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E Se? Usando Ficção Científica e Fantasia para ensinar Física

The New York Times

E se?

Livro ensina física por meio do absurdo

KENNETH CHANG
DO “NEW YORK TIMES”

Cinco anos atrás, quando estava dando uma palestra sobre física a estudantes do Ensino Médio no Massachusetts Institute of Technology, Randall Munroe percebeu que a plateia não estava muito interessada.

Ele estava tentando explicar o que são energia potencial e potência -conceitos que não são complexos, mas difíceis de entender.

Assim, no meio da palestra de três horas, Munroe, mais conhecido por ser o criador da HQ on-line xkcd, resolveu apelar para “Star Wars”.

“Pensei na cena de ‘O Império Contra-ataca’ em que Yoda tira a asa-X do pântano”, comentou.

“A ideia me ocorreu quando eu estava dando a aula.”

No lugar de definições abstratas (um objeto erguido ganha energia potencial porque vai se acelerar quando cair; a potência é o índice de mudança na energia), Munroe fez uma pergunta: quanta energia da Força seria Yoda capaz de produzir?

“Fiz uma versão aproximada do cálculo ali mesmo, na sala de aula, procurando as dimensões da nave na internet e medindo as coisas na cena no projetor, diante dos alunos”, contou. “Todos começaram a prestar atenção.”

Para a maioria das pessoas, a física não é interessante por si só. “As ferramentas só são divertidas quando a coisa com a qual você as utiliza é interessante.”

Os alunos começaram a fazer outras perguntas. “E o final de ‘O Senhor dos Anéis’, quando o olho de Sauron explode, quanta energia há nisso?”

A experiência inspirou Munroe a começar a pedir perguntas semelhantes dos leitores do xkcd.

Ele reuniu esse trabalho, incluindo uma versão dos cálculos que fez sobre Yoda e outros materiais novos, no livro “E se?”, lançado em setembro e que desde então está na lista dos livros de não ficção mais vendidos.

Como afirma sua capa, “E se?” é repleto de “respostas científicas sérias a perguntas hipotéticas absurdas”.

“O livro exercita a imaginação do leitor, e o humor espirituoso de Munroe é encantador”, comentou William Sanford Nye, mais conhecido como “Billy Nye, the Science Guy”. “Ele cria cenários que, por falta de um termo melhor, precisamos descrever como absurdos, mas que são muito instrutivos.”

O que aconteceria se você tentasse rebater uma bola de beisebol lançada a 90% da velocidade da luz? “A resposta é ‘muitas coisas’, e todas acontecem muito rapidamente. Não termina bem para o batedor (nem para o lançador).”

Se todo o mundo mirasse a Lua ao mesmo tempo com um ponteiro de laser, a Lua mudaria de cor? “Não se usássemos ponteiros de laser normais.”

Por quanto tempo um submarino nuclear poderia permanecer em órbita? “O submarino ficaria ótimo, mas seus tripulantes teriam problemas.”

As explicações são acompanhadas pelos mesmos desenhos e o mesmo humor nerd que garantiram a popularidade do xkcd. (O que significa xkcd? “É simplesmente uma palavra para a qual não existe pronúncia fonética”, explica o site do seriado on-line.)

Na época em que era estudante de física na Universidade Christopher Newport, na Virginia, Munroe começou a trabalhar como técnico independente em um projeto de robótica no Centro Langley de Pesquisas, da Nasa, e continuou depois de se formar.

Foi nessa época que ele começou a scanear seus desenhos rabiscados e colocá-los na web.

O contrato com a Nasa terminou em 2006, por decisão mútua das duas partes.

Munroe tornou-se cartunista em tempo integral e se mudou para a região de Boston porque, explicou, queria viver numa cidade maior, com mais coisas de geek para fazer. Em 2012 ele incluiu a parte de “E se?” no site.

Hoje ele recebe milhares de perguntas por semana. Muitas são evidentemente de estudantes à procura de ajuda com sua lição de casa. Outras podem ser respondidas com uma só palavra: “Não”.

“Uma das perguntas que recebi foi: ‘Existe algum equipamento comercial de mergulho que permita a sobrevivência debaixo de lava incandescente?'”, Munroe contou. “Não. Não existe.”

Munroe também gostava de fazer perguntas quando era criança. Na introdução do livro, ele conta que se perguntava se havia mais coisas duras ou moles no mundo. Essa conversa causou impressão tão forte à sua mãe que ela a anotou e guardou.

“Dizem que não existem perguntas estúpidas”, escreve Munroe, 30. “Isso não é verdade, obviamente. Acho que minha pergunta sobre as coisas duras e moles foi bastante estúpida. Mas tentar responder uma pergunta estúpida de modo completo pode levar você a alguns lugares muito interessantes.”

Como ser criativo na ciência?

FERNANDO TADEU MORAES
DE SÃO PAULO

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, 40, dedicou-se nos últimos anos a entender como o cérebro humano se tornou o que é. Seu trabalho a levou a ser a primeira brasileira convidada a falar no TED Global, famoso evento anual de conferências de curta duração que reúne convidados de várias áreas do conhecimento.

Herculano apresentará em sua fala de 15 minutos, nesta quarta, os resultados de suas pesquisas sobre como o cérebro humano chegou ao número incrivelmente alto de 86 bilhões de neurônios: o consumo de alimentos cozidos. “Entre os primatas, temos o maior cérebro sem sermos os maiores. Grandes primatas, com a sua dieta de comida crua, não possuem energia suficiente para sustentar um corpo enorme e um cérebro grande.”

Na entrevista, concedida por telefone, a professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) dispara críticas à cultura brasileira de pesquisa científica, “que não incentiva a originalidade e a diversidade de pensamento”, à pós graduação nacional, “muito fraca”, e ao programa de bolsas Ciência Sem Fronteiras, “do jeito que está, parece demagogia” e defende a profissionalização da carreira de cientista.

Luciana Whitaker/Folhapress
A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que irá falar no TED Global, em seu laboratório na UFRJ
A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que irá falar no TED Global, em seu laboratório na UFRJ

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Revisitando a geek syndrome

The Geek Syndrome and Autism: Revisited

The Geek Syndrome and Autism: Revisited

The “Geek Syndrome” is a theory for the rising number of autism diagnoses that doesn’t have anything to do with vaccines or environmental factors. About a decade ago, Wired magazine suggested that the notable increase in autism cases among the computer programmers and engineers in Silicon Valley was because those who inhabit those “geek warrens” have a “genetic predisposition” for autism. Now, under Rosa Hoekstra of the Open University in Milton Keynes in the UK, researchers have found that in Eindhoven, a city that is the heart of the Dutch information technology industry, autism is diagnosed in twice as many children as in cities of the same size.

In the Wired article, Cambridge University psychology professor Simon Baron-Cohen described the autistic mind as having a “proclivity for systematizing” while, due to the lack of a theory of mind, autistic persons are “mindblind” and lack empathy. Baron-Cohen would go on to write a book promoting a theory of autism as an example of the “extreme male brain,” saying that the male brain is “systematizing” while the female one is “empathizing.” These theories are well-known but controversial (and his most recent book on empathy and the problem of evil contains some troubling theorizing about autism)

Hoekstra’s study, which was published in the Journal of Autism and Developmental Disorders, looked at the autism prevalence in 62,000 children in three Dutch cities. Eindhoven, Haarlem and Utrecht all have populations of about a quarter of a million; only Eindhoven has a heavy concentration of IT workers. As noted in New Scientist:

In Eindhoven, where 30 per cent of all jobs are in IT and computing industries, there were 229 cases of autism-spectrum disorders per 10,000 school-age children. This was more than double the corresponding figure of 84 in Haarlem and four times the figure of 57 in Utrecht. Each city has half as many IT jobs as Eindhoven.

