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Desafio aos físicos céticos: Bolão dos Neutrinos

OK, OK, acho que ganhei o ultimo bolao dos neutrinos, dado que em poucos dias o ArXiv recebeu mais de trinta papers sobre os neutrinos superluminais.

Então lanço um novo desafio aos meus amigos físicos céticos.

Bolão de R$ 100 reais, basta assinar nos comentários para participar.

Duas opções:

A. De 01 de novembro a 21 de dezembro haverá mais papers no ArXiv com a opinião de que os resultados do OPERA refletem física nova, ou melhor, envolverão a frase: Caso os resultados do OPERA se confirmem, a minha ideia é que isso se deve a tal e tal fisica nova não convencional, envolvendo quebra de simetria de Lorentz.

B. Nesse período, a maios parte dos artigos tentará explicar os resultados como erro metodológico do OPERA.

C. Nesse período, a maior parte dos papers  tentará compatibilizar, usando idéias próprias dos autores, os resultados do OPERA com a Relatividade, em vez de assumir quebra de invariância de Lorentz (estão excluídos aqui os papers do item B, ou seja, tentarão explicar as medidas, assumidas como corretas, usando-se diversas ideias que não erros sistemáticos do OPERA).

Bom, a minha aposta é no item A.

Eu vou também chutar aqui uma ideia (que não é minha): Devido as interações das partículas com o vácuo quântico, cada tipo de partícula tem uma velocidade limite c_i, por exemplo c_gamma = c,  c_proton, c_eletron, c_neutrino etc, todas muito proximas mas nao exatamente iguais.

Dai fica a pergunta: quais sao as evidencias e experimentos que realmente constrangem |c-c_i| < epsilon_i, e quanto vale epsilon_i experimentalmente para cada partícula? Putz, acho que essa ideia dá um paper!

Sim, eu sei que isso é anátema e heresia para os relativistas. A física teórica perderia sua beleza, não poderíamos mais fazer c =1 nas nossas equações etc. OK, OK, sim… é isso que se chama de “quebra de paradigma” na epistemologia de Thomas Kunh…  E percebem porque foi tão difícil para o pessoal abandonar o conceito de éter e a visão newtoniana (que tinha durado 300 anos!).

Se idéias extraordinárias precisam de evidências extraordinárias, então a Relatividade Geral só deveria ter sido aceita em 1960, por que as evidências anteriores (especialmente as do desvio da luz estelar perto do Sol) não eram nada extraordinárias, mas sim cheias de erros e ruído…