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Uma defesa secular para criação intencional do universo

What is the purpose of the Universe? Here is one possible answer.

A Secular Case for Intentional Creation

By Clay Farris Naff | November 18, 2011 |  Comments21

Scientific American Blog

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“Does aught befall you? It is good. It is part of the destiny of the Universe ordained for you from the beginning.”

– Marcus Aurelius, Stoic Philosopher and Emperor of Rome, in Meditations, circa 170 CE

“’He said that, did he? … Well, you can tell him from me, he’s an ass!”

– Bertie Wooster, fictional P.G. Wodehouse character, in The Mating Season, 1949

People have been arguing about the fundamental nature of existence since, well, since people existed. Having lost exclusive claim to tools, culture, and self, one of the few remaining distinctions of our species is that we can argue about the fundamental nature of existence.

There are, however, two sets of people who want to shut the argument down. One is the drearily familiar set of religious fundamentalists. The other is the shiny new set of atheists who claim that science demonstrates beyond reasonable doubt that our existence is accidental, purposeless, and doomed. My intent is to show that both are wrong.

I do not mean to imply a false equivalence here. Concerning the fundamentalist position, my work is done. Claims of a six-day Creation, a 6,000-year-old Earth, a global flood, and so forth have been demolished by science. It has not only amassed evidence against particular claims but has discovered laws of nature that exclude whole classes of claims. To the extent we can be certain about anything, we can rest assured that all supernatural claims are false.

The “New Atheist” position, by contrast, demands serious consideration. It has every advantage that science can provide, yet it overreaches for its conclusion. The trouble with the “New Atheist” position, as defined above, is this: it commits the fallacy of the excluded middle. I will explain.

But first, if you’ll pardon a brief diversion, I feel the need to hoist my flag. You may have inferred that I am a liberal religionist, attempting to unite the scientific narrative with some metaphorical interpretation of my creed. That is not so.

I am a secular humanist who is agnostic about many things — string theory, Many Worlds, the Theo-logical chances of a World Series win for the Cubs  – but the existence of a supernatural deity is not among them. What’s more, I am one of the lucky ones: I never struggled to let go of God. My parents put religion behind them before I was born.

I tell you this not to boast but in hopes that you’ll take in my argument through fresh eyes. The science-religion debate has bogged down in trench warfare, and anyone foolhardy enough to leap into the middle risks getting cut down with no questions asked. But here goes. Read more [+]

O Bonobo e o Ateu

Concordo com de Wall, mas o perigo no século XXI não é o comunismo mas sim o neofacismo.
27/04/2013 – 03h00

‘Religião não é fonte da moral, mas eliminá-la é temerário’, diz primatólogo

REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para alguém que tem se especializado em demonstrar que o ser humano e os demais primatas têm um lado pacífico e bondoso por natureza, Frans de Waal conseguiu comprar briga com muita gente diferente.

Autor de “The Bonobo and the Atheist” (“O Bonobo e o Ateu”), que acaba de sair nos Estados Unidos, o primatólogo holandês-americano provavelmente não agradará muitos religiosos ao argumentar que ninguém precisa de Deus para ser bom.

Seu modelo de virtude? O bonobo (Pan paniscus), um primo-irmão dos chimpanzés conhecido pela capacidade de empatia com membros de sua espécie e de outras, pela sociedade tolerante, sem “guerras”, e pelo uso do sexo para resolver conflitos.

Com base nos estudos com grandes macacos e outros mamíferos sociais, como cetáceos e elefantes, De Waal diz que a moralidade não surgiu por meio de argumentos racionais nem graças a leis ditadas por Deus, mas deriva de emoções que compartilhamos com essas espécies.

Bonobos e chimpanzés sabem que é seu dever cuidar de um amigo doente, retribuir um favor ou pedir desculpas.

Por outro lado, o livro é uma crítica aos Novos Ateus, grupo capitaneado pelo britânico Richard Dawkins que tem dado novo impulso ao conflito entre ateísmo e religião desde a última década.

“Eu não consigo entender por que um ateu deveria agir de modo messiânico como eles”, diz De Waal, ateu e ex-católico. “O inimigo não é a religião, é o dogmatismo.”

*download

Folha – Quem está mais bravo com o sr. depois da publicação do livro?
Frans de Waal – Bem, no caso dos ateus, recebi muitas mensagens de gente que me apoia. É claro que, em certo sentido, estou do lado deles, tanto por também ser ateu quanto por acreditar que a fonte da moralidade não é a religião. O que eu digo no livro é que os Novos Ateus estavam gritando alto demais e que precisam se acalmar um pouco, porque a estratégia deles não é a melhor.

Em seu livro, o sr. faz uma referência ao romance “O Senhor das Moscas”, de William Golding, história na qual garotos perdidos numa ilha reinventam vários aspectos da sociedade, inclusive a religião. Mas a religião que eles criam é brutal, com sacrifícios humanos. O sr. acha que a religião nasceu brutal e foi ficando mais humanizada?
Acho que não. Quando olhamos para as sociedades tradicionais de pequena escala, que foram a regra na pré-história, vemos que esse tipo de coisa não está presente entre elas.
É claro que elas tinham crenças sobre o mundo sobrenatural e podiam sacrificar um ou outro animal aos deuses, mas, no geral, eram relativamente benignas.
É só quando as sociedades aumentam de escala que elas começam a se tornar mais agressivas e dogmáticas.

Quando se enfatiza o lado pacífico e ético das sociedades de primatas não humanos e do próprio homem, não há um perigo de fechar os olhos para a faceta violenta dela?
Concordo que, nos meus livros mais recentes, essa ênfase existe. Por outro lado, meu primeiro livro, “Chimpanzee Politics” [“Política Chimpanzé”, sem tradução no Brasil], era totalmente focado na violência, na manipulação maquiavélica e em outros aspectos pouco agradáveis da sociedade primata. Mas a questão é que surgiu uma ênfase exagerada nesses aspectos negativos, e as pessoas não estavam ouvindo o outro lado da história.

O sr. acha que encontrar um chimpanzé ou bonobo cara a cara pela primeira vez pode funcionar como uma experiência religiosa ou espiritual?
Eu não chamaria de experiência religiosa (risos), mas é uma experiência que muda a sua percepção da vida.
No livro, conto como a chegada dos primeiros grandes macacos vivos à Europa no final do século 19 despertou reações fortes, em vários casos deixando o público revoltado porque havia essa ideia confortável da separação entre seres humanos e animais. Por outro lado, gente como Darwin viu aquela experiência como algo positivo.

E o sr. sente que essa aversão aos grandes macacos diminuiu hoje?
Sim, e isso é muito interessante. Eu costumo dar palestras em reuniões de sociedades zoológicas de grandes cidades aqui nos Estados Unidos. Tenho certeza de que muitas pessoas ali são religiosas. E esse público é fascinado pelos paralelos e pelas semelhanças entre seres humanos e grandes macacos ou outros animais.
Isso não significa que queiram saber mais sobre a teoria da evolução, mas elas acolhem a conexão entre pessoas e animais.

Na sua nova obra, o sr. defende a ideia de que não se pode simplesmente eliminar a religião da vida humana sem colocar outra coisa no lugar dela. Que outra coisa seria essa?
É preciso reconhecer que os seres humanos têm forte tendência a acreditar em entidades sobrenaturais e a seguir líderes. E o que nós vimos, em especial no caso do comunismo, no qual houve um esforço para eliminar a religião, é que essa tendência acaba sendo preenchida por outro tipo de fé, que se torna tão dogmática quanto a fé religiosa.
Então, o temor que eu tenho é que, se a religião for eliminada, ela seja substituída por algo muito pior. Acho preferível que as religiões sejam adaptadas à sociedade moderna.

Outro argumento do livro é que o menos importante nas religiões é a base factual delas. O mais relevante seria o papel social e emocional dos rituais. Para quem é religioso e se importa com a verdade do que acredita, não é uma visão que pode soar como condescendente ou desonesta?
Pode ser que, para quem é religioso, essa visão trivialize suas crenças. Mas, como biólogo, quando vejo alguma coisa que parece existir em quase todos os grupos de uma espécie, a minha pergunta é: para que serve? Que benefício as pessoas obtêm com isso? Não tenho a intenção de insultar ninguém com esse enfoque.

The Bonobo and the Atheist
editora W.W. Norton & Company
preço R$ 29,35 (e-book na Amazon.com), 313 págs.

Número de neurônios no cérebro é cinco vezes maior que o número de árvores na Amazônia

Fiz a seguinte conta:  peguei a estimativa de 86 bilhões de neurônios no cérebro e comparei com o número de árvores sugerido pela reportagem abaixo (ou seja, 85/15*2,6 bilhões).  Deu que o cérebro corresponde a cerca de seis Amazônias (em termos de árvores).

Acho que essa é uma comparação importante para quem quer entender, modelar ou reproduzir um cérebro.  Você aceitaria tal tarefa sabendo que é mais difícil do que modelar a Amazônia???

PS: Sim, eu venho acalentando faz tempo que a melhor metáfora para um cérebro é uma floresta, não um computador. Acho que se aplicarmos ideias de computação paralela por meio de agentes, acabaremos encontrando que florestas computam (por exemplo, a sincronização das árvores de ipês, que hora emitir os aerosóis que nucleiam gotas de chuva e fazem chover sobre a floresta etc.). OK, é uma computação em câmara lenta (e é por isso que a não enxergamos).

PS2: Norberto Cairasco anda também encafifado sobre as semelhanças entre dendritos de neurônios e de árvores. Acha que pode haver alguma convergência evolucionária para certas funções, embora em escalas diferentes.

Aproximadamente 2,6 bilhões de árvores foram derrubadas na Amazônia Legal até 2002

 

01/06/2011 – 11h09

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Cerca de 15% do total da vegetação original da Amazônia Legal foram desmatados, o que equivale à retirada de aproximadamente 2,6 bilhões de árvores e ao desmate de uma área de 600 mil quilômetros quadrados até 2002. Esse cenário corresponde à destruição de 4,7 bilhões de metros cúbicos de madeira de uma área que, originalmente, representava 4 milhões de quilômetros quadrados cobertos por florestas. Read more [+]

Grandes extinções são mais periódicas do que se pensava

The Death of Nemesis: The Sun’s Distant, Dark Companion

Posted: 11 Jul 2010 09:10 PM PDT

The data that once suggested the Sun is orbited by a distant dark companion now raises even more questions

Over the last 500 million years or so, life on Earth has been threatened on many occasions; the fossil record is littered with extinction events. What’s curious about these events is that they seem to occur with alarming regularity.

The periodicity is a matter of some controversy among paleobiologists but there is a growing consensus that something of enormous destructive power happens every 26 or 27 million years. The question is what?

In this blog, we’ve looked at various ideas such as the Sun’s passage through the various spiral arms of the Milky Way galaxy (it turns out that this can’t explain the extinctions because the motion doesn’t have had the right periodicity).

But another idea first put forward in the 1980s is that the Sun has a distant dark companion called Nemesis that sweeps through the Oort cloud every 27 million years or so, sending a deadly shower of comets our way. It’s this icy shower of death that causes the extinctions, or so the thinking goes.

Today, Adrian Melott at the University of Kansas and Richard Bambach at the Smithsonian Institute in Washington DC re-examine the paleo-record to see if they can get a more accurate estimate of the orbit of Nemesis.

Their work throws up a surprise. They have brought together a massive set of extinction data from the last 500 million years, a period that is twice as long as anybody else has studied. And their analysis shows an excess of extinctions every 27 million years, with a confidence level of 99%.

That’s a clear, sharp signal over a huge length of time. At first glance, you’d think it clearly backs the idea that a distant dark object orbits the Sun every 27 million years.

But ironically, the accuracy and regularity of these events is actually evidence against Nemesis’ existence, say Melott and Bambuch.

That’s because Nemesis’ orbit would certainly have been influenced by the many close encounters we know the Sun has had with other starsin the last 500 million years.

These encounters would have caused Nemesis’ orbit to vary in one of two ways. First, the orbit could have changed suddenly so that instead of showing as a single the peak, the periodicity would have two or more peaks. Or second, it could have changed gradually by up 20 per cent, in which case the peak would be smeared out in time.

But the data indicates that the extinctions occur every 27 million years, as regular as clockwork. “Fossil data, which motivated the idea of Nemesis, now militate against it,” say Melott and Bambuch.

That means something else must be responsible. It’s not easy to imagine a process in our chaotic interstellar environment that could have such a regular heart beat; perhaps the answer is closer to home.

There is a smidgeon of good news. The last extinction event in this chain happened 11 million years ago so, in theory at least, we have plenty of time to work out where the next catastrophe is coming from.

Either way, the origin of the 27 million year extinction cycle is hotting up to become one of the great scientific mysteries of our time. Suggestions, if you have any, in the comments section please.

Ref: arxiv.org/abs/1007.0437: Nemesis Reconsidered

Sexo grupal entre vagalumes

Estudo: vagalumes sincronizam luzes para conquistar fêmeas
08 de julho de 2010 16h50

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Cientistas afirmam que vagalumes sincronizam suas piscadas para que fêmea não confunda as espécies Foto: Getty Images

Cientistas afirmam que vagalumes sincronizam suas piscadas para que fêmea não confunda as espécies
Foto: Getty Images

Um novo estudo da universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, indica que os vagalumes machos sincronizam suas luzes para atrair as fêmeas. Segundo os cientistas, a sincronia das piscadas ajuda as fêmeas a encontrar os machos da sua própria espécie, e não cruzar com um vagalume de outra. As informações são do Discovery News.

Os pesquisadores afirmam que quando a fêmea vê os machos piscando no mesmo padrão, ela pode responder com outro flash para chamar o parceiro. “O que as fêmeas estão fazendo é procurar pelo número e o tempo dos flashes”, diz o pesquisador Andrew Moiseff.

Os cientistas, para testar a teoria, utilizaram pequenas luzes LED que imitavam os padrões de diferentes espécies. Contudo, os pesquisadores não consideram que os trabalhos tenham acabado. “De seis a 12 machos podem ser atraídos (pela luz da fêmea), nos não sabemos se ela distingue entre os machos quando responde”, diz Moiseff.

Não é incomum encontrar no campo uma fêmea cercada por vários machos, o que indica, segundo os cientistas, que há outro nível de seleção ainda não descoberto. “O fato de que as fêmeas tendem mais a responder a sinais sincronizados do que aos não sincronizados é um grande negócio. Nós sabemos que, para o macho, receber um sinal positivo da fêmea é pelo menos metade da batalha de conseguir uma parceira”, diz o cientista.

O estudo será publicado na edição do dia 9 da revista especializada Science.

Equilíbrio puntuado e Astrobiologia


Galactic Punctuated Equilibrium: How to Undermine Carter’s Anthropic Argument in Astrobiology

Milan M. Cirkovic, Branislav Vukotic, Ivana Dragicevic
(Submitted on 30 Dec 2009)

We investigate a new strategy which can defeat the (in)famous Carter’s “anthropic” argument against extraterrestrial life and intelligence. In contrast to those already considered by Wilson, Livio, and others, the present approach is based on relaxing hidden uniformitarian assumptions, considering instead a dynamical succession of evolutionary regimes governed by both global (Galaxy-wide) and local (planet- or planetary system-limited) regulation mechanisms. This is in accordance with recent developments in both astrophysics and evolutionary biology. Notably, our increased understanding of the nature of supernovae and gamma-ray bursts, as well as of strong coupling between the Solar System and the Galaxy on one hand, and the theories of “punctuated equilibria” of Eldredge and Gould and “macroevolutionary regimes” of Jablonski, Valentine, et al. on the other, are in full accordance with the regulation- mechanism picture. The application of this particular strategy highlights the limits of application of Carter’s argument, and indicates that in the real universe its applicability conditions are not satisfied. We conclude that drawing far-reaching conclusions about the scarcity of extraterrestrial intelligence and the prospects of our efforts to detect it on the basis of this argument is unwarranted.

Comments: 3 figures, 26 pages
Subjects: Earth and Planetary Astrophysics (astro-ph.EP)
Journal reference: Published in Astrobiology, 2009, Volume 9, Issue 5, pp. 491-501
DOI: 10.1089/ast.2007.0200
Cite as: arXiv:0912.4980v1 [astro-ph.EP]

Criacionismo Nova Era

Vou violar a regra de não alimentar trolls. É que aparentemente o leitor César Reis exemplifica um novo tipo de criacionismo, que não tem origem no fundamentalismo cristão, judeu ou muçulmano, mas sim em um fundamentalismo Nova Era.

Assim, vou tentar responder parágrafo por parágrafo.

Prezado Osame:


Não sei de onde você tirou este fantástico e massificador placar de 98% para teólogos cristãos favoráveis ao evolucionismo darwinista. Poderia indicar-me a fonte da pesquisa? E quantos seriam esses teólogos: 10, 15, 23? E de onde seriam os teólogos: do Brasil, da Tanzânia?

É tudo muito simples Osame, os céticos de modo geral fazem de tudo para provar suas teorias materialistas, inclusive mentir. Se você se der ao trabalho de num dia desses prestar atenção aos pastores evangélicos na TV – a grande maioria, senão todos, são teólogos – verá que são pelo criacionismo.

César, estou considerando os teólogos profissionais, ou seja, o pessoal com pós-graduação em teologia, e não os pastores de TV que, se tanto, teriam apenas o bacharelado (na verdade, a imensa maioria deles não tem nem o bacharelado…). Assim como é melhor discutir cosmologia com cosmólogos proficionais em vez de professores do Telecurso 2 grau, acho que devemos discutir teologia com teólogos profissionais e scholars em vez de amadores, você não acha?

Dou a seguir uma lista de teólogos suficientemente famosos para constarem na wikipedia. Daí o César pode verificar a biografia de um por um e contar o número de teólogos criacionistas. Talvez encontre menos que 2%…

20th century

[edit]21st century



E há fortíssimas correntes do clero de ambos os lados que não aceitaram nem a pseudo aproximação e nem a homenagem esquisita ao Darwin, muito menos a teoria evolucionista (sempre a teoria, nunca provas concretas como amam os céticos. Paradoxo, não?). Não estou mentindo feito muitos céticos, é só pesquisar que achará. Se tiver dificuldades eu busco para você, mas antes, por favor, pesquise.

OK, César, pesquise e me mostre quem são as fortíssimas correntes do clero Católico e Anglicano que são criacionistas. OK, tem a Opus Dei, é fortíssima… em termos políticos, não em termos teológicos… Me parece que apenas a extrema direita da Igreja é criacionista…

Vou lhe dar uma boa dica: No livro “O Monoteísmo Bíblico e os Deuses da Criação” de Rayom Ra, publicado no Scribd, há o seguinte na pg 13:

“O próprio Eugene Dubois concluiria numa fase posterior de sua vida que a calota craniana de seu amado Pithecanthropus, pertencia a um grande Gibão, um símeo que os evolucionistas não consideram esteja tão intimamente relacionado aos humanos.” (A História Secreta da Raça Humana – Michael A. Cremo e Richard I. Thompson”.

