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Design Inteligente e ficção científica

Design Inteligente e ficção científica

POR REINALDO JOSÉ LOPES

Recebi do físico e divulgador científico Osame Kinouchi Filho, professor da USP de Ribeirão Preto, um texto muito interessante, meio sério, meio jocoso, abordando o debate em torno da ideia de DI (Design Inteligente (criacionismo repaginado antievolução, como sabemos) e a criação de um centro sobre o tema na Universidade Presbiteriana Mackenzie. O prisma adotado por Kinouchi é inusitado: o da ficção científica. Confiram o que ele diz abaixo e divirtam-se!

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Quero propor quatro idéias que podem tornar o debate bem mais divertido:

1)O DI é uma ideia de Ficção Científica (FC);
2)A clivagem que o DI promove não é entre teístas e ateus, pois podemos ter ateus que acreditam em DI e teístas que não acreditam em DI;
3)O DI é compartilhado por espíritas, ufólogos místicos e crentes da New Age, não é exclusividade de cristão e muito menos de protestantes;
4)O DI é apenas uma variante de um conjunto enorme de outras teorias de evolução, e não há indicação de que seja melhor do que o Teísmo Evolucionário do evangélico Francis Collins, pelo contrário.

Vejamos ponto por ponto:

O DI é uma ideia de Ficção Científica (FC): O DI é agnóstico sobre a natureza da inteligência que fez intervenções ao longo da evolução. Ora, quem não se lembra da evolução acelerada (DI) produzida pelo monólito negro em “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, de Arthur C. Clarke? Ou aquele que é tido como o conto mais conhecido de Isaac Asimov, “A Última Questão”, no qual uma mente surgida pela fusão de computadores com os humanos (a Singularidade?) encontra uma solução para reverter a segunda lei da Termodinâmica e cria um novo universo dizendo “Fiat Lux”?

Ou o Desígnio Inteligente de Golfinhos, Chimpanzés, Gorilas e Cachorros que atingem o nível humano feito por criadores humanos na série “Elevação”, de David Brin? Lembro também a obra-prima de Stanislaw Lem, “A Voz do Mestre” (bom título!), na qual o autor brinca com a possibilidade de que uma inteligência tecnológica preexistente ao nosso universo o tenha criado permeando-o com um feixe de neutrinos que facilita a emergência da vida. Ou seja, vamos dar o crédito a quem merece: o DI não é ideia de Behe e outros, mas originalmente de Asimov, Clark, Lem, Brin e inúmero escritores FC.

Lem chama esse tipo de ideia de Teologia dos Deuses falíveis (ou finitos). Que a inteligência do DI poderia ser um ET físico, falível e finito e não um ser sobrenatural como Deus é um fato reconhecido pelos proponentes do DI. A clivagem que o DI promove não é entre teístas e ateus, pois podemos ter ateus que acreditam em DI e teístas que não acreditam em DI: Como dito antes, a Inteligência do DI poderia ser um ET. Mais que isso, é mais provável que seja, pois isso a colocaria dentro de um um universo natural, não sobrenatural.

Ou seja, Marcos Eberlin [químico da Unicamp e defensor do DI] errou ao afirmar que “o problema é que a academia fechou a questão e não abre brecha para nenhum debate: só existe matéria, energia e espaço no Universo e acabou”. Primeiro, porque esse tipo de raciocínio paranoico e conspiratório sobre a academia é próprio de defensores dos Alienígenas do Passado (que também é DI) mas não de cientístas.

Segundo, porque poderíamos ter apenas matéria, energia e espaço (eu não esqueceria Informação, que é o conceito físico mais próximo de Espírito, e não energia como gosta o pessoal da New Age), e mesmo assim ter DI feito pela Inteligência de 2001 ou pelo Multivac de Asimov. Curiosamente, Clark, Asimov, Brin e Lem são todos ateus ou agnósticos, logo o DI não favorece uma visão de fé sobre a realidade mas sim uma visão cética e especulativa da realidade (é mais provável que Deus seja um ET!), não compatível com o Cristianismo.

O DI é compartilhado por espíritas, ufólogos místicos e crentes da New Age, não é exclusividade de cristão e muito menos de protestantes: o DI é vendido à comunidade protestante e evangélica como um conjunto de ideias vinculadas à ideias cristãs, ou que poderiam ser adotadas com proveito pelos cristãos (e judeus, e islâmicos?). Ao mesmo tempo, tais comunidades não se identificam com espíritas, ufólogos místicos, New Age e outras crenças.

Ora, ao tentar transpor uma visão religiosa e filosófica para o campo da ciência, o protestantismo do DI se identifica com o Espiritismo: quer ser não apenas uma religião, mas também uma ciência. Pois uma coisa é “acreditar que Deus fez o mundo”, de forma genérica e não especificada, dizendo que é um sentimento ou uma intuição (uma forma não cognitiva de fé), crença sem bases racionais, como faz por exemplo Marina Silva ou John Wesley, fundador do Metodismo, em seu memorável sermão “O Caso da Razão Imparcialmente Considerada“. Outra coisa é ser criacionista científico (de Terra jovem ou velha, de DI etc.), ou seja, afirmar que é capaz de fazer hipóteses capazes de passar por testes rigorosos, a ponto de que tais hipóteses um dia sejam aceites acima de qualquer dúvida razoável.

