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Por que você acredita que a Terra é uma esfera?

A fantasy map of a flat earth

They may have been disproved by science or dismissed as ridiculous, but some foolish beliefs endure. In theory they should wither away – but it’s not that simple

by Steven Poole

In January 2016, the rapper BoB took to Twitter to tell his fans that theEarth is really flat. “A lot of people are turned off by the phrase ‘flat earth’,” he acknowledged, “but there’s no way u can see all the evidence and not know … grow up.” At length the astrophysicist Neil deGrasse Tyson joined in the conversation, offering friendly corrections to BoB’s zany proofs of non-globism, and finishing with a sarcastic compliment: “Being five centuries regressed in your reasoning doesn’t mean we all can’t still like your music.”

Actually, it’s a lot more than five centuries regressed. Contrary to what we often hear, people didn’t think the Earth was flat right up until Columbus sailed to the Americas. In ancient Greece, the philosophers Pythagoras and Parmenides had already recognised that the Earth was spherical. Aristotle pointed out that you could see some stars in Egypt and Cyprus that were not visible at more northerly latitudes, and also that the Earth casts a curved shadow on the moon during a lunar eclipse. The Earth, he concluded with impeccable logic, must be round.

The flat-Earth view was dismissed as simply ridiculous – until very recently, with the resurgence of apparently serious flat-Earthism on the internet. An American named Mark Sargent, formerly a professional videogamer and software consultant, has had millions of views on YouTube for his Flat Earth Clues video series. (“You are living inside a giant enclosed system,” his website warns.) The Flat Earth Society is alive and well, with a thriving website. What is going on?

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Atentado em boate é o pior nos EUA desde o 11 de Setembro

Atentado em boate é o pior nos EUA desde o 11 de Setembro; veja lista

DE SÃO PAULO

O atentado na boate Pulse, em Orlando, foi o pior da ataque terrorista desde o 11 de setembro nos Estados Unidos. Saiba quais foram os maiores e mais recentes ataques a tiros no país.

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Clat Farris Naff: Mais um adepto do Demiurgo

universo inteligenteA Secular Case for Intentional Creation

By Clay Farris Naff | November 18, 2011 |  Comments21

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“Does aught befall you? It is good. It is part of the destiny of the Universe ordained for you from the beginning.”

– Marcus Aurelius, Stoic Philosopher and Emperor of Rome, in Meditations, circa 170 CE

“’He said that, did he? … Well, you can tell him from me, he’s an ass!”

– Bertie Wooster, fictional P.G. Wodehouse character, in The Mating Season, 1949

People have been arguing about the fundamental nature of existence since, well, since people existed. Having lost exclusive claim to tools, culture, and self, one of the few remaining distinctions of our species is that we can argue about the fundamental nature of existence.

There are, however, two sets of people who want to shut the argument down. One is the drearily familiar set of religious fundamentalists. The other is the shiny new set of atheists who claim that science demonstrates beyond reasonable doubt that our existence is accidental, purposeless, and doomed. My intent is to show that both are wrong.

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Porque a Direita fracassou e o que pode fazer para vencer

Brasília - O presidente interino Michel Temer durante cerimônia de posse aos novos ministros de seu governo, no Palácio do Planalto. À esquerda, o senador Aécio Neves (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por Osame Kinouchi

A Direita fracassou nas eleições de 2014. E não foram por poucos votos. Os votos da Direita só alcançaram um número perto de 50% por causa dos votos de Marina, que em última hora recomendou votar em Aécio. Só tem um problema: Marina não é de direita.

Mas o PSDB também não é de Direita, vamos reconhecer. Sua proposta original, que está em seu nome, é a Social Democracia com Welfare State, não os livres mercados desregulados que nos trouxeram a crise mundial de 2008. E também não é um partido que defende uma moral conservadora, dado que seu ícone maior, Fernando Henrique Cardoso, defende a descriminalização do aborto e da maconha, e mesmo a integração acolhedora de filhos ilegítimos em favor da família brasileira.

Assim, se contabilizarmos os votos reais para a Direita, veremos que é uma parcela minoritária da sociedade, talvez 30% do eleitorado. O resto é constituído de liberais econômicos (que, se forem também liberais em moralidade, não são exatamente Direita) ou Marinistas. Com essa base social não dá para ganhar eleição majoritária, e isso explica o fracasso das quatro últimas eleições presidenciais.

Neste texto analisarei os símbolos e metáforas usados pela Direita e pelos Liberais e em que medida tais elementos de discurso são prejudiciais tanto à causa do Conservadorismo quanto à causa do Liberalismo. Esta análise é feita a partir da Teoria das Metáforas Cognitivas de Lakoff e Johnson, que sugere que existe ampla correlação entre as metáforas usadas por uma pessoa e sua ideologia política.

Símbolos e metáforas são poderosos meios de comunicação por veicularem ideias de forma inconsciente, formando associações, teias conceituais, paradigmas. Se uma pessoa ou político faz alusão à sociedade como um todo orgânico (“não há, ou não deveria haver, luta de classes nem interesses em conflito no Brasil” etc.), se ele diz que cada brasileiro émembro de uma grande família, de um grande corpo social, se usa símbolos da Pátria, teremos uma versão do Organicismo, onde cada pessoa é uma célula que deve viver para manter o equilíbrio da sociedade e os que questionam a sociedade atual seriam células cancerosas. Se, por outro lado, a pessoa se refere à sociedade como uma grande máquina (mecanismos de mercado, movimentos sociais, equilíbrio de forças políticas, pressão da opinião pública, temperatura das ruas etc.), isso reflete uma ideologia Mecanicista e seu repertório conceitual se restringe à Termodinâmica de Máquinas a Vapor do século XIX, nem mesmo chegando às metáforas mais modernas de sociedade como grande computador distribuído em nuvem, rede neural artificial ou sistema dinâmico com avalanches socio-históricas de todos os tamanhos e criticalidade auto-organizada (Self-organized Criticality ou SOC).

Voltemos ao que interessa: como mudar o discurso da Direita e dos Liberais (que chamarei de D&L), para angariar mais votos em 2018, ou antes, se a tese das Diretas Já! vingar? Como fazer para que as metáforas e símbolos usados pela D&L não a prejudiquem tanto a ponto de se perder sucessivamente as eleições? Lembremos que, se a eleição presidencial fosse hoje, estariam no segundo turno Marina e Lula, com certos candidatos do PSDB abaixo de Bolsonaro. Urge portanto repensar o discurso, os símbolos, as metáforas políticas, pois são estes os fatores decisivos para se angariar corações e mentes. Faço a seguir algumas sugestões e recomendações para os meus amigos Liberais e de Direita:

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Porque a Esquerda fracassou e o que pode fazer para vencer

Por Osame Kinouchi

Brasília- DF 13-04-2016 Presidenta Dilma durante cerimônia de Assinatura de renovação de contrato de arrendamento entre a Secretaria Especial de Portos e o Terminal de Contêineres de Paranaguá Palácio do Planalto Foto Lula Marques/Agência PT

 

 

Foto: Lula Marques

por Osame Kinouchi

Se o placar 367 x 137 não representa um retumbante fracasso das esquerdas capitaneadas pelo PT-PSOL-PCdoB então não é possível definir fracasso no dicionário. Assistindo cada voto da Câmera, em vez de apenas rir ou ridicularizar o baixo clero do “não”, comecei a analisar os votos em termos políticos, culturais e sociais. Apresento alguns pensamentos que creio que, senão academicamente perfeitos, são ao menos originais. Faço algumas recomendações também para que um eventual governo das esquerdas em 2018 ou antes (Diretas Já!) não seja um governo de minoria parlamentar (algo impossível na prática), mas que possa ter algum tipo de apoio mais amplo da sociedade.

