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Ciência, Política, Religião e o Prêmio Templeton

Richard Dawkins declara que Martin Rees é um traidor da Ciência. Fico pensando sobre o que essa afirmativa deveria significar na prática. Isso significaria que Martin Rees deveria ser banido da Royal Society? Dado que é um traidor, deveria ter seus papers rejeitados pelos revisores das revistas científicas? Exatamente o que significa ser “um traidor da Ciencia” e que penalidades a comunidade científica deveria dar aos seus traidores? Ostracismo? Ignorá-los?

Martin Rees ignorou o comentário de Dawkins e não se deu ao trabalho de responder…risos.

Minha critica fundamental a Dawkins é que ele está se tornando o Inquisidor da Ciência: sua militância ideológica que viola o princípio da cordialidade acadêmica e científica tem tido resultados ambíguos: se fortaleceu o secularismo, por outro lado polarizou a sociedade, iniciou uma guerra cultural onde os ateus não tem condições objetivas de ganhar, criou antipatia pela Ciência e ajudou os Think Tank criacionistas a encherem os cofres de doações a fim de combater um inimigo visível e facilmente demonizável (afinal, na sociedade americana, ateu = comunista).

Imagino que ele, se vivesse na década de 50, não aceitaria a teoria do Big Bang proposta por Lemaitre pelo fato de que tal astronomo era um padre e a idéia do Big Bang era tida como inspirada no mito cristão. Ou seja, Dawkins sistematicamente usa a falácia da “agenda escondida”, ou seja, discutir o mérito de uma teoria científica ou de um argumento filosófico ou político a partir da rotulagem ideológica do emissor da opinião, e não pelo exame dos méritos da mesma. Ou seja, por exemplo, eu imagino que ele, em vez de discutir seriamente o argumento do filósofo analítico Alvon Platinga, ele apenas ignoraria o argumento dizendo que Platinga é cristão. Bom, isso é apenas uma ação espelhada dos fundamentalistas criacionistas que dizem que tudo o que Dawkins falar vem do Diabo e não vale a pena ser escutado…

 Platinga argumenta  que a origem evolucionária de nosso cérebro implica de que tal orgão produz muito mais auto-enganos e crenças erradas do que crenças verdadeiras – no sentido de Tarsky, suponho –  (e o renomado biólogo Robert Trivers, o verdadeiro criador do conceito de gene egoísta popularizado por Dawkins,  concordaria totalmente!) de modo que a idéia de que a ciência produzida por cérebros humanos pode atingir conhecimento confiável.

Engraçado que não é a primeira vez que um ateismo militante trouxe prejuizos à Ciencia. Fred Hoyle rejeitou a idéia do Ovo Cosmogônico do padre e astronomo Lemaitre, chamando-a sarcasticamente de Teoria do Big Bang…  Investiu em uma teoria que não tinha pé nem cabeça (Teoria do Estado Estacionário) que claramente não era viável pois postulava um universo eterno (a fim de evitar a tentação de se procurar um criador) que era incompatível com vários argumentos (Paradoxo de Olbers, Morte Térmica de um Universo Eterno etc) mesmo antes de se ter evidências positivas do Big Bang (radiação de fundo, proporção de Hidrogênio, Hélio e Lítio  primordiais, etc.). Um exemplo onde o ateismo, enquanto ideologia, infelizmente influenciou a dinâmica cientifica de forma negativa. Acho que é bem melhor a comunidade científica evitar posturas baseadas em ideologias militantes, quer religiosas quer seculares…

Do New York Times de hoje:

OXFORD, England —You walk out of a soft-falling rain into the living room of an Oxford don, with great walls of books, handsome art and, on the far side of the room, graceful windows onto a luxuriant garden.

Profiles in Science

Richard Dawkins

This is the second in an occasional series of articles and videos about leaders in science.

Related

Hazel Thompson for The New York Times

Richard Dawkins at the Oxford University Museum of Natural History

Does this man, arguably the world’s most influential evolutionary biologist [???? Eu pensei que era Robert Trivers!], spend most of his time here or in the field? Prof. Richard Dawkins smiles faintly. He did not find fame spending dusty days picking at shale in search of ancient trilobites. Nor has he traipsed the African bush charting the sex life of wildebeests.

He gets little charge from such exertions.

“My interest in biology was pretty much always on the philosophical side,” he says, listing the essential questions that drive him. “Why do we exist, why are we here, what is it all about?”

It is in no fashion to diminish Professor Dawkins, a youthful 70, to say that his greatest accomplishment has come as a profoundly original thinker, synthesizer and writer. His epiphanies follow on the heels of long sessions of reading and thought, and a bit of procrastination. He is an elegant stylist with a taste for metaphor. And he has a knack, a predisposition even, for assailing orthodoxy.

