Home // Posts tagged "popular science"

E Se? Usando Ficção Científica e Fantasia para ensinar Física

The New York Times

E se?

Livro ensina física por meio do absurdo

KENNETH CHANG
DO “NEW YORK TIMES”

Cinco anos atrás, quando estava dando uma palestra sobre física a estudantes do Ensino Médio no Massachusetts Institute of Technology, Randall Munroe percebeu que a plateia não estava muito interessada.

Ele estava tentando explicar o que são energia potencial e potência -conceitos que não são complexos, mas difíceis de entender.

Assim, no meio da palestra de três horas, Munroe, mais conhecido por ser o criador da HQ on-line xkcd, resolveu apelar para “Star Wars”.

“Pensei na cena de ‘O Império Contra-ataca’ em que Yoda tira a asa-X do pântano”, comentou.

“A ideia me ocorreu quando eu estava dando a aula.”

No lugar de definições abstratas (um objeto erguido ganha energia potencial porque vai se acelerar quando cair; a potência é o índice de mudança na energia), Munroe fez uma pergunta: quanta energia da Força seria Yoda capaz de produzir?

“Fiz uma versão aproximada do cálculo ali mesmo, na sala de aula, procurando as dimensões da nave na internet e medindo as coisas na cena no projetor, diante dos alunos”, contou. “Todos começaram a prestar atenção.”

Para a maioria das pessoas, a física não é interessante por si só. “As ferramentas só são divertidas quando a coisa com a qual você as utiliza é interessante.”

Os alunos começaram a fazer outras perguntas. “E o final de ‘O Senhor dos Anéis’, quando o olho de Sauron explode, quanta energia há nisso?”

A experiência inspirou Munroe a começar a pedir perguntas semelhantes dos leitores do xkcd.

Ele reuniu esse trabalho, incluindo uma versão dos cálculos que fez sobre Yoda e outros materiais novos, no livro “E se?”, lançado em setembro e que desde então está na lista dos livros de não ficção mais vendidos.

Como afirma sua capa, “E se?” é repleto de “respostas científicas sérias a perguntas hipotéticas absurdas”.

“O livro exercita a imaginação do leitor, e o humor espirituoso de Munroe é encantador”, comentou William Sanford Nye, mais conhecido como “Billy Nye, the Science Guy”. “Ele cria cenários que, por falta de um termo melhor, precisamos descrever como absurdos, mas que são muito instrutivos.”

O que aconteceria se você tentasse rebater uma bola de beisebol lançada a 90% da velocidade da luz? “A resposta é ‘muitas coisas’, e todas acontecem muito rapidamente. Não termina bem para o batedor (nem para o lançador).”

Se todo o mundo mirasse a Lua ao mesmo tempo com um ponteiro de laser, a Lua mudaria de cor? “Não se usássemos ponteiros de laser normais.”

Por quanto tempo um submarino nuclear poderia permanecer em órbita? “O submarino ficaria ótimo, mas seus tripulantes teriam problemas.”

As explicações são acompanhadas pelos mesmos desenhos e o mesmo humor nerd que garantiram a popularidade do xkcd. (O que significa xkcd? “É simplesmente uma palavra para a qual não existe pronúncia fonética”, explica o site do seriado on-line.)

Na época em que era estudante de física na Universidade Christopher Newport, na Virginia, Munroe começou a trabalhar como técnico independente em um projeto de robótica no Centro Langley de Pesquisas, da Nasa, e continuou depois de se formar.

Foi nessa época que ele começou a scanear seus desenhos rabiscados e colocá-los na web.

O contrato com a Nasa terminou em 2006, por decisão mútua das duas partes.

Munroe tornou-se cartunista em tempo integral e se mudou para a região de Boston porque, explicou, queria viver numa cidade maior, com mais coisas de geek para fazer. Em 2012 ele incluiu a parte de “E se?” no site.

Hoje ele recebe milhares de perguntas por semana. Muitas são evidentemente de estudantes à procura de ajuda com sua lição de casa. Outras podem ser respondidas com uma só palavra: “Não”.

“Uma das perguntas que recebi foi: ‘Existe algum equipamento comercial de mergulho que permita a sobrevivência debaixo de lava incandescente?'”, Munroe contou. “Não. Não existe.”

Munroe também gostava de fazer perguntas quando era criança. Na introdução do livro, ele conta que se perguntava se havia mais coisas duras ou moles no mundo. Essa conversa causou impressão tão forte à sua mãe que ela a anotou e guardou.

“Dizem que não existem perguntas estúpidas”, escreve Munroe, 30. “Isso não é verdade, obviamente. Acho que minha pergunta sobre as coisas duras e moles foi bastante estúpida. Mas tentar responder uma pergunta estúpida de modo completo pode levar você a alguns lugares muito interessantes.”

Nosso universo vai congelar como uma cerveja super-resfriada…

SCIENTIFIC METHOD / SCIENCE & EXPLORATION

Finding the Higgs? Good news. Finding its mass? Not so good.

“Fireballs of doom” from a quantum phase change would wipe out present Universe.

by  – Feb 19 2013, 8:55pm HB

A collision in the LHC’s CMS detector.

Ohio State’s Christopher Hill joked he was showing scenes of an impending i-Product launch, and it was easy to believe him: young people were setting up mats in a hallway, ready to spend the night to secure a space in line for the big reveal. Except the date was July 3 and the location was CERN—where the discovery of the Higgs boson would be announced the next day.

It’s clear the LHC worked as intended and has definitively identified a Higgs-like particle. Hill put the chance of the ATLAS detector having registered a statistical fluke at less than 10-11, and he noted that wasn’t even considering the data generated by its partner, the CMS detector. But is it really the one-and-only Higgs and, if so, what does that mean? Hill was part of a panel that discussed those questions at the meeting of the American Association for the Advancement of Science.

As theorist Joe Lykken of Fermilab pointed out, the answers matter. If current results hold up, they indicate the Universe is currently inhabiting what’s called a false quantum vacuum. If it were ever to reach the real one, its existing structures (including us), would go away in what Lykken called “fireballs of doom.”

We’ll look at the less depressing stuff first, shall we?

Zeroing in on the Higgs

Thanks to the Standard Model, we were able to make some very specific predictions about the Higgs. These include the frequency with which it will decay via different pathways: two gamma-rays, two Z bosons (which further decay to four muons), etc. We can also predict the frequency of similar looking events that would occur if there were no Higgs. We can then scan each of the decay pathways (called channels), looking for energies where there is an excess of events, or bump. Bumps have shown up in several channels in roughly the same place in both CMS and ATLAS, which is why we know there’s a new particle.