É o pecado de querer provar que Deus existe usando apenas a Razão. Tentar transformar religião, teologia e filosofia (que são campos válidos da academia, financiados pelo CNPq inclusive) em ciência, que se distingue dessas áreas assim como a Arte e a Política se distingue das mesmas e da Ciência, é confusão de domínios: é a definição de Pseudociência, cujo principal sintoma são as teorias conspiratórias que citei (os cientistas não concordam comigo porque ou estão me perseguindo ou não querem ver a verdade – que apenas eu fui capaz de ver com minha brilhante e superior mente intuitiva).

O DI é apenas uma variante de um conjunto enorme de outras teorias de evolução, e não há indicação de que seja melhor do que o Teísmo Evolucionário do evangélico Francis Collins, pelo contrário: quando se discute DI usualmente cai-se na falácia dualista: ou isso, ou aquilo. Mas na verdade existem inúmeras outras teorias possíveis de evolução com ou sem DI.

A mais importante é o Teísmo Evolucionário (TE) elaborado por cristãos dos mais diversos matizes, onde podemos citar o evangélico Francis Collins diretor do NHI americano. Uma versão um pouco mais suave pode ser encontrada nos escritos do físico cristão Freeman Dyson. A ideia é que os mecanismos de evolução puramente naturais, aceitos pelos biólogos agnósticos, devem ser vistos como os meios de Deus para criar (elaborar) o mundo ao longo de bilhões de anos.

Essa crença em um Deus criador e intencional, porém, não é tida como científica, mas filosófica. Ninguém da TE vai querer provar que Deus existe usando a Mecânica Quântica, por exemplo, como quer a New Age. O TE é um competidor formidável ao DI, pois não requer nenhuma intervenção inteligente (natural ou sobrenatural) durante a evolução: é totalmente compatível com o conhecimento biológico aceito pela comunidade científica.

É também a visão oficial da Igreja Católica e é ensinado na maioria dos seminários teológicos protestantes do Primeiro Mundo. Então o debate se torna: por que o DI é melhor que o TE? Se não é, por que o Mackenzie criou um núcleo de DI em vez de um núcleo de TE? Por que uma colaboração com o Discovery Institute em vez da Fundação Bio-Logos de Francis Collins? O Mackenzie deveria responder…

Assim, Marcos Eberlin erra também ao falar em apenas duas possibilidades. Usando a Ficção Científica, eu posso elaborar inúmeras possibilidades, por exemplo: uma inteligência vinda do futuro (uma Singularidade Humana) volta no tempo e cria por engenharia genética as primeiras bactérias, bem como todos os exemplos (flagelos, etc.) de complexidade irredutível pelo DI. O interessante desta ideia é que o elo causal se fecha em um bonito loop [laço] temporal como o Ourobouros [figura da serpente que morde o próprio rabo].

Sem contar os deuses astronautas que criaram os sumérios…

Etc., etc., etc. OK, mas… como testar ou distinguir entre essas várias ideias?

A ufologia mística não é mais plausível e tem mais evidências, atuais inclusive, do que o DI? Deveria o Mackenzie criar um núcleo sobre Alienígenas do Passado e Deuses Astronautas? Afinal, “todo mundo sabe” que YHWH, os anjos e Jesus eram ETs, certo? As própria Bíblia “prova” isso…

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O Papa e a corrupação

Piloto de Podcast

Ainda não temos nome. Ainda não temos formato. Nem assunto temos. Mas no último domingo, Antônio Carlos Roque, Luciano Bachmann, George Cardoso e eu fizemos um piloto, regado a muita comida e vinhos na casa do Roque.
Conversamos das 11h às 21h, Ufa! Mas só gravamos duas horas e meia. Vou colocar alguns pedaços para degustação. Se alguém tiver ideia para o nome do Podcast, deixe no comentário por favor!

Engels e a Complexidade

Nova versão do paper, possivelmente a ser publicado na Revista da Tulha – USP

A precursor of the sciences of complexity in the XIX century

The sciences of complexity present some recurrent themes: the emergence of qualitatively new behaviors in dissipative systems out of equilibrium, the aparent tendency of complex system to lie at the border of phase transitions and bifurcation points, a historical dynamics which present punctuated equilibrium, a tentative of complementing Darwinian evolution with certain ideas of progress (understood as increase of computational power) etc. Such themes, indeed, belong to a long scientific and philosophical tradiction and, curiously, appear already in the work of Frederick Engels at the 70’s of the XIX century. So, the apparent novelity of the sciences of complexity seems to be not situated in its fundamental ideas, but in the use of mathematical and computational models for illustrate, test and develop such ideas. Since politicians as the candidate Al Gore recently declared that the sciences of complexity have influenced strongly their worldview, perhaps it could be interesting to know better the ideas and the ideology related to the notion of complex adaptive systems.

Comments: 29 pages, no figures, in Portuguese
Subjects: Popular Physics (physics.pop-ph); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:physics/0110041 [physics.pop-ph]
(or arXiv:physics/0110041v2 [physics.pop-ph] for this version)

Tarde de autógrafos- Projeto mulah de Tróia

Sábado | 03 | dezembro
Tarde de autógrafos- Projeto mulah de TróiaTítulo: PROJETO MULAH DE TROIA
Autores: Osame Kinouchi / B. B. Jenitez
Editora: DRAGO EDITORIAL

Jenitez nos brinda com uma pérola da Ficção Científica de humor, uma bem dosada mistura de Umberto Eco e Planeta Diário: uma estória recheada de referências internas, coerentes do início ao fim e com um estilo impecável. Com descrições claras e pouca adjetivação, além de uma ironia finíssima, o autor brinca com a física, a cultura pop e a literatura, com um texto de uma clareza e um bom gosto tão grandes que mesmo um leigo em FC pode entender e gostar. Um trabalho bem escrito não pode ser analisado a fundo, basta que apenas seja lido. E esta estória precisa ser lida. Fábio Fernandes & José S. Fernandes.

