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Ultimatum Game, empatia e geek syndrome

Mais referências para meu paper sobre relacão entre geek syndrome e ateísmo.

Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game 

Paul J. Zak, Robert Kurzban, Sheila Ahmadi, Ronald S. Swerdloff, Jang Park, Levan Efremidze, Karen Redwine, Karla Morgan, William MatznerGenerosity in the Ultimatum Game Testosterone … Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game … draws. Using the UltimatumGame from behavioralPLoS ONE: Research Article, published 16 Dec 200910.1371/journal.pone.0008330


Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks

Jaime Iranzo, Luis M. Floría, Yamir Moreno, Angel Sánchezin the Ultimatum Game: Small Groups and Networks Empathy Emerges Spontaneously in Ultimatum Games Jaime Iranzo … Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks … . TheUltimatum game, in which one subject proposes how to sharePLoS ONE: Research Article, published 26 Sep 201210.1371/journal.pone.0043781


Cognitive Control and Individual Differences in Economic Ultimatum Decision-Making

Wim De Neys, Nikolay Novitskiy, Leen Geeraerts, Jennifer Ramautar, Johan Wagemansin Economic Ultimatum Decision-Making Cognitive Control and Ultimatum Game Wim De Neys 1 * Nikolay … Cognitive Control and Individual Differences in EconomicUltimatum Decision-Making … ultimatum game, for example, most people turn downPLoS ONE: Research Article, published 09 Nov 201110.1371/journal.pone.0027107


Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game

Songfa Zhong, Salomon Israel, Idan Shalev, Hong Xue, Richard P. Ebstein, Soo Hong ChewPreference in Ultimatum Game DRD4/Season of Birth/Fairness … Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game … of theultimatum game , in which two individuals decide on howPLoS ONE: Research Article, published 03 Nov 201010.1371/journal.pone.0013765


Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games with Anonymity

Ning Ma, Nan Li, Xiao-Song He, De-Lin Sun, Xiaochu Zhang, Da-Ren Zhangby Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games … Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from ModifiedUltimatum Games with Anonymity … is still controversial. With modified ultimatumgamesPLoS ONE: Research Article, published 28 Jun 201210.1371/journal.pone.0039619


Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game

Alessandra Mancini, Viviana Betti, Maria Serena Panasiti, Enea Francesco Pavone, Salvatore Maria Agliotia Bilateral Ultimatum Game Suffering Makes You Egoist … Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game … of the Ultimatum Game (UG) both in the role of responderPLoS ONE: Research Article, published 12 Oct 201110.1371/journal.pone.0026008


Mathematically Gifted Adolescents Have Deficiencies in Social Valuation and Mentalization

Kyongsik Yun, Dongil Chung, Bosun Jang, Jin Ho Kim, Jaeseung Jeongof the same age using the repeated Ultimatum Game. Twenty … participated in theUltimatum Game. Two adolescents … as a responder. Because of its simplicity, theUltimatum GamePLoS ONE: Research Article, published 04 Apr 201110.1371/journal.pone.0018224

Existe uma hierarquia das ciências?

Do SBlogI:

Existe uma hierarquia das ciências?

A física está no topo da hierarquia científica, as ciências sociais na base e as ciências biológicas em posição intermediária. Esta idéia é “assumida” por muita gente, inclusive cientistas. Os físicos dizem que ela é “intuitiva” e está refletida em vários aspectos da vida acadêmica. Muitas vezes dita na forma que as ciências físicas são mais duras.
A “dureza” das ciências é assumida pelo grau com que os seus resultados são determinados por dados e teorias no lugar por fatores não cognitivos. Lembre que a idéia de medicina baseada em evidências não é muito antiga, ainda há quem faça medicina mais como arte.
Mas, qual o embasamento científico da afirmativa desta hierarquia científica. Os resultados e teorias da física são mesmo mais baseados em dados sólidos? Um artigo recente na PLoS ONE, provocativamente intitulado “Positive” Results Increase Down the Hierarchy of the Sciences, analisa esta questão. O estudo analisou 2.434 trabalhos de várias disciplinas que declaravam haver testado uma hipótese e determinaram quantos trabalhos haviam chegado a resultados “positivos” ou “negativos” para confirmação da hipótese. Eles assumiram que se a hierarquia científica estiver correta os pesquisadores de ciências menos “duras”, por terem menos restrições aos seus vieses conscientes ou inconscientes terão mais resultados positivos.
Os dados mostrados confirmaram a hipótese, para disciplinas, campos científicos e metodologias. Há vários elementos que foram considerados na análise, como as diferenças entre disciplinas puras e aplicadas, teste de mais de uma hipótese.
O quadro geral (Figura 1 do trabalho e reproduzida acima) por disciplina indica diferenças interessantes:
“the odds of reporting a positive result were around 5 times higher among papers in the disciplines of Psychology and Psychiatry and Economics and Business compared to Space Science …. In all comparisons, biological studies had intermediate values.”
Eles concluem que a natureza das hipóteses testadas e a lógica e o rigor empregado para testá-las variam de forma sistemática entre disciplinas e campos científicos e que há uma hierarquia sim.
O que acham da posição da imunologia?
Fanelli, D. (2010). “Positive” Results Increase Down the Hierarchy of the Sciences PLoS ONE, 5 (4) DOI: 10.1371/journal.pone.0010068

Aliens e Sondas Extraterrestres: cadê todo mundo?

