboradores da decantada e superestimada Escola de Frankfurt e, mais tarde, de acordo com os arautos da desconstrução, Foucault, Deleuze, Derrida e Barthes, julgar que o pensamento iluminista foi o grande responsável pelas desilusões da humanidade, depois que a Belle Époque se tornou poeira ao vento com a Primeira Guerra Mundial, com o nazi-fascismo e o socialismo na ex-URSS, com ocrack de 1929 e com a Segunda Guerra Mundial.

Não é necessário demonstrar os inúmeros equívocos, imprecisões e anacronismos cometidos à exaustão pelos pensadores citados no parágrafo anterior. Quem quer ter mais conhecimento sobre o assunto, poderá ler Os dentes falsos de George Washington, de Robert Darnton,O modernismo reacionário, de Jeffrey Herf, ou As razões do Iluminismoe Mal estar na modernidade, ambos do filósofo brasileiro Sérgio Paulo Rouanet. A leitura desses excelentes livros não deixa a menor dúvida de que os críticos do Iluminismo jamais estudaram um texto sequer, de Voltaire, Montesquieu, Condorcet, Diderot, ou mesmo de Rousseau, o menos iluminista de todos os iluministas, e o que mais serve de parâmetro aos neohippies de boutique do século XXI. Read more [+]

Relativismo Cultural, Nova Era e Nazismo

Olá Osame, desculpe só fui ler sua resposta hoje, pois havia perdido o endereço do seu blog:
Se me permite ainda estou curioso, pois dados os floreios paradoxais de sua resposta sobre tuas inclinações teóricas ainda estou confuso. Confesso que andei dando uma lida nos textos do blog e gostei de algumas colocações tuas (um exemplo pode ser visto aqui com tua inclinação para Gardner e Margullis), por isso insisto em entender esses conflitos que acredito ter o discurso aqui com um pertencimento ao chamado “movimento cético” (coisa cientificamente incabível, paródia ateísta de internet que nunca foi sequer manifestada por uma corrente filosofia ou episteme, natimorto como uma manifestação universalista do conhecimento, há muito tempo, tempos pré-históricos!!! – a saber, desde Hume e Locke e fatalizado por Kant e Nietzche): Read more [+]

Ação e reação na manutenção de crenças

How facts backfire

Researchers discover a surprising threat to democracy: our brains

By Joe Keohane July 11, 2010

It’s one of the great assumptions underlying modern democracy that an informed citizenry is preferable to an uninformed one. “Whenever the people are well-informed, they can be trusted with their own government,” Thomas Jefferson wrote in 1789. This notion, carried down through the years, underlies everything from humble political pamphlets to presidential debates to the very notion of a free press. Mankind may be crooked timber, as Kant put it, uniquely susceptible to ignorance and misinformation, but it’s an article of faith that knowledge is the best remedy. If people are furnished with the facts, they will be clearer thinkers and better citizens. If they are ignorant, facts will enlighten them. If they are mistaken, facts will set them straight.

In the end, truth will out. Won’t it? Maybe not. Recently, a few political scientists have begun to discover a human tendency deeply discouraging to anyone with faith in the power of information. It’s this: Facts don’t necessarily have the power to change our minds. In fact, quite the opposite. In a series of studies in 2005 and 2006, researchers at the University of Michigan found that when misinformed people, particularly political partisans, were exposed to corrected facts in news stories, they rarely changed their minds. In fact, they often became even more strongly set in their beliefs. Facts, they found, were not curing misinformation. Like an underpowered antibiotic, facts could actually make misinformation even stronger. This bodes ill for a democracy, because most voters — the people making decisions about how the country runs — aren’t blank slates. They already have beliefs, and a set of facts lodged in their minds.

The problem is that sometimes the things they think they know are objectively, provably false. And in the presence of the correct information, such people react very, very differently than the merely uninformed. Instead of changing their minds to reflect the correct information, they can entrench themselves even deeper. “The general idea is that it’s absolutely threatening to admit you’re wrong,” says political scientist Brendan Nyhan, the lead researcher on the Michigan study. The phenomenon — known as “backfire” — is “a natural defense mechanism to avoid that cognitive dissonance.”

These findings open a long-running argument about the political ignorance of American citizens to broader questions about the interplay between the nature of human intelligence and our democratic ideals. Most of us like to believe that our opinions have been formed over time by careful, rational consideration of facts and ideas, and that the decisions based on those opinions, therefore, have the ring of soundness and intelligence. In reality, we often base our opinions on our beliefs, which can have an uneasy relationship with facts. And rather than facts driving beliefs, our beliefs can dictate the facts we chose to accept. They can cause us to twist facts so they fit better with our preconceived notions. Worst of all, they can lead us to uncritically accept bad information just because it reinforces our beliefs. This reinforcement makes us more confident we’re right, and even less likely to listen to any new information. And then we vote. Continua…

Cientificismo

Seis Sinais de Cientificismo – Introdução

Autora: Susan Haack*

Tradução de Eli Vieira, para as atividades de mídia da Liga Humanista Secular do Brasil.