Primeiro, noto como os memes do impeachment que ridicularizaram  os deputados que votaram por Deus, pela Bíblia, pela família, pela pátria, pela bandeira e pela netinha não atingem o alvo. O momento é para reflexão, não para risos tristes. Minha proposta é que tais temas seja repensados pela esquerda e possam ser  assumidos pela esquerda porque também a refletem. Como? E por que?

A Religião não pode ser  monopólio da Direita

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Explosões cósmicas, vida no Universo e a constante cosmológica

Cosmic Explosions, Life in the Universe, and the Cosmological Constant

Tsvi Piran, Raul Jimenez, Antonio J. Cuesta, Fergus Simpson, and Licia Verde
Phys. Rev. Lett. 116, 081301 – Published 23 February 2016
ABSTRACT

Gamma-ray bursts (GRBs) are copious sources of gamma rays whose interaction with a planetary atmosphere can pose a threat to complex life. Using recent determinations of their rate and probability of causing massive extinction, we explore what types of universes are most likely to harbor advanced forms of life. We use cosmological N-body simulations to determine at what time and for what value of the cosmological constant (Λ) the chances of life being unaffected by cosmic explosions are maximized. Life survival to GRBs favors Lambda-dominated universes. Within a cold dark matter model with a cosmological constant, the likelihood of life survival to GRBs is governed by the value of Λ and the age of the Universe. We find that we seem to live in a favorable point in this parameter space that minimizes the exposure to cosmic explosions, yet maximizes the number of main sequence (hydrogen-burning) stars around which advanced life forms can exist.

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Resenha: Farei meu destino, de Miguel Carqueija

Miguel Carqueija é o primeiro a esquerda, nessa foto de 2006 onde acontece uma reunião do CLFC. Nasceu e mora no Rio de Janeiro onde escreve “desde tempos imemoriais”, mas participa do fandom desde 1983 – isto é, quase desde o seu início – e vem publicando desde então. Afora centenas de textos em fanzines, revistas, jornais e páginas virtuais, contabiliza 14 livros individuais, sendo 9 em papel, 1 em papel e com versão digital, e 4 “e-books”. Desses 14, o livro virtual As portas do magma (scarium.com.br) é de coautoria com Jorge Luiz Calife. Menciona-se ainda A âncora dos Argonautas (1999), A Rainha Secreta (2001), A Esfinge Negra (2003), O fantasma do apito (2007, reeditado em 2010), Farei meu destino (versões em papel e virtual, 2008 -gizeditorial.com.br) e “Tempo das caçadoras” (2009). Também participou de mais de duas dezenas de antologias, umas amadoras, outras profissionais, destacando Poe 200 anos, organizada por Maurício Montenegro e Ademir Pascale e lançada em 2010, onde além de um dos contos também assina o prefácio. Seu conto O tesouro de Dona Mirtes foi filmado em 2004 e o curta resultante pode ser assistido pelo youtube (http://www.youtube.com/watch?v=CYn_11sQEQI).

Resenha: Farei meu destino, de Miguel Carqueija, GIZ Editorial (2008)
Osame Kinouchi

A biblioteca do CLFC, atualmente sediada no Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria da FFCLRP-USP, adotou recentemente uma política para doações para seu acervo. Se um autor enviar dois exemplares de algum de seus títulos, um ficará no acervo e o outro será vendido em prol da tesouraria do CLFC. Ao fazer isso, o Prof. Dr. Osame Kinouchi, mantenedor da biblioteca, se compromete a avaliar com cuidado a obra e escrever uma resenha, a ser colocada no site oficial do CLFC. Outros resenhadores do CLFC também podem ajudar nesse compromisso. Miguel Carqueija foi o primeiro autor a fazer essa doação para o CLFC.
Miguel Carqueija não necessita apresentação, por ser autor prolífico e membro atuante do CLFC desde a década de 80. Uma das vertentes de sua obra é a literatura infanto-juvenil de fantasia e ficção-científica. Esse aspecto o distingue da grande maioria de autores do fandom, que preferem escrever para adultos ou pelo menos young adults. Essa escolha tem um grande mérito, pois contribui para a formação de novas gerações de leitores, e ao mesmo tempo cria uma enorme dificuldade: escrever para adultos é fácil, escrever para juvenis não é.
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Livro Projeto Mulah de Tróia levou 25 anos para ser publicado

Sim, se a qualidade literária se mede pelos anos que o autor levou para burilar o texto, então este é um candidato ao Prêmio Argos…  Para comprar, clique aqui.

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  • Jenitez nos brinda com uma pérola da Ficção Científica de humor, uma bem dosada mistura de Umberto Eco e Planeta Diário: uma estória recheada de referências internas, coerentes do início ao fim e com um estilo impecável. Com descrições claras e pouca adjetivação, além de uma ironia finíssima, o autor brinca com a física, a cultura pop e a literatura, com um texto de uma clareza e um bom gosto tão grandes que mesmo um leigo em FC pode entender e gostar. Um trabalho bem escrito não pode ser analisado a fundo, basta que apenas seja lido. E esta estória precisa ser lida. Fábio Fernandes

Podem os ateus tornarem os religiosos mais racionais?

Ao contrário de muitos de meus amigos ateus, tenho muitos amigos tanto ateus quanto religiosos. Isso significa que tenho acesso a uma experiência mais ampla em termos de troca de ideias e relações interpessoais. Recentemente, Nestor Caticha, Renato Vicente e colegas, em um trabalho de sociologia computacional baseado na teoria moral de Haidt, mostrou que a interação social diversificada evita que nos fechemos em um gueto cultural e facilita o surgimento de uma mente liberal (ao contrário de mentes conservadoras) que privilegia os valores de cuidado, justiça e liberdade mais do que valores de lealdade ao grupo, autoridade e pureza.

Meus amigos religiosos (como Reinaldo José Lopes), porém, são mais racionais que a média de sua população. Meus amigos ateus também, embora um ou outro as vezes cai num ateísmo militante que enfatiza a lealdade ao grupo (de ateus), autoridade (de Dawkins) e pureza (um ateu puro não deve apreciar objetos – musica, arte, arquitetura – de origem religiosa). Ou seja, alguns de meus amigos ateus são, mentalmente, conservadores na classificação de Haidt (por causa de seu isolamento social?), e não é a toa que muitos votam no PSDB e mesmo têm a posição ultraliberal em economia defendida pelo pastor Everaldo e Ayn Rand.

Dado que minha tarefa principal como cientista é a divulgação da ciência (e não do ateísmo, que é uma filosofia particular – uma outra é o neo-Deísmo),  visando que seja valorizada e apreciada pelo maior número de pessoas, tenho tentado pensar soluções racionais e realísticas para esse problema. Segundo alguns amigos meus, apenas ateus podem realmente aceitar e apreciar a ciência: religiosos que gostam e divulgam ciência, como Reinaldo Lopes (que considero o melhor blogueiro de ciências brasileiro em termos de adequação da linguagem para o público leigo), seriam ou esquizofrênicos ou portadores de dissonância cognitiva. Sim, não apenas Reinaldo, mas também os inúmeros cientistas religiosos espalhados pelo mundo: todos esquizofrênicos!