Mais referências para o meu paper sobre Paradoxo de Fermi:

Galactic exploration by directed Self-Replicating Probes, and its implications for the Fermi paradox

Martin T. Barlow
(Submitted on 5 Jun 2012 (v1), last revised 20 Aug 2012 (this version, v2))

This paper proposes a long term scheme for robotic exploration of the galaxy,and then considers the implications in terms of the `Fermi paradox’ and our search for ETI. We discuss the parameter space of the `galactic ecology’ of civilizations in terms of the parameters T (time between ET civilizations arising) and L, the lifetime of these civilizations. Six different regions are described.

Comments: 1 figure
Subjects: Popular Physics (physics.pop-ph)
Cite as: arXiv:1206.0953 [physics.pop-ph]
(or arXiv:1206.0953v2 [physics.pop-ph] for this version)

Fermi Paradox Points to Fewer Than 10 Extraterrestrial Civilizations

 

The absence of alien probes visiting the solar system places severe limits on the number of advanced civilizations that could be exploring the galaxy.

 

Aliens on Earth. Are reports of close encounters correct?

(Submitted on 26 Mar 2012 (v1), last revised 12 Jul 2012 (this version, v2))

Popular culture (movies, SF literature) and witness accounts of close encounters with extraterrestrials provide a rather bizarre image of Aliens behavior on Earth. It is far from stereotypes of human space exploration. The reported Aliens are not missions of diplomats, scientists nor even invasion fleets; typical encounters are with lone ETs (or small groups), and involve curious behavior: abductions and experiments (often of sexual nature), cattle mutilations, localized killing and mixing in human society using various methods. Standard scientific explanations of these social memes point to influence of cultural artifacts (movies, literature) on social imagination, projection of our fears and observations of human society, and, in severe cases, psychic disorder of the involved individuals. In this work we propose an alternate explanation, claiming that the memes might be the result of observations of actual behavior of true Aliens, who, visiting Earth behave in a way that is then reproduced by such memes. The proposal would solve, in natural way, the Fermi paradox.

Comments: Revised version, taking into account the British Ministry of Defence unclassified UFO related documents
Subjects: Popular Physics (physics.pop-ph); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:1203.6805 [physics.pop-ph]
(or arXiv:1203.6805v2 [physics.pop-ph] for this version)

Ciência como Brincadeira

Em Alfa Centauri B, planeta com massa igual à da Terra

Acredito que o Paradoxo de Fermi tem um poder heurístico ainda inexplorado. Ou seja, o Paradoxo pode ser usado como evidência (a ser explicada) contra possibilidades ou especulações científicas tais como Inteligência Artificial, Viagens por Túneis de Minhoca ou Máquinas do Tempo. Ele estabelece afirmações de impossibilidade similares ao enunciado da segunda lei da Termodinâmica em termos de impossibilidade de se criar uma máquina do Moto Perpétuo.

Por exemplo, seja R(t) o raio de detecção de civilizações extraterrestres, ou seja, um raio (que depende do tempo) no qual nossa tecnologia é capaz de detectar tais civilizações. Podemos afirmar a partir desse conceito que não existe nenhuma civilização mais avançada que a nossa em um raio menor que R(t), dado que ela teria tido tempo de nos detectar e possivelmente nos colonizar.

Por outro lado, seja R_c o raio de colonização da civilização galática mais próxima do Sol e seja D a distância entre o centro dessa civilização e o Sol. Pelo Paradoxo de Fermi (“Onde está todo mundo?”), podemos concluir que D > R_c, a menos que o processo de colonização não seja descrito por uma difusão simples mas sim por uma difusão anômala, talvez fractal, de modo que a Terra se situa dentro de uma bolha vazia, não colonizada. Sendo assim, podemos concluir que não existem civilizações avançadas próximas de nós.

Também podemos prever que não estamos em uma região típica da Galáxia (em termos de densidade de planetas habitáveis). O mais provável é que estamos em uma região atípica (similar ao Deserto do Saara aqui na Terra) onde os planetas habitáveis e habitados são raros.  Ou seja, eu posso prever com algum grau de confiança que o telescópio Kepler vai detectar uma distribuição de planetas atípica (em termos de massa, distância da estrela central, presença na zona habitável da estrela – onde é possível haver água líquida etc.). Ou seja, vai ser muito difícil achar nas proximidades do Sol um planeta tipo Terra, situado na zona habitável de uma estrela mais velha que o Sol, pois tal planeta possivelmente seria habitado e sua civilização já teria  tido um monte de tempo para nos colonizar. 

Por outro lado, podemos usar o Paradoxo de Fermi para eliminar a possibilidade de Inteligencia Artificial Forte Auto-reprodutiva (sondas de Von Newman ou Monolitos Negros do filme 2010). Se tais sondas fossem factíveis de serem criadas, elas estariam já aqui.

Bom, a alternativa à todos esses argumentos baseados no Paradoxo de Fermi é que eles realmente já estão aqui: podemos elaborar todo tipo de raciocínio conspiratório à la Arquivo X para tentar justificar a pergunta básica de porque os ETs, se realmente existem, não entram em contado conosco. Uma hipótese menos conspiratória seria que eles são antropólogos bonzinhos que já aprenderam que toda civilização inferior é destruída ou no mínimo absorvida culturalmente, pela civilização superior após um contato (Hipótese Zoo).

Finalmente, o Paradoxo de Fermi aumenta o ceticismo em relação à viagens com velocidade superluminal, warp drives etc. E uma versão temporal do Paradoxo pergunta: se é possível construir máquinas do tempo, onde estão os visitantes temporais? 

