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Planetas extra-solares, Kepler 62 e o Paradoxo de Fermi local

Conforme aumentam o número de planetas extra-solares descobertos, também aumentamos vínculos sobre as previsões do modelo de percolação galática (Paradoxo de Fermi Local).
A previsão é que, se assumirmos que Biosferas Meméticas (Biosferas culturais ou Tecnosferas) são um resultado provável de Biosferas Genéticas, então devemos estar dentro de uma região com pucos planetas habitáveis. Pois se existirem planetas habitados (por seres inteligentes) por perto, com grande probabilidade eles são bem mais avançados do que nós, e já teriam nos colonizado.
Como isso ainda não ocorreu (a menos que se acredite nas teorias de conspiração dos ufólogos e nas teorias de Jesus ET, deuses astronautas etc.), segue que quanto mais os astronomos obtiverem dados, mais ficará evidente que nosso sistema solar é uma anomalia dentro de nossa vizinhança cósmica (1000 anos-luz?), ou seja, não podemos assumir o Princípio Copernicano em relação ao sistema solar: nosso sistema solar não é tipico em nossa vizinhança.  Bom, pelo menos, essa conclusão está batendo com os dados coletados até hoje…
Assim, é possível fazer a previsão de que uma maior análise dos planetas Kepler 62-e e Kepler 62-f revelará que eles não possuem uma atmosfera com oxigênio ou metano, sinais de um planeta com biosfera.

Persistence solves Fermi Paradox but challenges SETI projects

Osame Kinouchi (DFM-FFCLRP-Usp)
(Submitted on 8 Dec 2001)

Persistence phenomena in colonization processes could explain the negative results of SETI search preserving the possibility of a galactic civilization. However, persistence phenomena also indicates that search of technological civilizations in stars in the neighbourhood of Sun is a misdirected SETI strategy. This last conclusion is also suggested by a weaker form of the Fermi paradox. A simple model of a branching colonization which includes emergence, decay and branching of civilizations is proposed. The model could also be used in the context of ant nests diffusion.

03/05/2013 – 03h10

Possibilidade de vida não se resume a planetas similares à Terra, diz estudo

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com as diferentes composições, massas e órbitas possíveis para os planetas fora do Sistema Solar, a vida talvez não esteja limitada a mundos similares à Terra em órbitas equivalentes à terrestre.

Editoria de arte/Folhapress

Essa é uma das conclusões apresentada por Sara Seager, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA, em artigo de revisão publicado no periódico “Science“, com base na análise estatística dos cerca de 900 mundos já detectados ao redor de mais de 400 estrelas.

Seager destaca a possível existência de planetas cuja atmosfera seria tão densa a ponto de preservar água líquida na superfície mesmo a temperaturas bem mais baixas que a terrestre. Read more [+]

Seleção Artificial Cosmológica: primeiras referências

Tive a mesma ideia em 1995, mas não publiquei. Sexta feira passada, achei numa pasta abandonada os escritos que estão digitalizados aqui.  Por um erro de memória, confundi Lee Smolin (em inglês e mais completo aqui) com Sidney Coleman.

Meduso-anthropic principle

The meduso-anthropic principle is a quasi-organic universe theory originally proposed by mathematician and quantum gravity scholar Louis Crane in 1994.

Contents

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Universes and black holes as potential life cycle partners

Crane’s MAP is a variant of the hypothesis of cosmological natural selection (fecund universes), originally proposed by cosmologist Lee Smolin (1992). It is perhaps the first published hypothesis of cosmological natural selection with intelligence (CNS-I), where intelligence plays some proposed functional role in universe reproduction. It is also an interpretation of the anthropic principle (fine-tuning problem). The MAP suggests the development and life cycle of the universe is similar to that of Corals and Jellyfish, in which dynamic Medusa are analogs for universal intelligence, in co-evolution and co-development with sessile Polyp generations, which are analogs for both black-holes and universes. In the proposed life cycle, the Universe develops intelligent life and intelligent life produces new baby universes. Crane further speculates that our universe may also exist as a black hole in a parallel universe, and extraterrestrial life there may have created that black hole.

Crane’s work was published in 1994 as a preprint on arXiv.org. In 1995, in an an article in QJRAS, emeritus cosmologist Edward Harrison (1919-2007) independently proposed that the purpose of intelligent life is to produce successor universes, in a process driven by natural selection at the universal scale. Harrison’s work was apparently the first CNS-I hypothesis to be published in a peer-reviewed journal.

Why future civilizations might create black holes

Crane speculates that successful industrial civilizations will eventually create black holes, perhaps for scientific research, for energy production, or for waste disposal. After the hydrogen of the universe is exhausted civilizations may need to create black holes in order to survive and give their descendants the chance to survive. He proposes that Hawking radiation from very small, carefully engineered black holes would provide the energy enabling civilizations to continue living when other sources are exhausted.

Philosophical implications

According to Crane, Harrison, and other proponents of CNS-I, mind and matter are linked in an organic-like paradigm applied at the universe scale. Natural selection in living systems has given organisms the imperative to survive and reproduce, and directed their intelligence to that purpose. Crane’s MAP proposes a functional purpose for intelligence with respect to universe maintenance and reproduction. Universes of matter produce intelligence, and intelligent entities are ultimately driven to produce new universes.

See also

References

O melhor livro de divulgação científica que encontrei em quarenta anos de leituras

Depois escrevo minha resenha…

A REALIDADE OCULTA – Universos paralelos e as leis profundas do cosmo
Brian Greene
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Meio século atrás, os cientistas encaravam com ironia a possibilidade de existirem outros universos além deste que habitamos. Tal hipótese não passava de um delírio digno de Alice no País das Maravilhas – e que, de todo modo, jamais poderia ser comprovada experimentalmente. Os desafios propostos pela Teoria da Relatividade e pela física quântica para o entendimento de nosso próprio universo já eram suficientemente complexos para ocupar gerações e gerações de pesquisadores. Entretanto, diversos estudos independentes entre si, conduzidos por cientistas respeitados em suas áreas de atuação – teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação -, começaram a convergir para o mesmo ponto: a existência de universos paralelos – o multiverso – não só é provável como passou a ser a explicação mais plausível para diversos enigmas cosmológicos.
Em A realidade oculta, Brian Greene – um dos maiores especialistas mundiais em cosmologia e física de partículas – expõe o fantástico desenvolvimento da física do multiverso ao longo das últimas décadas. O autor de O universo elegante passa em revista as diferentes teorias sobre os universos paralelos a partir dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica. Por meio de uma linguagem acessível e valendo-se de numerosas figuras explicativas, Greene orienta o leitor pelos labirintos da realidade mais profunda da matéria e do pensamento.

“Se extraterrestres aparecessem amanhã e pedissem para conhecer as capacidades da mente humana, não poderíamos fazer nada melhor que lhes oferecer um exemplar deste livro.” – Timothy Ferris, New York Times Book Review

Em Alfa Centauri B, planeta com massa igual à da Terra

Acredito que o Paradoxo de Fermi tem um poder heurístico ainda inexplorado. Ou seja, o Paradoxo pode ser usado como evidência (a ser explicada) contra possibilidades ou especulações científicas tais como Inteligência Artificial, Viagens por Túneis de Minhoca ou Máquinas do Tempo. Ele estabelece afirmações de impossibilidade similares ao enunciado da segunda lei da Termodinâmica em termos de impossibilidade de se criar uma máquina do Moto Perpétuo.

Por exemplo, seja R(t) o raio de detecção de civilizações extraterrestres, ou seja, um raio (que depende do tempo) no qual nossa tecnologia é capaz de detectar tais civilizações. Podemos afirmar a partir desse conceito que não existe nenhuma civilização mais avançada que a nossa em um raio menor que R(t), dado que ela teria tido tempo de nos detectar e possivelmente nos colonizar.

Por outro lado, seja R_c o raio de colonização da civilização galática mais próxima do Sol e seja D a distância entre o centro dessa civilização e o Sol. Pelo Paradoxo de Fermi (“Onde está todo mundo?”), podemos concluir que D > R_c, a menos que o processo de colonização não seja descrito por uma difusão simples mas sim por uma difusão anômala, talvez fractal, de modo que a Terra se situa dentro de uma bolha vazia, não colonizada. Sendo assim, podemos concluir que não existem civilizações avançadas próximas de nós.

Também podemos prever que não estamos em uma região típica da Galáxia (em termos de densidade de planetas habitáveis). O mais provável é que estamos em uma região atípica (similar ao Deserto do Saara aqui na Terra) onde os planetas habitáveis e habitados são raros.  Ou seja, eu posso prever com algum grau de confiança que o telescópio Kepler vai detectar uma distribuição de planetas atípica (em termos de massa, distância da estrela central, presença na zona habitável da estrela – onde é possível haver água líquida etc.). Ou seja, vai ser muito difícil achar nas proximidades do Sol um planeta tipo Terra, situado na zona habitável de uma estrela mais velha que o Sol, pois tal planeta possivelmente seria habitado e sua civilização já teria  tido um monte de tempo para nos colonizar. 

Por outro lado, podemos usar o Paradoxo de Fermi para eliminar a possibilidade de Inteligencia Artificial Forte Auto-reprodutiva (sondas de Von Newman ou Monolitos Negros do filme 2010). Se tais sondas fossem factíveis de serem criadas, elas estariam já aqui.

Bom, a alternativa à todos esses argumentos baseados no Paradoxo de Fermi é que eles realmente já estão aqui: podemos elaborar todo tipo de raciocínio conspiratório à la Arquivo X para tentar justificar a pergunta básica de porque os ETs, se realmente existem, não entram em contado conosco. Uma hipótese menos conspiratória seria que eles são antropólogos bonzinhos que já aprenderam que toda civilização inferior é destruída ou no mínimo absorvida culturalmente, pela civilização superior após um contato (Hipótese Zoo).

Finalmente, o Paradoxo de Fermi aumenta o ceticismo em relação à viagens com velocidade superluminal, warp drives etc. E uma versão temporal do Paradoxo pergunta: se é possível construir máquinas do tempo, onde estão os visitantes temporais? 

17/10/2012 – 05h05

Pesquisadores encontram planeta vizinho que é gêmeo da Terra

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

É provavelmente a notícia mais esperada desde que o primeiro planeta fora do Sistema Solar foi descoberto, em meados dos anos 1990. Finalmente foi encontrado um planeta que tem praticamente a mesma massa da Terra.

E a grande surpresa: ele fica ao redor de Alfa Centauri, o conjunto estelar mais próximo do Sol. Read more [+]

Landis e a abordagem de percolação para o Paradoxo de Fermi

Published in Journal of the British Interplanetary Society, London, Volume 51, page 163-166 (1998).
Originally presented at the NASA Symposium “Vision-21: Interdisciplinary Science and Engineering in the Era of Cyberspace” (NASA CP-10129), Mar. 30-31, 1993, Westlake, OH U.S.A.


The Fermi Paradox: An Approach Based on Percolation Theory

Geoffrey A. Landis

NASA Lewis Research Center, 302-1
Cleveland, OH 44135 U.S.A.


Abstract

If even a very small fraction of the hundred billion stars in the galaxy are home to technological civilizations which colonize over interstellar distances, the entire galaxy could be completely colonized in a few million years. The absence of such extraterrestrial civilizations visiting Earth is the Fermi paradox.

A model for interstellar colonization is proposed using the assumption that there is a maximum distance over which direct interstellar colonization is feasable. Due to the time lag involved in interstellar communications, it is assumed that an interstellar colony will rapidly develop a culture independent of the civilization that originally settled it.

Any given colony will have a probability P of developing a colonizing civilization, and a probability (1-P) that it will develop a non-colonizing civilization. These assumptions lead to the colonization of the galaxy occuring as a percolation problem. In a percolation problem, there will be a critical value of the percolation probability, Pc. For P<Pc, colonization will always terminate after a finite number of colonies. Growth will occur in “clusters,” with the outside of each cluster consisting of non-colonizing civilizations. For P>Pc, small uncolonized voids will exist, bounded by non-colonizing civilizations. When P is on the order of Pc, arbitrarily large filled regions exist, and also arbitrarily large empty regions.

A solução de percolação para o Paradoxo de Fermi

Parece que a idéia de Geoffrey A. Landis para resolver o Paradoxo de Fermi vai ser conhecida como solução de Percolação. Branislav Vukotic e Milan M. Cirkovik implementaram recentemente um modelo de automata celulares para descrever o processo de colonização galática. Uma das conclusões foi a de que a hipótese de colonização percolativa é consistente com o modelo. Ou seja, não é uma prova que a idéia esteja correta, mas sim que é uma idéia viável e não foi refutada pelas simulações. Nas palavras dos autores:

The porosity of large  = 3 clusters in our simulations (Fig. 6), coupled with low V/V0 (Fig. 11), demonstrates how this still seems acceptable within the ”Copernican” framework, thus essentially confirming the conclusions of Landis (1998) and Kinouchi (2001), but with addition of catastrophic reset events.