By contrast, all three cities had the same prevalence of two other childhood psychiatric conditions unrelated to autism, namely attention-deficit hyperactivity disorder (ADHD) and dyspraxia.

Hoekstra notes that other reasons for the higher prevalence rate in Eindhoven could be greater awareness and the availability of better services. It’s been almost ten years since the Wired article on “the Geek Syndrome” was published and autism has certainly gotten a lot of attention in the public eye.

Some of Baron-Cohen’s earlier research found that fathers and grandfathers of children with autism are more likely to be engineers and scientists, and that mathematicians are more likely to have siblings on the autism spectrum.  Other studies in the UK, Japan and the Netherlands have found a higher than usual rate of autistic traits among engineering, science and mathematics students.

In my own household, the gender aspects of Baron-Cohen’s “extreme male brain” theory are reversed. I count several engineers (including my mother’s father, a civil engineer who was a bridge inspector for the state of California), computer programmers and IT types. There’s nary an engineer (or any one in the science or medical fields) in my husband’s family. Indeed, Jim tends to be more of what Baron-Cohen would call “empathetic,” with an intuitive feel for people’s (certainly Charlie’s) moods and states of mind. I’m no scientist myself, but definitely have “systematizing” tendencies, which helped me learn the complex grammar of ancient languages and music like Bach’s fugues (whereas, if Jim hadn’t become a historian, he had thoughts of being a courtroom lawyer, a profession that everyone in my family shies away from). I’ve often thought that if things had turned out differently, and I hadn’t discovered Latin and Greek in middle school, I could have been a coder. Charlie himself is quite the systematizer.

I’ve also wrote a bit more extensively about Charlie himself and Baron-Cohen’s “extreme male brain” theory of autism here and his theory of autism and mind-blindness here, with the caveat that these are theories that many do not agree with. Still, I find them helpful as we continue to try to understand why Charlie does what he does: He doesn’t just make arrangements like the one below without a lot of thought and care.

headphone suite

Read more: http://www.care2.com/causes/the-geek-syndrome-revisited.html#ixzz2RO5G7aZW

Artigos em neurociência teórica, criticalidade em árvores dendríticas

journal.pcbi.1000402.g001

Leonardo Lyra Gollo me incentivou a retomar o blog. Obrigado pelo incentivo, Leo!

Single-Neuron Criticality Optimizes Analog Dendritic Computation

Leonardo L. GolloOsame KinouchiMauro Copelli
(Submitted on 17 Apr 2013)

Neurons are thought of as the building blocks of excitable brain tissue. However, at the single neuron level, the neuronal membrane, the dendritic arbor and the axonal projections can also be considered an extended active medium. Active dendritic branchlets enable the propagation of dendritic spikes, whose computational functions, despite several proposals, remain an open question. Here we propose a concrete function to the active channels in large dendritic trees. By using a probabilistic cellular automaton approach, we model the input-output response of large active dendritic arbors subjected to complex spatio-temporal inputs, and exhibiting non-stereotyped dendritic spikes. We find that, if dendritic spikes have a non-deterministic duration, the dendritic arbor can undergo a continuous phase transition from a quiescent to an active state, thereby exhibiting spontaneous and self-sustained localized activity as suggested by experiments. Analogously to the critical brain hypothesis, which states that neuronal networks self-organize near a phase transition to take advantage of specific properties of the critical state, here we propose that neurons with large dendritic arbors optimize their capacity to distinguish incoming stimuli at the critical state. We suggest that “computation at the edge of a phase transition” is more compatible with the view that dendritic arbors perform an analog and dynamical rather than a symbolic and digital dendritic computation.

Comments: 11 pages, 6 figures
Subjects: Neurons and Cognition (q-bio.NC)
Cite as: arXiv:1304.4676 [q-bio.NC]
(or arXiv:1304.4676v1 [q-bio.NC] for this version)

Mechanisms of Zero-Lag Synchronization in Cortical Motifs

(Submitted on 18 Apr 2013)

Zero-lag synchronization between distant cortical areas has been observed in a diversity of experimental data sets and between many different regions of the brain. Several computational mechanisms have been proposed to account for such isochronous synchronization in the presence of long conduction delays: Of these, the phenomena of “dynamical relaying” – a mechanism that relies on a specific network motif (M9) – has proven to be the most robust with respect to parameter and system noise. Surprisingly, despite a contrary belief in the community, the common driving motif (M3) is an unreliable means of establishing zero-lag synchrony. Although dynamical relaying has been validated in empirical and computational studies, the deeper dynamical mechanisms and comparison to dynamics on other motifs is lacking. By systematically comparing synchronization on a variety of small motifs, we establish that the presence of a single reciprocally connected pair – a “resonance pair” – plays a crucial role in disambiguating those motifs that foster zero-lag synchrony in the presence of conduction delays (such as dynamical relaying, M9) from those that do not (such as the common driving triad, M3). Remarkably, minor structural changes to M3 that incorporate a reciprocal pair (hence M6, M9, M3+1) recover robust zero-lag synchrony. The findings are observed in computational models of spiking neurons, populations of spiking neurons and neural mass models, and arise whether the oscillatory systems are periodic, chaotic, noise-free or driven by stochastic inputs. The influence of the resonance pair is also robust to parameter mismatch and asymmetrical time delays amongst the elements of the motif. We call this manner of facilitating zero-lag synchrony resonance-induced synchronization and propose that it may be a general mechanism to promote zero-lag synchrony in the brain.

Comments: 27 pages, 8 figures
Subjects: Neurons and Cognition (q-bio.NC)
Cite as: arXiv:1304.5008 [q-bio.NC]
(or arXiv:1304.5008v1 [q-bio.NC] for this version)

Historiadores da Ciência rejeitam a tese de conflito entre Ciência e Religião

Mais material para o meu livro sobre Ateísmo 3.0

Conflict thesis

From Wikipedia, the free encyclopedia
For a socio-historical theory with a similar name, see Conflict theory.

Conflict: Galileo before the Holy Office, byJoseph-Nicolas Robert-Fleury, a 19th century depiction of the Galileo Affair, religion suppressing heliocentric science.

The conflict thesis is the proposition that there is an intrinsic intellectual conflict between religion and science and that the relationship between religion and science inevitably leads to public hostility. The thesis, refined beyond its most simplistic original forms, remains generally popular. However, historians of science no longer support it.[1][2][3][4]

Contents

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Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Ultimatum Game, empatia e geek syndrome

Mais referências para meu paper sobre relacão entre geek syndrome e ateísmo.

Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game 

Paul J. Zak, Robert Kurzban, Sheila Ahmadi, Ronald S. Swerdloff, Jang Park, Levan Efremidze, Karen Redwine, Karla Morgan, William MatznerGenerosity in the Ultimatum Game Testosterone … Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game … draws. Using the UltimatumGame from behavioralPLoS ONE: Research Article, published 16 Dec 200910.1371/journal.pone.0008330


Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks

Jaime Iranzo, Luis M. Floría, Yamir Moreno, Angel Sánchezin the Ultimatum Game: Small Groups and Networks Empathy Emerges Spontaneously in Ultimatum Games Jaime Iranzo … Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks … . TheUltimatum game, in which one subject proposes how to sharePLoS ONE: Research Article, published 26 Sep 201210.1371/journal.pone.0043781


Cognitive Control and Individual Differences in Economic Ultimatum Decision-Making

Wim De Neys, Nikolay Novitskiy, Leen Geeraerts, Jennifer Ramautar, Johan Wagemansin Economic Ultimatum Decision-Making Cognitive Control and Ultimatum Game Wim De Neys 1 * Nikolay … Cognitive Control and Individual Differences in EconomicUltimatum Decision-Making … ultimatum game, for example, most people turn downPLoS ONE: Research Article, published 09 Nov 201110.1371/journal.pone.0027107


Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game

Songfa Zhong, Salomon Israel, Idan Shalev, Hong Xue, Richard P. Ebstein, Soo Hong ChewPreference in Ultimatum Game DRD4/Season of Birth/Fairness … Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game … of theultimatum game , in which two individuals decide on howPLoS ONE: Research Article, published 03 Nov 201010.1371/journal.pone.0013765


Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games with Anonymity

Ning Ma, Nan Li, Xiao-Song He, De-Lin Sun, Xiaochu Zhang, Da-Ren Zhangby Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games … Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from ModifiedUltimatum Games with Anonymity … is still controversial. With modified ultimatumgamesPLoS ONE: Research Article, published 28 Jun 201210.1371/journal.pone.0039619


Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game

Alessandra Mancini, Viviana Betti, Maria Serena Panasiti, Enea Francesco Pavone, Salvatore Maria Agliotia Bilateral Ultimatum Game Suffering Makes You Egoist … Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game … of the Ultimatum Game (UG) both in the role of responderPLoS ONE: Research Article, published 12 Oct 201110.1371/journal.pone.0026008


Mathematically Gifted Adolescents Have Deficiencies in Social Valuation and Mentalization

Kyongsik Yun, Dongil Chung, Bosun Jang, Jin Ho Kim, Jaeseung Jeongof the same age using the repeated Ultimatum Game. Twenty … participated in theUltimatum Game. Two adolescents … as a responder. Because of its simplicity, theUltimatum GamePLoS ONE: Research Article, published 04 Apr 201110.1371/journal.pone.0018224

Pelo fim do ensino de ciências e pelo fim do PhD!

Freeman Dyson sugere em um dos seus livros que ensinar a força ciências para os estudantes do ensino médio é detrimental (é como força-los a ler Machado de Assis), produzindo ojeriza na maior parte dos estudantes. Ele propõe  usar a grade horária para que o estudante aprenda “linguagens” (Matemática, Lógica, Computação e a língua nativa, com ênfase em redação). 

As ciências naturais seriam aprendidas de forma espontânea por apenas os alunos interessados, na forma de clubes de ciência (astronomia, física, química, biologia etc.). Tais alunos, altamente motivados, poderiam ser treinados para participar de competições e olimpíadas, como as que temos atualmente no mundo todo e no Brasil. Ou seja, ciência é para quem quer aprender, como um esporte intelectual, gerando prazer pela própria atividade e pelas recompensas alcançadas.

Ele também acha que o PhD deveria ser extinto, a fim de que os recém graduados ingressassem direto em pesquisa (em colaboração com orientadores) mas sem prazos bem definidos. Prazos impõe que, no auge da capacidade mental dos estudantes, lhes propomos apenas problemas científicos medíocres, factíveis de serem realizados em 2 ou 4 anos. Um desperdício de tempo e energia mental.

Brasil vence Olimpíada Iberoamericana de Física 2012 Read more [+]

Sobre gênios e demônios criativos

Material para o workshop sobre criatividade. Se encaixa bem na teoria da mente bicameral de Julian Jaynes.

Desisto, não consigo ter a menor idéias sobre o que diz este abstract

R-Twisting and 4d/2d Correspondences

Sergio CecottiAndrew NeitzkeCumrun Vafa
(Submitted on 17 Jun 2010 (v1), last revised 30 Jun 2010 (this version, v2))

We show how aspects of the R-charge of N=2 CFTs in four dimensions are encoded in the q-deformed Kontsevich-Soibelman monodromy operator, built from their dyon spectra. In particular, the monodromy operator should have finite order if the R-charges are rational. We verify this for a number of examples including those arising from pairs of ADE singularities on a Calabi-Yau threefold (some of which are dual to 6d (2,0) ADE theories suitably fibered over the plane). In these cases we find that our monodromy maps to that of the Y-systems, studied by Zamolodchikov in the context of TBA. Moreover we find that the trace of the (fractional) q-deformed KS monodromy is given by the characters of 2d conformal field theories associated to the corresponding TBA (i.e. integrable deformations of the generalized parafermionic systems). The Verlinde algebra gets realized through evaluation of line operators at the loci of the associated hyperKahler manifold fixed under R-symmetry action. Moreover, we propose how the TBA system arises as part of the N=2 theory in 4 dimensions. Finally, we initiate a classification of N=2 superconformal theories in 4 dimensions based on their quiver data and find that this classification problem is mapped to the classification of N=2 theories in 2 dimensions, and use this to classify all the 4d, N=2 theories with up to 3 generators for BPS states.

Comments: 161 pages, 4 figures; v2: references added, small corrections
Subjects: High Energy Physics – Theory (hep-th)
Cite as: arXiv:1006.3435v2 [hep-th]

Se você é tão inteligente, por que não é rico?

16/07/2010 – 19h13

Aluno de pós poderá acumular bolsa e atividade remunerada

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

Alunos de pós-graduação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) poderão agora acumular suas bolsas com outras atividades remuneradas.
A “antiga reivindicação dos bolsistas”, nas palavras dos CNPq, foi atendida nesta sexta-feira (16), quando uma portaria assinada pelos presidentes dos órgãos, Carlos Aragão, do CNPq, e Jorge Guimarães, da Capes, foi publicada no Diário Oficial da União
As atividades, porém, terão de ser aprovadas pelos orientadores e informadas aos programas de pós-graduação. Devem estar “relacionadas à área” do estudante e ser “de interesse para sua formação”, diz a portaria.
O texto cita “especialmente [atividades de] docência nos ensinos de qualquer grau”. Segundo Aragão, os orientadores evitarão que os alunos dediquem um número excessivo de horas ao trabalho fora da universidade.
ESFORÇO INÚTIL
Muitos alunos bolsistas já complementavam sua renda com aulas antes da portaria –o CNPq com frequência recebia denúncias de pessoas fazendo isso, diz Aragão. Os inquéritos criados, diz, eram um “esforço inútil”, porque é “muito recomendável que o aluno de pós exerça atividades didáticas”.
“Além disso, há áreas como engenharia ou medicina, em que existia dificuldade para manter estudantes vinculados aos cursos de pós-graduação”, diz. Os alunos recebiam ofertas de trabalho com boas remunerações, e era difícil evitar a evasão.
“Por isso, a medida será boa no que diz respeito à interação com empresas”, diz, argumentando que ela vai permitir que empresas se aproximem das universidades quando alunos de pós estiverem nos seus quadros.

2o Salão Nacional de Divulgação Científica aceitou a comunicação oral da Juliana Kinouchi

METÁFORAS BIOLÓGICAS NO DISCURSO JORNALÍSTICO

JULIANA MOTTA KINOUCHI (1) – COLÉGIO METODISTA
ROBERTO MITSUO TAKATA – MESTRADO EM BIOLOGIA (USP)
ANGÉLICA APARECIDA MANDRÁ – PSICOPEDAGOGA – UNIVERSIDADE CLARETIANAS DE BATATAIS
OSAME KINOUCHI – DOUTORADO EM FÍSICA – PROF. LIVRE-DOCENTE USP (ORIENTADOR)




Referência para o experimento sobre o livre-arbítrio do tatu-bola

A CONVERSATION WITH JEREMY NIVEN

Insects as Model Animals

Steve Forrest for The New York Times

Dr. Jeremy Niven in his lab at the zoology department at Cambridge University.