Local: Ribeirão Preto
Horário: 16:00

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Uma entrevista sobre divulgação científica

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    Entrevista concedida à Juliana Oliveira, do curso de Licenciatura em Química da FFCLRP – USP
  1. Quando começou seu interesse por ciências?

Como muitos de minha geração, creio que foi com o pouso da Apolo XI na Lua em 1969. Eu tinha apenas seis anos, mas ainda me lembro das imagens na TV. No ano seguinte, apareceu o cometa Benett, muito visível nos céus brasileiros, despertando meu interesse por astronomia. Acho que minha primeira mesada, com dez anos de idade, foi gasta com um livro de Astronomia (e outro de OVNIs…). Na mesma época, meu pai começou a comprar a coleção Os Cientistas, que vinha com experimentos a serem feitos. Acho que com doze anos eu já tinha meu telescópio, e fazia observações sistemáticas de manchas solares, fases de Vênus, anéis de Saturno, posição de Marte no céu e observação dos satélites de Júpiter. Aos treze anos, eu e um colega tentávamos fazer experimentos controlados de telepatia, clarividência e telecinesia. Aprendi a traçar gráficos e séries temporais plotando a frequência de relatos de OVNIs em função do tempo. Nunca deu em nada (claro!), mas aprendemos a fazer estatísticas e testes de significância. Nessa época acho que minha biblioteca já contava com cerca de cinquenta volumes, a maior parte de pseudociências (minha geração foi muito influenciada pelo livro O Despertar dos Mágicos, de Powels e Bergier e pela revista Planeta). Aprendíamos alguma coisa de ciência nesses meios, pois não havia muitos livros de divulgação científica propriamente dita. Ou seja, tudo se definiu antes dos treze anos de idade.

  1. Como começou seu interesse por divulgação científica?

Como leitor, como eu disse, primeiro foram os livros de pseudociências (que de um jeito ou outro nos estimulava como mistérios a serem solucionados cientificamente) e alguns livros de Astronomia. Mais tarde comecei a ler livros de Carl Sagan e outros. Não havia revistas de divulgação científica nem documentários, filmes ou museus de ciência. A revista Planeta, editada na época pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão, mesmo com todo o seu pendor New Age e alternativo, trazia reportagens e notícias sobre ciência e tecnologia.

  1. Como você definiria divulgação científica e qual seria a importância da mesma para a sociedade atual?

Existem dois tipos de divulgação científica: o primeiro onde quem é mais favorecido são a ciência e os cientistas (divulgando seu trabalho, justificando os gastos públicos com a ciência, despertando novas vocações científicas, promovendo a educação e a cultura científica etc.) e o segundo em que o objetivo é empoderar o público leigo em ciências, fornecendo-lhes novos conceitos (e metáforas) para poder entender sistemas complexos como a sociedade, a economia, a história, a política etc. Dou um exemplo: se você procurar pela palavra pêndulo em um site de notícias como a FOLHA, Estadão ou G1, cerca da metade das vezes a palavra estará sendo usada como metáfora, tipo O pêndulo político oscilou do PT para o PSDB. Essa metáfora do pêndulo é pobre, reflete um conhecimento básico de física Newtoniana dado no ensino médio. Traduz uma ideologia mecanicista de como encarar a sociedade: outras metáforas Newtonianas aplicadas à sociedade são: forças sociais, equilíbrio de forças, tensão social, ruptura social, revolução, equilíbrio de poder etc. É uma mecânica estática, uma ideologia pobre, que constrange e limita o pensamento e a capacidade de pensar a sociedade de quem a está usando. Mas imagine que a divulgação científica familiarize o público com os conceitos de Caos, fractais, bacias de atração, pontos de bifurcação, transições de fase, auto-organização etc, temas hoje estudados pela Econofísica e Sociofísica. Um novo vocabulário, mais rico e poderoso, poderia ser usado para se pensar temas sociais, em vez de se usar a metáfora pobre e limitante do pêndulo, que envolve oscilações com período bem definido, é um sistema dinâmico de baixa dimensão etc.). Acho que o papel da cultura científica deveria ser empoderar as pessoas, e não apenas defender os interesses da ciência (uma tarefa válida também, mas não única). Tenho um artigo publicado sobre isso:

Metáforas científicas no discurso jornalístico

Rev. Bras. Ensino Fís. vol.34 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2012

  1. O jornalista brasileiro está preparado para fazer divulgação científica?

Os que se especializaram em jornalismo científico tem boa preparação. Podem aprender algo com os blogueiros de ciência (e os blogueiros de ciência tem algo a aprender com os jornalistas, por exemplo não confrontar e afastar seus leitores especialmente em temas delicados como Evolução). Dou como exemplo de ótimo jornalista científico o da FOLHA Reinaldo José Lopes, responsável pelo blog Darwin e Deus.

  1. Por que muitos pesquisadores não se interessam por essa atividade?

Muitos pesquisadores não leem livros e revistas de divulgação científica, e nem mesmo romances de ficção científica. Reclamam de falta de tempo, mas me parece ser mais uma característica pessoal (não leem livros de Literatura também, não são leitores). Daí não surge a aspiração para contribuir com essa atividade. Além disso, é muito mais fácil escrever um paper do que um artigo ou livro de divulgação científica, pois os mesmos têm que ter estilo agradável, despertar o interesse do leitor, usar uma linguagem especial, acessível e sem jargões. Isso não é fácil para o pesquisador típico.

