Home // SETI // Novo artigo sobre automata celulares e Paradoxo de Fermi

Novo artigo sobre automata celulares e Paradoxo de Fermi

Saiu um novo artigo sobre a hipótese de percolação para o Paradoxo de Fermi, onde simulações de automata celulares em três dimensões são usadas.  Dessa vez, a conclusão dos autores é a de que as simulações não suportam a hipótese.

Bom, acho que isso não é o fim da história. Eu já sabia que, para a hipótese dar certo, a difusão deveria ser critica (ou seja, formando um cluster crítico ou levemente supercrítico de planetas ocupados).

Ou seja, a hipótese precisa ser complementada com algum argumento de porque a difusão deveria ser crítica. Bom, como sistemas críticos são abundantes nos processos sociais e biológicos, eu acho que basta encontrar esse fator de criticalidade para justificar o modelo. Minha heurística seria:

  1. Comprovar que o processo de colonização nas Terra é crítico. Eu já sei que a distribuição de tamanho de colônias humanas (cidades) é uma lei de potência, e que a distribuição de áreas de municípios (e também de fazendas) também segue uma lei de Pareto. Mas falta comprovar que a distribuição de tamanhos de regiões desabitadas também é uma lei de potência.
  2. Entender o mecanismo que causou esse processo de difusão ou colonização não homogênea na Terra.
  3. Propor que um mecanismo similar ocorre no processo de colonização galáctica.
  4. Implementar isso em um automato celular probabilístico (PCA) e mostrar que a difusão crítica realmente ocorrer.

Eu poderia ter feito isso há tempos atrás (pois meu paper sobre o assunto é de 2001). Mas como todo mundo fica achando que esse tipo de trabalho não é Física mas sim Ficção Científica, eu não prossegui com essa linha de pesquisa.

Mas agora me lembro que certa vez Roland Koberle me disse que ele fazia Ficção Científica (ou seja, especulação teórica científica): afinal, ele estava estudando Termodinâmica de Buracos Negros…

Spatial dispersion of interstellar civilizations: a probabilistic site percolation model in three dimensions

Thomas W. Haira1 c1 and Andrew D. Hedmana1

a1 College of Arts and Sciences, Florida Gulf Coast University, 10501 FGCU Blvd, South, Fort Myers, FL 33965, USA

Abstract

A model of the spatial emergence of an interstellar civilization into a uniform distribution of habitable systems is presented. The process of emigration is modelled as a three-dimensional probabilistic cellular automaton. An algorithm is presented which defines both the daughter colonies of the original seed vertex and all subsequent connected vertices, and the probability of a connection between any two vertices. The automaton is analysed over a wide set of parameters for iterations that represent up to 250 000 years within the model’s assumptions. Emigration patterns are characterized and used to evaluate two hypotheses that aim to explain the Fermi Paradox. The first hypothesis states that interstellar emigration takes too long for any civilization to have yet come within a detectable distance, and the second states that large volumes of habitable space may be left uninhabited by an interstellar civilization and Earth is located in one of these voids.

 

Posted in SETI and tagged as , , , , , , , , , , , ,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *