Desde a fundação do SEMCIÊNCIA em 2006, eu nunca precisei deletar ou moderar um único comentário. Fora alguns trolls que alimentei só um pouquinho, nunca houve necessidade desse tipo de moderação. É algo de que me orgulho muito no SEMCIÊNCIA. Entretanto, sabendo que o uso de nicknames produz alterações psicológicas nas pessoas (aquelas que têm “probleminhas”, como diz o Felipe Neto, ou seja, paranóia e tendências psicopáticas), sugiro que os comentaristas deste blog usem seus nomes verdadeiros. Não vou deletar comentários anônimos, claro, mas é uma sugestão…
Tudo começou como uma brincadeira: um site que defende a candidatura Dilma Rousseff criou uma página heterodoxa do jornal baiano A Tarde e inventou a manchete “Serra: vou criar o Ministério do Acarajé”.
Imediatamente, virou verdade: blogs e sites petistas a usaram para criticar o candidato tucano.
A falsa notícia enganou os editores do Blog da Dilma e do Amigos do Presidente Lula.
Saiu no sábado, saiu no domingo, e só na segunda à tarde se divulgou que era uma invenção.
Aí a tática mudou: os petistas (que tinham caído no truque) tentaram ridicularizar os tucanos, que também caíram, dizendo que desde o início eles sabiam de tudo.
Não, não sabiam.
Mas o problema principal não é este: é que, com a Internet, que expandiu o universo de quem pode se manifestar, houve mudanças importantes na área da comunicação.
É preciso aprender a lidar com isso – tanto em termos jornalísticos quanto no da responsabilidade legal pelo que é divulgado. Gostemos ou não, o mundo agora é outro…
Há literatos anônimos que defendem Hitler, o Ato Institucional nº 5, a tortura; que atacam etnias e religiões; que defendem a morte de seus adversários ideológicos.
Isso só acontece porque estão protegidos por aquilo que chamam de “nicks” – os “nicknames”, apelidos atrás dos quais se escondem.
Nos Estados Unidos, a prevenção a esse tipo de abuso já começou: há uma série de sites que, mantendo o espaço aberto a todo tipo de manifestação, exige de seus comentaristas que se identifiquem.
Eu concordo com você, parece que realmente não tenho tato social algum. O Hotta ficou muito magoado comigo no ano passado por ter comentado no meu blog sobre uma declaração dele para o jornal da USP onde ele afirmava que não iriam morrer nem 200 pessoas de gripe suina naquele ano, e eu tirei um sarro disso quando o número de mortos atingiu 1000 pessoas.
Depois desse comentário, ele me bloqueou no Twitter (como dói isso, não!) … Entretanto, ele já me liberou, afinal o Hotta é um gentleman, não é mesmo? Ele está acima dessas coisas. Quando necessário, ele sabe escrever uma errata ou update, sem enrolação, eu admiro muito isso nele.
Mas acho que tudo começou quando declinei o convite dele para participar do SBBr, acho que ele pensou que eu não estava apoiando a iniciativa (o que não é verdade, eu sou um fã do SBBr!) É que eu achava que naquele momento o mais importante era preservar a liberdade do meu blog pessoal, afinal o SEMCIÊNCIA não tem esse nome por acaso, é um blog onde eu posto fotos da Natalie Portman nua, fotos dos meus filhos, muito copy and past – sou adepto do CopyLeft – etc. Não caberia no quadro da seriedade e respeitabilidade do SBBr.
Nesta nova versão do SEMCIÊNCIA, o objetivo é criar um blog mais respeitável, digno de um professor da USP. Assim, só serão transferidos para o WORDPRESS os posts mais sérios e bem feitos do antigo SEMCIÊNCIA, o resto eu irei tornar um blog privado com acesso permitido apenas a amigos íntimos.
Eu realmente preciso ser menos agressivo porque as vezes parece que eu estou competindo com vocês (estudantes), o que é algo horrivel para um professor de 47 anos que já tem emprego fixo etc. É que as vezes eu fico irritado com uma certa arrogância dos blogueiros de ciência, especialmente os mais jovens. Eu confesso que não suporto a arrogância dos pós-docs – normalmente eles usam de arrogância para ganhar o seu espaço tão necessário na comunidade científica – ou para impressionar menininhas – eu não sei.
