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E Se? Usando Ficção Científica e Fantasia para ensinar Física

The New York Times

E se?

Livro ensina física por meio do absurdo

KENNETH CHANG
DO “NEW YORK TIMES”

Cinco anos atrás, quando estava dando uma palestra sobre física a estudantes do Ensino Médio no Massachusetts Institute of Technology, Randall Munroe percebeu que a plateia não estava muito interessada.

Ele estava tentando explicar o que são energia potencial e potência -conceitos que não são complexos, mas difíceis de entender.

Assim, no meio da palestra de três horas, Munroe, mais conhecido por ser o criador da HQ on-line xkcd, resolveu apelar para “Star Wars”.

“Pensei na cena de ‘O Império Contra-ataca’ em que Yoda tira a asa-X do pântano”, comentou.

“A ideia me ocorreu quando eu estava dando a aula.”

No lugar de definições abstratas (um objeto erguido ganha energia potencial porque vai se acelerar quando cair; a potência é o índice de mudança na energia), Munroe fez uma pergunta: quanta energia da Força seria Yoda capaz de produzir?

“Fiz uma versão aproximada do cálculo ali mesmo, na sala de aula, procurando as dimensões da nave na internet e medindo as coisas na cena no projetor, diante dos alunos”, contou. “Todos começaram a prestar atenção.”

Para a maioria das pessoas, a física não é interessante por si só. “As ferramentas só são divertidas quando a coisa com a qual você as utiliza é interessante.”

Os alunos começaram a fazer outras perguntas. “E o final de ‘O Senhor dos Anéis’, quando o olho de Sauron explode, quanta energia há nisso?”

A experiência inspirou Munroe a começar a pedir perguntas semelhantes dos leitores do xkcd.

Ele reuniu esse trabalho, incluindo uma versão dos cálculos que fez sobre Yoda e outros materiais novos, no livro “E se?”, lançado em setembro e que desde então está na lista dos livros de não ficção mais vendidos.

Como afirma sua capa, “E se?” é repleto de “respostas científicas sérias a perguntas hipotéticas absurdas”.

“O livro exercita a imaginação do leitor, e o humor espirituoso de Munroe é encantador”, comentou William Sanford Nye, mais conhecido como “Billy Nye, the Science Guy”. “Ele cria cenários que, por falta de um termo melhor, precisamos descrever como absurdos, mas que são muito instrutivos.”

O que aconteceria se você tentasse rebater uma bola de beisebol lançada a 90% da velocidade da luz? “A resposta é ‘muitas coisas’, e todas acontecem muito rapidamente. Não termina bem para o batedor (nem para o lançador).”

Se todo o mundo mirasse a Lua ao mesmo tempo com um ponteiro de laser, a Lua mudaria de cor? “Não se usássemos ponteiros de laser normais.”

Por quanto tempo um submarino nuclear poderia permanecer em órbita? “O submarino ficaria ótimo, mas seus tripulantes teriam problemas.”

As explicações são acompanhadas pelos mesmos desenhos e o mesmo humor nerd que garantiram a popularidade do xkcd. (O que significa xkcd? “É simplesmente uma palavra para a qual não existe pronúncia fonética”, explica o site do seriado on-line.)

Na época em que era estudante de física na Universidade Christopher Newport, na Virginia, Munroe começou a trabalhar como técnico independente em um projeto de robótica no Centro Langley de Pesquisas, da Nasa, e continuou depois de se formar.

Foi nessa época que ele começou a scanear seus desenhos rabiscados e colocá-los na web.

O contrato com a Nasa terminou em 2006, por decisão mútua das duas partes.

Munroe tornou-se cartunista em tempo integral e se mudou para a região de Boston porque, explicou, queria viver numa cidade maior, com mais coisas de geek para fazer. Em 2012 ele incluiu a parte de “E se?” no site.

Hoje ele recebe milhares de perguntas por semana. Muitas são evidentemente de estudantes à procura de ajuda com sua lição de casa. Outras podem ser respondidas com uma só palavra: “Não”.

“Uma das perguntas que recebi foi: ‘Existe algum equipamento comercial de mergulho que permita a sobrevivência debaixo de lava incandescente?'”, Munroe contou. “Não. Não existe.”

Munroe também gostava de fazer perguntas quando era criança. Na introdução do livro, ele conta que se perguntava se havia mais coisas duras ou moles no mundo. Essa conversa causou impressão tão forte à sua mãe que ela a anotou e guardou.

“Dizem que não existem perguntas estúpidas”, escreve Munroe, 30. “Isso não é verdade, obviamente. Acho que minha pergunta sobre as coisas duras e moles foi bastante estúpida. Mas tentar responder uma pergunta estúpida de modo completo pode levar você a alguns lugares muito interessantes.”

Uma defesa secular para criação intencional do universo

What is the purpose of the Universe? Here is one possible answer.

A Secular Case for Intentional Creation

By Clay Farris Naff | November 18, 2011 |  Comments21

Scientific American Blog

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“Does aught befall you? It is good. It is part of the destiny of the Universe ordained for you from the beginning.”

– Marcus Aurelius, Stoic Philosopher and Emperor of Rome, in Meditations, circa 170 CE

“’He said that, did he? … Well, you can tell him from me, he’s an ass!”

– Bertie Wooster, fictional P.G. Wodehouse character, in The Mating Season, 1949

People have been arguing about the fundamental nature of existence since, well, since people existed. Having lost exclusive claim to tools, culture, and self, one of the few remaining distinctions of our species is that we can argue about the fundamental nature of existence.

There are, however, two sets of people who want to shut the argument down. One is the drearily familiar set of religious fundamentalists. The other is the shiny new set of atheists who claim that science demonstrates beyond reasonable doubt that our existence is accidental, purposeless, and doomed. My intent is to show that both are wrong.

I do not mean to imply a false equivalence here. Concerning the fundamentalist position, my work is done. Claims of a six-day Creation, a 6,000-year-old Earth, a global flood, and so forth have been demolished by science. It has not only amassed evidence against particular claims but has discovered laws of nature that exclude whole classes of claims. To the extent we can be certain about anything, we can rest assured that all supernatural claims are false.