But we still don’t know precisely what particle it is. The Standard Model Higgs should have a couple of properties: it should be scalar and should have a spin of zero. According to Hill, the new particle is almost certainly scalar; he showed a graph where the alternative, pseudoscalar, was nearly ruled out. Right now, spin is less clearly defined. It’s likely to be zero, but we haven’t yet ruled out a spin of two. So far, so Higgs-like.

The Higgs is the particle form of a quantum field that pervades our Universe (it’s a single quantum of the field), providing other particles with mass. In order to do that, its interactions with other particles vary—particles are heavier if they have stronger interactions with the Higgs. So, teams at CERN are sifting through the LHC data, checking for the strengths of these interactions. So far, with a few exceptions, the new particle is acting like the Higgs, although the error bars on these measurements are rather large.

As we said above, the Higgs is detected in a number of channels and each of them produces an independent estimate of its mass (along with an estimated error). As of the data Hill showed, not all of these estimates had converged on the same value, although they were all consistent within the given errors. These can also be combined mathematically for a single estimate, with each of the two detectors producing a value. So far, these overall estimates are quite close: CMS has the particle at 125.8GeV, Atlas at 125.2GeV. Again, the error bars on these values overlap.

Oops, there goes the Universe

That specific mass may seem fairly trivial—if it were 130GeV, would you care? Lykken made the argument you probably should. But he took some time to build to that.

Lykken pointed out, as the measurements mentioned above get more precise, we may find the Higgs isn’t decaying at precisely the rates we expect it to. This may be because we have some details of the Standard Model wrong. Or, it could be a sign the Higgs is also decaying into some particles we don’t know about—particles that are dark matter candidates would be a prime choice. The behavior of the Higgs might also provide some indication of why there’s such a large excess of matter in the Universe.

But much of Lykken’s talk focused on the mass. As we mentioned above, the Higgs field pervades the entire Universe; the vacuum of space is filled with it. And, with a value for the Higgs mass, we can start looking into the properties of the Higgs filed and thus the vacuum itself. “When we do this calculation,” Lykken said, “we get a nasty surprise.”

It turns out we’re not living in a stable vacuum. Eventually, the Universe will reach a point where the contents of the vacuum are the lowest energy possible, which means it will reach the most stable state possible. The mass of the Higgs tells us we’re not there yet, but are stuck in a metastable state at a somewhat higher energy. That means the Universe will be looking for an excuse to undergo a phase transition and enter the lower state.

What would that transition look like? In Lykken’s words, again, “fireballs of doom will form spontaneously and destroy the Universe.” Since the change would alter the very fabric of the Universe, anything embedded in that fabric—galaxies, planets, us—would be trashed during the transition. When an audience member asked “Are the fireballs of doom like ice-9?” Lykken replied, “They’re even worse than that.”

Lykken offered a couple of reasons for hope. He noted the outcome of these calculations is extremely sensitive to the values involved. Simply shifting the top quark’s mass by two percent to a value that’s still within the error bars of most measurements, would make for a far more stable Universe.

And then there’s supersymmetry. The news for supersymmetry out of the LHC has generally been negative, as various models with low-mass particles have been ruled out by the existing data (we’ll have more on that shortly). But supersymmetry actually predicts five Higgs particles. (Lykken noted this by showing a slide with five different photos of Higgs taken at various points in his career, in which he was “differing in mass and other properties, as happens to all of us.”) So, when the LHC starts up at higher energies in a couple of years, we’ll actually be looking for additional, heavier versions of the Higgs.

If those are found, then the destruction of our Universe would be permanently put on hold. “If you don’t like that fate of the Universe,” Lykken said, “root for supersymmetry”

Planetas extra-solares, Kepler 62 e o Paradoxo de Fermi local

Conforme aumentam o número de planetas extra-solares descobertos, também aumentamos vínculos sobre as previsões do modelo de percolação galática (Paradoxo de Fermi Local).
A previsão é que, se assumirmos que Biosferas Meméticas (Biosferas culturais ou Tecnosferas) são um resultado provável de Biosferas Genéticas, então devemos estar dentro de uma região com pucos planetas habitáveis. Pois se existirem planetas habitados (por seres inteligentes) por perto, com grande probabilidade eles são bem mais avançados do que nós, e já teriam nos colonizado.
Como isso ainda não ocorreu (a menos que se acredite nas teorias de conspiração dos ufólogos e nas teorias de Jesus ET, deuses astronautas etc.), segue que quanto mais os astronomos obtiverem dados, mais ficará evidente que nosso sistema solar é uma anomalia dentro de nossa vizinhança cósmica (1000 anos-luz?), ou seja, não podemos assumir o Princípio Copernicano em relação ao sistema solar: nosso sistema solar não é tipico em nossa vizinhança.  Bom, pelo menos, essa conclusão está batendo com os dados coletados até hoje…
Assim, é possível fazer a previsão de que uma maior análise dos planetas Kepler 62-e e Kepler 62-f revelará que eles não possuem uma atmosfera com oxigênio ou metano, sinais de um planeta com biosfera.

Persistence solves Fermi Paradox but challenges SETI projects

Osame Kinouchi (DFM-FFCLRP-Usp)
(Submitted on 8 Dec 2001)

Persistence phenomena in colonization processes could explain the negative results of SETI search preserving the possibility of a galactic civilization. However, persistence phenomena also indicates that search of technological civilizations in stars in the neighbourhood of Sun is a misdirected SETI strategy. This last conclusion is also suggested by a weaker form of the Fermi paradox. A simple model of a branching colonization which includes emergence, decay and branching of civilizations is proposed. The model could also be used in the context of ant nests diffusion.

03/05/2013 – 03h10

Possibilidade de vida não se resume a planetas similares à Terra, diz estudo

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com as diferentes composições, massas e órbitas possíveis para os planetas fora do Sistema Solar, a vida talvez não esteja limitada a mundos similares à Terra em órbitas equivalentes à terrestre.

Editoria de arte/Folhapress

Essa é uma das conclusões apresentada por Sara Seager, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA, em artigo de revisão publicado no periódico “Science“, com base na análise estatística dos cerca de 900 mundos já detectados ao redor de mais de 400 estrelas.