17/10/2012 – 05h05

Pesquisadores encontram planeta vizinho que é gêmeo da Terra

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

É provavelmente a notícia mais esperada desde que o primeiro planeta fora do Sistema Solar foi descoberto, em meados dos anos 1990. Finalmente foi encontrado um planeta que tem praticamente a mesma massa da Terra.

E a grande surpresa: ele fica ao redor de Alfa Centauri, o conjunto estelar mais próximo do Sol. Read more [+]

Metáforas Cognitivas no Discurso Jornalístico

A nova versão do artigo Metáforas Científicas no Discurso Jornalístico já está no prelo da Revista Brasileira de Ensino de Física. Espero que esteja publicado antes do final do ano.

Você pode fazer um exercício para entender como as metáforas linguísticas (“a máquina econômica” etc.) revelam a presença de metáforas cognitivas (“a Economia é um tipo de máquina”). Para tanto, basta examinar um texto jornalístico ao acaso e grifar, com aquelas canetas coloridas, as metáforas linguísticas presentes.

Restringindo às metáforas científicas (ou seja, não dando atenção às onipresentes metáforas futebolísticas, esportivas ou guerreiras), eu sugiro usar as cores violeta para metáforas matemáticas, azul para metáforas físicas, verde para metáforas biológicas, amarelo para metáforas sociológicas e vermelho para outras metáforas coloquiais, não científicas.. Você vai ficar espantado ao verificar como o texto escolhido, se for relativamente grande, ficará pintado em diversas cores metafóricas.

Isso se dá porque as pessoas tanto pensam metaforicamente como se expressam usando metáforas, e estas são facilmente compreensíveis pelos leitores ou receptores. Em um nível mais profundo, Lakoff e Johnson afirmam que o próprio pensamento humano, a própria cognição, se baseia em metáforas fundamentais.

Como um exemplo, reproduzo aqui um trecho da entrevista de Armínio Fraga na Folha de São Paulo, publicado hoje: Read more [+]

Determinando se vivemos dentro da Matrix

The Measurement That Would Reveal The Universe As A Computer Simulation

If the cosmos is a numerical simulation, there ought to be clues in the spectrum of high energy cosmic rays, say theorists

1 comment

THE PHYSICS ARXIV BLOG

Wednesday, October 10, 2012

One of modern physics’ most cherished ideas is quantum chromodynamics, the theory that describes the strong nuclear force, how it binds quarks and gluons into protons and neutrons, how these form nuclei that themselves interact. This is the universe at its most fundamental.

So an interesting pursuit is to simulate quantum chromodynamics on a computer to see what kind of complexity arises. The promise is that simulating physics on such a fundamental level is more or less equivalent to simulating the universe itself.

There are one or two challenges of course. The physics is mind-bogglingly complex and operates on a vanishingly small scale. So even using the world’s most powerful supercomputers, physicists have only managed to simulate tiny corners of the cosmos just a few femtometers across. (A femtometer is 10^-15 metres.)

That may not sound like much but the significant point is that the simulation is essentially indistinguishable from the real thing (at least as far as we understand it).

It’s not hard to imagine that Moore’s Law-type progress will allow physicists to simulate significantly larger regions of space. A region just a few micrometres across could encapsulate the entire workings of a human cell.

Again, the behaviour of this human cell would be indistinguishable from the real thing.

It’s this kind of thinking that forces physicists to consider the possibility that our entire cosmos could be running on a vastly powerful computer. If so, is there any way we could ever know?

Today, we get an answer of sorts from Silas Beane, at the University of Bonn in Germany, and a few pals.  They say there is a way to see evidence that we are being simulated, at least in certain scenarios.

First, some background. The problem with all simulations is that the laws of physics, which appear continuous, have to be superimposed onto a discrete three dimensional lattice which advances in steps of time.

The question that Beane and co ask is whether the lattice spacing imposes any kind of limitation on the physical processes we see in the universe. They examine, in particular, high energy processes, which probe smaller regions of space as they get more energetic

What they find is interesting. They say that the lattice spacing imposes a fundamental limit on the energy that particles can have. That’s because nothing can exist that is smaller than the lattice itself.

So if our cosmos is merely a simulation, there ought to be a cut off in the spectrum of high energy particles.

It turns out there is exactly this kind of cut off in the energy of cosmic ray particles,  a limit known as the Greisen–Zatsepin–Kuzmin or GZK cut off.

This cut-off has been well studied and comes about because high energy particles interact with the cosmic microwave background and so lose energy as they travel  long distances.

But Beane and co calculate that the lattice spacing imposes some additional features on the spectrum. “The most striking feature…is that the angular distribution of the highest energy components would exhibit cubic symmetry in the rest frame of the lattice, deviating significantly from isotropy,” they say.

In other words, the cosmic rays would travel preferentially along the axes of the lattice, so we wouldn’t see them equally in all directions.

That’s a measurement we could do now with current technology. Finding the effect would be equivalent to being able to to ‘see’ the orientation of lattice on which our universe is simulated.

That’s cool, mind-blowing even. But the calculations by Beane and co are not without some important caveats. One problem is that the computer lattice may be constructed in an entirely different way to the one envisaged by these guys.

Another is that this effect is only measurable if the lattice cut off is the same as the GZK cut off. This occurs when the lattice spacing is about 10^-12 femtometers. If the spacing is significantly smaller than that, we’ll see nothing.

Nevertheless, it’s surely worth looking for, if only to rule out the possibility that we’re part of a simulation of this particular kind but secretly in the hope that we’ll find good evidence of our robotic overlords once and for all.

