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Cisnes

Cisnes

Cisnes são eternos companheiros

Assim me contaram os românticos

Ah! Você é tão bela como um cisne

Sonhei ser seu amante para sempre

Nadaríamos sobre Lua trêmula e prateada

Nossos pescoços formando um longo beijo

Dividiríamos tudo, tempo e espaço

Escondidos da chuva, entrelaçados

Um dia teríamos filhotes nos seguindo

E na velhice não nos faltaria companhia

Tudo isso sonhei, desde que te conheci

Mas sonhos são sonhos, apenas sonhos

Pois você é uma graciosa cisne branca

E eu sou um solitário cisne negro

The Scientist

Poema caóticos criados pelo Google Translator

O original:
Em veias tenho teu nome
Não capturo
És o meu bolso, minha rocha
Guardo-te grão
Aguardo-te garrafa
Cresces no sopro da água
Crias raízes
Te firmas no ar
Tens garras suspensas, extensas
Tens o meu nome
Não capturo

Eu tenho as veias em seu nome
Ele não captura
Você é o meu bolso, rock meu
Você manter grão
Aguardo você garrafa
Crescendo na bica de água
raízes bebê
Você empresas no ar
Você tem garras de suspensão, extensa
Você tem meu nome
Ele não captura

A minha versão, usando também as alternativas de tradução do GOOGLE:

Na borda do Caos

Eu tenho as veias em seu nome
Mas você não capta
Que também está no meu bolso, pedra minha
Preciosa.

Que você continue plantando grãos.
Espero que você seja frasco
Crescendo na bica de água
criando raízes de criança
Firmando-se nos ares
Você usa suas unhas, extensas

Nas minhas costas,

Você tem o meu nome
Mas você não capta

 

 

“As Sem Razões do Amor” de Drummond iterado no Google Tradutor

A versão de Drummond:

As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

A minha versão iterada no Google Tradutor com um acabamento pessoal para Rita Cristina:

As razões do sem amor

Eu te amo porque te amo.
Você não precisa ser amante,
mas precisa saber amar, porque
Eu te amo porque te amo.
O amor é um estado de graça
e amor não se gerencia.

O amor é dado livremente,
é semeado na ventania,
Cachoeira de luz em plena eclipse.
Meu amor, quebre seus dicionários,
e vários regulamentos.

Eu te amo mas eu não te amo
tanto, ou bastante, ou demais.
Porque amor não se calcula,
e quem calcula fica sem amar.
Porque o amor é como a raiz de (nós) dois,
forte e irracional, mas inteiro se elevado.

O Amor é um primo da morte,
É morrer nos braços um do outro,
Mas vai além desse morrer (ou matar)
Vai muito além de cada momento de amor.

Saudade não tem tradução no Google translator!

Talvez eu não tenha criatividade suficiente para escrever poemas, mas tenho para criar um método de criar (ou melhorar poemas) usando o Google Tradutor… (ver aqui a idéia original).

Para Rita Cristina (versão original de Chimarruts aqui):

Sabe, já faz tempo que queria te falar
Das coisas que trago no peito,
Saudade, já não sei se é a palavra certa para usar,
Ainda lembro do teu jeito,

Não te trago ouro porque ele não entra no céu,
E nenhuma riqueza deste mundo.
Não, não te trago flores, porque elas secam e caem ao chão.
Te trago os meus versos, simples, mas que fiz de coração.

 

You know, have long wanted to tell you
Of the things that bring in the chest,
Saudade, I do not know if it’s the right word to use,
Still remember thy way,

I bring no gold because it does not enter into heaven,
And no wealth of this world.
No, do not bring flowers because they dry up and fall to the ground.
I bring my verses, simple, but I did heart.

Você sabe, há muito tempo queria te dizer
Das coisas que trazem no peito,
Saudade, não sei se é a palavra certa para usar,
Ainda me lembro o teu caminho,

Eu não trago nenhum ouro, porque ele não entra no céu,
E nenhuma riqueza deste mundo.
Não, não trazem flores porque elas secam e caem ao chão.
Eu trago meus versos, simples, mas eu fiz de coração.

