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Aprendendo a escrever com Mark Buchanan

Cliquei num banner de anúncio e encontrei este seminário. Mark Buchanan é um dos meus autores favoritos, principalmente devido ao livro Ubiquity. OK, essa avaliação pode ter sido influenciada pelo fato que Buchanan entrevistou ao Roque e a mim sobre nosso trabalho sobre evolução da culinária.
Se eu tivesse 2000 euros sobrando, eu iria… Em todo caso, no II EWCLiPo, de 11-12 de setembro, teremos um workshop de escrita com a escritora Sonia Rodrigues, filha de Nelson Rodrigues.

Seminar Outline

Day 1: Writing headline news
What is science news?
The structure of news stories and effective press releases
News writing exercises

Day 2: How to write award-winning features, or powerful research proposals
What distinguishes a feature from news?
How can you develop drama and make readers want to read?
Mastering article structure

Day 3: The “secrets” of professional science writing
Finding what’s cool to write about
Writing simple, active sentences and building logical arguments
Building a convincing research proposal
Making a living as a writer — is it really possible?
Writing for the web: blogs, podcasts and other new media

Gripe Suína no BlogPulse

Deu na Ciência Hoje: blogosfera científica brasileira decolando!

Unidos, venceremos! 
Reportagem destaca expansão sem precedentes dos blogs sobre ciência do Brasil


A criação do ScienceBlogs Brasil é sintomática do bom momento de nossa blogosfera científica, mas não é a única iniciativa do gênero no país. No mesmo espírito, existe desde agosto de 2006 a Roda de Ciência, blog coletivo cujas postagens dão destaque a textos originais dos blogs individuais dos 23 participantes. “A proposta era aproximar os blogs de ciência e juntar mentes para gerar novas ideias”, define a bióloga Maria Guimarães, criadora da Roda. As postagens são pautadas por um tema periódico, escolhido por votação e divulgado pelo moderador. 

Na mesma linha, o Anel de Blogs Científicos é outro exemplo de condomínio de blogs de ciência em língua portuguesa. Vinculada ao Departamento de Física e Matemática da USP (campus de Ribeirão Preto), a iniciativa envolve 130 participantes de Brasil e Portugal. 

Outro exemplo do dinamismo que agita a blogosfera científica brasileira foi a realização, no início de dezembro de 2008, do I Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa (aqui estão os ppt das palestras). Apesar da dimensão modesta – o evento reuniu cerca de 15 blogueiros –, a iniciativa ajudou a firmar os laços que unem esses divulgadores e permitiu discutir estratégias para melhorar a visibilidade dos blogs de ciência. 

Essas iniciativas mostram que temos hoje um quadro bastante diferente daquele que havia em 2005, quando a CH On-line publicou sua primeira reportagem sobre a blogosfera científica brasileira, marcada por iniciativas isoladas. A criação de condomínios como o ScienceBlogs Brasil e a Roda de Ciência mostra que os blogs estão em franca expansão desde então. 

Bom, até que enfim parece que estamos decolando. Mas parece que o ABC precisa ser melhor divulgado (lembrar ao Zedy). Afinal, a proposta do ABC é ser um portal dos blogs de língua portuguesa (precisamos urgente encontrar blogs lusófonos da África e Ásia!). Ou seja, não é um ScienceBlogs Brazil (uma piscadela para o Hotta, Átila e demais blogueiros amigos), é um portal de blogs científicos em português…

Dias atrás fiquei muito feliz com um acontecimento. Mariana (15) minha filha disse que lia o blog de uma amiga da escola. Ela me mostrou o blog migucho, com uma boa estética WordPress. Qual foi minha surpresa em ver que, entre apenas os seis links no blogroll, estava o Brontossauros em Meu Jardim, do Carlos Hotta. Parabéns aí, Carlos! Acho que esse link vale mais que dúzias de links vindos de adultos… É um sinal de que a humanidade ainda não está perdida.
Daí eu sugeri que Mariana enviasse para sua amiga o link do Xis-Xis (afinal, ciência é coisa de mulherzinha, como diz a Isis). E também o link do ABC, mas não sei se a amiga incorporou isso. Hoje vou conferir e coloco o link do blog por aqui…

Ciência e Religião 2.0

Ontem apresentei a versão bastante mudada da palestra “Ciência e Religião”, curso de difusão cultural aqui no DFM-FFCLRP-USP. A versão 2.0 em PDF pode ser encontrada aqui.

Está ficando cada vez mais claro que um grande problema para a Divulgação Científica, especialmente no caso dos blogs opinativos, é como se situar dentro da polarização ideológica entre neo-teístas (por exemplo os cientistas ganhadores do prêmio Templeton) e neo-ateístas (Dawkins, Dennet, Harris etc).

Uma coisa curiosa que noto é que a grande maioria dos novos teístas são físicos enquanto que a maioria dos novos ateístas são biólogos. Para provocar meus amigos biólogos, menciono uma frase de John D. Barrow em um debate com Richard Dawkins: “Richard, o problema com você é que você não é um cientista. Você é um biólogo.”

Eu tenho uma solução provisória que seria a de os jornalistas de ciência e blogueiros terem uma abordagem crítica e informativa, com maior profundidade histórica e filosófica, desmitificando argumentos dos dois campos.