In his landmark 1976 book, “The Selfish Gene,” he looked at evolution through a novel lens: that of a gene. With this, he built on the work of fellow scientists and flipped the prevailing view of evolution and natural selection on its head.

He has written a string of best sellers, many detailing his view of evolution as progressing toward greater complexity. (His first children’s book, “The Magic of Reality,” appears this fall.) With an intellectual pugilist’s taste for the right cross, he rarely sidesteps debate, least of all with his fellow evolutionary biologists.

Although he is a political liberal, he has taken on more than a few leftists in his writings — particularly those who read his theory of genes as sanctioning rapacious and selfish behavior.

Of late he has taken up the cudgel for atheism, writing “The God Delusion,” an international best seller. When Martin Rees, Britain’s astronomer royal, recently accepted a prize from the John Templeton Foundation, which promotes a dialogue between science and religion, Professor Dawkins was unforgiving. Dr. Rees, he wrote, is a “compliant quisling,” a traitor to science. Dr. Rees declined to counterpunch.

Martin Rees

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

 

 

Martin John Rees
Astronomia, cosmologia e astrofísica
Martin Rees at Jodrell Bank in 2007.jpgNo Observatório Jodrell Bank, em 2007
 
 
Nacionalidade Reino Unido Britânica
 
Nascimento 23 de junho de 1942 (69 anos)
Local York Inglaterra
 
Actividade
Campo(s) Astronomia, cosmologia e astrofísica
Instituições Trinity College, Cambridge
Sussex University
Alma mater Trinity College, Cambridge
 
Orientador(es) Denis Sciama
Orientado(s) Roger Blandford
Jonathan McDowell
Conhecido(a) por Radiação cósmica de fundo
Quasars
Astrônomo Real Britânico
 
Prêmio(s) Prêmio Dannie Heineman de Astrofísica (1984), Medalha de Ouro da RAS (1987), Medalha Karl Schwarzschild (1989), Medalha Bruce (1993), Medalha Oskar Klein (2002), Albert Einstein World Award of Science (2003), Prêmio Michael Faraday (2004), Prêmio Crafoord (2005), Prêmio Templeton (2011)
Assinatura
 
 

Martin John Rees, o barão Rees de Ludlow (York, 23 de junho de 1942), é um cosmologista e astrofísico britânico.

Foi o presidente da Royal Society entre 2005 e 2010.[1]

Mestre (diretor eleito pelo corpo de Fellows e responsável pela administração do colégio) do Trinity College, Cambridge, desde 2004. Professor de cosmologia e astrofísica da Universidade de Cambridge e professor visitante da Universidade de Leicester e do Imperial College London. Foi promovido a Astrônomo Real Britânico em 1995 e foi designado para a Câmara dos Lordes em 2005 como membro independente (não pertence a nenhum partido).

[editar] Condecorações

[editar] Prêmios

[editar] Homenagens

[editar] Publicações

[editar] Língua portuguesa

[editar] Língua espanhola

[editar] Língua inglesa

  • Cosmic Coincidences: Dark Matter, Mankind, and Anthropic Cosmology (co-autor John Gribbin), 1989, Bantam, ISBN 0-553-34740-3
  • New Perspectives in Astrophysical Cosmology, 1995, ISBN 0-521-64544-1
  • Gravity’s Fatal Attraction: Black Holes in the Universe, 1995, ISBN 0-7167-6029-0
  • Before the Beginning – Our Universe and Others, 1997, ISBN 0-7382-0033-6
  • Just Six Numbers: The Deep Forces That Shape the Universe, 2000, ISBN 0-465-03673-2
  • Our Cosmic Habitat, 2001, ISBN 0-691-11477-3
  • The Illustrated Encyclopedia of the Universe com Ian Ridpath, 2001, Watson-Guptill, ISBN 0-823-02512-8
  • Our Final Hour: A Scientist’s Warning: How Terror, Error, and Environmental Disaster Threaten Humankind’s Future In This Century–On Earth and Beyond (UK title: Our Final Century: Will the Human Race Survive the Twenty-first Century?), 2003, ISBN 0-465-06862-6

Referências

  1. President’s Anniversary Address (em inglês). The Royal Society. Página visitada em 18 de abril de 2008.
  2. Martin Rees wins controversial £1m Templeton prize (em inglês). Página visitada em 11 de abril de 2011

[editar] Ligações externas

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Wikiquote Citações no Wikiquote
 
Precedido por
Arnold Wolfendale
Astrônomo Real Britânico
1995atualidade
Sucedido por
Precedido por
Robert May
Presidentes da Royal Society
20052010
Sucedido por
Paul Nurse

 