Astrobiological Complexity with Probabilistic Cellular Automata

B. VukotićM. M. Ćirković
(Submitted on 15 Jun 2012 (v1), last revised 25 Jun 2012 (this version, v2))

Search for extraterrestrial life and intelligence constitutes one of the major endeavors in science, but has yet been quantitatively modeled only rarely and in a cursory and superficial fashion. We argue that probabilistic cellular automata (PCA) represent the best quantitative framework for modeling astrobiological history of the Milky Way and its Galactic Habitable Zone. The relevant astrobiological parameters are to be modeled as the elements of the input probability matrix for the PCA kernel. With the underlying simplicity of the cellular automata constructs, this approach enables a quick analysis of large and ambiguous input parameters’ space. We perform a simple clustering analysis of typical astrobiological histories and discuss the relevant boundary conditions of practical importance for planning and guiding actual empirical astrobiological and SETI projects. In addition to showing how the present framework is adaptable to more complex situations and updated observational databases from current and near-future space missions, we demonstrate how numerical results could offer a cautious rationale for continuation of practical SETI searches.

Comments: Added minor language corrections, 37 pages, 11 figures, 2 tables; “Origins of Life and Evolution of Biospheres,” accepted for publication
Subjects: Instrumentation and Methods for Astrophysics (astro-ph.IM); Cellular Automata and Lattice Gases (nlin.CG); Computational Physics (physics.comp-ph)
Cite as: arXiv:1206.3467v2 [astro-ph.IM]

Persistence solves Fermi Paradox but challenges SETI projects

Osame Kinouchi (DFM-FFCLRP-Usp)
(Submitted on 8 Dec 2001)

Persistence phenomena in colonization processes could explain the negative results of SETI search preserving the possibility of a galactic civilization. However, persistence phenomena also indicates that search of technological civilizations in stars in the neighbourhood of Sun is a misdirected SETI strategy. This last conclusion is also suggested by a weaker form of the Fermi paradox. A simple model of a branching colonization which includes emergence, decay and branching of civilizations is proposed. The model could also be used in the context of ant nests diffusion.

Comments: 2 pages, no figures, v2 with corrected definition of branching ratio
Subjects: Disordered Systems and Neural Networks (cond-mat.dis-nn); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech)
Cite as: arXiv:cond-mat/0112137v1 [cond-mat.dis-nn]

Cometa Lovejoy visível ainda hoje?

Comet Lovejoy from the VLT, Chile from g br on Vimeo.

INSANELY cool picture of Comet Lovejoy

The pictures of Comet Lovejoy keep coming, each cooler than the one before. It’s hard to imagine topping the ones from the Space Station, but then you don’t have to imagine it when you can just look at this crazy amazing shot:

Holy Haleakala! [Click to stimulatedemissionate.]

Well, actually, “Holy Paranal!” This picture, by Gabriel Brammer, was taken at the Very Large Telescope observatory on Cerro Paranal in the Atacama desert in Chile, and it’s just stunning. The comet is obvious enough — you can still see the two tails — and the crescent Moon, somewhat overexposed, on the left. On the right is the VLT itself, firing a laser into the sky. The laser makes atoms high in the atmosphere glow, creating an artificial star that can be used to compensate for turbulence in the air, creating sharper images.

I love how the Milky Way is splitting the sky. You can see the dark hole of the Coal Sack, a thick dust cloud that absorbs the star light from behind it, and the Southern Cross in the middle of the frame. The two bright stars just below that are Alpha and Beta Centauri, the former being the closest star system to our own. The southern hemisphere gets a better view of the galaxy than we northerners do, since the geometry of the Earth’s tilt puts the center of the Milky Way higher up for them. I’m jealous enough just because of that, but to have this incredible comet visible too? Curse you antipodeans!

[UPDATE: The ESO has added a nice time lapse video to the mix, using Brammer’s photos:

Sigh. So lovely.]

If you’re south of the Equator, the comet will be visible in the east before sunrise for a few more days at least. If you can, go take a look. Comets like this are extremely rare, and you may never get another chance like this again.

Image credit: Gabriel Brammer/European Southern Observatory

Mais planetas do tamanho da Terra

Nasa encontra dois planetas do tamanho da Terra

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

Criado para caçar um planeta gêmeo da Terra, o telescópio espacial Kepler já encontrou, pelo menos, dois “primos”. A Nasa (agência espacial americana) anunciou a descoberta de uma dupla que tem quase o mesmo tamanho do nosso planeta.