Ref: arxiv.org/abs/1210.1847: Constraints on the Universe as a Numerical Simulation

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SOC e Câncer

A dar uma olhada…

Self-Organized Criticality: A Prophetic Path to Curing Cancer

J. C. Phillips
(Submitted on 28 Sep 2012)

While the concepts involved in Self-Organized Criticality have stimulated thousands of theoretical models, only recently have these models addressed problems of biological and clinical importance. Here we outline how SOC can be used to engineer hybrid viral proteins whose properties, extrapolated from those of known strains, may be sufficiently effective to cure cancer.

Subjects: Biomolecules (q-bio.BM)
Cite as: arXiv:1210.0048 [q-bio.BM]
(or arXiv:1210.0048v1 [q-bio.BM] for this version)

O Iluminismo, o socialismo complexo e a pós-modernidade

Achei este texto por puro acaso. O autor se define como conservador. Acredito que a defesa do Iluminismo não deveria ser monopólio da direita, dado que Marx, Engels e Kropotkin também eram iluministas (mas não seus seguidores do século XX).

Bom, pelo menos lendo o texto já não me sinto tão sozinho: o autor, um historiador, tece considerações muito similares às minhas, e eu não me considero um conservador mas sim um físico anarquista à la Alan Sokal. Para ter acesso ao meu texto (panfletário) de 1995, ver Socialismo real, socialismo imaginário e socialismo complexo. Também neste post aqui respondo a um pós-modernista que me acusou de reacionário (apenas porque não sou um papagaio da Escola de Frankfurt mas pertenço à Terceira Cultura). Pois é, lembrando o mote deste blog … “E toda banda larga será inútil se a mente for estreita”

O Iluminismo e a pós-modernidade

Minha foto

, Historiador, professor, liberal, vegetariano e palmeirense.

Virou lugar comum após meados do século XX, devido aos estudos de Max Horkheimer, Walter Benjamin, Adorno e Marcuse, membros/colaboradores da decantada e superestimada Escola de Frankfurt e, mais tarde, de acordo com os arautos da desconstrução, Foucault, Deleuze, Derrida e Barthes, julgar que o pensamento iluminista foi o grande responsável pelas desilusões da humanidade, depois que a Belle Époque se tornou poeira ao vento com a Primeira Guerra Mundial, com o nazi-fascismo e o socialismo na ex-URSS, com ocrack de 1929 e com a Segunda Guerra Mundial.

Não é necessário demonstrar os inúmeros equívocos, imprecisões e anacronismos cometidos à exaustão pelos pensadores citados no parágrafo anterior. Quem quer ter mais conhecimento sobre o assunto, poderá ler Os dentes falsos de George Washington, de Robert Darnton,O modernismo reacionário, de Jeffrey Herf, ou As razões do Iluminismoe Mal estar na modernidade, ambos do filósofo brasileiro Sérgio Paulo Rouanet. A leitura desses excelentes livros não deixa a menor dúvida de que os críticos do Iluminismo jamais estudaram um texto sequer, de Voltaire, Montesquieu, Condorcet, Diderot, ou mesmo de Rousseau, o menos iluminista de todos os iluministas, e o que mais serve de parâmetro aos neohippies de boutique do século XXI. Read more [+]

Pelo fim do ensino de ciências e pelo fim do PhD!

Freeman Dyson sugere em um dos seus livros que ensinar a força ciências para os estudantes do ensino médio é detrimental (é como força-los a ler Machado de Assis), produzindo ojeriza na maior parte dos estudantes. Ele propõe  usar a grade horária para que o estudante aprenda “linguagens” (Matemática, Lógica, Computação e a língua nativa, com ênfase em redação). 

As ciências naturais seriam aprendidas de forma espontânea por apenas os alunos interessados, na forma de clubes de ciência (astronomia, física, química, biologia etc.). Tais alunos, altamente motivados, poderiam ser treinados para participar de competições e olimpíadas, como as que temos atualmente no mundo todo e no Brasil. Ou seja, ciência é para quem quer aprender, como um esporte intelectual, gerando prazer pela própria atividade e pelas recompensas alcançadas.

Ele também acha que o PhD deveria ser extinto, a fim de que os recém graduados ingressassem direto em pesquisa (em colaboração com orientadores) mas sem prazos bem definidos. Prazos impõe que, no auge da capacidade mental dos estudantes, lhes propomos apenas problemas científicos medíocres, factíveis de serem realizados em 2 ou 4 anos. Um desperdício de tempo e energia mental.

Brasil vence Olimpíada Iberoamericana de Física 2012 Read more [+]

Novo artigo sobre automata celulares e Paradoxo de Fermi

Saiu um novo artigo sobre a hipótese de percolação para o Paradoxo de Fermi, onde simulações de automata celulares em três dimensões são usadas.  Dessa vez, a conclusão dos autores é a de que as simulações não suportam a hipótese.

Bom, acho que isso não é o fim da história. Eu já sabia que, para a hipótese dar certo, a difusão deveria ser critica (ou seja, formando um cluster crítico ou levemente supercrítico de planetas ocupados).