You know, have long wanted to tell you
Of the things that bring in the chest,
Saudade do not know if it’s the right word to use,
I still remember your way,

I bring no gold, because it does not enter into heaven,
And no wealth of this world.
No, because they do not bring flowers wither and fall to the ground.
I bring my verses, simple, but I did heart.

Você sabe, há muito tempo queria te dizer
Das coisas que trazem no peito,
Saudade não sei se é a palavra certa para usar,
Ainda me lembro do seu jeito,

Eu não trago nenhum ouro, porque ele não entra no céu,
E nenhuma riqueza deste mundo.
Não, porque eles não trazem flores murcham e caem no chão.
Eu trago meus versos, simples, mas eu fiz de coração.

You know, have long wanted to tell you
Of the things that bring in the chest,
Saudade do not know if it’s the right word to use,
I still remember your way

I bring no gold, because it does not enter into heaven,
And no wealth of this world.
No, because they do not bring flowers wither and fall to the ground.
I bring my verses, simple, but I did heart.

Você sabe, há algum tempo eu queria te dizer
As coisas, muitas, que você fez nascer no meu peito,
Saudade? Não sei… se é a palavra certa a sofrer.
Eu me lembro apenas do seu gozo, caminho e jeito.

Não trago ouro, porque ouro não toca o seu coração,
Ou mesmo (tenho certeza!) qualquer riqueza deste mundo,
Coisas mortas que não florescem, não se erguem do chão. Trago à você, meus uni-versos, simples, pois estou mudo.

PS: OK, eu reconheço, a última versão é minha, porque a método de iteração do Google Tradutor não evita plágio…

Avanços na pesquisa em depressão (2011)

VICENT VAN GOGH

Vincent Willem Van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 – Utrecht, 29 de Julho de 1890) foi um pintor neerlandês, considerado o maior de todos os tempos desde Rembrandt, apesar de durante a sua vida ter sido marginalizado pela sociedade.

A sua vida foi toda ela um malogro. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, incapaz de custear a sua própria subsistência, mesmo incapaz de manter contactos sociais. Sucumbiu a uma doença mental.

A sua fama póstuma cresceu especialmente após a exibição de 71 das suas obras em Paris, a 17 de Março de 1901. Somente após a sua morte lhe tributaram reconhecimento. Com o conceito do gênio, o público burguês, cujos valores durante toda a sua existência o haviam desprezado, encontrou apreço a ele e à obra.

Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu suicídio, pintou o quadro acima em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão.

Editorial

Molecular Psychiatry (2011) 16, 686–687; doi:10.1038/mp.2011.74

Advances in depression research: 2011

J Licinio1 and M-L Wong1

This is a special issue of Molecular Psychiatry dedicated to advances in depression research. Major depressive disorder (MDD) is a substantial public health problem; it is the second cause of disability worldwide and it costs the US economy over 100 billion dollars annually. In the US, suicide, mostly a consequence of depression, is the 11th cause of death; it is the third cause of death in the 15–24 age group and the fourth cause of death in the 25–44 age group.1 In Australia depression represents the number 1 cause of non-fatal disease burden and the third fatal disease burden in Australian men. Antidepressants represent the second most widely sold class of drugs in America, the first one being analgesics. In 2008, more than 164 million prescriptions were written for antidepressants in the United States. Research in depression is therefore a public health priority.2 We are very pleased that in this issue ofMolecular Psychiatry, eight outstanding papers bring together the latest advances in this exciting and critically important area of investigation. These fall into three broad domains: (i) potential causes, (ii) pathways and mechanisms, and (iii) prevention and treatment.

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Marina Silva faz poemas enquanto os outros fazem conchavos

Para os meus colegas que estão indecisos com seu voto:

A minha candidata faz poesias e escolheu um vice que lhe traz ideias e apoio na sociedade civil. E o seu, cede o posto de vice-presidente do Brasil para pessoas despreparadas (ou para raposas políticas) apenas para ganhar mais uns minutinhos na TV? Que vergonha, não? Que tal votar em alguém, no primeiro turno, que dignifique o seu voto, alguém de quem você pode se orgulhar, alguém de quem você não precisa dizer “eu estou votando nele(a), não no vice”. Alguém que você não precise ficar torcendo para o vice nunca assumir o cargo de presidente…

Marina terminou suas considerações finais no debate da Band, no último dia 5, declamando um poema que havia sido feito por ela após visitar a comunidade do Coque, em Recife. Na Escola Popular de Direito Constitucional Pequeno Cidadão, a senadora conheceu Dado, um menino alegre e espontâneo, homenageado pelo poema.

