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Nerds e esportes: uma pesquisa estatística

Nerds são classicamente descritos como incapazes de praticar esportes. Isso é verdade? Você poderia se manifestar?

1) Você se considera nerd?

2) Você se considera sedentário?

3) Você pratica algum esporte? Qual?

4) Você tem alguma religião?

5) Em quem você votou na eleição  de 2010?

Outra discussão é a questão da onipresença do futebol no Brasil e no mundo. Me defino como Afutebolista, ou seja, alguém que não acredita que o futebol seja benéfico para a Humanidade, sendo contra a idolatria do futebol, que é uma verdadeira religião secular. Proponho as seguintes teses:

1) O espaço dado na mídia para o futebol é exagerado e alienante. Outros esportes são prejudicados por pouca cobertura, fora a questão de que tal espaço de mídia poderia ser usado para se discutir ciência e cultura.

2) O Futebol é uma religião secular, com seus extases dominicais, seus ídolos, seu fanatismo, o incentivo a superstições (amuletos, simpatias para ganhar a partida), sua violência intrínseca que gera dezenas de mortes por ano no Brasil e provocou até mesmo uma Guerra entre Honduras e El Salvador. Ou seja, na America Latina, nunca tivemos uma guerra de cunho religioso (a menos que se conte Canudos) mas tivemos uma guerra de cunho futebolístico.

3) A FIFA tem mais países membros do que a ONU. Tem mais seguidores que a Igreja Católica. É  machista pois não admite juízas nos jogos principais. É mais rica que a Igreja Católica e faz muito menos ação social que a mesma. Está envolvida em casos de corrupção bem maiores que o Banco do Vaticano.

4) O dinheiro gasto por pessoas pobres para ir no estadio pode ultrapassar o dízimo de seu salario.

5) Existe uma grande discriminação quando te perguntam qual o seu time e você diz que não gosta de futebol. Te olham mais estranho do que se você fosse ateu, afinal existem mais ateus no Brasil do que afutebolistas.

6) Se uma pessoa declarar-se afutéia, ou seja, que detesta o futebol, ela será discriminada e ficaria em ultimo lugar numa eleição para presidente, atrás dos ateus (afinal, já tivemos vários presidentes ateus, mas nenhum que detestasse o futebol).

7) O futebol envolve um desperdício enorme de recursos (haja visto a atual copado mundo no Brasil). A Africa do Sul reconhece hoje que a Copa não trouxe nada de permanente para o país, apenas o enriquecimento de empresas e políticos corruptos.

8) Não existe separação entre Estado e Futebol. Por que o dinheiro do meu imposto deve ser gasto nessa religião secular se eu acho que o futebol é pernicioso para a sociedade? Que haja um estado verdadeiramente laico, separação total entre Estado e Estádios, Governo Laico e Futebol.

9) As crianças são educadas desde cedo, vestindo camisa, etc, sem lhe serem dadas a opção de escolha do time. Nesse sentido, pais que forçam goela abaixo o futebol para os filhos são análogos a estupradores mentais pedófilos.

10) Quanto maior o QI, menos a pessoa gosta de futebol (ver os nerds). Logo, o futebol emburrece, e deveria ser substituído pelo xadrez como esporte nacional.

UPDATE: Para quem não entendeu, o texto é uma paródia…

O Bonobo e o Ateu

Concordo com de Wall, mas o perigo no século XXI não é o comunismo mas sim o neofacismo.
27/04/2013 – 03h00

‘Religião não é fonte da moral, mas eliminá-la é temerário’, diz primatólogo

REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para alguém que tem se especializado em demonstrar que o ser humano e os demais primatas têm um lado pacífico e bondoso por natureza, Frans de Waal conseguiu comprar briga com muita gente diferente.

Autor de “The Bonobo and the Atheist” (“O Bonobo e o Ateu”), que acaba de sair nos Estados Unidos, o primatólogo holandês-americano provavelmente não agradará muitos religiosos ao argumentar que ninguém precisa de Deus para ser bom.

Seu modelo de virtude? O bonobo (Pan paniscus), um primo-irmão dos chimpanzés conhecido pela capacidade de empatia com membros de sua espécie e de outras, pela sociedade tolerante, sem “guerras”, e pelo uso do sexo para resolver conflitos.

Com base nos estudos com grandes macacos e outros mamíferos sociais, como cetáceos e elefantes, De Waal diz que a moralidade não surgiu por meio de argumentos racionais nem graças a leis ditadas por Deus, mas deriva de emoções que compartilhamos com essas espécies.

Bonobos e chimpanzés sabem que é seu dever cuidar de um amigo doente, retribuir um favor ou pedir desculpas.

Por outro lado, o livro é uma crítica aos Novos Ateus, grupo capitaneado pelo britânico Richard Dawkins que tem dado novo impulso ao conflito entre ateísmo e religião desde a última década.

“Eu não consigo entender por que um ateu deveria agir de modo messiânico como eles”, diz De Waal, ateu e ex-católico. “O inimigo não é a religião, é o dogmatismo.”

*download

Folha – Quem está mais bravo com o sr. depois da publicação do livro?
Frans de Waal – Bem, no caso dos ateus, recebi muitas mensagens de gente que me apoia. É claro que, em certo sentido, estou do lado deles, tanto por também ser ateu quanto por acreditar que a fonte da moralidade não é a religião. O que eu digo no livro é que os Novos Ateus estavam gritando alto demais e que precisam se acalmar um pouco, porque a estratégia deles não é a melhor.

Em seu livro, o sr. faz uma referência ao romance “O Senhor das Moscas”, de William Golding, história na qual garotos perdidos numa ilha reinventam vários aspectos da sociedade, inclusive a religião. Mas a religião que eles criam é brutal, com sacrifícios humanos. O sr. acha que a religião nasceu brutal e foi ficando mais humanizada?
Acho que não. Quando olhamos para as sociedades tradicionais de pequena escala, que foram a regra na pré-história, vemos que esse tipo de coisa não está presente entre elas.
É claro que elas tinham crenças sobre o mundo sobrenatural e podiam sacrificar um ou outro animal aos deuses, mas, no geral, eram relativamente benignas.
É só quando as sociedades aumentam de escala que elas começam a se tornar mais agressivas e dogmáticas.

Quando se enfatiza o lado pacífico e ético das sociedades de primatas não humanos e do próprio homem, não há um perigo de fechar os olhos para a faceta violenta dela?
Concordo que, nos meus livros mais recentes, essa ênfase existe. Por outro lado, meu primeiro livro, “Chimpanzee Politics” [“Política Chimpanzé”, sem tradução no Brasil], era totalmente focado na violência, na manipulação maquiavélica e em outros aspectos pouco agradáveis da sociedade primata. Mas a questão é que surgiu uma ênfase exagerada nesses aspectos negativos, e as pessoas não estavam ouvindo o outro lado da história.

O sr. acha que encontrar um chimpanzé ou bonobo cara a cara pela primeira vez pode funcionar como uma experiência religiosa ou espiritual?
Eu não chamaria de experiência religiosa (risos), mas é uma experiência que muda a sua percepção da vida.
No livro, conto como a chegada dos primeiros grandes macacos vivos à Europa no final do século 19 despertou reações fortes, em vários casos deixando o público revoltado porque havia essa ideia confortável da separação entre seres humanos e animais. Por outro lado, gente como Darwin viu aquela experiência como algo positivo.

