Home // Archive by category "Vida científica"

Comentários no blog Mensageiro Sideral de Salvador Nogueira

As letrinhas ficaram tão pequena que não dá mais para ler, assim continuo aqui.
Salvador, eu sou solidário à sua estupenda ação de divulgação científica da Astronomia (e de Star Trek, by the way). E vejo como é irritante e desgastaste a interação com comentaristas pseudo-religiosos aqui (tipo Apolinário etc.). Eu nem sei porque você se dá ao luxo de responder a eles (eu ficaria quieto), bom talvez você tenha a mesma filosofia de interação com o leitor do jornalista cristão e mui paciente Reinaldo Lopes. O que eu queria dizer é que assisto essa sua batalha há muitos anos e nunca manifestei muito minha opinião. Mas como estou trabalhando com divulgação cientifica também, gostaria de fazer colocações sobre jornalismo cientifico que poderão gerar algumas reflexões suas talvez. Sei que você é uma pessoa racional e Bayesiana (ou seja, muda de opinião conforme a evidência ou os argumentos lógicos), então quem sabe isso poderia gerar uma interação mais proveitosa com o pessoal religioso que fica comentando aqui no seu blog.
Osame Kinouchi – 10/11/2017 6:06 pm Responder
Vou dar um exemplo anedótico: há seis anos me apaixonei por uma mulher (Rita) basicamente porque ela decorava o celular com um app que mostrava fotos do Hubble. Ela também quis me conhecer pelo fato de eu ser físico e a primeira conversa num café foi iniciada por ela, sobre um novo tipo de buraco negro que ela tinha lido na Folha (teria sido você o reporter?). Ela tinha aquela comportamento usual (social), no sentido: Dorme com Deus, Deus te proteja, Vá com Deus etc. Citou uma vez um versículo (“Os Céus manifestam a Gória de Deus”) como uma das motivações que ela tinha para ler o seu blog na Folha.
Bom, depois de eu falar que as fotos do Hubble eram de cores falsas, e que o tamanho do universo era apenas a prova de nossa insignificância, num Universo sem sentido, ela perdeu a fé. Junto com essa perda, ela deletou o app do Hubble no celular, não lê mais reportagens de Astronomia, não lê mais o seu blog.
Osame Kinouchi – 10/11/2017 6:12 pm Responder
Bom, eu apenas gostaria de sugerir a você que ficar enfatizando que a Astronomia mostra como somos poeira de estrelas (ou seja, lixo espacial), infinitamente pequenos, desprezíveis, com uma curta vida sem sentido, em um Universo também sem sentido e fruto do puro acaso não é a melhor maneira de entusiasmar as pessoas pela ciência. Exigir que as pessoas que gostam da beleza da Astronomia precisem tirar uma carteirinha de ateu para continuar gostando do assunto, senão seriam desonestos intelectuais, com cérebros contaminados por memes religiosos destrutivos, me parece totalmente fora de propósito. Nosso objetivo como divulgadores da ciência é fazer com que as pessoas vejam a beleza da mesma, se interessem, se disponham a apoia-la (mesmo continuando religiosas, como é o caso do Reinaldo Lopes). Ou seja, o objetivo mínimo seria transformar fundamentalistas religiosos em religiosos moderados e esclarecidos como Reinaldo, que gostam de ciência e a apoiam. Não tenho certeza se afirmar que o mundo seria bem melhor sem as religiões (como foi feito – ou quase – no post sobre Star Trek Discovery) vai atrair mais gente para o campo científico. Na verdade, pode ser um poderoso instrumento para alienar ainda mais as pessoas da ciência. Bom, é isto o que penso, mas imagino que você também tenha uma opinião bem pensada sobre isso…
Osame Kinouchi – 10/11/2017 6:21 pm Responder

Paper de cientometria quentinho do forno

Highlights

We discuss centrality indexes in the bipartite scientific papers-authors networks.

We propose a new index (the K-index), which is simple to calculate and outperforms the Hirsch h-index in several aspects.

The K-index correlates better with Nobel prizes than any of the other indexes furnished by the Web of Science (WoS) platform.

