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Dossiê: Tramas de amor e desejo – Imagens de um cérebro apaixonado

Da Mente e Cérebro:

Com ajuda da ressonância magnética funcional, pesquisadores descobriram como o amor subverte nossa vida emocional
por Andreas Bartels e Semir Zeki

CORES DA PAIXÃO: As regiões cerebrais do sistema límbico em amarelo são ativas apenas nos apaixonados que no tomógrafo viram uma foto do parceiro. Os “módulos do amor” estão em meio a quatro estruturas diferentes, sobre cujas funções sabe-se alguma coisa: o córtex cingular ajuda a reconhecer sensações, a ínsula integra a informação dos órgãos sensoriais, enquanto partes do núcleo caudado e do putâmen também estão ativas na excitação sexual.

O amor é a espiritualização dos sentidos, dizia a sacerdotisa Diotima a Sócrates. E obviamente tudo que pensamos e sentimos, inclusive o amor, acontece em nossa cabeça. Até recentemente, os pesquisadores do cérebro pouco contribuíram para a compreensão dessa emoção tão especial. Eles estudavam principalmente sensações negativas como medo ou depressão, já que é mais fácil irritar ou assustar voluntários que produzir alegria ou mesmo amor de modo confiável em laboratório. Ainda assim, decidimos dar o primeiro passo para o desbravamento neurocientífico de sensações positivas. Começamos com o amor romântico.

Pedimos a milhares de estudantes de Londres e adjacências que se manifestassem caso se sentissem “truly, madly and deeply”, ou seja, “verdadeira, enlouquecida e profundamente” apaixonados. Recebemos cerca de 70 respostas, três quartos de mulheres. Solicitamos uma breve descrição da relação, fizemos entrevistas e finalmente selecionamos 11 voluntárias e seis voluntários, numa composição multicultural e multiétnica, com 11 nacionalidades diferentes.

Surpreendentemente, nenhum dos participantes acabara de se apaixonar– todos estavam em uma relação mais longa, de dois anos em média, e extremamente satisfatória. Mas a seleção tinha funcionado: ao responder a um questionário psicológico do amor que já tinha sido aplicado a centenas de apaixonados, nossos voluntários atingiram “valores de amor” mais altos que os melhores do estudo anterior. Para maior garantia, fizemos um teste psicológico suplementar que, à semelhança de um detector de mentiras, fundamentava-se na medição da resistência da pele. Quase todos os voluntários começaram a suar diante da foto do parceiro.

Analisamos os apaixonados com a tomografia de ressonância magnética funcional, procedimento que torna visível a atividade de várias áreas cerebrais em um determinado momento, com alta resolução espacial. É verdade que o desconfortável tubo do scanner não é exatamente propício à produção de sentimentos amorosos. Mostramos ao voluntário deitado no scanner uma foto da pessoa amada, pedindo que pensasse nela e relaxasse. Como nos relataram, todos puderam sentir claramente seu afeto.

Continue a ler aqui.

PARA CONHECER MAIS
The Neural Basis of Romantic Love.

A. Bartels, S. Zeki em Neuroreport 11, pág. 3.829, 2000.
www.vislab.ucl.ac.uk

Andreas Bartels e Semir Zeki são pesquisadores do University College de Londres.

Estudantes que não dormem têm notas piores, diz estudo

14/12/2007 – 18h54

da Folha Online

Os alunos que nunca ficam estudando à noite toda têm notas ligeiramente maiores do que aqueles que optam por perder noites inteiras para estudar, diz um estudo norte-americano divulgado nesta sexta-feira.
Uma pesquisa com 120 estudantes na St. Lawrence University, em Nova York, revelou que os estudantes que nunca passavam noites em claro estudando tinham nota média 3,2. Já os que optavam por perder noites de sono para estudar tiveram nota 2,95.
O estudo será publicado em janeiro na revista “Behavioral Sleep Medicine”.
“Não é uma grande diferença, mas chama a atenção”, afirmou Pamela Thacher, professora-assistente da universidade e autora do estudo. “Eu estudo principalmente a questão do sono e sei que ninguém consegue pensar de forma clara às 4 da manhã. Você acha que sim, mas não consegue”, diz.
Um segundo estudo feito por Thacher mostra resultados “bastante similares”, com notas mais baixas entre os estudantes que deixam de dormir.
Howard Weiss, um médico do St. Peter’s Sleep Center, em Albany, afirma que os resultados do estudo fazem sentido.
“Certamente os dados mostram que um período curto de sono interfere na concentração, no desempenho e em testes objetivos”, disse ele.
No primeiro estudo de Thacher, 65 alunos afirmaram que passaram mais de uma noite toda sem dormir para estudar e 45 disseram que nunca haviam feito isso. A pesquisa foi feita com alunos de diversos cursos.