E o sr. sente que essa aversão aos grandes macacos diminuiu hoje?
Sim, e isso é muito interessante. Eu costumo dar palestras em reuniões de sociedades zoológicas de grandes cidades aqui nos Estados Unidos. Tenho certeza de que muitas pessoas ali são religiosas. E esse público é fascinado pelos paralelos e pelas semelhanças entre seres humanos e grandes macacos ou outros animais.
Isso não significa que queiram saber mais sobre a teoria da evolução, mas elas acolhem a conexão entre pessoas e animais.

Na sua nova obra, o sr. defende a ideia de que não se pode simplesmente eliminar a religião da vida humana sem colocar outra coisa no lugar dela. Que outra coisa seria essa?
É preciso reconhecer que os seres humanos têm forte tendência a acreditar em entidades sobrenaturais e a seguir líderes. E o que nós vimos, em especial no caso do comunismo, no qual houve um esforço para eliminar a religião, é que essa tendência acaba sendo preenchida por outro tipo de fé, que se torna tão dogmática quanto a fé religiosa.
Então, o temor que eu tenho é que, se a religião for eliminada, ela seja substituída por algo muito pior. Acho preferível que as religiões sejam adaptadas à sociedade moderna.

Outro argumento do livro é que o menos importante nas religiões é a base factual delas. O mais relevante seria o papel social e emocional dos rituais. Para quem é religioso e se importa com a verdade do que acredita, não é uma visão que pode soar como condescendente ou desonesta?
Pode ser que, para quem é religioso, essa visão trivialize suas crenças. Mas, como biólogo, quando vejo alguma coisa que parece existir em quase todos os grupos de uma espécie, a minha pergunta é: para que serve? Que benefício as pessoas obtêm com isso? Não tenho a intenção de insultar ninguém com esse enfoque.

The Bonobo and the Atheist
editora W.W. Norton & Company
preço R$ 29,35 (e-book na Amazon.com), 313 págs.

Revisitando a geek syndrome

The Geek Syndrome and Autism: Revisited

The Geek Syndrome and Autism: Revisited

The “Geek Syndrome” is a theory for the rising number of autism diagnoses that doesn’t have anything to do with vaccines or environmental factors. About a decade ago, Wired magazine suggested that the notable increase in autism cases among the computer programmers and engineers in Silicon Valley was because those who inhabit those “geek warrens” have a “genetic predisposition” for autism. Now, under Rosa Hoekstra of the Open University in Milton Keynes in the UK, researchers have found that in Eindhoven, a city that is the heart of the Dutch information technology industry, autism is diagnosed in twice as many children as in cities of the same size.

In the Wired article, Cambridge University psychology professor Simon Baron-Cohen described the autistic mind as having a “proclivity for systematizing” while, due to the lack of a theory of mind, autistic persons are “mindblind” and lack empathy. Baron-Cohen would go on to write a book promoting a theory of autism as an example of the “extreme male brain,” saying that the male brain is “systematizing” while the female one is “empathizing.” These theories are well-known but controversial (and his most recent book on empathy and the problem of evil contains some troubling theorizing about autism)

Hoekstra’s study, which was published in the Journal of Autism and Developmental Disorders, looked at the autism prevalence in 62,000 children in three Dutch cities. Eindhoven, Haarlem and Utrecht all have populations of about a quarter of a million; only Eindhoven has a heavy concentration of IT workers. As noted in New Scientist:

In Eindhoven, where 30 per cent of all jobs are in IT and computing industries, there were 229 cases of autism-spectrum disorders per 10,000 school-age children. This was more than double the corresponding figure of 84 in Haarlem and four times the figure of 57 in Utrecht. Each city has half as many IT jobs as Eindhoven.

By contrast, all three cities had the same prevalence of two other childhood psychiatric conditions unrelated to autism, namely attention-deficit hyperactivity disorder (ADHD) and dyspraxia.

Hoekstra notes that other reasons for the higher prevalence rate in Eindhoven could be greater awareness and the availability of better services. It’s been almost ten years since the Wired article on “the Geek Syndrome” was published and autism has certainly gotten a lot of attention in the public eye.

Some of Baron-Cohen’s earlier research found that fathers and grandfathers of children with autism are more likely to be engineers and scientists, and that mathematicians are more likely to have siblings on the autism spectrum.  Other studies in the UK, Japan and the Netherlands have found a higher than usual rate of autistic traits among engineering, science and mathematics students.

In my own household, the gender aspects of Baron-Cohen’s “extreme male brain” theory are reversed. I count several engineers (including my mother’s father, a civil engineer who was a bridge inspector for the state of California), computer programmers and IT types. There’s nary an engineer (or any one in the science or medical fields) in my husband’s family. Indeed, Jim tends to be more of what Baron-Cohen would call “empathetic,” with an intuitive feel for people’s (certainly Charlie’s) moods and states of mind. I’m no scientist myself, but definitely have “systematizing” tendencies, which helped me learn the complex grammar of ancient languages and music like Bach’s fugues (whereas, if Jim hadn’t become a historian, he had thoughts of being a courtroom lawyer, a profession that everyone in my family shies away from). I’ve often thought that if things had turned out differently, and I hadn’t discovered Latin and Greek in middle school, I could have been a coder. Charlie himself is quite the systematizer.

I’ve also wrote a bit more extensively about Charlie himself and Baron-Cohen’s “extreme male brain” theory of autism here and his theory of autism and mind-blindness here, with the caveat that these are theories that many do not agree with. Still, I find them helpful as we continue to try to understand why Charlie does what he does: He doesn’t just make arrangements like the one below without a lot of thought and care.

headphone suite

Read more: http://www.care2.com/causes/the-geek-syndrome-revisited.html#ixzz2RO5G7aZW

Eli Vieira e o Niilismo

Por que não sou niilista – uma resposta a André Díspore Cancian

Postado por Eli Vieira on sexta-feira, 20 de agosto de 2010

o-gritoRecentemente comentei uma entrevista do André Díspore Cancian, criador do site Ateus.net, em que ele expressava o niilismo. Desenvolverei um pouco mais aqui.

Se o niilismo (do latim nihil, nada) é meramente notar o fato de que não há um sentido para a vida, ao menos não um que seja propriedade fundamental da nossa existência ou do universo, então eu também sou niilista. Ou seja, é muito útil o niilismo como ceticismo voltado para a ética.

Porém há mais para o niilismo de alguns: não apenas notam este fato sobre a ausência de sentido na natureza que nos gerou, como também descartam de antemão, dogmaticamente, qualquer tentativa de construção de sentido como uma mera ingenuidade. E nesta segunda acepção eu não sou, em hipótese alguma, um niilista.

Há duas razões para eu não ser um niilista:

1) Vejo uma inconsistência interna, que é técnica, no niilismo:

É uma posição circular, pois parte de uma questão de fato, que é a falta de “sentido” na vida, para voltar a outra questão de fato, que é nossa necessidade de “sentido” na vida apesar de o tal sentido não existir.

A inconsistência aqui é ignorar um enorme campo, a ética, que é o campo das questões de direito.

“Sentido” é algo que pode ser construído pelo indivíduo e pela cultura, como sempre foi, porém sem o autoengano de atribuir sentido ao mundo natural que nos gerou mas ver o tal sentido como vemos uma obra de arte.

