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Nerds e esportes: uma pesquisa estatística

Nerds são classicamente descritos como incapazes de praticar esportes. Isso é verdade? Você poderia se manifestar?

1) Você se considera nerd?

2) Você se considera sedentário?

3) Você pratica algum esporte? Qual?

4) Você tem alguma religião?

5) Em quem você votou na eleição  de 2010?

Outra discussão é a questão da onipresença do futebol no Brasil e no mundo. Me defino como Afutebolista, ou seja, alguém que não acredita que o futebol seja benéfico para a Humanidade, sendo contra a idolatria do futebol, que é uma verdadeira religião secular. Proponho as seguintes teses:

1) O espaço dado na mídia para o futebol é exagerado e alienante. Outros esportes são prejudicados por pouca cobertura, fora a questão de que tal espaço de mídia poderia ser usado para se discutir ciência e cultura.

2) O Futebol é uma religião secular, com seus extases dominicais, seus ídolos, seu fanatismo, o incentivo a superstições (amuletos, simpatias para ganhar a partida), sua violência intrínseca que gera dezenas de mortes por ano no Brasil e provocou até mesmo uma Guerra entre Honduras e El Salvador. Ou seja, na America Latina, nunca tivemos uma guerra de cunho religioso (a menos que se conte Canudos) mas tivemos uma guerra de cunho futebolístico.

3) A FIFA tem mais países membros do que a ONU. Tem mais seguidores que a Igreja Católica. É  machista pois não admite juízas nos jogos principais. É mais rica que a Igreja Católica e faz muito menos ação social que a mesma. Está envolvida em casos de corrupção bem maiores que o Banco do Vaticano.

4) O dinheiro gasto por pessoas pobres para ir no estadio pode ultrapassar o dízimo de seu salario.

5) Existe uma grande discriminação quando te perguntam qual o seu time e você diz que não gosta de futebol. Te olham mais estranho do que se você fosse ateu, afinal existem mais ateus no Brasil do que afutebolistas.

6) Se uma pessoa declarar-se afutéia, ou seja, que detesta o futebol, ela será discriminada e ficaria em ultimo lugar numa eleição para presidente, atrás dos ateus (afinal, já tivemos vários presidentes ateus, mas nenhum que detestasse o futebol).

7) O futebol envolve um desperdício enorme de recursos (haja visto a atual copado mundo no Brasil). A Africa do Sul reconhece hoje que a Copa não trouxe nada de permanente para o país, apenas o enriquecimento de empresas e políticos corruptos.

8) Não existe separação entre Estado e Futebol. Por que o dinheiro do meu imposto deve ser gasto nessa religião secular se eu acho que o futebol é pernicioso para a sociedade? Que haja um estado verdadeiramente laico, separação total entre Estado e Estádios, Governo Laico e Futebol.

9) As crianças são educadas desde cedo, vestindo camisa, etc, sem lhe serem dadas a opção de escolha do time. Nesse sentido, pais que forçam goela abaixo o futebol para os filhos são análogos a estupradores mentais pedófilos.

10) Quanto maior o QI, menos a pessoa gosta de futebol (ver os nerds). Logo, o futebol emburrece, e deveria ser substituído pelo xadrez como esporte nacional.

UPDATE: Para quem não entendeu, o texto é uma paródia…

Eli Vieira e o Niilismo

Por que não sou niilista – uma resposta a André Díspore Cancian

Postado por Eli Vieira on sexta-feira, 20 de agosto de 2010

o-gritoRecentemente comentei uma entrevista do André Díspore Cancian, criador do site Ateus.net, em que ele expressava o niilismo. Desenvolverei um pouco mais aqui.

Se o niilismo (do latim nihil, nada) é meramente notar o fato de que não há um sentido para a vida, ao menos não um que seja propriedade fundamental da nossa existência ou do universo, então eu também sou niilista. Ou seja, é muito útil o niilismo como ceticismo voltado para a ética.

Porém há mais para o niilismo de alguns: não apenas notam este fato sobre a ausência de sentido na natureza que nos gerou, como também descartam de antemão, dogmaticamente, qualquer tentativa de construção de sentido como uma mera ingenuidade. E nesta segunda acepção eu não sou, em hipótese alguma, um niilista.

Há duas razões para eu não ser um niilista:

1) Vejo uma inconsistência interna, que é técnica, no niilismo:

É uma posição circular, pois parte de uma questão de fato, que é a falta de “sentido” na vida, para voltar a outra questão de fato, que é nossa necessidade de “sentido” na vida apesar de o tal sentido não existir.

A inconsistência aqui é ignorar um enorme campo, a ética, que é o campo das questões de direito.

“Sentido” é algo que pode ser construído pelo indivíduo e pela cultura, como sempre foi, porém sem o autoengano de atribuir sentido ao mundo natural que nos gerou mas ver o tal sentido como vemos uma obra de arte.

Ninguém espera que a beleza das obras de Rodin seja uma propriedade fundamental da natureza. Da mesma forma, não se deve esperar que sentido seja uma propriedade fundamental da vida.

Filósofos como Paul Kurtz e A. C. Grayling estão estre os que explicitam e valorizam a construção do sentido da vida da mesma forma que se valoriza a construção de valor estético em obras de arte.

Como niilista, o André Cancian acha que a decisão ética diária que tomamos por continuar a viver é fruto apenas de instintos moldados pela seleção natural, e que a razão deve apenas não se demorar em tentar conversar com estes instintos, pois se tentar, ou seja, se focarmos nossa consciência no fato do absurdo da natureza (tal como denunciado por Camus e Nietzsche) cessaríamos nossa vontade de viver voluntariamente.

É um erro pensar assim, porque um indivíduo pode, como Bertrand Russell e Stephen Hawking relatam para si mesmos, construir um sentido para sua própria vida, consciente de que esta vida é finita e insignificante no contexto cósmico. É uma alegação comum que era esta a posição defendida por Nietzsche – que valores seriam construídos após a derrocada dos valores tradicionais. Mas não sou grande fã da obra de Nietzsche como filosofia, sou da posição de Russell de que Nietzsche é mais literatura que filosofia.

A posição do niilista ignora também os tratados de pensadores como David Hume sobre a fragilidade da razão frente a paixões. A razão é escrava das paixões – é um instrumento preciso, como uma lâmina de diamante, porém frágil frente à força das paixões.

A razão e a âncora empírica são as mestras do conhecimento e da metafísica. Por outro lado, as paixões, ou seja, as emoções, incluída aqui a emoção empática, são as mestras das questões de direito, como indicam pesquisas científicas como as do neurocientista Jorge Moll.

A posição niilista é inconsistente ao limitar a legitimidade do pensamento ao escrutínio racional e/ou científico. Na verdade, razão e ciência são para epistemologia e metafísica (não respectivamente, mas de forma intercambiável). Ética existe não apenas como objeto de estudo destas outras faculdades, mas como todo um alicerce sustentador das nossas mentes: o alicerce das questões de direito –
– “devo fazer isso?”
– “isso é bom?”
– “isso é ruim?”

São questões com que nos deparamos todos os dias, a respeito das quais as respostas epistemológicas e metafísicas (referentes a questões de fato) são neutras.

Na entrevista no blog Amálgama, André Cancian faz questão de citar que as emoções (ou paixões), que ele chama de “instintos”, tiveram origem através da seleção natural.
Esta prioridade inusitada na resposta do Cancian é exemplo da circularidade do niilismo: nada teria sentido porque as emoções vieram de um processo natural de sobrevivência diferencial entre replicadores que variam casualmente.

Frente ao fato de também a razão ter vindo do mesmíssimo processo, como Daniel Dennett argumenta brilhantemente em suas obras, por acaso isso torna a razão desimportante ou então faz dela um instrumento que só gera respostas falsas?

Esta pergunta retórica serve para exemplificar que nenhuma resposta a ela faz sentido ao menos que se separe, como fez Kant, as questões de fato das questões de direito.
É algo que niilistas como o André Cancian insistem em não fazer.

Na UnB, tive aulas com um filósofo admirável chamado Paulo Abrantes. Quando entrava na questão metafilosófica de explicar o que é filosofia ou não, ele, como a maioria dos filósofos, dava respostas provisórias e incertas. Uma dessas respostas me marcou bastante: filosofia é a arte de explicitar. Todo trabalho de tomar uma ideia cheia de conceitos tácitos, dissecá-la e explicitá-la melhor, seria um trabalho filosófico.

Quando certas formas de niilismo ignoram a importantíssima explicitação kantiana da separação entre questões de fato e questões de direito, estão voltando a um estado não filosófico de aferrar-se a posições nebulosas e tácitas.

Concluindo a primeira razão pela qual eu não sou niilista, posso então dizer que é porque o niilismo parece-me antifilosófico.

2) Não sou niilista, também, por ser humanista. Em outras palavras, o vácuo que o niilista gosta de lembrar é preenchido em mim pelo humanismo.

Aqui vou ser breve: por mais que eu tente explicar, racionalmente, razões pelas quais sou humanista, todas estas tentativas são meras sombras frente a sentimentos reais que me abatem.

O fato de existir o regime teocrático no Irã, e o fato de dezenas ou centenas de pessoas estarem na fila do apedrejamento, entre elas uma mulher chamada Sakineh Mohammadi Ashtiani, é algo que açula “meus instintos mais primitivos”, parafraseando uma frase famosa no Congresso alguns anos atrás.

Sinto de verdade que é simplesmente errado enterrar uma mulher até o ombro e atirar pedras contra a cabeça dela até que ela morra.