 
 Astrônomos Reais
1675 John Flamsteed · 1720 Edmond Halley · 1742 James Bradley · 1762 Nathaniel Bliss · 1765 Nevil Maskelyne · 1811 John Pond · 1835 George Biddell Airy · 1881 William Christie · 1910 Frank Dyson · 1933 Harold Spencer Jones · 1956 Richard van der Riet Woolley · 1972 Martin Ryle · 1982 Francis Graham-Smith · 1991 Arnold Wolfendale · 1995 Martin Rees
 
 Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society (1824 – 2011)
Medalha de Prata 1824 Karl Rümker, Jean-Louis Pons • 1827 William Samuel Stratford, Col. Mark Beaufoy A medalha de ouro de Asaph Hall, 1879.
Medalha de
Reconhecimento (1848)
George Biddell Airy, John Couch Adams, Friedrich Wilhelm August Argelander, George Bishop, George Everest, John Herschel, Peter Andreas Hansen, Karl Ludwig Hencke, John Russell Hind, Urbain Le Verrier, John William Lubbock, Maxmilian Weisse
Medalha de Ouro 1824 Charles Babbage, Johann Franz Encke 1826 John Herschel, James South, Wilhelm Struve 1827 Francis Baily 1828 Thomas Brisbane, James Dunlop, Caroline Herschel 1829 William Pearson, Friedrich Wilhelm Bessel, Heinrich Christian Schumacher 1830 William Richardson, Johann Franz Encke 1831 Henry Kater, Marie-Charles Damoiseau 1833 George Biddell Airy 1835 Manuel John Johnson 1836 John Herschel 1837 Otto August Rosenberger 1839 John Wrottesley 1840 Giovanni Plana 1841 Friedrich Wilhelm Bessel 1842 Peter Andreas Hansen 1843 Francis Baily 1845 Captain William Henry Smyth 1846 George Biddell Airy 1849 William Lassell 1850 Otto Wilhelm von Struve 1851 Annibale de Gasparis 1852 Christian August Friedrich Peters 1853 John Russell Hind 1854 Karl Rümker 1855 William Rutter Dawes 1856 Robert Grant 1857 Samuel Heinrich Schwabe 1858 Robert Main 1859 Richard Christopher Carrington 1860 Peter Andreas Hansen 1861 Hermann Mayer Salomon Goldschmidt 1862 Warren De La Rue 1863 Friedrich Wilhelm August Argelander 1865 George Phillips Bond 1866 John Couch Adams 1867 William Huggins, William Allen Miller 1868 Urbain Le Verrier 1869 Edward James Stone 1870 Charles-Eugène Delaunay 1872 Giovanni Schiaparelli 1874 Simon Newcomb 1875 Heinrich Louis d’Arrest 1876 Urbain Le Verrier 1878 Ercole Dembowski 1879 Asaph Hall 1881 Axel Möller 1882 David Gill 1883 Benjamin Apthorp Gould 1884 Andrew Ainslie Common 1885 William Huggins 1886 Edward Charles Pickering, Charles Pritchard 1887 George William Hill 1888 Arthur Auwers 1889 Maurice Loewy 1892 George Darwin 1893 Hermann Carl Vogel 1894 Sherburne Wesley Burnham 1895 Isaac Roberts 1896 Seth Carlo Chandler 1897 Edward Barnard 1898 William Frederick Denning 1899 Frank McClean 1900 Henri Poincaré 1901 Edward Charles Pickering 1902 Jacobus Kapteyn 1903 Hermann Struve 1904 George Ellery Hale 1905 Lewis Boss 1906 William Wallace Campbell 1907 Ernest William Brown 1908 David Gill 1909 Oskar Backlund 1910 Karl Friedrich Küstner 1911 Philip Herbert Cowell 1912 Arthur Robert Hinks 1913 Henri-Alexandre Deslandres 1914 Max Wolf 1915 Alfred Fowler 1916 John Dreyer 1917 Walter Sydney Adams 1918 John Evershed 1919 Guillaume Bigourdan 1921 Henry Norris Russell 1922 James Hopwood Jeans 1923 Albert Abraham Michelson 1924 Arthur Stanley Eddington 1925 Frank Dyson 1926 Albert Einstein 1927 Frank Schlesinger 1928 Ralph Allen Sampson 1929 Ejnar Hertzsprung 1930 John Stanley Plaskett 1931 Willem de Sitter 1932 Robert Grant Aitken 1933 Vesto Melvin Slipher 1934 Harlow Shapley 1935 Edward Arthur Milne 1936 Hisashi Kimura 1937 Harold Jeffreys 1938 William Hammond Wright 1939 Bernard Lyot 1940 Edwin Powell Hubble 1943 Harold Spencer Jones 1944 Otto Struve 1945 Bengt Edlén 1946 Jan Hendrik Oort 1947 Marcel Minnaert 1948 Bertil Lindblad 1949 Sydney Chapman 1950 Joel Stebbins 1951 Anton Pannekoek 1952 John Jackson 1953 Subrahmanyan Chandrasekhar 1954 Walter Baade 1955 Dirk Brouwer 1956 Thomas George Cowling 1957 Albrecht Unsöld 1958 André-Louis Danjon 1959 Raymond Arthur Lyttleton 1960 Viktor Ambartsumian 1961 Herman Zanstra 1962 Bengt Strömgren 1963 Harry Hemley Plaskett 1964 Martin Ryle, William Maurice Ewing 1965 Edward Bullard, Gerald Maurice Clemence 1966 Ira Sprague Bowen, Harold Clayton Urey 1967 Hannes Alfvén, Allan Rex Sandage 1968 Fred Hoyle, Walter Munk 1969 Albert Thomas Price, Martin Schwarzschild 1970 Horace Welcome Babcock 1971 Frank Press, Richard van der Riet Woolley 1972 Hal Thirlaway, Fritz Zwicky 1973 Francis Birch, Edwin Ernest Salpeter 1974 Ludwig Biermann, Keith Edward Bullen 1975 Jesse Leonard Greenstein, Ernst Öpik 1976 William McCrea, John Ashworth Ratcliffe 1977 D. R. Bates, John Gatenby Bolton 1978 Lyman Spitzer, James van Allen 1979 Leon Knopoff, Charles Gorrie Wynne 1980 Chaim Leib Pekeris, Maarten Schmidt 1981 J. F. Gilbert, Bernard Lovell 1982 Riccardo Giacconi, Harrie Massey 1983 Michael J. Seaton, Fred Whipple 1984 Stanley Keith Runcorn, Jakov Seldovich 1985 Thomas Gold, Stephen Hawking 1986 George E. Backus, Alexander Dalgarno 1987 Takeshi Nagata, Martin Rees 1988 Don Lorraine Anderson, Cornelis de Jager 1989 Raymond Hide, Ken Pounds 1990 James W. Dungey, Bernard Pagel 1991 Vitaly Ginzburg, Gerald Joseph Wasserburg 1992 Dan Peter McKenzie, Eugene Parker 1993 Peter Goldreich, Donald Lynden-Bell 1994 James Gunn, Thomas R. Kaiser 1995 John Houghton, Rashid Sunyaev 1996 K. Creer, Vera Rubin 1997 D. Farley, Donald Osterbrock 1998 Robert Ladislav Parker, James Peebles 1999 Kenneth Budden, Bohdan Paczyński 2000 Leon Lucy, Robert Hutchinson 2001 Hermann Bondi, Henry Rishbeth 2002 Leon Mestel, John Arthur Jacobs 2003 John Norris Bahcall, David Gubbins 2004 Jeremiah Paul Ostriker, Grenville Turner 2005 Margaret Burbidge, Geoffrey Burbidge, Carole Jordan 2006 Simon White, S. W. H. Cowley 2007 J. Leonard Culhane, Nigel Weiss 2008 Joseph Silk, Brian Kennett 2009 David Williams, Eric Priest 2010 Douglas Gough, John Woodhouse 2011 Richard Ellis, Eberhard Gruen
 