  1. Segundo as últimas pesquisas, o youtube é a quarta mídia mais acessada pelos brasileiros. Qual o potencial dessa mídia social como você explicaria o aparecimento de um grande número de vlogs que abordam ciência e tecnologia como principal temática?

Sim, parece que está é a grande onda do momento. Aqui no Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria estamos organizando, em nossa página, um portal que redirecione para todos os vlogs de ciência em português que pudermos encontrar. Já temos um portal parecido, o Anel de Blogs Científicos, para os blogs em português.

  1. Como a divulgação de ciência e tecnologia poderia contribuir para a educação formal?

É uma leitura (ou no caso dos vídeos) mais agradável e instigante que as aulas formais. Acho que ajuda na motivação dos alunos e no despertar de vocações científicas. No caso dos alunos que não se dedicarão à ciência, acho que ajuda muito na criação de um background mínimo de cultura científica (idealmente com aquele papel de empoderamento que citei). Acho também que os vídeos e em especial os livros (que se aprofundam mais) deveriam ser aproveitados pelo menos pelos professores de ensino fundamental e médio. A maior parte dos professores não conhece, por exemplo, as revistas Scientific American Brasil e Revista Mente e Cérebro, e nunca leu um livro de divulgação científica. Recomendo que, se o problema é falta de tempo, assistam os ótimos documentários de divulgação científica da BBC, NATGEO e NOVA, que podem ser encontrados no YOUTUBE, assim como os novos Vlogs de ciências tais como o Nerdologia.

Por que você acredita que a Terra é uma esfera?

A fantasy map of a flat earth

They may have been disproved by science or dismissed as ridiculous, but some foolish beliefs endure. In theory they should wither away – but it’s not that simple

by Steven Poole

In January 2016, the rapper BoB took to Twitter to tell his fans that theEarth is really flat. “A lot of people are turned off by the phrase ‘flat earth’,” he acknowledged, “but there’s no way u can see all the evidence and not know … grow up.” At length the astrophysicist Neil deGrasse Tyson joined in the conversation, offering friendly corrections to BoB’s zany proofs of non-globism, and finishing with a sarcastic compliment: “Being five centuries regressed in your reasoning doesn’t mean we all can’t still like your music.”

Actually, it’s a lot more than five centuries regressed. Contrary to what we often hear, people didn’t think the Earth was flat right up until Columbus sailed to the Americas. In ancient Greece, the philosophers Pythagoras and Parmenides had already recognised that the Earth was spherical. Aristotle pointed out that you could see some stars in Egypt and Cyprus that were not visible at more northerly latitudes, and also that the Earth casts a curved shadow on the moon during a lunar eclipse. The Earth, he concluded with impeccable logic, must be round.

The flat-Earth view was dismissed as simply ridiculous – until very recently, with the resurgence of apparently serious flat-Earthism on the internet. An American named Mark Sargent, formerly a professional videogamer and software consultant, has had millions of views on YouTube for his Flat Earth Clues video series. (“You are living inside a giant enclosed system,” his website warns.) The Flat Earth Society is alive and well, with a thriving website. What is going on?

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Clat Farris Naff: Mais um adepto do Demiurgo

universo inteligenteA Secular Case for Intentional Creation

By Clay Farris Naff | November 18, 2011 |  Comments21

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“Does aught befall you? It is good. It is part of the destiny of the Universe ordained for you from the beginning.”

– Marcus Aurelius, Stoic Philosopher and Emperor of Rome, in Meditations, circa 170 CE

“’He said that, did he? … Well, you can tell him from me, he’s an ass!”

– Bertie Wooster, fictional P.G. Wodehouse character, in The Mating Season, 1949

People have been arguing about the fundamental nature of existence since, well, since people existed. Having lost exclusive claim to tools, culture, and self, one of the few remaining distinctions of our species is that we can argue about the fundamental nature of existence.

There are, however, two sets of people who want to shut the argument down. One is the drearily familiar set of religious fundamentalists. The other is the shiny new set of atheists who claim that science demonstrates beyond reasonable doubt that our existence is accidental, purposeless, and doomed. My intent is to show that both are wrong.

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Explosões cósmicas, vida no Universo e a constante cosmológica

Cosmic Explosions, Life in the Universe, and the Cosmological Constant

Tsvi Piran, Raul Jimenez, Antonio J. Cuesta, Fergus Simpson, and Licia Verde
Phys. Rev. Lett. 116, 081301 – Published 23 February 2016
ABSTRACT

Gamma-ray bursts (GRBs) are copious sources of gamma rays whose interaction with a planetary atmosphere can pose a threat to complex life. Using recent determinations of their rate and probability of causing massive extinction, we explore what types of universes are most likely to harbor advanced forms of life. We use cosmological N-body simulations to determine at what time and for what value of the cosmological constant (Λ) the chances of life being unaffected by cosmic explosions are maximized. Life survival to GRBs favors Lambda-dominated universes. Within a cold dark matter model with a cosmological constant, the likelihood of life survival to GRBs is governed by the value of Λ and the age of the Universe. We find that we seem to live in a favorable point in this parameter space that minimizes the exposure to cosmic explosions, yet maximizes the number of main sequence (hydrogen-burning) stars around which advanced life forms can exist.

