Home // Posts tagged "Dawkins"

O Bonobo e o Ateu

Concordo com de Wall, mas o perigo no século XXI não é o comunismo mas sim o neofacismo.
27/04/2013 – 03h00

‘Religião não é fonte da moral, mas eliminá-la é temerário’, diz primatólogo

REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para alguém que tem se especializado em demonstrar que o ser humano e os demais primatas têm um lado pacífico e bondoso por natureza, Frans de Waal conseguiu comprar briga com muita gente diferente.

Autor de “The Bonobo and the Atheist” (“O Bonobo e o Ateu”), que acaba de sair nos Estados Unidos, o primatólogo holandês-americano provavelmente não agradará muitos religiosos ao argumentar que ninguém precisa de Deus para ser bom.

Seu modelo de virtude? O bonobo (Pan paniscus), um primo-irmão dos chimpanzés conhecido pela capacidade de empatia com membros de sua espécie e de outras, pela sociedade tolerante, sem “guerras”, e pelo uso do sexo para resolver conflitos.

Com base nos estudos com grandes macacos e outros mamíferos sociais, como cetáceos e elefantes, De Waal diz que a moralidade não surgiu por meio de argumentos racionais nem graças a leis ditadas por Deus, mas deriva de emoções que compartilhamos com essas espécies.

Bonobos e chimpanzés sabem que é seu dever cuidar de um amigo doente, retribuir um favor ou pedir desculpas.

Por outro lado, o livro é uma crítica aos Novos Ateus, grupo capitaneado pelo britânico Richard Dawkins que tem dado novo impulso ao conflito entre ateísmo e religião desde a última década.

“Eu não consigo entender por que um ateu deveria agir de modo messiânico como eles”, diz De Waal, ateu e ex-católico. “O inimigo não é a religião, é o dogmatismo.”

*download

Folha – Quem está mais bravo com o sr. depois da publicação do livro?
Frans de Waal – Bem, no caso dos ateus, recebi muitas mensagens de gente que me apoia. É claro que, em certo sentido, estou do lado deles, tanto por também ser ateu quanto por acreditar que a fonte da moralidade não é a religião. O que eu digo no livro é que os Novos Ateus estavam gritando alto demais e que precisam se acalmar um pouco, porque a estratégia deles não é a melhor.

Em seu livro, o sr. faz uma referência ao romance “O Senhor das Moscas”, de William Golding, história na qual garotos perdidos numa ilha reinventam vários aspectos da sociedade, inclusive a religião. Mas a religião que eles criam é brutal, com sacrifícios humanos. O sr. acha que a religião nasceu brutal e foi ficando mais humanizada?
Acho que não. Quando olhamos para as sociedades tradicionais de pequena escala, que foram a regra na pré-história, vemos que esse tipo de coisa não está presente entre elas.
É claro que elas tinham crenças sobre o mundo sobrenatural e podiam sacrificar um ou outro animal aos deuses, mas, no geral, eram relativamente benignas.
É só quando as sociedades aumentam de escala que elas começam a se tornar mais agressivas e dogmáticas.

Quando se enfatiza o lado pacífico e ético das sociedades de primatas não humanos e do próprio homem, não há um perigo de fechar os olhos para a faceta violenta dela?
Concordo que, nos meus livros mais recentes, essa ênfase existe. Por outro lado, meu primeiro livro, “Chimpanzee Politics” [“Política Chimpanzé”, sem tradução no Brasil], era totalmente focado na violência, na manipulação maquiavélica e em outros aspectos pouco agradáveis da sociedade primata. Mas a questão é que surgiu uma ênfase exagerada nesses aspectos negativos, e as pessoas não estavam ouvindo o outro lado da história.

O sr. acha que encontrar um chimpanzé ou bonobo cara a cara pela primeira vez pode funcionar como uma experiência religiosa ou espiritual?
Eu não chamaria de experiência religiosa (risos), mas é uma experiência que muda a sua percepção da vida.
No livro, conto como a chegada dos primeiros grandes macacos vivos à Europa no final do século 19 despertou reações fortes, em vários casos deixando o público revoltado porque havia essa ideia confortável da separação entre seres humanos e animais. Por outro lado, gente como Darwin viu aquela experiência como algo positivo.