Sinto que também é errado achar que “respeitar a cultura” do Irã é mais importante que preservar a vida desta mulher e de outros que estão na posição dela.

Porque culturas não são indivíduos como Sakineh, portanto culturas não contam com nem um pingo da minha empatia. Mas aqui são de novo minhas capacidades racionais tentando explicar minhas emoções.

Tendo isto em mente, convido qualquer niilista a pensar, agora, o que acha de dizer a esta mulher, quando ela estiver enterrada até os ombros, que nada do que ela está sentindo tem importância porque as emoções dela são instintos que vieram da evolução pela seleção natural.

Estou apelando para a emoção numa argumentação contra o niilismo? Claro. Eu construí o sentido da minha vida, aliás estou sempre construindo, com a noção de que minhas emoções – e as dos outros – são importantes sim, mesmo tendo elas nascido do absurdo da natureza. Na verdade, este batismo de sangue as valoriza.

Mas falar das emoções, que são a base da ética, à luz de seu batismo de sangue é assunto para outro texto. Quem sabe usar o personagem Dexter Morgan como mote para falar disso? Não decidi ainda se será bom ou ruim.

Ultimatum Game, empatia e geek syndrome

Mais referências para meu paper sobre relacão entre geek syndrome e ateísmo.

Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game 

Paul J. Zak, Robert Kurzban, Sheila Ahmadi, Ronald S. Swerdloff, Jang Park, Levan Efremidze, Karen Redwine, Karla Morgan, William MatznerGenerosity in the Ultimatum Game Testosterone … Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game … draws. Using the UltimatumGame from behavioralPLoS ONE: Research Article, published 16 Dec 200910.1371/journal.pone.0008330


Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks

Jaime Iranzo, Luis M. Floría, Yamir Moreno, Angel Sánchezin the Ultimatum Game: Small Groups and Networks Empathy Emerges Spontaneously in Ultimatum Games Jaime Iranzo … Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks … . TheUltimatum game, in which one subject proposes how to sharePLoS ONE: Research Article, published 26 Sep 201210.1371/journal.pone.0043781


Cognitive Control and Individual Differences in Economic Ultimatum Decision-Making

Wim De Neys, Nikolay Novitskiy, Leen Geeraerts, Jennifer Ramautar, Johan Wagemansin Economic Ultimatum Decision-Making Cognitive Control and Ultimatum Game Wim De Neys 1 * Nikolay … Cognitive Control and Individual Differences in EconomicUltimatum Decision-Making … ultimatum game, for example, most people turn downPLoS ONE: Research Article, published 09 Nov 201110.1371/journal.pone.0027107


Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game

Songfa Zhong, Salomon Israel, Idan Shalev, Hong Xue, Richard P. Ebstein, Soo Hong ChewPreference in Ultimatum Game DRD4/Season of Birth/Fairness … Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game … of theultimatum game , in which two individuals decide on howPLoS ONE: Research Article, published 03 Nov 201010.1371/journal.pone.0013765


Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games with Anonymity

Ning Ma, Nan Li, Xiao-Song He, De-Lin Sun, Xiaochu Zhang, Da-Ren Zhangby Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games … Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from ModifiedUltimatum Games with Anonymity … is still controversial. With modified ultimatumgamesPLoS ONE: Research Article, published 28 Jun 201210.1371/journal.pone.0039619


Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game

Alessandra Mancini, Viviana Betti, Maria Serena Panasiti, Enea Francesco Pavone, Salvatore Maria Agliotia Bilateral Ultimatum Game Suffering Makes You Egoist … Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game … of the Ultimatum Game (UG) both in the role of responderPLoS ONE: Research Article, published 12 Oct 201110.1371/journal.pone.0026008


Mathematically Gifted Adolescents Have Deficiencies in Social Valuation and Mentalization

Kyongsik Yun, Dongil Chung, Bosun Jang, Jin Ho Kim, Jaeseung Jeongof the same age using the repeated Ultimatum Game. Twenty … participated in theUltimatum Game. Two adolescents … as a responder. Because of its simplicity, theUltimatum GamePLoS ONE: Research Article, published 04 Apr 201110.1371/journal.pone.0018224

Sobre gênios e demônios criativos

Material para o workshop sobre criatividade. Se encaixa bem na teoria da mente bicameral de Julian Jaynes.

Leis de escala e criticalidade em ciências cognitivas

doi:10.1016/j.tics.2010.02.005 | How to Cite or Link Using DOI
Copyright © 2010 Elsevier Ltd All rights reserved.
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Review

Scaling laws in cognitive sciences
Christopher T. Kello1, , Gordon D.A. Brown2, Ramon Ferrer-i-Cancho3, John G. Holden4, Klaus Linkenkaer-Hansen5, Theo Rhodes1 and Guy C. Van Orden4
1 Cognitive and Information Sciences University of California , Merced, 5200 North Lake Rd., Merced, CA 95343, USA
2 Department of Psychology, University of Warwick, Coventry CV4 7AL, United Kingdom
3 Department de Llenguatges i Sistemes Informatics, Universitat Politecnica de Catalunya, Campus Nord, Edifici Omega, Jordi Girona Salgado 1-3, 08034 Barcelona, Catalonia, Spain
4 Center for Perception, Action and Cognition, Department of Psychology, University of Cincinnati, PO Box 210376, Cincinnati, OH 45221-0376, USA
5 Department of Integrative Neurophysiology, VU University Amsterdam, De Boelelaan 1085, 1081 HV Amsterdam, the Netherlands
Available online 1 April 2010. 
Scaling laws are ubiquitous in nature, and they pervade neural, behavioral and linguistic activities. A scaling law suggests the existence of processes or patterns that are repeated across scales of analysis. Although the variables that express a scaling law can vary from one type of activity to the next, the recurrence of scaling laws across so many different systems has prompted a search for unifying principles. In biological systems, scaling laws can reflect adaptive processes of various types and are often linked to complex systems poised near critical points. The same is true for perception, memory, language and other cognitive phenomena. Findings of scaling laws in cognitive science are indicative of scaling invariance in cognitive mechanisms and multiplicative interactions among interdependent components of cognition.
Article Outline
The scaling law debate
Scaling laws in perception, action and memory
Scaling laws in reaction times and word frequencies
Scaling laws and criticality
Concluding remarks
Acknowledgements
References
Droga, essa idéia era minha…: 
Another type of scaling law in memory comes from a classic free recall paradigm, yet was only recently discovered by drawing an analogy to studies of animal foraging behaviors [24]. Birds, monkeys, fish and numerous other species have been reported to search for food in Lévy flight patterns [25], which have been hypothesized as effective search strategies because they cover more territory than, for example, a random walk with normally distributed steps [26]. Searching for items or events in memory is like foraging, particularly in tasks such as free recall of members of a given semantic category (e.g. animals) in a given time period [27]. Rhodes and Turvey [24] analyzed inter-response time intervals (IRIs) from this classic memory task, which are analogous to steps from one recalled item to the next. The authors found IRIs to be power-law distributed with exponents very similar to those found in animal foraging (Figure 2). These comparable results suggest that Lévy flights are generally adaptive across a variety of search ecologies. These results also illustrate how scaling laws can lurk unnoticed in data for decades, in the absence of theories and analytic techniques necessary to recognize them.
Complex Times for Earthquakes, Stocks, and the Brain’s Activity
Christoph Kayser1, , and Bard Ermentrout2, , 
1 Max Planck Institute for Biological Cybernetics, Spemannstrasse 38, 72076 Tübingen, Germany
2 Department of Mathematics, University of Pittsburgh, Pittsburgh, PA 15260, USA
Available online 12 May 2010. 
Refers to: The Temporal Structures and Functional Significance of Scale-free Brain Activity
Neuron, Volume 66, Issue 3, 13 May 2010, Pages 353-369, 
Biyu J. He, John M. Zempel, Abraham Z. Snyder, Marcus E. Raichle
PDF (3392 K) | Supplementary Content
A new study by He et al. in this issue of Neuron shows that large-scale arrhythmic (1/f) brain activity contains nested temporal structure in the form of crossfrequency coupling. This suggests temporal organization in neural mass activity beyond oscillations and draws attention to ubiquitous but often ignored arrhythmic patterns in neural activity.
What do earthquakes, Dow-Jones, and brain activity have in common? Unpredictability first springs to mind, of course, but as researchers have long noticed, these and many other complex processes might actually share common patterns pertaining to long-range spatio-temporal correlations of the underlying quantities ([Kello et al., 2010] and [Jensen, 1998]). In addition, and as an intriguing study in this issue of Neuronillustrates (He et al., 2010), they might also share another level of temporal organization, whereby the phase of slower timescales predicts the amplitude of faster ones. This nesting of timescales might open a window onto the complex structure of neural activity, but also raises questions with regard to its universality.
In their new study, He et al. recorded electrocorticographic (ECoG) activity across several brain areas in human patients. To investigate the signal’s temporal structure, they calculated the frequency spectrum, i.e., the distribution of amplitudes of individual frequency bands as a function of frequency. In concordance with previous studies, they described the frequency spectra using the power-law 1/fa, with the scaling factor adiffering between low (<1>1 Hz) frequency bands. When shown on logarithmic axes, such power-law scaling translates into a straight line with slope a, as illustrated in Figure 1A.
It is important to note the distinction between the spectral 1/fa shape and rhythmic oscillatory activity. Oscillatory activities with well-defined frequencies (e.g., theta, alpha, or gamma oscillations) are prevalent in neural networks and result in distinct peaks above the 1/fa background (Buzsaki, 2006) (cf. Figure 1A). Typically, such oscillations result from processes with well-defined intrinsic timescales and can be associated with defined networks such as thalamocortical or hippocampal loops. In contrast to this, activity characterized by a (straight) 1/fa spectrum is considered “arrhythmic,” as it does not reflect processes with identifiable timescales. Systems that generate perfect power-law spectra are also known as “scale-free,” since the underlying process or network possesses no distinguished scale ([Bak et al., 1987] and [Jensen, 1998]). Importantly, while oscillations have attracted wide interest and are matter of various speculations with regard to their meaning and function, the arrhythmic component of electric brain activity is often considered self-evident or uninteresting and hence ignored.
The stunning finding of He et al. is that even such supposedly arrhythmic brain activity has a complex temporal structure in the form of crossfrequency phase-amplitude coupling. Crossfrequency implies that the coupling involves two distinct frequency bands, and phase-amplitude implies that the amplitude of one band is dependent on the phase of the other. In particular, He et al. extracted band-limited components from their wide-band signals and found that the amplitude of the faster component depends on the phase of the slower one, as illustrated in Figure 1B. For their analysis they considered a range of frequency pairs and used statistical bootstrapping methods to validate the significance of phase dependency. Overall, they found that more than 70% of the electrodes contained frequency pairs with significant frequency coupling. Importantly, and to prove the importance of this phenomenon, they demonstrated the existence of crossfrequency coupling not only in resting state activity, but also during task performance and slow-wave sleep.

Pode a ciência explicar tudo?

Science explains, not describes

The experience of consciousness seems incommunicable and ineffable. Yet science can hope to explain how it arises

The question: Can science explain everything?

When Andrew Brown first posed this week’s question to me he asked “Can science describe everything?”. My instant, unreflective reply was “No”. He implied that this might be a less restrictive question than “Can science explain everything” and yet my instant reaction to this one was “Yes”. I’d like to explore this curious difference.

Science can (potentially at least) explain everything because its ways of trying to understand the universe by asking questions of it should not leave any areas off-limits. The methods of openness, inquiry, curiosity, theory building, hypothesis testing and so on can be adapted and developed to explore and try to explain anything.

But what is “everything”? I look out of my window and see green trees and grass and grazing cows, a river, a pond, birds, sky, clouds …. but everything? This is where description becomes so hard. There is just so much stuff in the universe and it’s all so complicated. Let me give two examples, a simpler one and a really tough one.

Let’s take those cows, or my black and white cat lying here on a comfy chair. There’s no way we can even aspire to precisely describing every black and white pattern on every cow and cat in the world. There are billions of them and each is unique. Even if everybody in the world devoted themselves to the task, they could never capture them all. Yet we can explain how genetic information codes for the construction of pigments, and developmental variations lead to the individual patterns.

To take a second example, closer to my heart and my research, there’s the “hard problem” of consciousness, of subjectivity, of private experiences, of “what it’s like” to be me.

Here I am, sitting at my desk, experiencing all sorts of sounds, sights, touches and smells, but I cannot adequately describe them to anyone else. This is the very essence of subjective experience – that it seems to be private to me. To raise old philosophical conundrums, I cannot know whether my experience of the greenness of the grass is anything like yours. What if my green experience were like your beige, and your black and white like my mauve and purple? I cannot describe my sensations (or qualia) of greenness in any other way than to say “it looks green”, implicitly comparing it with other colours in the world and using agreed names to do so. In this sense colour experiences (and smells, and noises, and tastes) are ineffable.

Ineffability is even more acute when we come to special states or transcendent experiences. What can I say, for example, about my spontaneous mystical experiences? That I became one with the universe, that I glimpsed another realm, that I seemed to be guided by something I can neither describe nor name? What can I say about states I havereached through meditation? That I could see the nature of arising experiences and stare into the indescribable ground of being? What can I say about deep states reached through taking LSD? That the world was alive and flowing through a me that was no longer me? I can say all these things, and some people will say “Oh yeah, I know what you mean”. But we will probably agree that nothing we say really does justice to those experiences.

Science cannot describe these experiences, but will it ever? Those who think the hard problem is real claim that the nature of experience will always remain beyond the grasp of both description and explanation. But those who think it’s a “hornswoggle problem“, a “non-problem” or an illusion, argue that when we really understand the workings of the brain the hard problem will have gone the way of caloric fluid or the élan vitalwhich was once sought so assiduously to explain the essence of life.

A subtler possibility is that we explain the ineffability itself. One example of this is a framework for thinking about natural and artificial information processing systems developed by Aaron Sloman and Ron Chrisley. They want to explain “the private, ineffable way things seem to us” by explaining how and why the ineffability problem arises at all. Their virtual machine (the CogAff architecture) includes processes that classify its own internal states. Unlike words that describe common experiences (such as seeing red in the world) these refer to internal states or concepts that are strictly not comparable from one virtual machine to another – just like qualia. If people protest that there is “something missing”; the indefinable quality, the what it’s like to be, or what zombieslack, their reply is that the fact that people think this way is what needs explaining, and can be explained in their model.

This and other competing theories suggest a new possibility – that conscious experiences may remain ineffable even when science thoroughly understands how and why. In this case I would be right in my intuition that science cannot describe everything but may well be able to explain that which it cannot describe.

Criatividade na Ciência

Dei a palestra “Criatividade na Ciência e Ciência da Criatividade” na disciplina Metodologia e Escrita Científicas. O pdf da mesma pode ser encontrado na STOA, clique aqui.

Para livros sobre criatividade com desconto, ver aqui.

Uma revolução na área da Genética?

Se a visão de que para cada doença genética temos centenas ou milhares de genes como possíveis fatores, cada um deles explicando apenas uma pequena quantidade de casos, se tornar dominante, teremos uma revolução nas “promessas do genoma” para a medicina. Se isso se confirmar também para organismos mais simples como o Amarelinho e o genoma do câncer, teremos uma revolução até mesmo dentro da FAPESP…

Uma visão ainda mais radical é que uma doença “genética” é desencadeada por vários fatores cooperando ao mesmo tempo, parte deles genéticos, parte epigenéticos, parte ambientais, parte puramente acidentais. Ou seja, a probabilidade de ocorrer uma dada doença seria dada, por exemplo, por um perceptron sigmoidal com N entradas:

Y = SIG( SUM_i W_i X_i – Lambda)

onde Y é a probabilidade da doença ocorrer, SIG é a função sigmoide, SUM é o somatorio, W_i é o peso com que o fator X_i contribui para a doença e Lambda é um limiar).

Imaginem agora se tivermos N da ordem de dezenas ou mesmo centenas (ou mesmo milhares, pois parte dos X_i podem ser tão individuais como traumas psicológicos de tipo específico). Teremos centenas de fatores que contribuem, mas nenhum decisivo, nenhum necessário. Basta apenas que o campo total h = SUM_i W_i X_i , ou seja, a soma ponderada dos fatores, seja maior que o limiar para que a doença “genética” se desenvolva.

Isso seria o fim de qualquer tipo de terapia gênica e certamente, de qualquer prática eugenista. Ou seja, a Eugenia sairia do campo da ética (não fazer eugenia por motivos políticos e éticos) e cairia no campo científico (ou seja, a eugenia para eliminação de “doenças genéticas” simplesmente não iria funcionar na prática, não seria factível ou operacional). Infelizmente, as promessas das terapias gênicas também se mostrariam inviáveis, e os recursos da FAPESP e CNPq iriam para outras linhas de pesquisa…

É claro que os mecanismos poderiam ser redes ainda mais complexas do que perceptrons! Poderiam ser perceptrons multicamadas ou mesmo redes com feedbacks, ou seja, redes onde os atratores seriam os fenótipos, os organismos seriam multifenotípicos e os diferentes atratores seriam atingidos dependendo da história do indivíduo, da fecundação até o presente estágio psicológico do mesmo. Dinâmicas que dependem fortemente da história passada são chamadas de “dinâmicas vítreas”, por analogia com um dos maiores mistérios da física atual que é a teoria dos materiais vítreos.

As figuras acima mostram um perceptron simples, um perceptron multicamadas e uma rede de atratores. Se você quiser saber mais, basta consultar a Wikipedia, de preferencia em inglês!

A notícia do NYT:

A Genetics Company Fails, Its Research Too Complex

DeCode Genetics, a pioneering company that used the Icelandic population as its guinea pigs in detecting disease-causing mutations, filed for bankruptcy on Tuesday.

deCode

A lab at deCode Genetics, which found that the genetic nature of human disease was far more complex than anyone thought.

The company’s demise suggests that the medical promise of the human genome may take much longer to be fulfilled than its sponsors had hoped. Based in Reykjavik, Iceland, it was founded in 1996 by Dr. Kari Stefansson, a research neurologist who worked at the University of Chicago and at Harvard. After the human genome sequence was achieved in 2003, Dr. Stefansson quickly realized that Iceland’s excellent medical records, combined with the genealogical information available on its close-knit population, provided a fine test bed for seeking the roots of genetically complex diseases like cancer, diabetes and schizophrenia.

DeCode quickly became the leader in the worldwide race to identify the causes of common disease. The company’s researchers discovered mutations linked to schizophrenia, heart disease, diabetes, prostate cancer and many other illnesses. Its approach was to identify the mutations first in Icelanders and then to confirm them in other populations.

Whatever business errors deCode may have made, a principal reason for its downfall is scientific — the genetic nature of human disease has turned out to be far more complex than thought.