The K-index is related to connections to the hubs of the scientific citation and social networks.

The outliers in the K vs h plane contain interesting information that can be used for scientific prizes prediction.

Abstract

We introduce a new centrality index for bipartite network of papers and authors that we call K-index. The K-index grows with the citation performance of the papers that cite a given researcher and can seen as a measure of scientific social recognition. Indeed, the K-index measures the number of hubs, defined in a self-consistent way in the bipartite network, that cites a given author. We show that the K-index can be computed by simple inspection of the Web of Science platform and presents several advantages over other centrality indexes, in particular Hirsch h-index. The K-index is robust to self-citations, is not limited by the total number of papers published by a researcher as occurs for the h-index and can distinguish in a consistent way researchers that have the same h-index but very different scientific social recognition. The K-index easily detects a known case of a researcher with inflated number of papers, citations and h-index due to scientific misconduct. Finally, we show that, in a sample of twenty-eight physics Nobel laureates and twenty-eight highly cited non-Nobel-laureate physicists, the K-index correlates better to the achievement of the prize than the number of papers, citations, citations per paper, citing articles or the h-index. Clustering researchers in a K versus h plot reveals interesting outliers that suggest that these two indexes can present complementary independent information.

Keywords

Scientometrics
Hirsch index
Lobby index
Complex networks
Node centrality
Citation network
Web of science
Social recognition
Scientific prizes

Piloto de Podcast

Ainda não temos nome. Ainda não temos formato. Nem assunto temos. Mas no último domingo, Antônio Carlos Roque, Luciano Bachmann, George Cardoso e eu fizemos um piloto, regado a muita comida e vinhos na casa do Roque.
Conversamos das 11h às 21h, Ufa! Mas só gravamos duas horas e meia. Vou colocar alguns pedaços para degustação. Se alguém tiver ideia para o nome do Podcast, deixe no comentário por favor!

Tarde de autógrafos- Projeto mulah de Tróia

Sábado | 03 | dezembro
Tarde de autógrafos- Projeto mulah de TróiaTítulo: PROJETO MULAH DE TROIA
Autores: Osame Kinouchi / B. B. Jenitez
Editora: DRAGO EDITORIAL

Jenitez nos brinda com uma pérola da Ficção Científica de humor, uma bem dosada mistura de Umberto Eco e Planeta Diário: uma estória recheada de referências internas, coerentes do início ao fim e com um estilo impecável. Com descrições claras e pouca adjetivação, além de uma ironia finíssima, o autor brinca com a física, a cultura pop e a literatura, com um texto de uma clareza e um bom gosto tão grandes que mesmo um leigo em FC pode entender e gostar. Um trabalho bem escrito não pode ser analisado a fundo, basta que apenas seja lido. E esta estória precisa ser lida. Fábio Fernandes & José S. Fernandes.

Local: Ribeirão Preto
Horário: 16:00

osame-2

Uma entrevista sobre divulgação científica

cropped-osame-2.jpg

    Entrevista concedida à Juliana Oliveira, do curso de Licenciatura em Química da FFCLRP – USP
  1. Quando começou seu interesse por ciências?

Como muitos de minha geração, creio que foi com o pouso da Apolo XI na Lua em 1969. Eu tinha apenas seis anos, mas ainda me lembro das imagens na TV. No ano seguinte, apareceu o cometa Benett, muito visível nos céus brasileiros, despertando meu interesse por astronomia. Acho que minha primeira mesada, com dez anos de idade, foi gasta com um livro de Astronomia (e outro de OVNIs…). Na mesma época, meu pai começou a comprar a coleção Os Cientistas, que vinha com experimentos a serem feitos. Acho que com doze anos eu já tinha meu telescópio, e fazia observações sistemáticas de manchas solares, fases de Vênus, anéis de Saturno, posição de Marte no céu e observação dos satélites de Júpiter. Aos treze anos, eu e um colega tentávamos fazer experimentos controlados de telepatia, clarividência e telecinesia. Aprendi a traçar gráficos e séries temporais plotando a frequência de relatos de OVNIs em função do tempo. Nunca deu em nada (claro!), mas aprendemos a fazer estatísticas e testes de significância. Nessa época acho que minha biblioteca já contava com cerca de cinquenta volumes, a maior parte de pseudociências (minha geração foi muito influenciada pelo livro O Despertar dos Mágicos, de Powels e Bergier e pela revista Planeta). Aprendíamos alguma coisa de ciência nesses meios, pois não havia muitos livros de divulgação científica propriamente dita. Ou seja, tudo se definiu antes dos treze anos de idade.