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A TEORIA QUE NÃO MORRERIA

LIVRO A TEORIA QUE NAO MORRERIA

SINOPSE

Esta é a história de como uma lei da matemática teve seu destino entrelaçado com os sigilos da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria. De um teorema em busca de um computador e de um software. De um método que – atualizado por outsiders da física, da ciência da computação e da inteligência artificial – foi adotado quase do dia para a noite porque, de repente, funcionou. O teorema que um dia foi considerado “a pedra de crack da estatística… sedutora, viciante e basicamente destrutiva”, hoje, em um novo tipo de paradigma deslocado para um mundo pragmático, propicia o recrutamento de bayesianos para as mais inovadoras companhias.

DADOS DO PRODUTO

título: A TEORIA QUE NAO MORRERIA
isbn: 9788527310345
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 14 x 21
páginas: 480
ano de edição: 2015
edição:

 

Um paper importante sobre evidências do Multiverso

Spectral Variations of the Sky: Constraints on Alternate Universes

We analyze the spectral properties of masked, foreground-cleaned Planck maps between 100 and 545 GHz. We find convincing evidence for residual excess emission in the 143 GHz band in the direction of CMB cold spots which is well correlated with corresponding emission at 100 GHz. The median residual 100 to 143 GHz intensity ratio is consistent with Galactic synchrotron emission with a Iνν0.69 spectrum. In addition, we find a small set of ~2-4 degree regions which show anomalously strong 143 GHz emission but no correspondingly strong emission at either 100 or 217 GHz. The signal to noise of this 143 GHz residual emission is at the 6σ level. We assess different mechanisms for this residual emission and conclude that although there is a 30\% probability that noise fluctuations may cause foregrounds to fall within 3σ of the excess, it could also possibly be due to the collision of our Universe with an alternate Universe whose baryon to photon ratio is a factor of 65 larger than ours. The dominant systematic source of uncertainty in the conclusion remains residual foreground emission from the Galaxy which can be mitigated through narrow band spectral mapping in the millimeter bands by future missions and through deeper observations at 100 and 217 GHz.

Comments: 25 pages, 8 figures (6 color, 2 B&W), Submitted to ApJ, comments welcome
Subjects: Cosmology and Nongalactic Astrophysics (astro-ph.CO)
Cite as: arXiv:1510.00126 [astro-ph.CO]
(or arXiv:1510.00126v1 [astro-ph.CO] for this version)

New Scientist THIS WEEK 28 October 2015

Mystery bright spots could be first glimpse of another universe
Light given off by hydrogen shortly after the big bang has left some unexplained bright patches in space. Are they evidence of bumping into another universe?

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A Perturbadora Persistência do Determinismo Social

Apresentação1

 

Um texto de 2001 que não perdeu a atualidade. Preciso apenas dar um upgrade nas referências.

O dowload pode ser feito aqui.

The exoplanets analogy to the Multiverse

kepler-planet-candidatesPrecisa dar uma melhorada. Pretendo enviar para o International Journal of Astrobiology.

The exoplanets analogy to the Multiverse

The idea of a Mutiverse is controversial, although it is a natural possible solution to particle physics and cosmological fine-tuning problems (FTPs). Here I explore the analogy between the Multiverse proposal and the proposal that there exist an infinite number of stellar systems with planets in a flat Universe, the Multiplanetverse. Although the measure problem is present in this scenario, the idea of a Multiplanetverse has predictive power, even in the absence of direct evidence for exoplanets that appeared since the 90s. We argue that the fine-tuning of Earth to life (and not only the fine-tuning of life to Earth) could predict with certainty the existence of exoplanets decades or even centuries before that direct evidence. Several other predictions can be made by studying only the Earth and the Sun, without any information about stars. The analogy also shows that theories that defend that the Earth is the unique existing planet and that, at the same time, is fine-tuned to life by pure chance (or pure physical necessity from a parameter free Theory of Everything) are misguided, and alike opinions about our Universe are similarly delusional.

Comments: 9 pages, 1 figure
Subjects: General Physics (physics.gen-ph); History and Philosophy of Physics (physics.hist-ph)
Cite as: arXiv:1506.08060 [physics.gen-ph]
(or arXiv:1506.08060v1 [physics.gen-ph] for this version)

Submission history

From: Osame Kinouchi [view email]
[v1] Tue, 16 Jun 2015 22:42:12 GMT (566kb)

 