Many researchers expected that just a handful of genetic mutations would explain most cases of any given major disease. But the mutations that deCode and others detected in each disease turned out to account for a small fraction of the overall incidence. Natural selection seems to be much more efficient than expected at ridding the population of dangerous genes, even of those that act well after the age of reproduction. That leaves thousands of different mutations, each very rare in the population, as the probable culprit. And because most of the mutations are rare, they are extremely hard to find.

The mutations that deCode detected in each major disease were responsible for too few cases to support the development of widely used diagnostic tests or blockbuster drugs.

Today’s bankruptcy affects deCode Genetics, the parent company based in the United States that owns the Icelandic operation, called Íslensk Erfagreining. That operation is being put up for auction and, depending on the wishes of its new owners, could continue its gene-hunting efforts much as before.

“It’s not a happy day but it would be worse if the genetics operation were not to continue,” said Edward Farmer, deCode’s chief communications officer. The discovery that major diseases do not have any simple genetic pattern of causation has dealt a serious setback to the gene-hunting field as a whole, and researchers are trying to figure out their next move.

“DeCode has been very successful using genome-wide association studies, and among the first to publish many discoveries,” said Dr. David Altshuler, a medical geneticist at the Massachusetts General Hospital. But he expressed optimism that the human genome project would succeed despite deCode’s stumble.

“It would be a mistake to draw any connection between the medical promise of the human genome and the success of a specific company and business model,” he said.

Por que a Parapsicologia não progrediu em 60 anos?

Ontem, em um sebo, eu achei um livro de Rhine, não me lembro o nome agora. Pensei até em comprar para dar de presente ao Sidarta ou ao Nicolelis, como uma piada interna. Mas estava sem grana naquele momento, talvez eu compre na semana que vem.
Eu tenho um outro livro do Rhine, um livro fininho e raríssimo (acho), chamado Fenômenos Psi e Psiquiatria. Quem estiver disposto a pagar R$ 100 reais, eu posso considerar em vender (frete grátis, OK?).
Uma reportagem da Universidade de Duke que talvez tenha inspirado o tema para Rafael Garcia da Folha está aqui. Obviamente, ele não se baseou na mesma para escrever seu artigo. Marquei em todo caso, em vermelho, as informações que possuem certo overlap
01/11/2009 – 20h09

Laboratório dos EUA pesquisou fenômenos paranormais por 60 anos

RAFAEL GARCIA

da Folha de S.Paulo

Em uma de suas frases de efeito mais conhecidas, Albert Einstein teria dito, segundo sua secretária: “Eu jamais acreditaria em fantasmas, mesmo que eu visse um”. Vinda de um físico, essa atitude pode parecer brusca, já que a física sempre se inspirou em observações de fenômenos aparentemente estranhos. [Compreende-se a afirmação de Einstein quando lembramos que a ciência moderna não é empírica, mas teórico-empírica: o puro empirismo tipo “Observei ou fotografei um fantasma” não leva a lugar nenhum enquanto não houver uma teoria de como um fantasma pode ser mais material que um feixe de neutrinos, e interagir de forma eletromagnética com a emulsão de prata de um filme ou uma camera CCD…] Em se tratando mesmo de eventos fantasmagóricos, porém, a ciência parece não ter chegado a um consenso sobre como tratá-los, seja para prová-los, seja para simplesmente descartá-los.

Em parte, a crença em coisas como telepatia e psicocinese ainda existe porque poucos acham hoje que vale a pena gastar tempo (e queimar a reputação) tentando estudá-las. Pelo menos um homem sério, porém, já teve a coragem (ou a imprudência) de embarcar na empreitada de tentar levar a parapsicologia para um laboratório. Sua história é contada no recém-lançado “Unbelievable” (“Inacreditável”), da jornalista americana Stacy Horn.

O aventureiro em questão foi o botânico Joseph Banks Rhine, que decidiu mudar de área e conseguiu apoio para montar um laboratório de parapsicologia na prestigiosa Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), em 1935. Eram outros tempos.

Na época, a comunidade científica não era tão avessa a questões espirituais, e Rhine tinha certa reputação, ainda. Interessado num problema que era considerado aberto, antes de ter seu laboratório o cientista ganhou reputação ao desmascarar falsos médiuns.

Intrigado com relatos em que não parecia haver fraude, porém, Rhine decidiu usar o laboratório para verificar se, em experimentos controlados, coisas como telepatia e clarividência de fato apareciam.

E apareceram. Mas, como esperado, a interpretação dos resultados não é bem algo que se possa chamar de consenso.

Por décadas, Rhine e seus colegas foram à caça de médiuns para testá-los em um engenhoso experimento bolado em seu laboratório na Duke: adivinhação de cartas. Ao longo dos anos, cientistas testaram laboriosamente a habilidade de voluntários repetidas vezes até formar, com cada um deles, um corpo de dados que tivesse alguma significância estatística.

Outro teste era feito com dados. Pessoas com suposta habilidade de telecinese eram avaliadas enquanto tentavam influenciar os resultados obtidos movendo os cubos de resina com a força da mente.

Clarividência

O acervo do laboratório registra mais de 10 mil sessões de testes, a maioria deles decepcionantes. Alguns poucos voluntários, porém, conseguiam adivinhar cartas com taxa de acerto maior do que se esperaria por puro acaso.

E lá estava a prova de que a clarividência existiria: planilhas mostrando que alguns poucos voluntários tinham obtido sucesso que não é explicável apenas pela sorte.

Qualquer pessoa com um mínimo de ceticismo, claro, torce o nariz. Quem garante que o próprio Rhine não estava trapaceando? Horn dedica boa parte do livro a mostrar como o cientista conseguiu proteger razoavelmente bem os seus dados de críticas de manipulação.

Sem uma teoria minimamente plausível para explicar seus experimentos, porém, o laboratório da Duke também não conseguiu convencer grupos sérios de outras universidades a tentarem reproduzir os experimentos. E, mesmo que o bombardeio dos céticos nunca tenha cessado, o laboratório acabou sendo mais vítima da descrença de amigos.

Planilhas cheias de números, claro, não são tão interessantes quanto relatos anedóticos de “poltergeists” e histórias de fantasmas. O laboratório até chegou a investir um pouco em “pesquisa de campo”, investigando casos supostamente reais que inspiraram os filmes “Poltergeist” e “O Exorcista”, mas Rhine rejeitou levar ao periódico “Journal of Parapsychology” estudos que não tivessem um corpo de provas rígido.

Muitos dos filantropos que bancavam o laboratório, porém, estavam interessados mesmo era em contatar entes queridos no além. Não queriam saber de dados e baralhos. E financiadores mais benevolentes, como a Fundação Rockefeller, também acabaram se vendo com reputação ameaçada.

Na década de 1960, Rhine fez algumas tentativas de reavivar o laboratório, entre elas a de receber o psicólogo Timothy Leary para testar se o LSD poderia dar habilidades de clarividência a pessoas normais. Aparentemente, foi divertido, e só.

O dinheiro para pesquisa em parapsicologia foi aos poucos indo embora. A Duke nunca fechou oficialmente o laboratório, hoje batizado de Centro Rhine. A Associação Americana para o Avanço da Ciência, apesar de não dar mais crédito ao tema, nunca desfiliou a Associação de Parapsicologia de Rhine. O físico John Wheeler, na década de 1970, defendeu isso, mas não foi atendido.

O livro de Horn, porém, talvez seja condescendente demais com Rhine ao descrever o debate de parapsicólogos contra céticos como um “empate”. Aí talvez valha uma velha regra: alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. Acredite quem quiser que as planilhas de Rhine são a prova da clarividência.

Em se tratando de jornalismo, porém, um cético de mente mais fechada dificilmente levantaria a história fascinante que Horn esquadrinhou.

“Unbelievable” (“Inacreditável”) de Stacy Horn; Ecco, 294 págs., US$ 24

Synchronicity at Duke

Remembering the days of parapsychology research in the Rhine lab

By Geoffrey Mock

Monday, March 23, 2009

DURHAM, NCWhen C.G. Jung wrote about human extra-sensory connections in Synchronicity, most of the first half of the book covered research conducted at Duke University. Author Shirley Jackson grounded her horror story The Haunting of Hill House in real-life fact by citing Duke research using ESP cards (see video below).

This wasn’t something that could have been predicted in Duke’s early days. It isn’t even something that gets talked a lot about at Duke anymore. However, it wasn’t long ago that in popular culture, Duke was well-known as a center of parapsychology research.

Now the story of J.B. and Louisa Rhine and parapsychology research at Duke has been told by author Stacy Horn in Unbelievable: Investigations Into Ghosts, Poltergeists, Telepathy and Other Unseen Phenomena from the Duke Parapsychology Laboratory.



Hollywood on the Rhine Lab

Stacy Horn says Shirley Jackson based several characters in her horror novel The Haunting of Hill House on researchers and students at the Rhine Lab. In the novel, and in this movie clip, one character is described as being a superstar in Duke ESP studies. In real life, Divinity School student Hubert Pearce was the “shining star.”

Horn came to Duke’s Rare Book Room Thursday to discuss Rhine’s research and her new book. When she started exploring the Rhine papers in Duke’s Special Collections Library, Horn said she “expected to find ghosts and poltergeists.”

What she found, she said, was science and long discussions of statistics and experimental procedures. She also discovered lots of letters from people dealing with phenomena they couldn’t understand.

“I found letters from Albert Einstein,” Horn said. “I found letters from ordinary people. Whenever anything strange happened, Duke was where people wrote. The underlying message of every letter was, ‘help me.’