Ninguém espera que a beleza das obras de Rodin seja uma propriedade fundamental da natureza. Da mesma forma, não se deve esperar que sentido seja uma propriedade fundamental da vida.

Filósofos como Paul Kurtz e A. C. Grayling estão estre os que explicitam e valorizam a construção do sentido da vida da mesma forma que se valoriza a construção de valor estético em obras de arte.

Como niilista, o André Cancian acha que a decisão ética diária que tomamos por continuar a viver é fruto apenas de instintos moldados pela seleção natural, e que a razão deve apenas não se demorar em tentar conversar com estes instintos, pois se tentar, ou seja, se focarmos nossa consciência no fato do absurdo da natureza (tal como denunciado por Camus e Nietzsche) cessaríamos nossa vontade de viver voluntariamente.

É um erro pensar assim, porque um indivíduo pode, como Bertrand Russell e Stephen Hawking relatam para si mesmos, construir um sentido para sua própria vida, consciente de que esta vida é finita e insignificante no contexto cósmico. É uma alegação comum que era esta a posição defendida por Nietzsche – que valores seriam construídos após a derrocada dos valores tradicionais. Mas não sou grande fã da obra de Nietzsche como filosofia, sou da posição de Russell de que Nietzsche é mais literatura que filosofia.

A posição do niilista ignora também os tratados de pensadores como David Hume sobre a fragilidade da razão frente a paixões. A razão é escrava das paixões – é um instrumento preciso, como uma lâmina de diamante, porém frágil frente à força das paixões.

A razão e a âncora empírica são as mestras do conhecimento e da metafísica. Por outro lado, as paixões, ou seja, as emoções, incluída aqui a emoção empática, são as mestras das questões de direito, como indicam pesquisas científicas como as do neurocientista Jorge Moll.

A posição niilista é inconsistente ao limitar a legitimidade do pensamento ao escrutínio racional e/ou científico. Na verdade, razão e ciência são para epistemologia e metafísica (não respectivamente, mas de forma intercambiável). Ética existe não apenas como objeto de estudo destas outras faculdades, mas como todo um alicerce sustentador das nossas mentes: o alicerce das questões de direito –
– “devo fazer isso?”
– “isso é bom?”
– “isso é ruim?”

São questões com que nos deparamos todos os dias, a respeito das quais as respostas epistemológicas e metafísicas (referentes a questões de fato) são neutras.

Na entrevista no blog Amálgama, André Cancian faz questão de citar que as emoções (ou paixões), que ele chama de “instintos”, tiveram origem através da seleção natural.
Esta prioridade inusitada na resposta do Cancian é exemplo da circularidade do niilismo: nada teria sentido porque as emoções vieram de um processo natural de sobrevivência diferencial entre replicadores que variam casualmente.

Frente ao fato de também a razão ter vindo do mesmíssimo processo, como Daniel Dennett argumenta brilhantemente em suas obras, por acaso isso torna a razão desimportante ou então faz dela um instrumento que só gera respostas falsas?

Esta pergunta retórica serve para exemplificar que nenhuma resposta a ela faz sentido ao menos que se separe, como fez Kant, as questões de fato das questões de direito.
É algo que niilistas como o André Cancian insistem em não fazer.

Na UnB, tive aulas com um filósofo admirável chamado Paulo Abrantes. Quando entrava na questão metafilosófica de explicar o que é filosofia ou não, ele, como a maioria dos filósofos, dava respostas provisórias e incertas. Uma dessas respostas me marcou bastante: filosofia é a arte de explicitar. Todo trabalho de tomar uma ideia cheia de conceitos tácitos, dissecá-la e explicitá-la melhor, seria um trabalho filosófico.

Quando certas formas de niilismo ignoram a importantíssima explicitação kantiana da separação entre questões de fato e questões de direito, estão voltando a um estado não filosófico de aferrar-se a posições nebulosas e tácitas.

Concluindo a primeira razão pela qual eu não sou niilista, posso então dizer que é porque o niilismo parece-me antifilosófico.

2) Não sou niilista, também, por ser humanista. Em outras palavras, o vácuo que o niilista gosta de lembrar é preenchido em mim pelo humanismo.

Aqui vou ser breve: por mais que eu tente explicar, racionalmente, razões pelas quais sou humanista, todas estas tentativas são meras sombras frente a sentimentos reais que me abatem.

O fato de existir o regime teocrático no Irã, e o fato de dezenas ou centenas de pessoas estarem na fila do apedrejamento, entre elas uma mulher chamada Sakineh Mohammadi Ashtiani, é algo que açula “meus instintos mais primitivos”, parafraseando uma frase famosa no Congresso alguns anos atrás.

Sinto de verdade que é simplesmente errado enterrar uma mulher até o ombro e atirar pedras contra a cabeça dela até que ela morra.

Sinto que também é errado achar que “respeitar a cultura” do Irã é mais importante que preservar a vida desta mulher e de outros que estão na posição dela.

Porque culturas não são indivíduos como Sakineh, portanto culturas não contam com nem um pingo da minha empatia. Mas aqui são de novo minhas capacidades racionais tentando explicar minhas emoções.

Tendo isto em mente, convido qualquer niilista a pensar, agora, o que acha de dizer a esta mulher, quando ela estiver enterrada até os ombros, que nada do que ela está sentindo tem importância porque as emoções dela são instintos que vieram da evolução pela seleção natural.

Estou apelando para a emoção numa argumentação contra o niilismo? Claro. Eu construí o sentido da minha vida, aliás estou sempre construindo, com a noção de que minhas emoções – e as dos outros – são importantes sim, mesmo tendo elas nascido do absurdo da natureza. Na verdade, este batismo de sangue as valoriza.

Mas falar das emoções, que são a base da ética, à luz de seu batismo de sangue é assunto para outro texto. Quem sabe usar o personagem Dexter Morgan como mote para falar disso? Não decidi ainda se será bom ou ruim.

Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Ultimatum Game, empatia e geek syndrome

Mais referências para meu paper sobre relacão entre geek syndrome e ateísmo.

Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game 

Paul J. Zak, Robert Kurzban, Sheila Ahmadi, Ronald S. Swerdloff, Jang Park, Levan Efremidze, Karen Redwine, Karla Morgan, William MatznerGenerosity in the Ultimatum Game Testosterone … Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game … draws. Using the UltimatumGame from behavioralPLoS ONE: Research Article, published 16 Dec 200910.1371/journal.pone.0008330


Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks

Jaime Iranzo, Luis M. Floría, Yamir Moreno, Angel Sánchezin the Ultimatum Game: Small Groups and Networks Empathy Emerges Spontaneously in Ultimatum Games Jaime Iranzo … Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks … . TheUltimatum game, in which one subject proposes how to sharePLoS ONE: Research Article, published 26 Sep 201210.1371/journal.pone.0043781


Cognitive Control and Individual Differences in Economic Ultimatum Decision-Making

Wim De Neys, Nikolay Novitskiy, Leen Geeraerts, Jennifer Ramautar, Johan Wagemansin Economic Ultimatum Decision-Making Cognitive Control and Ultimatum Game Wim De Neys 1 * Nikolay … Cognitive Control and Individual Differences in EconomicUltimatum Decision-Making … ultimatum game, for example, most people turn downPLoS ONE: Research Article, published 09 Nov 201110.1371/journal.pone.0027107


Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game

Songfa Zhong, Salomon Israel, Idan Shalev, Hong Xue, Richard P. Ebstein, Soo Hong ChewPreference in Ultimatum Game DRD4/Season of Birth/Fairness … Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game … of theultimatum game , in which two individuals decide on howPLoS ONE: Research Article, published 03 Nov 201010.1371/journal.pone.0013765


Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games with Anonymity

Ning Ma, Nan Li, Xiao-Song He, De-Lin Sun, Xiaochu Zhang, Da-Ren Zhangby Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games … Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from ModifiedUltimatum Games with Anonymity … is still controversial. With modified ultimatumgamesPLoS ONE: Research Article, published 28 Jun 201210.1371/journal.pone.0039619


Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game

Alessandra Mancini, Viviana Betti, Maria Serena Panasiti, Enea Francesco Pavone, Salvatore Maria Agliotia Bilateral Ultimatum Game Suffering Makes You Egoist … Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game … of the Ultimatum Game (UG) both in the role of responderPLoS ONE: Research Article, published 12 Oct 201110.1371/journal.pone.0026008


Mathematically Gifted Adolescents Have Deficiencies in Social Valuation and Mentalization

Kyongsik Yun, Dongil Chung, Bosun Jang, Jin Ho Kim, Jaeseung Jeongof the same age using the repeated Ultimatum Game. Twenty … participated in theUltimatum Game. Two adolescents … as a responder. Because of its simplicity, theUltimatum GamePLoS ONE: Research Article, published 04 Apr 201110.1371/journal.pone.0018224

Sobre gênios e demônios criativos

Material para o workshop sobre criatividade. Se encaixa bem na teoria da mente bicameral de Julian Jaynes.

Para que servem os ateus?

 

Coelhos = religiosos, raposas = ateus?

Estou achando que preciso correr para escrever o meu livro intitulado “Deus e Acaso”, baseado em postagens deste blog. Alguns dos temas do livro já estão sendo discutidos em papers recentes, parece que existe um interesse cada vez maior sobre o assunto. Ver por exemplo o artigo abaixo, que foi um target article em um número inteiro dedicado a discussões desse tipo na revista Religion, Brain & Behavior.

What are atheists for? Hypotheses on the functions of non-belief in the evolution of religion

DOI: 10.1080/2153599X.2012.667948

Dominic Johnsona*
pages 48-70

Version of record first published: 27 Apr 2012

Abstract

An explosion of recent research suggests that religious beliefs and behaviors are universal, arise from deep-seated cognitive mechanisms, and were favored by natural selection over human evolutionary history. However, if a propensity towards religious beliefs is a fundamental characteristic of human brains (as both by-product theorists and adaptationists agree), and/or an important ingredient of Darwinian fitness (as adaptationists argue), then how do we explain the existence and prevalence of atheists – even among ancient and traditional societies? The null hypothesis is that – like other psychological traits – due to natural variation among individuals in genetics, physiology, and cognition, there will always be a range of strengths of religious beliefs. Atheists may therefore simply represent one end of a natural distribution of belief. However, an evolutionary approach to religion raises some more interesting adaptivehypotheses for atheism, which I explore here. Key among them are: (1) frequency dependence may mean that atheism as a “strategy” is selected for (along with selection for the “strategy” of belief), as long as atheists do not become too numerous; (2) ecological variation may mean that atheism outperforms belief in certain settings or at certain times, maintaining a mix in the overall population; (3) the presence of atheists may reinforce or temper religious beliefs and behaviors in the face of skepticism, boosting religious commitment, credibility, or practicality in the group as a whole; and (4) the presence of atheists may catalyze the functional advantages of religion, analogous to the way that loners or non-participants can enhance the evolution of cooperation. Just as evolutionary theorists ask what religious beliefs are “for” in terms of functional benefits for Darwinian fitness, an evolutionary approach suggests we should also at least consider what atheists might be for.

Na USP, a Psicologia da Religião estuda agora o Ateísmo

Mais material para o livro sobre @teismo = estudo científico origens do ateísmo

Laboratório do IP analisa religiosidade e ateísmo do ponto de vista psicológico

Publicado em ComportamentoUSP Online Destaque por Diego Rodrigues em 22 de agosto de 2012   

Dinâmica psicológica de indivíduos religiosos e ateus é foco de estudos no IP Foto: Wikimedia

Como entender os fenômenos religiosos? Qual a ação da religião na psique das pessoas? Estudos do Instituto de Psicologia (IP) da USP buscam responder questões como essas, utilizando as abordagens da psicologia. Desde 2000, por iniciativa do professor Geraldo José de Paiva, o Laboratório de Psicologia Social da Religião concentra essas pesquisas.

O grupo é formado por 12 pessoas, todos doutores e doutorandos. Não apenas da USP. Instituições de ensino como a PUC e o Mackenzie trabalham em pareceria para desenvolver  pesquisas concretas sobre o fenômeno religioso. Alguns dos colaboradores do Laboratório têm ainda formação diversa,  como pós-graduação em Ciência da Religião, e em Semiótica, que é o estudo dos sistemas de significação.

Ateus

A mais recente pesquisa do Laboratório analisa diferenças entre religiosos e ateus. Os pontos estudados dizem respeito aos processos de enfrentamento das dificuldades, o bem-estar psicológico e fatores de personalidade. O grupo busca verificar se o enfrentamento dos problemas é influenciado pela opção religiosa; se há correlações entre fatores de personalidade e as opções religiosas feitas por cada indivíduo; e se o bem-estar é afetado por estas opções. Read more [+]

TED Talk sobre criatividade

Interessante, mas fiquei com a impressão que no Brasil o pêndulo está voltado para o outro lado… Como fazer para equilibrar o futebol com as olimpíadas de matemática?

 

Por que não sou inteligente

Segundo o teste do IQ Elite, meu QI é 97, abaixo da média. OK, várias das questões eu não entendi as palavras chave em inglês, demorei muito, em vez de me concentrar nas de matemática. Mas isso não é desculpa…  A menos que a língua materna de quem está sendo testado influencie no resultado. Acho que a burrice foi não ter usado o site em Português, que está disponível. Ou talvez seja a idade, plena decadência, eu sei…

Isso demonstra que qualquer pessoa de inteligencia mediana pode ser um físico, quebrando o paradigma (ou estereótipo) de que físicos são pessoas inteligentes. Afinal, eu seria o contra-exemplo. Pois certamente esses testes de QI da internet são infalíveis…

BAZINGA!

IQ Test

Verbal IQ Results

The results below show that you have answered 4 out of 5 verbal questions correctly. Read more [+]

O Filósofo Philip K. Dick e seu Multiverso

Via Ramon Bacelar na Lista do CLFC:

Obras do americano Philip K. Dick começam a ser reeditadas no Brasil

Publicações vêm na esteira do remake de ‘O Vingador do Futuro’, baseado no conto de ‘Realidades Adaptadas’

17 de agosto de 2012 | 20h 00
Antonio Gonçalves Filho – O Estado de S. Paulo

A realidade não passava de uma alucinação para o autor de ficção científica norte-americano Philip K. Dick (1928-1982), ainda pouco conhecido como escritor no Brasil, mas popular entre cinéfilos por filmes baseados em seus livros. Já são oito com a estreia, nesta sexta-feira, 17, de O Vingador do Futuro. O mais popular deles, Blade Runner (1982), foi baseado no romance Do Androids Dream of Electric Sheep? (1966), publicado no Brasil com o título O Caçador de Androides (a edição da Rocco está esgotada, mas a editora Aleph disputa o título). Deve ganhar uma sequência em 2013.

