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Clube de Leitores de Ficção Científica convoca escritores

Postado por Toda Letra | Publicado em 24 de outubro de 2011

“Há um mercado grande lá fora ávido por consumir fantasia que tenha um diferencial que o folclore nacional pode dar”, afirma o jornalista e escritor Clinton Davisson.

Desde os tempos de José de Anchieta, no século XV, as lendas e mitologias do Brasil vêm despertando curiosidade e interesse. Seres como o curupira, o saci, o Boi-Tatá, o Capelobo, a cobra grande e muitos outros parecem ter inspirações das mais diversas.

Segundo os organizadores, embora o trabalho de Monteiro Lobato em sua série, O Sítio do Pica-pau Amarelo, tenha contribuído para preservar e divulgar essa mitologia brasileira, a exploração desses mitos por outros autores e gêneros, como o terror, ainda é tímida no Brasil, se compararmos ao grande volume de histórias que americanos, europeus e asiáticos fazem de suas próprias lendas e mitologias.

Assim, partindo do pressuposto de que a função de um Clube de Leitores é abrir espaço para inovações literárias e formar novos leitores, estão abertas as inscrições para a Coletânea Brasil Fantástico em parceria com a Editora Draco. A comissão organizadora será formada por Clinton Davisson, Daniel Borba, Hugo Vera e Romeu Martins.

Segundo o jornalista e escritor Clinton Davisson, a ideia surgiu porque ele está há três anos escrevendo um livro de terror baseado em mitologias brasileiras. “Acho que existe um campo muito grande e pouco explorado nessa área. Saci, curupira e a cuca sempre foram histórias para assustar, mas a popularização do Sítio do Pica-pau Amarelo, principalmente através da TV, transformou, criou uma visão infantil sobre essas criaturas. Não é culpa de Monteiro Lobato, que é, talvez, o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Mas ele escolheu uma linha que fez sucesso. Existem outras que podem ser exploradas”, explica.

Davisson explica que normalmente um autor brasileiro de fantasia gosta de falar de mitologia nórdica e escreve livros que se passam na Inglaterra. “Não estou dizendo que o autor de fantasia brasileiro é obrigado a escrever sobre curupira, na arte não pode haver limites. Só estou dizendo que há um mercado grande lá fora ávido por consumir fantasia que tenha um diferencial que o folclore nacional pode dar. E é para esse mercado que estamos querendo apontar. Em 2013, nossa intenção é lançar essa coletânea em inglês por uma editora norte-americana. É um caminho longo até lá, mas estamos empenhados nisso”, encerra.

O concurso

Os interessados em se inscrever devem mandar seus contos para [email protected] com cópia de segurança para [email protected] A submissão deve ser mandada somente em versão eletrônica, formato rich textfile (.RTF).

Os participantes devem se inscrever com pseudônimo para manter a imparcialidade do julgamento.

O prazo máximo é 31 de março de 2012.

Limites das submissões entre 4.000 e 10.000 palavras.

Os contos terão que se passar no Brasil em qualquer época ou talvez em alguma colônia espacial habitada por brasileiros, ou mesmo em algum lugar que tenha uma referência mínima de nossa pátria amada (Portugal é bem aceitável); terá que conter algum elemento ou elementos da mitologia nacional e, claro, algum elemento de fantasia e/ou ficção científica e/ou terror. Mitologias que não são de origem nacional, mas tiveram repercussão notável no Brasil como A Loura do Banheiro, o Chupa-cabras ou a Cuca, serão consideradas.

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