Seager destaca a possível existência de planetas cuja atmosfera seria tão densa a ponto de preservar água líquida na superfície mesmo a temperaturas bem mais baixas que a terrestre. Read more [+]

Historiadores da Ciência rejeitam a tese de conflito entre Ciência e Religião

Mais material para o meu livro sobre Ateísmo 3.0

Conflict thesis

From Wikipedia, the free encyclopedia
For a socio-historical theory with a similar name, see Conflict theory.

Conflict: Galileo before the Holy Office, byJoseph-Nicolas Robert-Fleury, a 19th century depiction of the Galileo Affair, religion suppressing heliocentric science.

The conflict thesis is the proposition that there is an intrinsic intellectual conflict between religion and science and that the relationship between religion and science inevitably leads to public hostility. The thesis, refined beyond its most simplistic original forms, remains generally popular. However, historians of science no longer support it.[1][2][3][4]

Contents

Read more [+]

Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Seleção Artificial Cosmológica: primeiras referências

Tive a mesma ideia em 1995, mas não publiquei. Sexta feira passada, achei numa pasta abandonada os escritos que estão digitalizados aqui.  Por um erro de memória, confundi Lee Smolin (em inglês e mais completo aqui) com Sidney Coleman.

Meduso-anthropic principle

The meduso-anthropic principle is a quasi-organic universe theory originally proposed by mathematician and quantum gravity scholar Louis Crane in 1994.

Contents

[hide]

Universes and black holes as potential life cycle partners

Crane’s MAP is a variant of the hypothesis of cosmological natural selection (fecund universes), originally proposed by cosmologist Lee Smolin (1992). It is perhaps the first published hypothesis of cosmological natural selection with intelligence (CNS-I), where intelligence plays some proposed functional role in universe reproduction. It is also an interpretation of the anthropic principle (fine-tuning problem). The MAP suggests the development and life cycle of the universe is similar to that of Corals and Jellyfish, in which dynamic Medusa are analogs for universal intelligence, in co-evolution and co-development with sessile Polyp generations, which are analogs for both black-holes and universes. In the proposed life cycle, the Universe develops intelligent life and intelligent life produces new baby universes. Crane further speculates that our universe may also exist as a black hole in a parallel universe, and extraterrestrial life there may have created that black hole.

Crane’s work was published in 1994 as a preprint on arXiv.org. In 1995, in an an article in QJRAS, emeritus cosmologist Edward Harrison (1919-2007) independently proposed that the purpose of intelligent life is to produce successor universes, in a process driven by natural selection at the universal scale. Harrison’s work was apparently the first CNS-I hypothesis to be published in a peer-reviewed journal.

Why future civilizations might create black holes

Crane speculates that successful industrial civilizations will eventually create black holes, perhaps for scientific research, for energy production, or for waste disposal. After the hydrogen of the universe is exhausted civilizations may need to create black holes in order to survive and give their descendants the chance to survive. He proposes that Hawking radiation from very small, carefully engineered black holes would provide the energy enabling civilizations to continue living when other sources are exhausted.

Philosophical implications

According to Crane, Harrison, and other proponents of CNS-I, mind and matter are linked in an organic-like paradigm applied at the universe scale. Natural selection in living systems has given organisms the imperative to survive and reproduce, and directed their intelligence to that purpose. Crane’s MAP proposes a functional purpose for intelligence with respect to universe maintenance and reproduction. Universes of matter produce intelligence, and intelligent entities are ultimately driven to produce new universes.

See also

References

O melhor livro de divulgação científica que encontrei em quarenta anos de leituras

Depois escrevo minha resenha…

A REALIDADE OCULTA – Universos paralelos e as leis profundas do cosmo
Brian Greene
R$ 59,00 Comprar
R$ 39,00 E-Book
Indique Comente
É necessário estar logado para utilizar este recurso. Acompanhe

Meio século atrás, os cientistas encaravam com ironia a possibilidade de existirem outros universos além deste que habitamos. Tal hipótese não passava de um delírio digno de Alice no País das Maravilhas – e que, de todo modo, jamais poderia ser comprovada experimentalmente. Os desafios propostos pela Teoria da Relatividade e pela física quântica para o entendimento de nosso próprio universo já eram suficientemente complexos para ocupar gerações e gerações de pesquisadores. Entretanto, diversos estudos independentes entre si, conduzidos por cientistas respeitados em suas áreas de atuação – teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação -, começaram a convergir para o mesmo ponto: a existência de universos paralelos – o multiverso – não só é provável como passou a ser a explicação mais plausível para diversos enigmas cosmológicos.
Em A realidade oculta, Brian Greene – um dos maiores especialistas mundiais em cosmologia e física de partículas – expõe o fantástico desenvolvimento da física do multiverso ao longo das últimas décadas. O autor de O universo elegante passa em revista as diferentes teorias sobre os universos paralelos a partir dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica. Por meio de uma linguagem acessível e valendo-se de numerosas figuras explicativas, Greene orienta o leitor pelos labirintos da realidade mais profunda da matéria e do pensamento.

“Se extraterrestres aparecessem amanhã e pedissem para conhecer as capacidades da mente humana, não poderíamos fazer nada melhor que lhes oferecer um exemplar deste livro.” – Timothy Ferris, New York Times Book Review

Em Alfa Centauri B, planeta com massa igual à da Terra

Acredito que o Paradoxo de Fermi tem um poder heurístico ainda inexplorado. Ou seja, o Paradoxo pode ser usado como evidência (a ser explicada) contra possibilidades ou especulações científicas tais como Inteligência Artificial, Viagens por Túneis de Minhoca ou Máquinas do Tempo. Ele estabelece afirmações de impossibilidade similares ao enunciado da segunda lei da Termodinâmica em termos de impossibilidade de se criar uma máquina do Moto Perpétuo.

Por exemplo, seja R(t) o raio de detecção de civilizações extraterrestres, ou seja, um raio (que depende do tempo) no qual nossa tecnologia é capaz de detectar tais civilizações. Podemos afirmar a partir desse conceito que não existe nenhuma civilização mais avançada que a nossa em um raio menor que R(t), dado que ela teria tido tempo de nos detectar e possivelmente nos colonizar.

Por outro lado, seja R_c o raio de colonização da civilização galática mais próxima do Sol e seja D a distância entre o centro dessa civilização e o Sol. Pelo Paradoxo de Fermi (“Onde está todo mundo?”), podemos concluir que D > R_c, a menos que o processo de colonização não seja descrito por uma difusão simples mas sim por uma difusão anômala, talvez fractal, de modo que a Terra se situa dentro de uma bolha vazia, não colonizada. Sendo assim, podemos concluir que não existem civilizações avançadas próximas de nós.