E o sr. sente que essa aversão aos grandes macacos diminuiu hoje?
Sim, e isso é muito interessante. Eu costumo dar palestras em reuniões de sociedades zoológicas de grandes cidades aqui nos Estados Unidos. Tenho certeza de que muitas pessoas ali são religiosas. E esse público é fascinado pelos paralelos e pelas semelhanças entre seres humanos e grandes macacos ou outros animais.
Isso não significa que queiram saber mais sobre a teoria da evolução, mas elas acolhem a conexão entre pessoas e animais.

Na sua nova obra, o sr. defende a ideia de que não se pode simplesmente eliminar a religião da vida humana sem colocar outra coisa no lugar dela. Que outra coisa seria essa?
É preciso reconhecer que os seres humanos têm forte tendência a acreditar em entidades sobrenaturais e a seguir líderes. E o que nós vimos, em especial no caso do comunismo, no qual houve um esforço para eliminar a religião, é que essa tendência acaba sendo preenchida por outro tipo de fé, que se torna tão dogmática quanto a fé religiosa.
Então, o temor que eu tenho é que, se a religião for eliminada, ela seja substituída por algo muito pior. Acho preferível que as religiões sejam adaptadas à sociedade moderna.

Outro argumento do livro é que o menos importante nas religiões é a base factual delas. O mais relevante seria o papel social e emocional dos rituais. Para quem é religioso e se importa com a verdade do que acredita, não é uma visão que pode soar como condescendente ou desonesta?
Pode ser que, para quem é religioso, essa visão trivialize suas crenças. Mas, como biólogo, quando vejo alguma coisa que parece existir em quase todos os grupos de uma espécie, a minha pergunta é: para que serve? Que benefício as pessoas obtêm com isso? Não tenho a intenção de insultar ninguém com esse enfoque.

The Bonobo and the Atheist
editora W.W. Norton & Company
preço R$ 29,35 (e-book na Amazon.com), 313 págs.

O Buldogue de Darwin e meu cachorro Darwin

DSCF0972Hoje eu pretendia comentar e fazer um link para o interessante blog Darwin e Deus, do editor-chefe de ciências da Folha, Reinaldo José Lopes. Mas não é um dia muito feliz. Soube hoje de manhã que meu cachorro Darwin (o nome foi colocado por meu filho Leonardo, OK?) foi atropelado e morreu. Triste isso.

Reinaldo José Lopes, 34, jornalista de ciência nascido e criado em São Carlos (SP), hoje colabora com a Folha de sua cidade natal, depois de passar quase três anos como editor de “Ciência+Saúde” na capital paulista. É formado em jornalismo pela USP e mestre e doutor em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela mesma universidade, com trabalhos sobre a obra de J.R.R. Tolkien. Sobre evolução, já escreveu o livro “Além de Darwin” (editora Globo) e tem planos de escrever vários outros. É católico, são-paulino, casado e pai de um menino.

Reinaldo fez um post sobre o trecho em que Tomas Huxley reconhece que, em termos filosóficos e políticos, tanto a Bíblia como a Biologia sugere um certo ceticismo em relação as ideias do Bom Selvagem. Numa citação mais extensa encontrada por Roberto Takata (que está se tornando um verdadeiro e respeitado intelectual na Internet, sendo citado por jornalistas etc), temos:

“It is the secret of the superiority of the best theological teachers to the majority of their opponents, that they substantially recognise these realities of things, however strange the forms in which they clothe their conceptions. The doctrines of predestination; of original sin; of the innate depravity of man and the evil fate of the greater part of the race; of the primacy of Satan in this world; of the essential vileness of matter; of a malevolent Demiurgus subordinate to a benevolent Almighty, who has only lately revealed himself, faulty as they are, appear to me to be vastly nearer the truth than the ‘liberal’ popular illusions that babies are all born good and that the example of a corrupt society is responsible for their failure to remain so; that it is given to everybody to reach the ethical ideal if he will only try; that all partial evil is universal good; and other optimistic figments, such as that which represents ‘Providence’ under the guise of a paternal philanthropist, and bids us believe that everything will come right (according to our notions) at last. I thought I had substantially said all this in my ‘Prologue’; but if a reader of Mr. Harrison’s acumen and carefulness has been unable to discover it, I may be forgiven for the repetition.”
http://aleph0.clarku.edu/huxley/UnColl/Rdetc/IREN.html

O texto despertou considerável polêmica, com os extremistas de plantão dizendo que cristãos e ateus não devem dialogar, serem amigos ou namorados, etc…  Como isso cansa!