  1. Como começou seu interesse por divulgação científica?

Como leitor, como eu disse, primeiro foram os livros de pseudociências (que de um jeito ou outro nos estimulava como mistérios a serem solucionados cientificamente) e alguns livros de Astronomia. Mais tarde comecei a ler livros de Carl Sagan e outros. Não havia revistas de divulgação científica nem documentários, filmes ou museus de ciência. A revista Planeta, editada na época pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão, mesmo com todo o seu pendor New Age e alternativo, trazia reportagens e notícias sobre ciência e tecnologia.

  1. Como você definiria divulgação científica e qual seria a importância da mesma para a sociedade atual?

Existem dois tipos de divulgação científica: o primeiro onde quem é mais favorecido são a ciência e os cientistas (divulgando seu trabalho, justificando os gastos públicos com a ciência, despertando novas vocações científicas, promovendo a educação e a cultura científica etc.) e o segundo em que o objetivo é empoderar o público leigo em ciências, fornecendo-lhes novos conceitos (e metáforas) para poder entender sistemas complexos como a sociedade, a economia, a história, a política etc. Dou um exemplo: se você procurar pela palavra pêndulo em um site de notícias como a FOLHA, Estadão ou G1, cerca da metade das vezes a palavra estará sendo usada como metáfora, tipo O pêndulo político oscilou do PT para o PSDB. Essa metáfora do pêndulo é pobre, reflete um conhecimento básico de física Newtoniana dado no ensino médio. Traduz uma ideologia mecanicista de como encarar a sociedade: outras metáforas Newtonianas aplicadas à sociedade são: forças sociais, equilíbrio de forças, tensão social, ruptura social, revolução, equilíbrio de poder etc. É uma mecânica estática, uma ideologia pobre, que constrange e limita o pensamento e a capacidade de pensar a sociedade de quem a está usando. Mas imagine que a divulgação científica familiarize o público com os conceitos de Caos, fractais, bacias de atração, pontos de bifurcação, transições de fase, auto-organização etc, temas hoje estudados pela Econofísica e Sociofísica. Um novo vocabulário, mais rico e poderoso, poderia ser usado para se pensar temas sociais, em vez de se usar a metáfora pobre e limitante do pêndulo, que envolve oscilações com período bem definido, é um sistema dinâmico de baixa dimensão etc.). Acho que o papel da cultura científica deveria ser empoderar as pessoas, e não apenas defender os interesses da ciência (uma tarefa válida também, mas não única). Tenho um artigo publicado sobre isso:

Metáforas científicas no discurso jornalístico

Rev. Bras. Ensino Fís. vol.34 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2012

  1. O jornalista brasileiro está preparado para fazer divulgação científica?

Os que se especializaram em jornalismo científico tem boa preparação. Podem aprender algo com os blogueiros de ciência (e os blogueiros de ciência tem algo a aprender com os jornalistas, por exemplo não confrontar e afastar seus leitores especialmente em temas delicados como Evolução). Dou como exemplo de ótimo jornalista científico o da FOLHA Reinaldo José Lopes, responsável pelo blog Darwin e Deus.

  1. Por que muitos pesquisadores não se interessam por essa atividade?

Muitos pesquisadores não leem livros e revistas de divulgação científica, e nem mesmo romances de ficção científica. Reclamam de falta de tempo, mas me parece ser mais uma característica pessoal (não leem livros de Literatura também, não são leitores). Daí não surge a aspiração para contribuir com essa atividade. Além disso, é muito mais fácil escrever um paper do que um artigo ou livro de divulgação científica, pois os mesmos têm que ter estilo agradável, despertar o interesse do leitor, usar uma linguagem especial, acessível e sem jargões. Isso não é fácil para o pesquisador típico.