Ou seja, a hipótese precisa ser complementada com algum argumento de porque a difusão deveria ser crítica. Bom, como sistemas críticos são abundantes nos processos sociais e biológicos, eu acho que basta encontrar esse fator de criticalidade para justificar o modelo. Minha heurística seria: Read more [+]

Relativismo Cultural, Nova Era e Nazismo

Olá Osame, desculpe só fui ler sua resposta hoje, pois havia perdido o endereço do seu blog:
Se me permite ainda estou curioso, pois dados os floreios paradoxais de sua resposta sobre tuas inclinações teóricas ainda estou confuso. Confesso que andei dando uma lida nos textos do blog e gostei de algumas colocações tuas (um exemplo pode ser visto aqui com tua inclinação para Gardner e Margullis), por isso insisto em entender esses conflitos que acredito ter o discurso aqui com um pertencimento ao chamado “movimento cético” (coisa cientificamente incabível, paródia ateísta de internet que nunca foi sequer manifestada por uma corrente filosofia ou episteme, natimorto como uma manifestação universalista do conhecimento, há muito tempo, tempos pré-históricos!!! – a saber, desde Hume e Locke e fatalizado por Kant e Nietzche): Read more [+]

Vida Longa e Próspera ao CLFC

Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil entrega o Prêmio Argos de Literatura Fantástica

Postado em 28 de setembro de 2012 por Clinton Davisson

Flávio Medeiros Jr – Melhor conto e Gerson Lodi-Ribeiro, Melhor Romance e prêmio especial pelo conjunto da obra, foram os grandes vencedores na noite!

Por jornalismo CLFC

O retorno do Prêmio Argos de Literatura Fantástica foi considerado um dos pontos altos do VI Fantasticon – Simpósio de Literatura Fantástica. A cerimônia aconteceu no domingo, dia 23, às 13h, no auditório da Biblioteca Viriato Corrêa, em Vila Mariana, SP. O prêmio Argos 2012 é feito por votação direta dos sócios do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil e visa eleger os melhores romances e contos do gênero fantástico (ficção científica, fantasia e terror) publicados em língua portuguesa no ano de 2011.

O escritor Gerson Lodi-Ribeiro foi o vencedor da principal categoria, Melhor Romance, com o livro A Guardiã da Memória.  Gerson também recebeu um prêmio especial pelo conjunto da obra e pelas contribuições à ficção científica nacional, dentre as quais, a própria criação do Argos no final do século passado.

Os outros indicados na categoria Romance, ou História Longa, foram: Eduardo Spohr com Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida; Flávio Carneiro com A Ilha; Luiz Bras com Sonho, Sombras e Super-heróis e Simone Saueressig com B9.

O médico mineiro, Flávio Medeiros Jr, levou o prêmio de melhor história curta com o conto O Pendão da Esperança, publicado na coletânea Space Opera. Os outros concorrentes eram: Alliah com Morgana Memphis Contra a Irmandade Gravibranâmica; Cirilo S. Lemos com O Auto do Extermínio; Clinton Davisson Fialho com A Esfera Dourada e Marcelo Jacinto Ribeiro  com Seu Momento de Glória. Os livros premiados foram publicados pela editora Draco.

A festa foi feita com muito humor e suspense com clara alusão ao prêmio Oscar norte-americano, com direito a um pequeno teatro de cosplayers que terminou com a entrada triunfal do presidente do CLFC, Clinton Davisson, que foi o apresentador da cerimônia. De acordo com a tradutora Mary Farrah, que coordenou a apresentação teatral, o grupo de atores é composto por membros de diversos fãs clubes de Star Wars. “Combinamos com a diretoria do CLFC que essa apresentação se daria gratuitamente, em troca apenas de uma doação do Clube para a instituição Casa da Sopa de Nova Iguaçu. Graças aos sócios, algumas crianças carentes terão um cardápio mais diversificado durante, pelo menos, mais três meses”, falou.

O grande vencedor da noite, Gerson Lodi-Ribeiro, elogiou a festa e se disse emocionado tanto com as premiações que recebeu, quanto com as ações de caráter social que o CLFC vem adotando na nova gestão. “Ficção científica engajada, que serve não apenas para inspirar o futuro com que muitos de nós sonhamos, mas para cuidar e ajudar a consertar o presente. De arrepiar os pelos!”, afirmou.

O prêmio chegou a ser considerado o mais importante do gênero na virada do século quando teve quatro edições, 1999, 2000, 2001 e 2003. Segundo o presidente do Clube dos Leitores de Ficção Científica do Brasil – CLFC, Clinton Davisson, o retorno do Argos faz parte de um plano de metas que visa a retomada definitiva do Clube fundado em 1985 e que chegou a ser reconhecido pela Science Fiction and Fantasy Writers of America – SFWA como entidade representativa no Brasil. “Com o advento da internet, muitas das funções do CLFC foram perdendo a razão de ser. Quando assumi, em outubro do ano passado, a proposta era repensar a utilidade do Clube. Partimos primeiro para retomar tudo o que ele fazia antes, só que adaptado à nova realidade do século XXI; como o Somnium, o antigo fanzine em papel, que foi  adaptado ao formato pdf para ser distribuído on-line; a criação da Biblioteca Nacional de Ficção Científica que estava prevista no estatuto; a volta do site oficial e, agora, o retorno do Prêmio Argos de Literatura Fantástica. Além disso, estamos criando coisas novas, como parceria com editoras para conseguir descontos para os sócios, sorteio de ingressos de cinema e, principalmente, ações sociais voltadas ao incentivo à leitura para crianças, cursos para jovens escritores e a formação de novos leitores”, explica Clinton.

A importância dos agradecimentos no paper

27/09/2012 – 08h00

Pesquisador prestativo melhora produção científica dos colegas

RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO

O cientista discreto, mas que ajuda os colegas com conselhos e dicas, pode estar fazendo mais pela ciência do que aquele pouco colaborativo mas que é uma estrela na profissão. Um comentário baseado em um estudo curto publicado na revista “Nature” nesta quinta, 27 de setembro, deixa claro o motivo.