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Da Wikipedia:

[edit] Dream content
From the 1940s to 1985, Calvin S. Hall collected more than 50,000 dream reports at Western Reserve University. In 1966 Hall and Van De Castle published The content analysis of dreams in which they outlined a coding system to study 1,000 dream reports from college students.[26] It was found that people all over the world dream of mostly the same things. Hall’s complete dream reports became publicly available in the mid-1990s by Hall’s protégé William Domhoff allowing further different annylisis.

[edit] Emotions
The most common emotion experienced in dreams is anxiety. Negative emotions are more common than positive feelings.[26] Some ethnic groups like the Yir Yoront showed an abnormally high percentage of dreams of an aggressive nature. The U.S. ranks the highest amongst industrialized nations for aggression in dreams with 50 percent of U.S. males reporting aggression in dreams, compared to 32 percent for Dutch men.[26]

[edit] Gender differences
It is believed that in men’s dreams an average of 70 percent of the characters are other men, while a female’s dreams contain an equal number of men and women.[27] Men generally had more aggressive feelings in their dreams than women, and children’s dreams did not have very much aggression until they reached teen age. These findings parallel much of the current research on gender and gender role comparisons in aggressive behavior. Rather than showing a complementary or compensatory aggressive style, this study supports the view that there is a continuity between our conscious and unconscious styles and personalities.

[edit] Sexual content
The Hall data analysis shows that sexual dreams show up no more than 10 percent of the time and are more prevalent in young to mid teens[26]. Another study showed that 8% of men’s and women’s dreams have sexual content[28].

[edit] Recurring dreams
While the content of most dreams is dreamt only once, many people experience recurring dreams—that is, the same dream narrative is experienced over different occasions of sleep. Up to 70% of females and 65% of males report recurrent dreams.[29]

[edit] Common themes
Content-analysis studies scientists have identified common reported themes in dreams. These include: situations relating to school, being chased, running slowly/inplace, sexual experiences, falling, arriving too late, a person now alive being dead, teeth falling out, flying, embarrassing moments, failing an examination, or a car accident. Twelve percent of people dream only in black and white.[30]

Para ler na semana que vem…

Neuropsychopharmacology Reviews

Neuropsychopharmacology (2008) 33, 56–72; doi:10.1038/sj.npp.1301555; published online 19 September 2007

Neural Mechanisms of Extinction Learning and Retrieval


Gregory J Quirk1 and Devin Mueller1
1Department of Psychiatry, University of Puerto Rico School of Medicine, San Juan, Puerto Rico
Correspondence: Dr GJ Quirk, Department of Psychiatry, University of Puerto Rico School of Medicine, PO Box 365067, San Juan 00936-5067, Puerto Rico. Tel: +1 787 999 3058; Fax: +1 787 999 3057; E-mail: [email protected]
Received 15 May 2007; Revised 11 July 2007; Accepted 29 July 2007; Published online 19 September 2007.
Top of page
Abstract
Emotional learning is necessary for individuals to survive and prosper. Once acquired, however, emotional associations are not always expressed. Indeed, the regulation of emotional expression under varying environmental conditions is essential for mental health. The simplest form of emotional regulation is extinction, in which conditioned responding to a stimulus decreases when the reinforcer is omitted. Two decades of research on the neural mechanisms of fear conditioning have laid the groundwork for understanding extinction. In this review, we summarize recent work on the neural mechanisms of extinction learning. Like other forms of learning, extinction occurs in three phases: acquisition, consolidation, and retrieval, each of which depends on specific structures (amygdala, prefrontal cortex, hippocampus) and molecular mechanisms (receptors and signaling pathways). Pharmacological methods to facilitate consolidation and retrieval of extinction, for both aversive and appetitive conditioning, are setting the stage for novel treatments for anxiety disorders and addictions.
Keywords:
infralimbic cortex, amygdala, fear conditioning, glutamate receptors, bursting, PTSD