Também podemos prever que não estamos em uma região típica da Galáxia (em termos de densidade de planetas habitáveis). O mais provável é que estamos em uma região atípica (similar ao Deserto do Saara aqui na Terra) onde os planetas habitáveis e habitados são raros.  Ou seja, eu posso prever com algum grau de confiança que o telescópio Kepler vai detectar uma distribuição de planetas atípica (em termos de massa, distância da estrela central, presença na zona habitável da estrela – onde é possível haver água líquida etc.). Ou seja, vai ser muito difícil achar nas proximidades do Sol um planeta tipo Terra, situado na zona habitável de uma estrela mais velha que o Sol, pois tal planeta possivelmente seria habitado e sua civilização já teria  tido um monte de tempo para nos colonizar. 

Por outro lado, podemos usar o Paradoxo de Fermi para eliminar a possibilidade de Inteligencia Artificial Forte Auto-reprodutiva (sondas de Von Newman ou Monolitos Negros do filme 2010). Se tais sondas fossem factíveis de serem criadas, elas estariam já aqui.

Bom, a alternativa à todos esses argumentos baseados no Paradoxo de Fermi é que eles realmente já estão aqui: podemos elaborar todo tipo de raciocínio conspiratório à la Arquivo X para tentar justificar a pergunta básica de porque os ETs, se realmente existem, não entram em contado conosco. Uma hipótese menos conspiratória seria que eles são antropólogos bonzinhos que já aprenderam que toda civilização inferior é destruída ou no mínimo absorvida culturalmente, pela civilização superior após um contato (Hipótese Zoo).

Finalmente, o Paradoxo de Fermi aumenta o ceticismo em relação à viagens com velocidade superluminal, warp drives etc. E uma versão temporal do Paradoxo pergunta: se é possível construir máquinas do tempo, onde estão os visitantes temporais? 

17/10/2012 – 05h05

Pesquisadores encontram planeta vizinho que é gêmeo da Terra

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

É provavelmente a notícia mais esperada desde que o primeiro planeta fora do Sistema Solar foi descoberto, em meados dos anos 1990. Finalmente foi encontrado um planeta que tem praticamente a mesma massa da Terra.

E a grande surpresa: ele fica ao redor de Alfa Centauri, o conjunto estelar mais próximo do Sol. Read more [+]

Relativismo Cultural, Nova Era e Nazismo

Olá Osame, desculpe só fui ler sua resposta hoje, pois havia perdido o endereço do seu blog:
Se me permite ainda estou curioso, pois dados os floreios paradoxais de sua resposta sobre tuas inclinações teóricas ainda estou confuso. Confesso que andei dando uma lida nos textos do blog e gostei de algumas colocações tuas (um exemplo pode ser visto aqui com tua inclinação para Gardner e Margullis), por isso insisto em entender esses conflitos que acredito ter o discurso aqui com um pertencimento ao chamado “movimento cético” (coisa cientificamente incabível, paródia ateísta de internet que nunca foi sequer manifestada por uma corrente filosofia ou episteme, natimorto como uma manifestação universalista do conhecimento, há muito tempo, tempos pré-históricos!!! – a saber, desde Hume e Locke e fatalizado por Kant e Nietzche): Read more [+]

Landis e a abordagem de percolação para o Paradoxo de Fermi

Published in Journal of the British Interplanetary Society, London, Volume 51, page 163-166 (1998).
Originally presented at the NASA Symposium “Vision-21: Interdisciplinary Science and Engineering in the Era of Cyberspace” (NASA CP-10129), Mar. 30-31, 1993, Westlake, OH U.S.A.


The Fermi Paradox: An Approach Based on Percolation Theory

Geoffrey A. Landis

NASA Lewis Research Center, 302-1
Cleveland, OH 44135 U.S.A.


Abstract

If even a very small fraction of the hundred billion stars in the galaxy are home to technological civilizations which colonize over interstellar distances, the entire galaxy could be completely colonized in a few million years. The absence of such extraterrestrial civilizations visiting Earth is the Fermi paradox.

A model for interstellar colonization is proposed using the assumption that there is a maximum distance over which direct interstellar colonization is feasable. Due to the time lag involved in interstellar communications, it is assumed that an interstellar colony will rapidly develop a culture independent of the civilization that originally settled it.

Any given colony will have a probability P of developing a colonizing civilization, and a probability (1-P) that it will develop a non-colonizing civilization. These assumptions lead to the colonization of the galaxy occuring as a percolation problem. In a percolation problem, there will be a critical value of the percolation probability, Pc. For P<Pc, colonization will always terminate after a finite number of colonies. Growth will occur in “clusters,” with the outside of each cluster consisting of non-colonizing civilizations. For P>Pc, small uncolonized voids will exist, bounded by non-colonizing civilizations. When P is on the order of Pc, arbitrarily large filled regions exist, and also arbitrarily large empty regions.

Sabotagem temporal no LHC?


Salviati: Existe um teorema em ciência: “Todo bom cientista gosta de teorias que lembram ficção científica”.
Simplicio: Eu conheço um monte de cientistas que não gostam de ficção científica!
Salviati: Simplicio, eu disse “bom”.

The Collider, the Particle and a Theory About Fate

By DENNIS OVERBYE

Published: October 12, 2009

More than a year after an explosion of sparks, soot and frigid helium shut it down, the world’s biggest and most expensive physics experiment, known as the Large Hadron Collider, is poised to start up again. In December, if all goes well, protons will start smashing together in an underground racetrack outside Geneva in a search for forces and particles that reigned during the first trillionth of a second of the Big Bang.

Multimedia

Science Times

Related

Times Topics: Large Hadron Collider

Readers’ Comments

Readers shared their thoughts on this article.

Then it will be time to test one of the most bizarre and revolutionary theories in science. I’m not talking about extra dimensions of space-time,dark matter or even black holes that eat the Earth. No, I’m talking about the notion that the troubled collider is being sabotaged by its own future. A pair of otherwise distinguished physicists have suggested that the hypothesized Higgs boson, which physicists hope to produce with the collider, might be so abhorrent to nature that its creation would ripple backward through time and stop the collider before it could make one, like a time traveler who goes back in time to kill his grandfather.

Holger Bech Nielsen, of the Niels Bohr Institute in Copenhagen, and Masao Ninomiya of the Yukawa Institute for Theoretical Physics in Kyoto, Japan, put this idea forward in a series of papers with titles like “Test of Effect From Future in Large Hadron Collider: a Proposal” and “Search for Future Influence From LHC,” posted on the physics Web sitearXiv.org in the last year and a half.