“My book came out of the letters that these people wrote.”

Rhine came to Duke in 1927 to work with his mentor William McDougall. He was already famous in the press for his application of the scientific method on the study of mediums and for his expose of a well-known Boston medium named Margery.

At Duke, he developed experimental methodology for parapsychology, concentrating in the areas of telepathy, psychokinesis, clairvoyance and precognition. Publication of a 1934 book on extra-sensory perception — based on research using Duke students and local residents — made him famous.

“He became a rock star,” Horn said. “By 1935, anyone interested in this field was talking about his lab.”

Over the next three decades, Rhine and lab colleagues corresponded with Einstein and Jung and celebrities such as Jackie Gleason. The Rockefeller Foundation, Alfred P. Sloan (of General Motors and Sloan-Kettering fame) and the military provided support, Horn said. The CIA bought ESP cards from him, Horn said.

They did research on students, residents, faculty members and all sorts of animals. The military funded research on honing pigeons to see if they had telepathic powers, Horn said.

They investigated police reports of poltergeist episodes in New Jersey. They were in contact with a priest whose exorcism of a young boy was later the basis of William Peter Blatty’s book The Exorcist.

“He got missing persons letters,” Horn said. “People wrote him asking for his help finding the Boston Strangler. In the letters with (the exorcist) priest, the priest described an incident in which the kid was sitting in a chair and words appeared on the skin [um fenomeno similar está sendo observado em um bebe muculmano, mas sendo interpretado como mensagens de Alah]. Then the chair slides back and falls against the wall. In many ways, this was like every other letter Rhine received — ‘Something weird happened, can you please help me.’”

But what did it add up to? Horn said Rhine changed discussion about ghosts and poltergeists and mediums. When he started, Arthur Conan Doyle was publishing as fact photographs of fairies.

“When Rhine applied the scientific method, he ended the idea of mediums or fairies or parlor tricks,” Horn said.

However, his research for the most part remains unduplicated, an essential element of accepted science. Rhine himself believed spiritual powers to be uncontrollable, and he never developed a theory of how such powers worked.

To the end of his career, Rhine remained in a difficult place, Horn said. Scientists rejected his research, and the public kept hoping it would lead to powers Rhine would not promise, such as communication with the dead.

Horn, however, says she has an open mind about the research.

“I’m not a scientist, but I can’t dismiss the evidence. It points to the possibility that there seems to be another source of information out there in the world,” she said. “We don’t know how it’s transmitted, but experiments show that there are information processes out there that some people pick up on that we don’t understand.”

Femeas Alfa e Machos Beta

27/10/2009 – 20h22

Altos níveis de testosterona levam à avareza, diz estudo

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EWEN CALLAWAY
da New Scientist

Se você está em busca de pechinchas, fuja dos vendedores musculosos. O mesmo hormônio responsável pela força também pode reduzir a generosidade, indica um estudo.

“Nossa conclusão é a de que a testosterona faz com que homens sejam essencialmente pães-duros”, diz Karen Redwine, neuroeconomista do Whittier College, na Califórnia, que apresentou o trabalho no encontro anual da Sociedade de Neurociência em Chicago, na semana passada.

Um estudo prévio com 17 negociantes em Londres apontou que níveis matinais de testosterona são correlatos a cada ganho e perda do dia –com a quantidade maior de hormônios associada ao lucro. Mas este estudo não estabeleceu a relação de causa e efeito entre testosterona e sagacidade mercantil.

Para resolver este caso, Redwine e seu colega Paul Zak, da Universidade Claremont, na Califórnia, deu um gel contendo testosterona a 25 estudantes universitários do sexo masculino, para então testar a sua generosidade. Todos os participantes também receberam um placebo sem testosterona, alguns dias antes ou depois do gel à base de testosterona. Nem pesquisadores, tampouco os participantes sabiam quais amostras eram verdadeiras e quais eram placebos até o final do estudo.

O creme de testosterona funcionou. No dia seguinte, a potência do hormônio sexual dobrada foi levada diretamente às veias dos voluntários, proporcionalmente.

Os voluntários jogaram, então, um jogo econômico simples por intermédio de um computador. Um dos voluntários tinha US$ 10 disponíveis, enquanto o outro tinha qualquer valor que desejasse. Cada um aceitava ou rejeitava a oferta conforme achasse justo ou não –neste caso, ninguém ganhava nenhum dinheiro. Os voluntários jogaram uma rodada em ambas as situações, isto é, com e sem o gel de testosterona.

No geral, o creme de testosterona causou uma redução de 27% na generosidade das ofertas, de US$ 2,15 para US$ 1,57.

Uma variedade mais potente da testosterona, a di-hidrotestosterona (DHT) exerceu uma influência ainda mais forte no comportamento. Homens com uma amostra maior de DHT no sangue ofereceram aos parceiros a reles quantia de US$ 0,55 dos US$ 10, enquanto os homens com menor nível de DHT ofertavam US$ 3,65, em média.

Hormônio egoísta

Há duas interpretações nos resultados, diz Redwine. Por um lado, a testosterona empurra o homem a buscar uma quantidade maior de dinheiro, caso ele esteja fazendo uma oferta ou decidindo aceitá-la ou rejeitá-la.

No entanto, ao rejeitar as ofertas injustas, voluntários abastecidos pela testosterona realmente cumprem a ordem social da divisão igualitária entre partes. “Pessoas são egoístas, mas altruístas também, e não está entendido por que esse comportamento ocorre.”

Um fator biológico pode ser a dinâmica entre testosterona e outro hormônio chamado oxitocina. Às vezes chamado de “química do afago”, a oxitocina também influencia na generosidade. Em um estudo de 2007, a equipe de Zak descobriu que a administração de oxitocina impulsionou a generosidade no mesmo jogo em 80%.

Redwine nota que a testosterona bloqueia a ação de oxitocina no cérebro. “É possível que a criação destes machos alfa realmente iniba a oxitocina”, diz ela.

Por que você bloga (ou twitta)?

Copiando descaradamente do Dr. Shock – a neurostimulating blog, via Tati Nahas no twitter.

blogging

Why blog?
Certainly a small part of the fun is
hoping for admiration and affirmation. I check my blog stats and google analytics regularly and a peak in readers certainly is another boost for writing more posts. Eventually you get to “know” your colleague bloggers, and human contact grows. The most important reason for me to blog is to keep up with developments in my field and make ideas and these developments known and published. A growing number of professionals have started weblogging to share their personal knowledge.

What factors influence this knowledge sharing with bloggers?

A recent study published the results of their
test of a behavior model in terms of why people share knowledge with others within online communities. They conducted surveys in three online communities. Important factors for sharing knowledge is fairness or a trusting climate within the online community, and openness or a climate in which information flows freely. The culture of the community is of importance, identification is not. The feelings of affiliation are based on the shared culture and interests not on identification.

They also found that individuals who enjoy helping others provide more helpful knowledge. The enjoyment related to helping others significantly influenced the sharing of information and knowledge. The climate of sharing information and knowledge itself also increases this climate. The climate can be seen as a motivator for knowledge sharing.

The more valuable the information is the more likely an individual will share it. The perceived need for the information was a strong motivator to provide the information.

This knowledge sharing behavior is linked in important ways to members’ desire to receive feedback from a virtual community that creates, maintains, and enhances an effective knowledge sharing platform.

Limitations of this study
Only three online communities in Taiwan were surveyed. This may introduce a selection bias and limited external validation of the results. In short are these results also applicable to other communities in other countries?
What do you think?

ResearchBlogging.org
Yu, T., Lu, L., & Liu, T. (2009). Exploring factors that influence knowledge sharing behavior via weblogs Computers in Human Behavior DOI:10.1016/j.chb.2009.08.002

Sheldon tem síndrome de Asperger?


Para uma discussão sobre o tema, ver aqui.

Abaixo uma lista de possíveis casos de cientistas com síndrome de Asperger (para as referências, ver a Wikipédia). Acredito que muitos deles tem comorbidade com transtorno bipolar. transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de ansiedade social.
É interessante ver a reação de colegas cientistas a esse tipo de lista. Normalmente tão frios e racionais (em geral, fortes defensores da psiquiatria biológica e explicação de comportamentos humans pela psicologia evolucionária), têm grande dificuldade de aplicar tais conhecimentos na análise de seu próprios heróis, cujas vidas são retratadas de forma anedótica e mitológica aos alunos, sem rigor histórico ou científico. Um caso divertido de dissonância cognitiva, acredito.