O Beijo de Juliana e o Futebol

downloadO livro O Beijo de Juliana, modéstia a parte, tem um caráter presciente: o escândalo da FIFA já é discutido lá, há 13 anos atrás. Aqui vai um trecho:
Só que o mundo real é bem mais complicado que tudo isso que falei. O mundo é belo e feio ao mesmo tempo, o copo meio cheio e meio vazio, ou talvez nem um nem outro (afinal, o que é o belo sem que existam olhos para ver?).
Vocês adoram futebol e, graças ao nosso convívio, eu estou começando a gostar também, especialmente depois que descobri que esse jogo é um exemplo sui generis de sistema complexo. Mas será que não deveríamos fazer a Crítica do Futebol? Bom, embora eu não seja católico, vou compará-lo com a Igreja Católica, que vocês gostam tanto de atacar.
O futebol promove a libertação dos oprimidos ou pelo menos a cidadania racional? Interessante que a palavra fanático é usada nos três contextos da religião, da política e do esporte com a diferença de que, pelo menos aqui no Brasil, os militantes políticos e religiosos matam bem menos gente que os fanáticos por futebol. Ou vocês já viram algum torcedor do Palmeiras realmente ficar indignado quando um corintiano apanha e leva pedrada?
Será que, para o bem geral da sociedade, não deveríamos suprimir o futebol, por este ser uma religião violenta, irracional e obscurantista? (Mancha Verde, Gaviões da Fiel, Holligans neonazistas etc…) Quem rouba mais? A FIFA ou o Vaticano? Quem tem mais poder de mídia? A copa do mundo ou a missa do Galo? Quem promove mais o capitalismo mundial, produzindo o escapismo, a indiferença e a alienação das massas? Quem está mais entranhado e corrompido por interesses das grandes corporações multinacionais? Quem ganha mais grana? O papa ou Ronaldinho? Qual é a diferença psicológica entre o êxtase das massas produzido por um gol (ou o erro) de Marcelinho e um culto do Padre Marcelo? Não é à toa que as duas atividades se fazem aos domingos…
Qual a diferença entre aqueles que educam seus filhos numa religião e aqueles que religiosamente vestem suas crianças pequenas com o uniforme de seus times favoritos? Não deveriam as crianças poder escolher seu time livremente, após a adolescência, sem a influência de pais fanáticos? Cadê a liberdade de opinião das crianças?
Não seriam fenômenos análogos e igualmente machistas a exclusão das mulheres do sacerdócio no catolicismo e do papel de juízes de futebol? Porque os fãs (que é uma abreviação de “fanático”) de futebol não lutam para defender, perante essa cúpula machista e elitista da FIFA, o direito das mulheres ao uniforme preto e ao apito nos jogos do Mundial? Não será porque entre eles se encontram as forças mais reacionárias presentes na sociedade? Alguma vez a FIFA se pronunciou, por acaso, contra a fome e a miséria no mundo, como faz frequentemente a Igreja? Cadê o equivalente futebolístico de São Francisco, Madre Teresa, o cardeal Arns e Frei Betto? Cadê a esquerda futebolística? O Platini e o Sócrates?
Ah sim, mas poderíamos pensar de forma pragmática, seguindo os argumentos do Jean, que devemos assistir e praticar o futebol porque ele faz bem para a economia do país, gera empregos, aumenta nossa competitividade nos mercados globais etc. e tal. Os jogadores devem jogar unicamente para garantir o uisquinho das crianças (sim, a maior parte deles já está fazendo isso…) e nós devemos financiá-los porque, em um mundo globalizado, a supremacia futebolística é fonte de prestígio internacional e divisas para o país (somos o maior país produtor e exportador de craques, não somos?). Abaixo o futebol arte, viva o futebol aplicado e o futebol tecnológico.
Vocês fazem esse ato patriótico de prestigiar o futebol todo domingo, e ainda não haviam se dado conta disso! Estavam iludidos, pensando que o futebol, assim como a ciência, a arte e a literatura, poderia alegrar e embelezar a vida… Não perceberam que, ao apoiar o futebol, estão apoiando o sistema de dominação mais perfeito e corrupto já inventado pelo homem! O futebol e a mídia. O futebol e a política. Futebol e a indústria de consumo. Futebol e ética. Futebol e capitalismo. Futebol e nacionalismo guerreiro. Futebol e machismo.
Gostar de futebol implica em corresponsabilidade por todas as ações da FIFA, por todas as mortes provocadas por brigas de torcida, correto? Vocês adoram o futebol, portanto são seguidores incondicionais do João Havelange, certo? Já que não protestam, não criticam, são todos corresponsáveis em cada uma das atividades corruptas feitas em nome do futebol. É isso? Pensem. Pensem. Pensem! Uma nova sociedade só poderá surgir após a queda do futebol. O primeiro passo deve ser, precisa ser, a eliminação completa do futebol. A Humanidade só será livre quando se livrar do futebol. Como dizia Nietzsche: “O Futebol está morto, e fomos nós que o matamos”.
Esse é o drama de toda pessoa que faz análise crítica: ela sabe que a crítica é necessária para que as coisas melhorem (supondo que palavras tenham realmente algum poder de mudar o mundo). E sempre bate aquele medo de sua crítica não ser radical o suficiente, de não pegar o problema pela raiz. Assim, acaba-se criando uma competição sem fundo entre os críticos para ver quem é mais radical. Mas então o crítico percebe que o mesmo tipo de crítica radical pode ser feita à todas, todas as atividades humanas (“We are all in the gutter”, lembram?), sem exceção:
Amor romântico: invenção de Hollywood; o verdadeiro ópio do povo (especialmente das mulheres); ilusão a dois visando exploração sexual e econômica mútua; origem de todos os crimes passionais;
Música: Um dos principais produtos da indústria cultural; instrumento de guerra usado para elevar o moral dos soldados; essencial na propaganda e marketing; atinge o ápice da perfeição artística nos jingles obsessivos e na música popular “Boquinha da Garrafa”; droga psicotrópica baseada na excitação ressonante de ritmos cerebrais que liberam dopamina (ver também “ectasy”);
Artes plásticas: Atividade patrocinada pela Igreja durante a Idade Média e usada como instrumento de doutrinação; também financiada pela burguesia visando expressão de poder (ver “Michelangelo”) e por estados totalitários (ver “arte nazista” e “realismo socialista”); atualmente representa sinal de status para colecionadores ricos; investimento financeiro de médio risco, ver “mercado de arte”; artistas plásticos: responsáveis diretos pela poluição visual das grandes cidades; artes plásticas aplicadas: ver “propaganda e marketing”;
Cinema: Veículo de propaganda ideológica; pilar central da hegemonia cultural americana; muito usado como propaganda de guerra e incitação à violência; ópio da classe média (ver “DVDs”); principais filmes do século XX: Rambo, Os boinas verdes, Patricinhas de Beverly Hills;
Fotografia: Tecnologia militar importante (ver “fotografia aérea”, “satélites”); principal aplicação civil: pornografia (ver “Internet”); ver também “paparazzi”.
Literatura: Principal instrumento de reprodução ideológica das classes dominantes; mercadoria de massa da indústria cultural (ver “best-seller”); na sua forma dita culta, escapismo para intelectuais; principal meio de preservação de estereótipos e preconceitos historicamente ultrapassados (ver “Shakespeare”);
Jornalismo: Quarto poder que, ao contrário dos outros três, não é sujeito a eleições democráticas; principal instrumento das classes dominantes para controle da opinião pública; ver “propaganda de guerra” e “FOX”; veículo de marketing político; ver também “imprensa marrom”; perfeitamente representado no Jornal Nacional e nos tabloides;
Religião e espiritualidade: Fonte de todos os males; ópio do povo (ver também “Cannabis Sativa” e “LSD”); origem de todas as guerras santas, intolerâncias e inquisições; ideologia repressora da sexualidade humana e das mulheres; tecnologia de guerra usada para elevar o moral das tropas; principal fonte de justificação do status quo nas civilizações orientais;
Ciência: Fonte de todos os males (ver “Prometeu” e “Caixa de Pandora”); ideologia central do capitalismo e do comunismo estatal; causa principal da explosão populacional; principal fonte de desequilíbrio ecológico; atinge a perfeição no desenvolvimento de tecnologias de guerra: comida enlatada (ver “Napoleão”), penicilina (ver “II Guerra Mundial”), radar, aviões, satélites, laser, computadores e WWW (rede de origem militar usada basicamente para propaganda on-line e veiculação de pornografia infantil);
Matemática: Principal instrumento da Tecnocracia; linguagem hermética desenvolvida para a  autoexclusão intelectual das Humanidades; principais aplicações: armamento nuclear (ver “Pitágoras como precursor de E = mc2 e da Bomba Atômica”), contabilidade, matemática financeira e medidas racistas de QI;
Alfabeto: Instrumento de dominação social inventado por burocratas babilônicos; principal promotor da exclusão social (ver “analfabetismo”) e da extinção das tradições orais; tecnologia básica de propaganda; peça essencial de todas as tecnologias de dominação arroladas acima.
Fogo: Tecnologia de guerra inventada pelo Homo Sapiens; responsável pela extinção de milhares de espécies animais (ver “Culinária”); principais aplicações: lança-chamas, queimadas na floresta tropical; ver também “armas de fogo”;
Homo Sapiens: Espécie dominante do planeta Terra que explora e oprime todas as outras; inventor de todas as tecnologias de guerra descritas acima; principal responsável por todos os problemas humanos e ecológicos; câncer biológico que necessita urgentemente ser extirpado a fim de que Gaia sobreviva; ver também “Pecado original” e “Apocalipse”.
Este é o paradoxo principal: como fazer a crítica tão necessária sem se deixar afundar na pura amargura e na chatice insuportável e depressiva. Quem achar a solução me avise!
Abraços calorosos a todos,
Freeman
PS: Alguém precisa escrever com urgência os livros “Fazendo a Contracultura do Futebol”, o “Homem (no campo) Bidimensional” e “Ciência e Técnica do Futebol como Ideologia”.
OK, vocês acham que eu exagero nesse negócio de futura onda obscurantista… Tá certo vou maneirar com isso daqui para frente. Mas lembrem-se, eu participo de círculos de discussão que vocês não participam, leio aquilo que vocês não leem, e avalio um movimento social pela sua derivada temporal, capacidade de crescimento exponencial, potencial epidêmico, não pelo seu estado atual. Vocês se comportam como os meus aturdidos amigos da Teologia da Libertação quando eu os avisei em 1982 que o Movimento Carismático e os Evangélicos Pentecostais iriam varrê-los do mapa.
Mas se a tal onda vier, lembrem-se: “I told you, damned fools!”