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v • e

Medalha Oskar Klein (1988 — 2010)

1988: Chen Ning Yang · 1989: Steven Weinberg · 1990: Hans Bethe · 1991: Alan Guth · 1992: John Archibald Wheeler · 1993: Tsung-Dao Lee · 1994: The Oskar Klein Centenary Symposium, 19 a 21 de setembro de 1994 · 1995: Nathan Seiberg · 1996: Alexander Polyakov · 1997: James Peebles · 1998: Edward Witten · 1999: Gerardus ‘t Hooft · 2000: David Gross · 2001: Andrei Linde · 2002: Martin Rees · 2003: Stephen Hawking · 2004: Pierre Ramond · 2005: Yoichiro Nambu · 2006: Viatcheslav Mukhanov · 2007: Gabriele Veneziano · 2008: Helen Quinn · 2009: Peter Higgs · 2010: Alexei Starobinsky
 
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v • e

Presidentes da Royal Society

Século XVII

1660–1662: Robert Moray • 1662–1677: William Brouncker • 1677–1680: Joseph Williamson • 1680–1682: Christopher Wren • 1682–1683: John Hoskins • 1683–1684: Cyril Wyche • 1684–1686: Samuel Pepys • 1686–1689: John Vaughan • 1689–1690: Thomas Herbert • 1690–1695: Robert Southwell • 1695–1698: Charles Montagu

Século XVIII

1698–1703: John Somers • 1703–1727: Isaac Newton • 1727–1741: Hans Sloane • 1741–1752: Martin Folkes • 1752–1764: George Parker • 1764–1768: James Douglas • 1768: James Burrow • 1768–1772: James West • 1772: James Burrow • 1772–1778: John Pringle

Século XIX

1778–1820: Joseph Banks • 1820: William Hyde Wollaston • 1820–1827: Humphry Davy • 1827–1830: Davies Gilbert • 1830–1838: Príncipe Augustus Frederick • 1838–1848: Joshua Alwyne Compton • 1848–1854: William Parsons • 1854–1858: John Wrottesley • 1858–1861: Benjamin Collins Brodie • 1861–1871: Edward Sabine • 1871–1873: George Biddell Airy • 1873–1878: Joseph Dalton Hooker • 1878–1883: William Spottiswoode • 1883–1885: Thomas Henry Huxley • 1885–1890: George Gabriel Stokes • 1890–1895: William Thomson • 1895–1900: Joseph Lister

Século XX

1900–1905: William Huggins • 1905–1908: John William Strutt • 1908–1913: Archibald Geikie • 1913–1915: William Crookes • 1915–1920: Joseph John Thomson • 1920–1925: Charles Scott Sherrington • 1925–1930: Ernest Rutherford • 1930–1935: Frederick Gowland Hopkins • 1935–1940: William Henry Bragg • 1940–1945: Henry Hallett Dale • 1945–1950: Robert Robinson • 1950–1955: Edgar Douglas Adrian • 1955–1960: Cyril Norman Hinshelwood • 1960–1965: Howard Walter Florey • 1965–1970: Patrick Maynard Stuart Blackett • 1970–1975: Alan Hodgkin • 1975–1980: Alexander Todd • 1980–1985: Andrew Huxley • 1985–1990: George Porter • 1990–1995: Michael Atiyah • 1995–2000: Aaron Klug

Século XXI

2000–2005: Robert May • 2005–2010: Martin Rees • 2010–2015: Paul Nurse

 
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v • e

Prêmio Templeton

1973: Madre Teresa de Calcutá · 1974: Roger Schütz · 1975: Sarvepalli Radhakrishnan · 1976: Leo-Jozef Suenens · 1977: Chiara Lubich · 1978: Thomas Torrance · 1979: Nikkyo Niwano · 1980: Ralph Wendell Burhoe · 1981: Cicely Saunders · 1982: Billy Graham · 1983: Alexander Soljenítsin · 1984: Michael Bourdeaux · 1985: Alister Hardy · 1986: James I. McCord · 1987: Stanley Jaki · 1988: Inamullah Khan · 1989: Carl Friedrich von Weizsäcker, James I. McCord · 1990: Baba Amte, Charles Birch · 1991: Immanuel Jakobovits · 1992: Kyung-Chik Han · 1993: Charles Colson · 1994: Michael Novak · 1995: Paul Davies · 1996: Bill Bright · 1997: Pandurang Shastri Athavale · 1998: Sigmund Sternberg · 1999: Ian Barbour · 2000: Freeman Dyson · 2001: Arthur Peacocke · 2002: John Polkinghorne · 2003: Holmes Rolston III · 2004: George F. R. Ellis · 2005: Charles Townes · 2006: John D. Barrow · 2007: Charles Taylor · 2008: Michał Heller · 2009: Bernard d’Espagnat · 2010: Francisco José Ayala · 2011: Martin Rees

Richard Dawkins

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

 

 

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Richard Dawkins
Etólogo e biólogo evolutivo
Richard Dawkins Cooper Union Shankbone.jpgNova Iorque, 2010
 
Dados gerais
Nome de nascimento Clinton Richard Dawkins
Nacionalidade Britânica
Residência Oxford, Inglaterra
 
Nascimento 26 de março de 1941 (70 anos)
Local Nairobi, Quênia
 
Actividade
Campo(s) Etólogo e biólogo evolutivo
Instituições Universidade de Berkeley
Universidade de Oxford
New College, Oxford
Alma mater Balliol College
Conhecido(a) por Publicação “O Gene Egoísta
Introduzir o conceito meme
Defensor do ateísmo e do racionalismo
Crítico da religião
 
Prêmio(s) Medalha de prata da Sociedade Zoológica de Londres (1989), Prêmio Michael Faraday (1990)
Prêmio Kistler (2001)
Assinatura
 
 

Clinton Richard Dawkins (Nairobi, 26 de março de 1941) é um eminente zoólogo, etólogo, evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico, natural do Quênia, além de ex-professor da Universidade de Oxford.