Rayom Ra… rs…. OK, OK. Dado que houve meia duzia de fraudes na história da Paleontologia, ela está completamente errada, certo? Um argumento de uma lógica profunda. E como na história da Física houve bem mais que centenas de descobertas fraudadas, a Física está errada completamente, concorda? Agora, parece que o Dr. Ra está confundindo o Pithecantropus com o Homem de Piltdown (ver aqui), dado que o Pithecantropus de Dubois não é arrolado como fraude científica, ver aqui.

E há outras falcatruas e montagens mentirosas como de Teilhard de Chardin a que já me referi e da tal Lucy. Dê uma olhadinha, não custa nada. O link todo do autor: é http://www.scribd.com/Rayom%20Ra. Se der “oops …” clique no “take me back home” que abre lá a página.

César, acho que Lucy também não é considerada fraude científica, ver aqui.

Quanto aos biólogos evangélicos, é brincadeira desses malucos. Só pra começar e não fugir da regra do dízimo veja o que colocaram:
“Make a Donation Support BioLogos by making a contribution or supporting a project.”

Está explicado.

César, o biólogo evangélico maluco que defende o Darwinismo e que fundou a Fundação Biologos é Francis Collins, diretor do National Institutes of Health, o CNPq das pesquisas em Medicina dos EUA… Ver aqui.


Darwinismo Quantico e analogias biológicas

Talvez um dos problemas associados com o Darwinismo ao longo de sua história seja que ele representa um algoritmo tão geral que analogias e metáforas podem ser feitas em profusão, com maior ou menor fidelidade ao conceito original. O Darwinismo Social começa como uma metáfora e termina como ideologia.
E essa ideologia de forma alguma está morta: você pode vê-la com facilidade na seção de cartas da revista Veja, por exemplo, onde os emergentes são “ajustados (fit) socialmente” e os pobres são “desajustados (unfit) socialmente, são pobres por que têm muitos filhos, e assim continuam a espalhar a pobreza” (como se existisse o gene da pobreza!).
O mais engraçado é que, em termos Darwinistas, quem tem muitos filhos é que são os ajustados (alto fitness) enquanto que quem tem poucos filhos têm baixo fitness biológico. E é aí que reside todo o dilema da estabilização da população mundial: os países com taxa demográfica estável ou decrescente têm baixo fitness, não importa sua riqueza. Israel vai enfrentar a bomba demográfica palestina em 20 anos. A Europa vai se islamizar, e o Japão vai definhar frente à China. Os pobres herdarão a Terra… E mesmo o Brasil corre o risco de ficar velho antes de ficar rico.
Por incrível que pareça, são os anti-Darwinistas da direita religiosa conservadora americana, com sua ênfase na família etc., que são favorecidos pelo fitness Darwinista. O avanço demográfico desse pessoal é que produziu a revolução conservadora de Reagan a Bush. Não está claro que Obama e os democratas consigam resistir a esse efeito demográfico no longo prazo…
O artigo abaixo não tem nada a ver com isso. É apenas um exemplo de como a Física e a Biologia trocam metáforas e analogias entre si…

Thursday, January 07, 2010


Quantum Darwinism and the Nature of Reality

Quantum Darwinism can explain the nature of classical reality. But is it really a form of natural selection or just an imposter?


Quantum darwinism is an extraordinary idea that was unleashed last year by the physicist by Wojciech Zurek at Los Alamos National Labs in New Mexico.

It’s main claim is that it explains the quantum-classical transition: why macroscopic physics obeys classical rules while the quantum world obeys the seemingly weird laws of quantum mechanics. That makes it a Big Idea.

So how does it work? Zurek’s way into this problem is to think about the role of the environment in quantum mechanics. For other quantum physicists, the environment has never been anything more than a nuisance. Consider a quantum object in isolation and the quantum information it contains can survive forever. But place it in the real world and this quantum information leaks into the environment, destroying the system under study.

Zurek takes different view. He thinks of the environment as an information channel and the properties of this channel are the key to understanding quantum darwinism.

All macroscopic measuring machines get their information through this channel. For example, at this very moment you are intercepting a fraction of the photons emitted by a screen. But we can never observe all of the environment, only a small fraction of it which reveal systems of interest.

This is the essence of quantum darwinism, says Zurek. Only quantum states that can be transmitted through the environment in the right kind of way and with multiple copies, can be observed on the macroscopic scale. That rules out various kinds of quantum information. What’s left are what Zurek calls “pointer states”. These are what we observe classically.

So the classical view of the universe is determined by the states that survive transmission through the environmental information channel. Hence the darwinism: it is only possible to observe the states that are fit enough to survive this process of transmission.

But is this real survival of the fittest or just something like it? That’s the question raised today by the independent researcher John Campbell.

It has long been known that Darwin’s theory of natural selection can be applied in many situations. The “substrate free” version of it is called universal darwinism and is essentially an algorithm composed of three steps: replication or copying, variations amongst the copies, and selective survival of the copies determined by which variations they possess.

Campbell’s conclusion is that quantum darwinism meets this criteria.

That still leaves many questiosn unanswered, of course. In his paper introducing quantum darwinism, Zurek asks: “Is Quantum Darwinism (a process of multiplication of information about certain favored states that seems to be a fact of quantum life”) in some way behind the familiar natural selection? I cannot answer this question, but neither can I resist raising it.”

Campbell would have us believe that they are intimately linked, although this conclusion is by no means a slam dunk.

There’s plenty of inspiring work to be done here by any philosophers with a little time on their hands.

Ref: arxiv.org/abs/1001.0745: Quantum Darwinism as a Darwinian process

Água é um pre-requisito para Gaia II


Mariana, minha filha, eu tô falando pra você que Atrobioologia é a carreira quente do mmomento!
Takata, eu sei que a água não é um pre-requisito necessário para a vida. Mas é um pre-requisito necessário para a nossa vida, e para uma Gaia tecnoverde criar uma filhote lá!
Na próxima década

Busca de vida em outro planeta será a grande pesquisa mundial

Além disso, outro foco das pesquisas deve ser a busca pela água
04/08/09 às 10:21 | Agência Brasil
A Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (IAU), realizada a cada três anos, foi aberta oficialmente no Rio de Janeiro. Para o astrofísico Carlos Henrique Veiga, do Observatório Nacional, a procura de vida fora do sistema solar e a presença de água serão a grande pesquisa nos próximos dez anos.

“A grande pesquisa será a busca por planetas como a Terra em outras estrelas. Acho que a grande discussão vai ser em torno de água fora do sistema solar, ou mesmo dentro do sistema solar”, disse Veiga. O observatório é uma das entidades coordenadoras do simpósio Impacto da Variabilidade Estelar e Solar na Terra e Planetas, que ocorre até o próximo dia 7 como parte do encontro da IAU.

Carlos Veiga destacou que a assembleia é importante pelas consequências e conceitos que pode gerar. Na última edição do evento, realizada em Praga, na República Tcheca, por exemplo, foi decidido que Plutão seria excluído da família dos grandes planetas e passaria a integrar um grupo de menor porte.

A pesquisa em busca de vida e água em outros planetas tem especial interesse para a Terra no momento em que ela sofre os efeitos do aquecimento global. “A gente está percebendo que o planeta está esgotando suas fontes de sobrevivência. A água não vai durar muito. O ar é altamente poluído. E tudo isso pode acabar em uma catástrofe daqui a 200, 300 anos”.

A idéia, disse Veiga, é programar para que se possa enviar pessoas a outro lugar em que existam condições de vida, como satélites numa lua de Saturno. Esse é um dos principais assuntos que serão tratados na IAU por cerca de 2 mil representantes de todo o mundo. No Observatório Nacional, 80% dos pesquisadores do Departamento de Astronomia estão envolvidos com a meta de encontrar água em outros sistemas solares.

Coordenador da Divisão de Atividades Educacionais do observatório, Carlos Henrique Veiga explicou que um dos objetivos é atrair a juventude brasileira para as ciências exatas, de modo que ela comece a pensar nesses problemas.

“Passar o conhecimento para eles, informar o que está acontecendo de uma forma correta e precisa, de maneira que esses estudantes novos sejam atraídos para todas as áreas do conhecimento científico, de modo que a gente possa pensar cada vez mais sobre a questão da sobrevivência do ser humano em outro planeta, em outra estrela. Esse é um pensamento para daqui a 100, 200 anos. Mas, se a gente não começar a pensar agora, vai ser muito tarde”, afirmou.

Dawkins versus Wilson, e o jornalismo científico investigativo

Poucos jornalistas científicos e divulgadores de ciência fazer trabalho investigativo, ou seja, em vez de aceitar informações oficiais, tentam se aprofundar na questão das forças políticas presentes em um acontecimento científico ou universitário.