Por exemplo, quando criticamos a Teoria da Terra Jovem (literalismo bíblico), acho que uma melhor idéia não é apenas apresentar as evidências que a contradizem (isso seria o nível básico da informação científica) mas também mostrar que a Teoria é irrefutável pois equivale à Teoria da Matrix = este mundo é uma ilusão criada por um Deus tecnológico, uma grande simulação que poderia ter se iniciado não apenas há 6.000 anos atrás, mas sim há 6 dias atrás… Este tipo de teoria meio solipsista é irrefutável e portanto não científica a priori.

Do mesmo modo, o mito de que cientistas teriam sido mortos ou torturados pela Inquisição precisa ser desmitificado. É um mito inventado pelos iluministas do século XVIII como propaganda mas não possui a menor base histórica. Por exemplo, Giordano Bruno não era um cientista, nem exatamente um livre-pensador, mas sim um mago renascentista que via no Heliocentrismo o sinal de uma Nova Era onde o culto ao deus Sol egípcio Aton iria derrubar o cristianismo. Foi condenado por suas opiniões teológicas (que configuravam opiniões político-ideológicas) e não exatamente por suas opiniões científicas.

Outro exemplo é o caso Galileu, ver aqui, que os historiadores modernos consideram uma anomalia nas relações Igreja e Ciência (porque na época a Igreja patrocinava fortemente as pesquisas científicas e as artes em geral). Galileu era bastante sarcástico e acabou granjeando muitos inimigos dentro e fora da Igreja, mesmo entre universitários seculares. Alguns desses inimigos formam um complô para prejudicá-lo, e o meio para isso na época é denunciá-lo por heresia.

Deve-se lembrar que o Tribunal da Inquisição só tinha autoridade sobre católicos confessos (como era o caso de Galileu) e a discussão sobre o Heliocentrismo no caso Galileu era se ele tinha o direito de ensiná-lo como teoria comprovada ou como teoria especulativa. O cardeal Belarmino tinha uma visão instrumentalista da ciência (como a maior parte dos cientistas hoje) onde uma teoria científica é um modelo da realidade, mas não uma visão com acesso direto à realidade. Já Galileu era um realista convicto, pré-Kantiano.

Galileu afirmava que o Heliocentrismo estava comprovado (mas naquele momento realmente ainda não estava, pois não havia eliminado explicações e teorias alternativas). Sua versão do Heliocentrismo era empiricamente deficiente: órbitas circulares em vez de Keplerianas, que produziam previsões empíricas piores do que o sistema Ptolomaico. E a falta de efeitos de paralaxe nas estrelas (uma previsão do Heliocentrismo) parecia constituir uma forte evidência contra o modelo.

A natureza dos fenômenos astronômicos observados pelo telescópio também não era clara, pois ele não tinha uma teoria de como o telescópio funcionava (tópico bastante discutido por Thomas Kuhn): ou seja, para os céticos da época (o pessoal das universidades) o telescópio seria como uma máquina Kirlian cujas fotos “provariam” a existência da aura (o que não é o caso…). Também os céticos hoje não ficam perdendo seu tempo com máquinas Kirlian. A presença de efeitos de distorção cromática não ajudava muito seu caso: como distinguir os fenômenos reais das ilusões de ótica?

Uma coisa que aprendi esses dias foi que, na verdade, o principal fator que impediu a aceitação do Heliocentrismo foi a reputação de Ticho Brahe como astrônomo e sua defesa do seu modelo híbrido geocêntrico. Foi Ticho que também chamou a atenção da falta de paralaxe estelar como argumento contra o Helicentrismo. Esse fator, pelo que conheço do meio universitário, parece bastante plausível…

O esclarecimento de certos mitos e inverdades históricas seria um tema interessante para a Divulgação Científica. Lembro como achei um absurdo Marcelo Gleiser afirmar em seu primeiro livro que o Aristotelismo dominou o Ocidente por mil anos, dado que Aristóteles só foi redescoberto no Ocidente através da tradução dos trabalhos do filósofo árabe Averroes no século XIII.

E assim vai… Que tal este desafio, amigos blogueiros? Em nossos posts, nunca mostrasmos um conhecimento de história da ciência inferior ao que pode ser encontrado facilmente na Wikipedia? Acho que esse é o nível mínimo que podemos estabelecer para nós mesmos…

Isis

Ando estudando o culto a Isis. Muito interessante: acredito que em suas relações como deusa ligada à agricultura, às ervas farmacêuticas, ao conhecimento dos mistérios, à arte da guerra (algo que seus adoradores modernos não gostam de ressaltar)  etc, fazem-na um símbolo, um ícone da ciência moderna. Da Wikipedia:
Plutarch, a Greek scholar who lived from 46 C.E. to 120 C.E. wrote, Isis and Osiris[8] which is considered a main source about the very late myths about Isis. In it he writes of Isis: “she is both wise, and a lover of wisdom; as her name appears to denote that, more than any other, knowing and knowledge belong to her.” and that the shrine of Isis in Sais carried the inscription “I am all that hath been, and is, and shall be; and my veil no mortal has hitherto raised.” [9] 

At Sais, however, the patron goddess of its ancient cult was Neith, many of whose traits had begun to be attributed to Isis during the Greek occupation. In The Golden Ass the Roman writer Apuleius later gives us his understanding of Isis in the second century. The following paragraph is particularly significant:

You see me here, Lucius, in answer to your prayer. I am nature, the universal Mother, mistress of all the elements, primordial child of time, sovereign of all things spiritual, queen of the dead, queen also of the immortals, the single manifestation of all gods and goddesses that are, my nod governs the shining heights of Heavens, the wholesome sea breezes. Though I am worshipped in many aspects, known by countless names … some know me as Juno, some as Bellona … the Egyptians who excel in ancient learning and worship call me by my true name…Queen Isis.