  1. Segundo as últimas pesquisas, o youtube é a quarta mídia mais acessada pelos brasileiros. Qual o potencial dessa mídia social como você explicaria o aparecimento de um grande número de vlogs que abordam ciência e tecnologia como principal temática?

Sim, parece que está é a grande onda do momento. Aqui no Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria estamos organizando, em nossa página, um portal que redirecione para todos os vlogs de ciência em português que pudermos encontrar. Já temos um portal parecido, o Anel de Blogs Científicos, para os blogs em português.

  1. Como a divulgação de ciência e tecnologia poderia contribuir para a educação formal?

É uma leitura (ou no caso dos vídeos) mais agradável e instigante que as aulas formais. Acho que ajuda na motivação dos alunos e no despertar de vocações científicas. No caso dos alunos que não se dedicarão à ciência, acho que ajuda muito na criação de um background mínimo de cultura científica (idealmente com aquele papel de empoderamento que citei). Acho também que os vídeos e em especial os livros (que se aprofundam mais) deveriam ser aproveitados pelo menos pelos professores de ensino fundamental e médio. A maior parte dos professores não conhece, por exemplo, as revistas Scientific American Brasil e Revista Mente e Cérebro, e nunca leu um livro de divulgação científica. Recomendo que, se o problema é falta de tempo, assistam os ótimos documentários de divulgação científica da BBC, NATGEO e NOVA, que podem ser encontrados no YOUTUBE, assim como os novos Vlogs de ciências tais como o Nerdologia.

Paper do índice K saindo do forno

Resultado de imagem para hirsch index

A simple impact index for scientific innovation and recognition

We introduce a new scientometric index, inspired by the Lobby index from complex networks literature, that we call K-index. The K-index grows with the impact of the citing papers and can be thought of as a measure of scientific creativity and innovation. We show that the K-index can be easily computed from the Web of Science platform and presents several advantages over other bibliometric indexes. The K-index is robust to self-citations, is not limited by the total number of papers published by a researcher and is able to distinguish in a consistent way researchers that have the same h index but different scientific impacts: Einstein and Hirsch, for example. The K-index successfully detects a known case of inflated numbers for papers, citations and h index due to scientific career fraud. Finally, we show that, in a sample of twenty-nine physics Nobel laureates and thirty highly cited non-Nobel-laureate physicists, the K-index correlates better to the achievement of scientific prizes than the number of papers, citations, citations per paper, citing articles and the h index. Clustering researchers in a K versus h plot reveals interesting patterns that can be interpreted in terms of innovation and recognition.

Comments: 3 figures, 1 table
Subjects: Digital Libraries (cs.DL); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:1609.05273 [cs.DL]
(or arXiv:1609.05273v1 [cs.DL] for this version)

submetido ao Journal of Informetrics

B. B. Jenitez

B. B. Jenitez

B. B. Jenitez

Osame Kinouchi  é professor associado (livre-docente) da Universidade de São Paulo no Departamento de Física da FFCLRP. Tem experiência na área de Física Estatística e Sistemas Dinâmicos, atuando principalmente nos seguintes temas: neurociência computacional, meios excitáveis, redes neurais, automata celulares e criticalidade auto-organizada. Coordenador do Laboratório de Física Estatística e Biologia Computacional no Departamento de Física da FFCLRP-USP. Coordenador do Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria do DF-FFCLRP-USP, é responsável pelo Anel de Blogs Científicos, com links para 400 blogs de ciência e pelo blog pessoal  SEMCIÊNCIA. Têm vários contos publicados na revista SOMNIUM do Clube de Leitores de Ficção Científica.

O conto Projeto Mulah de Tróia I ganhou o prêmio NOVA de ficção científica na categoria conto amador. Seu conto 

Demiurgo foi publicado no livro FC do B – Panorama 2010-2011, Tarja editorial, após seleção entre mais de 230 contos concorrentes. Publicou também O Beijo de Juliana – Quatro físicos teóricos conversam sobre crianças, ciências da complexidade, biologia, política, religião e futebol, pela Editora Multifoco.

