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Espírito Natalino: Doe para o [email protected]

Alguns teóricos da conspiração acham que Jesus era um ET e a estrela de Belém era um UFO. Já outros conspiracionistas creem firmemente que Jesus nunca existiu. OK, também tem aqueles que acham que Jesus era filho de Maria com um soldado romano. E, por que não, ele poderia ser um viajante do tempo também! Bom, eu sei que você tem que escolher entre alguma das teorias (e dizer por que a sua é melhor que a do vizinho), mas em todo caso, com espírito Natalino, doe para o…

SETI@home
 

 


Winter 2012
Dear OsameKinouchi:In 2012, Americans spent more than $6 billion on political campaigns. (That’s 15,000 times the annual [email protected] budget). And during the presidential campaign, none of the candidates mentioned [email protected] even once.

That’s OK. We understand that SETI isn’t a federal priority, and that no flood of federal dollars will be headed our way. But we hope that we’re still one of your priorities. [email protected] and the rest of the Berkeley SETI projects depend on your donations in order to keep going.

If you’ve already donated this fall, we thank you. If you haven’t, or if you liked the process so much you’d do it again, please consider making a donation by going to this link:

http://setiathome.berkeley.edu/sah_donate.php

We promise we won’t spend it on commercials.

– Eric Korpela, [email protected] Project Scientist

 

 

 

 

 

 


The University of California is a nonprofit educational and research organization governed by the provisions of Section 501(c)(3) of the Internal Revenue Code. Donations are tax deductible for residents of the United States and Canada.

Em Alfa Centauri B, planeta com massa igual à da Terra

Acredito que o Paradoxo de Fermi tem um poder heurístico ainda inexplorado. Ou seja, o Paradoxo pode ser usado como evidência (a ser explicada) contra possibilidades ou especulações científicas tais como Inteligência Artificial, Viagens por Túneis de Minhoca ou Máquinas do Tempo. Ele estabelece afirmações de impossibilidade similares ao enunciado da segunda lei da Termodinâmica em termos de impossibilidade de se criar uma máquina do Moto Perpétuo.

Por exemplo, seja R(t) o raio de detecção de civilizações extraterrestres, ou seja, um raio (que depende do tempo) no qual nossa tecnologia é capaz de detectar tais civilizações. Podemos afirmar a partir desse conceito que não existe nenhuma civilização mais avançada que a nossa em um raio menor que R(t), dado que ela teria tido tempo de nos detectar e possivelmente nos colonizar.

Por outro lado, seja R_c o raio de colonização da civilização galática mais próxima do Sol e seja D a distância entre o centro dessa civilização e o Sol. Pelo Paradoxo de Fermi (“Onde está todo mundo?”), podemos concluir que D > R_c, a menos que o processo de colonização não seja descrito por uma difusão simples mas sim por uma difusão anômala, talvez fractal, de modo que a Terra se situa dentro de uma bolha vazia, não colonizada. Sendo assim, podemos concluir que não existem civilizações avançadas próximas de nós.

Também podemos prever que não estamos em uma região típica da Galáxia (em termos de densidade de planetas habitáveis). O mais provável é que estamos em uma região atípica (similar ao Deserto do Saara aqui na Terra) onde os planetas habitáveis e habitados são raros.  Ou seja, eu posso prever com algum grau de confiança que o telescópio Kepler vai detectar uma distribuição de planetas atípica (em termos de massa, distância da estrela central, presença na zona habitável da estrela – onde é possível haver água líquida etc.). Ou seja, vai ser muito difícil achar nas proximidades do Sol um planeta tipo Terra, situado na zona habitável de uma estrela mais velha que o Sol, pois tal planeta possivelmente seria habitado e sua civilização já teria  tido um monte de tempo para nos colonizar. 

Por outro lado, podemos usar o Paradoxo de Fermi para eliminar a possibilidade de Inteligencia Artificial Forte Auto-reprodutiva (sondas de Von Newman ou Monolitos Negros do filme 2010). Se tais sondas fossem factíveis de serem criadas, elas estariam já aqui.

Bom, a alternativa à todos esses argumentos baseados no Paradoxo de Fermi é que eles realmente já estão aqui: podemos elaborar todo tipo de raciocínio conspiratório à la Arquivo X para tentar justificar a pergunta básica de porque os ETs, se realmente existem, não entram em contado conosco. Uma hipótese menos conspiratória seria que eles são antropólogos bonzinhos que já aprenderam que toda civilização inferior é destruída ou no mínimo absorvida culturalmente, pela civilização superior após um contato (Hipótese Zoo).