Pequeno Dado – por Marina Silva

Eis um pequeno Dado
Jogado por sobre a mesa:
Ali nada era certeza
Tudo era interrogar.

Mas, para minha surpresa,
Na forma de um colosso,
o pequeno Dado jogado,
Era de carne e osso
E sabia até cantar.

Pulava, gingava e sorria,
Cheio de alegria
No milagre do olhar,
No cuidado e na labuta

De René, Nega e Ângela,
Mulheres que nos constrangem
A também lhe enxergar.
A também a dar-lhe a voz
Voz que em cada um de nós,
Visitantes, jornalistas,
Fotógrafos a perder de vista,
Se embargava no chorar.

Vendo aquele Dado exposto
Num lugar de dar desgosto
Que nem dá para explicar

Como é que aquele Dado
Lá no Coque tão jogado
Podia ser tão garboso,
Podia ser tão charmoso.

Hip-hop, capoeira, cantor,
Constitucionalista,
Denunciador de injustiça,
Com quatro anos de idade?

Dado, meu pequeno Dado
Que Dilma, Serra, Plínio ou Marina
Ajude a mudar a sina
De tantos Dados jogados.

A ciência é o melhor caminho para o conhecimento?

Uma primeira resposta para Luciana, do SERPSICO.

Sim, a ciência é o melhor caminho para o conhecimento científico. Para outros tipos de conhecimento (por exemplo, como viver melhor), nós temos a literatura, a poesia, a filosofia, os conselhos da vovó, o aprendizado através de seus erros, os provérbios de sabedoria etc.

E, mesmo sendo cético, você também pode aproveitar (alguns) livros de auto-ajuda, espiritualidade e religião. Basta lembrar que o bom senso e os insights sobre a vida humana estão em todo lugar, não precisam de teste duplo cego para estarem corretos (precisam disso apenas quando queremos transformá-los em conhecimento científico).

Agora, o problema surge quando se afirma que “a ciência prova que X é verdade”, seja X o emaranhamento das conciências humanas, a homeopatia ou a teoria da reencarnação. Sorry, essas coisas não passaram pelos testes científicos, não, e você estará cometendo inverdades se espalhar isso para as pessoas. Você pode acreditar nisso e, se quiser afirmar que são verdades científicas, deve pesquisar duro para obter evidências científicas a favor mas… jogando o jogo da ciência, em vez de trapacear intelectualmente, como se faz, por exemplo, nos filmes “Quem somos nós?”

Embora o esoterismo de direita tenha inspirado os nazistas, continua sendo fato de que uma mentira, mesmo repetida mil vezes (por antiquíssimos livros que sejam) até pode se tornar “verdade social “mas não “verdade científica”. Pose-se enganar alguns por muito tempo, e muitos por pouco tempo, mas não todos por todo tempo.

Porque o treinamento básico do cientista é detetar erros, seus próprios e dos outros. Mais cedo ou mais tarde, os (as) cientistas vão separar o joio do trigo no conhecimento científico. O princípio espiritual do cientista é evitar a todo custo o auto-engano e o engano dos outros, a menos que ele queira usar o efeito placebo em si próprio (o que pode ser bom às vezes…).

Exemplo de conhecimento não-científico válido:


Vida

“Não coma a vida com garfo e faca. Lambuze-se!

Muita gente guarda a vida para o futuro.

É por isso que tantas pessoas se sentem emboloradas na meia-idade.

Elas guardam a vida, não se entregam ao amor, ao trabalho, não ousam, não

vão em frente.

Não deixe sua vida ficar muito séria, saboreie tudo o que conseguir:

as derrotas e as vitórias, a força do amanhecer e a poesia do anoitecer.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz

você precisa aprender a gostar de si, a cuidar de si e,

principalmente, a gostar de quem também gosta de você”.

Mário Quintana