According to the so-called Standard Model that rules almost all physics, the Higgs is responsible for imbuing other elementary particles with mass.

“It must be our prediction that all Higgs producing machines shall have bad luck,” Dr. Nielsen said in an e-mail message. In an unpublished essay, Dr. Nielson said of the theory, “Well, one could even almost say that we have a model for God.” It is their guess, he went on, “that He rather hates Higgs particles, and attempts to avoid them.”

This malign influence from the future, they argue, could explain why the United States Superconducting Supercollider, also designed to find the Higgs, was canceled in 1993 after billions of dollars had already been spent, an event so unlikely that Dr. Nielsen calls it an “anti-miracle.”

You might think that the appearance of this theory is further proof that people have had ample time — perhaps too much time — to think about what will come out of the collider, which has been 15 years and $9 billion in the making.

The collider was built by CERN, the European Organization for Nuclear Research, to accelerate protons to energies of seven trillion electron volts around an 18-mile underground racetrack and then crash them together into primordial fireballs.

For the record, as of the middle of September, CERN engineers hope to begin to collide protons at the so-called injection energy of 450 billion electron volts in December and then ramp up the energy until the protons have 3.5 trillion electron volts of energy apiece and then, after a short Christmas break, real physics can begin.

Maybe.

Dr. Nielsen and Dr. Ninomiya started laying out their case for doom in the spring of 2008. It was later that fall, of course, after the CERN collider was turned on, that a connection between two magnets vaporized, shutting down the collider for more than a year.

Dr. Nielsen called that “a funny thing that could make us to believe in the theory of ours.”

He agreed that skepticism would be in order. After all, most big science projects, including the Hubble Space Telescope, have gone through a period of seeming jinxed. At CERN, the beat goes on: Last weekend the French police arrested a particle physicist who works on one of the collider experiments, on suspicion of conspiracy with a North African wing of Al Qaeda.

Dr. Nielsen and Dr. Ninomiya have proposed a kind of test: that CERN engage in a game of chance, a “card-drawing” exercise using perhaps a random-number generator, in order to discern bad luck from the future. If the outcome was sufficiently unlikely, say drawing the one spade in a deck with 100 million hearts, the machine would either not run at all, or only at low energies unlikely to find the Higgs.

Sure, it’s crazy, and CERN should not and is not about to mortgage its investment to a coin toss. The theory was greeted on some blogs with comparisons to Harry Potter. But craziness has a fine history in a physics that talks routinely about cats being dead and alive at the same time and about anti-gravity puffing out the universe.

As Niels Bohr, Dr. Nielsen’s late countryman and one of the founders of quantum theory, once told a colleague: “We are all agreed that your theory is crazy. The question that divides us is whether it is crazy enough to have a chance of being correct.”

Dr. Nielsen is well-qualified in this tradition. He is known in physics as one of the founders of string theory and a deep and original thinker, “one of those extremely smart people that is willing to chase crazy ideas pretty far,” in the words of Sean Carroll, a Caltech physicist and author of a coming book about time, “From Eternity to Here.”

Continue a ler aqui.

Relatividade não muito relativa


Um Cut and Paste dum texto do Piqueira, via Dulcídio (Física na Veia). Acho que o Piqueira não vai reclamar, qualquer coisa eu falo com ele…

É comum, em nosso cotidiano, que conceitos de teorias científicas passem ao vocabulário usual, com sentido distorcido e aplicado de maneira irresponsável, com apoio pressuposto do argumento de autoridade.

O caso mais gritante é o do “Darwinismo Social” que, ao se valer de teoria científica, procura legitimar preconceitos e mecanismos de dominação entre grupos étnicos e sociais. Felizmente, caiu em merecido descrédito, de modo que sua relevância atual é nula, sendo digna de repúdio.

Entretanto, parece que Darwin hoje incomoda tanto quanto Galileu à sua época. Alguns pretendem dar ao “Criacionismo” status de ciência, colocando-o como teoria alternativa ao “Darwinismo”. Nada mais pobre, do ponto de vista espiritual e intelectual do que confundir a ciência com a fé.

A fé é foro íntimo, e de cada um. As diversas religiões devem ser respeitadas, cada uma com seus dogmas. A ciência não é uma alternativa à religião, porém conhecimento de outro tipo.

Ciências mudam todos os dias, podem questionar-se, aprimorar-se continuamente. A ciência busca o entendimento da natureza e não há nesse ato, qualquer atitude de crença ou descrença em dogmas religiosos.

Assim, Darwin é vítima do obscurantismo, pois suas idéias tendem a ser negadas pelo público, digamos, leigo ou pseudo-científico, como se pertencessem a um lado diabólico da humanidade. Há, entretanto, uma vítima positiva do obscurantismo: Albert Einstein.

Lido por poucos, virou lenda e com isso a ele se atribuem idéias estapafúrdias, com frases repetidas à exaustão, em livros de auto-ajuda. Vamos lá, quer ganhar uma pendenga? Diga sério uma besteira atribuindo-a a Einstein. Quase todos vão acreditar, porque só poucos verificam.

A mais engraçada é a relatividade: “Tudo é relativo”, dizem os leitores descuidados, e um interminável rolo de enganos vai subscrever-se à glória de Einstein.

Galileu, que passou maus bocados nas mãos de obscurantistas, entre seus vários trabalhos, enunciou o “Princípio da Relatividade” que diz: “As leis físicas são as mesmas para qualquer referencial inercial.”. Ou seja, o chamado princípio da relatividade fala de invariância de leis, mesmo que os referenciais produzam medições diferentes para certas grandezas físicas.

O que Einstein procurava, quando enunciou sua “Teoria da Relatividade Especial”, era salvar o princípio de Galileu, quando aplicado às leis do eletromagnetismo, que haviam sido brilhantemente sintetizadas por Maxwell, durante o século XIX. Parecia, inicialmente, que as leis do eletromagnetismo não eram descritas da mesma maneira, quando se mudava de referencial.

Ao unificar os resultados de Michelson e Morley sobre o fato de que a luz não necessita suporte material para se propagar com as equações de Lorentz para cálculo de velocidades relativas e com o fato da velocidade da luz independer do referencial, concluiu que as leis do eletromagnetismo também são as mesmas para todos referenciais inerciais.