O pesquisador Alexander Oettl, do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA), estudou os “agradecimentos” a cientistas que não eram coautores em artigos científicos na área de imunologia desde 1950. E descobriu que, quando esses cientistas, todos líderes e “pesquisadores principais” (ou seja, chefes de sua equipe de pesquisa), morriam de repente, os artigos dos seus colegas mais jovens perdiam qualidade — medida pelo “impacto”, isto é, o número de citações que geravam em artigos de outros pesquisadores.

Já os cientistas cujos colegas seniores eram pouco colaborativos não chegavam a perder qualidade, ou “impacto”, na sua produção científica.

“Tradicionalmente, a ciência tem sido uma busca individual, em que as pessoas têm sido avaliadas pela sua produção pessoal e realizações. Mas a descoberta depende cada vez mais do trabalho em equipe, e ainda assim os cientistas estão sendo julgados apenas pelo que eles mesmos realizam”, escreveu Oettl em artigo na “Nature”.

Graças às modernas ferramentas de computação, ele conseguiu garimpar dados de qualidade. Checou em detalhes os arquivos de uma revista científica da área de imunologia, o “Journal of Immunology”, entre 1950 e 2007; ou seja, mais de 50 mil artigos. E, para saber quais pesquisadores teriam morrido no período, extraiu dados de mais de 400 mil notas na “newsletter” da Associação Americana de Imunologistas.

Ele achou 149 “pesquisadores principais” que morreram no meio da carreira. E 63 deles estavam entre os 20% que mais recebiam agradecimentos. Eram os que mais ajudavam seus colegas mais jovens.

“Meus resultados sugerem que os cientistas que são prestativos têm um impacto importante sobre as carreiras dos seus colegas – e têm sido subestimados por um empreendimento científico que premia o desempenho individual acima de tudo. É hora de olhar mais de perto quais qualidades que mais valorizamos nos cientistas. Os pesquisadores que geram inúmeros trabalhos de alto impacto podem ter pouco tempo para discutir os problemas, criticar manuscritos ou serem mentores de estudantes. Aqueles que produzem um fluxo de artigos medianos podem ter um impacto muito mais positivo sobre as carreiras das pessoas ao seu redor. Pesquisadores que procuram colaboradores podem, por vezes, optar por um colega prestativo que não é uma grande força em seu campo em vez de um cientista estrela de rock que raramente responde a e-mails”, escreveu o pesquisador.

Ação e reação na manutenção de crenças

How facts backfire

Researchers discover a surprising threat to democracy: our brains

By Joe Keohane July 11, 2010

It’s one of the great assumptions underlying modern democracy that an informed citizenry is preferable to an uninformed one. “Whenever the people are well-informed, they can be trusted with their own government,” Thomas Jefferson wrote in 1789. This notion, carried down through the years, underlies everything from humble political pamphlets to presidential debates to the very notion of a free press. Mankind may be crooked timber, as Kant put it, uniquely susceptible to ignorance and misinformation, but it’s an article of faith that knowledge is the best remedy. If people are furnished with the facts, they will be clearer thinkers and better citizens. If they are ignorant, facts will enlighten them. If they are mistaken, facts will set them straight.

In the end, truth will out. Won’t it? Maybe not. Recently, a few political scientists have begun to discover a human tendency deeply discouraging to anyone with faith in the power of information. It’s this: Facts don’t necessarily have the power to change our minds. In fact, quite the opposite. In a series of studies in 2005 and 2006, researchers at the University of Michigan found that when misinformed people, particularly political partisans, were exposed to corrected facts in news stories, they rarely changed their minds. In fact, they often became even more strongly set in their beliefs. Facts, they found, were not curing misinformation. Like an underpowered antibiotic, facts could actually make misinformation even stronger. This bodes ill for a democracy, because most voters — the people making decisions about how the country runs — aren’t blank slates. They already have beliefs, and a set of facts lodged in their minds.

The problem is that sometimes the things they think they know are objectively, provably false. And in the presence of the correct information, such people react very, very differently than the merely uninformed. Instead of changing their minds to reflect the correct information, they can entrench themselves even deeper. “The general idea is that it’s absolutely threatening to admit you’re wrong,” says political scientist Brendan Nyhan, the lead researcher on the Michigan study. The phenomenon — known as “backfire” — is “a natural defense mechanism to avoid that cognitive dissonance.”

These findings open a long-running argument about the political ignorance of American citizens to broader questions about the interplay between the nature of human intelligence and our democratic ideals. Most of us like to believe that our opinions have been formed over time by careful, rational consideration of facts and ideas, and that the decisions based on those opinions, therefore, have the ring of soundness and intelligence. In reality, we often base our opinions on our beliefs, which can have an uneasy relationship with facts. And rather than facts driving beliefs, our beliefs can dictate the facts we chose to accept. They can cause us to twist facts so they fit better with our preconceived notions. Worst of all, they can lead us to uncritically accept bad information just because it reinforces our beliefs. This reinforcement makes us more confident we’re right, and even less likely to listen to any new information. And then we vote. Continua…

Cientificismo

Seis Sinais de Cientificismo – Introdução

Autora: Susan Haack*

Tradução de Eli Vieira, para as atividades de mídia da Liga Humanista Secular do Brasil.