Person Speculator
Lewis Carroll – writer, logician Michael Fitzgerald[4][6][11]
Henry Cavendish – 18th century British scientist. He was unusually reclusive, literal minded, had trouble relating to people, had trouble adapting to people, difficulties looking straight at people, drawn to patterns, etc. Oliver Sacks,[3][8] and Ione James;[2][7] Fred Volkmar of Yale Study Child Center is skeptical.[3]
Charles Darwin – naturalist, associated with the theory of evolution by natural selection Michael Fitzgerald[16]
Paul Dirac – British mathematician and physicist. He was Lucasian Professor of Mathematics at Cambridge University, 1933–1963 and a Fellow of St John’s College. Awarded the 1933 Nobel Prize in Physics for his work on the mathematical foundations of Quantum Mechanics. Ione James[2] and Graham Farmelo[18]
Albert Einstein – physicist See analysis below
Isaac Newton See analysis below
Srinivasa Ramanujan – mathematician Ioan James[7] and Michael Fitzgerald[30]
Charles Richterseismologist, creator of the eponymous scale of earthquake magnitude Susan Hough in her biography of Richter[31]
Nikola TeslaSerbian inventor, and electrical and mechanical engineer. Was able to mentally picture very detailed mechanisms; spoke 8 languages; was never married; was very sensitive to touch and had an acute sense of hearing and sight; was obsessed with the number three and also had several eating compulsions NPR,[32] Harvey Blume[33]
Alan Turing – pioneer of computer sciences. He seemed to be a math savant and his lifestyle has many autism traits about it. Tony Attwood[22] and Ioan James[7]
Michael Ventris – English architect who deciphered Linear B Simon Baron-Cohen[34]

Eu acrescentaria como prováveis candidatos o lógico Kurt Gödel e o matemático Paul Erdös. E talvez a caracteristica de “ausência de senso de humor” devesse ser retirada da nosologia da síndrome de Asperger. Muitos desses candidatos tinham um agudo e curioso senso de humor, muitas vezes insensível às convenções sociais.
Tenho uma teoria (mais uma) de que as síndromes e distúrbios citados representam a linha de frente da evolução. Explico: as fortes evidências de herdabilidade familiar e razoável disseminação entre a população (por exemplo, estima-se que 15% da população é constituida por ciclotímicos) pedem uma explicação em termos de psicologia evolucionária.
A explicação mais fácil é que tais desordens conferem, além dos handicaps notados, vantagens evolutivas. Por exemplo, TOC e ansiedade social podem conferir uma defesa maior em casos de epidemias, e bipolaridade e ciclotimia podem aumentar a atividade e a atratividade sexual de seus portadores.
Como na evolução nós temos poucos genes para muitas funções, ou seja, os genes são multifuncionais, uma mutação potencialmente benéfica implica em “efeitos colaterais” em outras funções, normalmente maléficas. Como é muito dificil existir backmutações (ou reversão de mutações), o caminho normal para um traço se estabelecer seria a ocorrência de novas mutações que compensassem os handicaps produzidos pelas primeiras.
Ou seja, supondo que com alguma sorte Sheldon tenha filhos, se novas mutações ou crossover promoverem compensações (por exemplo, um filho de Sheldon poderia ter uma mutação no sistema dopaminérgico que agregasse o traço de hipersexualidade aos seu alto QI. Esses novos mutantes teriam alto fitness biológico e poderiam espalhar seus genes pela população…

People with Asperger syndrome may refer to themselves in casual conversation as aspies, coined by Liane Holliday Willey in 1999.[91] The word neurotypical (abbreviated NT) describes a person whose neurological development and state are typical, and is often used to refer to non-autistic people. The Internet has allowed individuals with AS to communicate and celebrate with each other in a way that was not previously possible because of their rarity and geographic dispersal. A subculture of aspies has formed. Internet sites like Wrong Planet have made it easier for individuals to connect.[10]

Autistic people have advocated a shift in perception of autism spectrum disorders as complex syndromes rather than diseases that must be cured. Proponents of this view reject the notion that there is an “ideal” brain configuration and that any deviation from the norm is pathological; they promote tolerance for what they call neurodiversity.[92] These views are the basis for the autistic rights and autistic pride movements.[93]There is a contrast between the attitude of adults with self-identified AS, who typically do not want to be cured and are proud of their identity, and parents of children with AS, who typically seek assistance and a cure for their children.[94]

Some researchers have argued that AS can be viewed as a different cognitive style, not a disorder or a disability,[10] and that it should be removed from the standard Diagnostic and Statistical Manual, much as homosexuality was removed.[95] In a 2002 paper, Simon Baron-Cohen wrote of those with AS, “In the social world there is no great benefit to a precise eye for detail, but in the worlds of math, computing, cataloguing, music, linguistics, engineering, and science, such an eye for detail can lead to success rather than failure.” Baron-Cohen cited two reasons why it might still be useful to consider AS to be a disability: to ensure provision for legally required special support, and to recognize emotional difficulties from reduced empathy.[96] It has been argued that the genes for Asperger’s combination of abilities have operated throughout recent human evolution and have made remarkable contributions to human history.[97]

Pássaros geek

Estou fazendo uma maratona da primeira temporada de Big Bang Theory (nos intervalos de descanso enquanto estudo Física Estatística para o concurso de livre-docência).

Acho que o nerd (“geek sem namorada”) é realmente um paradoxo evolucionário. Por exemplo, Nietzsche era claramente um nerd (apanhava dos coleguinhas na escola, enfurnava-se em livros etc.). Enquanto super-homem Nietzschiano, seu fitness biológico foi zero (não apenas não teve filhos como sequer conseguiu namorar as mulheres de quem gostou).

Mas nem tudo está perdido. Pelo menos em uma espécie a seleção sexual favorece os mais inteligentes… Embora eu ache que esse pássaros são inteligentes e bonitos ao mesmo tempo!

Pássaros inteligentes atraem mais fêmeas, diz estudo

da BBC Brasil

Pássaros-cetim que se mostram mais inteligentes atraem um número maior de parceiras, segundo um estudo da Universidade de Maryland publicado pela revista científica “Animal Behaviour”.

Os pesquisadores aplicaram uma série de testes cognitivos a machos da espécie para avaliar sua capacidade de resolução de problemas.

Os pássaros que tiveram melhor desempenho também foram os que procriaram com mais fêmeas, em comparação com os pássaros menos inteligentes.

(…)

O cientista espera que o estudo levante a discussão sobre como a seleção sexual pode influenciar a evolução cognitiva.

“Normalmente, quando a evolução do cérebro é discutida, a gente supõe que deve ter sido um tipo de seleção natural, como melhor desempenho em procurar comida ou se integrar em grupos sociais”, diz o cientista.

“Mas nós não podemos ignorar que, a menos que um macho consiga se reproduzir com uma fêmea, ele não vai passar seus genes adiante. Se o animal carrega algo tão grande e valioso como um cérebro, por que não usá-lo para aumentar suas chances de procriar?”

Mulheres otimistas e mulheres céticas

Assim como o futebol, o otimismo é uma espécie de fé religiosa, ou seja, confiança não científica e mesmo não empírica na sua sorte ou capacidade (ou nas do seu time). Existe uma experiência clássica onde pessoas normais e deprimidas se submetem a um teste de conhecimentos gerais. Pede-se em seguida para que elas avaliem o quanto foram bem. Os deprimidos acertam a sua pontuação (são realistas). Os “normais” superestimam seu desempenho consistentemente.

É conhecido que a população humana (especialmente a brasileira, em contraste com a portuguesa) possui tendências genéticas que favorecem o otimismo, e a explicação é evolucionariamente simples: otimistas têm mais filhos e portanto seu fitness biológico é maior.

Então fica um mistério para a biologia evolutiva (similar às tendências genéticas para o homossexualismo). Como explicar que ainda exista uma porcentagem considerável de realistas, pessimistas e deprimidos no mundo? Como se mantém essas tendências genéticas? Dizer que o mundo é deprimente não é resposta: o mundo é deprimente para vacas, porcos e galhinhas, mas eles nem estão aí…

Mulheres cínicas e pessimistas vivem menos, diz estudo

da BBC Brasil


Mulheres otimistas correm menos riscos de ter doenças cardíacas e vivem mais, de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos.

Uma pesquisa anterior, feita por especialistas holandeses, já havia concluído que o otimismo reduz o risco de problemas cardíacos em homens.

Quase cem mil mulheres participaram do novo estudo, publicado na revista científica “Circulation”. A investigação concluiu que as pessimistas tendem a apresentar pressão mais alta e índices mais altos de colesterol.

Mesmo quando esses fatores foram levados em consideração – ou seja, comparando-se grupos de mulheres com pressão alta e altos índices de colesterol -, a diferença de atitude alterou significativamente os riscos entre otimistas e não otimistas.

Mulheres otimistas tiveram 9% menos chances de desenvolver problemas cardíacos e 14% menos chances de morrer por qualquer causa após oito anos de acompanhamento.

Em comparação, mulheres cínicas, que cultivam sentimentos hostis ou não confiam nos outros apresentaram 16% mais probabilidade de morrer dentro do mesmo período.

Uma possível explicação, segundo os pesquisadores, é que as otimistas talvez sejam mais capazes de enfrentar adversidades e de cuidar de si próprias quando ficam doentes.


Eu gostaria de fazer uma pesquisa estatística sobre a proporção de mulheres no movimento cético, pois me parece estranhamente pequena. Será que o movimento cético poderia ser explicado por um excesso de testoterona? Ops, esqueci, Roberto Takata disse que não existe movimento cético no Brasil. Bom, abaixo dou uma força:

Oi Osame,

O email abaixo me foi enviado por um dos meus alunos de mestrado (fez graduacao em matematica em Edinburgo, Escocia). Dado o inusitado do fato neste ambiente intelectual em que vivemos, que tal darmos uma forca para ele e organizarmos um workshop sobre a abordagem racional da existencia, nos seus diverss aspectos: sociedade, ecologia, etc.
Um abraco,
Roque

Antonio Roque
Departamento de Fisica e Matematica
FFCLRP, Universidade de Sao Paulo
14040-901 Ribeirao Preto, SP
Brasil

———- Original Message ———————————-
From: Andre Luzardo
Date: Wed, 05 Aug 2009 16:55:56 -0300

Ola Professor,

Eu venho tentando organizar um grupo ou sociedade de humanistas, racionalistas, ateus e agnosticos na USP, mas ateh agora tenho tido pouco sucesso. Como o senhor eh o presidente da comissao de cultura e extensao, pensei em lhe consultar pra saber se haveria possibilidade de promover algum evento, uma palestra de repente, ou mesmo apenas um espaco pra divulgacao do grupo. O website da lista de discussao eh http://br.groups.yahoo.com/group/racionalistasusp/, que por enquanto conta com o impressionante numero de TRES associados!