Leia mais: http://www.dragoeditorial.com/products/b-b-jenitez/

Meu seminário no Imperial College

imperial-college-001

Autismo e toque (não TOC!)

Autism may stem—in part—from a disordered sense of touch

A disrupted sense of touch causes autismlike behaviors in mice.

ploughmann/iStock

Autism may stem—in part—from a disordered sense of touch

Sociability may be skin deep. The social impairments and high anxiety seen in people with autism or related disorders may be partly due to a disruption in the nerves of the skin that sense touch, a new study in mice suggests.

Autism spectrum disorders are primarily thought of as disorders of the brain, generally characterized by repetitive behaviors and deficits in communication skills and social interaction. But a majority of people with autism spectrum disorders also have an altered tactile sense; they are often hypersensitive to light touch and can be overwhelmed by certain textures. “They tend to be very wary of social touch [like a hug or handshake], or if they go outside and feel a gust of wind, it can be very unnerving,” says neuroscientist Lauren Orefice from Harvard Medical School in Boston.

An appreciation for this sensory aspect of autism has grown in recent years. The newest version of psychiatry’s bible, the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, includes the sensory abnormalities of autism as core features of the disease. “That was a big nod and a recognition that this is a really important aspect of autism,” says Kevin Pelphrey, a cognitive neuroscientist at The George Washington University in Washington, D.C., who was not involved in the work.
Read more [+]

Livro Projeto Mulah de Tróia levou 25 anos para ser publicado

Sim, se a qualidade literária se mede pelos anos que o autor levou para burilar o texto, então este é um candidato ao Prêmio Argos…  Para comprar, clique aqui.

PMT2

  • Jenitez nos brinda com uma pérola da Ficção Científica de humor, uma bem dosada mistura de Umberto Eco e Planeta Diário: uma estória recheada de referências internas, coerentes do início ao fim e com um estilo impecável. Com descrições claras e pouca adjetivação, além de uma ironia finíssima, o autor brinca com a física, a cultura pop e a literatura, com um texto de uma clareza e um bom gosto tão grandes que mesmo um leigo em FC pode entender e gostar. Um trabalho bem escrito não pode ser analisado a fundo, basta que apenas seja lido. E esta estória precisa ser lida. Fábio Fernandes

A Perturbadora Persistência do Determinismo Social

Apresentação1

 

Um texto de 2001 que não perdeu a atualidade. Preciso apenas dar um upgrade nas referências.

O dowload pode ser feito aqui.

The exoplanets analogy to the Multiverse

kepler-planet-candidatesPrecisa dar uma melhorada. Pretendo enviar para o International Journal of Astrobiology.

The exoplanets analogy to the Multiverse

The idea of a Mutiverse is controversial, although it is a natural possible solution to particle physics and cosmological fine-tuning problems (FTPs). Here I explore the analogy between the Multiverse proposal and the proposal that there exist an infinite number of stellar systems with planets in a flat Universe, the Multiplanetverse. Although the measure problem is present in this scenario, the idea of a Multiplanetverse has predictive power, even in the absence of direct evidence for exoplanets that appeared since the 90s. We argue that the fine-tuning of Earth to life (and not only the fine-tuning of life to Earth) could predict with certainty the existence of exoplanets decades or even centuries before that direct evidence. Several other predictions can be made by studying only the Earth and the Sun, without any information about stars. The analogy also shows that theories that defend that the Earth is the unique existing planet and that, at the same time, is fine-tuned to life by pure chance (or pure physical necessity from a parameter free Theory of Everything) are misguided, and alike opinions about our Universe are similarly delusional.