Little information on Egyptian rituals for Isis survives, however, it is clear there were both priests and priestesses officiating at her cult rituals throughout its entire history. By theGreco-Roman era, many of them were healers, and were said to have many other special powers, including dream interpretation and the ability to control the weather, which they did by braiding or not combing their hair. The latter was believed because the Egyptians considered knots to have magical powers.

Engraçado que o simbolo de Isis é um nó em uma (super?)corda… risos.

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Saiu a lista das 10 blogueiras +Gatas do Gravatai Merengue deste ano. Isis Nóbile Diniz, do Xis-Xis, continua a representar a blogosfera científica, com todo mérito! Isso é importante: Isis quebra com o estereótipo da menina nerd de óculos e espinhas. E o pior é que ela tem tanto carisma e inteligência que esquecemos que é bonita… vocês me acreditam? Prima-neta de Leila Diniz, por suas escolhas e sua presença, inspira as meninas a gostar de ciência. OK, inspira os marmanjos também!
O texto do Gravatai Merengue:

Trata-se do patamar máximo da evolução da espécie. E não usamos a expressão de graça, já que além de blogueira é ainda por cima especializada em divulgação científica. Em suma: a mais maravilhosa das maravilhosas se dedica a tópicos inteligentes. Sim, caro leitor deste texto, por mais incrível que possa parecer, encontramos algo mais raro que o Santo Graal: uma gostosona legal e inteligente. Segundo algumas teorias, justamente a mais científica das beldades justificaria a existência divina; alguns teólogos alegam, inclusive, que ela própria seria uma divindade. Nós, que não acreditamos na existência de qualquer coisa desse tipo, estamos totalmente dispostos a nos converter a essa religião em específico.

Isis por Isis…

Nome e Nick: Isis Nóbile Diniz e Isis (simples, não?)
Idade: apenas 27 aninhos
BlogXis Xis
Ocupaçãojornalista especializada em ciência e meio ambiente

No blog escrevo sobre duas paixões: ciência e meio ambiente. Sempre que possível também defendo nós, mulheres. Bom, como muitos focas, cursei jornalismo na expectativa de mudar o mundo para melhor. Em seguida, me especializei em divulgação científica. Acredito que sem educação, cuidado com o meio ambiente e conhecimento científico uma população como a brasileira jamais sairá da miséria. E, assim, faço – humildemente – a minha parte. Como profissional, também trabalho sobre os mesmos temas para alguns veículos de comunicação. Ah… Quanto à vida amorosa… Hum… Estou SOLTEIRA.

Me ficou uma dúvida: quando os pais de Isis escolheram seu nome, sabiam que o mesmo estava relacionado à uma deusa egípicia do conhecimento e da tecnologia (“que é a magia que funciona“)???

Entrevista do Marcelo Leite do blog Ciência em Dia sobre blogs de ciência, divulgação científica e polêmicas entre visões religiões e científicas.
Marcelo introduz um termo interessante: seu blog não é de divulgação da cultura científica mas sim de crítica da ciência, que não deveria ser interpretado como crítica romântica da ciência (Roszack, Marcuse, Escola de Frankfurt etc) mas sim de “crítica da ciência” no mesmo sentido que “crítica de arte” e “crítica de música”. Ou seja, não como uma atividade de crítica anticientífica, que defende que a visão científica (normalmente seguida do adjetivo “materialista”) é a raiz de todos os males da sociedade Ocidental (e da Oriental?), mas como uma crítica jornalística mais leve.
Pelo que entendi dessa nova posição do Marcelo, o jornalismo pode criticar a Ciência e suas instituições sem negá-la em seus fundamentos, assim como criticar ações políticas sem negar a atividade Política ou criticar um filme ou toda uma ação do governo de financiamento de filmes brasileiros sem negar o Cinema. Bom, certamente isso já não é o Homem Unidimensional de Marcuse.
Outra coisa interessante que Marcelo fala no blog (mas não na entrevista) é que neste seu novo livro ele muda certas opiniões que tinha sobre o Darwinismo após ler (finalmente) o livro Darwinian Left de Peter Singer. Quando será que vão traduzir esse pequeno e seminal livro para o português?
O link para a entrevista do Marcelo Leite ficava ligando automaticamente quando se entra aqui. Assim, retirei o mesmo, deixando o link explicito aqui para quem quiser ouvir:

Buscando buscadores de blogs

O ArXiv.org é um repositório de preprints com acesso aberto. Uma de suas desvantagens é que muitos são artigos que ainda não passaram por peer review. Uma de suas vantagens é que idéias criativas e especulações científicas interessantes ainda não foram eliminadas pelo peer review. Para memorizar: ArXiv com X é uma referência brincalhona a Arquivo X: a verdade está lá fora!

Do Physics ArXiv Blog:

Posted: 29 Mar 2009 09:10 PM PDT

The flaw behind the latest approach to blog search

Use a search engine to hunt for a decent blog on an unusual topic and the chances are that you’ll find little of real value. 

The problem is that blogs are not knitted together with hyperlinks in the same way as the rest of the web, which is why traditional search algorithms do a poor job of ranking them. For example, the famous Google algorithm, PageRank, works by counting the number of links that point to a webpage. The more a page receives, the higher it is ranked. But it also assumes that links from popular sites are more valuable, so a ranking is also weighted according to the popularity of the linking pages. 