Aumente seu QI fazendo sexo…

03/12/2007 – 08h35

Sexo e chocolate aumentam capacidade cerebral, diz livro

da BBC Brasil

Fazer sexo, comer chocolate amargo e consumir um café da manhã rico em frios pode ser o segredo para treinar e impulsionar a capacidade cerebral.
A tese é defendida no livro Teaching Yourself: Training Your Brain (Ensine você mesmo: treine seu cérebro, em tradução livre), que será publicado em janeiro no Reino Unido e ainda não tem data para chegar ao Brasil.
Na obra, os autores Terry Horne e Simon Wootin analisam como a dieta, o ambiente e o estresse afetam a capacidade mental das pessoas.
Grande parte das sugestões feitas no livro tem como base substâncias químicas liberadas no organismo a partir de certas atividades, como fazer sexo.
De acordo com a obra, a penetração durante o ato sexual aumenta os níveis de oxitocina, que estimula o cérebro a pensar em novas idéias e soluções para problemas, enquanto que o pós-coito aumenta a quantidade de serotonina, estimulando a criatividade e o pensamento lógico.
No que se refere à comida, os autores acreditam que ingredientes encontrados no chocolate amargo, como magnésio e antioxidantes, aumentam a oxigenação cerebral. E comer frios, ovos ou peixes no café da manhã dá mais energia e facilita a absorção de nutrientes pelo organismo.
Envolvimento e satisfação
“Durante décadas nós pensamos que a capacidade no cérebro é geneticamente determinada, e agora ficou claro que é uma questão de estilo de vida”, explicou Terry Horne, autor do livro e palestrante na Universidade de Lancaster.
Os autores aconselham os leitores a seguirem um “conceito de vida” chamado BLISS (prazer corporal, alegria, envolvimento, satisfação e sexo, na sigla em inglês) para aumentar a performance mental.
E ainda afirmam que quem quer impulsionar o cérebro deve evitar fumar maconha, assistir a novelas e conviver com quem reclama muito da vida.
“Misture-se com pessoas que te façam rir. Evite as pessoas que reclamam demais porque elas podem deixá-lo deprimido”, aconselhou Hornes, que ainda defende baixa ingestão de álcool e carnes vermelhas.
Ainda na lista das atividades para estimular a “massa cinzenta”, os autores defendem que crianças façam deveres de casa acompanhadas de colegas ou dos pais e que desde cedo sigam uma dieta baixa em gordura, rica em brócolis, peixes com ômega 3, pães e massas integrais.

Livre arbítrio

26/11/2007 – 10h23

Problema não é no DNA, mas os genes influenciam, diz cientista

da Folha Online

É errado enfocar a análise do comportamento violento na genética. Essa é a opinião do geneticista Renato Zamora Flores, da UFRGS (Universidade Federal do RS), que coordenará as análises de DNA no trabalho com os adolescentes homicidas, como informa matéria da Folha de S.Paulo de hoje (conteúdo exclusivo para assinantes da Folha e do UOL).
No trabalho que irá desenvolver junto com a PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do RS), Flores fará uma análise para avaliar se os meninos têm algum polimorfismo –diferença genética– que já tenha sido associada a comportamento violento em outros estudos.
“Nenhum polimorfismo age sozinho nem influencia comportamento violento sem um efeito ambiental por trás”, diz o cientista. “Mas, na presença de um ambiente estressor, aqueles geneticamente mais frágeis têm o risco muito aumentado.”
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
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Quer pena que os humanos não sejam vermes…

Do G1: Quer viver mais? Tome um antidepressivo. Mas só se você for um verme nematóide. Em essência, essa foi a descoberta que fez um trio de cientistas do Instituto Medico Howard Hughes, em Seattle, Estados Unidos. Sabe-se há um bom tempo que certas circunstâncias fazem com que alguns animais vivam bem mais que o normal. Os campeões da longevidade induzida são os vermes Caenorhabditis elegans, mas fenômenos parecidos já foram reportados em criaturas mais próximas dos seres humanos, como camundongos. Em geral, o jeito mais fácil de fazer um animal viver mais é deixá-lo morrendo de fome. Por algum motivo, restrição calórica ativa certos circuitos no organismo que fazem com que ele viva mais. Mas os detalhes ainda não estão totalmente claros. Alguns experimentos de laboratório já demonstraram que também é possível que certas substâncias façam esse serviço para o C. elegans, que é um favorito dos cientistas nesse tipo de experimento por seu tempo de vida relativamente curto: cerca de três semanas. Michael Petrascheck, Xiaolan Ye e Linda Buck estavam justamente à procura de substâncias capazes de produzir um verme-matusalém quando tropeçaram com a mianserin — um dos 88 mil compostos testados em seus experimentos. Ao ser administrada, ela produziu um aumento no tempo de vida em aproximadamente um terço. Para um verme, é uma semaninha de bônus. Mas, se traduzido para um ser humano, seria algo como se sua expectativa de vida saltasse de 90 anos para 120 anos. E a grande surpresa: a tal mianserin é um antidepressivo que já é usado por humanos. É possível que ele tenha um efeito semelhante em nós? “O problema é que ninguém sabe se o tempo de vida pode ou não ser aumentado em humanos”, disse Petrascheck ao G1. “Estamos planejando olhar dados que poderiam indicar se o mianserin tem um efeito no tempo de vida das pessoas que já o tomam. Mas isso é bem difícil, porque os dados de pacientes são protegidos. Além disso, você tem que levar em conta que as pessoas que tomam mianserin sofrem de depressão, o que pode influenciar seu tempo de vida consideravelmente.”