Estou desconfiado que esbarrei em um caso que necessitaria de jornalismo científico investigativo: a “aposentadoria” de Richard Dawkins da cátedra Charles Simonyi de Compreensão Pública da Ciência. Tem algo esquisito nessa história toda, que talvez só a paciência de um Roberto Takata poderia revelar.
Minha suspeita é que Dawkins “foi aposentado”, em vez de se aposentar. E que isso tem a ver com os propósitos da cátedra, estipulados aqui, que Dawkins satisfazia em 1995 quando assumiu, mas não satisfazia mais em 2008 quando se aposentou (ou foi aposentado), a saber (grifos em vermelho refletem possíveis conflitos entre a atuação de Dawkins e o propósito original da Cátedra):
The chair is for ‘Public Understanding of Science’, so the holder will be expected to make important contributions to the public understanding of some scientific field rather than study the public’s perception of the same. By ‘public’ we mean the largest possible audience, provided, however, that people who have the power and ability to propagate or oppose the ideas (especially scholars in other sciences and in humanities, engineers, journalists, politicians, professionals, and artists) are not lost in the process.
Here it is useful to distinguish between the roles of scholars and popularisers. The university chair is intended for accomplished scholars who have made original contributions to their field, and who are able to grasp the subject, when necessary, at the highest levels of abstraction. A populariser, on the other hand, focuses mainly on the size of the audience and frequently gets separated from the world of scholarship. Popularisers often write on immediate concerns or even fads. In some cases they seduce less educated audiences by offering a patronizingly oversimplified or exaggerated view of the state of the art or the scientific process itself. This is best seen in hindsight, as we remember the ‘giant brains’ computer books of yesteryear but I suspect many current science books will in time be recognized as having fallen into this category. While the role of populariser may still be valuable, nevertheless it is not one supported by this chair. The public’s expectation of scholars is high, and it is only fitting that we have a high expectation of the public.
Understanding’ in this instance should be taken a little poetically as well as literally. The goal is for the public to appreciate the order and beauty of the abstract and natural worlds which is there, hidden, layer-upon-layer. To share the excitement and awe that scientists feel when confronting the greatest of riddles. To have empathy for the scientists who are humbled by the grandeur of it all. Those in the audience who reach the understanding sufficient to reveal the order and beauty in science will also gain greater insight into the connectedness of science and their everyday life. Finally,’ science’ here means not only the natural and mathematical sciences but also the history of science and the philosophy of science as well. However, preference should be given to specialties which express or achieve their results mainly by symbolic manipulation, such as Particle physics, Molecular biology, Cosmology, Genetics, Computer science, Linguistics, Brain research, and, of course Mathematics.
The reason for this is more than a personal predilection. Symbolic expression enables the highest degree of abstraction and thence the utilization of powerful mathematical and data processing tools ensure tremendous progress. At the same time the very means of success tends to isolate the scientists from the lay audience and prevents the communication of the results. Considering the profoundly vital interdependence between the society at large and the scientific world, the dearth of effective information flow is positively dangerous. In order to accomplish the above goals, the appointees to the chair must have a pedagogical range that goes beyond the traditional university setting. They should be able to communicate effectively with audiences of all kinds and in different media. Above all, they must approach the public with the utmost candour. Naturally, they will interact with political, religious, and other societal forces, but they must not, under any circumstances, let these forces affect the scientific validity of what they say. Conversely, they should be also candid about the limits of scientific knowledge at any given time, and communicate the uncertainties, frustrations, scientifically perplexing phenomena, and even the failures in their area of expertise. Scientific speculation, when so labelled, and when the concept of speculation and its place in the scientific method has been made clear to the audience, can be very exciting. It is a very effective communication tool, and it is by no means discouraged.
Jornalistas cientificos investigativos, cadê vocês? A questão que coloco é: Dawkins se aposentou (aos 68 anos em vez de 70?) ou foi precocemente aposentado para dar lugar a um divulgador com mais “candura” e diálogo com as diferentes extratos da sociedade, inclusive religiosos? Investiguem, por favor!
Em todo caso, acho que preciso esclarecer por que tenho feito alguns posts críticos em relação a Richard Dawkins. Afinal, isso contrasta com minha defesa apaixonada desse autor em artigos anteriores como no “A Perturbadora Persistência do Determinismo Social“. Estes esclarecimento são dirigidos à multidão de meus amigos que elevaram Richard Dawkins a uma espécie de santidade precoce, ou seja, a uma posição que não pode ou deve ser criticada pois “isso seria dar munição aos inimigos da razão e da ciência etc.” Acho que Richard não quer e não merece ser canonizado dessa forma.

Acho que minhas principais críticas a Richard Dawkins são as seguintes (corrijam-me se estiver enganado):

Richard primeiro abandonou a pesquisa científica para se dedicar à divulgação científica, e depois abandonou (praticamente) a divulgação científica pela militancia ateísta. Nenhum reparo a ser feito nessa trajetória, afinal é uma opção de vida dela. O problema é que, já não sendo um cientista atuante, mesmo assim ele tende a se colocar em seus livros como um porta-voz da razão, da ciência e dos cientistas. Ou seja, o público acaba entendendo que Dawkins é o paradigma do cientista atual, é a face pública da ciência. Sua propaganda de que, para apreciar ciência, antes você precisa se tornar ateu, não me parece contribuir para o aumento do apoio à ciência em nossa sociedade. Ou seja, se Dawkins tiver a opção de defender o ateísmo mesmo que isso prejudique a aceitação pública da ciência, ele o fará. Ateismo em primeiro lugar, divulgação científica em segundo lugar e ciência em terceiro lugar, é uma escala de prioridades que não compartilho.

Dawkins iniciou uma “cruzada” anti-religiosa que lembra os hegelianos de esquerda do século XIX (os jovens Marx, Engels, etc). Ou seja, ele ainda não atingiu a compreensão, dos marxistas maduros, de que a religião é mais um sintoma do que uma causa, que a religião dominante em uma dada época e lugar é um reflexo das estruturas sociais daquela época e lugar. Ou seja, ao eleger a questão do ateísmo e da religião como “a grande questão” da atualidade (“A Origem de Todos os Males” etc), o público é distraido de questões muito mais importantes, por exemplo a preservação do ambiente natural e a questão da economia sustentável. Pior ainda, Dawkins aliena os religiosos esclarecidos (sim, eles existem, sim!) de uma possível aliança no combate a males concretos, da distribuição de riqueza à questão ecológica, estes sim problemas preementes e que precisam ser tratados com urgencia e união de todas as forças sociais progressistas.

Em comparação, o biólogo Edward Wilson, com uma carreira científica de maior impacto que Dawkins, e grande divulgador científico, propõe em seu livro The Creation (título habilmente escolhido para atingir certo público) que cientistas e religiososos esclarecidos unissem forças em prol de um bem comum. Da Wikipedia:
Wilson’s views on religion
As summarized by Michael McGoodwin [19]
The predisposition to religious belief is an ineradicable part of human behavior. Mankind has produced 100,000 religions. It is an illusion to think that scientific humanism and learning will dispel religious belief. Men would rather believe than know (…) A kind of Darwinistic survival of the fittest has occurred with religions (…) The ecological principle called Gause’s law holds that competition is maximal between species with identical needs (…) Even submission to secular religions such as Communism and guru cults involve willing subordination of the individual to the group. Religious practices confer biological advantage. The mechanisms of religion include (1) objectification (the reduction of reality to images and definitions that are easily understood and cannot be refuted), (2) commitment through faith (a kind of tribalism enacted through self-surrender), (3) and myth (the narratives that explain the tribe’s favored position on the earth, often incorporating supernatural forces struggling for control, apocalypse, and millennium). The three great religion categories of today are Marxism, traditional religion, and scientific materialism. Though theology is not likely to survive as an independent intellectual discipline, traditional religion will endure for a long time to come and will not be replaced by scientific materialism.
Scientific humanism
Wilson coined the phrase scientific humanism as “the only worldview compatible with science’s growing knowledge of the real world and the laws of nature”. [20] Wilson argues that it is best suited to improve the human condition.
God and religion

On the question of God, Wilson has described his position as provisional deism.[21] He has explained his faith as a trajectory away from traditional beliefs: “I drifted away from the church, not definitively agnostic or atheistic, just Baptist & Christian no more.”[13] Wilson argues that the belief in God and rituals of religion are products of evolution.[22] He argues that they should not be rejected or dismissed, but further investigated by science to better understand their significance to human nature. In his book The Creation, Wilson suggests that scientists “offer the hand of friendship” to religious leaders and build an alliance with them, stating that “Science and religion are two of the most potent forces on Earth and they should come together to save the creation.”[23]
Wilson makes a similar suggestion, and appeal to the religious community, on the lecture circuit. An article on his September 17, 2009 lecture reports, “he said the appeal received a ‘massive reply’ and a covenant has been written. ‘I think that partnership will work to a substantial degree as time goes on,’ Wilson said.”[24]
Wilson appears in the upcoming documentary Behold The Earth, which inquires into America’s “divorce from nature”, and the relationship between the forces of science and religion.

Eu me identifico com essa posição filosófica e estratégica do Wilson (embora não sei se a Terceira Via deva ser considerada “provisional Deism”). Embora Wilson esteja no extremo oposto do meu espectro político (ele é um “conservative”), acho que sua priorização da questão ambiental é correta.

Ou seja, Você Que É Biólogo tem que escolher: Ou Dawkins ou Wilson! Os dois não podem estar corretos ao mesmo tempo, os dois tem posições filosóficas e visões de estratégia de defesa da ciência MUITO distintas, quase antagônicas!

Dawkins ou Wilson? Quem você escolhe como paradigma de biólogo? Sinto muito, mas para mim, como cientista (ver abaixo) e como escritor (ele ganhou dois prêmios Pulitzer!), Wilson é uma ordem de magnitude maior que Dawkins… Ou seja, não estou dizendo para você parar de ler Dawkins, mas sim para se começar a ler Wilson. Você vai gostar!