Veja também:
link Volume de ensaios sobre Blade Runner traz texto de Cabrera Infante

'O Vingador do Futuro' chegou aos cinemas nesta sexta-feira, 17 - Divulgação
Divulgação
‘O Vingador do Futuro’ chegou aos cinemas nesta sexta-feira, 17

Desde que topou com uma estranha mulher de cabelos negros batendo à porta de sua casa, em 1974, o autor passou a afirmar que tudo o que vemos não passa de projeção de um mundo paralelo. O livro Realidades Adaptadas, que chega ao mercado com sete dos seus oito contos transformados em filmes (inclusive O Vingador do Futuro), tem histórias que insinuam ser essa não apenas a crença de alguém diagnosticado como esquizofrênico, mas de um panenteísta empenhado em provar que suas visões do futuro lhe foram reveladas pela divindade criadora do universo.

A coletânea de contos inaugura uma série de cinco livros do autor que a Editora Aleph coloca no mercado com novo visual. Depois deRealidades Adaptadas, chega às livrarias, em outubro, FluamMinhas LágrimasDisse o Policial, seguido, em 2013, por O Homem do Castelo Alto (1962), Os Três Estigmas de Palmer Eldritch (1965) e Ubik (1969). Todas as capas trazem os títulos aplicados em adesivos, podendo ser substituídos por novo layout, disponível num marcador encartado em cada volume. O projeto é de Pedro Inoue, diretor de criação da revista ativista canadense Adbusters, que se opõe ao capitalismo.

Os relançamentos aqui acontecem no momento em que os livros de Philip K. Dick, traduzidos em 25 línguas, começam a ser adotados no currículo das universidades americanas. Read more [+]

Grafos de fala medem desordem de pensamento em psicoses

Este paper saiu em abril de 2012 e foi comentado na Folha de São Paulo. Ver também aqui e aqui.

Speech Graphs Provide a Quantitative Measure of Thought Disorder in Psychosis

10/04/2012 – 10h25

Análise matemática da fala flagra esquizofrenia

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

A forma como alguém conta uma história pode revelar muitas coisas, inclusive transtornos psiquiátricos. Pesquisadores brasileiros criaram um método que consegue identificar pacientes com esquizofrenia e com mania apenas usando a fala.

O trabalho começou a ser desenvolvido em 2006 e, ao longo do tempo, envolveu um time de cientistas de várias especialidades, liderados por uma equipe do Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal).

Os pesquisadores criaram um modelo que transforma em gráficos (grafos) o discurso dos pacientes. E, a partir desse padrão, é possível identificar padrões e correlações que são bastante específicos dessas duas psicoses.

No experimento, os cientistas analisaram 24 pessoas, sendo oito delas com diagnóstico prévio de esquizofrenia, oito de mania e oito sem psicoses diagnosticadas.

Editoria de arte/Folhapress

O MÉTODO Read more [+]

Aprendendo com games

Se você está preocupado pelo fato de seu filho “gastar” horas em games em vez de “estudar para ser capaz de trabalhar”, o artigo abaixo sugere que você é adepto da filosofia Baining de vida. O que precisaria ser melhor estudado é que tipo de aprendizagem ocorre durante os games: Reações neuromotoras e tomadas de decisão rápidas? Habituação emocional em ambientes hostis simulados que lembram sonhos? Socialização em jogos online? Bom, uma tese de doutorado examina a aprendizagem através de games aqui.

Freedom to Learn

The roles of play and curiosity as foundations for learning.
by Peter Gray
Bateson called them “drab and colorless:” The culture where play is shameful.
Published on July 20, 2012 by Peter Gray in Freedom to Learn

 

Note to readers (added Aug. 5, 2012): In your reading of this essay, please include the comment (on page 2 of the comments) by Professor Jane Fajans, the anthropologist whose writings I have made use of for this post.  Her comment is entitled “Work and Play Among the Baining” (which is also part of the subtitle of her fascinating book), and it offers a couple of significant corrections to what I say here.  Perhaps most important, Fajans notes that Baining adults, in her experience, did not so much actively prevent children’s play as devalue it. I wish also to take this opportunity to emphasize a point that I could have made more fully in this essay: The attitude of the Baining toward play is very different from that of hunter-gatherers, and, correlated with that, their adult character is also very different. If you follow the links in the third paragraph below, you will find more about hunter-gatherers and play. I wish to add also that this essay is clearly not about race but about culture, and if there is value judgment, it is judgment grounded in my own culturally-produced biases. -PG

The Baining—one of the indigenous cultural groups of Papua New Guinea—have the reputation, at least among some researchers, of being the dullest culture on earth. Early in his career, in the 1920s, the famous British anthropologist Gregory Bateson spent 14 months among them, until he finally left in frustration. He called them “unstudiable,” because of their reluctance to say anything interesting about their lives and their failure to exhibit much activity beyond the mundane routines of daily work, and he later wrote that they lived “a drab and colorless existence.” Forty years later, Jeremy Pool, a graduate student in anthropology, spent more than a year living among them in the attempt to develop a doctoral dissertation. He too found almost nothing interesting to say about the Baining, and the experience caused him to leave anthropology and go into computer science (reference here).  Finally, however, anthropologist Jane Fajans, now at Cornell University, figured out a way to study them.[1] Read more [+]

Cientistas dizem que aves e até polvos têm alguma consciência

23/07/2012 – 05h10

Na onda dos manifestos assinados por cientistas defendendo posições sobre temas polêmicos, como o aquecimento global e a evolução, o tema da consciência animal é a bola da vez.

A mensagem dos pesquisadores é clara: dado o peso das evidências atuais, não dá mais para dizer que mamíferos, aves e até polvos não tenham alguma consciência.

Foi o que um grupo de neurocientistas afirmou no Manifesto Cambridge sobre a Consciência em Animais Não Humanos, lançado neste mês em uma conferência sobre as bases neurais da consciência na prestigiosa Universidade de Cambridge (Reino Unido).

SEMELHANÇA

Philip Low, neurocientista da Universidade Stanford e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e proponente do manifesto, disse à Folha que “nas últimas duas décadas, houve um grande progresso na neurobiologia, graças às novas tecnologias que permitem testar velhas hipóteses”.

Rodrigo Damati/Editoria de Arte

Um conjunto de evidências convergentes indica que animais não humanos, como mamíferos, aves e polvos, possuem as bases anatômicas, químicas e fisiológicas dos estados conscientes, juntamente com a capacidade de exibir comportamentos intencionais e emocionais.

A ausência de um neocórtex (área cerebral mais recente e desenvolvida em humanos) não parece impedir um organismo de experimentar estados afetivos.

O peso da evidência, portanto, indica que os seres humanos não são únicos no que diz respeito à posse das bases neurológicas que geram consciência.

“Enquanto cientistas, nós sentimos que tínhamos um dever profissional e moral de relatar essas observações para o público”, disse Low.