Veja planetas descobertos pelo telescópio espacial Kepler
Galáxias formam desenho de rosa no espaço; veja

  Associated Press  
A partir da esq., o Kepler-20e, Vênus, a Terra e o Kepler-20f; veja galeria com mais planetas descobertos pela Nasa
A partir da esq., o Kepler-20e, Vênus, a Terra e o Kepler-20f; veja galeria com mais planetas descobertos pela Nasa

Os dois novatos orbitam uma estrela do mesmo tipo do Sol, localizada a quase 950 anos-luz da Terra e são, até agora, os dois menores planetas já registrados fora do Sistema Solar.

Um deles é ligeiramente menor do que a Terra. O Kepler-20e tem 0,86 vez o raio terrestre. Já seu companheiro, o Kepler-20f, tem praticamente o mesmo tamanho. Seu raio é só 0,03 vez maior.

Os cientistas acreditam que os dois planetas sejam rochosos, como a Terra, e tenham uma composição química parecida com a do nosso planeta.

Apesar das semelhanças, ambos são provavelmente quentes demais para abrigar vida. Eles estão bem próximos da sua estrela, a uma distância relativamente menor até a que a de Mercúrio com o Sol.

Por conta disso, em Kepler 20e a temperatura fica em torno de escaldantes 760°C. Já o Kelpler-20f, com 430°C, é um pouco mais ameno, mas ainda infernal.

“Essa descoberta é um marco, pois se trata de planetas muito pequenos. Os pesquisadores estão refinando cada vez mais sua capacidade de localização”, diz Carolina Chavero, pesquisadora de astronomia e astrofísica do Observatório Nacional.

Além da dupla, a estrela Kepler-20 também têm outros três planetas ligeiramente maiores em sua órbita.

O trabalho foi publicado na versão on-line da revista “Nature”.

 

Astr

Nasa descobre planeta que pode ser habitável

Kleper 22-b já é chamado de ‘Terra 2.0’ por ambos terem características similares.

ônomos da Nasa (agência espacial americana) confirmaram nesta segunda-feira a existência de um planeta com características similares à da Terra, em uma “zona habitável”, girando em torno de uma estrela ainda desconhecida.

 

 

O Kepler 22-b tem 2,4 vezes o tamanho da Terra e está situado a 600 anos luz de distância. A temperatura média da superfície é de 22º C.

 

Ainda não se sabe a composição do Kepler 22-b, se é feito de rochas, gás ou líquido. O planeta já é chamado de “Terra 2.0” pelos cientistas da Nasa.

 

Durante a coletiva de imprensa, em Moffet Field, na Califórnia, a astrônoma Natalie Batalha disse que os cientistas ainda investigam a possibilidade de existência de mais 1.094 planetas, alguns deles em zonas “habitáveis”.

 

Descoberta

 

A descoberta do novo planeta foi feita a partir das imagens do telescópio espacial Kepler, projetado para observar uma faixa fixa do céu noturno que compreende até 150 mil estrelas.

 

O telescópio é sensível o suficiente para ver quando um planeta passa na frente da estrela em torno da qual gira, escurecendo parte da luz da estrela.

 

As sombras são então investigadas a partir da imagem de outros telescópios até que a Nasa confirme se tratam-se ou não de novos planetas.

 

O Kepler 22-b foi um dos 54 casos apontados pela Nasa em fevereiro e o primeiro a ser formalmente identificado como um planeta.

 

Outros planetas habitáveis podem ser anunciados no futuro, já que há outros locais com características potencialmente similares à da Terra.

 

Água líquida

 

A distância que separa o Kleper 22-b da estrela ao redor da qual gira é 15% menor que aquela entre a Terra e o Sol.

 

Apesar de estar mais próximo da estrela, esta emite cerca de 25% menos luz em comparação ao sol, o que permite ao Kleper 22-b manter sua temperatura em um patamar compatível à existência de água líquida, ainda não confirmada.

 

O Kepler 22-b tem um raio 2,4 vezes maior que o da terra.

 

Uma outra equipe de cientistas do Seti (busca por inteligência artificial, na sigla em inglês) agora procura indícios de vida no planeta, como confirmou o diretor do instituto, Jill Tarter.