That works pretty well for ordinary web pages but fails miserably for most blogs because the links they receive offer little indication of their quality or content. For example, there is no way to distinguish between a link made with pleasure or in anger. And blogs generally receive fewer links than other types of page, even when they are widely read and influential among a specific but small group of people. 

So how to improve blog search? Apostolos Kritikopoulos and pals at the Athens University of Economics and Business in Greece say the key is to bolster the PageRank approach with other information about how blogs may be related. They say for example that it is possible to expoit the blog’s topic as determined by tags and also to exploit the contribution made by authors and commenters and the way in which these individuals add content to more than one blog.

Taking these factors into consideration radically changes the kind of rankings that a blog search throws up. Kritikopoulos and co show how different their approach is by ranking the top 1000 blogs in a dataset from 2006 using PageRank and then using their own algorithm called BlogRank. These lists (and another ranking method) share only 139 common entries.

The top 3 PageRanked blogs are: 

  1. BoingBoing
  2. Engadget
  3. grahame.livejournal.com/

The top 3 BlogRank blogs are:

  1. nocapital.blogspot.com/
  2. pseudomanitou.livejournal.com/
  3. tbogg.blogspot.com/

What this tells us about how BlogRank would work for actual keyword searches isn’t clear. 
But it is apparent that the team will have its work cut out getting the kind of information that it claims gives BlogRank an advantage. For example, it’s not always possible to get hold of a full list of commenters on many blogs. And even when it is possible, identifying authors and commenters is tricky because they often hide their identity (ahem). 
That may be BlogRank’s fatal failing.
Kritikopoulos and co conclude that their experimental results are “quite encouraging”. Maybe. They also say: “Much more experimental evaluation of our method, as well as tuning of its parameters is needed.”
That’s for sure. It may be some time before we get a search engine that does half as good a job for blogs as it does for the rest of the web.
Ref: arxiv.org/abs/0903.4035: BlogRank: Ranking Weblogs Based on Connectivity and Similarity Features

Gene Reporter analisa texto de Ruth de Aquino

Tá dificil acompanhar a velocidade da blogosfera brasileira. Engraçado que nossos irmãos de Portugual não se manifestaram. Acho que eles achem óbvio (essa palavrinha pegou!) que não vale a pena responder à reporteres brasileiros…


Uma análise mais fina do texto falacioso de Ruth de Aquino feita pelo eBlog Gene Reporter.

Um exemplo da análise passo a passo do post:

Como o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assina todos os documentos com a mão esquerda, é no mínimo inoportuna a pesquisa recente afirmando que “os canhotos vão pior na escola porque são uns desajustados com Q.I. mais baixo”. Foi um estudo amplo, com 10 mil crianças, da Universidade de Bristol, na Inglaterra. As garotas se saem pior ainda, porque, segundo os pesquisadores, “não existe um senso de superação entre as meninas que não escrevem com a mão direita”. E os ambidestros não desenvolveriam todas as habilidades motoras. Como sou mulher, ambidestra e escrevo só com a mão esquerda, esse estudo poderia ter arrasado minha autoestima. Seria trágico se não fosse cômico.

O fato de Obama ser canhoto não tem nada a ver com isso. A Sra. Aquino desconhece o que significam médias. Se os homens na média são mais velozes do que as mulheres não quer dizer que toda mulher é mais lenta do que qualquer homem. Uma campeã olímpica é certamente mais rápida do que eu. Mesmo uma atleta de fim de semana provavelmente é mais veloz. Não há nenhuma tragédia (a não ser a ignorância da jornalista a respeito de estatística) nem comicidade. Canhotos vão menos bem nas escolas, o que isso tem risível? Mostra exatamente a necessidade de ajustes no sistema escolar para que os canhotos possam ir tão bem quanto os destros.

Tese de Ruth de Aquino: Ética versus a necessidade de vender (notícias)

Será que a Ruth escolheu a Tabloidization da Época em vez da ética jornalística?

Isso é muito divertido, mas espero não ser processado…

Bio for Ruth de Aquino

Ruth de Aquino, journalist, 46, two sons, born in Rio de Janeiro

MsC in Media, London School of Economics.

Thesis: Ethics versus the need to sell or the Tabloidization of the British press (93/94)
President of the World Editors Forum, nominated in Zurich, 1999
Since 1974 working with news for magazine, radio, newspaper, media organization.
As reporter, BBC radio news editor, foreign editor in Rio, Formula-1 correspondent, London correspondent, chief-editor and director for multimedia for a regional paper in Rio. Now, foreign correspondent based in Paris.

Recent speeches in international congresses:-
2001 – Trends, concerns and challenges of the world’s newsrooms
University of South Carolina, US – March
Barcelona – May
2000 – How to survive in a free-information world – Stockholm
Innovation and Creativity – World Economic Forum in Rio
1999 – Content and Qualification – Zurich
How to attract women readers – Budapest

Articles written recently:

The new Information Party

Satisfy the appetite of the news digital consumer (Hummmmmmmmmm!)

Ruth de Aquino – Primeiro resultado

Do blog Nas Retinas:

Para Época, Lula jogou Isabella da janela

07/04/2008

Ao terminar de ler o artigo “Um corpo que cai” da redatora-chefe da revista Época, Ruth de Aquino, foi essa a conclusão que cheguei.

