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A matemática do extremismo

Talvez este modelo possa ser usado para entender o conflito secularismo-religião. Dado que a Europa está fortemente secularizada, corremos o risco de que a próxima guerra (cultural, quente ou fria) seja entre secularismo e islamismo, e não  entre cristianismo e islamismo.

Mathematics of Opinion Formation Reveals How Moderation Trumps Extremism

Historians know that the best way to replace an extremist view is with an equally extreme opposing view. Now mathematicians have discovered how to make moderation spread instead

THE PHYSICS ARXIV BLOG

Thursday, September 20, 2012

History is littered with examples of new ideologies that have swept through populations, dramatically changing the way people think.

More often than not, the process begins when a community’s way of thinking is dominated by a dogma that is an important part of the group’s institutions and common practices. Then a new way of thinking comes along, often backed by a small group unwavering advocates.

This challenges the status quo and steadily wins over the population, eventually replacing the old ideas and the dominant new ideology.

But there is something curious about this phenomenon, say Steve Strogatz at Cornell University in Ithaca and a few pals. In many cases, the new ideology is as extreme as the old. “Why is it that moderate positions so rarely prevail?” they ask.

Today, they provide an answer of sorts using a simplified model of the way ideas spread through a population.

Their model consists of a society of people who can hold the extreme opinion, A, or the opposing view, B.  Some people, the moderates, hold neither A or B (they are called ABs). People can change their view but some fraction of the population will never change. These are the zealots.

Strogatz and co introduce rules for how people change their opinion. The model progresses in discrete steps of time. At each time step,  they chose a speaker and a listener from the population at random. If the speaker is an A or B and talks to somebody with the opposing view, the listener becomes a moderate, holding neither view.

However if an A or B talks to a moderate, then the listener is converted to that point of view (either A or B). In all other cases, there is no change.

Strogatz and co then explore various scenarios to see how the views spread, given different fractions of the starting population and other assumptions..

For example, they look at the case where the starting population consists of people who hold view B and zealots holding A. This is equivalent to B being the reigning view and A being the new dogma.

This scenario depends crucially on the fraction of A zealots. Below some threshold, the reigning view, B, prevails. But when the fraction of zealots rises above the threshold, A quickly spreads though the population and takes over, leaving few Bs and almost no moderates.

So an interesting question is how to increase the fraction of moderates. Strogatz and co look at various scenarios, such as making moderates less likely to convert by introducing a stubborness factor.

It’s easy to imagine that making the moderates more stubborn, increases their number. But in fact, exactly the opposite occurs. Increasing the moderates’ stubborness makes them more vulnerable to being taken over by zealots.

The reason is subtle. Making moderates more stubborn certainly reduces their conversion rate to the new view but crucially, it also reduces the flow of moderates to the old opinion. In this way, the undecided population is steadily depleted, eventually causing it to collapse.

Strogatz and co study seven different scenarios, looking for ways to increase the population of moderates. But the moderates are wiped out in all these scenarios.

Except one. Strogatz and co point out that their model suggests that the ability to convert others to your view plays an important role. So they create a scenario in which the moderates have the ability to evangelise.

In this scenario, the population of moderates can be maintained. However, the moderates  can also disappear if the level of evangelism dies down.

Strogatz and co go on to show that an even better approach is to create a background level of evangelism, which tends to convert people to moderation without having to converse with moderates. This is equivalent to some kind of environmental factor such as a TV advertising campaign promoting moderation. And in this case, moderation prevails.

Strogatz and co are quick to point out that this is a simplified model . “By itself, this final assessment should be regarded with caution,” they say.

But it does suggest some interesting avenues for future research. And with extremist views playing an ever more important role in global stability, perhaps the time is right to examine these ideas in more detail.

Ref: arxiv.org/abs/1209.3546: Encouraging Moderation: Clues From A Simple Model Of Ideological Conflict

O gene do cristianismo

Video postado no Blog do Sakamoto.