Tentei usar uma estratégia tit-for-tat da teoria de jogos, e ser mais arrogante ainda para ver se tais blogueiros se tocavam. Eu reconheço que realmente tenho pavio curto para autoritarismo, arrogância e cientismo (que é uma ideologia e deve ser distinta da ciência). Politicamente, eu sou anarquista, e isso tem me causado muitos problemas.
Quando se discute temas políticos ou religiosos, os blogueiros de ciência param de agir como cientistas e começam a ser panfletários, emitir achismos a partir de uma cátedra (o blog “científico”) como se fossem opiniões científicas, isso me irrita. Tinham que ter o mesmo rigor científico em qualquer situação, mas não conseguem.
O exemplo clássico de arrogância foi a atitude de muitos blogueiros no tópico de gripe suína. Não foi o caso do Hotta e do Átila, que sabiam o que estavam falando e foram apenas conservadores em suas estimativas. Mas outros blogueiros de ciência (não queria citar o 42, mas como ele ainda não me pagou a aposta de R$ 37 reais do Kit Colorado, acho que vou citar…), ficavam fazendo piadinha durante a epidemia, emitindo opiniões sem nenhum fundamento em estatística ou epidemiologia. Eles não perceberam que o exagero da midia sobre a epidemia, embora produza custos econômicos, não é nada comparado com a desinformação patrocinada pelo Ministério da Saúde na época. Não perceberam que, sendo coniventes com o oficialismo do MS, se tornaram de certa forma responsáveis por cada morte que poderia ter sido evitada se os serviços médicos tivessem sido mais cobrados (uma responsabilidade minúscula mas ainda assim existente).
Acho que o 42 não me pagou a aposta (Igor, eu estou em Natal até dia 30, heim!) porque isso seria reconhecer que ele pode errar, que suas opiniões não são perfeitas, que ele não é tão inteligente quanto pensa, talvez… Afinal, se ele errou sobre a gripe suína, então pode estar errado sobre Marina Silva, não é mesmo?
Mas não adianta, acho que arrogância é uma consequência inevitável da testosterona… Então vou deixar quieto, não sou eu que vou consertar a blogosfera científica, serão os leitores…
Atenção leitores, leiam apenas o XIS-XIS, o Ciência e Idéias, o Bala Mágica, o Ecodesenvolvimento, o Rastro de Carbono e outros blogs sem testoterona, OK? Bom, o Brontossauros em Meu Jardim, o Rainha Vermelha e o 100Nexus também pode. E se quiserem aprender como tratar bem os leitores, como ser um jornalista investigativo e como escrever de verdade, leiam o CCC-14 (embora algumas pessoas achem que Reinaldo Lopes não pode ser candidato a presidente, ou editor de Ciências da Folha, por ser religioso).
Já os blogs políticos tipo SEMCIÊNCIA (a Voz da Esquerda) e o Ciência Brasil (a Voz da Direita), hummmm… sinceramente não recomendo. Deletem!
oOo
Uma coisa que me irritou profundamente é as pessoas tentarem usar argumentos “científicos” para desconstruir a candidatura de Marina Silva. Ou seja, eu acho permissivel um blog científico APOIAR politicamente um candidato, de forma explícita até (como eu faço, para não enganar o leitor) mas não acho certo um blog científico querer usar argumentos (pseudo)científicos para ATACAR um candidato, especialmente se o blogueiro tem um outro candidato mas fica posando de cientificamente neutro e não explicita sua posição política a fim de advertir o leitor sobre o sua tendenciosidade.
Ou seja, eu só comecei a postar sobre Marina (e encher o saco dos blogueiros científicos) para defendê-la de ataques injustos, desinformados e cientificamente falaciosos. Eu entrei na campanha da Marina depois que Igor Santos, Luiz Bento, Takata e Hotta começaram a atacar a minha candidata sem terem nenhuma noção das posições políticas dela, baseando-se apenas em “ouvi dizer”, em preconceitos, sem checar as fontes, e não antes! Durante algum tempo eu pensei que isso era feito de má fé, mas agora reconheço que, basicamente, é ingenuidade política mesmo.