The Good Fight Part 1: The Fine Art of Talking to People Who Are Wrong

"Alu finds a friend"Para ler com calma…

De VIOLENT METAPHORS

The good fight is that special argument where you know you’re right, and just can’t imagine how anyone could possibly disagree. But they do, even when the disagreement is about something fundamental and irreconcilable. Did we evolve? Is the climate changing? Are vaccines safe? Do I really have to pay my taxes? The answers matter, but so do the arguments. Let’s try to improve them. Read more [+]

Multiverso com ferramenta matemática preditiva

mUltiverseMe parece que a ideia de Multiverso está ficando cada vez mais relevante e preditiva. Já a ideia de explicar fine tuning no universo usando ideias físicas convencionais (simetrias etc) parece estar num beco sem saída, nenhum avanço foi obtido há décadas.

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(what is this?)

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High Energy Physics – Phenomenology

Radiative PQ Breaking and the Higgs Boson Mass

The small and negative value of the Standard Model Higgs quartic coupling at high scales can be understood in terms of anthropic selection on a landscape where large and negative values are favored: most universes have a very short-lived electroweak vacuum and typical observers are in universes close to the corresponding metastability boundary. We provide a simple example of such a landscape with a Peccei-Quinn symmetry breaking scale generated through dimensional transmutation and supersymmetry softly broken at an intermediate scale. Large and negative contributions to the Higgs quartic are typically generated on integrating out the saxion field. Cancellations among these contributions are forced by the anthropic requirement of a sufficiently long-lived electroweak vacuum, determining the multiverse distribution for the Higgs quartic in a similar way to that of the cosmological constant. This leads to a statistical prediction of the Higgs boson mass that, for a wide range of parameters, yields the observed value within the 1σ statistical uncertainty of 5 GeV originating from the multiverse distribution. The strong CP problem is solved and single-component axion dark matter is predicted, with an abundance that can be understood from environmental selection. A more general setting for the Higgs mass prediction is discussed.