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Funes o Memorioso

Drogas para melhorar atividade mental geram debate
Ben Hirschler
O aumento no número de casos de pessoas saudáveis que ingerem pílulas para melhorar sua performance em provas ou no trabalho representa uma preocupação ética e médica de longo prazo, afirmou na quinta-feira a Associação Médica Britânica (BMA).
O órgão deseja promover um debate público sobre os riscos e os benefícios envolvidos na utilização de remédios que aumentam a memória e a concentração, chamados algumas vezes de “aperfeiçoadores de cognição”.
A possibilidade de prescrever medicamentos e procedimentos médicos para melhorar a performance intelectual deve expandir-se significativamente nos próximos 20 ou 30 anos devido aos avanços da ciência.
“Sabemos que, provavelmente, haverá uma demanda por esses tratamentos vinda de pessoas saudáveis”, afirmou Tony Calland, presidente da Comissão de Ética Médica da BMA, no lançamento de um estudo sobre a questão.
“No entanto, levando-se em consideração que nenhum remédio ou procedimento médico está livre de riscos, seria ético disponibilizá-los para pessoas que não sofrem de doença nenhuma?”
O uso ilegal de medicamentos controlados que aumentam a capacidade mental é bastante comum nos EUA e deve aumentar na Grã-Bretanha, afirmou a BMA.
Hoje, o consumo de produtos farmacêuticos para melhorar a performance limita-se, de modo geral, a certos grupos – em especial, aos estudantes na época de provas.
Entre as escolhas mais comuns incluem-se medicamentos usados no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, como o Ritalina, ou metilfenidato, fabricado pela Novartis AG e por outras empresas.
Tais medicamentos podem ser comprados facilmente pela Internet. No futuro, os cientistas poderão oferecer tratamentos definitivos contra distúrbios de memória ou déficit de concentração por meio de estímulos cerebrais e neurotecnologia.
Esses tratamentos envolveriam técnicas como o estímulo magnético transcraniano, conhecido como “botox para o cérebro”, em que pulsos magnéticos são usados para estimular regiões específicas da massa cinzenta.
Esse tipo de tratamento poderia beneficiar os indivíduos e, potencialmente, a sociedade como um todo se aumentarem a competitividade da força de trabalho.
Mas uma “supercapacitação” das funções cognitivas pode ter efeitos colaterais indesejados, como prejudicar a capacidade do cérebro de filtrar informações triviais ou traumáticas, fazendo com que a pessoa seja atormentada por memórias indesejadas ou traumáticas.
Reuters

Sobre mulheres inteligentes…

12/11/2007 – 10h34
Estudo relaciona curvas femininas à inteligência dos filhos
da BBC Brasil
Um estudo publicado pela revista científica “Evolution and Human Behaviour” afirma que mulheres com curvas são mais inteligentes e têm filhos mais espertos.
A explicação dos pesquisadores é que os ácidos graxos ômega 3, que se acumulam nos quadris e nas coxas das mulheres, servem de alimento para o cérebro e são essenciais para o desenvolvimento neurológico dos bebês durante a gravidez.
Os pesquisadores Stephen Gaulin, da Universidade da Califórnia, e William Lassek, da Universidade de Pittsburgh, usaram dados do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde, nos Estados Unidos, para fazer o estudo e descobriram que a relação cintura-quadril das mães estava diretamente relacionada ao desempenho delas e dos filhos em testes de cognição.
Quanto mais gordura acumulada na parte inferior do corpo das mães, e não na cintura, melhor eram as notas nas provas.
“Coxas e quadris fartos guardam nutrientes essenciais que alimentam o cérebro e podem produzir crianças inteligentes também”, disse Gaulin ao jornal “The Daily Telegraph”.
Os cientistas acreditam que é essa é mais uma razão pela qual os homens se sentiriam mais atraídos pelas mulheres “com curvas”.
“Os homens reagem a isso porque é importante para a reprodução (da espécie)”, afirmou Lassek ao jornal.
O estudo também concluiu que mães adolescentes têm filhos com problemas cognitivos porque não têm uma reserva suficiente de ácidos graxos, mas os pesquisadores afirmam que as que têm quadris largos acabam sendo menos afetadas pelo problema.

Jessica Alba é perfeita, dizem cientistas

publicado em 2007-09-01 10:05:00
A conclusão é de um grupo de cientistas britânicos que recorreram a modelos matemáticos para chegar à fórmula capaz de medir à forma feminina perfeita.

A atriz norte-americana Jessica Alba é actualmente a mulher com maior poder de atracção sexual. Os cientistas da Universidade de Cambridge responsáveis pela elaboração de uma pesquisa sui generis concluíram que a protagonista dos recentes êxitos de bilheteira “Sin City” e “Quarteto Fantástico” tem as proporções perfeitas para uma mulher.

Tudo se resume numa equação matemática para medir este poder de atracção. A fórmula assenta na proporção entre a largura da cintura e e das ancas. Até ao momento, a melhor relação entre os parâmetros cintura-ancas é de 0,7 e pertence, precisamente, à atriz.