Sabe-se que, como todo ser humano, Einstein, ao longo de sua carreira, errou certas coisas, da mecânica quântica, sobretudo. Seu erro maior, contudo, foi ter mantido o nome de “Teoria da Relatividade” para seu trabalho e não mudá-lo para “Teoria da Invariabilidade”. O nome chamaria menos a atenção dos meios comunicativos, mas evitaria o “Einsteinismo Social”.

Todavia, há uma possível analogia entre a noção einsteiniana de “invariabilidade” e os fenômenos sociais. Realmente, há variações de valores de cultura para cultura, mas o que há de essencial para o homem – respeito à liberdade, acesso ao conhecimento e, principalmente, direito à vida com dignidade – independe de qualquer referencial social.

José Roberto Castilho Piqueira

Professor titular da Poli-USP

O Despertar dos Mágicos e a Divulgação Científica

Inspirado pela fala de Suzana Herculano-Houzel de que disfarçar divulgação científica como auto-ajuda aumenta a venda dos livros, reflito agora sobre a possibilidade de transformar as pseudociências em auxiliares em vez de antagonistas da divulgação científica.
Vou dar alguns exemplos, de caráter pessoal:

1. Quando eu tinha 12 anos eu era, junto com meus amigos Sinézio e Eliabe, era colecionador da Revista Planeta (tudo bem que, na época, o editor era Ignácio de Loyola Brandão). O meu despertar para a vocação científica foi feito por essa revista, e também pelo livro “O Despertar dos Mágicos” de Powels e Bergier. Entre os físicos de minha geração, já constatei que esse livro também os influenciou a darem o passo duvidoso de trocar engenharia ou outra profissão tradicional pela profissão mais “esotérica” de físico. Ah sim, tinha também “O Planeta das Possibilidades Impossíveis”, dos mesmos autores, que era um pouquinho mais científico…

2. Aprendi a calcular desvio-padrão e fazer o teste do Qui-quadrado com 14 anos (ou foi 13 anos e meio?). Precisava aprender por causa das experiências de telepatia, clarividência e psicocinésia que eu realizava junto com Sinézio e Eliabe. Alto nível de motivação para aprender estatística, entende?

3. Virei astronomo amador por causa do interesse por OVNIs, de novo junto com Sinézio. Fundamos o C.E.F.A. – Centro de Estudos de Fenômenos Aéreo-Espaciais, que em seu auge teve mais de 100 membros correspondentes em todo Brasil. Será que o vice-prefeito de Três Corações, membro do C.E.F.A., sabia que seus líderes eram dois moleques de 15 e 14 anos? Foi alí que aprendi a escrever: editavamos o boletim UFO Report e a Revista “Novos Horizontes”, mimeografados, e vendiamos para os membros do C.E.F.A.
4. Hoje sou cético e ateu, ou pelo menos, adepto da Terceira Via. Mas como conheço a literatura pseudocientífica (devo ter lido cerca de 400 livros de pseudociência durante a juventude), tenho mais recursos para debater com o pessoal New Age do que a maior parte dos meus amigos blogueiros de ciência. Afinal, foi durante esse envolvimento com as pseudociência que comecei a me perguntar sobre o que é ciência afinal, e o que a distingue da pseudociência.
5. A partir daí comecei a ler Filosofia da Ciência, Epistemologia e História da Ciência (mais uns 600 livros, acho, até os 30 anos de idade). É por isso que eu não tenho muita paciência com blogueiro que fica falando do critério de demarcação de Popper sem nunca o ter lido (cita-se o que Carl Sagan disse de Popper!). Bom, eu li todos os livros de Popper (menos o Sociedade Aberta e Seus Inimigos), de modo que eu tenho uma pequena chance de saber o que Popper queria realmente dizer, não acham?

6. O envolvimento com as pseudociencias, e com a religião, não é algo que deforme permanentemente o caráter de uma pessoa. , Faraday era pentecostal fundamentalista, Maxwell era evangélico (e viveu depois de “A Origem das Espécies”), Lord Kelvin era criacionista. Eistein teve experiências religiosas aos 15 anos de idade, escreveu hinos ao Criador, e Godel escreveu artigos de teologia. Inúmeros físicos de renome tem ganho o prêmio Templeton nos últimos anos. Todos foram ou são ótimos cientistas, ou pelo menos, ótimos físicos. Mas como disse John D. Barrow para Richard Dawkins: “Richard, o problema é que você não entende a verdadeira natureza da ciência, afinal você não é cientista, é apenas biólogo…”

Festival de Música Popular Científica



Copiando do Massa Critica.

Acompanhe a letra:

[Sagan]
If you wish to make an apple pie from scratch
You must first invent the universe

Space is filled with a network of wormholes
You might emerge somewhere else in space
Some when-else in time

The sky calls to us
If we do not destroy ourselves
We will one day venture to the stars

A still more glorious dawn awaits
Not a sunrise, but a galaxy rise
A morning filled with 400 billion suns
The rising of the milky way

The Cosmos is full beyond measure of elegant truths
Of exquisite interrelationships
Of the awesome machinery of nature

I believe our future depends powerfully
On how well we understand this cosmos
In which we float like a mote of dust
In the morning sky

But the brain does much more than just recollect
It inter-compares, it synthesizes, it analyzes
it generates abstractions

The simplest thought like the concept of the number one
Has an elaborate logical underpinning
The brain has it’s own language
For testing the structure and consistency of the world

[Hawking]
For thousands of years
People have wondered about the universe
Did it stretch out forever
Or was there a limit

From the big bang to black holes
From dark matter to a possible big crunch
Our image of the universe today
Is full of strange sounding ideas

[Sagan}
How lucky we are to live in this time
The first moment in human history
When we are in fact visiting other worlds

The surface of the earth is the shore of the cosmic ocean
Recently we’ve waded a little way out
And the water seems inviting

Knowledge versus SciAm

Comprei a revita Knowledge para dar uma olhada. Não, eu não tenho grana para comprar a Scientific American, a Mente e Cérebro e a Knowledge, na verdade até a SciAm estou comprando esporadicamente. Será que se eu por um banner da SciAm no blog eles me dão uma assinatura?

De início fiquei na dúvida: a Duetto vai competir consigo mesma? Mas acho que a Knowledge tenta abocanhar uma fatia de mercado dominada pela SuperInteressante. As reportagens são feitas por jornalistas em vez de artigos por cientistas como na SciAm.

É animador verificar que o mercado para divulgação científica e cultural parece que cresce a cada dia no Brasil. Mas se as revistas fossem um pouco mais baratas, acho que o mercado seria bem maior.