By CLAUDIA DREIFUS

Published: July 12, 2010

Jeremy Niven spends his days at Cambridge University running locusts across ladders and through mazes, trying to figure out how bugs think. Dr. Niven, 34, studies the evolution of brains and neurons in insects and other animals, like humans. We spoke during a break in last month’s World Science Festival in New York, where he was a guest presenter, and then again later via telephone. An edited version of the two conversations follows:

Q. YOUR RESEARCH SUBJECTS ARE LOCUSTS. SOME PEOPLE MIGHT SAY, “LOCUSTS, YUCK!” WHY STUDY THEM?

A. I think locusts are sweet. When you get used to them, they are actually quite nice.

Actually, I find that working with invertebrates opens your mind. Insects don’t perceive the world the way we do. Trying to understand them makes you think more about why we see the world as we do. Many animals have different sensors and receive different energies. Birds have ultraviolet vision. So do bees. They can see things we don’t. One learns respect for their capacities.

But the other thing is that insects in general and locusts in particular are admirable because they permit us to gain new information about nervous systems. With insects, we can actually study neural circuits and see how what happens in the neurons relates to behavior.

Q. SO INSECTS ARE YOUR MODEL ANIMAL?

A. Yes. You see, with mammals, their nervous systems are very complex and everything you look at is more difficult to connect to behaviors. There are so many neurons in their brains — where do you even begin? How do you associate what’s going on in the neuron with what’s going on in the animal? Now, in insects, there are fewer neurons and so they can be identified more easily.

Of course, insect brains don’t work in the exactly same way a human brain does. But there is more overlap than many realize. It’s a consequence of evolution that animals have used the same biological tricks to get what they need from the environment. They mix and match different molecular components to build the system they need. So you can find the same components in a locust’s nervous system as in human. We just have more of it.

Q. YOU’VE DONE AN EXPERIMENT WHERE YOU PLACED LOCUSTS ON A LADDER THAT HAD JIGGLING RUNGS. YOU THEN WATCHED HOW THEY WORKED THEIR WAY ACROSS THIS TRICK LADDER. WHAT WAS THE POINT?

A. I wanted to know how locusts used their vision to coordinate their limbs in a changing situation. This research involved learning how insects combine visual information with decision making and motor patterns.

With locusts, we’ve long thought they used their limbs to feel things gradually or that they used their antennae to sense the environment, much like a blind person with a cane. But with our experiment, we showed they use their vision to make a kind of guesstimate of distance. Then they jump.

Many insects use an approximate approach. So they teach us that many behaviors that a psychologist might describe as very complicated, an insect can do with very few neurons, and by making a few rough guesses.

Q. WHY SPEND TIME LEARNING THIS?

A. We have not discovered yet the neural circuits in humans that are involved in reaching for objects. However, we might be able to work that out in locusts. We already know that it doesn’t take a huge brain to accurately control the limbs. These insects do it. There are all kinds of possibilities for robotics and for rehabilitative medicine in these studies.

Q. OVER YOUR CAREER, WHAT WOULD YOU SAY HAS BEEN YOUR MOST SIGNIFICANT FINDING?

A. In 2007, we were able to study how much energy neurons used and we quantified it. We studied different types of insect eyes — from tiny fruit fly eyes to huge blowfly eyes. In each creature, we worked out how much energy it takes for neurons in the brain to process information. What we learned was that the more information a fly’s eye needed to process, the more energy each unit of information consumed. That means that it’s bad, in the evolutionary sense, for an animal to have a bigger brain than it needs for survival. It’s like having a gas-eating Ferrari, when what you really need is Honda Civic.

Q. SO BIG BRAINS ARE NOT ALWAYS AN ADVANTAGE?

A. Bigger is better if you want to produce enormously complicated behavior. But in evolution, brains evolve by selection. There always is pressure on animals to produce behaviors for as little energy as possible. And that means for many animals, smaller brains are better because they won’t waste energy.

You know, there’s this pervasive idea in biology that I think is wrong. It goes: we humans are at the pinnacle of the evolutionary tree, and as you get up that tree, brain size must get bigger. But a fly is just as evolved as a human. It’s just evolved to a different niche.

In fact, in evolution there’s no drive towards bigger brains. It’s perfectly possible that under the right circumstances, you could get animals evolving small brains. Indeed, on some islands, where there’s reduced flora and fauna, you’ll see smaller versions of mainland species. I would argue that their brain size has been reduced because it saves energy, which permits them to survive in situations of scarcity. They also might not need big brains because they don’t have natural predators on the islands—and don’t have to be as smart because there’s nothing to avoid.

Q. SPEAKING OF ISLANDS, WHEN AN APELIKE FOSSIL WAS DISCOVERED ON THE INDONESIAN ISLAND OF FLORES IN 2003, A GREAT CONTROVERSY BROKE OUT AMONG ANTHROPOLOGISTS. SOME SAID THIS THREE-FOOT TALL SMALL- BRAINED CREATURE WAS A NEW SPECIES OF HOMINID — A HUMANLIKE PRIMATE. OTHERS CLAIMED IT WAS AN EARLY HUMAN WITH A BRAIN DEFORMITY. WHY DID YOU JUMP INTO THE FRAY?

A. Because I thought it was a hominid. This thing about its being a human ancestor with a diseased brain never made much sense. The people who insisted it was a deformed early human couldn’t believe that it was possible to have such a huge reduction in brain size in any hominid. Yet, it’s possible to get a reduction in brain size of island animals as long as the selection pressure is there. There’s nothing to stop this from happening, even among hominids.

Q. SO WHY WERE OTHER SCIENTISTS INSISTING THAT FLORES MAN WAS A DEFORMED HUMAN?

A. Because there’s this idea that nature moves inexorably towards bigger brains and some people find it very difficult to imagine why if you evolved a big brain — as ancient hominids had — why you would ever go back to a smaller one. But evolution doesn’t really care. This smaller brain could have helped this species survive better than an energy-consuming bigger one. The insects have shown us this.

Q. GETTING BACK TO INSECTS. DO YOU UNDERSTAND WHY PEOPLE DISLIKE THEM SO?

A. I think probably because in the near past, we associated insects with disease. That’s a big part of it. On the other hand, Darwin loved insects. There’s a wonderful quote from him, where he’s talking about the marvelous brains of ants, and he says that they may be more marvelous than the brains of humans or monkeys because they are tiny and to be able to do so much behavior with such tiny brains, I can’t help but agree.

Por quem os sinos quânticos dobram?


John Bell And The Nature Of Reality


Posted: 13 Jul 2010 09:10 PM PDT

Why have so few heard of one of the great heroes of modern physics?

In 1935, Einstein and his colleagues Boris Podolsky and Nathan Rosen outlined an extraordinary paradox associated with the then emerging science of quantum mechanics.


They pointed out that quantum mechanics allows two objects to be described by the same single wave function. In effect, these separate objects somehow share the same existence so that a measurement on one immediately influences the other, regardless of the distance between them.

To Einstein, Podolsky and Rosen this clearly violated special relativity which prevents the transmission of signals at superluminal speed. Something had to give.


Despite the seriousness of this situation, the EPR paradox, as it became known, was more or less ignored by physicists until relatively recently.


Today, we call the relationship between objects that share the same existence entanglement. And it is the focus of intense interest from physicists studying everything from computing and lithography to black holes and photography.


It’s fair to say that while the nature of entanglement still eludes us, few physicists doubt that a better understanding will lead to hugely important insights into the nature of reality.

Many researchers have helped to turn the study of entanglement from a forgotten backwater into one of the driving forces of modern physics. But most of them would agree that one man can be credited with kickstarting this revolution.


This man was John Bell, a physicist at CERN for much of his career, who was incensed by the apparent contradictions and problems at the heart of quantum mechanics. In the early 60s, Bell laid the theoretical foundations for the experimental study of entanglement by deriving a set of inequalities that now now bear his name.