Awards and honors

  1. Member, National Academy of Sciences, 1969
  2. U.S. National Medal of Science, 1976
  3. Pulitzer Prize for On Human Nature, 1979
  4. Tyler Prize for Environmental Achievement, 1984
  5. ECI Prize, International Ecology Institute, terrestrial ecology, 1987
  6. Crafoord Prize, 1990, a prize awarded by the Royal Swedish Academy of Sciences in certain sciences not covered by the Nobel Prize, and therefore considered the highest award given in the field of ecology
  7. Pulitzer Prize for The Ants (with Bert Hölldobler), 1991
  8. Carl Sagan Award for Public Understanding of Science 1994
  9. Time Magazine‘s 25 Most Influential People in America, 1995
  10. American Humanist Association‘s 1999 Humanist of the Year
  11. Lewis Thomas Prize for Writing about Science, 2000
  12. Nierenberg Prize, 2001
  13. Dauphin Island Sea Lab christened its newest research vessel the R/V E.O. Wilson in 2005.
  14. Addison Emery Verrill Medal from the Peabody Museum of Natural History, 2007
  15. TED Prize 2007 given yearly to honor a maximum of three individuals who have shown that they can, in some way, positively impact life on this planet.
  16. XIX Premi Internacional Catalunya 2007
  17. Member of the World Knowledge Dialogue Honorary Board, and Scientist in Residence for the 2008 symposium organized in Crans-Montana (Switzerland).
  18. Distinguished Lecturer, University of Iowa, 2008-2009

Bibliografia de E. O. Wilson:

  1. The Theory of Island Biogeography, 1967, Princeton University Press (2001 reprint), ISBN 0-691-08836-5, with Robert H. MacArthur
  2. The Insect Societies, 1971, Harvard University Press, ISBN 0-674-45490-1
  3. Sociobiology: The New Synthesis 1975, Harvard University Press, (Twenty-fifth Anniversary Edition, 2000 ISBN 0-674-00089-7)
  4. On Human Nature, 1979, Harvard University Press, ISBN 0-674-01638-6
  5. Genes, Mind and Culture: The coevolutionary process, 1981, Harvard University Press, ISBN 0-674-34475-8
  6. Promethean fire: reflections on the origin of mind, 1983, Harvard University Press, ISBN 0-674-71445-8
  7. Biophilia, 1984, Harvard University Press, ISBN 0-674-07441-6
  8. Success and Dominance in Ecosystems: The Case of the Social Insects, 1990, Inter-Research, ISSN 0932-2205
  9. The Ants, 1990, Harvard University Press, ISBN 0-674-04075-9, Winner of the Pulitzer Prize, with Bert Hölldobler
  10. The Diversity of Life, 1992, Harvard University Press, ISBN 0-674-21298-3, The Diversity of Life: Special Edition, ISBN 0-674-21299-1
  11. The Biophilia Hypothesis, 1993, Shearwater Books, ISBN 1-55963-148-1, with Stephen R. Kellert
  12. Journey to the Ants: A Story of Scientific Exploration, 1994, Harvard University Press, ISBN 0-674-48525-4, with Bert Hölldobler
  13. Naturalist, 1994, Shearwater Books, ISBN 1-55963-288-7
  14. In Search of Nature, 1996, Shearwater Books, ISBN 1-55963-215-1, with Laura Simonds Southworth
  15. Consilience: The Unity of Knowledge, 1998, Knopf, ISBN 0-679-45077-7
  16. The Future of Life, 2002, Knopf, ISBN 0-679-45078-5
  17. Pheidole in the New World: A Dominant, Hyperdiverse Ant Genus, 2003, Harvard University Press, ISBN 0-674-00293-8
  18. From So Simple a Beginning: Darwin’s Four Great Books. 2005, W. W. Norton.
  19. The Creation: An Appeal to Save Life on Earth, September 2006, W. W. Norton & Company, Inc. ISBN 978-0393062175
  20. Nature Revealed: Selected Writings 1949-2006, Johns Hopkins University Press, Baltimore. ISBN 0-8018-8329-6
  21. The Superorganism: The Beauty, Elegance, and Strangeness of Insect Societies, 2009, W.W. Norton & Company, Inc. ISBN 978-0-393-06704-0, with Bert Hölldobler

Barrow e Dawkins

Artigos publicados de John D. Barrow

Artigos publicados de Richard Dawkins

Tentando interpretar melhor a fala de John D. Barrow:

When Selfish Gene author Richard Dawkins challenged physicist John Barrow on his formulation of the constants of nature at last summer’s Templeton-Cambridge Journalism Fellowship lectures, Barrow laughed and said, “You have a problem with these ideas, Richard, because you’re not really a scientist. You’re a biologist.”
Talvez Barrow quisesse dizer que Dawkins já não era um cientista ativo, não estava mais publicando com regularidade em revistas com peer review. Ou seja, Dawkins seria atualmente mais um divulgador de ciência, um escritor, não um cientista profissional. Ora, em termos de publicação científica, acho que Barrow tem razão, como pode ser comprovado pelos gráficos acima da Web of Science.
Fiquei sabendo que Dawkins perdeu recentemente a cátedra de Oxford em “Public Understanding of Science”. Algém sabe por que?
Em termos de publicação científica, temos:
Dawkins:  
Número de papers: N = 20 (por favor, se eu estiver errado, corrijam! Mas cuidado, existem outros R. Dawkins no ISI Web of Science que não são o Richard Dawkins)
Número de citações: C = 1600
Índice de Hirsch: h = 15
Índice de Kinouchi: K = 109 
Comparando com John D. Barrow:
N = 324
C = 8842
h = 52
K = 132
Bom, minha conclusão é que Barrow tem credenciais para falar sobre o que é ciência e ser cientista. Alguém discorda?

Re: Outrageous personal attack on RD by physicist John Barrow

Postby Richard Dawkins » Mon Jul 28, 2008 6:40 pm

Actually, I think we should take Barrow’s remark as nothing more than good-natured banter — of the kind people indulge in when they play up to an alleged rivalry between Oxford and Cambridge. I wouldn’t get too worked up about it. I didn’t at the time.

Richard

PS: Na Wikipedia, constam 30 artigos de Dawkins, mas ainda não tive tempo de verificar se todos estão na ISI Web of Science. Não acredito que os números vão mudar muito. Em particular, o h e o K são muito robustos…

Dawkins e o Beijo de Juliana (II)

Do Beijo de Juliana: Quatro físicos teóricos conversam sobre crianças, ciências da complexidade, biologia, política, religião e futebol…
15/Fevereiro/1999
Caros amigos,
A Pati manda lembranças…
Vocês devem estar se perguntando porque insisto em citar a minha querida cachorra nesses e-mails. Deve estar ficando claro agora… Minha relação de amor e ódio com a Pati exemplifica aquela idéia sobre emergência do amor e da cooperação a partir de motivações egoístas. Não que eu tenha planejado isso tudo. Aconteceu, simplesmente, e só me dei conta do que estava acontecendo nesse final de semana. Talvez meu inconsciente tenha preparado isso: ele é muito mais inteligente que eu…
Em todo caso, está bastante claro agora: em vez de discutir o beijo de Juliana, exemplo que foi escolhido de propósito para provocar vocês, parece ser muito mais produtivo discutir o abanar de rabo da Pati. Além disso, eu já notei que vocês, em especial o Richard por também ter filhos, não conseguem discutir o exemplo da Juliana objetivamente (creio que apenas o Jean consegue pensar nisso com o distanciamento necessário).
Assim, vamos lá. É incrível como a Pati abana o rabo e faz festa para mim, mesmo após eu lhe dar a maior bronca por ter fuçado na lata de lixo, espalhando tudo pelo chão. Ando meio nervoso tentando calcular qual a quantidade de coliformes fecais que estou ingerindo ultimamente, dado que não consigo manter o chão da cozinha limpo, sem pelos ou urina. E, mesmo assim, hoje vou à pracinha com a Pati, e vivo comprando doces para ela. Por que?
Existem vários motivos: a Pati vigia a casa à noite e quando estou fora. E desconfio de que ela talvez seja útil para caçar escorpiões… Os vizinhos aqui da rua dizem que existem muitos, devido aos terrenos baldios em volta; dizem que onde há baratas, há escorpiões, que as caçam. Bom, baratas é o que não falta aqui em casa…
Enquanto me mostrava um belo exemplar de escorpião amarelo dentro de um pote de vidro, o vizinho me falou também que os escorpiões costumam se aninhar dentro dos sapatos. É claro que não acredito nessas histórias, mas outro dia fiquei bastante intrigado com a insistência da Pati em entrar dentro do armário e ficar fuçando meus sapatos. Tudo bem, eu reconheço que não encontrei escorpião algum, e que provavelmente a Pati queria apenas roer meus sapatos…
Mas esses motivos iniciais de natureza egoísta (“Eu compro Pedigree pra você e você fica de olho nos escorpiões, ok?”) que formam a base de todo mutualismo, vão pouco a pouco gerando motivos menos e menos egoístas. Companhia na solidão, a diversão mútua com as brincadeiras (o Pitchuco é engraçadinho…), o aprendizado mútuo e… o carinho: o que a Pati mais gosta é colocar a cabeça no meu colo enquanto leio um livro.
Ou seja, o que estou tentando dizer é que sobre a base forte dos interesses mútuos e do egoísmo, daquele esterco tão fértil, é que nascem as flores da amizade e do amor. São plantas viçosas, reais, não são uma ilusão. Ou vocês acham que o mutualismo simbiótico é uma ilusão? Os liquens serão ilusões???
Talvez eu escute algum de vocês resmungando que estou confundindo a esfera da realidade e dos sentimentos humanos com a esfera biológica. “Simbiose nada tem a ver com amor!” Só posso replicar que aqueles que querem entender o humano sem entender de biologia é que são os verdadeiros iludidos.
Uma coisa a levar em conta é a questão da “consciência do egoísmo”. Uma pessoa que pratica um crime inconscientemente tem alguma culpa? Claro que sei que o abanar de rabo da Pati foi evolucionariamente gerado, assim como o sorriso dos bebês, mas será que ela sabe? É um fato a ser lembrado que os genes, mesmo sendo egoístas, não sabem que o são. As crianças e os cachorros também… Nós, homens, somos os maiores exploradores inconscientes! Quem realmente conhece e detecta o egoísmo são as mulheres (elas têm um módulo cognitivo especialmente evoluído para isso, vem da época em que a gente ia caçar e pescar enquanto elas ficavam cuidando das crianças).
Ou seja, o egoísmo moral (não o egoísmo da Teoria de Jogos) está nos olhos de quem o vê, e na vida cotidiana estamos quase todos cegos. Só é um problema real quando uma das partes não está recebendo o suficiente, uma troca injusta. Quando o mutualismo virou parasitismo. O que é uma linha difícil de ser traçada com precisão, mas que em todo caso precisa ser traçada.
Lembram aquela piada (ou será uma idéia séria?) de que as bactérias são todas fêmeas e que os machos são parasitas que descobriram como injetar seu DNA e deixar o resto do serviço com elas? Mas isso era um parasitismo ineficiente porque eliminava as hospedeiras: daí apareceu um processo aleatório que fez com que esse processo gerasse apenas uma fração dos parasitas (50% é o máximo?), de modo que isso permitia um relacionamento simbiôntico entre as duas espécies (embora eu não entenda o que as fêmeas ganharam com isso…).
Assim, tenham cautela com pessoas que não gostam de crianças ou animais.Tais pessoas não sabem o que é transformar o egoísmo em amor, criar o amor a partir do egoísmo. Na sua decepção na busca do amor puro e desinteressado, tornam-se amargas e acabam por parasitar os outros. Busca que estava condenada ao fracasso desde o início, pela biologia, pela teoria de jogos e pelo mito do pecado original (ou “defeito original de fabricação”, o egoísmo).