Finalmente, o Paradoxo de Fermi aumenta o ceticismo em relação à viagens com velocidade superluminal, warp drives etc. E uma versão temporal do Paradoxo pergunta: se é possível construir máquinas do tempo, onde estão os visitantes temporais? 

17/10/2012 – 05h05

Pesquisadores encontram planeta vizinho que é gêmeo da Terra

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

É provavelmente a notícia mais esperada desde que o primeiro planeta fora do Sistema Solar foi descoberto, em meados dos anos 1990. Finalmente foi encontrado um planeta que tem praticamente a mesma massa da Terra.

E a grande surpresa: ele fica ao redor de Alfa Centauri, o conjunto estelar mais próximo do Sol. Read more [+]

Ação e reação na manutenção de crenças

How facts backfire

Researchers discover a surprising threat to democracy: our brains

By Joe Keohane July 11, 2010

It’s one of the great assumptions underlying modern democracy that an informed citizenry is preferable to an uninformed one. “Whenever the people are well-informed, they can be trusted with their own government,” Thomas Jefferson wrote in 1789. This notion, carried down through the years, underlies everything from humble political pamphlets to presidential debates to the very notion of a free press. Mankind may be crooked timber, as Kant put it, uniquely susceptible to ignorance and misinformation, but it’s an article of faith that knowledge is the best remedy. If people are furnished with the facts, they will be clearer thinkers and better citizens. If they are ignorant, facts will enlighten them. If they are mistaken, facts will set them straight.

In the end, truth will out. Won’t it? Maybe not. Recently, a few political scientists have begun to discover a human tendency deeply discouraging to anyone with faith in the power of information. It’s this: Facts don’t necessarily have the power to change our minds. In fact, quite the opposite. In a series of studies in 2005 and 2006, researchers at the University of Michigan found that when misinformed people, particularly political partisans, were exposed to corrected facts in news stories, they rarely changed their minds. In fact, they often became even more strongly set in their beliefs. Facts, they found, were not curing misinformation. Like an underpowered antibiotic, facts could actually make misinformation even stronger. This bodes ill for a democracy, because most voters — the people making decisions about how the country runs — aren’t blank slates. They already have beliefs, and a set of facts lodged in their minds.

The problem is that sometimes the things they think they know are objectively, provably false. And in the presence of the correct information, such people react very, very differently than the merely uninformed. Instead of changing their minds to reflect the correct information, they can entrench themselves even deeper. “The general idea is that it’s absolutely threatening to admit you’re wrong,” says political scientist Brendan Nyhan, the lead researcher on the Michigan study. The phenomenon — known as “backfire” — is “a natural defense mechanism to avoid that cognitive dissonance.”

These findings open a long-running argument about the political ignorance of American citizens to broader questions about the interplay between the nature of human intelligence and our democratic ideals. Most of us like to believe that our opinions have been formed over time by careful, rational consideration of facts and ideas, and that the decisions based on those opinions, therefore, have the ring of soundness and intelligence. In reality, we often base our opinions on our beliefs, which can have an uneasy relationship with facts. And rather than facts driving beliefs, our beliefs can dictate the facts we chose to accept. They can cause us to twist facts so they fit better with our preconceived notions. Worst of all, they can lead us to uncritically accept bad information just because it reinforces our beliefs. This reinforcement makes us more confident we’re right, and even less likely to listen to any new information. And then we vote. Continua…

Takata no Google images




Foto 4

Pois é… É duro entrar de férias e não ter nada para fazer antes do jogo do Brasil. Estou pensando se esse material sobre o Takata mítico poderia ser reunido em um livro ou pelo menos um paper…

Uma análise cética sobre a historicidade de Roberto Takata.

Outras fotos de Roberto Takata no Google images.
A “verdadeira” foto do presumido Takata seria a quarta. A segunda é uma foto modificada por fotoshop e sugere que Takata é um avatar de Sottomaior. Notar que a foto tratada é mais nítida que a original (isso pode ser visto pela melhor definição dos galhos das árvores). Notar também que a pele de Takata parece ser excessivamente branca para ser de uma pessoa real. Nenhuma dessas fotos bate com a descrição do presumido ator contratado para participar do II EWCLiPo, ver esta foto (não autenticada):

(Por questão de segurança, esta foto foi retirada do blog a pedido de Takata)

Foto 6. O suposto Takata, junto com Lacy Barca e Tatiana Nahas. Notar que o suposto Takata segura o copo com a mão esquerda, enquanto que é bem conhecido que o verdadeiro Takata não é canhoto.