A chegar quase aos calcanhares de Jessica Alba estão Eva Longoria da série “Donas de Casa Desesperadas” e a estrela de Tomb Raider, Angelina Jolie.Alba consegue suplantar a eterna diva do grande ecrã Marilyn Monroe já que, de acordo com a fórmula dos cientistas, a loira mais famosa da sétima arte contava com uma proporção na ordem dos 0,69. Já a modelo Kate Moss fica um pouco mais abaixo. Dada a sua figura franzina aproxima-se dos 0,67.

Estudo indica que foto de Paris Hilton alivia dor de ratos

06/11/2007 – 20h50

da Ansa, em Roma

Cientistas da Universidade de San Diego, no Estado americano da Califórnia, afirmaram que uma foto de Paris Hilton teria a capacidade de aliviar a dor nos ratos do sexo masculino. O estudo foi apresentado durante um congresso da sociedade americana de Neurociências.

Dani Cardona/Reuters

Paris Hilton conseguiu chamar a atenção de ratos; platéia roedora sentiu menos dor
Os pesquisadores perceberam que, depois de uma injeção dolorosa, os ratos do sexo masculino passavam menos tempo lambendo a ferida (sinal utilizado para determinar a quantidade de dor provocada) se na gaiola houvesse uma foto da socialite.
O efeito, que desaparece se a foto é retirada, não foi notado nos ratos do sexo feminino. A pesquisa também concluiu que os ratos, após o “encontro” com Paris, apresentam níveis mais baixos de proteína na parte da medula espinhal responsável pela transmissão da dor.
Os próprios cientistas colocaram em dúvida as propriedades terapêuticas de Paris Hilton. Para eles, a imagem provavelmente age nos hormônios do estresse.
“Os ratos vêem os homens como potenciais predadores e por razões desconhecidas este efeito funciona mais com os machos”, explica Jeffrey Mogil, que conduziu o estudo.
A teoria é confirmada por outros estudos conduzidos com imagens muito menos agradáveis, como gatos em poses ameaçadoras. Neste caso, as cobaias também sentiam dores menos intensas.

Memórias armazenadas em pequenas redes de atratores?

Nature Reviews Neuroscience 8, 817 (November 2007) doi:10.1038/nrn2264

Monica Hoyos Flight

Computational neuroscience aims to understand how neural networks integrate the thousands of signals they receive from neighbouring cells, generate output signals and store, retrieve and manipulate information — processes that ultimately result in behaviour and cognition. Computer simulations of theoretical models that are based on data that have been produced experimentally aid the interpretation of complex datasets, the testing of hypotheses and the prediction of experimental outcomes. By using a combination of theoretical analyses and computer simulations, Roudi and Latham have shed new light on the brain’s ability to form memories.
Experimental evidence supports ‘attractor networks’ as a theoretical mechanism of memory formation. In these networks, transient events trigger stable patterns of neuronal activity. These patterns remain active for some time after the events have passed, and so bear meaning to the organism. Although theoretical models of attractor networks have been around for decades, until now they have had difficulty explaining a feature of neuronal activity that is consistently observed experimentally: highly irregular neuronal firing. These models have also been unable to predict how many memories can be stored in a single, realistic network of spiking neurons. By analyzing networks using techniques borrowed from statistical physics, the authors uncovered a regime that guarantees irregular firing of foreground neurons (those that fire at a higher rate during the activation of a memory), and calculated a networks’ storage capacity. Their model predicts that neurons fire irregularly if two conditions are satisfied: the number of neurons required to activate the memory is above a certain threshold, and the changes in synaptic strength between these neurons are much smaller than the weights between the background neurons (those that do not fire at a higher rate during the activation of a memory and that generate random and seemingly meaningless ‘noise’).
In the original models of attractor networks, the number of memories that can be stored in a network — memory capacity — was shown to be proportional to the number of neurons. More refined analyses, based on highly simplified models, indicated that this capacity scales with the number of connections per neuron. Roudi and Latham have now extended these results to realistic models. More importantly, they have shown that the scaling factor is small: even if each neuron makes 10,000 connections, only a few hundred memories can be stored, regardless of the number of neurons in the network. This not only implies that the memory capacity of individual neuronal networks might be smaller than we once thought but, more importantly, it offers some insight into how memory is implemented in neural systems: to store and retrieve large amounts of information, the brain must rely on multiple networks.
These predictions, which were verified using simulations with large networks of spiking neurons, might change the way we think about memory and help to explain the changes in memory capacity that are observed with aging, neurodegeneration and injury. Determining how multiple memory-storing modules are organized and coupled is likely to keep both theoretical and experimental neuroscientists busy for years to come.

References and links
ORIGINAL RESEARCH PAPER
Roudi, Y. and Latham, P. E. A balanced memory network. PloS Comput. Biol. 3, e141 (2007)

Figura: Hippocampus The hippocampus converts short-term memory to long-term memory, processing details from throughout the cortex (i.e., the part associated with sight) then sending it back to where it came from. With enough back-and-forth (as in drills to “memorize” facts), the “memory” can function independently in the regions of the cortex. The hippocampus also accounts for the emotional response to a experience, relying on its temporal lobe neighbor, the amygdala.