While Bell’s inequalities are now mainstream, Bell was more or less ignored at the time. Now Jeremy Bernstein, a physicist and writer who knew Bell, publishes a short account of the background to Bell’s work along with some interesting anecdotes about the man himself, some of which are entirely new (at least, to me). He recounts screaming arguments between Bell and his university lecturers about the nature of quantum mechanics. And says that at the time of his death in 1991, Bell had been nominated for a Nobel Prize, which he was expected to win.


That would have entirely changed Bell’s legacy. He is well remembered by many working on the foundations of quantum mechanics but not well known by people in other areas. As a good example of a scientist who took on the establishment and won, that is a shame.


Ref: arxiv.org/abs/1007.0769: A Chorus Of Bells

Como o blogueiro de ciências deve tratar os trolls?

Este é um bom tema que poderia ser discutido no EWCLiPo…

Meu primeiro paper na Revista Brasileira de Ensino de Física

Scientific Metaphors in the journalistic discourse

(Submitted on 6 Jun 2010 (v1), last revised 23 Jun 2010 (this version, v3))

Scientific education and divulgation not only amplify people’s vocabulary and repertory of scientific concepts but, at the same time, promote the diffusion of certain conceptual and cognitive metaphors. Here we make some hypothesis about this process, proposing a classification in terms of visible, invisible, basic and derived metaphors. We focus our attention in contemporary and classical physics metaphors applied to psychological and socio-economical phenomena, and we study two exemplar cases through an exhaustive exam of the online content of large Brazilian journalistic portals. Finally, we present implications and suggestions from the cognitive metaphor theory for the scientific education and divulgation process.

Comments: In portuguese, 20 pages, 2 figures, new version submitted to RBEF
Subjects: History of Physics (physics.hist-ph); Physics Education (physics.ed-ph); Popular Physics (physics.pop-ph); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:1006.1128v3 [physics.hist-ph]


Mensagem encaminhada ———-

From: “Fernanda Ostermann”
To: “Osame Kinouchi”
Date: Tue, 13 Jul 2010 11:17:15 -0300
Subject: [RBEF]
Prezado Osame,
É com prazer que comunicamos a aceitação do seu artigo “Metáforas científicas no discurso jornalístico” para publicação na RBEF. Seguem os dois pareceres. Essa aceitação é condicionada ao atendimento das solicitações de revisão dos avaliadores. Após nos ser enviada a versão revisada, daremos início ao processo de publicação.
Atenciosamente,
Profa. Dra. Fernanda Ostermann – Equipe Editorial
Prof. Dr. Cláudio José de Holanda Cavalcanti – Equipe Editorial
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Avaliador A:
Título/Title:
Metáforas científicas no discurso jornalístico
Parecer:
O trabalho é claro e relevante na medida em que traz um enfoque inovador sobre o uso de metáforas científicas ao abordá-las como parte da linguagem comum e da divulgação científica e ao propor uma forma diferente do que vem sendo proposto no uso das mesmas no ensino.
Entretanto, apresenta inconsistência em relação ao estudo de casos proposto. A coleta de dados em 3 jornais diferentes não é relevante para o estudo, já que o autor não teve como objetivo interpretar as diferenças encontradas. As conclusões não se referem aos dados, o que deixa claro que o estudo não traz resultados relevantes em relação à interpretação desses dados. Sendo assim, sugere-se:
(1) A exclusão da expressão “estudo de casos” do trabalho, já que esta expressão diz respeito a um tipo de pesquisa qualitativa que tem como objetivo o conhecimento de uma realidade por meio do aprofundamento interpretativo dos dados.
(2)a reformulação da seção 4 no sentido de deixar claro ao leitor que se trata de um levantamento exploratório de metáforas jornalísticas.
Outros aspectos de conteúdo que devem ser revistos:
p. 14
Os autores devem justificar, trazendo a literatura pertinente, a sentença “As mais variadas justificativas para a divulgação científica e a popularização da ciência têm sido apresentadas ao longo do tempo. Entre elas destacamos:”
p. 15
Os autores devem explicar/descrever o que caracteriza a “moderna divulgação científica” e o significado de “spin-off não intencional”
p. 16:
A proposta dos autores ficará mais clara se na sentença “Em relação à educação e divulgação científicas, o uso de metáforas científicas por jornalistas, colunistas, intelectuais etc. produzirá um resultadoambíguo” for retirado o início “Em relação à educação e divulgação científicas”.
p. 17:
Os autores devem justificar por que o exercício sugerido seria interessante, na sentença: “Se possível, a elaboração de um mapa conceitual que ligue as expressões metafóricas com as metáforas cognitivas básicas das quais foram derivadas, na forma de uma rede de metáforas com nodos e ligações, seria um exercício interessante”.
p. 18:
Os autores devem justificar por que o referido processo seria uma ‘deturpação de conceitos científicos’ na sentença: “Esse processo não precisa ser visto como uma deturpação de conceitos científicos”
Aspecto de redação que deve ser revisto:
p. 16:
Corrigir a concordância na sentença “Para a prevenção desses efeitos de interferência, propomos que a natureza e a ubiquidade das MCI, especialmente as derivadas de metáforas cognitivas básicas, seja (sejam) reconhecida(s) e enfrentada(s) ativamente”.
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Avaliador B:
Título/Title:
Metáforas científicas no discurso jornalístico
Parecer:
A proposta representa uma boa revisão da literatura pertinente ao tema, atualizada e clara. Sugiro somente que o(s) autor(es) avaliem o conceito de público leigo que na literatura atual de comunicação pública das ciências vem sendo questionado, uma vez que todos somos leigos, em alguma área, na sociedade da informação.
Este conceito reporta ao modelo de défict criticado no próprio manuscrito por ser centrado no conhecimento científico. Outra questão que pode melhorar o texto é a afirmação da inadequação das metáforas calcadas em modelos da física clássica. O texto é bastante interessante para deixar uma relação simplista entre a mecânica clássica e uma metáfora antiquada. Considero que os argumentos apresentados são mais ricos do que isso.
Recomendo a publicação com uma pequena revisão do texto principalmente nas regências verbais e pontuação.

C&T no Brasil

Hoje tem Ciência e Tecnologia no Brasilianas.org

Enviado por luisnassif, seg, 12/07/2010 – 11:18

A necessidade de uma política nacional para a Ciência e a Tecnologia capaz de ampliar o desenvolvimento de pesquisas e de inovação no país, em sintonia com os principais setores da indústria, está no centro do debate do Brasilianas.org desta segunda-feira (12) na TV Brasil

A partir do final da década de 1990, o Brasil passa a se consolidar como uma potência, principalmente nos setores da agricultura e do petróleo. Essa situação deve-se não apenas aos aquecimentos na economia e na produção, mas também aos investimentos diretos nas áreas do conhecimento.

Esse movimento para a inovação ganha mais força e começam a surgir associações, a exemplo da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O objetivo é reunir pesquisadores de todo o país para pensarem os rumos da produção científica.

A partir de 2000, a criação dos Fundos Setoriais, do Ministério da Ciência e Tecnologia, surge como um divisor de águas. E, desde 2007, com a concepção do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, buscam-se novos caminhos para se fomentar a pesquisa e a produção de conhecimento interno. Qual a importância da pesquisa e desenvolvimento (P&D) para uma política industrial e como organizar uma política científica? Quais os principais acordos de cooperação internacionais? Quais os resultados obtidos até agora com a Conferência de Ciência e Tecnologia? E quais as perspectivas futuras para o desenvolvimento tecnológico no Brasil?

Para responder a essas perguntas, o jornalista Luis Nassif recebe no estúdio do Brasilianas.org o diretor de Gestão e Inovação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, Antonio Carlos Bordeaux Rego; o presidente da Natura, Pedro Luiz Barreiros Passos; e o professor do Instituto de Economia da Unicamp, Carlos Américo Pacheco.

Participe da discussão na página de Ciência e Tecnologia no site Brasilianas.org.