Dawkins e o Beijo de Juliana


Raphael

Leonardo

Juliana

Mariana

Uma amiga recebeu este recado da filha no Orkut:


Porque eu te αmo αcimα de quαlquer coisα ..
porque você é α
únicα pessoα que eu tenho certezα que so quer o meu bem
eu
prometo de todo o meu corαçαo que nαo vou e mαndαr prα um αzilo quαndo você ficαr velhα ..
sαbe porque ?
porque
eu te αmo , e é prα sempre.

Bom, acho que Dawkins diria que este comportamento representa uma estratégia evolutiva de genes egoístas com bastante sucesso. Se a criança consegue fazer a mãe acreditar que ela a ama, a probabilidade dela ser melhor cuidada e sobreviver aumenta. Crianças que não faziam isso acabaram morrendo. É um comportamento que a Psicologia Evolucionária explica…

Mas essa explicação científica, correta em todos os pontos, deixa alguns de nós chateados, porque gostaríamos de acreditar (ter fé?) no sentimento da criança. Como conciliar a visão científica com a visão tradicional de que crianças podem amar seus pais (às vezes). Ou devemos abandonar qualquer esforço de conciliação e rejeitar ou Dawkins ou o sentimento de nossos filhos?

Este é o tema do livro O Beijo de Juliana, ver aqui também. Acho que eu preciso deixar esse tema mais claro ao longo do livro, que o tema seja o fio condutor da história, como me sugeriu a Suzana Herculano-Houzel. Na próxima versão, tentarei fazer isso…

Aliens vivem entre nós?

Outro exemplo de especulação científica, desta vez de Paul Davies. Me pergunto se ela passa pela navalha de Popper. Ela faz predições testáveis? Sim. Ela é científica? Acho que sim. Ela foi testada? Sim, mas não exaustivamente. Ela foi refutada? Sim, até agora sim, mas isso não significa muita coisa…
Mas tenho um reparo à manchete: se a vida sombria existe (eu chamaria de vida escura, em paralelo à matéria e energia escura), ela é tão terrena quanto a biosfera normal, ou seja, não é alienígena.
Do blog HypeScience:
Alienígenas podem estar vivendo aqui, na nossa Terra de acordo com um professor da Universidade Estadual do Arizona (EUA). Segundo Paul Davies, nosso planeta pode abrigar algumas formas de vida estranhas – que não vivem da maneira com a qual estamos acostumados. Essas criaturas representariam um novo conceito de existência biológica.

A “shadow life”, como os cientistas a chamam (algo como vida sombria), pode estar escondida em lagos de arsênico tóxico ou, até mesmo, no fundo dos oceanos. Davies, em uma conferência, pediu à comunidade científica a realização de uma expedição na Terra, para analisar ambientes hostis e procurar novas formas de vida.

Segundo o professor, essas criaturas podem estar até mesmo na mesma sala que nós – não as vemos porque não as reconhecemos ainda. “Não precisamos ir até outros planetas para encontrar formas de vida estranhas” declarou Davies.

“É razoável a idéia de uma biosfera sombria aqui, na Terra. Só que ninguém se deu ao trabalho, ainda, de procurar. O porquê eu não sei. Os custos seriam inferiores àqueles que gastamos procurando por extraterrestres” argumenta o professor.

O simpósio no qual Paul Davies apresentou suas idéias era voltado à idéia de que a vida na Terra pode “ter evoluído mais de uma vez”.

Os descendentes dessa segunda gênese podem viver entre nós até hoje – não os conhecemos pois vivem em uma biosfera diferente da nossa, inacessível, pois nossos processos biométricos seriam muito distintos.

Até mesmo nossos microscópios seriam incapazes de detectar essas formas, já que os aparelhos estão configurados para perceber seres “normais”.

Há duas possibilidades na teoria da vida sombria: ou ela está isolada em nichos além do nosso alcance, desertos, lagos salgados, lagos de arsênico, etc. Temos uma lista enorme de lugares em que eles podem estar localizados.

A outra possibilidade é que a vida sombria está a nossa volta, convivendo conosco. Nesse caso seria extremamente difícil detectá-la, já que teríamos que separá-la completamente do resto do ambiente.

A descoberta de uma forma de vida alternativa seria a prova de que criaturas podem surgir fora dos moldes que conhecemos. Se a vida sombria for detectada, significa que a gênese ocorreu duas vezes, de formas distintas, no mesmo lugar, na Terra. Daí para a verdadeira vida alienígena é um pulo.

Se admitirmos que possam existir organismos que sobrevivam em condições adversas para as formas de vida baseada em carbono, as possibilidades de planetas que poderiam ser povoados de civilizações e espécies desconhecidas aumentam incrivelmente.

Francis Collins deve ser destituido do NIH?


Freethinker Sunday Sermonette: is Francis Collins, The Discovery Institute’s biggest fear?

Category: Freethinker SermonettesNIH
Posted on: May 31, 2009 6:46 AM, by revere

In the view of New Scientist journalist Amanda Gefter, The Discovery Institute, high priests of Creationism as an allegedly rational enterprise, aren’t really worried about Richard Dawkins. Presumably he’s just a great fund raising device for them. The one who really scares the BeJesus out of them is biologist Francis Collins, the evangelical Christian rumored to be Obama’s choice as next Director of NIH:

The Discovery Institute – the Seattle-based headquarters of the intelligent design movement – has just launched a new website, Faith and Evolution, which asks, can one be a Christian and accept evolution? The answer, as far as the Discovery Institute is concerned, is a resounding: No.

The new website appears to be a response to the recent launch of the BioLogos Foundation, the brainchild of geneticist Francis Collins, former head of the Human Genome Project and rumoured Obama appointee-to-be for head of the National Institutes of Health. Along with “a team of scientists who believe in God” and some cash from the Templeton Foundation, Collins, an evangelical Christian who is also a staunch proponent of evolution, is on a crusade to convince believers that faith and science need not be at odds. He is promoting “theistic evolution” – the belief that God (the prayer-listening, proactive, personal God of Christianity) chose to create life by way of evolution. (Amanda Gefter,New Scientist)

Gefter believes the Collins alternative has forced The Discovery Institute to admit their real motive is religious, not scientific. And she may be right. She’s followed this closely for some time and interviewed many of the main figures, including last year’s winner of The Templeton Prize, given for “Progress toward Research or Discoveries about Spiritual Realities.” In a review of a book debunking the kind of “quantum spirituality” espoused by Collins she showed herself appropriately skeptical and her take on The Discovery Institute’s new tack is not a defense of Collin’s brand of fuzzy thinking. She almost sounds amused:

Watching the intellectual feud between the Discovery Institute and BioLogos is a bit like watching a race in which both competitors are running full speed in the opposite direction of the finish line. It’s a notable contest, but I don’t see how either is going to come out the winner.

Still, Gefter makes it clear she is as concerned as the creationists about the siren chant of the Collins crowd. And the idea that Francis Collins is likely the next head of NIH sends chills down the spine of some science bloggers. But I’m not one of them. The subject came up a few nights ago during a dinner with some colleagues. These were highly accomplished senior scientists, all successful in competing for millions of dollars of NIH grants over many years (which is how we found ourselves at dinner together). Between us we knew most of the recent NIH Directors and many individual Institute directors. I doubt there was a Believer in the bunch. Yet most of us weren’t deeply worried about the possibility of a Collins regime at NIH. We’ve all watched him for a long time and it hasn’t seemed to any of us his religious views were anything but a personal peccadillo, like an enthusiasm for caving or bicycling. That’s not to say we thought his religious views were benign. Promoting superstition is not something any of us thought was a virtue. But judging from past performance, what he does or promotes in his off hours isn’t likely to affect NIH policy, which is a separate issue. To the extent his status as NIH Director lends credence to his religious views, this is an issue for science. But it is likely to be an even bigger issue for creationists.

Sobre o “criacionismo” de Marina Silva


extremophile disse…

Outra entrevista da Marina da Silva com um criacionista. Tenho a leve impressão que ela quer deixar as coisas propositalmente ambiguas para não perder votos de qualquer lado.