Por que precisamos dormir?

In the coming year, we’re going to witness a breakthrough in our understanding of what sleep is for.

STEVEN STROGATZ Applied mathematician, Cornell University; Author, Sync.

It surprises most people to learn that this is even a question. Every other basic bodily function—like eating, drinking, breathing, urinating, or defecating—has a pretty clear purpose. Our bodies and brains need food, water, and oxygen to stay alive and to replenish themselves, and if they didn’t rid themselves of the byproducts of this metabolism, we’d be awash in our own toxic waste. Likewise, sleep must be for something important. We all spend decades in this strange state, immobilized, unconscious, and vulnerable. But what exactly does sleep do for us?
Parents tell their children they need to sleep because they’re tired and need to rest. But of course rest is not good enough. Lying still for eight hours is no substitute for sleep. My own mother had a different theory. She said I needed to sleep because I had too much “sleepy gas.” It had been building up all day long, and so I needed to sleep to get rid of it. In fact, scientists observed a long time ago that if you keep a sheep awake continuously for several days and then inject some of its cerebrospinal fluid into another, well-rested sheep, that sheep will fall right asleep, presumably because some naturally-occurring sleep substance had reached a soporific level in the donor. But this line of research never quite solved the puzzle. Although a number of putative sleep substances have now been identified, we’re not sure how they might work biochemically, or how sleep (as opposed to mere rest) might break them down

Other sleep-deprivation studies done in the early 1980’s took a more brutal approach, keeping rats awake for weeks until they died from a lack of sleep, and then looking for the precise cause of death. Such studies (now outlawed) could not pinpoint any specific culprits, such as particular organ failures. One striking observation, however, was that the rats ate much more than normal and yet wasted away. Their metabolism seemed to be wrecked. So maybe sleep is for energy regulation, in some unspecified way. Other popular theories are that sleep is for tissue repair, or immune function, or for consolidating learning and memory.

The new development, and the cause for optimism, is an original approach to the problem that makes the first quantitative, testable predictions about the function of sleep. Two physicists, Van Savage (Harvard Medical School) and Geoff West (Santa Fe Institute), have analyzed how sleep varies across mammals of different species. Normally physiological time ticks slower for bigger animals. For example, elephants live much longer than mice and their hearts beat much slower. The interesting thing is that both animals’ lifetimes and pulse times scale in the same way with their body mass—in direct proportion to their mass raised to the 1/4 power—with the curious implication that the hearts of mice and elephants will typically beat the same number of times in their lifetime.

What is so strange about sleep in this regard is that it behaves differently from all other physiological times. It’s backward. Mice sleep longer than elephants, not shorter—about fourteen hours a day compared to four. Savage and West interpret this as evidence that sleep is related to cellular repair. They note that cells produce destructive byproducts, such as free radicals, in the course of normal metabolism, and they hypothesize that sleep somehow helps repair the damage that ensues. (In this view, the mouse needs to sleep longer to clean up all the byproducts generated by its revved-up metabolism.). Then, using classic laws about how metabolic rate varies across different species, they derive mathematical predictions about how sleep duration should vary with an animal’s size. But which size is most relevant—brain size or body size? The key is that they are not proportional. If sleep is for repairing the brain, Savage and West derive one prediction; if it’s for repairing the body, they derive a different prediction. When they finally confront their model with the available data, they infer that sleep is mainly for repairing the brain, not the body. So much for beauty sleep.
Hummm… O sistema canabinóide está envolvido nos processos de sono e sonho REM, reparo de tecidos, controle de fome, sistema imunológico e, defendo eu, no enfraquecimento de memórias emocionais na amigdala. Todas essas funções são, de algum modo, relacionadas com uma função de recuperação geral do organismo, em particular do cérebro. Predição: ratos terão maior densidade de receptores do que primatas ou elefantes. Será que já existem dados suficientes para se testar isso?

Referências para a pesquisa com Juliana


Potential role of the cannabinoid receptor CB1 in rapid eye movement sleep rebound.
Navarro L, Martínez-vargas M, Murillo-rodríguez E, Landa A, Méndez-díaz M, Prospéro-garcía O. Neuroscience. 2003;120(3):855-9.

[Cannabinoid receptor 1 expression and pathological changes in rat hippocampus after deprivation of rapid eye movement sleep]
[Article in Chinese]
Jiang PF, Zhu T, Xia ZZ. Zhejiang Da Xue Xue Bao Yi Xue Ban. 2006 Sep;35(5):535-40.

Sleep modulates cannabinoid receptor 1 expression in the pons of rats.
Martínez-Vargas M, Murillo-Rodríguez E, González-Rivera R, Landa A, Méndez-Díaz M, Prospro-García O, Navarro L. Neuroscience. 2003;117(1):197-201.