Uma idéia simples para aumentar a divulgação científica no Brasil. Depois de ler, doe a sua SciAm, Mente e Cérebro ou Knowledge para o seu dentista ou cabelereiro. Você pode doá-las também para escolas ou mesmo para os vendedores de esquina e flanelinhas. O público potencial das revistas será multiplicado por cem…

Do site AdOnline:

Ediouro investe no lançamento de revistas

Uma intensa campanha de marketing marca o lançamento no Brasil das revistas “Lonely Planet”, focada em turismo, e “Knowledge”, com assuntos de Ciências, Natureza e História. As duas publicações da BBC Magazine – estrutura editorial do Grupo BBC Worldwide, – foram licenciadas pela Ediouro e chegam às bancas e livrarias brasileiras pelo selo Duetto – a “Lonely Planet”, em 26 de junho, e a “Knowledge”, lançada recentemente em 19 de junho.

Inovar e investir na área de revistas faz parte da nova estratégia da Ediouro, que tomou força no início de abril com a aquisição dos 50% restantes da editora de revistas Duetto. Até então, a Ediouro dividia o controle da Duetto com a editora Segmento. De acordo com Bernadette Caldas, gerente de novos negócios da Ediouro, o lançamento das duas revistas envolve investimentos de R$ 2 milhões.

“Estamos encantados por termos feito este acordo com a Ediouro, principalmente porque é a primeira licença concedida para a “Lonely Planet”. Temos todos os motivos para acreditar que os dois títulos serão um grande sucesso, já que há no Brasil um grande apetite pelas revistas de conteúdo real, escritas por especialistas de uma maneira informativa e divertida”, disse James Hewes, diretor de desenvolvimento internacional da BBC Magazines.

(…)

A “Knowledge”, por sua vez, é dirigida a todos que têm a mente curiosa, querem se encantar com as diversidades do universo e ampliar o conhecimento. Com textos sobre Ciências, Natureza e História, além de fotos e infográficos, a revista possibilita ao leitor compreender melhor o mundo em que vivemos, a partir da evolução do homem, de nossa história, dos fatos e manifestações da natureza, das descobertas médicas e científicas.

Vôo 447 Air France

Antes da localização dos destroços do vôo 447, surgiu um rumor na internet de que o avião teria sido abduzido. Engraçado, lembro-me da década de 70, o livro de Berlitz sobre O Triângulo das Bermudas. Interessante como conforme os meios de busca, satélites, caixas pretas etc se aperfeiçoaram, o Triângulo sumiu (bem como as outras áreas malditas do planeta).
Acho que isso segue o primeiro princípio da paranormalidade: quanto maiores os controles, menores os efeitos.

Keyword popularity across the Blogosphere
This chart illustrates how many times blog posts across the Blogosphere contained the following keywords.

jet vs. air france vs. 447

Erramos: Raios não derrubam aviões

O bom do uso de blogs e janelas de comentários é que as informações podem ser rapidamente corrigidas. Eu reproduzi em outro post o anúncio da Air France de que um raio poderia ter derrubado o avião. Roberto Takata e João Carlos rapidamente me chamaram a atenção de que isso é improvável (e eu realmente dei marcada, porque aviões são gaiolas de Faraday, e eu deveria saber isso. Um texto sobre isso pode ser encontrado aqui.
Fica a curiosidade sobre por que a Air France teria solto esta informação exdrúxula. A menos que tenham informações internas (uma da “caixas pretas” da aeronave envia online informações técnicas (centenas de parâmetros) via satélite para a central da Air France.
Uma especulação minha seria sobre a magnitude dos raios. Será que alguém já traçou uma distribuição de  magnitude (energia liberada?)  dos raios? Eu aposto que dá uma lei de potência, porque raios parecem lembrar avalanches com características fractais. 
Em termos de extensão espacial, eu sei que relâmpagos (não raios, mas relâmpagos, OK!) podem se extender por centenas de quilometros (veja no filme acima como os eventos não são aleatórios, alguns relâmpagos parecem induzir outros a quilometros de distância, ou seja, os eventos estão correlacionados e não seguem uma distribuição de Poisson). Eu gostaria de fazer um paper sobre isso um dia… Algum leitor tem acesso aos dados do radar de Bauru?
Então, sei lá, talvez os sistemas de segurança dos aviões só aguentem raios até uma certa magnitude M e esta aeronave foi atingida por um raio de altissima magnitude. Tipo assim um prédio que aguenta terremoto de magnitude 6 mas não de magnitude 7, entendem? 
Se o comunicado da Air France não se baseia em dados comunicados pela caixa preta, então foi apenas uma especulação tecnicamente pobre e na verdade absurda. Será que os porta-vozes da Air France não entendem nada de aviões? 
No meu post, então esqueça a história de raios atingindo aviões. Mas o raciocínio sobre como ser atingido por um raio (em um campo de futebol?) está conectado com buracos negros a milhões de anos luz daqui continua válido…

Acaso e coincidências

Por falar nisso, você notou que em cinco dos seis dados da figura, a face “seis” é visível? Para simplificar o cálculo, como na maior parte dá para ver apenas duas faces de cada dado, vamos assumir que a probabilidade de ver um 6 nessa foto  é 2/6 = 1/3. Então, a probabilidade de observarmos cinco 6 é P(5) = 6!/(5! 1!) * (1/3) ^6 = 0.008, ou seja, oito milésimos ou 0,8%. Que coincidência, não?

Coincidências e acidentes


Do G1:

Air France: raio é hipótese mais provável para desaparecimento de avião

PARIS, França, 1 Jun 2009 (AFP) – O Airbus A330 da Air France, que desapareceu nesta segunda-feira em uma viagem entre Rio de Janeiro e Paris, teria sido atingido por um raio, segundo a hipótese mais provável, afirmou François Brousse, diretor de comunicação da companhia aérea francesa.


“Provavelmente se trata de uma catástrofe aérea. Toda a companhia pensa nos familiares, com os quais divide a dor”, declarou o diretor-geral da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, em uma entrevista coletiva no aeroporto parisiense de Roissy – Charles de Gaulle , onde o avião deveria ter pousado.


“O mais provável é que o avião tenha sido atingido por um raio”, declarou Brousse à imprensa. “O avião entrou em uma zona de tempestade com fortes turbulências, que provocaram falhas”, acrescentou.


O ministro francês de Ecologia e Energia, Jean Louis Borloo, declarou à AFP que haviam fortes tempestades tropicais na região. “São aeronaves habilitadas para este tipo de circunstâncias, mas deve ter sido um acúmulo de eventos”.