Miguel Nicolelis: “Sinto-me decepcionado”

Miguel Nicolelis: “Sinto-me decepcionado”

Publicação: 11 de Julho de 2010 às 00:00
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O cientista brasileiro, Miguel Nicolelis, de 49 anos, é considerado um dos maiores pesquisadores do planeta na área de neurociências e, por diversas vezes, lembrado para o Prêmio Nobel. Ele lidera pesquisas que podem, por exemplo, representar avanços históricos no tratamento do Mal de Parkinson e implantou em Natal um Instituto Internacional de Neurociências (IINN), que já captou investimentos superiores a R$ 100 milhões e que pretende ser a semente da futura “Cidade do Cérebro”, uma estrutura científica, cultural, econômica e social estimada em mais de R$ 1 bilhão. Não faltam, portanto, motivos para estímulo na carreira de Nicolelis. No entanto, ele revela uma decepção: desde a instalação do IINN, há sete anos, o Instituto nunca recebeu o apoio devido dos poderes públicos estadual e municipal, nem dos políticos potiguares em geral. O neurocientista que acredita que a força do pensamento pode superar as barreiras geográficas e, de certa forma, provou isso instalando um centro de conhecimento de ponta em um Estado pequeno como o Rio Grande do Norte, não esperava deparar com o obstáculo da “falta de visão”. Miguel Nicolelis esteve em Natal na última semana e concedeu entrevista exclusiva ao repórter Wagner Lopes, da TRIBUNA DO NORTE, na qual falou sobre o projeto, as novidades e, principalmente, as dificuldades enfrentadas pelo IINN. 

Adriano AbreuMiguel Nicolelis é considerado um dos maiores pesquisadores do planeta na área de neurociências

Miguel Nicolelis é considerado um dos maiores pesquisadores do planeta na área de neurociências
Em junho foi assinada pela UFRN a ordem de serviço (R$ 32 milhões) para a obra dos dois primeiros prédios do futuro Campus do Cérebro, em Macaíba. Isso mostra um projeto já consolidado?

Sem dúvida. O Campus deve ser um dos maiores investimentos do Ministério da Educação no momento. Existe um interesse de todas as partes para que esteja concluído no próximo ano. Vamos ter um instituto de pesquisas e uma escola de ensino regular funcionando nesses prédios. 

E o que os governos locais podem fazer para contribuir?

Acho que precisa de quase tudo. Esse é hoje o maior projeto científico do Brasil. Com certeza o de maior repercussão fora do país, tanto que conseguimos doações inéditas. Ainda tenho por mim que nem o estado, nem o município têm ideia de que esse projeto pode ser um agente transformador da economia local. 

Há problemas?

Algo que podemos mencionar é que há sete anos a sede do instituto funciona nessa rua de terra (Francisco Luciano, em Candelária, próximo à empresa Via Sul). Entra prefeito, sai prefeito, nos prometem o asfalto, e nada muda. Recebemos gente do mundo inteiro, ganhadores do Prêmio Nobel, embaixadores de outros países, e a rua continua deste jeito. O que as pessoas pensam quando vêm a Natal, com todos os problemas que a cidade tem, e veem uma iniciativa desse tamanho em um rua de terra? As pessoas dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, visitam esses prédios e ficam maravilhadas. E a primeira pergunta que fazem é como é que o governo local não asfalta nem a rua.

E quando se fala em turismo na cidade deveria se pensar também nesse público selecionado?

Esse turismo atual não traz dinheiro nenhum. Vejo esses ônibus de turismo andando por Natal, fazendo “city tour”, deixando migalhas na cidade e às vezes deixando problemas seríssimos, que nem vale a pena citar, enquanto a gente tenta criar uma economia de conhecimento que pode trazer bilhões de reais ao longo do tempo. E tudo é difícil, tudo é uma dificuldade. As pessoas falam, nos tratam muito bem, sou muito bem recebido, mas do ponto de vista operacional, se isso fosse feito no estado de São Paulo, em outro estado, outro país… Essas demandas são mínimas e não estamos pedindo nada de outro mundo. São 200 metros de asfalto. A RN que chegava no instituto lá em Macaíba foi recuperada, mas não tinha mais condições de passar automóveis. Havia risco de mortes devido às crateras. Eu mesmo perdi dois pneus do carro nas idas até lá. Mas aqui na frente do instituto, aqui em Natal, eu categorizaria como uma vergonha. O município também nos pediu um projeto para outra escola aqui em Natal (o IINN já conta com uma na Cidade da Esperança). Fizemos o projeto e nunca tivemos resposta. Então me pergunto se as pessoas não percebem a importância disso. Acho que depois de sete anos não há muitas dúvidas de que somos sérios.

Se não fosse o benefício social proporcionado à população, o senhor já falaria em arrependimento por instalar o Instituto em Natal?

Olha, não digo arrependimento porque a população de Natal tem sido muito carinhosa e nossos mil alunos, mais os quinhentos da nova escola, mais os 1.200 da escola de tempo integral, nos mantêm estimulados, a todos nós que trabalhamos. Somos mais de 100 pessoas que vieram do Brasil inteiro para cá, mas nunca imaginei o grau de desinteresse que a gente encontraria do poder público. 

Decepção talvez?

Diria que em quase oito anos, que a gente completa em março, com exceção da UFRN e da nova administração e, pontualmente, da administração passada de Macaíba, realmente me sinto decepcionado com o poder público e a classe política local.

Falta entendimento da importância do projeto ou falta interesse em apoiá-lo?

É uma ótima pergunta. Esse é um projeto que já é o maior investimento, não tem nada feito no Rio Grande do Norte, do ponto de vista tecnológico, com um grau de investimento desse montante. Só o MEC, que é uma fração do projeto, já investiu R$ 42 milhões e tem a perspectiva de dobrar esse investimento. Os investimentos todos que estamos trazendo para Natal não têm nada igual no Estado. Ouso dizer que, com a exceção da Petrobras, não tem nenhuma outra iniciativa capaz de transformar a economia do estado de uma economia primaria, de um turismo com baixo valor agregado, uma economia agrária, em uma economia baseada em conhecimento e tecnologia, que transformaria completamente o perfil do Rio Grande do Norte. Sendo que o experimento educacional que promovemos já é reconhecido pelo MEC como uma grande iniciativa. Inauguramos agora uma escola na Bahia e, de cara, tivemos um investimento alto do governo de lá. Então fico pensando, poxa, a gente focou aqui, criou o instituto aqui, trouxe tudo para cá, e tem outros estados dispostos a levar a gente para lá, oferecendo tudo que a gente não tem aqui. A escola em Serrinha (BA) é maravilhosa. O governador da Bahia veio aqui, nos recebeu lá. Aceitou o nosso projeto, que era de R$ 5 milhões. Nunca tivemos nada parecido aqui. Fico imaginando: será que os governantes não pensam em como criar empregos de valor agregado, educar o povo?

Natal e o Rio Grande do Norte podem perder muitas estruturas que poderiam ser erguidas aqui e vão sendo atraídas por outros Estados?

Sim. A gente não vai desistir nunca, mas às vezes dá um desânimo. Não pelo que a gente faz, porque o que está sendo feito é maravilhoso, as crianças, nossos cientistas, as mulheres que recebemos em nosso centro de saúde. E Natal com tantos problemas de saúde e a gente com um centro tão moderno e não conseguimos parcerias.

E hoje o senhor vê alguma forma de convencimento dos políticos em relação à importância do Instituto ou de mostrar o que é o IINN?