Oleamide modulates memory in rats.
Murillo-Rodríguez E, Giordano M, Cabeza R, Henriksen SJ, Méndez Díaz M, Navarro L, Prospéro-García O. Neurosci Lett. 2001 Nov 2;313(1-2):61-4.
Grupo de Neurociencias, Departamento de Fisiología, Facultad de Medicina, Universidad Nacional Autónoma de México, A Postal 70-250 Mexico, D. F. 04510, Mexico.

Oleamide is a recently described lipid, obtained from the cerebrospinal fluid of sleep-deprived cats. It has been observed that oleamide possesses several biological effects, such as sleep induction, and immunological suppression as well as serotonin and gamma-aminobutyric acid receptors activation. In addition, oleamide also binds to the cannabinoid receptors. In this study, we have observed that oleamide facilitates memory extinction in a passive avoidance paradigm, reduces core temperature and pain perception, but does not affect significantly locomotion. These results suggest that oleamide modulates memory processes. However, we do not know if oleamide impairs the retrieval of the memory associated to the “not go” behavior, or facilitates the fast re-learning of the “go” behavior. In addition, since these effects are also induced by marijuana and anandamide, it is very likely that oleamide may be affecting the cerebral cannabinoid system to induce its effects.
Short-term memory is modulated by the spontaneous release of endocannabinoids: evidence from hippocampal population codes.
Deadwyler SA, Goonawardena AV, Hampson RE. Behav Pharmacol. 2007 Sep;18(5-6):571-80.

Department of Physiology and Pharmacology, Wake Forest University Health Sciences, Winston-Salem, North Carolina 27157-1083, USA. [email protected]
Population codes derived from ensembles of hippocampal neurons were assessed to determine whether endocannabinoids were active when rats performed a delayed-nonmatch-to-sample (DNMS) short-term memory task. Multivariate discriminant analyses of the firing patterns of ensembles of CA1 and CA3 hippocampal neurons extracted representations of information encoded at the time of the sample response (SmR codes) during individual DNMS trials. The ‘strength’ or distinctiveness of trial-specific SmR codes in normal sessions was compared with sessions in which either rimonabant, the well-characterized cannabinoid CB1 receptor antagonist, or WIN 55212-2 (WIN-2), a cannabinoid CB1 receptor agonist, were administered. Results show that performance on trials with delay intervals longer than 10 s was facilitated by rimonabant (2.0 mg/kg) owing to a significantly increased frequency of trials with stronger SmR codes. In contrast, WIN-2 (0.35 mg/kg) suppressed the strength of SmR codes necessary to perform trials with delays greater than 10 s. The positive influence of rimonabant on performance indicated that the action of endocannabinoids was to reduce SmR code strength, resulting in trials that were at risk for errors if the delay exceeded 10 s. Thus endocannabinoids, like exogenously administered cannabinoids, reduced hippocampal encoding necessary to perform long-delay trials. The findings therefore indicate a direct relationship between the actions of endocannabinoids on hippocampal processes and the ability to encode information into short-term memory.

Endocannabinoid signaling and synaptic plasticity in the brain.
Zhu PJ. Crit Rev Neurobiol. 2006;18(1-2):113-24.
Laboratory for Integrative Neuroscience, National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism, National Institutes of Health and National Chemical Genomics Center, National Human Genome Research Institute, Bethesda, MD, USA. [email protected]
Repetitive firing neuron or activation of synaptic transmission plays an important role in the modulation of synaptic efficacy, such as long-term potentiation (LTP) and long-term depression (LTD). These activity-dependent changes in synaptic efficacy are thought to be critical to learning and memory; however, the underlying mechanisms remain to be defined. Endogenous cannabinoids (eCBs) are diffusible modulators that are released from depolarized postsynaptic neurons and act on presynaptic terminals. Persistent release of eCBs can lead to long-term modulation of synaptic plasticity in the brain. Given a broad distribution of eCB receptors in the brain, the eCB signaling system could contribute to use-dependent modification of brain functions.
Effects of intra-amygdala infusion of CB1 receptor agonists on the reconsolidation of fear-potentiated startle.
Lin HC, Mao SC, Gean PW. Learn Mem. 2006 May-Jun;13(3):316-21. Epub 2006 May 16.
Institute of Basic Medical Sciences and Department of Pharmacology, National Cheng-Kung University, Tainan, Taiwan. [email protected]
The cannabinoid CB1 receptor has been shown to be critically involved in the extinction of fear memory. Systemic injection of a CB1 receptor antagonist prior to extinction training blocked extinction. Conversely, administration of the cannabinoid uptake inhibitor AM404 facilitated extinction in a dose-dependent manner. Here we show that bilateral infusion of CB1 receptor agonists into the amygdala after memory reactivation blocked reconsolidation of fear memory measured with fear-potentiated startle. The effect was dose-dependent and could be blocked by AM251, a specific CB1 receptor antagonist. In contrast, the effect of CB1 agonists on reconsolidation was no longer seen if memory reactivation was omitted. Concomitant with block of reconsolidation, CB1 agonist-treated animals did not exhibit shock-induced reinstatement or spontaneous recovery of fear. The absence of recovery was not attributable to permanent damage to the amygdala in WIN-treated rats, nor did the effect result from alteration of baseline startle or shock reactivity. These results suggest that CB1 agonists could impair fear memory via blocking reconsolidation.
Se eu tivesse conhecimento dessas referências (especialmente a última) o paper com meu irmão ficaria bem mais fortalecido… Vamos ver a nova versão com a Juliana…