O manifesto foi assinado por 25 pesquisadores de peso, como Irene Pepperberg, da Universidade Harvard, que estudou as avançadas capacidades cognitivas (como o reconhecimento de cores e palavras) do famoso papagaio Alex.

Mateus Paranhos da Costa, pesquisador do comportamento e bem-estar animal da Unesp de Jaboticabal, achou a declaração bem fundamentada.

“Ela tem um componente político importante: um grupo de pesquisadores oficializa sua posição frente à sociedade, assumindo diante dela o que a ciência já tem evidenciado há algum tempo”, diz ele.

ESPELHO DA MENTE

A capacidade de alguns animais de se reconhecerem no espelho foi mencionada no manifesto.

Parece trivial se reconhecer ao escovar os dentes todas as manhãs, mas muitos bichos têm reações agressivas quando colocados cara a cara com seu reflexo.

No teste do espelho, um animal que nunca viu um objeto desses na vida é anestesiado até dormir. Os pesquisadores pintam, então, uma marca no rosto do animal e esperam que ele acorde e ache o espelho colocado em seu recinto. Se ele tentar brigar com o “intruso” ou tocar a mancha no espelho, fracassou no teste. Contudo, se tocar a marca nele mesmo, é um forte indício de que tenha noção de si próprio.

Já passaram no teste chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos, golfinhos-nariz-de-garrafa, orcas, elefantes e pegas-europeias (parentes do corvo). Crianças só passam no teste após 18 meses de vida.

Marlene Zuk, especialista em seleção sexual e comunicação animal da Universidade de Minnesota, afirma que é preciso ter cuidado com a atribuição da experiência humana a outros animais.

“Temos a tendência de fazer um ranking dos animais com base em quão semelhantes a nós eles são. Entendemos muito pouco sobre como funciona a consciência. Os animais podem apresentar um comportamento complexo sem ter sistema nervoso complexo.”

LACUNAS

Devido ao foco da conferência nas bases neurais da consciência, estudos relevantes para o bem-estar animal faltaram no manifesto.

A palavra “dor” não foi mencionada. Pesquisas já mostraram a existência da capacidade de sentir dor em peixes e invertebrados, excluídos da lista. A capacidade de sofrer com a morte de um parente também já foi descrita em chimpanzés, gorilas, elefantes, leões-marinhos, lobos, lhamas, pegas e gansos.

“Se vivemos em uma sociedade que considera dados científicos ao pensar suas atitudes morais em relação aos animais, então o manifesto poderá iniciar mudanças”, ressalta Philip Low.

Para Paranhos da Costa, ao se gerar e divulgar evidências de que os animais de criação (como o gado) “não diferem dos demais quanto a capacidades de sentir, aprender, formar laços sociais”, transformações sociais ocorrerão.

Ateus demasiadamente otimistas

Ernesto von Ruckert

Vicosa, MG, Brazil

www.ruckert.pro.br

Porque a luta entre ateus e teístas parece ser eterna, e no horizonte não se consegue prever o fim dessa luta? existem pessoas super bem formadas e bem informadas em ambos os lados, porque as opiniões se dividem e divergem tanto?

Esta luta não é eterna. Eu prevejo a vitória do ateísmo em poucos milhares da anos. Pessoas inteligentes e informadas ainda não são atéias, simplesmente porque ainda não se debruçaram o suficiente no estudo dos fundamentos de suas crenças, como eu o fiz e como recomendo que todos o façam, bem como difundo, buscando esclarecer. Teístas, deístas, panteístas, politeístas e todos os que consideram a existência de deuses e espíritos não são necessariamente burros e nem ignorantes. Só não pensaram bastante, de modo científico e filosófico, sobre o tema. Quando o fizerem, posso quase garantir que se tornarão ateus. Às vezes seu objeto de estudo não tem ligação com esses questionamentos. Para se concluir pela inexistência de deus é preciso estudar, pelo menos, religião, história, cosmologia, neurociência, evolução e, principalmente, filosofia. Se a pessoa é inteligente e culta mas mexe com arte, literatura, música, administração, negócios, direito, economia, geografia, só história, engenharia ou outras coisas, pode não chegar a concluir pela inexistência de deus. Médicos podem concluir mais facilmente, se forem mais teóricos do que práticos.
Assim, com a disseminação do conhecimento a todas as pessoas. o que ocorrerá à medida que toda a pobreza for sendo extinta no mundo e toda a humanidade for próspera e instruída, o que acho que se dará em menos de cinco mil anos, as religiões e as crenças religiosas se extinguirão e todos serão ateus. Para mim, religiosos cultos e inteligentes, como o próprio Papa, em seu foro íntimo, são ateus.

Isso apareceu no meu Formspring, eu não entendo direito como essa rede social funciona, não tenho usado muito não.

Me parece que devo discordar. Dado que existem muitos cientistas e filósofos de alto calibre (como os ganhadores do prêmio Templeton) que certamente pensaram muito sobre o assunto e não são ateus, segue-se que o simples pensar científico e filosófico não produz automaticamente o ateísmo (na melhor das hipóteses produz o agnosticismo).

Sendo assim, mesmo se a educação atingisse um nível em que as pessoas tivessem a mesma inteligência e formação cultural que os ganhadores do prêmio Templeton, isso ainda não produziria uma massa de ateus.

Dado que a educação no mundo está aumentando mas a fração relativa de ateus está diminuindo (o que cresce é o número dos ateus declarados, ou seja, que já eram ateus mas saíram do armário) e o número de sem religião (ou seja, religiosos nominais, como os antigos católicos que iam na igreja apenas num batizado ou casamento, agora se dizem sem religião, o que provavelmente significa que são seguidores de algum tipo de crença New Age ou livros de auto-ajuda), me parece que a simples educação secular não é uma força suficiente para espalhar o ateísmo.

Assim, acho que o único meio concreto do Ateísmo crescer seria ser pró-ativo, proselitista, como é o caso de Richard Dawkins, por exemplo. Os ateus precisariam evangelizar, mandar missionários, criar igrejas seculares etc. Teriam que aprender com os neopentecostais como fazer isso de maneira eficiente (por exemplo, cantar músicas seculares em grupo, numa atmosfera de elevação espiritual, criar programas de TV com sermãos ateus etc.).

Como não vejo isso no horizonte, acho que Ernesto Von Ruckert deveria ser mais realista, não confundir um pensamento desejante (“ai, como seria bom se todo o mundo fosse ateu!”) com as sérias análises antropológicas, sociológicas, de psicologia evolucionária, demográficas, de dinâmica de população etc, necessárias para a análise científica da taxa de crescimento do ateísmo.

Da minha parte, acho que as populações de ateus e religiosos seguem uma dinâmica de Lotka-Volterra (ciclos predador-presa), de modo que ateísmos e neoateismos, renovaçãoes espirituais e grandes despertares seguem ondas quasi-periódicas, sem um trend concreto. Ou seja, o sistema não está indo para lugar nenhum, fica oscilando num ciclo eterno.

Acho que o assunto só se encerraria se encontrássemos que a civilização galáctica é ateia. Mesmo assim, não tenho certeza. O pessoal tem tanta fé que enviariam missionários para os outros planetas. Ai sim teríamos uma Igreja Universal do Reino de Deus…

Papai Noel Quântico

If you want your children to be intelligent, read them fairy tales. If you want them to be more intelligent, read them more fairy tales.