Peter Paul Rubens – A queda de Ícaro (1636)

Um homem deve ser definitivamente maluco para negar que a ciência fez muitas descobertas verdadeiras.  – C. S. Peirce (1903)

O cientificismo… emprega o prestígio da ciência para o disfarce e a proteção. – A. H. Hobbs (1953)

A ciência é uma coisa boa. Como Francis Bacon previu séculos atrás, quando o que agora chamamos de “ciência moderna” estava em sua infância, o trabalho das ciências trouxe tanto luz, um corpo de conhecimento em permanente crescimento sobre o mundo e como ele funciona, quanto frutos, a capacidade de predizer e controlar o mundo de formas que tanto estenderam quanto melhoraram nossas vidas. Mas, como William Harvey reclamou, Bacon realmente escreveu sobre ciência “como um Lorde Chanceler” – ou, como poderíamos dizer hoje, “como um publicitário”, ou “como um marqueteiro”. Certamente ele parece ter sido muito mais ciente das virtudes da ciência do que de suas limitações e perigos em potencial.

Mas a ciência não é de modo algum algo perfeitamente bom. Ao contrário, como todos os empreendimentos humanos, a ciência é inexoravelmente falível e imperfeita. No máximo, seu progresso é irregular, desproporcional e imprevisível; além disso, muitos trabalhos científicos são pouco criativos ou banais, alguns são fracos ou sem cuidado, e alguns são completamente corruptos; e as descobertas científicas muitas vezes têm potencial para ferir tanto quanto para fazer o bem – pois conhecimento é poder, como viu Bacon, e o poder é passível de abuso. E, obviamente, a ciência não é de modo algum a única coisa boa, nem mesmo – apenas um pouco menos obviamente – a única forma boa de investigação. Há muitos outros tipos valiosos de atividade humana além da investigação – música, dança, arte, contar histórias, culinária, jardinagem, arquitetura, para mencionar algumas; e muitos outros tipos valiosos de investigação – histórica, legal, literária, filosófica etc. Read more [+]

Na USP, a Psicologia da Religião estuda agora o Ateísmo

Mais material para o livro sobre @teismo = estudo científico origens do ateísmo

Laboratório do IP analisa religiosidade e ateísmo do ponto de vista psicológico

Publicado em ComportamentoUSP Online Destaque por Diego Rodrigues em 22 de agosto de 2012   

Dinâmica psicológica de indivíduos religiosos e ateus é foco de estudos no IP Foto: Wikimedia

Como entender os fenômenos religiosos? Qual a ação da religião na psique das pessoas? Estudos do Instituto de Psicologia (IP) da USP buscam responder questões como essas, utilizando as abordagens da psicologia. Desde 2000, por iniciativa do professor Geraldo José de Paiva, o Laboratório de Psicologia Social da Religião concentra essas pesquisas.

O grupo é formado por 12 pessoas, todos doutores e doutorandos. Não apenas da USP. Instituições de ensino como a PUC e o Mackenzie trabalham em pareceria para desenvolver  pesquisas concretas sobre o fenômeno religioso. Alguns dos colaboradores do Laboratório têm ainda formação diversa,  como pós-graduação em Ciência da Religião, e em Semiótica, que é o estudo dos sistemas de significação.

Ateus

A mais recente pesquisa do Laboratório analisa diferenças entre religiosos e ateus. Os pontos estudados dizem respeito aos processos de enfrentamento das dificuldades, o bem-estar psicológico e fatores de personalidade. O grupo busca verificar se o enfrentamento dos problemas é influenciado pela opção religiosa; se há correlações entre fatores de personalidade e as opções religiosas feitas por cada indivíduo; e se o bem-estar é afetado por estas opções. Read more [+]

O (quase) primeiro post do SEMCIÊNCIA

Estou fazendo a importação do SEMCIÊCIA do Blogger para o WordPress (não sabia que era tão fácil). Topei com este primeiro post, de 19 de junho de 2006. Infelizmente existe um gap nos posts antigos (os posts de maio, mês de nascimento do blog, e os posts de junho a dezembro (mais de 200!) foram deletados porque… hummm, naquela época eu estava me preparando para um concurso de livre docência e algumas pessoas diziam que ter um blog não era algo sério e que poderia me prejudicar se eu emitisse opiniões politicamente incorretas (em relação à USP), por exemplo. Ou seja, este não é realmente o primeiro post, mas sim, o primeiro que sobreviveu…