Ora, o problema da agenda ateísta para melhoria do mundo é que ela não é sensata, racional ou científica, e não se baseia em estudos sociológicos e demográficos sérios. Por exemplo, Richard Dawkins afirma que seu objetivo de vida é a destruição de todas as religiões (e nisso o Estado Islâmico é seu aliado ao destruir templos e estátuas budistas). Só que destruir todas as religiões é uma Utopia não realizável: os comunistas tinham mais recursos, energia e mesmo o monopólio estatal da violência (comparado com o ateísmo atual) para combater a religião, mas não conseguiram. Basta ver o exemplo da China comunista que, mesmo depois da  Revolução cultural Maoista, possui o maior contingente cristão do mundo atualmente. O processo de secularização do mundo moderno teve os seus vai-e-vens, avanços e reações, e não está claro se atualmente estamos em um período de secularização ou em um período de contra-reação religiosa estimulada pelo neo-ateísmo militante.

Além disso, em termos demográficos, os religiosos aumentam sua população (“crescei e multiplicai-vois”)  enquanto que os ateus na Europa desenvolvida e no Japão ficam trocando filhos por cachorro e gato: afinal, não é racional ter filhos, pois isso envolve risco no parto para a mãe e inúmeras despesas, perda de liberdade, perda de nível econômico etc. Mulheres estritamente racionais não tem filhos, ponto! Se tiverem, isso é devido a instintos gerados por genes egoístas não racionais e pressão social irracional.

Pior ainda, vai que o filho vira crente! Nos anos de adolescência rebelde isso geralmente acontece com os filhos de ateus (um exemplo seria o filho monge budista de Changeaux, autor do Neuronal Man), assim como os filhos de crentes viram ateus na adolescência: tudo facilmente explicado por uma psicodinâmica familiar que nada tem a ver com a Razão. Ou seja, demograficamente, os muçulmanos, os mórmons e o pessoal do Bible Belt entendem bem melhor sobre o que significa fitness biológico que os ateus com apenas zero, um ou dois filhos.

Mas vamos voltar ao assunto: como fazer com que uma porcentagem cada vez maior da sociedade brasileira aprecie e valorize a ciência (e não apenas a tecnologia)? A proposta de “se aumentarmos o número de ateus então o número de apreciadores de ciência crescerá” pode até estar correta (isto não é óbvio, pois existem inúmeros ateus adeptos das pseudociências e outros que tem ojeriza filosófica pela ciência, como Nietzsche), mas é sociologicamente inviável: precisamos divulgar a ciência aqui e agora (e essa divulgação científica inclusive pode até formar novos ateus, mas não o inverso), sem esperar por uma Utopia ateísta onde todas as religiões foram destruídas, Utopia que pode muito bem nunca acontecer.

Como fazer isso? Bom, eu tenho uma proposta concreta: os ateus divulgadores de ciência não devem tentar converter os crentes, uma atividade com minúsculo e demorado resultado, basta fazer a estatística de quantos neoateus da ATEA eram, anteriormente, crentes fervorosos… 0,001%?. E quantos bons ateus se tornaram religiosos depois da juventude? Na verdade muitos, por exemplo meu falecido pai, que me deu o “Por que não sou cristão? ” do Russell quando eu tinha 15 anos. E essa conversão ateu -> crente está cada vez mais facilitada pelas drogas enteogênicas tais como maconha e chá de Ayahuasca…

O que os ateus precisam entender é que existe um espectro de racionalidade entre os religiosos: dos mais fanáticos e intolerantes, passando pelos místicos, depois pelo crente comum sem formação filosófica (mas que pode ser muito racional no seu dia a dia), depois os religiosos que gostam de Ciência e até mesmo de Fiçcão Científica (caso do escritor Orson Scott Card, que morou aqui em Ribeirão Preto enquanto missionário mórmon) culminando com os cientistas religiosos.

Então, a tarefa realista para os ateus divulgadores de ciência é tentar converter, usando a própria divulgação cientifica, histórica e filosófica (por exemplo, a critica bíblica e a arqueologia, como bem faz Reinaldo Lopes)  um crente fanatizado em um crente moderado racional (no sentido de um agente racional em economia), e ajudar a fazer a transição de um crente moderado para um crente apreciador de ciência e cultura. Isso pode ser feito, é viável sociologicamente e deve ser feito.

Mas para isso, o ateu militante precisa ser ser mais cordial, ter um mínimo de urbanidade e renunciar à propaganda de ódio contra os religiosos que apenas leva o ateu ao ridículo, como fica claro nesta página da Desciclopédia. Idealmente, precisa fazer, senão uma certa amizade com os mesmos (a sociologia mostra que adquirimos ideias principalmente de nossos amigos e não de nossos adversários) pelo menos abrir um canal de comunicação que não fique entupido por emocionalismos,  frases de efeito e piadinhas meméticas. Afinal, é papel do ateu ser mais racional e civilizado do que os religiosos, não o contrário.

Nesse sentido, o blogueiro Reinaldo Lopes tem feito mais para trazer os cristãos para uma atitude mais racional, histórica e cientifica do que o resto da blogosfera atéia inteira. Considero isso um verdadeiro fracasso dessa blogosfera: ficar pregando para os já convertidos (ao ateísmo) e mandar a mensagem para a maioria religiosa da população que “se você soubesse mais ciência sua fé ficaria abalada”. Essa frase até pode ser verdadeira (ou pelo menos tal fé seria reformulada em outro patamar), mas é a ideia errada na divulgação cientifica, pois as pessoas não vão renunciar à sua fé por causa da ciência.

De novo, o motivo é puramente sociológico: o que os ateus militantes precisam entender é que a religião não é primordialmente um sistema de crenças cognitivas para as pessoas em geral. A comunidade religiosa é basicamente um espaço de desenvolvimento pessoal e interpessoal, de efeito terapêutico (por exemplo contra a anomia depressiva da falta de sentido existencial, falta de sentido enfatizada pelo ateísmo!) e de formação de redes sociais. Toda comunidade religiosa funciona como uma espécie de maçonaria light (por isso as pessoas se chamam de irmãos, a fim de criar uma base memética para o altruísmo sociobiológico de parentesco). Essas relações tipo maçônicas, onde um irmão compra na loja do outro porque tem ali uma faixa “Deus é fiel (em suas promessas de prosperidade)” são de fundo econômico, e a infra-estrutura  econômica explica a consciência religiosa superestrutural, como já diagnosticava com acerto tanto Marx como Dawkins, caso ele tomasse realmente a sério sua Memética em sociologia, em vez de perder tempo com a analogia fácil religião = vírus mental. Afinal, só as ideias dos outros são vírus mentais? E as nossas?

Estou já advinhando o comentário de alguns amigos ateus mais radicais: “Ah, mas esse religioso moderado que gosta e apoia a ciência nunca poderá se tornar um verdadeiro cientista (pois afinal, todos os verdadeiros cientistas são ateus, os que não são ateus não são verdadeiros cientistas mas sofrem de dissonância cognitiva)”. Bom, o que eu posso dizer é que é muito melhor se mover na direção correta rumo a uma maior racionalidade e menor fanatismo do que ficar dando murro em ponta de faca. Aparece aqui a valorização da pureza conservadora: ou a pessoa é 100% atéia ou ela não é um ser humano (parcialmente) racional. Tal tipo de purismo ou puritanismo, porém, cabe apenas aos fanáticos. E de fanáticos já estamos cheios, não?