Osame Kinouchi disse:

Sakamoto,

Pelo que entendo, grande parte dos gays gosta da idéia de que a predisposicao ao homosexualismo é genética em vez de ser uma pura opção cultural. Se é uma pura opção e escolha livre, então os gays podem culturalmente escolher o contrário, e os evangélicos conservadores estariam corretos em dizer que, para um gay se tornar cristão, basta se arrepender de sua opção cultural…

Mas se existem tendencias geneticas (nao deterministas, mas acho que os estudos com gemeos univitelinos mostram essa heriditariedade, embora nao exista um “gene gay” – pode ser por exemplo, um gene do sistema olfatorio que afeta o reconhecimento de feromonios, imagino que devem ser dezenas de genes afetando o sistema dopaminergico (sistema de recompensa), sistema hormonal, lateralizacao cerebral etc…

Entao, acho que se vc insistir que a opcao sexual é uma opcao e construcao cultural, vc estará apenas dando municao para os intolerantes: se é opção, então o gay pode “desoptar” livremente, basta querer…

SEMCIÊNCIA: Ciência, Cultura, Política e Religião


Natalie Portman faz viagem à África para conhecer como vivem os gorilas

Respondendo a alguns amigos blogueiros:
none disse…
Mas digamos que haja um blogue de um religioso militante favorável às ciências – e que, sendo um tipo de anti-Dawkins, argumente que não é que a ciência é compatível com a religião, nem mesmo apenas que a ciência seja incompatível com o ateísmo e a falta de religião, mas sim que o conhecimento científico determina que os indivíduos sigam uma dada religião (uma tradicional ou uma nova). (Estou pensando em um exemplo bem específico e real – mas que não está na forma de blogue ainda.)

Esse blogue tem lugar no ABC?

“que o conhecimento científico determina que os indivíduos sigam uma dada religião (uma tradicional ou uma nova”)

Takata, é difícil acreditar que alguém razoável faça este tipo de afirmação. Por exemplo, não conheço nenhum teólogo que a faça, nem mesmo os criacionistas mais radicais a fazem. Assim, se você não citar o seu exemplo específico, fica difícil julgar.

Se um blog fizer tal afirmativa, ou seja, identificar uma religião como sendo científica (isso pode ocorrer no caso do Espiritismo, no caso da New Age tipo “Quem Somos Nós”, da Cientologia e no caso do Criacionismo Bíblico Científico), então tal blog será considerado pseudo-científico, pela definição adotada por nós: crença pseudo-científica é uma crença que afirma ser científica quando ainda não levou em conta de forma razoável as objeções da comunidade científica internacional.

Exemplo: Um blog sobre Supercordas ou sobre a Teoria do Multiverso é elegível para o ABC, pois embora não satisfaça alguns critérios de cientificidade (por exemplo, o critério de Popper de testabilidade para ciências naturais), satisfaz outros como:

1. Riqueza de resultados matemáticos (ou seja, é uma ciência formal),

2. Tentativa honesta de, em algum limite, compatibilizar os resultados com o conhecimento vigente, e responder aos argumentos contrários sem apelar a soluções ad hoc.

3. Esforço consistente para responder aos cientistas céticos em relação à esta abordagem.

4. Não “fugir da raia” apelando a teorias conspiratórias para explicar porque os cientistas não reconhecem aquele campo como ciência.

5. Minimização de uso de argumentos logicamente falaciosos e estatística mal trabalhada.

Creio que os blogs espíritas, New Age, de Criacionismo Bíblico apresentam problemas nos itens 2, 3, 4, 5 (eles não têm obrigação de satisfazer o item 1, claro!).

Os blogs de Desígnio Inteligente apresentam problemas nos itens 4 e 5.

Os blogs de Ufologia apresentam problemas nos itens 2, 3 e 4.