Dawkins é conhecido principalmente pela sua visão evolucionista centrada no gene, exposta em seu livro O Gene Egoísta, publicado em 1976. O livro também introduz o termo “meme“, o que ajudou na criação da memética. Em 1982, ele realizou uma grande contribuição à ciência da evolução com a teoria, apresentada em seu livro O Fenótipo Estendido, de que o efeito fenotípico não se limita ao corpo de um organismo, mas sim de que o efeito influencia no ambiente em que vive este organismo. Desde então escreveu outros livros sobre evolução e apareceu em vários programas de televisão e rádio para falar de temas como biologia evolutiva, criacionismo e religião.

Dawkins também é famoso por sua defesa e divulgação de correntes como o ateísmo, ceticismo e humanismo. Também é um entusiasta do movimento bright e, como comentador de ciência, religião e política, um dos maiores intelectuais conhecidos no mundo.[1] Esses assuntos são retratados em Deus, um delírio, livro de sua autoria que se tornou best-seller em várias partes do mundo. Através de diversos fatos científicos, Dawkins nos mostra sua ideia da inexistência de Deus. Em enquete realizada pela revista Prospect em 2005, sobre os maiores intelectuais da atualidade, Richard Dawkins ficou com a terceira posição, atrás somente de Umberto Eco e Noam Chomsky.

Por sua intransigente defesa à teoria de Darwin, recebeu o apelido de “rottweiler de Darwin” (Darwin’s rottweiler), em alusão ao apelido de Thomas H. Huxley, que era chamado de “buldogue de Darwin” (Darwin’s bulldog).

[editar] Biografia

Cquote1.svg O mundo e o universo são lugares extremamente belos, e quanto mais os compreendemos mais belos eles parecem. Cquote2.svg

Richard Dawkins

Dawkins em março de 2005, Bransgore.

Clinton Richard Dawkins nasceu em 26 de março de 1941 na capital do Quênia, Nairobi, onde seu pai, Clinton John Dawkins, era um fazendeiro que, por causa da Segunda Guerra Mundial, foi chamado para servir em Malawi ao lado Forças Aliadas, mudando-se então da Inglaterra para o Quênia. Apesar de seu pai ter sido convocado para servir na guerra, ele foi criado no leste da África até 1949, quando finalmente mudou-se com a família para a Inglaterra. De 1959 a 1962, Dawkins trabalhou como estagiário de zoologia no Balliol College, em Oxford, onde foi influenciado pelas ideias do biólogo dinamarquês Nikolaas Tinbergen. Tinbergen, autor de The Study of Instinct (1951), foi um dos primeiros biólogos a explorar a natureza do comportamento animal. Tal empenho fez surgir um novo ramo da ciência – a Etologia (Tinbergen acabou ganhando um prêmio Nobel em 1973 pelo seu estudo pioneiro do comportamento dos animais).

Dawkins formou-se em 1962 e partiu para o doutorado sob a direção de Tinbergen, quando então desenvolveu um bom relacionamento com seu tutor. Logo depois, Dawkins foi agraciado com o título de professor assistente de Zoologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley (19671969). Voltou para Oxford como auxiliar de ensino em Zoologia, e, algum tempo depois, ganhou o título de membro do New College.

Em 1997 Dawkins ganhou o International Cosmos Prize e em 2001, o prêmio Kistler, no mesmo ano em que foi eleito membro da Royal Society. Em 2005 encabeçou a lista da revista Prospect, de orientação esquerdista, como o maior intelectual britânico, recebendo mais do que o dobro dos votos do vice-colocado.

Em 2005 a organização alemã Alfred Toepfer Stiftung concedeu-lhe o prêmio Shakespeare, em reconhecimento a sua “apresentação concisa e acessível do conhecimento científico”.

Além de sua carreira acadêmica, Richard Dawkins também é um intelectual polêmico, com colunas publicadas em jornais britânicos como o The Guardian. Suas opiniões estão geralmente voltadas para o papel da religião na sociedade, o qual Dawkins gostaria de ver diminuído.[1] Ele também é um divulgador da ciência e do pensamento científico, defendendo sempre que a escola (e a sociedade em geral) deveria dar mais atenção a esses aspectos.

[editar] Trabalho

Falando em Reykjavík, 2006.

Foi durante os estudos em Oxford que Dawkins desenvolveu as principais linhas de trabalho que norteiam seu ponto de vista científico. Ele é frequentemente citado pela expressão “máquina de sobrevivência”, uma combinação de outras duas expressões de Tinbergen, “máquina de comportamento” e “equipamento para sobrevivência”, que sempre lhe vinham à cabeça quando lecionava em Oxford.

Dawkins deparou-se com o conceito de genes como unidades de seleção, por influência de W. D. Hamilton. Tradicionalmente a seleção natural é vista como um processo que seleciona os indivíduos mais adaptados; a visão centrada nos genes vai mais profundamente e entende isso como uma seleção indireta dos genes que determinam esse fenótipo mais adaptado nesses indivíduos. Dessa forma, a competição pelos recursos ambientais na seleção natural não se daria apenas entre indivíduos, entre diferentes genes possuídos por esses diferentes organismos. Esta ideia foi divulgada por Dawkins no seu livro de divulgação científica, “O Gene Egoísta“, que obteve um grande impacto na comunidade científica, o qual acabou associando fortemente seu nome e essa visão.[1]

Fotografia de Richard Dawkins durante uma conferência em Reykjavík, Islândia, em 24 de junho de 2006.

Dawkins acrescentou mais uma ideia àquela da seleção natural focada nos genes, e esta ideia foi a de existem “memes“, uma metáfora para caracteres da herança cultural com os genes estão da herança biológica. Estes memes são, portanto, ideias e costumes que podem se comunicar, cooperar e competir entre si. Genes e memes, de mais a mais, poderiam agir juntos influenciando a sobrevivência e, conseqüentemente, os caminhos da evolução dos organismos. Dawkins supôs que tanto os genes quanto os memes seriam eficientes, já que, de acordo com sua hipótese, são replicadores – são passados adiante (seja entre corpos ou entre mentes), através de suas cópias (nem sempre fiéis, o que permitiria mutações). Um meme pode ser um trecho de uma música (que “gruda” nas mentes de quem a ouve), ou mesmo uma religião (que seria considerada um conjunto de memes associados, um memeplexo).

Dawkins na 34ª conferência anual dos American Atheists, em 2008.

O desenvolvimento do conceito de replicador por Dawkins incluía a ideia de que é insensato pensar na evolução das aves sem reconhecer que elas fazem ninhos, e que é igualmente insensato considerar a evolução dos castores sem reconhecer a vital importância da habilidade herdada por eles em construir barragens e abrigos eficientes. Os organismos possivelmente são organizados para terem corpos e comportamentos determinados largamente pela sua herança genética e, também, nos casos de organismos mais sofisticados, organizados para explorar ou construir objetos úteis para sua sobrevivência, habilidade esta decorrente da herança genética.

Em biologia, a herança genética de um indivíduo é chamada genótipo, enquanto a aparência física é chamada fenótipo. Dawkins estabeleceu um postulado que associava organismo e artefato (objeto útil produzido pelo organismo) ligado ao código genético do organismo, chamando essa associação de fenótipo estendido. Dawkins levou adiante seu conceito de fenótipo estendido para além da associação organismo-artefato e abrangeu também a família do organismo, o seu grupo social e todos os instrumentos e ambientes criados pelo indivíduo e grupo. Sua hipótese pretende explicar muitos fenômenos como uma manifestação física do código genético do indivíduo, que age através do fenótipo estendido.

Cquote1.svg Para não acreditar na evolução você deve ser ignorante, estúpido ou insano.[2] Cquote2.svg

Richard Dawkins

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[editar] Prêmios

  • Zoological Society of London Silver Medal (1989)
  • Prêmio Michael Faraday (1990)
  • Kistler Prize (2001)
  • Kelvin Medal (2002)

Referências

  1. a b c Texto Barbara Axt; Super Interessante (Agosto de 2007). O aitolá dos ateus. Página visitada em 19 de março de 2011. ““Meu grande sonho é a completa destruição de todas as religiões do mundo” […] Dawkins é considerado um dos mais importantes intelectuais do mundo e um dos mais famosos divulgadores de assuntos científicos. […] O Gene Egoísta, de 1976 … revolucionou a área de biologia evolutiva
09/08/2010 – 15h31

Homem precisa se enganar, diz biólogo

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

Platão, Kant e… Trivers?

Se essa lista parece estranha, Steven Pinker, talvez o mais importante psicólogo contemporâneo, discorda.

O biólogo Robert Trivers, diz, é um dos grandes pensadores da história do Ocidente -provavelmente o único deles que é defensor da maconha, apaixonado pela Jamaica e entusiasta do grupo de radicais negros Panteras Negras (ainda que branco).

Adriano Vizoni/Folhapress
O biologo americano Robert Trivers, durante palestra no auditorio do Instituto de Biociencias da USP
O biologo americano Robert Trivers, durante palestra no auditorio do Instituto de Biociencias da USP

A empolgação com o cientista se deve ao fato de que Trivers, quase sozinho, revolucionou a psicologia, ao propor, nos anos 1970, elos entre o comportamento humano e a teoria da evolução.

Trivers correlacionou, por exemplo, as diferenças entre o comportamento sexual masculino e o feminino ao fato de que homens investem menos em cada filho do que as mulheres (veja abaixo).