The “New Atheist” position, by contrast, demands serious consideration. It has every advantage that science can provide, yet it overreaches for its conclusion. The trouble with the “New Atheist” position, as defined above, is this: it commits the fallacy of the excluded middle. I will explain.

But first, if you’ll pardon a brief diversion, I feel the need to hoist my flag. You may have inferred that I am a liberal religionist, attempting to unite the scientific narrative with some metaphorical interpretation of my creed. That is not so.

I am a secular humanist who is agnostic about many things — string theory, Many Worlds, the Theo-logical chances of a World Series win for the Cubs  – but the existence of a supernatural deity is not among them. What’s more, I am one of the lucky ones: I never struggled to let go of God. My parents put religion behind them before I was born.

I tell you this not to boast but in hopes that you’ll take in my argument through fresh eyes. The science-religion debate has bogged down in trench warfare, and anyone foolhardy enough to leap into the middle risks getting cut down with no questions asked. But here goes. Read more [+]

Nosso universo vai congelar como uma cerveja super-resfriada…

SCIENTIFIC METHOD / SCIENCE & EXPLORATION

Finding the Higgs? Good news. Finding its mass? Not so good.

“Fireballs of doom” from a quantum phase change would wipe out present Universe.

by  – Feb 19 2013, 8:55pm HB

A collision in the LHC’s CMS detector.

Ohio State’s Christopher Hill joked he was showing scenes of an impending i-Product launch, and it was easy to believe him: young people were setting up mats in a hallway, ready to spend the night to secure a space in line for the big reveal. Except the date was July 3 and the location was CERN—where the discovery of the Higgs boson would be announced the next day.

It’s clear the LHC worked as intended and has definitively identified a Higgs-like particle. Hill put the chance of the ATLAS detector having registered a statistical fluke at less than 10-11, and he noted that wasn’t even considering the data generated by its partner, the CMS detector. But is it really the one-and-only Higgs and, if so, what does that mean? Hill was part of a panel that discussed those questions at the meeting of the American Association for the Advancement of Science.

As theorist Joe Lykken of Fermilab pointed out, the answers matter. If current results hold up, they indicate the Universe is currently inhabiting what’s called a false quantum vacuum. If it were ever to reach the real one, its existing structures (including us), would go away in what Lykken called “fireballs of doom.”

We’ll look at the less depressing stuff first, shall we?

Zeroing in on the Higgs

Thanks to the Standard Model, we were able to make some very specific predictions about the Higgs. These include the frequency with which it will decay via different pathways: two gamma-rays, two Z bosons (which further decay to four muons), etc. We can also predict the frequency of similar looking events that would occur if there were no Higgs. We can then scan each of the decay pathways (called channels), looking for energies where there is an excess of events, or bump. Bumps have shown up in several channels in roughly the same place in both CMS and ATLAS, which is why we know there’s a new particle.

But we still don’t know precisely what particle it is. The Standard Model Higgs should have a couple of properties: it should be scalar and should have a spin of zero. According to Hill, the new particle is almost certainly scalar; he showed a graph where the alternative, pseudoscalar, was nearly ruled out. Right now, spin is less clearly defined. It’s likely to be zero, but we haven’t yet ruled out a spin of two. So far, so Higgs-like.

The Higgs is the particle form of a quantum field that pervades our Universe (it’s a single quantum of the field), providing other particles with mass. In order to do that, its interactions with other particles vary—particles are heavier if they have stronger interactions with the Higgs. So, teams at CERN are sifting through the LHC data, checking for the strengths of these interactions. So far, with a few exceptions, the new particle is acting like the Higgs, although the error bars on these measurements are rather large.

As we said above, the Higgs is detected in a number of channels and each of them produces an independent estimate of its mass (along with an estimated error). As of the data Hill showed, not all of these estimates had converged on the same value, although they were all consistent within the given errors. These can also be combined mathematically for a single estimate, with each of the two detectors producing a value. So far, these overall estimates are quite close: CMS has the particle at 125.8GeV, Atlas at 125.2GeV. Again, the error bars on these values overlap.

Oops, there goes the Universe

That specific mass may seem fairly trivial—if it were 130GeV, would you care? Lykken made the argument you probably should. But he took some time to build to that.

Lykken pointed out, as the measurements mentioned above get more precise, we may find the Higgs isn’t decaying at precisely the rates we expect it to. This may be because we have some details of the Standard Model wrong. Or, it could be a sign the Higgs is also decaying into some particles we don’t know about—particles that are dark matter candidates would be a prime choice. The behavior of the Higgs might also provide some indication of why there’s such a large excess of matter in the Universe.

But much of Lykken’s talk focused on the mass. As we mentioned above, the Higgs field pervades the entire Universe; the vacuum of space is filled with it. And, with a value for the Higgs mass, we can start looking into the properties of the Higgs filed and thus the vacuum itself. “When we do this calculation,” Lykken said, “we get a nasty surprise.”

It turns out we’re not living in a stable vacuum. Eventually, the Universe will reach a point where the contents of the vacuum are the lowest energy possible, which means it will reach the most stable state possible. The mass of the Higgs tells us we’re not there yet, but are stuck in a metastable state at a somewhat higher energy. That means the Universe will be looking for an excuse to undergo a phase transition and enter the lower state.

What would that transition look like? In Lykken’s words, again, “fireballs of doom will form spontaneously and destroy the Universe.” Since the change would alter the very fabric of the Universe, anything embedded in that fabric—galaxies, planets, us—would be trashed during the transition. When an audience member asked “Are the fireballs of doom like ice-9?” Lykken replied, “They’re even worse than that.”

Lykken offered a couple of reasons for hope. He noted the outcome of these calculations is extremely sensitive to the values involved. Simply shifting the top quark’s mass by two percent to a value that’s still within the error bars of most measurements, would make for a far more stable Universe.

And then there’s supersymmetry. The news for supersymmetry out of the LHC has generally been negative, as various models with low-mass particles have been ruled out by the existing data (we’ll have more on that shortly). But supersymmetry actually predicts five Higgs particles. (Lykken noted this by showing a slide with five different photos of Higgs taken at various points in his career, in which he was “differing in mass and other properties, as happens to all of us.”) So, when the LHC starts up at higher energies in a couple of years, we’ll actually be looking for additional, heavier versions of the Higgs.

If those are found, then the destruction of our Universe would be permanently put on hold. “If you don’t like that fate of the Universe,” Lykken said, “root for supersymmetry”

Nerds e esportes: uma pesquisa estatística

Nerds são classicamente descritos como incapazes de praticar esportes. Isso é verdade? Você poderia se manifestar?

1) Você se considera nerd?

2) Você se considera sedentário?

3) Você pratica algum esporte? Qual?

4) Você tem alguma religião?

5) Em quem você votou na eleição  de 2010?

Outra discussão é a questão da onipresença do futebol no Brasil e no mundo. Me defino como Afutebolista, ou seja, alguém que não acredita que o futebol seja benéfico para a Humanidade, sendo contra a idolatria do futebol, que é uma verdadeira religião secular. Proponho as seguintes teses:

1) O espaço dado na mídia para o futebol é exagerado e alienante. Outros esportes são prejudicados por pouca cobertura, fora a questão de que tal espaço de mídia poderia ser usado para se discutir ciência e cultura.

2) O Futebol é uma religião secular, com seus extases dominicais, seus ídolos, seu fanatismo, o incentivo a superstições (amuletos, simpatias para ganhar a partida), sua violência intrínseca que gera dezenas de mortes por ano no Brasil e provocou até mesmo uma Guerra entre Honduras e El Salvador. Ou seja, na America Latina, nunca tivemos uma guerra de cunho religioso (a menos que se conte Canudos) mas tivemos uma guerra de cunho futebolístico.

3) A FIFA tem mais países membros do que a ONU. Tem mais seguidores que a Igreja Católica. É  machista pois não admite juízas nos jogos principais. É mais rica que a Igreja Católica e faz muito menos ação social que a mesma. Está envolvida em casos de corrupção bem maiores que o Banco do Vaticano.

4) O dinheiro gasto por pessoas pobres para ir no estadio pode ultrapassar o dízimo de seu salario.

5) Existe uma grande discriminação quando te perguntam qual o seu time e você diz que não gosta de futebol. Te olham mais estranho do que se você fosse ateu, afinal existem mais ateus no Brasil do que afutebolistas.

6) Se uma pessoa declarar-se afutéia, ou seja, que detesta o futebol, ela será discriminada e ficaria em ultimo lugar numa eleição para presidente, atrás dos ateus (afinal, já tivemos vários presidentes ateus, mas nenhum que detestasse o futebol).

7) O futebol envolve um desperdício enorme de recursos (haja visto a atual copado mundo no Brasil). A Africa do Sul reconhece hoje que a Copa não trouxe nada de permanente para o país, apenas o enriquecimento de empresas e políticos corruptos.

8) Não existe separação entre Estado e Futebol. Por que o dinheiro do meu imposto deve ser gasto nessa religião secular se eu acho que o futebol é pernicioso para a sociedade? Que haja um estado verdadeiramente laico, separação total entre Estado e Estádios, Governo Laico e Futebol.

9) As crianças são educadas desde cedo, vestindo camisa, etc, sem lhe serem dadas a opção de escolha do time. Nesse sentido, pais que forçam goela abaixo o futebol para os filhos são análogos a estupradores mentais pedófilos.

10) Quanto maior o QI, menos a pessoa gosta de futebol (ver os nerds). Logo, o futebol emburrece, e deveria ser substituído pelo xadrez como esporte nacional.

UPDATE: Para quem não entendeu, o texto é uma paródia…

Entrevista com Osame Kinouchi

1


CIÊNCIA

O que você investiga? Qual é o núcleo de sua investigação?
Física Computacional Interdisciplinar: Redes Complexas em Linguística e Psiquiatria, Transição Vítrea, Otimização de Estratégia Exploratória por Animais, Métodos de Aprendizagem em Redes Neurais Artificiais, Neurociência Teórica e Computacional (Modelos de Neurônios, Dentritos Excitáveis, Modelagem do Bulbo Olfatório, Psicofísica, Teoria de Sonhos e Sono REM), Criticalidade Auto-Organizada (Modelos de Terremotos, Avalanches Neuronais) , Modelos de Evolução Cultural (evolução da culinária), Astrobiologia (Modelos de Colonização Galática),  Cientometria e Divulgação Científica (Portal de Blogs Científicos em Língua Portuguesa).
Você tem algum link onde possamos ver algo sobre você, ou sobre o centro onde você trabalha?
Meus artigos no repositório livre ArXiv de Física: http://arxiv.org/a/kinouchi_o_1
Meu curriculo Lattes: http://tinyurl.com/3h28kr8
Qual é sua formação? Que experiência de trabalho tinha antes disto?
Bacharelado em Física, Mestrado em Física Básica, Doutorado em Física da Matéria Condensada, Pós-doutorado em Física Estatística e Computacional. Primeiro emprego na USP, aos 40 anos de idade!
Você era muito estudioso no colégio?
Não. Eu apenas lia compulsivamente enciclopédias…Tirar nota boa sempre foi fácil.
Que tipo de tecnologia você está usando para sua investigação?
Um bom notebook é suficiente para realizar minha pesquisa. Read more [+]

Historiadores da Ciência rejeitam a tese de conflito entre Ciência e Religião

Mais material para o meu livro sobre Ateísmo 3.0

Conflict thesis

From Wikipedia, the free encyclopedia
For a socio-historical theory with a similar name, see Conflict theory.

Conflict: Galileo before the Holy Office, byJoseph-Nicolas Robert-Fleury, a 19th century depiction of the Galileo Affair, religion suppressing heliocentric science.