Foi o presidente Lula.

O artigo, risível, faz uma comparação esdrúxula entre o vazamento de dados do planalto e o assassinato da menina.

É o jornalismo piegas em ação, orquestrado para a classe média, público da revista.

O texto da redatora-chefe é um exemplo da canalhice, pior que a dos políticos, que envolve quem tem o poder do microfone e da caneta, sem nenhuma responsabilidade com o público ou a notícia.

É inacreditável que uma redatora-chefe de um grande veículo de comunicação use seu espaço para, com chavões, misturar alhos com bugalhos, tratando um assassinato e uma pendenga política como se fossem a mesma coisa.

Só vejo um objetivo nesta coluna: influenciar subliminarmente a opinião pública contra o governo, de forma maliciosa, e nada mais.

Este é o nível do jornalismo da revista. Faça como eu: não dê seu dinheiro para este tipo de revista. Se for assinante, vc pode ser praticamente cúmplice dessa opinião arcaica e rasteira.

Blogueiros de ciência unidos jamais serão vencidos!

Marcelo Hermes chamou a atenção para esta reportagem estúpida na revista Época. Ele propôs que os cientistas e blogueiros de ciência respondessem a altura. Proponho que enchamos a caixa de comentários da moça (blog flame) de modo que ela, pelo menos, consulte um(a) jornalista científico antes de falar bobagem para zilhões de pessoas. Senão, daqui a pouco, sai reportagem similar na Revista Veja.

Se juntarmos uns 10 blogueiros em uma força-tarefa vampira (como já fizeram nossos amigos blogueiros nos EUA) podemos examinar via Google:

1. O currículo da repórter.
2. A qualidade e relevância de seus papers, ou seja, de suas outras reportagens.
3. Existência de plágio em suas reportagens (ok, estou sendo maldoso).
4. A relevância do jornalismo em geral, especialmente da revista Época.
5. Se ela estudou em universidade pública, de modo que dinheiro público foi gasto com ela.

Afinal, ela mexeu em vespeiro, acho que deveria estar preparada: fez um deserviço enorme à opinião pública sobre a ciência, em um país com ciência subdesenvolvida e subpatrocinada. Apenas porque não tinha pauta para esta semana. E esqueceu que, no novo jornalismo, o jornalista precisa ser mais responsável, não é dono de sua coluna e pode ser criticado na hora através das janelas de comentários.

Blogs científicos em alta

Valeu Carlos e Átila, parabéns! Se o LDC puder apoiar de alguma forma institucional o ScienceBlogs Brasil (é com s ou com z?), estamos por aqui! Quem sabe um convite para palestra sobre o SBB na USP de Ribeirão? E algumas conversas científicas regadas a cerveja Demoiselle e Ápia… E precisamos ir preparando o II EWCLiPo em Buzius. Cade o Mauro Rebelo?

Via De Rerun Natura:

Scienceblogs em português

A Seed Media lançou um novo espaço de divulgação de ciência em português, a rede Scienceblogs Brasil. Transcrevo o press release:
ScienceBlogs.com, a maior comunidade de Ciência da rede, anuncia hoje o lançamento de seu mais novo site internacional, ScienceBlogs Brasil.

ScienceBlogs Brasil traz as vozes mais originais e influentes na comunidade científica brasileira,algumas das quais já foram premiadas pelos seus blogs. Editada em São Paulo por Carlos Hotta e Atila Iamarino, o ScienceBlogs Brazil é lançado hoje com 23 blogs escritos em português em tópicos que vão da genética ao meio ambiente. “Nós precisamos de pessoas comprometidas com o aumento da consciência científica no Brasil,” disse Carlos Hotta, “e estou certo que o ScienceBlogs Brasil vai transformar nossas vozes locais em vozes globais.”

O Brasil está surgindo como uma peça fundamental na cultura científica mundial com a sua crescente comunidade científica e ênfase na Ciência e Tecnologia como parte essencial no seu multibilionário plano de ação plurianual para a aceleração do crescimento. O país é o quinto mais populoso no mundo e tem mais de 67 milhões de usuários na internet.

“Estamos entusiasmados com o crescimento do ScienceBlogs pelo mundo e pelo rico diálogo que ele está gerando”, disse Fabien Savenay, Vice-Presidente Senior do Seed Media Group, a empresa matriz do ScienceBlogs. “Estamos excitados por trazer este diálogo para a América do Sul.”

Para que serve um blog de ciências sobre a sua vida científica?

Carlos Hotta, do Brontossauros em meu Jardim, sabendo que minha linha de pesquisa é de redes complexas, me avisou sobre este paper muito interessante, que me tinha passado despercebido mas que agora vou ler no feriado.

Também registro que meus dois estudantes de mestrado, Sandro e Adriadne, me acharam (ou pelo menos me conheceram melhor) via este blog. Entre trinta e um candidatos para o programa de pós-graduação FAMB – Física Aplicada à Medicina e Biologia do DFM-FFCLRP-USP, eles ficaram em primeiro e segundo lugar respectivamente, e ganharam as duas únicas bolsas disponíveis no semestres!