Seu tema de interesse atual é o autoengano. Ele defende que os humanos evoluíram para acreditar em mentiras que os façam se sentir melhor e que justifiquem suas atitudes.

O sujeito que, contra todas as evidências, acha que vai se recuperar de uma doença fatal, ou a mulher que se recusa a enxergar que o marido claramente a trai estão, então, apenas sendo humanos.

Apesar da aclamação atual, Trivers, 67, demorou para engrenar como cientista. Quando ainda era aluno da Universidade Harvard, ele trilhou um caminho impressionantemente torto.

WITTGENSTEIN DEMAIS

Tudo dava errado: tentou ser matemático, mas desistiu. Resolveu ser historiador, graduou-se em Harvard, mas ficou desanimado com os livros de história americana. Muita ‘autoglorificação’.

Quis então ser advogado, mas não pôde entrar na escola de direito porque teve um colapso mental (ficava lendo Wittgenstein noite adentro e não dormia quase nada) e acabou tendo de ser internado para tomar antipsicóticos.

  Editoria de Arte/Folhapress  

Quando estava se recuperando, conseguiu um emprego para escrever e ilustrar livros de ciências que seriam usados em escolas por alunos de ensino médio.

Os livros venderam bem menos que o esperado- desagradaram aos mais conservadores, porque incluíam animais fazendo sexo e ignoravam o criacionismo.

O trabalho, porém, serviu para despertar o gosto de Trivers pela biologia, e ele conseguiu ser doutorando de Ernst Mayr (1904-2005), um dos principais teóricos evolutivos do século 20.

RENAS SIM, QUÍMICA NÃO

Mayr pediu que Trivers fizesse matérias na graduação. Ele preferiu usar o tempo para viajar e ver renas no Ártico.

Quando um comitê em Harvard percebeu a safadeza, quis que Trivers estudasse química orgânica. Ele disse que não havia motivo para preocupações: já estava até matriculado na disciplina.

Poucas horas depois de sair da reunião, vendeu o seu livro de química orgânica e queimou as peças de plástico que os alunos usavam para simular moléculas.

Apesar da rebeldia, os trabalhos publicados pelo garoto logo chamaram a atenção. Seu ponto central: atitudes humanas poderiam ser explicadas pelo sucesso reprodutivo que trazem.

Desavenças em Harvard (leia à direita) fizeram que, em 1978, Trivers saísse daquela universidade. Só voltaria quase 30 anos depois.

Nesse intervalo, exceto por alguns anos em Nova Jersey, Trivers alternou seus dias entre a Costa Oeste americana (era professor na Universidade da Califórnia em Santa Cruz) e sua grande paixão, a Jamaica.

Estudou os lagartos do país, mas isso era só um pretexto, conta. Ficou encantado mesmo com as mulheres jamaicanas -acabou se casando com duas delas (não ao mesmo tempo). Encontrou no país um paraíso: diz-se apaixonado pela cultura rastafári e por mulheres negras ou mestiças.

BLACK POWER

Nos anos 1980, na Califórnia, ele conheceu Huey Newton, líder dos Panteras Negras, grupo revolucionário americano que pregava que negros deveriam se armar para se defender.

Tornaram-se grandes amigos. Antes de ser assassinado, em 1989, Newton foi padrinho de uma das filhas de Trivers. Chegaram a escrever um trabalho científico sobre autoengano juntos -tema que interessava muito a Newton, diz Trivers. Esse se tornou, a partir dos anos 1990, o tópico favorito do biólogo.

Em paralelo, Trivers conduziu um estudo com crianças jamaicanas. Mapeou seus rostos em busca de imperceptíveis assimetrias e, depois, avaliou o quanto elas eram consideradas bonitas por outras crianças.

Viu que, em muitos casos, não é possível, a olho nu, dizer quem é mais simétrico, mas que o cérebro dos ‘jurados’ consegue fazer esse cálculo inconscientemente e apontar o mais simétrico como o mais bonito.

Enquanto não está pesquisando, uma das coisas que gosta de fazer na Jamaica é fumar maconha com conhecidos. É entusiasta do uso da erva e acha que não há motivo para não legalizá-la.

‘Fumo há décadas’, diz, enquanto dá uma pancadinha ‘carinhosa’ no interlocutor. Não consegue medir bem a força desses tapas, o que faz que, com o tempo, as pessoas ao seu redor fiquem condicionadas a fugir dos seus movimentos de mão.

Esteve pela primeira vez no Brasil no final de julho. Falou no encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e deu uma palestra na USP. Ao ser questionado se estava gostando do país, soltou: ‘Claro! Muitas mulheres bonitas!

 

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