Qualquer ideia ou sugestao eh bem vinda.

Abraco,

Andre

Teoria da conspiração: vírus da gripe foi inventado pelos produtores de álcool gel

Mauro Copelli me disse que estou muito hipocondríaco com a gripe suína. Não é verdade, dado que minha rotina não mudou em nada: por exemplo, eu fui para Campinas para encontrar o Mauro Rebelo e conversar sobre o II EWCLiPo. Aproveitei para visitar a FNAC no Shopping do Pinto do Português. Eu tinha a ilusão de que a FNAC seria tipo assim uma Livraria Cultura (em Montpellier, na década de 80, ela era).

Reconheço que comprei um tubinho de álcool gel (é mais fácil para limpar as mãos das crianças do que obrigá-los a ir para a pia antes de almoçar). E ando tentando comprar Tamiflu, mas isso tá difícil.

Um tubinho de álcool-gel está prá lá de R$ 7 reais. Pelos meus cálculos, o volume de vendas e o lucro com o álcool gel é bem maior que o lucro da Roche com o Tamiflu. O que leva a concluir, seguindo os parâmetros dos conspirólogos, que são os produtores de álcool gel os responsáveis pela engenharia genética que criou o vírus.

Tenho uma teoria (mais uma) sobre a origem do comportamento obsessivo-compulsivo de lavar as mãos e ter medo de germes. Somos todos filhos de pessoas que sobreviveram à gripe espanhola. Somos filhos de pessoas predispostas a pânico. Provavelmente uma fração desproporcional de pessoas com baixo nível de ansiedade morreram em 1918-1919. Os normais morreram, sobraram os mutantes…

Física da Mente

Talvez a ser lido em algum tempo de folga. Talvez quando eu tirar férias das minhas férias…

Seria interessante fazer as mesmas perguntas em relação a um inseto ou mesmo um paramécio. Eu não sei se eles tem uma mente ou livre-arbítrio, mas possuem percepção, memória e aprendizado. Imagino que seria mais fácil fazer experimentos com eles.

Physics and Five Problems in the Philosophy of Mind

Authors: Stuart Kauffman
(Submitted on 15 Jul 2009)

Abstract: Since Descartes’ dualism, with his res extensa and res cogitans, six fundamental problems in the philosophy and natural history of mind are these: 1. how does mind act on matter? 2. If mind does not act on matter is mind a mere epiphenomenon? 3. What might be the source of free will? 4. What might be the source of a responsible free will? 5. Why might it have been selectively advantageous to evolve consciousness? 6. What is consciousness? I approach the first five of the above six problems based on two physical postulates. First the mind-brain system is a quantum coherent, but reversibly decohering and recohering system. This allows me to answer 1) above, mind does not act causally on brain at all, rather it acausally decohers to classicity (for all practical purposes), hence has consequences for brain and body as matter. Epiphenomenalism is averted. A quantum mind, because it is acausal on Copenhagen including Born, yields a free will, but a merely random free will, not a responsible free will. Second, the most radical part of this article proposes that the quantum classical interface is not always describable by a law: specifically in a special relativity setting, no function, F, maps the present state of the system mind-brain into its future. In its place is a nonrandom yet lawless process. I seek in this non-random yet lawless process a source for a responsible free will. Finally, if the quantum-classical boundary can be non-random yet lawless, then no algorithmic simulation of the world or ourselves can calculate the real world, hence the evolutionary selective advantages for evolving consciousness to know it may be great. I make no progress on problem 6, the hard problem of qualia.
Subjects:
History of Physics (physics.hist-ph)
Cite as:
arXiv:0907.2494v1 [physics.hist-ph]

O Super Dínamo era colorido?

Para quem ainda não conhece, fica aqui o link para o site Mofolândia.
Uma coisa que me faz acreditar em falsas memórias é o fato de que “eu me lembro” de vários filmes ou desenhos coloridos que assisti na infância e que na verdade eram em preto e branco. É o caso do Super Dínamo (a foto colorida acima é de uma nova versão feita em 1992 que certamente não assisti).
Talvez essas memórias de filmes coloridos sejam comuns e os neurocientistas poderiam documentar melhor do que as memórias falsas usuais que são mais dificieis de reproduzir. Fica a sugestão…
Super Dínamo era a idêntidade secreta do garoto Mitsuo, que fazia parte de um grupo de crianças que foram escolhidos para formarem uma equipe para combater o crime no Japão, (esquadrão Dínamo). O chefe de Super Dínamo era o Super-Homem (tradução mal feita no Brasil), não o Super Homem tradicional que conhecemos, mas sim um outro Super Homem japonês. Super Dínamo tinha inicialmente 3 companheiros de aventuras: Uma garota chamada Parco que era a número 3, um macaco chamado Bobby que era o número 2 e outro garoto chamado Parien, o número 4. Havia também um nenê no 2º ano da série, chamado número 5. Esse bebê foi aceito no grupo depois que ele viu Mitsuo se transformando e começou a chamá-lo de Dínamo. Mitsuo era o número 1.

Todos os integrantes do grupo Super Dínamo tinham um Robô Cópia, um boneco que ao ser tocado no nariz, assumia a identidade da pessoa que o tocou, permitindo assim, a ausência de nossos heróis de suas casas, se envolvendo em aventuras, sempre desastradas.
Outros personagens da série eram o Kabal e o Sabuo, que infernizavam a vida de Mitsuo na escola. A irmã de Mitsuo chamava-se Gugo.

O desenho foi produzido pelo Estúdio Zero e a empresa TMS em 1967, originalmente em preto e branco. Foi exibido no Brasil entre 1973 e 1978 pelos canais Tupi (4) e Record (7) em São e Paulo e Tupi (6) no Rio de Janeiro, não sendo reapresentado, posteriormente, por nenhum canal no Brasil.

Em 1992 foi gravado no japão alguns episódios coloridos (remake) da série, que nunca foram apresentados no Brasil. Esses episódios têm o mesmo enredo dos episódios que foram apresentados aqui, em preto e branco, nos anos 60 e 70, porém, há uma diferença no traço e alguns detalhes do desenhos foram alterados, como por exemplo, o tamanho do nariz da máscara do Super Homem e também o diminuto kit de transformação dos Dínamos, que no original era em forma circular, na versão colorida se transformou em uma espécie de rolinho parecido com um kibe branco.

O Preço da Inteligência

Essa teoria do James Watson eu já vi em um livro que não recordo a referência. Nesse livro havia uma análise biográfica de Newton e Einstein, com a sugestão de que eles sofriam de Síndrome de Asperger.

A notícia da Folha é interessante por informar que Watson tem um filho esquizofrênico. Sabemos que Einstein também tinha, Ferreira Gullar tem dois. Newton não teve filhos por ser homossexual, portanto nunca saberemos (mas talvez fosse interessante estuda sua árvore genealógica). Obviamente, casos isolados não provam nada. Os psiquiatras e psicólogos não gostam da teoria dos gênios criativos loucos porque, estritamente falando, a maior parte dos pacientes psiquiatricos não é nem criativa nem inteligente nem genial.

Isso se deve a um equivoco primário (mas parece que os psicólogos não gostam de prestar atenção nas suas aulas de estatística…). A probabilidade condicional de uma pessoa ser genial dada que tem problemas psiquiatricos, P(G|P), é baixa ou baixíssima. Mas o que a teoria (de Aristóteles) de que os gênios (como ele, Platão e Sócrates) sofrem de transtornos mentais se refere à P(P|G) = probabilidade que, dado que você é um gênio, sofra de distúrbios mentais.

Ou seja, você deve fazer a pesquisa estatística apenas dentre o subconjunto de pessoas com talento reconhecido, como por exemplo a amostra de poetas inglêses (hum, Gullar é poeta) examinada por Kay Jamison (que trabalhou recentemente com Watson) e que revela uma alta prevalência de depressão unipolar e bipolar (cuja consequência muitas vezes é o suicídio).

Uma candidata que coloco nessa lista é Florbela Espanca, tida como a maior poetisa portuguesa, cuja obra completa acabei de ler.

A teoria de Watson vem de encontro com os vários posts que já coloquei aqui sobre o assunto: minha tese é que a inteligência e a criatividade extrema não dão bom fitness biológico para seus portadores (por que, mesmo que eles se dêem bem, seus filhos sofrerão). Os muito inteligentes e criativos são como os X-men, à margem da sociedade. Mas se no futuro outras mutações sanarem suas deficiências e tendências autistas, novos níveis humanos de capacidade serão atingidos.

Dado que não sou favorável à eugenia ou engenharia genética de humanos (não em princípio, mas por causa da complexidade do genoma, pois você muda um gene e seus efeitos se propagam na rede de forma desconhecida), meu conselho para os que se acham inteligentes e criativos é: case com uma loira com alto QI emocional e social.

03/06/200908h16

Autismo é o preço da inteligência, diz descobridor da estrutura do DNA

CLAUDIO ANGELO
enviado especial da Folha de S.Paulo a Cold Spring Harbor (EUA)

James Watson, codescobridor da estrutura do DNA, pai da biologia molecular e polemista profissional, tem uma nova teoria para explicar a suposta genética da inteligência. Os genes que predisporiam algumas pessoas a habilidades intelectuais elevadas seriam os mesmos que disparam doenças como autismo e esquizofrenia.