A Claudia Chow e a Maria Guimarães, que estão na campanha da Marina, são mais delicadas, maduras e ponderadas (talvez por serem mulheres), mas eu sinceramente não tenho paciência com posts estúpidos da moçada da testosterona e acabo caindo na mesma estupidez…
Agora que se revelou que Dilma está convertida à Renovação Carismática Católica e fechou com a igreja Universal do Bispo Macedo, mudou seu discurso sobre o aborto etc., e que Serra fechou com Os Gideões Bíblicos, a Assembléia de Deus etc., propagandeando inclusive ser o autor do dia oficial dos Gideoes em São Paulo e o dia oficial da EXPOCRISTÃ em São Paulo - cadê o estado laico? – acho que as coisas vão se equilibrar. Ou seja, o pessoal vai parar com o preconceito religioso e começar a formar um pós-conceito, a ponderar sobre o caráter, a vida, o espírito democrático, integridade e a honestidade de cada candidato. Nesses quesitos, Marina dá de lavada nos outros…
O pessoal não percebe que tanto Dilma como Serra estão sendo apoiados pelos evangélicos de direita, além dos católicos de direita, enquanto que quem apoia Marina são os evangélicos e católicos de esquerda (que são uma minoria). Ah sim Marina é a mais votada entre os sem religião…
Eu já parei de tentar mostrar as contradições do Takata, eu desisti. Eu pedi desculpas a ele publicamente mas acho que ele ainda está magoado (até pediu para sair da Revista BLOG!). Como dói ser bloqueado no Twitter, não?
Obviamente, depois da campanha (que é a última que eu participo na minha vida!), eu espero que as feridas se curem….com o tempo, claro, bastante tempo. Espero que meus colegas blogueiros sejam magnânimos, estejam acima de briguinhas de Twitter, saibam fazer autocrítica e não apenas crítica. Espero por que tenho fé no amadurecimento da blogosfera científica, acho que com o aprendizado essa blogosfera se tornará mais consciente, mais humilde, com menos hubris, mais simpática ao leitor. Tentarei trabalhar para que isso aconteça, porque a arrogância é fatal (e combater arrogância com arrogância, como tentei fazer, não adianta, não é mesmo?). Eu acho que foi a arrogância que destruiu o Science Blogs americano, e acho que ela constitui uma ameaça séria para a blogosfera científica brasileira.
Acho que o pessoal não percebeu que, ao fazer críticas ”científicas” a Marina, seguindo factóides da Veja etc (em vez de se ater aos fatos e uma análise politica informada), eles estão sendo na verdade pseudocientificos – é diferente você fazer uma crítica política a Marina, que eu acho normal. Mas usar a autoridade da Ciência para atacar Marina? Usar a sua autoridade como blogueiro científico para apenas repetir boato de internet? E, além disso, por que ninguém ataca o Alckmin Opus Dei, que vai ganhar no primeiro turno em São Paulo?
Eu concordo que podemos questionar Marina sobre a compatibilidade de sua fé com a ciência (assim como o maçon Serra e a neopentecostal católica Dilma), mas tem que ser feito com cuidado, com informação, não pode ir na onda dos boatos e factóides espalhados pelo PT e PSDB… Nós temos que ser como os jornalistas investigativos, não como a imprensa marrom.
Meu objetivo ao defender Marina é maior do que o pessoal está percebendo. Eu quero uma aliança entre a cristãos progressistas e ateus progressistas (a mesma aliança que eu ajudei a construir entre petistas e teologia da libertação na década de 80, ou seja, entre cristãos e ateus marxistas). Por exemplo, na USP Ribeirão, estou organizando um núcleo do Movimento Marina Silva e pretendo convidar estudantes simpatizantes de Marina do Grupo de Racionalistas da USP (ateus e agnósticos), da R.C.C. (católicos) e da A.B.U. (evangélicos) para trabalhar juntos na campanha. Acho que seria uma experiência enriquecedora para essas pessoas, eles começariam a ver que os outros não são demônios mas pessoas comuns, jovens com as mesmas angústias e questionamentos.
Mas para isso, os ateus de hoje (que parecem todos neoliberais… por que? Influência do Dawkins?) precisam enxergar o verdadeiro jogo político, a verdadeira cisão ideológica, que não é entre religiosos e ateus, mas sim entre (ainda!) esquerda e direita, não importa a religião ou falta de.