The conflict thesis is the proposition that there is an intrinsic intellectual conflict between religion and science and that the relationship between religion and science inevitably leads to public hostility. The thesis, refined beyond its most simplistic original forms, remains generally popular. However, historians of science no longer support it.[1][2][3][4]

Contents

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Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Seleção Artificial Cosmológica: primeiras referências

Tive a mesma ideia em 1995, mas não publiquei. Sexta feira passada, achei numa pasta abandonada os escritos que estão digitalizados aqui.  Por um erro de memória, confundi Lee Smolin (em inglês e mais completo aqui) com Sidney Coleman.

Meduso-anthropic principle

The meduso-anthropic principle is a quasi-organic universe theory originally proposed by mathematician and quantum gravity scholar Louis Crane in 1994.

Contents

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Universes and black holes as potential life cycle partners

Crane’s MAP is a variant of the hypothesis of cosmological natural selection (fecund universes), originally proposed by cosmologist Lee Smolin (1992). It is perhaps the first published hypothesis of cosmological natural selection with intelligence (CNS-I), where intelligence plays some proposed functional role in universe reproduction. It is also an interpretation of the anthropic principle (fine-tuning problem). The MAP suggests the development and life cycle of the universe is similar to that of Corals and Jellyfish, in which dynamic Medusa are analogs for universal intelligence, in co-evolution and co-development with sessile Polyp generations, which are analogs for both black-holes and universes. In the proposed life cycle, the Universe develops intelligent life and intelligent life produces new baby universes. Crane further speculates that our universe may also exist as a black hole in a parallel universe, and extraterrestrial life there may have created that black hole.

Crane’s work was published in 1994 as a preprint on arXiv.org. In 1995, in an an article in QJRAS, emeritus cosmologist Edward Harrison (1919-2007) independently proposed that the purpose of intelligent life is to produce successor universes, in a process driven by natural selection at the universal scale. Harrison’s work was apparently the first CNS-I hypothesis to be published in a peer-reviewed journal.

Why future civilizations might create black holes

Crane speculates that successful industrial civilizations will eventually create black holes, perhaps for scientific research, for energy production, or for waste disposal. After the hydrogen of the universe is exhausted civilizations may need to create black holes in order to survive and give their descendants the chance to survive. He proposes that Hawking radiation from very small, carefully engineered black holes would provide the energy enabling civilizations to continue living when other sources are exhausted.

Philosophical implications

According to Crane, Harrison, and other proponents of CNS-I, mind and matter are linked in an organic-like paradigm applied at the universe scale. Natural selection in living systems has given organisms the imperative to survive and reproduce, and directed their intelligence to that purpose. Crane’s MAP proposes a functional purpose for intelligence with respect to universe maintenance and reproduction. Universes of matter produce intelligence, and intelligent entities are ultimately driven to produce new universes.

See also

References

O melhor livro de divulgação científica que encontrei em quarenta anos de leituras

Depois escrevo minha resenha…

A REALIDADE OCULTA – Universos paralelos e as leis profundas do cosmo
Brian Greene
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Meio século atrás, os cientistas encaravam com ironia a possibilidade de existirem outros universos além deste que habitamos. Tal hipótese não passava de um delírio digno de Alice no País das Maravilhas – e que, de todo modo, jamais poderia ser comprovada experimentalmente. Os desafios propostos pela Teoria da Relatividade e pela física quântica para o entendimento de nosso próprio universo já eram suficientemente complexos para ocupar gerações e gerações de pesquisadores. Entretanto, diversos estudos independentes entre si, conduzidos por cientistas respeitados em suas áreas de atuação – teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação -, começaram a convergir para o mesmo ponto: a existência de universos paralelos – o multiverso – não só é provável como passou a ser a explicação mais plausível para diversos enigmas cosmológicos.
Em A realidade oculta, Brian Greene – um dos maiores especialistas mundiais em cosmologia e física de partículas – expõe o fantástico desenvolvimento da física do multiverso ao longo das últimas décadas. O autor de O universo elegante passa em revista as diferentes teorias sobre os universos paralelos a partir dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica. Por meio de uma linguagem acessível e valendo-se de numerosas figuras explicativas, Greene orienta o leitor pelos labirintos da realidade mais profunda da matéria e do pensamento.

“Se extraterrestres aparecessem amanhã e pedissem para conhecer as capacidades da mente humana, não poderíamos fazer nada melhor que lhes oferecer um exemplar deste livro.” – Timothy Ferris, New York Times Book Review

Ciência como Brincadeira

TED Talk sobre criatividade

Interessante, mas fiquei com a impressão que no Brasil o pêndulo está voltado para o outro lado… Como fazer para equilibrar o futebol com as olimpíadas de matemática?

 

2o Salão Nacional de Divulgação Científica aceitou a comunicação oral da Juliana Kinouchi

METÁFORAS BIOLÓGICAS NO DISCURSO JORNALÍSTICO

JULIANA MOTTA KINOUCHI (1) – COLÉGIO METODISTA
ROBERTO MITSUO TAKATA – MESTRADO EM BIOLOGIA (USP)
ANGÉLICA APARECIDA MANDRÁ – PSICOPEDAGOGA – UNIVERSIDADE CLARETIANAS DE BATATAIS
OSAME KINOUCHI – DOUTORADO EM FÍSICA – PROF. LIVRE-DOCENTE USP (ORIENTADOR)




Meu primeiro paper na Revista Brasileira de Ensino de Física

Scientific Metaphors in the journalistic discourse

(Submitted on 6 Jun 2010 (v1), last revised 23 Jun 2010 (this version, v3))

Scientific education and divulgation not only amplify people’s vocabulary and repertory of scientific concepts but, at the same time, promote the diffusion of certain conceptual and cognitive metaphors. Here we make some hypothesis about this process, proposing a classification in terms of visible, invisible, basic and derived metaphors. We focus our attention in contemporary and classical physics metaphors applied to psychological and socio-economical phenomena, and we study two exemplar cases through an exhaustive exam of the online content of large Brazilian journalistic portals. Finally, we present implications and suggestions from the cognitive metaphor theory for the scientific education and divulgation process.