Phys. Rev. Lett. 102, 058701 (2009)

Navigating Ultrasmall Worlds in Ultrashort Time

Download: PDF (261 kB)

Marián Boguñá1 and Dmitri Krioukov21Departament de Física Fonamental, Universitat de Barcelona, Martí i Franquès 1, 08028 Barcelona, Spain 2Cooperative Association for Internet Data Analysis (CAIDA), University of California, San Diego (UCSD), 9500 Gilman Drive, La Jolla, California 92093, USA

Received 18 September 2008; published 3 February 2009

Random scale-free networks are ultrasmall worlds. The average length of the shortest paths in networks of size N scales as lnlnN. Here we show that these ultrasmall worlds can be navigated in ultrashort time. Greedy routing on scale-free networks embedded in metric spaces finds paths with the average length scaling also as lnlnN. Greedy routing uses only local information to navigate a network. Nevertheless, it finds asymptotically the shortest paths, a direct computation of which requires global topology knowledge. Our findings imply that the peculiar structure of complex networks ensures that the lack of global topological awareness has asymptotically no impact on the length of communication paths. These results have important consequences for communication systems such as the Internet, where maintaining knowledge of current topology is a major scalability bottleneck.

Blogar vicia?

Revista Mente e Cérebro

edição 192 – Janeiro 2009
Quando o remédio é escrever

Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem atenção de pesquisadores  por Jessica Wapner

A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta. Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia. Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.


Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs. De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso. Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor. A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências estressantes pode funcionar da mesma forma.

Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação. Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty. Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas. “Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a liberação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.

Você confia em blogueiros científicos anônimos?

Estudos revelam que o anonimato na Internet baixa o nível de civilidade das pessoas: basta ver as flame wars e trolls mesmo em blogs de ciência. 
Mas você acredita que a questão do anonimato é indiferente na blogosfera científica? Você lê blogs de cientistas anônimos? Não deveriam os estudantes, cientistas e jornalistas científicos sempre se identificar? Afinal, se os blogueiros são análogos a colunistas opinativos de pequenos jornais, você acreditaria em um colunista anônimo? Posts como editorias jornalisticos não assinados?
Eu gostaria de formar uma opinião a respeito. Acho que existem várias razões para um estudante ou cientista ser um blogueiro anônimo (medo de ser ridicularizado pelos pares, medo de seu orientador ver que você está gastando seu tempo, medo de futuros empregadores).
Mas será que a razão do anonimato é sempre o medo? Ou outras emoções e justificativas racionais?  Gostaria de receber algum feedback sobre isso nos comentários. De preferência, comentários não anônimos…

O papel dos blogs na divulgação científica no Brasil

Entrevista na IPTV Cultura na Campus Party com blogueiros que participaram do I EWCLiPo (Átila Iamarino, Isis Nóbile Diniz) e outros. Link encontrado via Xis-Xis

http://www.iptvcultura.com.br/sections/ondemand/?id=330

Perturbando a Blogosfera

Recomendo o livro Perturbando o Universo, de Freeman Dyson, para quem quiser divulgação científica com qualidade literária (aqui por R$ 8,00!).
Quando você faz um hiperlink para outros blogs ou fontes em seu post, você está participando do processo “natural” de crescimento da blogosfera. Esse processo de auto-organização leva a uma estrutura de rede complexa em forma de lei de potência (a tal long tail) com um dado expoente que descreve seu formato – a “concentração de renda” de links – expoente que pretendo descobrir se depende do tempo.
Como apresentei no EWCLiPo, outras práticas correntes na blogosfera como fazer listas top 10 ou top 100 influenciam a curva Autoridade versus Rank (Zipf plot) dos blogs, por exemplo, multiplicando por um fator 10 a autoridade dos blogs que apareceram na lista. Ou seja, se o processo normal de auto-organização é baseado na lei de Mateus (“O rico em links fica mais rico”), a lista produz um efeito Super Mateus “O Top 100 Technorati fica mais rico ainda!”.
Existem outras práticas que perturbam a distribuição de links “natural” da blogosfera? Bom, como a blogosfera é uma rede tecnológica, é dificil dizer o que é natural e o que não é, mas uso essa palavra com cuidado no sentindo de distinguir ações intencionais das não intencionais (por exemplo, um ataque intencional na rede definida pela internet visando sua desconexão com o menor número de links ou nodos detonados).
Três tipos de sites podem potencialmente “perturbar a blogosfera” científica (talvez vocês conheçam outros): 
1. Metablogs que contenham uma lista extensa de links de blogs científicos, tais como o Blogs de Ciência e o Anel de Blogs Científicos: eles fazem shortcuts entre blogs, são superhubs, podem talvez fazer com que as pessoas deixem de cuidar adequadamente de seus blogrolls. Isso seria péssimo, pois é importante para a blogosfera a formação dessas comunidades de blogs fortemente linkados. O objetivo do Blogs de Ciência e do ABC é melhorar o acesso do leitor aos blogs de ciência, especialmente aos pequenos e desconhecidos mas que podem ter potencial de crescimento. Por outro lado, listas extensas de blogs científicos poderiam ser úteis pois o blogueiro poderia deixar no seu blogroll apenas os blogs que ele realmente valoriza, ou seja, blogrolls mais enxutos.
2. Condomínios de blogs como o Science Blogs e o Lablogatórios (que em breve carregará a marca Science Blogs Brazil). O Roda da Ciência é um condomínio informal, acho, funcionando como um pequeno hub para posts com temas mensais. Acho que aqui o objetivo é agregar blogs de qualidade na sua peridiocidade, autoridade científica e qualidade de escrita. Nesse sentido, acho que os condomínios se tornam as listas efetivas dos Top Ten ou Top 20 blogs e podem gerar o tal efeito Super Mateus. Evidência a favor disso é o fato de que grande parte dos concorrentes ao Best Blogs Brazil na categoria Ciência pertenciam ao Lablogatórios.
3. Existem metablogs menores, por exemplo especializados apenas em ambientalismo ou geociências. Ainda não sei se eles teriam algum efeito estatístico na blogosfera científica.
É claro que “Perturbar a Blogosfera”, ou seja, sua distribuição de autoridade em forma de lei de potência (na verdade, de Zipf-Mandelbrot) não é algo ruim em si, apenas deixa o fenômeno da blogosfera mais complicado. Essas diversas estruturas e fatores hierárquicos deverão então ser levados em conta em um estudo mais aprofundado da blogosfera (científica ou não) no Brasil e no exterior. E como uma recente discussão no Polegar Opositor revelou, existem muitas discussões mais interessantes sobre o blogar científicos do que ficar fazendo estatística de links (basicamente nosso trabalho lá no ABC). Por exemplo, como se profissionalizar, como transformar seu blog em um livro e coisas desse tipo.
Lá no ABC nossa intenção é outra. Gostariamos que responder à algumas perguntas:
  1. Qual o tamanho relativo da blogosfera científica brasileira em relação à de Portugal?
  2. Qual a propoção relativa de blogs nas áreas cobertas: Física, Astronomia, Biologia, Química, Matemática etc…
  3. Que áreas ainda não foram cobertas?
  4. Para cada blog científico quantos blogs “pseudocientíficos” existem?
  5. A blogosfera científica está em crescimento? A que taxa? Já demonstra sinais de saturação?
  6. Qual a vida média de um blog científico?
  7. Quantos blogs são feitos por cientistas profissionais? Por pós-docs? Por estudantes? etc
  8. Etc… 
É por isso que precisamos enfatizar os dados quantitativos: números de links, autoridade, fator h etc. As perguntas são outras, perguntas que só podem ser respondidas de forma estatística.
PS: Algumas coisas para referências: aparentemente a Autoridade do BlogBlogs é idêntica à do Technorati, a menos de detalhes de filtragem de links.