Peter Paul Rubens – A queda de Ícaro (1636)

Um homem deve ser definitivamente maluco para negar que a ciência fez muitas descobertas verdadeiras.  – C. S. Peirce (1903)

O cientificismo… emprega o prestígio da ciência para o disfarce e a proteção. – A. H. Hobbs (1953)

A ciência é uma coisa boa. Como Francis Bacon previu séculos atrás, quando o que agora chamamos de “ciência moderna” estava em sua infância, o trabalho das ciências trouxe tanto luz, um corpo de conhecimento em permanente crescimento sobre o mundo e como ele funciona, quanto frutos, a capacidade de predizer e controlar o mundo de formas que tanto estenderam quanto melhoraram nossas vidas. Mas, como William Harvey reclamou, Bacon realmente escreveu sobre ciência “como um Lorde Chanceler” – ou, como poderíamos dizer hoje, “como um publicitário”, ou “como um marqueteiro”. Certamente ele parece ter sido muito mais ciente das virtudes da ciência do que de suas limitações e perigos em potencial.

Mas a ciência não é de modo algum algo perfeitamente bom. Ao contrário, como todos os empreendimentos humanos, a ciência é inexoravelmente falível e imperfeita. No máximo, seu progresso é irregular, desproporcional e imprevisível; além disso, muitos trabalhos científicos são pouco criativos ou banais, alguns são fracos ou sem cuidado, e alguns são completamente corruptos; e as descobertas científicas muitas vezes têm potencial para ferir tanto quanto para fazer o bem – pois conhecimento é poder, como viu Bacon, e o poder é passível de abuso. E, obviamente, a ciência não é de modo algum a única coisa boa, nem mesmo – apenas um pouco menos obviamente – a única forma boa de investigação. Há muitos outros tipos valiosos de atividade humana além da investigação – música, dança, arte, contar histórias, culinária, jardinagem, arquitetura, para mencionar algumas; e muitos outros tipos valiosos de investigação – histórica, legal, literária, filosófica etc. Read more [+]

A matemática do extremismo

Talvez este modelo possa ser usado para entender o conflito secularismo-religião. Dado que a Europa está fortemente secularizada, corremos o risco de que a próxima guerra (cultural, quente ou fria) seja entre secularismo e islamismo, e não  entre cristianismo e islamismo.

Mathematics of Opinion Formation Reveals How Moderation Trumps Extremism

Historians know that the best way to replace an extremist view is with an equally extreme opposing view. Now mathematicians have discovered how to make moderation spread instead

THE PHYSICS ARXIV BLOG

Thursday, September 20, 2012

History is littered with examples of new ideologies that have swept through populations, dramatically changing the way people think.

More often than not, the process begins when a community’s way of thinking is dominated by a dogma that is an important part of the group’s institutions and common practices. Then a new way of thinking comes along, often backed by a small group unwavering advocates.

This challenges the status quo and steadily wins over the population, eventually replacing the old ideas and the dominant new ideology.

But there is something curious about this phenomenon, say Steve Strogatz at Cornell University in Ithaca and a few pals. In many cases, the new ideology is as extreme as the old. “Why is it that moderate positions so rarely prevail?” they ask.

Today, they provide an answer of sorts using a simplified model of the way ideas spread through a population.

Their model consists of a society of people who can hold the extreme opinion, A, or the opposing view, B.  Some people, the moderates, hold neither A or B (they are called ABs). People can change their view but some fraction of the population will never change. These are the zealots.

Strogatz and co introduce rules for how people change their opinion. The model progresses in discrete steps of time. At each time step,  they chose a speaker and a listener from the population at random. If the speaker is an A or B and talks to somebody with the opposing view, the listener becomes a moderate, holding neither view.

However if an A or B talks to a moderate, then the listener is converted to that point of view (either A or B). In all other cases, there is no change.

Strogatz and co then explore various scenarios to see how the views spread, given different fractions of the starting population and other assumptions..

For example, they look at the case where the starting population consists of people who hold view B and zealots holding A. This is equivalent to B being the reigning view and A being the new dogma.

This scenario depends crucially on the fraction of A zealots. Below some threshold, the reigning view, B, prevails. But when the fraction of zealots rises above the threshold, A quickly spreads though the population and takes over, leaving few Bs and almost no moderates.

So an interesting question is how to increase the fraction of moderates. Strogatz and co look at various scenarios, such as making moderates less likely to convert by introducing a stubborness factor.

It’s easy to imagine that making the moderates more stubborn, increases their number. But in fact, exactly the opposite occurs. Increasing the moderates’ stubborness makes them more vulnerable to being taken over by zealots.

The reason is subtle. Making moderates more stubborn certainly reduces their conversion rate to the new view but crucially, it also reduces the flow of moderates to the old opinion. In this way, the undecided population is steadily depleted, eventually causing it to collapse.

Strogatz and co study seven different scenarios, looking for ways to increase the population of moderates. But the moderates are wiped out in all these scenarios.

Except one. Strogatz and co point out that their model suggests that the ability to convert others to your view plays an important role. So they create a scenario in which the moderates have the ability to evangelise.

In this scenario, the population of moderates can be maintained. However, the moderates  can also disappear if the level of evangelism dies down.

Strogatz and co go on to show that an even better approach is to create a background level of evangelism, which tends to convert people to moderation without having to converse with moderates. This is equivalent to some kind of environmental factor such as a TV advertising campaign promoting moderation. And in this case, moderation prevails.

Strogatz and co are quick to point out that this is a simplified model . “By itself, this final assessment should be regarded with caution,” they say.

But it does suggest some interesting avenues for future research. And with extremist views playing an ever more important role in global stability, perhaps the time is right to examine these ideas in more detail.