PS: Acho que faltou aqui uma definição de fanático. Darei esta: um fanático é uma pessoa incapaz de rir de si mesma e usar este riso como forma de auto-crítica. O fanático se leva demasiadamente a sério e não sabe brincar com suas próprias contradições. Tenho muitos amigos religiosos, tanto católicos como evangélicos,  que apreciam muito as piadas sobre si mesmos (acho que a quantidade delas daria um livro). Por outro lado, não tenho visto ateus contando piadas sobre ateus, visando pelo menos uma leve autocrítica. Bom, se alguém conhecer um site de piadas sobre ateus feito por ateus, por favor me comunique aí nos comentários.

Exemplo de piada: O crente morreu e foi recebido por um anjo no Céu. O anjo lhe falou que iria apresentar os bairros celestes. O homem foi acompanhando o anjo, que primeiro lhe mostrou um bairro chique, tipo um Morumbi celeste. “Aqui moram os Presbiterianos”, disse o anjo, complementando: “A casa do Airton Sena é logo ali”. “Ah, sim, os Presbiterianos, reconheceu o homem”. Depois visitaram um bairro de classe média. “E aqui moram os Metodistas”, confirmou o anjo. “Ali do lado tem até um polo de EAD da UNIMEP”, informou o anjo.”Claro, os Metodistas”, disse o crente. Em seguida o anjo lhe apresentou uma espécie de BNH celeste, com casinhas humildes que se perdia de vista. “E aqui estão o pessoal das Assembleias de Deus”, comentou o anjo. “Claro, Assembleias de Deus”, observou o homem impressionado com a vastidão do lugar. Depois entraram em um grande galpão, que lembrava um clube, onde os crentes cantavam hinos fervorosamente. “E aqui moram os Batistas…” disse o anjo bem baixinho. “O quê?”, perguntou o homem. “Aqui moram os Batistas”, sussurrou o anjo, ainda mais baixo. “Sim, mas, seu anjo, por que o sr. está falando tão baixo assim?”, exclamou o crente. “Shiuuu”, fez o anjo. “Fale baixo, eles pensam que estão sozinhos!”.

OK, acho que apenas quem conhece as denominações protestantes, evangélicas e pentecostais – que são três coisas diferentes – entende a piada, mas ela é contada até pelos Batistas…

The exoplanets analogy to the Multiverse

kepler-planet-candidatesPrecisa dar uma melhorada. Pretendo enviar para o International Journal of Astrobiology.

The exoplanets analogy to the Multiverse

The idea of a Mutiverse is controversial, although it is a natural possible solution to particle physics and cosmological fine-tuning problems (FTPs). Here I explore the analogy between the Multiverse proposal and the proposal that there exist an infinite number of stellar systems with planets in a flat Universe, the Multiplanetverse. Although the measure problem is present in this scenario, the idea of a Multiplanetverse has predictive power, even in the absence of direct evidence for exoplanets that appeared since the 90s. We argue that the fine-tuning of Earth to life (and not only the fine-tuning of life to Earth) could predict with certainty the existence of exoplanets decades or even centuries before that direct evidence. Several other predictions can be made by studying only the Earth and the Sun, without any information about stars. The analogy also shows that theories that defend that the Earth is the unique existing planet and that, at the same time, is fine-tuned to life by pure chance (or pure physical necessity from a parameter free Theory of Everything) are misguided, and alike opinions about our Universe are similarly delusional.

Comments: 9 pages, 1 figure
Subjects: General Physics (physics.gen-ph); History and Philosophy of Physics (physics.hist-ph)
Cite as: arXiv:1506.08060 [physics.gen-ph]
(or arXiv:1506.08060v1 [physics.gen-ph] for this version)

Submission history

From: Osame Kinouchi [view email]
[v1] Tue, 16 Jun 2015 22:42:12 GMT (566kb)

 

O Beijo de Juliana e o Futebol

downloadO livro O Beijo de Juliana, modéstia a parte, tem um caráter presciente: o escândalo da FIFA já é discutido lá, há 13 anos atrás. Aqui vai um trecho:
Só que o mundo real é bem mais complicado que tudo isso que falei. O mundo é belo e feio ao mesmo tempo, o copo meio cheio e meio vazio, ou talvez nem um nem outro (afinal, o que é o belo sem que existam olhos para ver?).
Vocês adoram futebol e, graças ao nosso convívio, eu estou começando a gostar também, especialmente depois que descobri que esse jogo é um exemplo sui generis de sistema complexo. Mas será que não deveríamos fazer a Crítica do Futebol? Bom, embora eu não seja católico, vou compará-lo com a Igreja Católica, que vocês gostam tanto de atacar.
O futebol promove a libertação dos oprimidos ou pelo menos a cidadania racional? Interessante que a palavra fanático é usada nos três contextos da religião, da política e do esporte com a diferença de que, pelo menos aqui no Brasil, os militantes políticos e religiosos matam bem menos gente que os fanáticos por futebol. Ou vocês já viram algum torcedor do Palmeiras realmente ficar indignado quando um corintiano apanha e leva pedrada?
Será que, para o bem geral da sociedade, não deveríamos suprimir o futebol, por este ser uma religião violenta, irracional e obscurantista? (Mancha Verde, Gaviões da Fiel, Holligans neonazistas etc…) Quem rouba mais? A FIFA ou o Vaticano? Quem tem mais poder de mídia? A copa do mundo ou a missa do Galo? Quem promove mais o capitalismo mundial, produzindo o escapismo, a indiferença e a alienação das massas? Quem está mais entranhado e corrompido por interesses das grandes corporações multinacionais? Quem ganha mais grana? O papa ou Ronaldinho? Qual é a diferença psicológica entre o êxtase das massas produzido por um gol (ou o erro) de Marcelinho e um culto do Padre Marcelo? Não é à toa que as duas atividades se fazem aos domingos…
Qual a diferença entre aqueles que educam seus filhos numa religião e aqueles que religiosamente vestem suas crianças pequenas com o uniforme de seus times favoritos? Não deveriam as crianças poder escolher seu time livremente, após a adolescência, sem a influência de pais fanáticos? Cadê a liberdade de opinião das crianças?
Não seriam fenômenos análogos e igualmente machistas a exclusão das mulheres do sacerdócio no catolicismo e do papel de juízes de futebol? Porque os fãs (que é uma abreviação de “fanático”) de futebol não lutam para defender, perante essa cúpula machista e elitista da FIFA, o direito das mulheres ao uniforme preto e ao apito nos jogos do Mundial? Não será porque entre eles se encontram as forças mais reacionárias presentes na sociedade? Alguma vez a FIFA se pronunciou, por acaso, contra a fome e a miséria no mundo, como faz frequentemente a Igreja? Cadê o equivalente futebolístico de São Francisco, Madre Teresa, o cardeal Arns e Frei Betto? Cadê a esquerda futebolística? O Platini e o Sócrates?
Ah sim, mas poderíamos pensar de forma pragmática, seguindo os argumentos do Jean, que devemos assistir e praticar o futebol porque ele faz bem para a economia do país, gera empregos, aumenta nossa competitividade nos mercados globais etc. e tal. Os jogadores devem jogar unicamente para garantir o uisquinho das crianças (sim, a maior parte deles já está fazendo isso…) e nós devemos financiá-los porque, em um mundo globalizado, a supremacia futebolística é fonte de prestígio internacional e divisas para o país (somos o maior país produtor e exportador de craques, não somos?). Abaixo o futebol arte, viva o futebol aplicado e o futebol tecnológico.
Vocês fazem esse ato patriótico de prestigiar o futebol todo domingo, e ainda não haviam se dado conta disso! Estavam iludidos, pensando que o futebol, assim como a ciência, a arte e a literatura, poderia alegrar e embelezar a vida… Não perceberam que, ao apoiar o futebol, estão apoiando o sistema de dominação mais perfeito e corrupto já inventado pelo homem! O futebol e a mídia. O futebol e a política. Futebol e a indústria de consumo. Futebol e ética. Futebol e capitalismo. Futebol e nacionalismo guerreiro. Futebol e machismo.
Gostar de futebol implica em corresponsabilidade por todas as ações da FIFA, por todas as mortes provocadas por brigas de torcida, correto? Vocês adoram o futebol, portanto são seguidores incondicionais do João Havelange, certo? Já que não protestam, não criticam, são todos corresponsáveis em cada uma das atividades corruptas feitas em nome do futebol. É isso? Pensem. Pensem. Pensem! Uma nova sociedade só poderá surgir após a queda do futebol. O primeiro passo deve ser, precisa ser, a eliminação completa do futebol. A Humanidade só será livre quando se livrar do futebol. Como dizia Nietzsche: “O Futebol está morto, e fomos nós que o matamos”.
Esse é o drama de toda pessoa que faz análise crítica: ela sabe que a crítica é necessária para que as coisas melhorem (supondo que palavras tenham realmente algum poder de mudar o mundo). E sempre bate aquele medo de sua crítica não ser radical o suficiente, de não pegar o problema pela raiz. Assim, acaba-se criando uma competição sem fundo entre os críticos para ver quem é mais radical. Mas então o crítico percebe que o mesmo tipo de crítica radical pode ser feita à todas, todas as atividades humanas (“We are all in the gutter”, lembram?), sem exceção:
Amor romântico: invenção de Hollywood; o verdadeiro ópio do povo (especialmente das mulheres); ilusão a dois visando exploração sexual e econômica mútua; origem de todos os crimes passionais;
Música: Um dos principais produtos da indústria cultural; instrumento de guerra usado para elevar o moral dos soldados; essencial na propaganda e marketing; atinge o ápice da perfeição artística nos jingles obsessivos e na música popular “Boquinha da Garrafa”; droga psicotrópica baseada na excitação ressonante de ritmos cerebrais que liberam dopamina (ver também “ectasy”);
Artes plásticas: Atividade patrocinada pela Igreja durante a Idade Média e usada como instrumento de doutrinação; também financiada pela burguesia visando expressão de poder (ver “Michelangelo”) e por estados totalitários (ver “arte nazista” e “realismo socialista”); atualmente representa sinal de status para colecionadores ricos; investimento financeiro de médio risco, ver “mercado de arte”; artistas plásticos: responsáveis diretos pela poluição visual das grandes cidades; artes plásticas aplicadas: ver “propaganda e marketing”;
Cinema: Veículo de propaganda ideológica; pilar central da hegemonia cultural americana; muito usado como propaganda de guerra e incitação à violência; ópio da classe média (ver “DVDs”); principais filmes do século XX: Rambo, Os boinas verdes, Patricinhas de Beverly Hills;
Fotografia: Tecnologia militar importante (ver “fotografia aérea”, “satélites”); principal aplicação civil: pornografia (ver “Internet”); ver também “paparazzi”.
Literatura: Principal instrumento de reprodução ideológica das classes dominantes; mercadoria de massa da indústria cultural (ver “best-seller”); na sua forma dita culta, escapismo para intelectuais; principal meio de preservação de estereótipos e preconceitos historicamente ultrapassados (ver “Shakespeare”);
Jornalismo: Quarto poder que, ao contrário dos outros três, não é sujeito a eleições democráticas; principal instrumento das classes dominantes para controle da opinião pública; ver “propaganda de guerra” e “FOX”; veículo de marketing político; ver também “imprensa marrom”; perfeitamente representado no Jornal Nacional e nos tabloides;
Religião e espiritualidade: Fonte de todos os males; ópio do povo (ver também “Cannabis Sativa” e “LSD”); origem de todas as guerras santas, intolerâncias e inquisições; ideologia repressora da sexualidade humana e das mulheres; tecnologia de guerra usada para elevar o moral das tropas; principal fonte de justificação do status quo nas civilizações orientais;
Ciência: Fonte de todos os males (ver “Prometeu” e “Caixa de Pandora”); ideologia central do capitalismo e do comunismo estatal; causa principal da explosão populacional; principal fonte de desequilíbrio ecológico; atinge a perfeição no desenvolvimento de tecnologias de guerra: comida enlatada (ver “Napoleão”), penicilina (ver “II Guerra Mundial”), radar, aviões, satélites, laser, computadores e WWW (rede de origem militar usada basicamente para propaganda on-line e veiculação de pornografia infantil);
Matemática: Principal instrumento da Tecnocracia; linguagem hermética desenvolvida para a  autoexclusão intelectual das Humanidades; principais aplicações: armamento nuclear (ver “Pitágoras como precursor de E = mc2 e da Bomba Atômica”), contabilidade, matemática financeira e medidas racistas de QI;
Alfabeto: Instrumento de dominação social inventado por burocratas babilônicos; principal promotor da exclusão social (ver “analfabetismo”) e da extinção das tradições orais; tecnologia básica de propaganda; peça essencial de todas as tecnologias de dominação arroladas acima.
Fogo: Tecnologia de guerra inventada pelo Homo Sapiens; responsável pela extinção de milhares de espécies animais (ver “Culinária”); principais aplicações: lança-chamas, queimadas na floresta tropical; ver também “armas de fogo”;
Homo Sapiens: Espécie dominante do planeta Terra que explora e oprime todas as outras; inventor de todas as tecnologias de guerra descritas acima; principal responsável por todos os problemas humanos e ecológicos; câncer biológico que necessita urgentemente ser extirpado a fim de que Gaia sobreviva; ver também “Pecado original” e “Apocalipse”.
Este é o paradoxo principal: como fazer a crítica tão necessária sem se deixar afundar na pura amargura e na chatice insuportável e depressiva. Quem achar a solução me avise!
Abraços calorosos a todos,
Freeman
PS: Alguém precisa escrever com urgência os livros “Fazendo a Contracultura do Futebol”, o “Homem (no campo) Bidimensional” e “Ciência e Técnica do Futebol como Ideologia”.
OK, vocês acham que eu exagero nesse negócio de futura onda obscurantista… Tá certo vou maneirar com isso daqui para frente. Mas lembrem-se, eu participo de círculos de discussão que vocês não participam, leio aquilo que vocês não leem, e avalio um movimento social pela sua derivada temporal, capacidade de crescimento exponencial, potencial epidêmico, não pelo seu estado atual. Vocês se comportam como os meus aturdidos amigos da Teologia da Libertação quando eu os avisei em 1982 que o Movimento Carismático e os Evangélicos Pentecostais iriam varrê-los do mapa.
Mas se a tal onda vier, lembrem-se: “I told you, damned fools!”

The Good Fight Part 1: The Fine Art of Talking to People Who Are Wrong

"Alu finds a friend"Para ler com calma…

De VIOLENT METAPHORS

The good fight is that special argument where you know you’re right, and just can’t imagine how anyone could possibly disagree. But they do, even when the disagreement is about something fundamental and irreconcilable. Did we evolve? Is the climate changing? Are vaccines safe? Do I really have to pay my taxes? The answers matter, but so do the arguments. Let’s try to improve them. Read more [+]

Uma defesa secular para criação intencional do universo

What is the purpose of the Universe? Here is one possible answer.