Dá para interpretar o que ela disse como tanto quanto criacionista, como evolucionista, mas teísta a la Francis Collins, naquelas colocações mais descuidadas que os criacionistas adoram colocar como embasamento à crença das espécies sendo criadas pela terra por comando divino e etc.

Prezado Amigo dos Extremos,

Me parece que a entrevista que está no YOUTUBE é um recorte desta entrevista, não existem duas entrevistas à criacionistas.

Seria muito interessante descobrir (talvez no site do tal encontro) qual o titulo da palestra de Marina Silva. Eu aposto um kit Colorado que tem a ver com a defesa do meio ambiente e não é uma palestra criacionista. Ou seja, ela foi convidada e não quis perder a oportunidade de divulgar suas idéias.

Devemos evitar a falácia do “pecado por associação”, ou seja, se A estava no mesmo local que B, então A acredita nas mesmas coisas de B. Me parece que a posição de Marina caminha repidamente para o Teismo Evolucionário de Francis Collins (que não é defensável cientificamente – Marina reconhece isso) mas é defensável filosoficamente. Então ela se viu em uma saia justa: não queria confrontar o entrevistador – que é claramente criacionista – mas queria marcar posição. Acho que fica claro para quem não tem viés político que:

1. Ela não defende ensino do criacionismo em escolas públicas. Ela está respondendo à pergunta específica do entrevistador sobre a posição da Veja referente ao ensino criacionista dentro das escolas adventistas (outras escolas confessionais não adotam essa política).

2. Ela faz questão de marcar a posição de que neste caso específico das escolas adventistas elas deveriam dar um ensino plural – não no sentido de acrescentar o criacionismo ao evolucionismo mas no sentido de acrescentar o evolucionismo ao ensino criacionista. Ela foi esperta, usou a “defesa do pluralismo” (um slogan criacionista) para voltar contra si mesmo, defendendo que o criacionismo não pode ser ensinado de forma única, sem concorrência, dentro das escolas adventistas.

3. Note que ela nunca usa a palavra criacionista, a fim de escapar do direcionamento que o entrevistador quer dar à entrevista – provavelmente ele queria uma declaração da ministra em favor do criacionismo, mas ela frisa a diferença entre acreditar num Deus criador (cujo mecanismo de criação está em aberto e pode ser a evolução) e o movimento criacionista strictu sensu, que é fixista e nega a evolução (Lineus, ver abaixo).

4. Toda a enfase que ela quer dar à entrevista é sobre a responsabilidade que os cristãos deveriam ter com o meio ambiente, e o fato de que a comunidade cristã tem sido relapsa nessa tarefa por causa de interpretações limitadas da Bíblia. Ela usa a linguagem bíblica porque é a adequada para o público evangélico (e com sua formação religiosa, ela tem capacidade de atingir esse público em prol das causas ambientais). Se ela estivesse em um congresso de ecologia, ela usaria a linguagem científica, e se ela estivesse num congresso do PT, provavelmente citaria as afirmativas de Engels em defesa do meio ambiente. É uma questão de framing do público, de comunicação social.

Espero que o Bento, o João e o Dedalus considerem que minha interpretação não é forçada mas sim baseada em um contexto: eu conheço a Teologia da Libertação (sim, li todos os livros do Leonardo Boff antes dele virar New Age), conheço o embate político violento, briga de foice mesmo, que existe entre os cristãos progressistas e os tradicionalistas, conheço a linha de Marina Silva dentro do PT. É diferente de fazer uma interpretação tendo apenas as imagens do vídeo, sem o contexto político e religioso em torno, e com o viés de que todo religioso é um incapacitado mental.

Então eu acho que a principal tarefa a ser determinada agora é se Marina Silva, hoje, é adepta do Teísmo Evolucionista. Daí fica a questão se Francis Collins pode ser legitimamente chefe do NIH (ver aqui e aqui), pois se ele pode, então acho que Marina pode ser presidente…

Uma coisa interessante que aprendi sobre o creacionismo neste blog de biologia:

Modern narratives of the history of evolutionary biology take place against the background of species fixism. The story goes like this: The historical discovery of evolution was the overthrow of species fixism. From ancient days, Western intellectuals had conceived of a stable and unchanging world that had been created by God in pretty much the condition it now exists. Beginning in the early seventeenth century, traditional beliefs were shaken by a series of challenges to the world’s constancy and stability … [e.g., Copernican cosmology, geological process]. In this narrative, the fixity of species was the last vestige of the stable and unchanging world of the ancients…. Darwin’s job was like that of Copernicus — the overthrow of an ancient belief in stability.

That’s the story, but it’s not true. The Western tradition was indeed centered on an unchanging world but the fixity of species was not a part of that world. It became widely accepted for the first time both among naturalists an theologians during the eighteenth century, only about a century before Darwin (Zirkle 1951:48-49; Zirkle 1959:642). Carl Linnaeus is widely known for his unequivocal statements of species fiexism and special creationism. It is less widely recognized that Linnaeus was one of the innovators of fixism. Prior to Linnaeus and his botanical colleagues, beliefs in transmutation and spontaneous generation were extremely widespread (Amundson 2005:34-35, emphasis in original).

Isso eu não sabia. Então, o problema do criacionismo fixista não é que ele não é (foi) uma teoria científica (seu “criador” Lineus era um cientista), mas sim que é uma teoria científica ultrapassada, morta – um programa de pesquisa degenerativo, na classificação de Lakatos -assim como a teoria do flogisto, do calórico, do éter luminífero e da cosmologia de estado estacionário.

Pode-se citá-lo em aulas de ciência como exemplo histórico em contraposição com as visões atuais, explicando porque foi superado. Nas minhas aulas de termodinâmica eu falo sobre a teoria do calórico (e de como Fourier deduziu corretamente a equação de difusão do calor usando a teoria, embora hoje ela esteja ultrapassada). Não acredito que isso me faça um Calorista.

Por falar nisto, uma declaração pública de fé: EU NÃO SOU ADEPTO DO TEÍSMO EVOLUCIONÁRIO (muito menos do DI ou Criacionismo fixista, claro!). A menos que DEUS e ACASO sejam diferentes nomes para o mesmo (misterioso) princípio criador.

Pássaros geek

Estou fazendo uma maratona da primeira temporada de Big Bang Theory (nos intervalos de descanso enquanto estudo Física Estatística para o concurso de livre-docência).

Acho que o nerd (“geek sem namorada”) é realmente um paradoxo evolucionário. Por exemplo, Nietzsche era claramente um nerd (apanhava dos coleguinhas na escola, enfurnava-se em livros etc.). Enquanto super-homem Nietzschiano, seu fitness biológico foi zero (não apenas não teve filhos como sequer conseguiu namorar as mulheres de quem gostou).

Mas nem tudo está perdido. Pelo menos em uma espécie a seleção sexual favorece os mais inteligentes… Embora eu ache que esse pássaros são inteligentes e bonitos ao mesmo tempo!

Pássaros inteligentes atraem mais fêmeas, diz estudo

da BBC Brasil

Pássaros-cetim que se mostram mais inteligentes atraem um número maior de parceiras, segundo um estudo da Universidade de Maryland publicado pela revista científica “Animal Behaviour”.

Os pesquisadores aplicaram uma série de testes cognitivos a machos da espécie para avaliar sua capacidade de resolução de problemas.

Os pássaros que tiveram melhor desempenho também foram os que procriaram com mais fêmeas, em comparação com os pássaros menos inteligentes.

(…)

O cientista espera que o estudo levante a discussão sobre como a seleção sexual pode influenciar a evolução cognitiva.

“Normalmente, quando a evolução do cérebro é discutida, a gente supõe que deve ter sido um tipo de seleção natural, como melhor desempenho em procurar comida ou se integrar em grupos sociais”, diz o cientista.

“Mas nós não podemos ignorar que, a menos que um macho consiga se reproduzir com uma fêmea, ele não vai passar seus genes adiante. Se o animal carrega algo tão grande e valioso como um cérebro, por que não usá-lo para aumentar suas chances de procriar?”

Extinção na Blogosfera

O blog Visões da Vida do Reinaldo Lopes no G1 foi extinto, ou talvez sofra uma reencarnação na Folha. Reinaldo escolheu o tema “O Último Neanderthal” como último post. Isso me deu a idéia de analisar as taxas de extinção dos blogs científicos, a porcentagem de blogs ainda ativos, as taxas de criação de novos blogs por trimestre etc. Acho que já temos material suficiente no ABC para esta análise.

Despedida do Reinaldo:


Esta é a minha última coluna aqui no G1. Gostaria de agradecer à direção do site pelo estímulo e apoio a este espaço ao longo dos últimos três anos. E, em especial, gostaria de agradecer a todos os leitores que aqui compareceram com elogios, brincadeiras ou até impropérios. Estou deixando o G1 para me integrar à editoria de Ciência da Folha de S.Paulo. Quem estiver interessado em acompanhar este repórter pode me adicionar no Twitter, usando o link abaixo, ou escrever para [email protected] E lembrem-se: o Visões da Vida está prestes a virar livro, com o título “Além de Darwin”, no próximo mês. Espero a todos no lançamento.

Meu último comentário lá:
Aguardamos você lá! Seria interessante ter um blog e a seção Ciência da Fé naquele espaço…
Gosto da teoria de que a diferença entre os Neandertais e os humanos modernos foi a relação mutualistica com cães. Isso é testável? Quando os cachorros foram domesticados? Os Neandertais tinham cachorros domésticos? Daria para testar isso procurando ossos dos bichos nos sítios que habitavam.