Comments: 9 pages, 1 figure
Subjects: General Physics (physics.gen-ph); History and Philosophy of Physics (physics.hist-ph)
Cite as: arXiv:1506.08060 [physics.gen-ph]
(or arXiv:1506.08060v1 [physics.gen-ph] for this version)

Submission history

From: Osame Kinouchi [view email]
[v1] Tue, 16 Jun 2015 22:42:12 GMT (566kb)

 

The Good Fight Part 1: The Fine Art of Talking to People Who Are Wrong

"Alu finds a friend"Para ler com calma…

De VIOLENT METAPHORS

The good fight is that special argument where you know you’re right, and just can’t imagine how anyone could possibly disagree. But they do, even when the disagreement is about something fundamental and irreconcilable. Did we evolve? Is the climate changing? Are vaccines safe? Do I really have to pay my taxes? The answers matter, but so do the arguments. Let’s try to improve them. Read more [+]

E Se? Usando Ficção Científica e Fantasia para ensinar Física

The New York Times

E se?

Livro ensina física por meio do absurdo

KENNETH CHANG
DO “NEW YORK TIMES”

Cinco anos atrás, quando estava dando uma palestra sobre física a estudantes do Ensino Médio no Massachusetts Institute of Technology, Randall Munroe percebeu que a plateia não estava muito interessada.

Ele estava tentando explicar o que são energia potencial e potência -conceitos que não são complexos, mas difíceis de entender.

Assim, no meio da palestra de três horas, Munroe, mais conhecido por ser o criador da HQ on-line xkcd, resolveu apelar para “Star Wars”.

“Pensei na cena de ‘O Império Contra-ataca’ em que Yoda tira a asa-X do pântano”, comentou.

“A ideia me ocorreu quando eu estava dando a aula.”

No lugar de definições abstratas (um objeto erguido ganha energia potencial porque vai se acelerar quando cair; a potência é o índice de mudança na energia), Munroe fez uma pergunta: quanta energia da Força seria Yoda capaz de produzir?

“Fiz uma versão aproximada do cálculo ali mesmo, na sala de aula, procurando as dimensões da nave na internet e medindo as coisas na cena no projetor, diante dos alunos”, contou. “Todos começaram a prestar atenção.”

Para a maioria das pessoas, a física não é interessante por si só. “As ferramentas só são divertidas quando a coisa com a qual você as utiliza é interessante.”

Os alunos começaram a fazer outras perguntas. “E o final de ‘O Senhor dos Anéis’, quando o olho de Sauron explode, quanta energia há nisso?”

A experiência inspirou Munroe a começar a pedir perguntas semelhantes dos leitores do xkcd.

Ele reuniu esse trabalho, incluindo uma versão dos cálculos que fez sobre Yoda e outros materiais novos, no livro “E se?”, lançado em setembro e que desde então está na lista dos livros de não ficção mais vendidos.

Como afirma sua capa, “E se?” é repleto de “respostas científicas sérias a perguntas hipotéticas absurdas”.

“O livro exercita a imaginação do leitor, e o humor espirituoso de Munroe é encantador”, comentou William Sanford Nye, mais conhecido como “Billy Nye, the Science Guy”. “Ele cria cenários que, por falta de um termo melhor, precisamos descrever como absurdos, mas que são muito instrutivos.”

O que aconteceria se você tentasse rebater uma bola de beisebol lançada a 90% da velocidade da luz? “A resposta é ‘muitas coisas’, e todas acontecem muito rapidamente. Não termina bem para o batedor (nem para o lançador).”

Se todo o mundo mirasse a Lua ao mesmo tempo com um ponteiro de laser, a Lua mudaria de cor? “Não se usássemos ponteiros de laser normais.”

Por quanto tempo um submarino nuclear poderia permanecer em órbita? “O submarino ficaria ótimo, mas seus tripulantes teriam problemas.”

As explicações são acompanhadas pelos mesmos desenhos e o mesmo humor nerd que garantiram a popularidade do xkcd. (O que significa xkcd? “É simplesmente uma palavra para a qual não existe pronúncia fonética”, explica o site do seriado on-line.)

Na época em que era estudante de física na Universidade Christopher Newport, na Virginia, Munroe começou a trabalhar como técnico independente em um projeto de robótica no Centro Langley de Pesquisas, da Nasa, e continuou depois de se formar.