 

“Assim que encontremos algo diferente, separado, um exemplo independente de vida em outro lugar, vamos saber que isso (vida) é onipresente no universo”, disse Tarter. BBC Brasil

Ets inteligentes são raros?

Submitted by plusadmin on April 23, 2008
24/04/2008



AlienWatson thinks the other intelligent life evolving elsewhere in the Universe is unlikely.

A mathematician from the University of East Anglia has turned his gaze to the stars to try and answer one of humankind’s oldest questions — are we alone in the Universe? And the unfortunate answer is, well, probably.

Astrobiology is a field of science in which there is a great deal of public interest. It is the study of the origin, distribution, evolution and destiny of life wherever it’s found in the Universe, not excluding the Earth. Having never found life outside our own planet, it can also be speculative. Professor Andrew Watson has developed a mathematical model to examine the odds of intelligent life evolving on other Earth-like planets given how long humans took to evolve and how long the Earth has left before the Sun becomes too bright for life to survive.

In the article Implications of an anthropic model of evolution for emergence of complex life and intelligence, published in the February issue of Astrobiology, Watson postulates that for intelligent observers to evolve, a small number (n) of very difficult evolutionary steps must be passed. Once passed, evolution occurs quickly until the next stage is reached. Complex and intelligent life evolved quite late on Earth and Watson suggests that this may be because of the difficulty in passing these stages. He suggests that n is less than 10 and most likely equal to 4. These stages include the emergence of single-celled bacteria, bacteria with complex cells, cells allowing complex life forms, and intelligent life. These stages may also coincide with major changes in the Earth’s bio-geochemical cycle — this suggests that the so-called archean-proterozoic boundary, when simple non-nucleated single-celled organisms evolved to advanced and multi-celled life, and the proterozoic-phanerozoic boundary, when complex organisms evolved, might be critical stages.

Professor Watson argues that a limit to evolution is the habitability of the planet. Standard solar models predict that the Sun is brightening, and has increased its luminosity by 25% since the formation of the solar system. Our current biosphere needs temperatures less than 50 degrees Celsius to survive, which suggests that life only has about another billion years on Earth. This may seem a long time, but compared to the 4 billion years that life has already survived on the planet, Earthly-life is in its old-age. Watson argues that, if a planet is habitable for a set period of time, and life evolves early in this period, then such evolution is quite likely to occur on other similar planets. However, as we evolved late in the habitable period, he suggests our evolution is rather unlikely.

Watson derived probability distributions for each crucial evolutionary step. His model assumes that the evolutionary steps are intrinsically unlikely to occur in the time available and that each of the steps can only occur after the previous steps have occurred. All other evolution is assumed to occur rapidly. The critical steps are assumed to occur stochastically, with uniform but unequal probabilities $ \lambda _1 ... \lambda _ n $ . The property that they are intrinsically unlikely is expressed by the condition that the product $ \lambda _ i t_ h $ is very much less than 1 for all $ \lambda _ i $ , where $ t_ h $ is the habitable lifetime of the planet.

The probability of the first step occurring per unit time (t) is  

  \[  P_{1}(t) \propto \lambda _1,  \]    

where the symbol $\propto $ means proportional to. The joint probability density function of two events occurring, the first at time t’ and the second at a later time tis  

  \[  P_{1,2}(t,t') \propto \lambda _1 \lambda _2.  \]    

The probability of the second event occurring is therefore obtained by integrating over all values of t’ 

  \[  P_{2/2}(t) \propto \lambda _1 \lambda _2 \int _{0}^{t'} dt' = \lambda _1 \lambda _2 t,  \]    

where $ P_{2/2}(t) $ is the probability of the second event occurring in a sequence of two events. Following this through for further events, the probability of the nth event occurring in a sequence of nevents is  

  \[  P_{n/n}(t) \simeq K \prod _{i=1}^{n} \lambda _ i t^{n-1}  \]    

where $K$ is a normalisation factor and $\prod $ stands for the product over all values of $i$. Using fossil records, Watson estimated an upper limit for the probability of each step occurring as 10% — which gives the chance of intelligent life emerging as less than 0.01% over four billion years.

 

The work supports the Rare Earth hypothesis which postulates that the emergence of complex multicellular life (metazoa) on Earth required an improbable combination of astrophysical and geological events and circumstances. Watson argues that intelligence is one further unlikely step, and so it is even less common still.