Comments: In portuguese, 20 pages, 2 figures, new version submitted to RBEF
Subjects: History of Physics (physics.hist-ph); Physics Education (physics.ed-ph); Popular Physics (physics.pop-ph); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:1006.1128v3 [physics.hist-ph]


Mensagem encaminhada ———-

From: “Fernanda Ostermann”
To: “Osame Kinouchi”
Date: Tue, 13 Jul 2010 11:17:15 -0300
Subject: [RBEF]
Prezado Osame,
É com prazer que comunicamos a aceitação do seu artigo “Metáforas científicas no discurso jornalístico” para publicação na RBEF. Seguem os dois pareceres. Essa aceitação é condicionada ao atendimento das solicitações de revisão dos avaliadores. Após nos ser enviada a versão revisada, daremos início ao processo de publicação.
Atenciosamente,
Profa. Dra. Fernanda Ostermann – Equipe Editorial
Prof. Dr. Cláudio José de Holanda Cavalcanti – Equipe Editorial
——————————————————
Avaliador A:
Título/Title:
Metáforas científicas no discurso jornalístico
Parecer:
O trabalho é claro e relevante na medida em que traz um enfoque inovador sobre o uso de metáforas científicas ao abordá-las como parte da linguagem comum e da divulgação científica e ao propor uma forma diferente do que vem sendo proposto no uso das mesmas no ensino.
Entretanto, apresenta inconsistência em relação ao estudo de casos proposto. A coleta de dados em 3 jornais diferentes não é relevante para o estudo, já que o autor não teve como objetivo interpretar as diferenças encontradas. As conclusões não se referem aos dados, o que deixa claro que o estudo não traz resultados relevantes em relação à interpretação desses dados. Sendo assim, sugere-se:
(1) A exclusão da expressão “estudo de casos” do trabalho, já que esta expressão diz respeito a um tipo de pesquisa qualitativa que tem como objetivo o conhecimento de uma realidade por meio do aprofundamento interpretativo dos dados.
(2)a reformulação da seção 4 no sentido de deixar claro ao leitor que se trata de um levantamento exploratório de metáforas jornalísticas.
Outros aspectos de conteúdo que devem ser revistos:
p. 14
Os autores devem justificar, trazendo a literatura pertinente, a sentença “As mais variadas justificativas para a divulgação científica e a popularização da ciência têm sido apresentadas ao longo do tempo. Entre elas destacamos:”
p. 15
Os autores devem explicar/descrever o que caracteriza a “moderna divulgação científica” e o significado de “spin-off não intencional”
p. 16:
A proposta dos autores ficará mais clara se na sentença “Em relação à educação e divulgação científicas, o uso de metáforas científicas por jornalistas, colunistas, intelectuais etc. produzirá um resultadoambíguo” for retirado o início “Em relação à educação e divulgação científicas”.
p. 17:
Os autores devem justificar por que o exercício sugerido seria interessante, na sentença: “Se possível, a elaboração de um mapa conceitual que ligue as expressões metafóricas com as metáforas cognitivas básicas das quais foram derivadas, na forma de uma rede de metáforas com nodos e ligações, seria um exercício interessante”.
p. 18:
Os autores devem justificar por que o referido processo seria uma ‘deturpação de conceitos científicos’ na sentença: “Esse processo não precisa ser visto como uma deturpação de conceitos científicos”
Aspecto de redação que deve ser revisto:
p. 16:
Corrigir a concordância na sentença “Para a prevenção desses efeitos de interferência, propomos que a natureza e a ubiquidade das MCI, especialmente as derivadas de metáforas cognitivas básicas, seja (sejam) reconhecida(s) e enfrentada(s) ativamente”.
——————————————————
——————————————————
Avaliador B:
Título/Title:
Metáforas científicas no discurso jornalístico
Parecer:
A proposta representa uma boa revisão da literatura pertinente ao tema, atualizada e clara. Sugiro somente que o(s) autor(es) avaliem o conceito de público leigo que na literatura atual de comunicação pública das ciências vem sendo questionado, uma vez que todos somos leigos, em alguma área, na sociedade da informação.
Este conceito reporta ao modelo de défict criticado no próprio manuscrito por ser centrado no conhecimento científico. Outra questão que pode melhorar o texto é a afirmação da inadequação das metáforas calcadas em modelos da física clássica. O texto é bastante interessante para deixar uma relação simplista entre a mecânica clássica e uma metáfora antiquada. Considero que os argumentos apresentados são mais ricos do que isso.
Recomendo a publicação com uma pequena revisão do texto principalmente nas regências verbais e pontuação.

Reinaldo José Lopes assume a editoria de Ciência da Folha


Concordo 100% com a avaliação do Cláudio Angelo (em vermelho)


A ciência não sabe de nada

Em junho de 2000, a equipe da revista Superinteressante assistia estarrecida à apresentação de seu novo diretor: um publicitário de 28 anos cujo lema ao assumir a maior revista de divulgação científica do país era “a ciência não sabe de nada”. Na saída da reunião, telefonei para Marcelo Leite aceitando o convite, que ele fizera uns dias antes, para assumir uma vaga de repórter na editoria de Ciência da Folha, que ele criara poucos meses antes.

Perdi dinheiro e uma série de mordomias que tinha como editor na Abril. Mas eu não poderia trabalhar num lugar cujo princípio editorial fosse “a ciência não sabe de nada”, e vim para a Folha. Foi a mais importante — e acertada — decisão profissional da minha vida.

Dez anos depois, deixo a Folha Ciência para mais uma vez assumir uma vaga de repórter. Em agosto, começo a trabalhar na sucursal de Brasília da Folha. Mais uma vez, vou perder dinheiro e mordomias. Não é uma mudança coagida como foi a última, mas é mais radical: estou mudando de cidade e, de certa forma, de área de atuação.