Foi nessa época que ele começou a scanear seus desenhos rabiscados e colocá-los na web.

O contrato com a Nasa terminou em 2006, por decisão mútua das duas partes.

Munroe tornou-se cartunista em tempo integral e se mudou para a região de Boston porque, explicou, queria viver numa cidade maior, com mais coisas de geek para fazer. Em 2012 ele incluiu a parte de “E se?” no site.

Hoje ele recebe milhares de perguntas por semana. Muitas são evidentemente de estudantes à procura de ajuda com sua lição de casa. Outras podem ser respondidas com uma só palavra: “Não”.

“Uma das perguntas que recebi foi: ‘Existe algum equipamento comercial de mergulho que permita a sobrevivência debaixo de lava incandescente?'”, Munroe contou. “Não. Não existe.”

Munroe também gostava de fazer perguntas quando era criança. Na introdução do livro, ele conta que se perguntava se havia mais coisas duras ou moles no mundo. Essa conversa causou impressão tão forte à sua mãe que ela a anotou e guardou.

“Dizem que não existem perguntas estúpidas”, escreve Munroe, 30. “Isso não é verdade, obviamente. Acho que minha pergunta sobre as coisas duras e moles foi bastante estúpida. Mas tentar responder uma pergunta estúpida de modo completo pode levar você a alguns lugares muito interessantes.”

Paper novo nas mãos dos referees do PRL

Self-Organized Criticality and Neuronal Avalanches in SIRS Networks with Depressing Synapses

Neuronal networks can present activity described by power-law distributed avalanches presumed to be a signature of a critical state. Here we study a random-neighbor network of excitable (SIRS) cellular automata coupled by dynamical (depressing) synapses that exhibits bona ?de self-organized criticality (SOC) even with dissipative bulk dynamics. This occurs because in the stationary regime the model is conservative on average and in the thermodynamic limit the probability distribution for the global branching ratio converges to a delta-function centered at its critical value. Analytical results show perfect agreement with annealed simulations of the model and enable us to study the emergence of SOC as a function of the parametric derivatives of the stationary branching ratio.

Comments: 4 pages, 5 figures
Subjects: Adaptation and Self-Organizing Systems (nlin.AO); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech)
Cite as: arXiv:1405.7740 [nlin.AO]
(or arXiv:1405.7740v1 [nlin.AO] for this version)

Obtiuário: Robert Lee Zimmerman

Bob foi meu primeiro orientador (de Iniciação Cientítica) e foi muito importante na minha formação e estímulo para continuar na Física.
De Sergio Mascarenhas:
Robert Lee Zimmerman, físico, cientista multidisdisciplinar e educador, faleceu em maio, quando voando em seu monomotor nos EE.UU, sofreu um acidente fatal. Bob , como era conhecido por todos, com um PhD  em física pelo MIT, veio jovem para o Brasil onde foi uma figura excepcionalmente importante para o nosso desenvolvimento científico, tendo atuado em várias instituições como o Instituto de Física da USP, São Carlos, a FFCLRP da USP de Ribeirão Preto, o ITA em S.José dos Campos e o IPEN em S. Paulo, além de ter prestado inúmeras colaborações a muitas outras instituições no Brasil e no exterior representando o Brasil . Querido e admirado por colegas pesquisadores, alunos e por todos que o conheceram, Bob será sempre lembrado pela sua excepcional criatividade e personalidade carinhosa e entusiástica não apenas pela ciência mas pela música, esportes e sua grande paixão de voar pelo mundo afora. Tenho pessoalmente, como seu companheiro e admirador, enorme dívida para com Bob que, durante mais de 50 anos, exemplificou para mim com seu convívio, a arte não apenas da ciência, mas a sua plenitude de amor pela vida. Resta o consolo de dizermos, embora tristes, que faleceu da maneira como gostava de viver! Obrigado e adeus querido Bob, vá voar agora na eterna companhia dos anjos alados !

Sérgio Mascarenhas
Instituto de Estudos  Avançados, USP, São Carlos.

 

The Scientist