Você está sabendo que o Atila está organizando o III EWCLiPo? Se quiser ajuda-lo, escolhendo tema do encontro, palestrantes, etc, entre em contato com ele.
De novo, obrigado pelo toque, acho que você vai notar que meu comportamento irá mudar daqui para a frente… Mas que os blogueiros de ciência não se tocam sobre sua hubris e de como dão pitacos arrogantes (geralmente frases de efeito e slogans vazios) sobre assuntos que não entendem e nem tem formação, é realmente triste, deprimente… Eu acho que tinham, pelo menos, que manter o padrão Wikipedia de sempre citar as fontes.
Kepler descobre planetas quando eles passam em frente a sua estrela, assim como registra Vênus ou Mercúrio ao passarem em frente ao Sol Foto: Nasa/Divulgação
Cientistas anunciaram a descoberta de 140 novos planetas parecidos com a Terra encontrados nas últimas semanas. Com os novos dados, os cientistas acreditam que existam cerca de 100 milhões de planetas parecidos com o nosso e que possam abrigar vida apenas na Via Láctea. As informações são do Daily Mail.
Os achados foram feitos pelo telescópio espacial Kepler, que procura novos planetas desde que foi lançado, em janeiro de 2009. Segundo o astrônomo Dimitar Sasselov, os planetas têm tamanho parecido com o da Terra. O cientista descreveu a descoberta como a “realização do sonho de Copérnico”, em referência ao pai da astronomia moderna.
Novos planetas fora do sistema solar são descobertos quando eles passam em frente a sua estrela. O telescópio não capta uma imagem direta, mas registra a minúscula diminuição do brilho do astro quando o planeta passa em frente. Essa passagem causa “piscadas” na luz. Pelo cálculo da diminuição de brilho, do tempo entre as “piscadas” e da massa da estrela, os astrônomos conseguem descobrir o tamanho do planeta.
O Kepler continuará pesquisando o céu dia e noite, sem interrupção, pelos próximos quatro anos, segundo o cientista. Sasselov afirma que nos últimos 15 anos cerca de 500 exoplanetas foram descobertos, mas nenhum foi considerado parecido com a Terra, ou seja, com a possibilidade de abrigar vida.
“Vida é um sistema químico que realmente necessita de um planeta pequeno, água e pedras e uma grande quantidade de complexos químicos para surgir e sobreviver. (…) Tem um monte de trabalho para fazermos com isso, mas os resultados estatísticos são claros e planetas como a nossa Terra estão lá fora. (…) Nossa própria Via Láctea é rica nesse tipo de planetas”, disse o astrônomo durante a apresentação dos resultados do Kepler na conferência TEDGlobal, em Oxford, no Reino Unido.
The network has evolved over time. The initial offering was composed of bloggers who were already popular – they brought their readership with them. They just happened to be mostly bloggers – and this is probably why they were popular in the first place – whose blogging covered those aspects of “science is culture” that are quite controversial, from beating up on pseudoscience and medical quackery, to the relationship between science and religion, to the politics and politicization of science. This made for quite a lively discourse on the network, bringing up discussion topics that were important to have yet were considered taboo before. This did not sit well with all of the audience, many still squeamish about breaking of such cultural taboos (especially bold defenses of atheism), and the network got somewhat of a bad reputation in some circles, as a hotbed of godless, pinko-commie, liberal whateverwhatever people. That reputation, even during the most recent period when only about five out of 80 bloggers focused much on politics and/or religion, seems to persist.
Since the continuous additions of popular bloggers did not add many new readers and traffic (they were all already reading here anyway), and as the erroneous perception which Sb-haters promulgated that “there is no science on scienceblogs.com” needed to be countered, Seed invited many bloggers who never touch controversial topics and only blog about science. They also invited a couple of bloggers who are openly religious and a couple of conservatives. More recently, several bloggers who joined were reputable science writers and journalists. A new idea was to try and pick up some very new and not-yet-established bloggers, especially very young ones with talent, and bring them here and help them grow.