Further Reading

Vida microbiana em Marte

  • Imagem da Nasa gerada por computador mostra parte de Marte

    Imagem da Nasa gerada por computador mostra parte de Marte

Vastas regiões nas profundidades do subsolo de Marte são suscetíveis para abrigar uma vida microbiana, anunciaram cientistas australianos que compararam as condições de vida no Planeta Vermelho com as da vida na Terra.

Apesar de apenas 1% do volume total da Terra (do núcleo à alta atmosfera) abrigar alguma forma de organismo vivo, a proporção alcançaria em tese 3% do volume de Marte, em especial nas regiões subterrâneas, segundo Charley Lineweaver, da Universidade Nacional da Austrália.

“O que estamos tentando fazer é, simplesmente, pegar todas as informações de que dispomos, uní-las e perguntar: ‘este conjunto é coerente com a vida em Marte?'”, destacou o astrobiólogo Lineweaver.

“A resposta é sim. Vastas regiões de Marte são compatíveis com a vida terrestre na comparação das temperaturas e da pressão terrestre com as que se encontra no planeta Marte”, completou.

A escassa pressão e as temperaturas de 60 graus centígrados abaixo de zero não permitiriam, por exemplo, a formação de água líquida na superfície de Marte, mas nas profundidades do subsolo, porém, existem condições para a existência de vida microbiana.

A presença de água em Marte, na forma de argila hidratada, foi constatada por sondas americanas lançadas desde a década de 1970, mas nenhum rastro de vida orgânica presente foi detectado até hoje.

A Nasa lançou recentemente o robô explorador Curiosity, o mais sofisticado e mais pesado já enviado a outro planeta, para investigar precisamente se a vida já existiu em Marte.

O robô deve pousar em Marte em meados de 2012 ao pé de uma montanha de 5.000 metros de altura na região marciana de Gale.

O Paradoxo de Fermi local elimina tecnobiosferas em planetas próximos da Terra

O paradoxo de fermi local funciona assim: caso este planeta Kepler 22-b tivesse uma Tecnosfera, eles ja teriam chegado aqui (dado que 600 anos luz é pouco). Como nao chegaram, podemos supor que epler 22-b nao tem uma Tecnosfera.

Caso a emergencia de uma Tecnofera seja provavel dado o surgimento de uma Biosfera  (P = ?), podemos supor com probabilidade p = 1-P que Kepler nao tem uma Biosfera (isso pode ser averiguado examinando-se o espectro da atmosfera do planeta, em busca de oxigenio ou metano).

O.

5/12/2011 – 17h11

Nasa confirma existência de 1º planeta em zona habitável

A Nasa (agência espacial americana) confirmou uma notícia que há muito tempo era esperada: a existência de um planeta na chamada zona habitável. Isso significa dizer que o novo astro se encontra em uma região que propicia a formação de água em estado líquido em sua superfície e, por conseguinte, a possibilidade de abrigar vida.

NASA/Ames/JPL-Caltech
Ilustração artística do Kepler-22b, que possui um raio 2,4 vezes maior do que a Terra e está na zona habitável
Ilustração artística do Kepler-22b, que possui um raio 2,4 vezes maior do que a Terra e está na zona habitável

Chamado de Kepler-22-b, é um dos menores astros a orbitar a região de uma estrela similar ao Sol do nosso Sistema Solar e possui cerca de 2,4 vezes o raio da Terra.

Apesar de ser maior que a Terra, ele leva o equivalente a 290 dias terrestres para completar uma volta completa na estrela parecida com o Sol, embora ela seja um pouco menor e mais fria.

Só não se sabe ainda qual é a composição do Kepler-22-b –se é rochosa, gasosa ou líquida–, mas se sabe que está a 600 anos-luz de distância.

“Este é um marco importante (…) para se achar um gêmeo da Terra”, disse em Washington Douglas Hudgins, que faz parte do programa Kepler, o telescópio espacial que mantém um monitoramento de pelo menos 150 mil estrelas para poder classificá-los com exatidão.

Dos 54 outros candidatos a planetas que se encontram na zona habitável, conforme divulgado em fevereiro deste ano, somente o Kepler 22-b é o primeiro a ter confirmada sua classificação.

Além de ter encontrado o primeiro planeta habitável, o Kepler identificou também pelo menos mil novos corpos celestes que se enquadram como candidatos a planetas. A novidade é que, pela nova contagem, esse número é o dobro da anterior.

O estudo sobre o novo planeta será publicado no “The The Astrophysical Journal” em breve.