Olhando em retrospecto, preciso reconhecer que o pobre diabo que gerenciou a Super durante alguns anos ensandecidos estava certo em sua simploriedade: a ciência não sabe mesmo de nada. E que bom que é assim. Certezas, como alguém já disse, são ocupação das religiões, da política e de outras formas de obscurantismo institucionalizado. A ciência é melhor em produzir dúvidas e perguntas.

A comediante americana Julia Sweeney, no imortal molólogo “Letting Go of God”, diz que ela costumava interpretar as incertezas como um sinal da fraqueza da ciência. Os cientistas não conseguem decidir se café é bom ou ruim para a saúde, se o planeta está esquentando muito ou pouco, se o homem tem 100 mil ou 20 mil genes, se o Sistema Solar tem oito ou nove planetas. À medida que começou a entender realmente o que era a ciência, Sweeney viu que, ao contrário, as dúvidas são um sinal de que o sistema funciona, de que a ciência está sempre aberta a teste, infinitamente maleável a novas evidências. São as dúvidas que fazem o conhecimento (e a humanidade) caminhar.

Nos últimos dez anos, eu estive exposto à dúvida e a seus produtos maravilhosos (ou terríveis) de forma privilegiada. Testemunhei, como repórter ou editor de Ciência, o sequenciamento do genoma humano, a primeira clonagem humana (e seu desmentido), o rebaixamento de Plutão, o debate em torno das células-tronco, a invenção das células iPS, a ascensão e queda do desmatamento, a vergonhosa Cúpula de Johannesburgo, o mico do astronauta brasileiro, a descoberta da “sustentabilidade” e a derrota da diplomacia climática em Copenhague.

Estive cara a cara com gigantes da ciência como Ernst Mayr, Jane Goodall, E. O. Wilson, Lynn Margulis, Norman Borlaug e Noam Chomsky; tive o privilégio duvidoso de dividir um mictório com James Watson e roubar-lhe três minutos de entrevista um dia depois; tive aulas com Eric Lander, Bob Weinberg e Steven Pinker; fiz entrevistas bobas, mas deliciosas, com Bjorn Lomborg (sua primeira a um jornalista brasileiro) e Jacques Benveniste, o único homem a ganhar DOIS prêmios Ig Nobel até hoje. Não satisfeito, eu fiz um Ig Nobel, o primeiro do Brasil, indicando o arqueólogo Astolfo Araújo para o comitê do “prêmio”.

Cuidei da melhor forma que pude do jardim da dúvida que herdei do Marcelo Leite em 2004. Sob minha gestão, a editoria ganhou dois Prêmios Folha e um Prêmio Esso — que tive a honra de dividir com meu antecessor. Criei um blog, do qual me despeço com esta postagem, e que deixo, juntamente com a editoria onde cresci, nas mãos de Reinaldo José Lopes, talvez o melhor repórter de ciência do Brasil hoje.

Agora que rumo para Brasília, front por excelência das certezas, levo-a, a dúvida, principal arma do jornalista de ciência, no bolso interno do paletó. Tendo a achar que ela será útil em combate, quando menos pelo valor de surpresa.

Estou indo agora. Adeus.

Escrito por Claudio Angelo às 00h59

Audio-livros de divulgação científica: uma nova idéia

Alguém conhece algum áudio-livro de divulgação científica em português? Fica caro fazer um audiolivro? Como se faz, que equipamento é necessário? Áudio-livros são mais baratos que livros? Alguém toparia fazer um áudio-livro do Beijo de Juliana? (depois de uma boa editoração, suponho).

Roberto Martins e a divulgação científica da História da Ciência

Um interessante (chocante?) artigo de Roberto Martins na RBEF:

Como Não Escrever Sobre História da Física – um Manifesto Historiográfico

(…) quando uma pessoa começa a estudar a história da ciência (ou qualquer outro tema), ela não tem uma mente em branco, mas cheia de crenças provenientes daquilo que já leu ou ouviu falar. De um modo geral, um cientista atual gosta de pensar que ele próprio é muito superior aos “antigos”, e por isso ele acredita com facilidade em quem lhe diz que os pensadores que foram ultrapassados eram tolos, não tinham bons argumentos, não sabiam fazer ciência, e suas idéias apenas foram aceitas porque recebiam o apoio de religiosos estúpidos. Como já se sabia desde a época dos romanos, “Você acredita facilmente naquilo que deseja fortemente” (Publius Terentius, citado por EDWARDS, The new dictionary of thoughts, p. 120). 

Assim, uma série de crenças, geralmente do tipo que alimenta o amor-próprio dos cientistas, vai se difundindo e passa a constituir uma base tácita com a qual olhamos para o passado. “Toda pessoa, onde quer que vá, está cercada por uma nuvem de convicções confortantes, que se movem com ela como moscas em um dia de verão” (Bertrand Russell, citado por PARTINGTON, The Oxford dictionary of quotations, p. 551).

Sim, o filme é totalmente furado, mas é ótimo gancho para a divulgação científica

Estava revendo aqui meus posts-rascunhos nunca publicados, e encontrei isto de 2007. Concordo com Takata que tal tipo de filme nunca deveria ser financiado por agências de fomento (e quem disse que o cinema de entretenimento precisa disso?), mas dado que o limão já foi produzido, não custa nada fazer a limonada…

Pois essa é toda a questão: a produção desses filmes não depende de nós. Seu uso como gancho para a divulgação científica, sim.

IV Ciclo de Palestras e Filmes Científicos do DQ
Exibição do filme: “O Núcleo – Missão ao centro da terra”
Após a exibição, o Prof. Dr. Grégoire Jean-François Demets (Departamento de Química – FFCLRP – USP) fará comentários sobre o filme.
Data: 19 de abril de 2007 ( quinta-feira ) – às 16h00
Local: Anfiteatro do Bloco das Exatas (sala 11 – DE)
Sinopse: Hilary Swank lidera um elenco de astros, nesta eletrizante viagem que põe o espectador no centro da mais espetacular aventura. O geógrafo Dr. Josh Keyes (Aaron Eckhart) fez uma terrível descoberta: o núcleo do Planeta Terra parou de girar. Agora o campo eletromagnético está se deteriorando e dentro de alguns meses, o planeta será destruído. Existe uma esperança: enviar Keyes e um grupo de cientistas de elite a um canal subterrâneo no centro da Terra. Enquanto o destino da humanidade oscila na corda bamba, os cientistas e a tripulação precisam fazer o inimaginável: detonar um dispositivo nuclear, para reativar o núcleo da Terra.