Science Blogging 2009?

Ildeu de Castro Moreira nos chamou atenção para esta conferência, ocorrida ano passado. Será que o evento se repetirá em 2009? Algum blogueiro de ciência brasileiro participou?

Science Blogging 2008

On 30th August Nature Networks in collaboration with the Royal Institution are hosting the inaugural science blogging conference: Science Blogging 2008 London. The Department for Innovation, Universities and Skills is delighted to be suporting this event which aims to bring together science bloggers from around the world to discuss the pressing issues in science, science communication, publishing and education.

The science blogging community is growing rapidly and reaching larger audiences. What can science bloggers do to maximise their impact? Can blogging contribute to scientific research and careers? How can blogs be used to help educate the public about science? What other emerging online tools will play a role in science?

Bloggers, science writers and scientists will be gathering at the Royal Institution of Great Britain in London on Saturday to spend a day discussing these issues. The event was very popular and is fully booked now, but you can check out the

website.

Program
8:30 – 9:45

Coffee/Breakfast; Proposal of unconference sessions
9:45 – 10:00
Opening remarks: Naomi Temple, Royal Institution; Matt Brown/Corie Lok, Nature Network
10:00 – 10:30
Keynote: Ben Goldacre
www.badscience.net
10:30 – 11:30
Panel: The scientific life, exposed
Jenny Rohn, Grrl Scientist, Anna Kushnir. Moderated by Mo Costandi. Mistrust of scientists is common, and misinterpretation of scientific results rampant. Science blogs can serve as a bridge between scientists and the general public. Blogs build a community of scientists in which they can discuss the peculiarities of their jobs, their work, and their results. More than that, science blogs have the power to demystify the scientific process for the public and to reverse deeply held stereotypes of scientists. In this session, we will discuss how science blogs can change the public’s perception of scientists and provide a support framework for scientists themselves.
11:30 – 11:45
Short break; Voting on unconference sessions
11:45 – 12:30
Morning breakout sessions. Three parallel sessions of 45 minutes, with option to go 15 minutes longer.

Breakout 1: There’s a giraffe on my unicycle: Can blogging unlock your creativity? Clare Dudman, Brian Clegg and Henry Gee. Poincaré talked about ideas like gas molecules colliding in the room of his mind; Einstein talked about dreams; and Archimedes was in his bath when it hit him…that lightbulb going on, that great insight, that EUREKA MOMENT when two apparently unrelated ideas come together. Can blogging be a useful catalyst for creativity? Using a few examples from our own experiences as a springboard, we intend this to lead to a workshop/discussion on how blogging can help us create. Please bring your giraffe and your unicycle along with you.

Breakout 2: How to make friendfeeds and influence people Matt Wood. An introduction to microblogging and aggregation services (such as Friendfeed, Twitter, Tumblr etc), before opening things up to a discussion on their use in science, open notebooks, etc.

Breakout 3: How to enhance your blog Maxine Clarke and Euan Adie. Once you have decided to blog, what kind of blog do you choose? Blogging within a network, blogging on a stand-alone platform, group blogging, or microblogging all have advantages and disadvantages, as we will outline.However you blog, it is all about communication and conversation, and we’ll be revealing some of the things you can do to increase your nternet presence, whether you are just a bit of a magpie (Maxine) or a bedroom coder (Euan), or at some point in between. We hope to have a lively discussion with participants about these topics.
12:30 – 1:45
Lunch and networking; Announce afternoon unconference sessions
1:45 – 2:30
Afternoon breakout sessions. Three parallel sessions of 45 minutes, with option to go 15 minutes longer.