Lembremos também, que o Portal ABC é financiado pelo CNPq e visa criar uma interface entre blogueiros de ciência vinculados à comunidade científica (pesquisadores, professores, estudantes e cientistas amadores) e o público geral da internet. Nessa comunidade, os fenômenos paranormais, as religiões tradicionais e as novas religiões são discutidos basicamente enquanto fenômenos culturais, de um ponto de vista acadêmico, com bastante isenção jornalística, não de um ponto de vista de adeptos (crentes) religiosos, mesmo quando alguns blogueiros de ciência são religiosos assumidos. Este é o caso do editor de Ciências da Folha Reinaldo Lopes (católico) do blog Chapéu, Chicote e Carbono-14 e do blogueiro premiado pelo ABC João Carlos do Chi Vó Non Pó e alguns outros, e mesmo de alguns fãs de ficção científica teológica como eu – acredito que a Bíblia é um interessante livro de FC.

Quanto a ser anti-Dawkins, bom, eu conheço vários ateus e agnósticos anti-Dawkins, o nosso amigo ainda não foi canonizado nem o livro o Delírio de Deus se tornou palavra sagrada para os ateus (embora seu número de páginas dá quase igual ao do Novo Testamento). Assim, ser anti-Dawkins não inviabiliza um blog para o ABC. Lembremos de novo que o portal ABC corresponde à blogosfera científica, onde muitos cientistas são religiosos, e não à blogosfera ateísta (onde muitos nem são cientistas).

Se alguém quiser fazer um projeto do CNPq para financiamento de um portal de ateismo, secularismo, racionalismo e humanismo ou qualquer outro ismo, eu desejo boa sorte, mas duvido que o CNPq vai gastar dinheiro com isso… Nem o comitê de Ciências Humanas dar verba pública para isso seria admissível.

Creio que a resposta a essa pergunta ajude a pensar no destino de blogues do que você chama de ateísmo científico. (Não estava falando em política sentido geral, mas sim em política *partidária*. Mas estava só zoando tb.)

O meu blog é de Ciência, Cultura e Política, como também é (ou deveriam ser) os blogs do Science Blogs Brasil, pela definição usada pela SEED. A Política partidária entra quando se discute propostas concretas, temas ligados à educação, meio-ambiente, economia sustentável, relação entre ciência e religião, educação religiosa versus educação laica etc.

Pois o que nos afeta diretamente a nossa vida (na universidade, na ciência e tecnologia, na saúde, na educação) não são exatamente as politicas em geral mas as politicas com p minúsculo, partidárias sim: Pró-Uni, criação de universidades Federais, ENEN, cotas, próximo ministro de C&T (dizem que agora o Ministério vai se chamar de T&C ou T&I&C), política do etanol, do pré-sal, metas de redução de emissão de carbono etc…

Se for para dar minha opinião – que não vale nada – e se for para listar blogues de ateísmo, eu sou a favor de que se separem. E, tendo que se refira ao Gene Repórter (ou mesmo a outros blogues meus – que não estão no ABC), seria mesmo uma supresa se se encaixasse em um “ateísmo científico”: se não por outra coisa, pelo fato de (acho que já tive algumas oportunidades de esclarecer este ponto) eu *não* ser ateu.

[]s, Roberto Takata 9:40 PM, Outubro 29, 2009

Os blogs de ateísmo filosófico, como os blogs dedicados ao ateu Nietzsche, que é um ícone do movimento de anti-ciência, podem ser colocados na categoria de Humanidades – embora essa categoria esteja meio deslocada no Anel de Blogs Científicos e talvez venha ser eliminada no futuro: afinal, chamar um cara de Humanidades de “cientista” é tido como uma “ofensa positivista”.

Os blogs de ateísmo científico são mais problemáticos. Até agora, têm sido colocados na seção de blogs de “Ciência Geral”, mas na verdade, seus propósitos, comunidade, objetivos, tipo de argumentação, estilo de linguagem (por exemplo, uso de piadas anti-semitas), uso de teorias conspiratórias como fator explicativo tipo “o fato do Jesus Histórico não ter existido não é reconhecido por causa de uma conspiração dos religiosos” etc. parecem configurar uma blogosfera a parte (sociologicamente parecida com a blogosfera do movimento New Age).