Danica McKellar: caçando paraquedistas


No Google Analytics, meu post sobre Danica McKellar é a mais visitado. Ponto para mim ou para o Gene Reporter?

Actress and published mathematician, Danica McKellar, has joined St. Jude Children’s Research Hospital® in the fight against childhood cancer as the national spokesperson for the hospital’s Math-A-Thon® fund-raising program.

Math-A-Thon is a volunteer-based fundraising program for St. Jude. The program includes a free math curriculum supplement, provided by Scholastic, Inc., for grades K-8 that students complete after obtaining sponsorships from family and friends. Find out more at http://www.mathathon.org

Por que 21 de dezembro de 2012?

A data 21 de dezembro de 1954 lhe diz alguma coisa? Bom, isso aconteceu há 55 anos atrás…

When Prophecy Fails

From Wikipedia, the free encyclopedia

When Prophecy Fails
1964 When Prophecy Fails Festinger.jpg
Book cover, 1964 edition.
Author Leon Festinger, Henry Riecken, Stanley Schachter
Country United States
Language English
Subject(s) Psychology
Genre(s) Non-fiction
Publisher Harper-Torchbooks
Publication date January 1, 1956
Media type Hardcover
Pages 253
ISBN ISBN 0061311324
OCLC Number 217969

When Prophecy Fails is a 1956 classic book in social psychology by Leon Festinger, Henry Riecken, and Stanley Schachter about a UFO cult that believes the end of the world is at hand.

Contents

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Cognitive dissonance

Festinger’s theory of cognitive dissonance can account for the psychological consequences of disconfirmed expectations. One of the first published cases of dissonance was reported in the book,When Prophecy Fails (Festinger et al. 1956). Festinger and his associates read an interesting item in their local newspaper headlined “Prophecy from planet Clarion call to city: flee that flood.” A housewife from Michigan, given the name “Marian Keech” in the book, had mysteriously been given messages in her house in the form of “automatic writing” from alien beings on the planet Clarion. These messages revealed that the world would end in a great flood before dawn on December 21, 1954. Mrs Keech had previously been involved with L. Ron Hubbard‘s Dianetics movement, and her cult incorporated ideas from what was to become Scientology.[1] The group of believers, headed by Keech, had taken strong behavioral steps to indicate their degree of commitment to the belief. They had left jobs, college, and spouses, and had given away money and possessions to prepare for their departure on the flying saucer, which was to rescue the group of true believers.

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Premise of study

Festinger and his colleagues saw this as a case that would lead to the arousal of dissonance when the prophecy failed. Altering the belief would be difficult, as Keech and her group were committed at considerable expense to maintain it. Another option would be to enlist social support for their belief. As Festinger wrote, “If more and more people can be persuaded that the system of belief is correct, then clearly it must after all be correct.” In this case, if Keech could add consonant elements by converting others to the basic premise, then the magnitude of her dissonance following disconfirmation would be reduced. Festinger and his colleagues predicted that the inevitable disconfirmation would be followed by an enthusiastic effort at proselytizing to seek social support and lessen the pain of disconfirmation.

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Sequence of events

Festinger and his colleagues infiltrated Mrs. Keech’s group and reported the following sequence of events:[2]

  • Prior to December 20. The group shuns publicity. Interviews are given only grudgingly. Access to Keech’s house is only provided to those who can convince the group that they are true believers. The group evolves a belief system—provided by the automatic writing from the planet Clarion—to explain the details of the cataclysm, the reason for its occurrence, and the manner in which the group would be saved from the disaster.
  • December 20. The group expects a visitor from outer space to call upon them at midnight and to escort them to a waiting spacecraft. As instructed, the group goes to great lengths to remove all metallic items from their persons. As midnight approaches, zippers, bra straps, and other objects are discarded. The group waits.
  • 12:05 A.M., December 21. No visitor. Someone in the group notices that another clock in the room shows 11:55. The group agrees that it is not yet midnight.
  • 12:10 A.M. The second clock strikes midnight. Still no visitor. The group sits in stunned silence. The cataclysm itself is no more than seven hours away.
  • 4:00 A.M. The group has been sitting in stunned silence. A few attempts at finding explanations have failed. Keech begins to cry.
  • 4:45 A.M. Another message by automatic writing is sent to Keech. It states, in effect, that the God of Earth has decided to spare the planet from destruction. The cataclysm has been called off: “The little group, sitting all night long, had spread so much light that God had saved the world from destruction.”
  • Afternoon, December 21. Newspapers are called; interviews are sought. In a reversal of its previous distaste for publicity, the group begins an urgent campaign to spread its message to as broad an audience as possible.

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Conditions

Festinger stated that five conditions must be present, if someone is to become a more fervent believer after a failure or disconfirmation:

  • A belief must be held with deep conviction and it must have some relevance to action, that is, to what the believer does or how he behaves.
  • The person holding the belief must have committed himself to it; that is, for the sake of his belief, he must have taken some important action that is difficult to undo. In general, the more important such actions are, and the more difficult they are to undo, the greater is the individual’s commitment to the belief.
  • The belief must be sufficiently specific and sufficiently concerned with the real world so that events may unequivocally refute the belief.
  • Such undeniable disconfirmatory evidence must occur and must be recognized by the individual holding the belief.
  • The individual believer must have social support. It is unlikely that one isolated believer could withstand the kind of disconfirming evidence that has been specified. If, however, the believer is a member of a group of convinced persons who can support one another, the belief may be maintained and the believers may attempt to proselyte or persuade nonmembers that the belief is correct.