But none of this helped dispel the nefarious myths about Sb being an atheism network. In this effort to dilute politico-religious content with science content, Sb grew, in my opinion, too big. I think 80-something blogs with 90+ bloggers is too big. Internal rifts and formation of cliques was inevitable in such a large group, which led to some hidden and some very public fights, and resulted in some of our prominent bloggers leaving in a huff. This did not look good from the outside, I’m sure. And it did not work well for the bloggers’ morale either.
The chronic inability of the Seed management to communicate to and with bloggers did not help either (I feel the Overlords who tried to represent our interests were sidelined in the Seed newsroom). As a result, there is not much loyalty to the Seed brand. We are here for the network effect and traffic (and even the little money we get is important grocery money for some of us, including me), not because we are in love with Seed.
Paul Myers, currently on ‘strike’, believes that ScienceBlogs will continue despite the current protests.Seed Media Group, Scienceblogs
One of the Internet’s leading science-blog websites seems to be in crisis this week, with popular writers leaving or going on strike in a snowballing protest.
ScienceBlogs, owned by Seed Media Group in New York, has provided an invitation-only platform for the musings of a number of scientists and science writers over the years. However, many of its writers have been publicly voicing their discontent since plans were announced earlier this month for the site to host a blog sponsored by Pepsi where the soft drink company’s employees would write about nutrition.
Pepsi’s ‘Food Frontiers‘ blog was swiftly pulled from ScienceBlogs, but the incident prompted about 20 writers to up digital-sticks and decamp for blog-pastures new.
“I was not happy with the fact that it was blatantly a PR-run advertisement but made to look like all the rest of the blog content on the network,” says Peter Lipson, who writes under the namePalMD and recently moved his blog off the Seed platform.
Lipson, a clinical assistant professor of medicine at Wayne State University in Michigan, says the incident also highlights how those who write scientific blogs need to be aware of journalistic-style ethics. “People who are blogging for a larger audience have to realise that whether they like it or not they have become a major medium. That has responsibilities,” he says.
Failing the taste test
The author of perhaps the most high-profile site on ScienceBlogs,Pharyngula, has declared himself to be on strike and encouraged other writers to join him. Paul ‘PZ’ Myers, a biologist at the University of Minnesota, Morris, has garnered a large following with his mixture of strident atheism and evolution.
Myers says that the Pepsi incident was a catalyst for the unrest, which is also rooted in long-standing problems in communication between bloggers and company management.
“People who are blogging for a larger audience have to realise that whether they like it or not they have become a major medium. That has responsibilities.”
“I feel a lot of the problem now is the split where ScienceBlogs is successful and lately the exploration of other media ventures [by Seed] has come at the expense of ScienceBlogs,” he says. “There’s a general neglect of the infrastructure.”
Myers says that if Seed does not respond positively to fix some of the problems he sees, he could envisage taking his blog to another platform or perhaps setting up an independent science-blogging co-operative. But he adds that after talks with Bly there is now some agreement between management and bloggers and “the episode should blow over fairly quickly”.
The controversy has grown worse for Seed since the Pepsi-blog incident, because a number of people have come out to air their past grievances with the company. Gaia Vince, formerly a Nature news editor, wrote on the Guardian website that the Seed Media Group had refused to print a story she wrote on the Bhopal chemical disaster for fear of alienating an important advertiser.
Adam Bly, chief executive of Seed, responded that the Guardianarticle was “ridiculous” and that his company had suffered from revenue loss due to its belief in editorial freedom.
Seeds of dissent
In a statement to Nature, Joy Moore, a vice-president of Seed Media Group, said, “We are sad to see bloggers move, but will keep reading them as fans regardless. We’ve always talked about ScienceBlogs as an experiment in science communication — new, risky, and difficult but exciting and with plenty of potential for positive impact on science literacy. We will make mistakes along the way and our supporters can expect us to learn from them, course correct, and move forward.”
However, the company did not respond to questions about Seed’s financial situation.
Others have doubts about whether ScienceBlogs can continue as a going concern after losing a number of its key players.
Science writer Ed Yong, himself a former ScienceBlogs blogger who moved toDiscover Blogs before the Pepsi incident, says that the website “was always a meritocracy” in that you had to be invited to join on the basis of your work — rather than buy a spot as the drinks company did.
Asked whether he thinks ScienceBlogs can continue, Yong says, “I think there was probably a narrow window after it first happened when some strong statements from Seed might have rescued the situation. I think they were too ineffective for too long.”