Notem especialmente que, embora os personagens nas fotos 4 e 6 se parecem, na segunda foto o ator usa óculos. Mesmo que se considere que a foto 4 seja de um Takata mais jovem e sem barba, é muito improvável que em poucos anos esse Takata tivesse desenvolvido miopia.

Procurei “Roberto Takata” no Google images, mas a única foto que apareceu é aquela foto falsa. Acho que as evidências fotográficas da existência de Roberto Takata extremamente tênues. Se Takata realmente existisse, certamente existiriam fotos dele na Internet, pois ele é um blogueiro razoavelmente famoso.
Nessa busca, aparece mais fotos de mim mesmo (o que é claro, pois eu realmente existo!) do que de Takata. As duas fotos que aparecem são as mesmas, mas uma das fotos foi cortada lateralmente, ou mesmo tratada com fotoshop, não sei com que intenção.
Examinando essas cinco fotos, onde apenas quatro delas são independentes, tendo a concluir que Takata é uma figura mítica, uma combinação de pelo menos três pessoas diferentes. Para mais argumentos da Teoria do Takata Mítico, ver o post Roberto Takata existe mesmo?
Para entender o motivo sério para a Teoria do Takata Mítico, ver aqui.

O puzzle de Jesus: uma crítica cética


Bom, dado que parece que nem Roberto Takata nem Kentaro Mori irão escrever uma resenha crítica do artigo Jesus Puzzle, acho que deverei ser eu a fazer o trabalho de cético. Começo com alguns comentários feitos no Pharingula:

Posted by: Osame Kinouchi Author Profile Page | June 30, 2010 9:24 AM

Dear P. Z.,

Disclaimer (I am an atheist scientist).

I found in the site of Atheists of Silicon Valley
inumerous links to the conspiratory theory of the Mythical Christ. Se here:

http://comciencias.blogspot.com/2010/06/ateismo-sim-conspiracionismo-nao.html

This is a well known pseudocientific thesis and it seems to me that serious atheists should not subscribe it, but it seems that this theory is gaining increasing popularity in atheists circles.

After a search, I have not found any critical account of it in your blog, in denialism blog and others atheist blogs in Science Blogs.

So, I ask you to make some considerations about this issue, because a friend asserts me that no serious atheist subscribe it. Is this affirmation valid?

With best regards,

Osame

PS: Ou seja, minha pergunta inicial não é sobre a historicidade de Jesus, mas sim sobre a plausibilidade da Teoria do Cristo Mítico de E. Doherty e outros e sobre as credenciais acadêmicas desses autores, dado que a teoria consta da lista de teorias conspiratórias da Wikipedia. Isso foi motivado pelas fortes afirmações da Wikipedia. Se estas estão erradas, deveriam ser editadas:
While advocates rely on the absence of contemporaneous reference to Jesus,[140] and the relative silence of Paul regarding much of Jesus’ life, specialists like R. T. France regard such arguments with deep suspicion, arguing that various sources may not mention Jesus for any number of reasons.[141] Further, while many Christ myth theorists draw parallels between early Christianity and Hellenistic mystery religions, relatively little is actually known about the beliefs and practices of the latter.[115] Scholars like Herbert George Wood have suggested that, given the above issues, the Christ myth theory can only be advocated in defiance of the available evidence.[142] A number of scholars therefore classify it as a form of denialism and compare it to a variety of fringe theories.[143] For example, the BBC’s Today programme once asked N. T. Wright if he would appear on-air to debate Timothy Freke and Peter Gandy concerning the thesis of their book The Jesus Mysteries. Wright, whom Newsweek once deemed “perhaps the world’s leading New Testament scholar”,[144] declined, saying that “this was like asking a professional astronomer to debate with the authors of a book claiming the moon was made of green cheese.”[114]

Posted by: Dania Author Profile Page | June 30, 2010 10:07 AM

Osame Kinouchi,

I suggest you read this first. Then you can come back to us.

Posted by: Osame Kinouchi Author Profile Page | June 30, 2010 10:30 AM

Dania and PZ, Doherty is a well known conspiracionist. I am saying about serious historians and references, like the present in Encyclopedia Britanica…

Should the article about the historical Jesus in Encyclopedia Britannica be changed?
Should we atheists try do edit the pages about the historical Jesus and the Christ Myth theory in Wikipedia?

http://en.wikipedia.org/wiki/Christ_myth_theory

Posted by: Osame Kinouchi Author Profile Page | June 30, 2010 10:58 AM

Dear Dania, I follow your link to the Journal of High Criticism,http://www.depts.drew.edu/jhc/

It seems to me that an scholar journal should not put in its forefront that:

This Publication May be Hazardous to Your Cherished Assumptions!