O mundo inteiro sabe o que é. Todas as revistas mundiais, os órgãos de imprensa mundiais sabem. A inauguração da escola em Serrinha foi matéria de capa da Folha de São Paulo, maior jornal do país. Vira e mexe o projeto está sendo mostrado nas TVs daqui e de fora do Brasil. Tenho falado sobre o projeto e, onde chego, as pessoas já me perguntam sobre o Instituto de Natal. E não estou falando em qualquer lugar, falo na Academia Francesa de Ciências, na Universidade de Harvard, onde fui convidado só a falar sobre o instituto, que é um experimento que até os americanos estão interessados em entender o que está acontecendo aqui. Sinto uma total e completa falta de visão de futuro. Não tenho nenhuma filiação partidária, então posso falar que os políticos brasileiros, pelo menos os que vejo atuar aqui, têm uma visão muito provinciana, imediatista, de assistencialismo, em função de problemas que aparecem agudamente e ninguém pensa que vamos ter filhos, netos e eles vão precisar de empregos e de uma qualidade de vida melhor que a nossa.   

Se o senhor não vê isso de parte do poder público, há alguma esperança em relação à iniciativa privada?

Bom, até agora a iniciativa privada do Estado também, com exceção de pequenas e pontuais parcerias, que começam, mas não tem continuidade… O único lugar do Brasil que não consegui estabelecer parcerias privadas de longo prazo foi no estado do Rio Grande do Norte.

E certamente a “Cidade do Cérebro” é uma oportunidade econômica relevante?

Isso. A ideia, além dos primeiros prédios, é termos outras iniciativas educacionais, culturais, científicas. E o último passo é construir um parque tecnológico e científico, a “Cidade do Cérebro”, alavancada no Campus do Cérebro. Estamos falando de um investimento de uma magnitude, falando de forma conservadora, da ordem de R$ 1 bilhão, entre nossos projetos e das empresas de fora do Brasil que estão dispostas a investir. Só que a gente às vezes traz contato do exterior e as pessoas não conseguem falar com ninguém aqui. Ou elas falam e não tem interlocutor no poder público. Continuo me perguntando: o que teria acontecido se tivéssemos levado esse projeto para o interior de São Paulo, ou para Salvador, ou para Belo Horizonte, ou Porto Alegre? Como a gente estaria sendo tratado? Como os governantes locais estariam vendo um projeto que já captou, com todos os investimentos, mais de R$ 100 milhões, chegando a quase R$ 125 milhões e com a perspectiva de atingir alguns bilhões de reais em toda sua vida?

Tivemos aqui, recentemente, a instalação do Instituto Internacional de Física… 

O Instituto de Física é um grande exemplo. Do ponto de vista acadêmico é uma enorme conquista para a região. Agora, é um instituto que não tem uma visão social, nem uma perspectiva de transformação econômica. De repente, não tem comparação. E uma das razões que o Instituto de Física veio para cá foi porque teve a noção, a informação, de que nós tínhamos vindo para cá e, por essa razão, se sentiu que havia condições de se estabelecer aqui. Mas o desbravador da porteira foi a gente. E a gente fica sabendo, por exemplo, que existe a possibilidade de se ter um curtume lá perto do Campus do Cérebro. Essa notícia está se espalhando e, se for verdade, é um atentado à lógica. Imagina a gente trazendo gente do mundo inteiro e alguém quer colocar um matadouro de boi do lado de nosso instituto, com urubu em volta, carcaça de animais. É pior que a rua de barro. Na rua de barro você pelo menos passa de trator. De onde saem essas ideias? Acho que nosso instituto não só trouxe um salto acadêmico e contribui, por exemplo, com o trabalho desenvolvido pelo professor Ivonildo (Rego) na UFRN, o MEC se dispôs a fazer investimentos que não tinha feito, a fazenda de Jundiaí que não utilizava seu potencial se transformou em um polo de investimentos. Temos um projeto educacional que pretende trabalhar as crianças desde o pré-natal até a pós-graduação, de maneira a preparar essas gerações do estado a serem líderes e atuarem na “Cidade do Cérebro”. 

Então o senhor não esperava essas barreiras políticas?

No fundo não acha que sejam barreiras políticas. O presidente entende o projeto, o ministro da Ciência, da Educação, o da Saúde. Os políticos que têm uma visão ampla do Brasil são os maiores apoiadores do projeto. Me contaram na Harvard que sempre que o presidente fala sobre projetos científicos, menciona o instituto, o que é uma honra muito grande. Ele veio aqui, viu as crianças, viu o que a gente está tentando fazer. Então não acredito que seja a falta de um diálogo político, acho que é falta de visão mesmo, de imaginar que a política moderna não é provinciana, é globalizada. É só andar na praia de Ponta Negra, ou pelo interior do estado, que você percebe que, ou as economias locais se inserem no mundo globalizado com aquilo que melhor temos a oferecer, que no caso brasileiro é o talento humano, ou a gente fica pra trás, só com as migalhas do sistema econômico e financeiro. A ciência, a tecnologia e o conhecimento é uma indústria que o Brasil ainda não expandiu, Pôr turista em ônibus para passear pela Via Costeira é migalha. Esse estado, esse povo, essa região, essa cultura, merecem muito mais.

E com relação às pesquisas, como andam os estudos?

As pesquisas continuam e temos resultados maravilhosos. Temos um cronograma na pesquisa de Parkison e resultados preliminares que confirmam nossos estudos do ano passado, em saguis. Temos de acabar, repetir, ter certeza absoluta. 

E quando começam os testes em humanos?

Se for repetido em todos os animais o mesmo resultado que tivemos no começo, e que foi o mesmo obtido em roedores, no início do próximo ano estaremos levando isso para a prática clínica. Seria um processo extremamente rápido, em dois anos de um estudo de roedores passando para o teste clínico e graças à comprovação que foi feita aqui (em Natal).    

E como está a vinda do supercomputador para Natal?

Há problemas de importação de equipamentos de grande porte, mas estamos solucionando os problemas e fazendo o que tem de ser feito, porque aqui leva mais tempo que em qualquer lugar do mundo. 

E isso já representa algum atraso no cronograma que haviam montado?

Não, já tínhamos previstos os trâmites burocráticos e agora é só um questão de preencher toda a papelada. É uma máquina enorme, de umas seis toneladas e de vários milhões de dólares. É um computador doado pelo governo suíço que já tem três anos, mas é uma máquina única. 

E qual a previsão agora?

Algum momento deste segundo semestre

Como ser um cientista pobre e feliz

21/06/2010 – 18h19

Jornalista desempregado ensina como ser feliz com pouco dinheiro no bolso

ARIADNE ARAÚJO
colaboração para a Livraria da Folha

Divulgação
Mude seus hábitos se você tem grana curta, ensina livro
Mude seus hábitos se você tem grana curta, ensina livro

O slogan bem que poderia ser aquele – “sou pobre, mas sou feliz”. Para esse pessoal, o desemprego, a falência, a conta bancária zerada, o apartamento minúsculo, o paletó surrado, o furo na sola de sapato não são realmente problema. Bem ao contrário. Em“Rico sem dinheiro – a arte de desfrutar o melhor da vida”(Gente), o jornalista desempregado Alexandre Von Schönburg conta como contornar os problemas financeiros e descobrir outras formas de ser feliz.

Faz-se necessário, claro, cortar gastos. Mas, a coisa vai mais longe. Hábitos como ir a restaurantes, tomar champanhe, comprar roupas de marca e o carro do ano são maus costumes dos quais os empobrecidos estão livres, diz o autor. Em lugar dos macabros restaurantes chiques, onde, às vezes, come-se mal e se paga caro, por que não uma reuniãozinha com amigos no seu apartamento duas peças, cheio de calor humano e simplicidade?!