No entanto, ao contrário da Blogosfera New Age, que é pseudocientífica pelos nossos critérios – de novo, por não aceitar o grosso da visão científica da comunidade internacional – os blogs de ateísmo científico aceitam e divulgam conhecimento científico. Sendo assim, são elegíveis para o ABC.

Nossa intenção em promover uma categoria própria (“Ceticismo Científico”) para os blogs ateus e céticos não é segregá-los, mas evitar uma confusão para o leitor em relação aos blogs da categoria de “Ciência Geral, ou seja, blogs que discutem ciência-cultura-política de maneira multidisciplinar”.

luisbr disse…
É um problema que surge quando queremos transformar um blog (semi-)pessoal em uma plataforma de divulgação da ciência. A mistura vai vazar em algum ponto. É o que está ocorrendo com o ´Semciencia´, toda hora aparece um post sobre a Marina Silva. Chato até o osso.
Sempre volto aqui para ler os textos sobre CIÊNCIA. ;-)

Luis, você em parte está correto. Mas só em parte. A maior parte dos posts sobre a Marina Silva tem a ver com a questão da relação entre ciência, ateísmo científico, religião e política. Ou seja, a questão científica ficou importante politicamente quando as pessoas dizem que Marina não é boa candidata por ser religiosa ou até mesmo “criacionista” (o que é falso e foi desmentido por ela, a menos que você redefina “criacionismo”). Como ela é a minha candidata, essas inverdades e meias-verdades me incomodam, especialmente quando vindas de blogueiros científicos, que deveriam ser mais cultos, criteriosos e informados.

Ou seja, tanto o ateísmo científico quanto a candidatura de Marina e sua repercussão para as questões da economia de baixo carbono, meio ambiente, e relações entre ciência e religião são temas relevantes atualmente – não para um blog exclusivamente de ciências como o Gluon Blog, talvez, mas certamente para um blog de colunismo científico opinativo como é o SEMCIÊNCIA.

Devemos lembrar também que o SEMCIÊNCIA segue o lema do SBB: ele trata de Ciência, Cultura e Política, e não apenas de Ciência!

Um blog mais comportado, e sem foto da Natalie Portman nua, é o SEMCIÊNCIA no HAAAN do WordPress.

Postado por Osame Kinouchi às Terça-feira, Novembro 03, 2009

Drogas Teogênicas e Neuroteologia

Um amigo meu neurocientista me disse que, quando ele não consome uma certa droga teogênica, sua crença e comunicação com os Orixás (memes auto-organizados que cohabitam seu cérebro, ver A Mente Bicameral de Jaynes)  fica enfraquecida.

Já um outro colega, autor de um capítulo de livro sobre Neuroteologia,  confessa que sofre de TDAH e que sua deficiência de Dopamina provavelmente é a causa básica de seu ateísmo: “Afinal, epilépticos, esquizofênicos e bipolares são predispostos à religiosidade, mas gente com TDAH e Sindrome de Asperger (“Geek Syndrome” ou autismo de alto QI)  são em geral ateus”.

Em uma conversa particular (ops, estou revelando a fonte!), Ricardo Mioto da Folha de São Paulo acaba por concordar com minha teoria de que a proporção 4/1 entre ateus/atéias pode ser explicada pela proporção 4/1 da razão de sexos entre autistas.

Assim como existe uma genética da propensão à religiosidade, existe uma genética de propensão ao ceticismo e ateísmo. Embora nossa química cerebral não determine as nossas crenças, ela determina nossa maior ou menor capacidade de ter crenças. Isso é explicado pela nova disciplina de Neuroteologia.