Is this journal serious? Is it listed in the ISI Thompson databank?

Also there is an humorous citation:
F. C. Baur says, “I’ve been waiting a long time to see something like this appear again.”

It does not seems to me a scholarly journal. Or is it?

Baurs (1792-1860) is the lea

der of the Tubingen school tha, as the wikipedia article says:

The Tübingen School was at the height of its influence in the 1840s, but lost ground to historical fact.[4] Since Adolf von Harnack proposed very early dates for the synoptics and Acts (c 1910), the Tübingen School has been generally abandoned.[5]

Should we edit the Baurs wikipedia page?

Posted by: Dania Author Profile Page | June 30, 2010 11:04 AM

Well, I for one, am not asserting that Jesus did not exist. I’m saying that there is absolutely no credible historical evidence for his existence, as far as I know. In addition to that, the Jesus story is internally inconsistent. If Osame knows of any evidence for Jesus existence, I would really like to hear about it.

And this is all I have to say on this topic.

Posted by: Dania Author Profile Page | June 30, 2010 11:52 AM

Osame says: Sorry, I am really concerned that we atheists should endorse conspiracy theories like Christ Myth Theory:

http://en.wikipedia.org/wiki/Christ_myth_theory

You’re concerned that some atheists agree with something that someone (who?) decided to call a conspiracy theory on freaking Wikipedia? Please.

Posted by: Dania Author Profile Page | June 30, 2010 12:45 PM

Do you think that there is no scholar consensus about the historical existence of Jesus?

No, I recognize that the consensus exists. I also happen to think that the source of it could just largely be consensus gentium. Actually, I think Richard Carrier (thanks for the link, Sili!) makes this point too.

But, really, I don’t know. I think it’s possible that the Jesus story evolved from earlier mythologies and isn’t tied to a historical figure. Or maybe there was a historical figure from which the myth originated. There’s so little data that it’s hard to say.

That said, I would, of course, welcome opinions from people who have studied this subject in more detail than I have.

Posted by: broboxley OT Author Profile Page | June 30, 2010 12:48 PM

@Ol’Greg #108 it’s wikipedia, a consensus based encyclopedia run by rabid agendaists not a scholarly publication. Altho it is useful for a quick look for some things.

Ou seja, toda a questão é sobre quem é mais confiável (neste tópico da Teoria do Cristo Mítico). Earl Doharty, um escritor com apenas o bacharelado em História (ou seja, não é um academico) e que nunca conseguiu publicar seus artigos em qualquer revista séria com peer review, ou as abundantes fontes citadas pela Wikipedia.  Agora, se a Wikipedia também faz parte da grande conspiração (a consensus based encyclopedia run by rabid agendaists), o que eu posso mais dizer?


Eu apenas não entendo qual é a diferença entre as posições de Takata e as de Doharty. Elas me parecem idênticas. E Takata não consegue reconhecer que suas posições diferem do consenso acadêmico (os acadêmicos não são agnósticos em relação à historicidade de Jesus, eles não acham que as evidências são fracas ou inexistentes, conforme afirma Doharty).  Sendo assim, quando sua opinião difere do maistrean acadêmico, me parece que o ônus da prova está com ele – e com Takata, não com os acadêmicos (assim como o ônus da prova estava com Galileu, e não com os acadêmicos de seu tempo). Será Doharty o novo Galileu, que irá revolucionar os estudos acadêmicos sobre o Jesus Histórico?

Repetindo:  A number of scholars therefore classify it as a form of denialism and compare it to a variety of fringe theories.[143] For example, the BBC’s Today programme once asked N. T. Wright if he would appear on-air to debate Timothy Freke and Peter Gandy concerning the thesis of their book The Jesus Mysteries. Wright, whom Newsweek once deemed “perhaps the world’s leading New Testament scholar”,[144] declined, saying that “this was like asking a professional astronomer to debate with the authors of a book claiming the moon was made of green cheese.”[114]


Acho que a melhor maneira de Takata refutar minha tese de que ele está adotando as teses de Duharty seria ele fazer um (pequeno?) post com uma análise crítica e cética sobre Duharty, suas credenciais acadêmicas e sua Teoria do Cristo Mítico. É muito simples, basta acessar a página de Duharty via um link aqui. Interessante que nesta página da wikipedia não existe nenhuma referência para artigos em revistas acadêmicas sérias, mas apenas para livros auto-publicados, sites de internet e revistas de associações ateístas.