Chegando o Natal começa aquela ladainha sobre Jesus e Papai Noel, meus amigos cristãos reclamando que o capitalismo coloca Papai Noel na frente de Jesus e alguns dos meus amigos ateus hateando que tanto Papai Noel como Jesus são personagens igualmente míticos. Ah sim, também tenho amigos que não falam nem de Jesus nem de Papai Noel para seus filhos pequenos e os presentes de Natal são dados ou em homenagem ao Deus-Sol Apolo Invictus – no solstício de verão que cairá no dia 22 de Dezembro às 5:30 h neste ano, ou no dia de Reis, 6 de janeiro, não sei exatamente por quê.

Meus filhos não receberam educação religiosa mas acho que sabem pelo menos quem é Davi (ou pelo menos, como Davi venceu o gigante Golias, de modo que eles, sendo baixinhos, também não deveriam ter medo dos grandões). E, claro, foram educados acreditando em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa.

Lembro-me de um jantar maravilhoso na época de Natal onde Leonardo, Raphael e eu discutíamos sobre como é possível Papai Noel entrar na nossa casa, dado que ela não tinha chaminé. Aventei a hipótese de teletransporte, acho que falei também sobre a possibilidade de um Papai Noel quântico que pudesse, numa superposição de estados, estar em todas as casas das crianças ao mesmo tempo.

Algumas pessoas me criticaram por encher as cabeças dos meus filhos de mitos, fantasias e ficção científica. Bom, minha desculpa é que eu sigo o preceito de Einstein acima, afinal quero que meus filhos sejam inteligentes e criativos.

Isso parece ter dado certo: Mariana (18)  sempre foi a melhor aluna da classe e cursou todo o ensino médio sem pagar nada, pois ganhou uma bolsa num vestibulinho em que ficou em primeiro lugar entre 100 candidatos. Juliana (15) acaba de ler Sartre (depois de passar por Spinoza e Aristóteles). Dado que ela tem apenas 15 anos, acho que é um feito (eu mesmo li muito poucos desses autores). Mariana e Juliana acabam de passar na primeira fase da FUVEST, o que me parece promissor, dado que Mariana namorou e vagabundeou o ano todo – segundo suas próprias palavras, e Juliana está ainda no segundo ano e não fez cursinho.

Leonardo (10) ganhou recentemente uma medalha de prata em uma Olimpíada de Matemática. Já Raphael (8) saiu-me com essa quando tinha seis anos de idade: “Papai, confesse, Bicho Papão não existe!” “Sim, meu filho, Bicho Papão é uma história que as mães usam para fazer as crianças ir pra cama mais cedo…” “Hummm… sim, porque eu nunca vi um Bicho Papão! Agora, fale a verdade mesmo: você me mandou trancar a porta do carro por causa do Ladrão, mas Ladrão também não existe! Eu também nunca vi um!”

Sim, Raphael é meio empirista e positivista lógico: na época ele ainda acreditava em Coelho da Páscoa dado que havia amplas evidências observacionais – ovos de Páscoa, rastros do Coelho pela casa, evidências televisivas etc. Preciso ensinar para esse menino que Popper destruiu tanto o Empirismo quanto o Positivismo.

Assim, sigo o mestre Einstein e sugiro fortemente que eduquem seus filhos usando contos de fadas (a série sobre tecnofadas Artemis Fowl é um bom começo, muito melhor que Harry Potter). Se você discorda de mim, eu fico com apenas três hipótese: ou você não tem filhos, ou se acha mais esperto que Einstein ou tem os alelos AA ou AG no gene OXTR para o receptor de Oxitocina… provavelmente os três!

Mecânica Quântica e Livre-Arbítrio

Minha filha Juliana (15) e sua amiga Amanda (16) vão iniciar seu projeto de iniciação científica no laboratório SISNE (Sistemas Neurais) do Departamento de Física da FFCLRP – USP. Tudo o que posso dizer para o momento é que o experimento tem a ver com uma condição necessária (mas não suficiente) para que insetos, aracnídeos, crustáceos e coleópteros tenham livre-arbítrio. O biólogo Wagner Ferreira dos Santos da FFCLRP me disse que acredita que mesmo bactérias quimiotáticas tenham algum tipo de livre-arbítrio e que ele delimitaria a linha entre autômatos estocásticos e organismos com livre-arbítrio na linha que separa vírus de bactérias.

Por condição necessária para o livre arbítrio estamos usando uma definição operacional onde uma situação de escolha entre duas trajetórias pelo organismo só possa ser modelada por um processo não-Markoviano.

Quantum Entanglement Can be a Measure of Free Will

The same experiments that reveal the nature of entanglement can also be interpreted as a measure of free will, say researchers

The nature of quantum mechanics has forced researchers to reconsider their own role in the process of science. Gone is the Victorian idea that measurement is objective and absolute. Today, we know that in the quantum world, it is impossible to separate the measured from the measurer. But exactly what role measurement plays in the universe, we have yet to fathom.

One intriguing idea is that certain kinds of experiments can tease apart the nature of measurement. And one particularly important class of experiment involves quantum entanglement, the hugely puzzling phenomenon in which widely separated objects share the same existence (or in scientific terms, are described by the same wave function).

Imagine two particles that are entangled in this way. Before any measurement takes place, these particles are in a superposition of states. Then a measurement on one immediately influences the other, somehow determining the outcome of a measurement on it.

Many experiments have shown that this “influence” happens as close to instantaneously as it is possible to measure and certainly cannot be mediated by any lightspeed signal. The same experiments also rule out any hidden correlation between the particles in which the outcome of any measurement is agreed upon in advance. Imagine, for example, some unseen hand that forces experimenters to unknowingly carry out measurements that always make it look as if this spooky action at a distance was taking place.

Today, Jonathan Barrett from the University of Bristol and Nicolas Gisin from the University of Geneva provide us with an interesting new take on this problem. They assume that entanglement does occur as quantum mechanics proscribes and then ask how much free will an experimenter must have to rule out the possibility of hidden interference.

The answer is curious. Barret and Gisin prove that if there is any information shared by the experimenters and the particles they are to measure, then entanglement can be explained by some kind of hidden process that is deterministic.

In practical terms, this means that there can be no shared information between the random number generators that determine the parameters of the experiments to be made, and the particles to be measured.

But the same also holds true for the experimenters themselves. It means there can be no information shared between them and the particles to be measured either. In other words, they must have completely free will.

In fact, if an experimenter lacks even a single bit of free will then quantum mechanics can be explained in terms of hidden variables. Conversely, if we accept the veracity of quantum mechanics, then we are able to place a bound on the nature of free will.

That’s an interesting way of stating the problem of entanglement and suggests a number of promising, related conundrums: what of systems that are partially entangled and others in which more than two particle become entangled.

Free will never looked so fascinating.

Ref: arxiv.org/abs/1008.3612: How Much Free Will Is Needed To Demonstrate Nonlocality?

Gentileza gera Gentileza

Gentileza teria fundamentos genéticos, sugere estudo

AFPPor Rouf Bhat | AFP – 23 horas atrá

CONTEÚDO RELACIONADO

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Pessoas dotadas de um certo traço genético são mais gentis e carinhosas do que as demais e esta característica pode ser rapidamente identificada por estranhos, revelou um estudo publicado esta segunda-feira nos Estados Unidos.