Mas este post de junho sobrou eu algum lugar, em um cache que achei um ano depois, e foi recuperado. Estou reproduzindo o mesmo porque o acho ainda bem atual e, além disso, pelo fato de que finalmente irei ministrar pela segunda vez a disciplina a que ele se refere, para a turma de Licenciatura em Química da FFCLRP.

oOo

SEGUNDA-FEIRA, JUNHO 19, 2006

INFINITO

Coincidência de novo. Eu estava aqui procurando uma figura para fazer este post sobre o volume especial “As diferentes faces do infinito” quando recebi um e-mail da Ana Cláudia Ferrari me dizendo que, sim, eu havia ganho duas assinaturas de graça, da SciAm e da Viver Mente e Cérebro. Tão vendo? Quem disse que não ganho nada com este blog?

É claro que isso não vai afetar minha atitude quanto à revista, pois a compro desde o primeiro número. Afinal basta eles manterem a qualidade e ocuparem o nicho da SUPERINTERESSANTE (pois esta está querendo substituir a PLANETA, que por sua vez trocou o esoterismo pela ecologia) já está ótimo! Todo apoio a você, SciAm!

A Ana me perguntou se é verdade que meus alunos realmente lêem as revistas. Bom, alunos de Estatística I, respondam prá ela ai nos comentários. Em todo caso, conto aqui duas maneiras de usar a SciAm nas salas de aula que já testei.

Bom, primeiro eu sou responsável por uma disciplina optativa do Departamento de Química aqui na FFCLRP chamada Tópicos de Ciência Contemporânea, cuja ementa está meio ambiciosa, concordo:

Objetivos:

Introduzir e incentivar o estudante a ter contato com a literatura científica e de divulgação científica, traçando um panorama da ciência contemporânea que permita uma visão contextualizada e crítica de diferentes áreas do conhecimento tais como a Cosmologia, a Física, a Química e a Biologia. Read more [+]

Uma prova matemática de que o Universo teve um início?

Mathematics of Eternity Prove The Universe Must Have Had A Beginning — Part II

Heavyweight cosmologists are battling it out over whether the universe had a beginning. And despite appearances, they may actually agree

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THE PHYSICS ARXIV BLOG

Friday, April 27, 2012

Earlier this week, Audrey Mithani and Alexander Vilenkin at Tufts University in Massachusetts argued that the mathematical properties of eternity prove that the universe must have had a beginning.

Today, another heavyweight from the world of cosmology weighs in with an additional argument. Leonard Susskind at Stanford University in California, says that even if the universe had a beginning, it can be thought of as eternal for all practical purposes.

Susskind is good enough to give a semi-popular version of his argument:

“To make the point simply, imagine Hilbertville, a one-dimensional semi-infinite city, whose border is at x = 0: The population is infinite and uniformly fills the positive axis x > 0: Each citizen has an identical telescope with a finite power. Each wants to know if there is a boundary to the city. It is obvious that only a finite number of citizens can see the boundary at x = 0. For the infinite majority the city might just as well extend to the infinite negative axis.

Thus, assuming he is typical, a citizen who has not yet studied the situation should bet with great confidence that he cannot detect a boundary. This conclusion is independent of the power of the telescopes as long as it is finite.”

He goes on to discuss various thermodynamic arguments that suggest the universe cannot have existed for ever. The bottom line is that the inevitable increase of entropy over time ensures that a past eternal universe ought to have long since lost any semblance of order. Since we can see order all around us, the universe cannot be eternal in the past.

He finishes with this: “We may conclude that there is a beginning, but in any kind of inflating cosmology the odds strongly (infinitely) favor the beginning to be so far in the past that it is eff ectively at minus infinity.”

Susskind is a big hitter: a founder of string theory and one of the most influential thinkers in this area. However, it’s hard to agree with his statement that this argument represents the opposing view to Mithani and Vilenkin’s.

His argument is equivalent to saying that the cosmos must have had a beginning even if it looks eternal in the past, which is rather similar to Mithani and Vilenkin’s view. The distinction that Susskind does make is that his focus is purely on the practical implications of this–although what he means by ‘practical’ isn’t clear.

That the universe did or did not have a beginning is profoundly important from a philosophical point of view, so much so that a definitive answer may well have practical implications for humanity.

But perhaps the real significance of this debate lies elsewhere. The need to disagree in the face of imminent agreement probably tells us more about the nature of cosmologists than about the cosmos itself.

Ref: arxiv.org/abs/1204.5385: Was There a Beginning?