Breakout 4: Science in Second Life: a virtual tour Jo Scott. Jo will take you on a tour of the key sites of relevance to scientists in the virtual world Second Life. A group discussion will then look at how useful such environments are (or could become) for disseminating scientific ideas and holding virtual conferences.

Breakout 5: Science blogs and online forums as teaching tools Martin Fenner, Oliver Obst and Jeff Marlow. We will discuss the role that science blogs and online forums are having in teaching science today. In a panel discussion we will look at practical examples and examine their potential as well as their shortcomings. To foster the use of these online tools in teaching, we hope to come up with a list of suggestions for both educators and software developers at the end of the session. (Other panellists to be decided.)

Breakout 6: Communicating Primary Research Publicly Heather Etchevers, Jean-Claude Bradley and Bob O’Hara. New web technologies afford unprecedented opportunities to share scientific data and results before official publication in a traditional journal. What are the benefits and drawbacks for a scientist to use these tools? Could the role of traditional publishers change as more scientists adopt increasingly diverse mechanisms to disclose research? How might this change the way science is done in the future?
2:30 – 3:15
Coffee and networking
3:15 – 4:15
Unconference sessions: 3 parallel sessions to be decided on the day by vote. If you’d like to speak, or lead a discussion, pitch your ideas in the morning before the first talk. You can begin discussing potential sessions in the
conference forum.
4:15 – 5:30
Wrap-Up Panel: Embracing change: Taking online science into the future.The panelists summarise the key themes of the day and provide a look into the future of online communication and collaboration in science. The goal is for attendees to come away with things they can do to enhance communication of science online.
Richard Grant, Cameron Neylon and Peter Murray-Rust. Moderated by Timo Hannay.
5:30 – 5:40
Closing remarks Matt Brown/Corie Lok/Royal Institution
5:45
Drinks and networking at the RI, to be continued at a local pub (location to be announced).

Algumas observações sobre o formato, comparando com o EWCLiPo:

1. As “unconferenced sessions” são curiosas, talvez pudessemos adaptar isso. Em todo caso, as várias mesas redondas do EWCLiPo deram um tom de informalidade ao Encontro.

2. A conferência foi realizada em apenas um dia, no sábado. O EWCLiPo durou dois dias, na quinta e sexta, mas muita gente só podia estar presente em um dia (especialmente os jornalistas). A sugestão para o próximo EWCLiPo é realizar o evento em um final de semana (em Búzios?).

3. Notei várias palestras dadas por dois ou mais autores. Um formato interessante, que poderíamos adotar.

Portal ABC atinge 100 blogs científicos brasileiros!

O Portal ABC está mais amigável, com blogs de ciência classificados em grandes categorias e visualização por Snapshots. Atingimos hoje uma listagem de cem blogs brasileiros. Dê uma visitinha. Semana que vêm será instalada a página de blogs de Portugal e demais países de língua portuguesa. Em especial, estamos procurando blogs de ciência em paises africanos. Você conhece algum?

  1. Se você não está satisfeito com a classe onde foi colocado seu blog, escreva nos comentários na própria página do ABC.
  2. Se você quer sugerir um blog, coloque o link nos comentários para nossa avaliação.
  3. Se você quer uma outra redação para a descrição do seu blog, igualmente entre em contato através dos comentários.

Pedimos duas contrapartidas:

  1. Você deve cadastrar seu blog no site do Technorati, para obtermos dados estatísticos sobre ele.
  2. Você deve colocar um link para o ABC no seu blogroll de seu blog.

Ondes estão os blogs de Tecnologia?

Foto: Coelhinhas da Playboy no Campus Party 2009.

Aprendo através do Rafael Soares (RNAMensageiro), que cita uma pesquisa de Alex Primo, que os posts sobre ciência somam apenas 0,33% em uma amostra de 5218 posts publicados no mês de agôsto de 2007 pelos 50 blogs brasileiros mais bem colocados no rank Technorati.

OK, OK, eu sei que todo mundo vai reclamar aqui do rank Technorati (assim como os alunos reclamam das notas que damos a eles nas provas – afinal elas não avaliam qualitativamente o que eles pretendiam dizer, mas apenas o que eles efetivamente disseram!). Bom, se um dia implementarem o índice de Hirsch para blogs de forma automática, as coisas melhoram (um pouquinho!).

Rafael sugere que deveriamos nos alegrar, pois temos um nicho totalmente inexplorado na blogosfera brasileira. Sim, eu gosto desse tipo de otimismo! Mas notei uma coisa curiosa: estamos lá no Anel de Blogs Científicos dividindo os blogs por classes, por exemplo Ciências da Vida, Ciências Exatas (o que quer que isso signifique), Humanidades (blog de Humanidades é científico?), Tecnologia etc.

Mas ao longo deste último ano, embora a pesquisa do Alex diga que 25% dos posts dos top 50 blogs são sobre tecnologia, não encontramos muitos blogs dedicados à Tecnologia. Talvez seja uma questão interpretativa: não estamos (muito) interessados em blogs sobre gadgets tecnológicos, mas sim sobre Tecnologia no sentido amplo, como na sigla C&T.

Se você conhece bons blogs de Tecnologia (não vale blogs de computação ou de gadgets), sugira alguns aí nos comentários!