A Secular Case for Intentional Creation

By Clay Farris Naff | November 18, 2011 |  Comments21

Scientific American Blog

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“Does aught befall you? It is good. It is part of the destiny of the Universe ordained for you from the beginning.”

– Marcus Aurelius, Stoic Philosopher and Emperor of Rome, in Meditations, circa 170 CE

“’He said that, did he? … Well, you can tell him from me, he’s an ass!”

– Bertie Wooster, fictional P.G. Wodehouse character, in The Mating Season, 1949

People have been arguing about the fundamental nature of existence since, well, since people existed. Having lost exclusive claim to tools, culture, and self, one of the few remaining distinctions of our species is that we can argue about the fundamental nature of existence.

There are, however, two sets of people who want to shut the argument down. One is the drearily familiar set of religious fundamentalists. The other is the shiny new set of atheists who claim that science demonstrates beyond reasonable doubt that our existence is accidental, purposeless, and doomed. My intent is to show that both are wrong.

I do not mean to imply a false equivalence here. Concerning the fundamentalist position, my work is done. Claims of a six-day Creation, a 6,000-year-old Earth, a global flood, and so forth have been demolished by science. It has not only amassed evidence against particular claims but has discovered laws of nature that exclude whole classes of claims. To the extent we can be certain about anything, we can rest assured that all supernatural claims are false.

The “New Atheist” position, by contrast, demands serious consideration. It has every advantage that science can provide, yet it overreaches for its conclusion. The trouble with the “New Atheist” position, as defined above, is this: it commits the fallacy of the excluded middle. I will explain.

But first, if you’ll pardon a brief diversion, I feel the need to hoist my flag. You may have inferred that I am a liberal religionist, attempting to unite the scientific narrative with some metaphorical interpretation of my creed. That is not so.

I am a secular humanist who is agnostic about many things — string theory, Many Worlds, the Theo-logical chances of a World Series win for the Cubs  – but the existence of a supernatural deity is not among them. What’s more, I am one of the lucky ones: I never struggled to let go of God. My parents put religion behind them before I was born.

I tell you this not to boast but in hopes that you’ll take in my argument through fresh eyes. The science-religion debate has bogged down in trench warfare, and anyone foolhardy enough to leap into the middle risks getting cut down with no questions asked. But here goes. Read more [+]

Tarefa a fazer: elaborar um crackpot index para conspiracionistas

The Crackpot Index

John Baez

 

A simple method for rating potentially revolutionary contributions to physics:

  1. A -5 point starting credit. 
  2. 1 point for every statement that is widely agreed on to be false. 
  3. 2 points for every statement that is clearly vacuous. 
  4. 3 points for every statement that is logically inconsistent. 
  5. 5 points for each such statement that is adhered to despite careful correction. Read more [+]

Nosso universo vai congelar como uma cerveja super-resfriada…

SCIENTIFIC METHOD / SCIENCE & EXPLORATION

Finding the Higgs? Good news. Finding its mass? Not so good.

“Fireballs of doom” from a quantum phase change would wipe out present Universe.

by  – Feb 19 2013, 8:55pm HB

A collision in the LHC’s CMS detector.

Ohio State’s Christopher Hill joked he was showing scenes of an impending i-Product launch, and it was easy to believe him: young people were setting up mats in a hallway, ready to spend the night to secure a space in line for the big reveal. Except the date was July 3 and the location was CERN—where the discovery of the Higgs boson would be announced the next day.

It’s clear the LHC worked as intended and has definitively identified a Higgs-like particle. Hill put the chance of the ATLAS detector having registered a statistical fluke at less than 10-11, and he noted that wasn’t even considering the data generated by its partner, the CMS detector. But is it really the one-and-only Higgs and, if so, what does that mean? Hill was part of a panel that discussed those questions at the meeting of the American Association for the Advancement of Science.

As theorist Joe Lykken of Fermilab pointed out, the answers matter. If current results hold up, they indicate the Universe is currently inhabiting what’s called a false quantum vacuum. If it were ever to reach the real one, its existing structures (including us), would go away in what Lykken called “fireballs of doom.”

We’ll look at the less depressing stuff first, shall we?

Zeroing in on the Higgs

Thanks to the Standard Model, we were able to make some very specific predictions about the Higgs. These include the frequency with which it will decay via different pathways: two gamma-rays, two Z bosons (which further decay to four muons), etc. We can also predict the frequency of similar looking events that would occur if there were no Higgs. We can then scan each of the decay pathways (called channels), looking for energies where there is an excess of events, or bump. Bumps have shown up in several channels in roughly the same place in both CMS and ATLAS, which is why we know there’s a new particle.

But we still don’t know precisely what particle it is. The Standard Model Higgs should have a couple of properties: it should be scalar and should have a spin of zero. According to Hill, the new particle is almost certainly scalar; he showed a graph where the alternative, pseudoscalar, was nearly ruled out. Right now, spin is less clearly defined. It’s likely to be zero, but we haven’t yet ruled out a spin of two. So far, so Higgs-like.

The Higgs is the particle form of a quantum field that pervades our Universe (it’s a single quantum of the field), providing other particles with mass. In order to do that, its interactions with other particles vary—particles are heavier if they have stronger interactions with the Higgs. So, teams at CERN are sifting through the LHC data, checking for the strengths of these interactions. So far, with a few exceptions, the new particle is acting like the Higgs, although the error bars on these measurements are rather large.

As we said above, the Higgs is detected in a number of channels and each of them produces an independent estimate of its mass (along with an estimated error). As of the data Hill showed, not all of these estimates had converged on the same value, although they were all consistent within the given errors. These can also be combined mathematically for a single estimate, with each of the two detectors producing a value. So far, these overall estimates are quite close: CMS has the particle at 125.8GeV, Atlas at 125.2GeV. Again, the error bars on these values overlap.

Oops, there goes the Universe

That specific mass may seem fairly trivial—if it were 130GeV, would you care? Lykken made the argument you probably should. But he took some time to build to that.

Lykken pointed out, as the measurements mentioned above get more precise, we may find the Higgs isn’t decaying at precisely the rates we expect it to. This may be because we have some details of the Standard Model wrong. Or, it could be a sign the Higgs is also decaying into some particles we don’t know about—particles that are dark matter candidates would be a prime choice. The behavior of the Higgs might also provide some indication of why there’s such a large excess of matter in the Universe.

But much of Lykken’s talk focused on the mass. As we mentioned above, the Higgs field pervades the entire Universe; the vacuum of space is filled with it. And, with a value for the Higgs mass, we can start looking into the properties of the Higgs filed and thus the vacuum itself. “When we do this calculation,” Lykken said, “we get a nasty surprise.”

It turns out we’re not living in a stable vacuum. Eventually, the Universe will reach a point where the contents of the vacuum are the lowest energy possible, which means it will reach the most stable state possible. The mass of the Higgs tells us we’re not there yet, but are stuck in a metastable state at a somewhat higher energy. That means the Universe will be looking for an excuse to undergo a phase transition and enter the lower state.