Update: Da
Wikipedia:

There is a great deal of controversy surrounding the evolutionary framework for the domestication of dogs.[3] Although it is widely claimed that “man domesticated the wolf,”[25] man may not have taken such a proactive role in the process.[3] The nature of the interaction between man and wolf that led to domestication is unknown and controversial. At least three early species of the Homo genus began spreading out of Africa roughly 400,000 years ago, and thus lived for a considerable period in contact with canine species. Despite this, there is no evidence of any adaptation of canine species to the presence of the close relatives of modern man. If dogs were domesticated, as believed, roughly 15,000 years ago, the event (or events) would have coincided with a large expansion in human territory and the development of agriculture.
DNA studies have provided a wider range of possible divergence dates, from 15,000 to 40,000 years ago,[20] to as much as 100,000 to 140,000 years ago.[23]
Archaeological evidence plays a large role in this debate. In 2008, a team of international scientists released findings from an excavation at Goyet Cave in Belgium declaring that a large, toothy canine existed 31,700 years ago and ate a diet of horse, musk ox and reindeer.[22] Prior to this Belgium discovery, the earliest dog fossils were two large skulls from Russia and a mandible from Germany, that dated from roughly 14,000 years ago.[3][20] Remains of smaller dogs from Natufian cave deposits in the Middle East have been dated to around 10,000 to 12,000 years ago.[20] There is a great deal of archaeological evidence for dogs throughout Europe and Asia around this period and through the next two thousand years (roughly 8,000 to 10,000 years ago), with fossils uncovered in Germany, the French Alps, and Iraq, and cave paintings in Turkey.[3]

Físicos brasileiros publicam sobre biologia na Nature

Um belo exemplo de porque os físicos são importantes para a Biologia (basicamente porque os biólogos são muito conservadores e os físicos são mais cool e aventureiros).
Da Revista FAPESP, via blog SEMRUMO, via Anel de Blogs Científicos (sim, um caminho tortuoso – eu recebo a Revista FAPESP mas não tinha lido isso):

Especiação sem barreiras

Trabalhando com simulações em modelos matemáticos, um grupo de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos acaba de propor um mecanismo de formação de novas espécies biológicas que não envolve barreiras físicas ou isolamento geográfico. O estudo foi publicado na edição do último dia 16/7 da revista Nature.

De acordo com o primeiro autor do artigo, o professor Marcus Aloizio Martinez de Aguiar, do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mecanismo mais conhecido de formação de novas espécies biológicas é a chamada especiação geográfica: barreiras ecológicas impedem a troca de genes entre indivíduos de uma mesma população que, ao longo do tempo e submetidos a distintas pressões de seleção natural, acabam por gerar espécies diferentes.

Evolução sem seleção natural

Segundo ele, a principal contribuição do novo estudo é ter sugerido um mecanismo de especiação que prescinde das barreiras espaciais e da seleção natural, mas cujos resultados são compatíveis com os padrões de abundância de espécies observadas na natureza.

“O número de espécies existentes atualmente é muito grande – cerca de 100 milhões -, o que indica que a especiação é a regra e não uma exceção. Portanto, os mecanismos de especiação devem ser muito simples, embora sua compreensão não seja trivial. Um deles, sem dúvida, é o processo de isolamento geográfico, mas é improvável que seja o único. Nosso estudo aponta para a existência de um mecanismo diferente, em consonância com as observações experimentais”, disse Aguiar à Agência FAPESP.

O artigo foi publicado pelo físico e colegas das universidades de Boston e do Arizona e do New England Complex Systems Institute, nos Estados Unidos.

Segundo Aguiar, uma das hipóteses aceitas para explicar a diferenciação das espécies com mecanismo de especiação geográfica é o avanço das geleiras nas eras glaciais, que formavam barreiras e isolavam grupos de animais por longos períodos.

“Mas alguns estudos confirmaram casos, como o da formação de certas espécies de aves, que não tinham correlação com a glaciação, sugerindo que deveria haver outros mecanismos. Aparentemente, o isolamento geográfico não dá conta de observar toda a variedade de espécies observada na natureza”, apontou.

Não são as barreiras, mas a distância, o que importa

Utilizando modelos matemáticos, os pesquisadores simularam populações de indivíduos idênticos distribuídos no espaço de forma a permitir a reprodução entre aqueles que não estivessem muito distantes uns dos outros. Mas, a partir de certa distância, essa reprodução não ocorria.

“Conseguimos determinar que existe uma distância crítica para que um indivíduo escolha um parceiro para a reprodução, mesmo sem a existência de barreiras. O tamanho dessa vizinhança onde as escolhas são feitas foi um dos parâmetros do modelo”, explicou Aguiar.

Além do fator relacionado à distância, o estudo determinou também que a reprodução só ocorre quando os indivíduos têm um certo grau de semelhança genética.

“Além da distância espacial, há também uma distância genética crítica. O que mostramos é que, se a distância espacial ou genética for muito grande, não há formação de novas espécies. Existe uma região de parâmetros na qual a especiação ocorre e uma outra na qual não ocorre”, disse.

Congestionamento natural

No modelo desenvolvido, cada vez que a especiação ocorria os cientistas analisavam quantas espécies eram formadas e quantos indivíduos apareciam em cada espécie.

“Esses padrões de números de indivíduos e de espécies são mais ou menos universais. As análises estatísticas dessas quantidades se mostraram bastante compatíveis com o que é observado na natureza. Esse foi um dos pontos fortes do estudo”, disse Aguiar.

Segundo ele, o mecanismo de especiação proposto, que não envolve o processo de seleção natural, é conhecido como mecanismo neutro. “Trata-se de uma formação espontânea de espécies, sem nenhuma pressão seletiva. É um processo natural que aparece simplesmente por conta de uma formação de padrões”, disse.

O surgimento de espécies sem barreiras físicas específicas, segundo o estudo, pode ser comparado aos pesados fluxos de tráfego de veículos, que podem formar engarrafamentos mesmo em casos isentos de acidentes ou barreiras.

O artigo Global patterns of speciation and diversity, de Marcus Aguiar e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com


Fonte: Agência Fapesp, artigo de Fábio Castro

Sobre cooperação e competição


A noção de se usar ecossistemas como uma metáfora para sistemas econômicos pode parecer bizarra. Afinal, a companhia ideal tem sido há muito pensada como uma máquina suavemente funcionando e sendo conduzida à objetivos específicos sob a direção de um onisciente, onipotente funcionário executivo chefe (CEO). A metáfora de companhias como espécies – alimentando-se do dinheiro dos consumidores e interagindo como em um ecossistema – traz algumas mudanças importantes. Primeiro, CEOs terão que se acostumar a pensar suas companhias não como máquinas mas mais como organismos vivendo em comunidades, o que muda a natureza de suas visões econômicas. Segundo, CEOs terão que perceber que têm muito menos controle sobre o destino de suas companhias do que gostariam de acreditar.

Esta mudançaa no modo que líderes de negócios vêm seu mundo leva a um paralelo notável com mudanças recentes no pensamento dos ecologistas. Basicamente, é um afastamento da visão que encara o mundo como simples, previsível e rumando para o equilíbrio; é um reconhecimento que o mundo é complexo, imprevisível e está longe do equilíbrio. É também uma superação da visão de que a competição cabeça-a-cabeça é a forçaa fundamental que dá forma às comunidades ecológicas e de negócios. A maioria dos negócios têm sucesso se outros também são bem sucedidos. Competição é parte do quadro, é claro, mas longe de ser a única parte. Cooperação e construção de redes mutuamente benéficas são importantes também. Bradenburger e Nalebuff descrevem esta estratégia conjunta com o termo co-opetição, o qual é também o título de seu livro [Lewin, Complexidade, 1997].

Antes de Darwin, o que era enfatizado por seus seguidores atuais era precisamente o funcionamento cooperativo harmonioso da natureza orgânica, como o reino vegetal fornece aos animais alimento e oxigˆenio, e animais suprem plantas com adubo, amônia e ácido carbônico. Mas logo depois que as teorias de Darwin foram geralmente aceitas, essa mesma gente mudou de rumo e começou a ver em todo lugar nada mais que competição. Ambas as visões são justificadas dentro de certos limites, porém ambas são igualmente unilaterais e estreitas.

A interacão de corpos na natureza não-vivente inclui ambos harmonia e choques; em seres vivos, tanto cooperação consciente e inconsciente como consciente e inconsciente competição. Por conseguinte, no que respeita à Natureza, não é aceitável arvorar apenas a bandeira unilateral da luta. É também inteiramente pueril pretender resumir toda a múltipla riqueza da evolução histórica e complexidade na magra e unilateral frase ‘luta pela existência’ (Engels, Dialética da Natureza).

A precursor of the sciences of complexity in the XIX century

Osame Kinouchi
(Submitted on 14 Oct 2001)

The sciences of complexity present some recurrent themes: the emergence of qualitatively new behaviors in dissipative systems out of equilibrium, the aparent tendency of complex system to lie at the border of phase transitions and bifurcation points, a historical dynamics which present punctuated equilibrium, a tentative of complementing Darwinian evolution with certain ideas of progress (understood as increase of computational power) etc. Such themes, indeed, belong to a long scientific and philosophical tradiction and, curiously, appear already in the work of Frederick Engels at the 70’s of the XIX century. So, the apparent novelity of the sciences of complexity seems to be not situated in its fundamental ideas, but in the use of mathematical and computational models for illustrate, test and develop such ideas. Since politicians as the candidate Al Gore recently declared that the sciences of complexity have influenced strongly their worldview, perhaps it could be interesting to know better the ideas and the ideology related to the notion of complex adaptive systems.

Comments: 28 pages, no figures, in Portuguese
Subjects: Popular Physics (physics.pop-ph); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:physics/0110041v1 [physics.pop-ph]