Minhas previsões para 2012

Continuando com o meu debate com o Gene Repórter, defendo agora uma relação mais tranquila (eu diria oportunista) com os milhões de sites dedicados a 2012 e filmes derivados tipo “2012‘. Explicarei melhor a seguir.
Se você analisar bem, esse tipo de clima apocalíptico, paranóico, conspiratório, é um grande fenômeno cultural de massa e que não vem de hoje. Provavelmente é um reflexo psicológico das ameaças ecológicas e econômicas que pairam sobre nosso modo de vida – os atentados de 2001 e a crise econômica de 2008 foram apocalípticos para muita gente. Imagino que seja parecido com o clima cultural pós I Guerra, na década de 20 de uma Alemanha hiperinflacionária (e deu no que deu…). Esse clima me lembra também os anos 1844-1848, com expectativas tanto revolucionárias como apocaliptico-religiosas.
Talvez tudo se resuma ao fato de que a humanidade seja um grande meio excitável e que, de tempos em tempos, ondas de excitação político-religiosa contagiosa se propagam nesse meio, pois as pessoas perderam a imunidade memética da onda anterior. Outra analogia poderia ser uma espécie de bolha sociopsicológicas similar às bolhas econômicas (que também têm seu lado sociopsicológico!). Eu acredito que a conexão político-revolucionária e religiosa se dê porque ambos são aspectos do pensamento utópico. Eu até chutaria um período médio de 30 anos (uma geração cultural?) para esse tipo de ciclo de Lotka-Volterra estocástico similar aos ciclos Romantismo-Realismo examinados por Stephen Brush no curioso livro “A Temperatura da História“.
Ou seja, os educadores e cientistas podem espernear a vontade, e devem fazer a sua parte para esclarecer o público (ver abaixo), mas o clima apocalíptico de 2012 só vai realmente desaparecer em 2013, digamos assim.
Mas isso é uma grande oportunidade, afinal de contas! Assim como 1844 foi o Ano da Grande Desapontamento dos Milleristas, 2012 será o Ano da Grande Decepção da Nova Era. O ano de 2013 é o estouro dessa bolha sociopsicológica. É claro que o pessoal já está preparando explicações via dissonância cognitiva para explicar por que a grande mudança terá acontecido apenas espiritualmente, mas tudo bem. O efeito pós-bolha de 2012 ainda continuará sendo ótimo para uma crítica (e auto-crítica) desse nosso desejo irracional e talvez egoísta de que o mundo acabe antes que nossa vida termine…
Enquanto isso, eu me contento pragmaticamente com a difusão (mesmo que deturpada) de vocabulário e conceitos científicos como “neutrinos“, “ciclo de atividade solar“, “tempestades solares” e “placas tectônicas” promovidos pelo filme (embora não exista conexão entre tempestades solares e emissão de neutrinos…). Sim, o filme podia ser melhor, tanto em roteiro (por que não explorar melhor os dilemas éticos no enfrentamento de uma extinção coletiva?) como cientificamente. Mas ainda acho que, por um simples efeito estatístico, o número de preconceitos formados é contrabalançado pelo fato de que existem agora muito mais pessoas que podem se interessar em ler sobre esses temas se baterem o olho em alguma manchete de jornalismo científico ou reportagem da Scientific American…

Cientistas criticam proposta de “2012” e indicam cenários de fim do mundo

(Assinalo em vermelho o vocabulário científico difundido)

Filme

O burburinho em torno do fim dos dias atingiu o auge com o lançamento do filme “2012”, dirigido por Roland Emmerich, que já trouxe desgraças fictícias para a Terra anteriormente, com alienígenas e geleiras, em “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã”.

No filme, o alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, no dia 21 de dezembro de 2012, faz com que o astro fique ensandecido e lance na superfície da Terra inúmeras partículas subatômicas ambíguas conhecidas como neutrinos.

De alguma forma, os neutrinos se transformam em outras partículas [imagino que isso foi vagamente inspirado pelo fenômeno de oscilação entre diferentes tipos de neutrinos] e aquecem o centro da Terra. A crosta terrestre perde suas amarras e começa a se enfraquecer e deslizar por aí.

Los Angeles cai no oceano; Yellowstone explode, causando uma chuva de cinzas no continente. Ondas gigantes varrem o Himalaia, onde governos do planeta tinham construído em segredo uma frota de arcas, nas quais 400 mil pessoas selecionadas poderiam se abrigar das águas.

Porém, essa é apenas uma versão do apocalipse. Em outras variações, um planeta chamado Nibiru colide com o nosso ou o campo magnético da Terra enlouquece.

Existem centenas de livros dedicados a 2012, e milhões de sites, dependendo de que combinação de “2012” e “fim do mundo” você digite no Google.

“Tolices”

Segundo astrônomos, tudo isso é besteira.

“Grande parte do que se alega que irá ocorrer em 2012 está baseada em desejos, grandes tolices pseudocientíficas, ignorância de astronomia e um alto nível de paranoia”, afirmou Ed Krupp, diretor do Griffith Observatory, em Los Angeles, e especialista em astronomia antiga, em um artigo publicado na edição de novembro da revista “Sky & Telescope”.

Pessoalmente, adoro histórias sobre o fim do mundo desde que comecei a consumir ficção científica, quando era uma criança. Fazer o público se borrar nas calças é o grande lance, desde que Orson Welles transmitiu a “Guerra dos Mundos”, uma notícia falsa sobre uma invasão de marcianos em Nova Jersey, em 1938.

No entanto, essa tendência tem ido longe demais, disse David Morrison, astrônomo do Ames Research Center da NASA, em Moffett Field, Califórnia. Ele é autor do vídeo no YouTube refutando a catástrofe e um dos principais pontos de contato da agência sobre a questão das profecias maias prevendo o fim dos dias.

“Fico com raiva de ver como as pessoas estão sendo manipuladas e aterrorizadas para alguém ganhar dinheiro”, disse Morrison. “Não há direito ético que permita assustar crianças para ganhar dinheiro”.