Coincidentemente, é essa a hipótese que um grupo de pesquisadores da Universidade do Colorado está desenvolvendo. Os dados foram apresentados na semana passada nos Estados Unidos, logo depois de Watson ter delineado suas ideias.

“Isso é muito especulativo. Não posso provar”, admitiu à Folha o biólogo, de 81 anos. Mas a inteligência, continuou, é rara porque casais inteligentes têm probabilidade mais alta de terem filhos com problemas. “E esses genes tendem a ser eliminados pela seleção natural.”

Watson apresentou sua tese durante o 74º Simpósio de Cold Spring Harbor sobre Biologia Quantitativa, organizado pelo laboratório do qual ele era chanceler –até ser demovido do posto no fim de 2007 por ter feito comentários racistas.

Longe de se retratar pelo episódio, Watson ainda sugeriu, durante sua apresentação, que outro motivo pelo qual a inteligência é rara é que “as pessoas inteligentes pagam por dizerem a verdade. Sei disso por experiência pessoal”.

Autorreferência

O cientista começou a desenvolver sua hipótese depois de ter sido o primeiro ser humano a ter o genoma sequenciado.

“Fiquei assustado, descobri que tinha mutações em três genes ligados ao reparo do DNA”.

Esses genes, como o BRCA1 e o BRCA2, entram em ação para corrigir danos causados durante a replicação do DNA ou por uma agressão do ambiente, como radiação. Mutações neles estão ligadas ao câncer.

“Pessoas com essas mutações tendem a ter filhos especiais”, disse. Watson tem um filho esquizofrênico.

Os mutantes são mais inteligentes que a média e têm menos filhos –e, de acordo com Watson, têm problemas para se relacionar com as outras pessoas. Veja os cientistas.

Supostamente, os genes da inteligência seriam eliminados pela seleção natural. “Mas por que eles não somem e a humanidade não fica mais estúpida?”

Elementar, afirma Watson. As sociedades que têm indivíduos com alta cognição, como Einstein e Darwin, se beneficiam. O processo evitaria o expurgo da inteligência -e da esquizofrenia- do “pool” genético dessas populações.

Faca de dois gumes

Menos especulativa é a ligação entre cognição e doenças mentais feita pelo grupo de James Sikela (Universidade do Colorado). Ele e seus colegas descobriram uma correlação entre o alto número de cópias de um gene numa certa região do DNA humano e o desenvolvimento do cérebro. Essa região, dizem outros estudos, estaria também implicada com autismo e esquizofrenia.

Os pesquisadores identificaram que uma região instável do genoma chamada 1q21.1 concentrava um número alto de cópias de um gene chamado DUF1220. “A relação de causa e efeito não está provada, mas nós relatamos uma correlação” entre o aumento do número de cópias desse gene na linhagem humana e o aumento do cérebro, disse Sikela à Folha.

Essa instabilidade é “uma faca de dois gumes”. “Ela teria permitido mais cópias do DUF1220 e, portanto, teria sido retida na evolução. Por outro lado, essa instabilidade não é precisa e pode gerar um embaralhamento deletério de sequências.

É por isso que os vários estudos recentes que têm relacionado variação no número de cópias na região 1q21.1 no autismo e na esquizofrenia chamaram nossa atenção: isso se encaixa na ideia de que os indivíduos com essas doenças são o preço que a nossa espécie paga pelo mecanismo que permitiu e permite a geração de mais cópias da DUF1220.”

Sikela disse que Watson não sabia de seus dados e que o mecanismo sugerido por ele é diferente. “Mas, em teoria, outras regiões do genoma poderiam se encaixar no modelo.”

Fofoqueiros

Esta aqui vai contra o senso comum de Ruth de Aquino e também da Psicologia Evolucionária (PE). Uma das críticas à PE é que é muito fácil fazer hipóteses de PE plausíveis, intuitivas, de senso comum, mas caso se revele que os fatos refutam dada hipótese, é igualmente fácil substituí-la por outra hipótese igualmente intuitiva e plausível.
Por exemplo, nesta pesquisa, acho que a PE e o senso comum previam que as mulheres são mais fofoqueiras (pois sabe-se que uma mulher emite três vezes mais palavras que um homem por dia, talvez ligado ao fato de que elas sempre foram as construtoras das redes sociais humanas). Em termos quantitativos (76 x 52 min para os homens) isso não é verdade. Por outro lado, parece que os homens usam a fofoca para se autopromover ou se vangloriar de seus amigos (o que significa que ele mesmo é um cara que está próximo do poder), enquanto que as mulheres usam a fofoca para denegrir (não gosto de usar este adjetivo racista) suas concorrentes. Se verdade, isso configura duas estratégias bem diferentes, talvez ligadas à como o poder se constitui nas sociedades antigas (forca explicita versus intriga?). 
Pronto, você viu? Criei minha hipótese de PE plausível para explicar os dados que refutavam a primeira hipótese de PE. Melhor não fariam marxistas e psicanalistas rasos…

01/04/2009 – 13h44  Folha Online

Homens fofocam mais que mulheres, diz estudo

da Folha Online
Homens passam mais tempo de seu dia fofocando do que as mulheres, segundo uma pesquisa realizada pela internet no Reino Unido.

O estudo do instituto de pesquisas Onepoll indica que eles passam uma média de 76 minutos diários conversando sobre amenidades com amigos e colegas de trabalho, comparado a 52 minutos gastos pelas mulheres.

Entre os assuntos favoritos dos homens estão as peripécias de amigos bêbados e os dos tempos de escola, e as histórias em torno da mulher mais bonita do escritório.

Já as mulheres preferem passar o tempo reclamando de outras mulheres, falando da vida sexual dos conhecidos e comentando sobre o peso das amigas.

Mais que sexo

O OnePoll entrevistou 5 mil pessoas pela internet.

Ele descobriu que os homens fofocam mais no escritório, enquanto as mulheres preferem fazer isso em casa.

Cerca de 30% dos homens disseram ficar mais felizes quando conversam com os colegas de trabalho, e 58% deles admitem que fofocar os faz se sentirem “enturmados.”

Outros 31% confessaram gostar mais de fofocar com as parceiras do que fazer sexo.

“Esta pesquisa prova que os homens são piores que as mulheres”, disse um representante do Onepoll. “Eles adoram um pouco de escândalo e vão fazer qualquer coisa para ser o centro das atenções dos colegas.”

Entre as mulheres, mais da metade das entrevistadas disse que conversam frequentemente sobre suas vidas pessoais com as amigas.

Elas também tendem a comentar mais sobre as celebridades do que os homens, que são mais influenciados pelos assuntos do trabalho.

“Mesmo fofocando sobre coisas diferentes, homens e mulheres concordam que conversar com amigos, colegas e parceiros os ajuda a se sentirem mais à vontade”, disse o representante da Onepoll.

Pesquisa científica mostra o que todo mundo já sabia

Esta pesquisa me lembra uma outra onde psicólogos mostraram que meninos gostam de brincar de carrinho e meninas gostam de brincar de bonecas. O jornalista perguntou para a psicóloga que realizou o experimento: “Mas já não se sabia isso?” Ela respondeu: “Não, antes tinhamos apenas uma crença, agora sabemos…”

Da Folha Online
17/02/2009 – 08h26



EDUARDO GERAQUE
enviado especial da Folha de S.Paulo a Chicago

Os homens podem não dizer isso explicitamente, mas há ocasiões em que todos tendem a pensar nas mulheres como objetos –principalmente quando elas estão de biquíni e não mostram o rosto. É isso o que acaba de mostrar um experimento realizado nos Estados Unidos com 21 homens heterossexuais estudantes de pós-graduação, apresentado em Chicago, na reunião anual da AAAS (Sociedade Americana para o Avanço da Ciência).

Talvez seja esse o efeito que explica sucesso que dançarinas mascaradas –como as personagens Tiazinha e Feiticeira– costumam ter na televisão brasileira. O experimento usou máquinas de ressonância magnética para mostrar que os circuitos cerebrais ativados nos homens durante a observação de um corpo feminino sensual desprovido de identidade são os mesmos que os permitem de reconhecer uma ferramenta, um objeto inanimado.

“Tecnicamente, podemos usar uma espécie de eufemismo neurológico e dizer que o homem não tem essa atitude de uma forma premeditada. É algo que ele não racionaliza”, afirma Susan Fiske, professora de Psicologia da Universidade de Princeton, uma das mentoras do experimento. Ela mostrou que o córtex pré-motor dos homens –uma das partes do cérebro mais envolvidas no reconhecimento– foi a área cerebral mais ativada nos voluntários que observavam fotografias de um colo feminino.

Essa parte do cérebro também é acionada quando é feita uma interpretação mecânica de uma imagem -em oposição a interpretações sociais.

Questionada pela Folha sobre o possível viés cultural que o estudo possa ter –só americanos participaram do experimento– Fiske disse não crer que o resultado mudaria se o experimento fosse feito em países, como o Brasil, onde mulheres de biquíni são comuns.

(…)

De acordo com a pesquisadora americana, os seus resultados apresentados agora têm algumas implicações práticas. “Um dos desdobramentos pode ser o fato de que um patrão, por exemplo, pode beneficiar certas companheiras de trabalho em detrimento dos demais funcionários da empresa, dependendo de como ele idealiza aquele corpo”, diz a psicóloga.

(continue a ler aqui)