What would that transition look like? In Lykken’s words, again, “fireballs of doom will form spontaneously and destroy the Universe.” Since the change would alter the very fabric of the Universe, anything embedded in that fabric—galaxies, planets, us—would be trashed during the transition. When an audience member asked “Are the fireballs of doom like ice-9?” Lykken replied, “They’re even worse than that.”

Lykken offered a couple of reasons for hope. He noted the outcome of these calculations is extremely sensitive to the values involved. Simply shifting the top quark’s mass by two percent to a value that’s still within the error bars of most measurements, would make for a far more stable Universe.

And then there’s supersymmetry. The news for supersymmetry out of the LHC has generally been negative, as various models with low-mass particles have been ruled out by the existing data (we’ll have more on that shortly). But supersymmetry actually predicts five Higgs particles. (Lykken noted this by showing a slide with five different photos of Higgs taken at various points in his career, in which he was “differing in mass and other properties, as happens to all of us.”) So, when the LHC starts up at higher energies in a couple of years, we’ll actually be looking for additional, heavier versions of the Higgs.

If those are found, then the destruction of our Universe would be permanently put on hold. “If you don’t like that fate of the Universe,” Lykken said, “root for supersymmetry”

O Bonobo e o Ateu

Concordo com de Wall, mas o perigo no século XXI não é o comunismo mas sim o neofacismo.
27/04/2013 – 03h00

‘Religião não é fonte da moral, mas eliminá-la é temerário’, diz primatólogo

REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para alguém que tem se especializado em demonstrar que o ser humano e os demais primatas têm um lado pacífico e bondoso por natureza, Frans de Waal conseguiu comprar briga com muita gente diferente.

Autor de “The Bonobo and the Atheist” (“O Bonobo e o Ateu”), que acaba de sair nos Estados Unidos, o primatólogo holandês-americano provavelmente não agradará muitos religiosos ao argumentar que ninguém precisa de Deus para ser bom.

Seu modelo de virtude? O bonobo (Pan paniscus), um primo-irmão dos chimpanzés conhecido pela capacidade de empatia com membros de sua espécie e de outras, pela sociedade tolerante, sem “guerras”, e pelo uso do sexo para resolver conflitos.

Com base nos estudos com grandes macacos e outros mamíferos sociais, como cetáceos e elefantes, De Waal diz que a moralidade não surgiu por meio de argumentos racionais nem graças a leis ditadas por Deus, mas deriva de emoções que compartilhamos com essas espécies.

Bonobos e chimpanzés sabem que é seu dever cuidar de um amigo doente, retribuir um favor ou pedir desculpas.

Por outro lado, o livro é uma crítica aos Novos Ateus, grupo capitaneado pelo britânico Richard Dawkins que tem dado novo impulso ao conflito entre ateísmo e religião desde a última década.

“Eu não consigo entender por que um ateu deveria agir de modo messiânico como eles”, diz De Waal, ateu e ex-católico. “O inimigo não é a religião, é o dogmatismo.”

*download

Folha – Quem está mais bravo com o sr. depois da publicação do livro?
Frans de Waal – Bem, no caso dos ateus, recebi muitas mensagens de gente que me apoia. É claro que, em certo sentido, estou do lado deles, tanto por também ser ateu quanto por acreditar que a fonte da moralidade não é a religião. O que eu digo no livro é que os Novos Ateus estavam gritando alto demais e que precisam se acalmar um pouco, porque a estratégia deles não é a melhor.

Em seu livro, o sr. faz uma referência ao romance “O Senhor das Moscas”, de William Golding, história na qual garotos perdidos numa ilha reinventam vários aspectos da sociedade, inclusive a religião. Mas a religião que eles criam é brutal, com sacrifícios humanos. O sr. acha que a religião nasceu brutal e foi ficando mais humanizada?
Acho que não. Quando olhamos para as sociedades tradicionais de pequena escala, que foram a regra na pré-história, vemos que esse tipo de coisa não está presente entre elas.
É claro que elas tinham crenças sobre o mundo sobrenatural e podiam sacrificar um ou outro animal aos deuses, mas, no geral, eram relativamente benignas.
É só quando as sociedades aumentam de escala que elas começam a se tornar mais agressivas e dogmáticas.

Quando se enfatiza o lado pacífico e ético das sociedades de primatas não humanos e do próprio homem, não há um perigo de fechar os olhos para a faceta violenta dela?
Concordo que, nos meus livros mais recentes, essa ênfase existe. Por outro lado, meu primeiro livro, “Chimpanzee Politics” [“Política Chimpanzé”, sem tradução no Brasil], era totalmente focado na violência, na manipulação maquiavélica e em outros aspectos pouco agradáveis da sociedade primata. Mas a questão é que surgiu uma ênfase exagerada nesses aspectos negativos, e as pessoas não estavam ouvindo o outro lado da história.

O sr. acha que encontrar um chimpanzé ou bonobo cara a cara pela primeira vez pode funcionar como uma experiência religiosa ou espiritual?
Eu não chamaria de experiência religiosa (risos), mas é uma experiência que muda a sua percepção da vida.
No livro, conto como a chegada dos primeiros grandes macacos vivos à Europa no final do século 19 despertou reações fortes, em vários casos deixando o público revoltado porque havia essa ideia confortável da separação entre seres humanos e animais. Por outro lado, gente como Darwin viu aquela experiência como algo positivo.

E o sr. sente que essa aversão aos grandes macacos diminuiu hoje?
Sim, e isso é muito interessante. Eu costumo dar palestras em reuniões de sociedades zoológicas de grandes cidades aqui nos Estados Unidos. Tenho certeza de que muitas pessoas ali são religiosas. E esse público é fascinado pelos paralelos e pelas semelhanças entre seres humanos e grandes macacos ou outros animais.
Isso não significa que queiram saber mais sobre a teoria da evolução, mas elas acolhem a conexão entre pessoas e animais.

Na sua nova obra, o sr. defende a ideia de que não se pode simplesmente eliminar a religião da vida humana sem colocar outra coisa no lugar dela. Que outra coisa seria essa?
É preciso reconhecer que os seres humanos têm forte tendência a acreditar em entidades sobrenaturais e a seguir líderes. E o que nós vimos, em especial no caso do comunismo, no qual houve um esforço para eliminar a religião, é que essa tendência acaba sendo preenchida por outro tipo de fé, que se torna tão dogmática quanto a fé religiosa.
Então, o temor que eu tenho é que, se a religião for eliminada, ela seja substituída por algo muito pior. Acho preferível que as religiões sejam adaptadas à sociedade moderna.

Outro argumento do livro é que o menos importante nas religiões é a base factual delas. O mais relevante seria o papel social e emocional dos rituais. Para quem é religioso e se importa com a verdade do que acredita, não é uma visão que pode soar como condescendente ou desonesta?
Pode ser que, para quem é religioso, essa visão trivialize suas crenças. Mas, como biólogo, quando vejo alguma coisa que parece existir em quase todos os grupos de uma espécie, a minha pergunta é: para que serve? Que benefício as pessoas obtêm com isso? Não tenho a intenção de insultar ninguém com esse enfoque.

The Bonobo and the Atheist
editora W.W. Norton & Company
preço R$ 29,35 (e-book na Amazon.com), 313 págs.

O Buldogue de Darwin e meu cachorro Darwin

DSCF0972Hoje eu pretendia comentar e fazer um link para o interessante blog Darwin e Deus, do editor-chefe de ciências da Folha, Reinaldo José Lopes. Mas não é um dia muito feliz. Soube hoje de manhã que meu cachorro Darwin (o nome foi colocado por meu filho Leonardo, OK?) foi atropelado e morreu. Triste isso.

