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‘Ficção Científica é maneira mais simples de gerar interesse na ciência’, diz o físico Michio Kaku

11/05/2011 06h45 - Atualizado em 11/05/2011 08h21

Há 150 anos, ao imaginar como seria a viagem do homem à Lua, o escritor Júlio Verne acertou quase na mosca três palpites: o primeiro voo sairia do estado norte-americano da Flórida, demoraria três dias para chegar ao destino e cairia no mar ao voltar à Terra. Tentando seguir seus passos, o físico teórico Michio Kaku também tenta adivinhar como ideias vindas da ficção científica, como colonizar galáxias distantes, seriam possíveis.

“O nosso desafio é mostrar para as pessoas como os conceitos científicos que vão governar o futuro no espaço podem ser compreendidos hoje mesmo, por qualquer pessoa”, afirma o cientista norte-americano de 64 anos, cocriador da teoria das cordas — agora, apresentador do programa “Física do Impossível”, no canal de TV a cabo Discovery Science.

“A ficção talvez seja a maneira mais simples de fazer as pessoas se interessarem por ciência”, afirma Kaku.

Michio Kaku 2 (Foto: Discovery / Divulgação)O físico Michio Kaku, apresentador do ‘Física do Impossível’. (Foto: Discovery / Divulgação)

Especializado em teoria das cordas – campo da física que enxerga os átomos como se fossem “fios” extremamente pequenos e oferece uma nova interpretação para como o espaço e as coisas se comportam -, o cientista usa o conhecimento disponível atualmente no mundo da física e tenta aplicá-los para explicar como seria possível captar mais energia das estrelas ou mesmo povoar o espaço.

Ao ser lembrado sobre como ideias como essas parecem estar distantes da realidade, Kaku cita o exemplo de Verne. Para o cientista, o escritor não contava com o dom de premonição e mostrou como ideias estranhas durante uma época podem apontar corretamente o futuro.

“Como ele conseguiu saber tudo isso? Não pode ser pura especulação. Ele conversava com cientistas e conseguiu, com o conhecimento da época, enxergar algo que parecia improvável”, afirma.

O ‘futuro’ nas crianças
Muito antes da fama de séries como ‘Jornada nas estrelas’ e ‘Guerra nas estrelas’, o físico norte-americano iniciou seu contato com ciência por meio de outra atração na TV: Flash Gordon, um dos primeiros herois espaciais.

“Foi a primeira vez que eu me interessei por naves, invisibilidade, aliens e viagens espaciais”, lembra o físico. A partir daí, Kaku nunca mais deixaria de espantar “como uma criança” e seguiria o caminho até virar um cientista profissional. Read more [+]