Hoje eu ia escrever sobre coincidências estatísticas, mas deixarei para o próximo. Vou refletir agora sobre o acidente desta madrugada, porque eu o escutei na CBN de manhã e isso me comoveu: senti um pouco da dor e angústia dos familiares, que certamente a partir de agora estarão se perguntando: “Por quê?”
Se você acredita em Karma, vai responder que morrer desse jeito era o Karma dessas pessoas. Uma conspiração espiritual teria ajuntado todas elas no mesmo vôo, etc e tal. Afinal, “coincidências não existem” e “tudo tem uma causa”. O velho determinismo cartesiano francês que contaminou o espiritualismo racionalista de origem francesa: basicamente você coloca a culpa nas vítimas.
Se você é religioso mas não acredita em Karma, dirá que o mal e o sofrimento realmente existem, não são justificáveis, não são em princípio a “vontade de Deus”, mas derivam de um “mistério”: do ponto de vista dos seres vivos, o universo é imperfeito por permitir o sofrimento. Talvez você coloque a culpa não nas vítimas, mas em algum tipo de antagonista de Deus. Alternativamente, o seu Deus poderia não ser capaz de realizar coisas impossíveis (como diria Santo Agostinho) e não consegue otimizar o universo porque isso é um problema NP-completo.
Se você não é religioso, a explicação é o acaso: não existe “por quê”, apenas “como”. O raio atingiu o avião, que infelizmente não resistiu. Talvez atravessar aquelas nuvens de tempestade fosse algo temerário, talvez não. Se existem uma multiplicidade de fatores (“causas”), então nenhuma sozinha foi responsável pela tragédia.
Eu gostaria de dar uma idéia aqui de que esse “acaso”, esse “acidente”, tem dimensões cósmicas. Vejamos:
Uma das teorias sobre o processo de iniciação dos raios (que parece bastante plausível) é a do Runaway Breakdown. Basicamente ela diz que a avalanche elétrica que são os raios é iniciada por elétrons relativísticos produzidos por raios cósmicos de alta energia. Um complemento diz que tais raios cósmicos se originam em buracos negros supermassivos no centro de galáxias a milhões de anos-luz daqui.
Você consegue imaginar isso? Milhões de anos atrás um próton é acelerado em um buraco negro massivo, viaja esse tempo todo sem se chocar com nenhuma molécula, chega até nossa atmosfera, se choca produzindo um chuveiro de partículas (inclusive os elétrons relativísticos) que nucleiam o canal inicial de plasma (“lider”) que dará início ao raio (o processo todo é descrito aqui).
Bastaria uma pequeníssima diferença no campo magnético no buraco negro (ou no espaço intergalático) para fazer o tal próton se desviar da Terra. Como a criação de partículas é probabilista (em termos quânticos), o choque com a molécula de ar ou a criação do elétron responsável pela nucleação do raio também é totalmente aleatória. E mesmo que ele criasse o tal raio, bastaria um milissegundo de atraso do avião para que o mesmo não fosse atingido.
Você percebe agora que a simples palavra “acaso” envolve zilhões de pequenos eventos, com uma origem a milhões de anos-luz daqui, a maior parte deles não determinada (e quanticamente sem “causa”)? Estar ciente dessa dimensão cósmica do acidente não consola os familiares das vítimas, mas pode evitar que coloquemos a culpa nas próprias vítimas…

2009 – Memórias Perdidas (2009: Lost Memories)

Com o teste nuclear da Coréia do Norte, talvez valha a pena reler este artigo:

E=mc^2, \Delta H = D(H-H)$, and the end of civilization

(Submitted on 5 Oct 2005)

100 years ago Einstein discovered $E=mc^2$, the secret energy stored in ordinary mass. $\Delta H = D(H-H)$ is the chemical energy released in chemical bond formation between two H atoms. The failure to recognize the enormously different energy scales in those two equations reflected in current events may start a chain reaction this very year, on the one-hundredths anniversary of Einstein’s discovery, that leads to the end of civilization. Due to the confluence of a particular set of circumstances, this particular moment is more dangerous than any other in the history of nuclear weapons. Physicists have a special responsibility to do their utmost to prevent this from happening. This paper is a call to arms. A principle to underpin nuclear non-proliferation and enhance stability is advocated.

Subjects: Physics and Society (physics.soc-ph); Popular Physics (physics.pop-ph)
Cite as: arXiv:physics/0510036v1 [physics.soc-ph]

25/05/2009 – 19h35

Análise: Kim Jong-il, o playboy sedento por sexo


HÉLIO SCHWARTSMAN
da Equipe de Articulistas da Folha de S.Paulo

O ditador norte-coreano Kim Jong-il costuma ser pintado pela mídia internacional ora como um playboy sedento por sexo e conhaque, ora como um louco homicida em busca de armas atômicas. Ele parece de fato estar empenhado em construir um arsenal nuclear, mas dificilmente pode ser tachado de louco.

Muito pelo contrário, o “grande líder” –como se faz chamar pela mídia–, tende a ser um jogador bastante racional, que costuma a apostar –e ganhar– com lances ousados. Foi assim que instituiu a política de chantagem atômica, pela qual negociava recuos em seu programa bélico em troca de ajuda financeira, apenas para, algum tempo depois, lançar uma nova ameaça e barganhar um novo preço.

Não sei se é impressão minha, mas existe também um renascimento do nacionalismo na Coréia do Sul, exemplificado por este recente filme de FC: 

2009 – Memórias Perdidas (2009: Lost Memories)

Em 2009 a Coréia não existe mais como país, é apenas parte do grande Império Japonês do qual Seul é a terceira maior cidade. Sakamoto que tem origem coreana é um policial do JBI (Bureau Japonês de Investigações) e é parceiro de Saigo, japonês, seu melhor amigo. Ambos são designados para investigar uma organização terrorista de origem coreana a “Confederação de Libertação da Coréia” que aparentemente pretende devolver a autonomia a Coréia. As investigações de Sakamoto acabam por gerar uma série de acontecimentos que o levam a uma incrível descoberta: A linha do tempo foi propositadamente alterada. Isso faz com que ele abandone sua lealdade aos japoneses e, a partir daí passe a ser cassado por seus antigos colegas principalmente por Saigo, seu melhor amigo, que foi enviado para detê-lo a qualquer custo. 2009 – Memórias Perdidas é uma ficção científica policial com muita ação, ótima história e excelentes efeitos, tendo feito grande sucesso em todo o mundo.