Reinaldo José Lopes, 34, jornalista de ciência nascido e criado em São Carlos (SP), hoje colabora com a Folha de sua cidade natal, depois de passar quase três anos como editor de “Ciência+Saúde” na capital paulista. É formado em jornalismo pela USP e mestre e doutor em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela mesma universidade, com trabalhos sobre a obra de J.R.R. Tolkien. Sobre evolução, já escreveu o livro “Além de Darwin” (editora Globo) e tem planos de escrever vários outros. É católico, são-paulino, casado e pai de um menino.

Reinaldo fez um post sobre o trecho em que Tomas Huxley reconhece que, em termos filosóficos e políticos, tanto a Bíblia como a Biologia sugere um certo ceticismo em relação as ideias do Bom Selvagem. Numa citação mais extensa encontrada por Roberto Takata (que está se tornando um verdadeiro e respeitado intelectual na Internet, sendo citado por jornalistas etc), temos:

“It is the secret of the superiority of the best theological teachers to the majority of their opponents, that they substantially recognise these realities of things, however strange the forms in which they clothe their conceptions. The doctrines of predestination; of original sin; of the innate depravity of man and the evil fate of the greater part of the race; of the primacy of Satan in this world; of the essential vileness of matter; of a malevolent Demiurgus subordinate to a benevolent Almighty, who has only lately revealed himself, faulty as they are, appear to me to be vastly nearer the truth than the ‘liberal’ popular illusions that babies are all born good and that the example of a corrupt society is responsible for their failure to remain so; that it is given to everybody to reach the ethical ideal if he will only try; that all partial evil is universal good; and other optimistic figments, such as that which represents ‘Providence’ under the guise of a paternal philanthropist, and bids us believe that everything will come right (according to our notions) at last. I thought I had substantially said all this in my ‘Prologue’; but if a reader of Mr. Harrison’s acumen and carefulness has been unable to discover it, I may be forgiven for the repetition.”
http://aleph0.clarku.edu/huxley/UnColl/Rdetc/IREN.html

O texto despertou considerável polêmica, com os extremistas de plantão dizendo que cristãos e ateus não devem dialogar, serem amigos ou namorados, etc…  Como isso cansa!

Tentei dar uma resposta nos comentários da FOLHA sobre o que entendi da intenção do Reinaldo: Read more [+]

Espírito Natalino: Doe para o [email protected]

Alguns teóricos da conspiração acham que Jesus era um ET e a estrela de Belém era um UFO. Já outros conspiracionistas creem firmemente que Jesus nunca existiu. OK, também tem aqueles que acham que Jesus era filho de Maria com um soldado romano. E, por que não, ele poderia ser um viajante do tempo também! Bom, eu sei que você tem que escolher entre alguma das teorias (e dizer por que a sua é melhor que a do vizinho), mas em todo caso, com espírito Natalino, doe para o…

SETI@home
 

 


Winter 2012
Dear OsameKinouchi:In 2012, Americans spent more than $6 billion on political campaigns. (That’s 15,000 times the annual [email protected] budget). And during the presidential campaign, none of the candidates mentioned [email protected] even once.

That’s OK. We understand that SETI isn’t a federal priority, and that no flood of federal dollars will be headed our way. But we hope that we’re still one of your priorities. [email protected] and the rest of the Berkeley SETI projects depend on your donations in order to keep going.

If you’ve already donated this fall, we thank you. If you haven’t, or if you liked the process so much you’d do it again, please consider making a donation by going to this link:

http://setiathome.berkeley.edu/sah_donate.php

We promise we won’t spend it on commercials.

– Eric Korpela, [email protected] Project Scientist

 

 

 

 

 

 


The University of California is a nonprofit educational and research organization governed by the provisions of Section 501(c)(3) of the Internal Revenue Code. Donations are tax deductible for residents of the United States and Canada.

Amit Goswami realmente existe!

Em minha palestra Ciência e Religião: Quatro Perspectivas, dada no IEA-RP, chamei de pseudocientífica toda crença que  afirma que possui evidências científicas a seu favor quando esse não é exatamente o caso. O melhor que uma opinião filosófica, ideológica ou religiosa deve afirmar é que ela é “compatível com” e não “derivada do” conhecimento científico. Essa também é a posição de Freeman Dyson.

Durante a palestra, fiz uma crítica a Amit Goswami que se revelou mais tarde bastante errada, e devo aqui registrar um “erramos” ou mea culpa.  Pelo fato de que Goswami não tem uma página na Wikipedia inglesa (mas apenas na Portuguesa) e devido a ter feito uma busca na Web of Science que não revelou nenhum artigo de física desse autor, fiz a inferência apressada de que talvez Amit Goswami fosse um pseudônimo de uma personagem menor (assim como Acharya S. é o pseudônimo de Dorothy M. Murdock, a propagadora da teoria da conspiração do Cristo Mítico).

Creio que os editores da Wikipedia foram demasiado rigorosos com Goswami. Afinal, embora ele seja um físico não notável, com índice de Hirsch igual a sete, ele pelo menos tem um PhD e é autor de um livro-texto sério de Física Quântica.  Sua migração para a New Age, seguindo os passos de Fritjof Capra, longe de ser um demérito, pode refletir grande inteligência social e financeira (ironia aqui!).  Assim, se deletaram Goswami da Wikipedia, deveriam deletar Acharya S. também, por coerência!

Wikipedia:Articles for deletion/Amit Goswami

From Wikipedia, the free encyclopedia
The following discussion is an archived debate of the proposed deletion of the article below. Please do not modify it. Subsequent comments should be made on the appropriate discussion page (such as the article’s talk page or in a deletion review). No further edits should be made to this page.

The result was delete. Guillaume2303’s research indicates that the early “keep” opinions likely apply to another, more notable person of the same name, which means that they are not taken into consideration here. The “keep” opinions by Jleibowitz101 and 159.245.32.2 are also not taken into account as they are not based on our inclusion rules and practices.  Sandstein  06:25, 11 April 2012 (UTC)

Amit Goswami

Amit Goswami (edit|talk|history|links|watch|logs) – (View log)
(Find sources: “Amit Goswami” – news · books · scholar · JSTOR · free images)

I’m just not convinced this article really demonstrates notability. He played a small role in a couple films, he wrote books outside his field for very minor publishers, and… er, that’s about it. I’m just not buying it, and the lack of good WP:RS – this has major primary sourcing issues – is another mark against it. Perhaps something can be salvaged, but I’m not convinced the case has been made. ETA: Guillaume2303’s point (below) that there are multiple people of this name, and this article appears to be on the much less notable one is rather significant. 86.** IP (talk) 21:07, 3 April 2012 (UTC) Read more [+]

Historiadores da Ciência rejeitam a tese de conflito entre Ciência e Religião

Mais material para o meu livro sobre Ateísmo 3.0

Conflict thesis

From Wikipedia, the free encyclopedia
For a socio-historical theory with a similar name, see Conflict theory.

Conflict: Galileo before the Holy Office, byJoseph-Nicolas Robert-Fleury, a 19th century depiction of the Galileo Affair, religion suppressing heliocentric science.

The conflict thesis is the proposition that there is an intrinsic intellectual conflict between religion and science and that the relationship between religion and science inevitably leads to public hostility. The thesis, refined beyond its most simplistic original forms, remains generally popular. However, historians of science no longer support it.[1][2][3][4]

Contents

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