Esta variação é relacionada com a ocitocina, gene receptor também conhecido como “hormônio do amor” porque costuma se manifestar nas relações sexuais e incita comportamentos sociais como união e empatia.

Cientistas da Universidade do estado do Oregon desenvolveram um experimento no qual 23 casais, cujos traços genéticos eram conhecidos dos pesquisadores mas não dos observadores, foram filmados.

Pediu-se a um dos membros do casal que contasse ao outro sobre um período de sofrimento de sua vida. Os observadores deviam abservar o ouvinte por 20 segundos, com o som desligado.

Na maior parte dos casos, os observadores conseguiram identificar quais ouvintes tinham o “gene da gentileza” e quais não, revelou a pesquisa, cujos resultados foram publicados na edição de 14 de novembro do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

“Nossas descobertas sugerem que até mesmo a variação genética mais sutil pode ter impacto tangível no comportamento das pessoas e que estas diferenças comportamentais são rapidamente notadas pelos demais”, explicou o principal autor do estudo, Aleksandr Kogan, estudante de pós-doutorado da Universidade de Toronto.

Nove entre 10 pessoas, consideradas “menos confiáveis” pelos observadores neutros tinham a versão A do gene, enquanto 6 entre os 10 considerados os “mais pró-sociais” tinham o genótipo GG.

Os participantes da pesquisa foram testados antecipadamente e identificados como detentores dos genótipos GG, AG ou AA para a sequência de DNA do gene receptor de ocitocina (OXTR).

As pessoas com duas cópias do alelo G foram geralmente consideradas mais empáticas, confiáveis e amorosas. As dotadas dos genótipos AG ou AA tenderam a dizer que se sentiam menos confiantes de modo geral e menor sensibilidade parental. Pesquisas anteriores demonstraram que estes indivíduos também apresentavam um risco mais elevado de desenvolver autismo.

“Nosso estudo questionou se estas diferenças se manifestam em comportamentos rapidamente detectáveis por estranhos e demonstrou que são”, explicou.

No entanto, nenhum traço genético pode prever totalmente o comportamento de uma pessoa e é necessário fazer mais pesquisas para descobrir como esta variação afeta a biologia comportamental

Explicado o motivo de porque os homens tem mais neurônios que as mulheres!

Osame Kinouchi

Explicado o motivo de porque os homens tem mais neurônios que as mulheres!   http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/11/08/cerebros-de-criancas-autistas-tem-mais-neuronios/

www.jb.com.br

As crianças autistas têm mais neurônios e apresentam um cérebro mais pesado que as demais, revela um estudo publicado nesta terça-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA).O estudo, baseado em análises de cérebros de crianças autistas …

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    • Mônica Guimarães Campiteli hahahahaha

      há 8 horas · 
    • Mauro Rebelo É muita cara de pau propor qualquer conclusão com base em um n=7

      há 8 horas · 
    • Osame Kinouchi Mauro, preciso ler o paper mas a coisa faz sentido: 1. Homens tem peo menos 4x mais tendencia ao autismo; 2. Homens tem mais neuronios no Pre frontal; 3. Homens sao conhecidos como “pequenos autistas”, porque tratam animais e pessoas (em especial mulheres) como se fossem objetos e maquinas (“Nossa, ela é uma máquina!”); 4. Sabe-se que o prunning neural (a apoptose de neuronios) é essencial para a conformacao e maturacao eficiente do cerebro na adolescencia; 5. Homem ns possuem um retardo maturacional caracteristico (compare um moleque de 16 anos com uma menina da mesma idade; 6. Seja a amostra aleatoria, seja 1/2 a probabilidade (hipotese nula) de um autista ter muito mais neuronios do que o controle, entao a probabilidade de se ter 7 autistas com mais neuronios (e NENHUM com menos!) que os controles é 1/2^7 = 1/128, ou seja, menos que 1%. Bom, se vc apostar que consegue tirar 7 caras em seguida num jogo de cara e coroa (e certamente vc consegue, com 1/128 de chance!) entao eu topo apostar! risos… Mas noto que eles viram apenas correlacao, porem acho que a conclusao nao eh esta, mas sim que, SE tais neuronio em excesso sao prejudiciais (o que vai de acordo com a teoria de prunning neural), ENTAO esse tipo de autismo (correlacionado com mais tecido no pre frontal) tem uma causa que remonta pelo menos ao utero materno, o que tambem parece ser bastante plausivel. Ou seja, nao existe aqui nenhum grande claim novo, todo mundo sabe disso, de modo que “little claims need little evidence…”

      há 13 minutos · 
    • Osame Kinouchi Autistas (Aspies como eu?) tambem tem mania de responder sem tato e delicadeza aos amigos, especialmente no facebbok, e acabam brigando com metade da blogosfera! risos Eu tenho quase certeza que esse menino da reportagem abaixo tem mais neuronios no pre-frontal: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,genio-da-matematica-de-14-anos-relata-desprezo-e-medo-de-bullying,795981,0.htm

      www.estadao.com.br

      O galês Cameron Thompson tem 14 anos e está estudando Matemática Aplicada na Ope…Ver mais
      há 9 minutos ·  · 
    • Osame Kinouchi Deixa eu fazer uma aposta antes de ler o artigo: os sete autistas sao meninos!

      há 6 minutos · 
    • Osame Kinouchi O link está aqui, comecando a ler:http://jama.ama-assn.org/content/306/18/2031.short

      jama.ama-assn.org

      Since this article does not have an abstract, we have provided the first 150 words of the full text.
      há 6 minutos ·  · 
    • Osame Kinouchi In this issue of JAMA, the report by Courchesne and colleagues documents an increase in neuron number in the prefrontal cortex (PFC) in male children and adolescents with autism.

      há 4 minutos · 
    • Osame Kinouchi BINGO! E BAZINGA!!!

      há 4 minutos · 

Increased Neuron Number and Head Size in Autism

  1. Janet E. Lainhart, MD;
  2. Nicholas Lange, ScD

[+] Author Affiliations

  1. Author Affiliations: Departments of Psychiatry, Pediatrics, and Neuroscience, The Brain Institute, University of Utah, Salt Lake City (Dr Lainhart); and Departments of Psychiatry and Biostatistics, Harvard University Schools of Medicine and Public Health, Boston, Massachusetts (Dr Lange).

Since this article does not have an abstract, we have provided the first 150 words of the full text.

In this issue of JAMA, the report by Courchesne and colleagues1 documents an increase in neuron number in the prefrontal cortex (PFC) in male children and adolescents with autism. Those findings build on Leo Kanner’s original observations2 in 1943 and 2 decades of recent research investigating macrocephaly in autism. Macrocephaly occurs in 20% of individuals with autism on average and is usually due to megalencephaly—abnormal enlargement of the brain during childhood.3 The enlargement is rarely present at birth; it develops during early childhood when head growth accelerates during the first 18 months of life.4 Mean total brain, lobar, white matter, and gray matter volumes, including volume of the cortex, are significantly increased by 2 to 3 years of age in children with autism when compared with typically developing and also nonautistic developmentally delayed individuals.5,6,7

Um exemplo de geek syndrome no TBBT