A Geek Syndrome explica, por exemplo, o fato de que existe uma proporção maior de ateus na Academia Nacional de Ciências americana do que entre a população (controle) de cientistas normais. Roberto Takata contra-argumentou que correlação não é causação, e que o verdadeiro fator é que os geeks são mais inteligentes e portanto concluem racionalmente que a religião é bobagem. Ricardo Mioto chamou essa teoria de “geek self-serving theory”…

A teoria do homem como pequeno autista (segundo Mioto), ou seja, que todo homem apresenta traços autistas tais como fascínio por máquinas em vez de gente (e é isso basicamente que nos difere das mulheres) é uma das explicações propostas para o menor número de mulheres entre os grandes matemáticos e jogadores de xadrez. É claro, porém, que existem outras pressões sociais: se mesmo Penny do TBBT está se tornando geek, podemos prever que no futuro as mulheres geeks serão selecionadas evolucionariamente e teremos uma ascenção da humanidade em um outro patamar, talvez um tipo de geek sexy com habilidades sociais. Por que não?

Ver Penny citando Star Wars aqui.

Bom, nas discussões que tivemos, regadas a muito vinho e com a presença de Robert Trivers, eu e Mioto chegamos à seguinte conclusão: para testar estas idéias basta aprofundar as pesquisas sobre opção sexual e opção religiosa, além de fazer uma pesquisa sobre o consumo de cannabis entre os autistas… Segundo nossa teoria, a cannabis (ou talvez, o canbidiol) poderiam constituir um novo tratamento para o autismo e a geek syndrome.

O efeito colateral desse tratamento, porém, seria uma diminuição da população de céticos e ateus mas… você prefere ser ateu ou namorar a Penny? Do ponto de vista do Gene Egoísta (que é uma idéia original de Trivers, não de Dawkins), é bem melhor namorar a Penny e ter uns filhinhos com ela…

PS: Por favor, não confundam as probabilidades condicionais. Eu não estou afirmando que, dado que você é ateu, você tem mais probabilidade de ser autista, mas sim de que, dado que você é autista, você terá maior probabilidade de ser ateu.

Você votaria em um vegetariano para presidente?

Maria Guimarães, do Ciência e Idéias, fez um ótimo post sobre por que irá votar em Marina Silva e por que a questão da religiosidade da candidata deveria ser pouco relevante para as análises feitas pela blogosfera científica.
Acho que esta eleição, por causa de Marina, vai ser a primeira onde as questões de religião do candidato e cientificidade de sua visão de mundo serão relevantes para o debate público. Entretanto, o debate sobre se as crenças privadas de Marina Silva irão influenciar seu futuro governo poderia ter um nível mais sofisticado. Por enquanto, está no nível de sofismas do tipo:
“Se o candidato vegetariano quiser passar por cima da constituição e impor seu vegetarianismo sobre nós, devemos nos unir para combatê-lo!”
“Todo vegetariano é um fundamentalista e mais cedo ou mais tarde torna-se um Vegano. Para um Vegano virar um terrorista e lançar bombas em açougues é um passo. Você é a favor dos terroristas?”
“Todo vegetariano é um nazi-facista em potencial. Hitler era vegetariano, obcecado pela saúde coletiva e foi o primeiro a impor leis em defesa da ecologia no século XX!”.
“O aborto é o método anticoncepcional mais garantido, não falha nunca. Todo vegetariano é contra o aborto, logo é contra as camisinhas também.”
“Se os vegetarianos tomarem o poder, os que gostam de um bom churrasco serão colocados em campos de concentração!”
“Não existe prova científica a favor do vegetarianismo. Na verdade, existem evidências científicas contra o vegetarianismo. Logo, todo vegetariano é anticientífico e irracional, e portanto incapaz para exercer cargo político!”
“Marina é vegetariana. Todo vegetariano é corrupto, vide Edir Macedo. Logo, Marina é corrupta!”
Acho que vocês me entenderam. Enquanto o debate ficar nesse nível, eu só posso abanar a cabeça e dar risada, tentando imaginar por que blogueiros de ciência pretensamente tão racionais não conseguem enxergar a natureza totalmente falaciosa de seus raciocínios…