Afinal, nada como dinheiro curto para se refletir o que realmente importa na vida. Na mira de futilidades listadas pelo autor, estão ainda as academias de ginástica e todos produtos de esporte, quando tudo o que se precisa é de um velho moletom e uma boa corrida no parque. A mão de Von Schönburg varre ainda para o lixo toda esta parafernália, ele chama de bugigangas, que hipnotizam com novidades, tipo o cortador de cebola para viagem e tamancos com gel no solado.

Atenção, porque férias emburrecem. O jornalista está documentado. Segundo estudos, bastam três semanas de férias, e o quociente intelectual (QI) do sujeito volta 3% menor que antes da partida. Segundo ele, também é irracional economizar todo o ano para, então, nas férias, torrar tudo de uma vez, saltando de um lugar a outro, nestes pacotes turísticos tão a gosto. Melhor é optar por uma estada prolongada e manter os olhos bem abertos em vez de se comportar como turista estabanado.

Quem precisa de trufas, se existe pão fresco com manteiga e sal?. Segundo Von Schönburg, dinheiro demais atrapalha. É como uma droga que mantém a pessoa longe do essencial. “Os ricos são os verdadeiros pobres”, afirma. E completa: “mais pobres que os ricos, são provavelmente apenas os pobres que querem ser ricos”. Seu ídolo, o homem que ganhou uma fortuna na loto e, chocado com tanto dinheiro, ficou com 10 mil euros e doou o resto, para que sua vida não saísse dos trilhos.

*

“Rico sem Dinheiro – A Arte de Desfrutar o Melhor da Vida”

Autor: Alexander von Schönburg

Editora: Gente
Páginas: 200
Quanto: R$ 9,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: 0800-140090 ou na Livraria da Folha

Como ler artigos de pesquisa e não ser enganado por eles


How to read research papers

Posted By Daniel W. Drezner  Friday, July 9, 2010 – 5:37 PM   Share

Ezra Klein made an interesting observation a few days ago about how opinion journalists read papers by experts:

[T]his is one of the difficulties with analysis. Fairly few political commentators know enough to decide which research papers are methodologically convincing and which aren’t. So we often end up touting the papers that sound right, and the papers that sound right are, unsurprisingly, the ones that accord most closely with our view of the world.

To which Will Wilkinson said “Amen“: 

This is one of the reasons I tend not to blog as much I’d like about a lot of debates in economic policy. I just don’t know who to trust, and I don’t trust myself enough to not just tout work that confirms my biases. This is also why I tend to worry a lot about methodology in my policy papers. How much can we trust happiness surveys? How exactly is inequality measured? How exactly is inflation measured? Does standard practice bias standard measurements in a particular direction? Of course, the motive to dig deeper is often suspicion of research you feel can’t really be right. But this is, I believe, an honorable motive, as long as one digs honestly. Indeed, I’m pretty sure motivated cognition, when constrained by sound epistemic norms, is one of the mainsprings of intellectual progress.

One way to weigh competing research papers is to consider the publishing outlet.  Presumably, peer-reviewed articles will carry greater weight.  Except that Megan McArdle doesn’t presume:

Especially for papers that rely on empirical work with painstakingly assembled datasets, the only way for peer reviewers to do the kind of thorough vetting that many commentators seem to imagine is implied by the words “peer review” would be to . . . well, go back and re-do the whole thing.  Obviously, this is not what happens.  Peer reviewers check for obvious anomalies, originality, and broad methodological weakness.  They don’t replicate the work themselves.  Which means that there is immense space for things to go wrong–intentionally or not….

This is not to say that the peer review system is worthless.  But it’s limited.  Peer review doesn’t prove that a paper is right; it doesn’t even prove that the paper is any good (and it may serve as a gatekeeper that shuts out good, correct papers that don’t sit well with the field’s current establishment for one reason or another).  All it proves is that the paper has passed the most basic hurdles required to get published–that it be potentially interesting, and not obviously false.  This may commend it to our attention–but not to our instant belief.

This jibes with a recent Chonicle of Higher Education essay that bemoaned the explosion of research articles: 

 While brilliant and progressive research continues apace here and there, the amount of redundant, inconsequential, and outright poor research has swelled in recent decades, filling countless pages in journals and monographs. Consider this tally fromScience two decades ago: Only 45 percent of the articles published in the 4,500 top scientific journals were cited within the first five years after publication. In recent years, the figure seems to have dropped further. In a 2009 article in Online Information Review, Péter Jacsó found that 40.6 percent of the articles published in the top science and social-science journals (the figures do not include the humanities) were cited in the period 2002 to 2006.

None of this provides much comfort for the layman interested in navigating through the miasma of contradictory research papers.  How can the amateur policy wonk separate the wheat from the chaff? 

Below are seven useful rules of thumb to provide you.  These are not foolproof — in fact, that’s one of the rules — but they can provide some useful filtering while trying to discern good research from not-so-good research: 

1)  If you can’t read the abstract, don’t bother with the paper.  Most smart people, including academics, don’t like to admit when they don’t understand something that they read.  This provides an opening for those who purposefully write obscurant or jargon-filled papers.  If you’re befuddled after reading the paper abstract, don’t bother with the paper — a poorly-worded abstract is the first sign of bad writing.  And bad academic writing is commonly linked to bad analytic reasoning. 

2)  It’s not the publication, it’s the citation count.  If you’re trying to determine the relative importance of a paper, enter it into Google Scholar and check out the citation count.  The more a paper is cited, the greater its weight among those in the know.  Now, this doesn’t always hold — sometimes a paper is cited along the lines of, “My findings clearly demonstrate that Drezner’s (2007) argument was, like, total horses**t.”   Still, for papers that are more than a few years old, the citaion hit count is a useful metric.

3)  Yes, peer review is better.   Nothing Megan McArdle wrote is incorrect.  That said, peer review does provide some useful functions, so the reader doesn’t have to.  If nothing else, it’s a useful signal that the author thought it could pass muster with critical colleagues.  Now, there are times when a researcher will  bypass peer review to get something published sooner.  That said, in international relations, scholars who publish in non-refereed journals usually have a version of the paper intended for peer review. 

4)  Do you see a strawman?  It’s a causally complex world out there.  Any researcher who doesn’t test an argument against viable alternatives isn’t really interested in whether he’s right or not — he just wants to back up his gut instincts.  A “strawman” is when an author takes the most extreme caricature of the opposing argument as the viable alternative.  If the rival arguments sound absurd when you read about them in the paper, it’s probably because the author has no interest in presenting the sane version of them.  Which means you can ignore the paper. 

5)  Are the author’s conclusions the only possible conclusions to draw?  Sometimes a paper can rest on solid theory and evidence, but then jump to policy conclusions that seem a bit of a stretch (click here for one example).  If you can reason out different policy conclusions from the theory and data, then don’t take the author’s conclusions at face value.  To use some jargon, sometimes a paper’s positivist conclusions are sound, even if the normative conclusions derived from the positive ones are a bit wobbly.  

6)  Can you falsify the author’s argument?    Conduct this exercise when you’re done reading a research paper — can you picture the findings that would force the author to say, “you know what, I can’t explain this away — it turns out my hypothesis was wrong”?  If you can’t picture that, then you can discard what you’re reading a a piece of agitprop rather than a piece of research. 

7)  Fraudulent papers will still get through the cracks.  Trust is a public good that permeates all scholarship and reportage.  Peer reviewers assume that the author is not making up the data or plagiarizing someone else’s idea.  We assume this because if we didn’t, peer review would be virtually impossible.  Every once in a while, an unethical author or a reporter will exploit that trust and publish something that’s a load of crap.  The good news on this front is that the people who do can’t stop themselves from doing it on a regular basis, and eventually they make a mistake.  So the previous rules of thumb don’t always work.  The  publishing system is imperfect — but “imperfect” does not mean the same thing as “fatally flawed.” 

With those rules of thumb, go forth and read your research papers. 

Other useful rules of thumb are encouraged in the comments.