Ref: arxiv.org/abs/1209.3546: Encouraging Moderation: Clues From A Simple Model Of Ideological Conflict

Ainda tentando entender as manifestações muçulmanas contra o Ocidente

18/09/2012 – 03h00

Um só Deus, muitas vozes

Durante a Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio em Doha (2001), o então ministro da Saúde José Serra foi abordado por uma jornalista árabe que queria uma entrevista sobre a chamada “guerra das patentes”, um dos eixos em torno do qual girava a reunião.

Serra olhou para a moça e disparou: “Você é árabe e está vestida desse jeito?”

A jornalista vestia uma T-shirt branca discreta e jeans idem. Suponho que Serra deve ter pensando que mulher árabe usa obrigatoriamente o véu islâmico, talvez a burca.

Conto esse episódio, obviamente micro, apenas para pontuar o fato de que “o público e a mídia ocidentais tendem a ser no geral ignorantes a respeito do Islã e da natureza dos movimentos islamitas”, como diz Joost Hiltermann, sub-diretor do Programa para o Oriente Médio e o Norte da África do International Crisis Group, dedicado à prevenção de conflitos.

Completa o especialista: “O movimento islamita é muito diverso, com muitas diferentes ideologias, metas e métodos”.

Essa diferenciação é essencial se se quiser entender melhor as manifestações dos últimos dias a pretexto de um filme que ofende o Profeta Maomé. A violência empregada nelas dá a sensação de um levante dos muçulmanos contra o Ocidente ou mais precisamente os Estados Unidos.

Impressão falsa. Foi, essencialmente, uma agitação salafista (o movimento ultra-ortodoxo que pretende viver o Islã como nos tempos do Profeta; “salaf” em árabe quer dizer exatamente “predecessor” ou “ancestral”). Read more [+]

Richard Dawkins aprovaria o filme “Inocência dos Muçulmanos”?

Este post visa ser polêmico…

Esta palestra de Dawkins foi feita em 2002, no calor dos eventos de 11 de setembro de 2011. Fico pensando se ele mudou de opinião desde então sobre a questão do ateísmo militante agressivo. Me parece que ele propõe uma espécie de “cruzada” dos ateus contra todo tipo de religião. Não consigo enxergar como tal cruzada poderia ser bem sucedida usando-se apenas argumentos agressivos, chacota e desrespeito. Simplesmente não me parece que isso funciona, sociologicamente falando.

Os religiosos, quando querem ganhar aderentes, são extremamente simpáticos, usam a sedução, a música, os sentimentos de bem estar providenciados por uma cerimônia religiosa, etc. Mesmo os tais evangélicos de TV aprenderam que é improdutivo “chutar a Santa”, uma atitude que Dawkins recomendaria (“parem de ser tão respeitadores da Religião”, diz ele).

Acho que esse é o problema do Ateismo 1.0 de Dawkins, que não vejo como diferente do Hegelianismo de Esquerda do século XIX, que não conseguiu lá grandes coisas e que foi convincentemente criticado por Marx e Engels como erroneamente sendo uma crítica à superestrutura social e não à sua estrutura profunda.

O problema é: se os ateus seguirem as recomendações de Dawkins de não respeitarem as pessoas religiosas, então eles não ficam melhores do que os religiosos que não respeitam os ateus, e uma guerra secular-religiosa se inicia. Ou seja, por que haveriam de os religiosos respeitarem os ateus, se os ateus não respeitam os religiosos?

Se algum muçulmano fizesse um filme sobre Darwin (ou Dawkins!), colocando-o como tolo, mulherengo, bissexual, pedófilo e adepto da zoofilia, eu acho que os ateus se sentiriam ultrajados e ofendidos. Isso aconteceria não porque as ateus acham que Darwin é seu profeta – embora alguns se comportem como se ele fosse – mas porque o tal filme iria sugerir que os ateus são aquelas coisas, vide a reação ultrajada dos ateus perante as declarações idiotas do Datena.

Se, dentre essa massa de ateus, existissem alguns extremistas raivosos (afinal, o Terrorismo foi inventado no século XIX por anarquistas ateus),  eu imagino que eles começariam a desfilar com charges ou queimar o Alcorão em frente de algumas embaixadas islâmicas, protestando contra o que eles diriam ser ateísmo-fobia (similar à islamofobia). Podiam até jogar uns coquetéis molotov nas embaixadas, por que não? Quem controla os moleques ateus que são bem raivosos no Facebook e no Twitter?

Não creio, porém, que chegassem ao ponto de matar diplomatas. Bom, não sabemos ainda se aquela ação foi planejada pela Al Quaeda, em vez de ser uma ação espontânea, pois armamento pesado foi usado. Então, esta ainda é a diferença entre nossa sociedade secular e o caldeirão efervescente do Islã atual, que acredita que suas terras estão sendo ocupadas pelos EUA por causa do petróleo e hegemonia política…

Mas certamente existe um conflito entre o secularismo, com sua ênfase na livre-expressão individual (especialmente a primeira emenda americana), e os conservadores religiosos. Entretanto, parece que existem precedentes judiciais em que a veiculação de obras são proibidas por motivos de “incitação ao ódio” ou “incitação ao racismo”. Por exemplo, o documentário “O Eterno Judeu” é proibido de ser comercializado na Alemanha, Itália, França e Áustria. E eu acho que documentários racistas não passam na TV dos EUA, embora possam ser veiculados no YOUTUBE (o Google retira apenas videos ofensivos a pessoas, que podem fazer um processo por calúnia e difamação, mas não a grupos étnicos ou religiosos).