Adolescentes apaixonados são semelhantes a ‘maníacos’, diz estudo

O começo do spike se refere ao 12 de junho, o mínimo em seguida é o 4 de julho. Gráfico do BlogPulse.
15/08/2007 – 12h51

Da Ansa

O termo ‘louco por você’ agora tem um valor clínico. Segundo um estudo da Universidade da Basiléia, na Suíça, publicado pelo ‘Journal of Adolescent Health’, os efeitos da paixão nos adolescentes são os mesmos de uma síndrome chamada hipomania, considerada o primeiro estágio do distúrbio bipolar, ou variação de humor.
O estudo envolveu 113 adolescentes que responderam um questionário comportamental. Entre esses, 65 disseram estar apaixonados. “Esses últimos revelaram sintomas psicológicos idênticos aos da hipomania. Por exemplo, eles dormiam uma hora a menos que os outros e declararam estar mais propensos aos comportamentos compulsivos, como gastar sem controle ou dirigir sem consciência”, escreveram os autores do estudo.
Ainda, os que se declararam apaixonados disseram que se sentiam mais criativos e cheios de idéias. “O nosso estudo demonstra que um adolescente apaixonado é exatamente como um paciente durante uma fase hipomaníaca, é uma informação que precisa ser levada em consideração quando se tem um paciente psiquiátrico adolescente”, afirmou Serge Brand, coordenador da pesquisa. (ANSA)

Cérebro de liberais e conservadores funciona de forma diferente

da France Presse, em Paris

Os neurônios do cérebro dos liberais e de conservadores reagem de forma diferente diante de decisões difíceis. A conclusão é de um estudo da Universidade de Nova York publicado pela revista britânica “Nature Neuroscience”.
A pesquisa foi liderada pelo cientista político da Universidade de Nova York David Amodio, que teve o auxílio de diversos pesquisadores.
Desde que Aristóteles afirmou que o ser humano é um animal político por natureza, dezenas de estudos estabeleceram uma forte relação entre persuasão política e certos aspectos da personalidade dos indivíduos.
Os conservadores tendem a buscar a ordem e a estrutura em suas vidas e são mais coerentes na hora de tomar decisões. Os liberais, por sua vez, mostram maior tolerância para a ambigüidade e para a complexidade, e se adaptam mais facilmente a circunstâncias inesperadas, indicou o estudo divulgado no último domingo (9).
Um grupo de 43 pessoas se dispôs a realizar uma série de testes que avaliaram sua resposta diante de pautas criadas para romper uma rotina estabelecida.
“Costumamos voltar do trabalho para casa pelo mesmo caminho, um dia após o outro, até que se forme um hábito e não seja preciso pensar muito”, explicou Amodio. “Mas, ocasionalmente, a rua está em obras, não se pode usar esse caminho e temos de romper a resposta habitual para que possamos processar a nova informação.”
Usando eletroencefalogramas, que medem impulsos cerebrais, os cientistas examinaram a atividade de uma parte determinada do cérebro, o córtex cingulado anterior, que está fortemente vinculada ao processo de auto-regulação do controle de conflitos.
Aqueles que se autodenominavam liberais mostraram “uma atividade cerebral relacionada à gestão de conflitos significativamente maior” quando a situação hipotética necessitava de uma mudança na rotina.
Os conservadores, entretanto, foram menos flexíveis e se negavam a mudar velhos hábitos “apesar de assinalar que estes deviam mudar”.
Se essa situação é má ou boa depende obviamente da perspectiva de cada um: uma linha de interpretação pode afirmar que os liberais possuem uma mente aberta e que os conservadores são rígidos e teimosos.

Dúvidas

Outra corrente pode concluir que os liberais não têm personalidade nem defendem suas idéias, enquanto que os conservadores são leais.
O que vem primeiro: o modelo de atividade cerebral que cada um tem ou a orientação política? Amodio mostra-se relutante em dar uma resposta definitiva.
“Os mecanismos neurais para o controle de conflitos se formam muito cedo na infância” e provavelmente se originam na herança genética dos indivíduos, disse o pesquisador. “Mas, ainda que proporcionem um modelo para orientações mais liberais ou mais conservadoras, a atuação e a importância dos genes são influenciadas principalmente pelo ambiente que cerca o indivíduo ao longo do seu desenvolvimento.”