Comments: 30 pages, 10 figures
Subjects: High Energy Physics – Phenomenology (hep-ph)
Cite as: arXiv:1502.06963 [hep-ph]
(or arXiv:1502.06963v1 [hep-ph] for this version)

Multiverso e Ajuste Fino: o que ler?

mUltiverseCut and paste do ótimo post de Luke Barnes: 

What to Read: The Fine-Tuning of the Universe for Intelligent life

I’ve spent a lot of time critiquing articles on the fine-tuning of the universe for intelligent life. I should really give the other side of the story. Below are some of the good ones, ranging from popular level books to technical articles. I’ve given my recommendations for popular cosmology books here.

Books – Popular-level

  • Just Six Numbers, Martin Rees – Highly recommended, with a strong focus on cosmology and astrophysics, as you’d expect from the Astronomer Royal. Rees gives a clear exposition of modern cosmology, including inflation, and ends up giving a cogent defence of the multiverse.
  • The Goldilocks Enigma, Paul Davies – Davies is an excellent writer and has long been an important contributor to this field. His discussion of the physics is very good, and includes a description of the Higgs mechanism. When he strays into metaphysics, he is thorough and thoughtful, even when he is defending conclusions that I don’t agree with.
  • The Cosmic Landscape: String Theory and the Illusion of Intelligent Design, Leonard Susskind – I’ve reviewed this book in detail in a previous blog posts. Highly recommended. I can also recommend his many lectures on YouTube.
  • Constants of Nature, John Barrow – A discussion of the physics behind the constants of nature. An excellent presentation of modern physics, cosmology and their relationship to mathematics, which includes a chapter on the anthropic principle and a discussion of the multiverse.
  • Cosmology: The Science of the Universe, Edward Harrison – My favouritecosmology introduction. The entire book is worth reading, not least the sections on life in the universe and the multiverse.
  • At Home in the Universe, John Wheeler – A thoughtful and wonderfully written collection of essays, some of which touch on matters anthropic.

I haven’t read Brian Greene’s book on the multiverse but I’ve read his other books and they’re excellent. Stephen Hawking discusses fine-tuning in A Brief History of Time and the Grand Design. As usual, read anything by Sean Carroll, Frank Wilczek, and Alex Vilenkin.

Books – Advanced

  • The Cosmological Anthropic Principle, Barrow and Tipler – still the standard in the field. Even if you can’t follow the equations in the middle chapters, it’s still worth a read as the discussion is quite clear. Gets a bit speculative in the final chapters, but its fairly obvious where to apply your grain of salt.
  • Universe or Multiverse (Edited by Bernard Carr) – the new standard. A great collection of papers by most of the experts in the field. Special mention goes to the papers by Weinberg, Wilczek, Aguirre, and Hogan.

Scientific Review Articles

The field of fine-tuning grew out of the so-called “Large numbers hypothesis” of Paul Dirac, which is owes a lot to Weyl and is further discussed by Eddington, Gamow and others. These discussions evolve into fine-tuning when Dicke explains them using the anthropic principle. Dicke’s method is examined and expanded in these classic papers of the field:

A number of papers, while not discussing fine-tuning, are very relevant as they discuss how the macroscopic universe depends on the values of fundamental constants. Here are a few good examples.

Here are a few good review papers, arranged in order of increasing technical level.

Technical scientific articles

Here are some of the papers that have performed detailed calculations of specific fine-tuning cases, in chronological order.

Particle Physics Parameters

Cosmology Parameters

Philosophical articles and books

  • Issues in the Philosophy of Cosmology, Ellis (2006). An excellent review of some of the philosophical issues raised by modern cosmology, including fine-tuning. See also “Philosophy of Cosmology” by Chris Smeenk.
  • Universes, John Leslie – A tremendously clear exposition of what conclusions we can and should draw from fine tuning. Leslie loves a good analogy, and his choice of illustration is almost always excellent. Another must read.

Part of the reason why the fine-tuning of the universe for life is of such interest to philosophers is that it is often used as a premise in an argument for the existence of God.  A lot of the literature on the fine-tuning argument, pro and con, misses the mark by a large margin, in my opinion. Here are three of the best expositions of this argument.

Unsurprisingly, such claims have not gone unchallenged. Here are some of the best responses.

  • Does the Universe Need God?, Sean Carroll (2012) – A good, if brief, response to the arguments above. I recently presented fine-tuning with Carroll in the audience and he gave some good comments. I wouldn’t mind seeing him give an extended response.
  • See also the books by Leonard Susskind and Alex Vilenkin (and, though I haven’t read them, Brian Greene and Stephen Hawking) for a defence of the multiverse as the correct explanation for fine-tuning.
  • Probabilities and the Fine‐Tuning Argument: a Sceptical View, McGrew, McGrew and Vestrup – A critique of the fine-tuning argument for the existence of God based on skepticism as to the applicability of probabilities to hypothetical universes. At least two of the authors are theists. See also this paper by Bradley Monton (though I don’t think that the “old evidence” problem exists for Bayesian theories of probability.)

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