Myers seems to disagree. “We lost some really good people and that makes me sad,” he says. “This idea of a network to put together some good science and good stories and social commentary is a good one. I think they can recover.”
Full disclosure: Nature runs the Nature Network blog platform that some view as a competitor to ScienceBlogs.
Bispo de Guarulhos recomenda a católicos que não votem em Dilma
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FÁBIO ZAMBELI
DE BRASÍLIA
Alheio à recomendação da Igreja Católica de manter neutralidade na campanha eleitoral, o bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, prega boicote à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República por considerar o PT favorável à descriminalização do aborto.
Em artigo intitulado “Dai a César o que é de César e a Deus o que é Deus”, publicado no site oficial da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), d. Bergonzini evoca deliberações dos congressos nacionais petistas de 2007 e 2010 e o 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos para classificar o partido como “contrário aos valores da família”.
“Recomendamos a todos verdadeiros católicos a que não deem seu voto à senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais liberações, independentemente do partido a quem pertençam”, diz o bispo no texto, datado de 1º de julho.
Embora admita no artigo que a Igreja Católica “não se posiciona nem faz campanha”, d. Bergonzini, 78 anos, diz que sua posição é lastreada na missão de “zelar para o que o que é Deus não seja manipulado e usurpado por César”.
“Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito á vida humana e aos valores da família”, afirma o religioso no documento.
Na carta, o bispo cita a punição imposta pelo PT aos deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), que condenaram publicamente o apoio petista à legalização do aborto e migraram para o PV.
Segundo maior colégio eleitoral paulista, com 788.832 votantes, Guarulhos é hoje o principal reduto petista no Estado –a cidade é governada pelo partido desde 2001.
Dilma, que se diz recém-convertida à Renovação Carismática Católica, modificou seu discurso sobre o aborto nos últimos três anos. Em outubro de 2007, durante sabatina promovida pela Folha, ela se mostrou favorável à descriminalização.
“Acho que tem de haver a descrminalização do aborto. No Brasil, é um absurdo que não haja, até porque nós sabemos em que condições as mulheres recorrem ao aborto”, disse à ocasião.
Em suas últimas manifestações públicas sobre o tema, a petista mudou de postura. “Eu sou a favor de manter a legislação”, afirmou no Programa “Roda Viva”, da TV Cultura, veiculado no último 28 de junho.
A busca por inteligência extraterrestre (SETI) baseada em radiotelescópios depende, para obter sucesso, de haver pelo menos uma raça alienígena transmitindo um sinal contínuo de alta potência para o espaço – o equivalente de um farol cósmico – que pudesse ser detectado na Terra. A manutenção de um farol do tipo consumiria muita energia, no entanto, e vários cientistas questionam se uma civilização qualquer estaria disposta a arcar com esse tipo de custo.
Agora, em dois artigos publicados na revista Astrobiology, os irmãos gêmeos Gregory e James Benford – astrofísico e físico – analisam os custos do ponto de vista da espécie emissora e concluem que o meio mais eficiente de sinalizar a própria presença não seria a emissão de um farol contínuo, mas de pulsos intermitentes. “Essa abordagem é mais como o Twitter e menos como Guerra e Paz“, resume James, em nota.
“Qualquer que seja a forma de vida, a evolução favorece economia de recursos”, acrescenta Gregory. “Transmitir é caro, e transmitir sinais por anos-luz iria requerer recursos consideráveis”.
Supondo que a civilização alienígena busque otimizar os gastos, limitar desperdício e aumentar a eficiência da tecnologia, os Benfords propõem que, em vez de um sinal contínuo transmitido em todas as direções, os ETs usariam um sinal pulsado, direcionado e de banda larga na faixa de 1 a 10 Ghz.
Se os Benfords estiverem certos, o programa SETI atual, com seu foco na busca por sinais de banda estreita, pode estar procurando no lugar errado.
Os irmãos também propõem que as antenas sejam apontadas na direção do núcleo da galáxia, onde aglomeram-se 90% das estrelas da Via Láctea.
“As estrelas ali são um bilhão de anos mais velhas que o Sol, o que sugere uma maior possibilidade de contato com uma civilização avançada”, disse Gregory.
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