Tentei dar uma resposta nos comentários da FOLHA sobre o que entendi da intenção do Reinaldo: Read more [+]

Eli Vieira e o Niilismo

Por que não sou niilista – uma resposta a André Díspore Cancian

Postado por Eli Vieira on sexta-feira, 20 de agosto de 2010

o-gritoRecentemente comentei uma entrevista do André Díspore Cancian, criador do site Ateus.net, em que ele expressava o niilismo. Desenvolverei um pouco mais aqui.

Se o niilismo (do latim nihil, nada) é meramente notar o fato de que não há um sentido para a vida, ao menos não um que seja propriedade fundamental da nossa existência ou do universo, então eu também sou niilista. Ou seja, é muito útil o niilismo como ceticismo voltado para a ética.

Porém há mais para o niilismo de alguns: não apenas notam este fato sobre a ausência de sentido na natureza que nos gerou, como também descartam de antemão, dogmaticamente, qualquer tentativa de construção de sentido como uma mera ingenuidade. E nesta segunda acepção eu não sou, em hipótese alguma, um niilista.

Há duas razões para eu não ser um niilista:

1) Vejo uma inconsistência interna, que é técnica, no niilismo:

É uma posição circular, pois parte de uma questão de fato, que é a falta de “sentido” na vida, para voltar a outra questão de fato, que é nossa necessidade de “sentido” na vida apesar de o tal sentido não existir.

A inconsistência aqui é ignorar um enorme campo, a ética, que é o campo das questões de direito.

“Sentido” é algo que pode ser construído pelo indivíduo e pela cultura, como sempre foi, porém sem o autoengano de atribuir sentido ao mundo natural que nos gerou mas ver o tal sentido como vemos uma obra de arte.

Ninguém espera que a beleza das obras de Rodin seja uma propriedade fundamental da natureza. Da mesma forma, não se deve esperar que sentido seja uma propriedade fundamental da vida.

Filósofos como Paul Kurtz e A. C. Grayling estão estre os que explicitam e valorizam a construção do sentido da vida da mesma forma que se valoriza a construção de valor estético em obras de arte.

Como niilista, o André Cancian acha que a decisão ética diária que tomamos por continuar a viver é fruto apenas de instintos moldados pela seleção natural, e que a razão deve apenas não se demorar em tentar conversar com estes instintos, pois se tentar, ou seja, se focarmos nossa consciência no fato do absurdo da natureza (tal como denunciado por Camus e Nietzsche) cessaríamos nossa vontade de viver voluntariamente.

É um erro pensar assim, porque um indivíduo pode, como Bertrand Russell e Stephen Hawking relatam para si mesmos, construir um sentido para sua própria vida, consciente de que esta vida é finita e insignificante no contexto cósmico. É uma alegação comum que era esta a posição defendida por Nietzsche – que valores seriam construídos após a derrocada dos valores tradicionais. Mas não sou grande fã da obra de Nietzsche como filosofia, sou da posição de Russell de que Nietzsche é mais literatura que filosofia.

A posição do niilista ignora também os tratados de pensadores como David Hume sobre a fragilidade da razão frente a paixões. A razão é escrava das paixões – é um instrumento preciso, como uma lâmina de diamante, porém frágil frente à força das paixões.

A razão e a âncora empírica são as mestras do conhecimento e da metafísica. Por outro lado, as paixões, ou seja, as emoções, incluída aqui a emoção empática, são as mestras das questões de direito, como indicam pesquisas científicas como as do neurocientista Jorge Moll.

A posição niilista é inconsistente ao limitar a legitimidade do pensamento ao escrutínio racional e/ou científico. Na verdade, razão e ciência são para epistemologia e metafísica (não respectivamente, mas de forma intercambiável). Ética existe não apenas como objeto de estudo destas outras faculdades, mas como todo um alicerce sustentador das nossas mentes: o alicerce das questões de direito –
– “devo fazer isso?”
– “isso é bom?”
– “isso é ruim?”

São questões com que nos deparamos todos os dias, a respeito das quais as respostas epistemológicas e metafísicas (referentes a questões de fato) são neutras.

Na entrevista no blog Amálgama, André Cancian faz questão de citar que as emoções (ou paixões), que ele chama de “instintos”, tiveram origem através da seleção natural.
Esta prioridade inusitada na resposta do Cancian é exemplo da circularidade do niilismo: nada teria sentido porque as emoções vieram de um processo natural de sobrevivência diferencial entre replicadores que variam casualmente.

Frente ao fato de também a razão ter vindo do mesmíssimo processo, como Daniel Dennett argumenta brilhantemente em suas obras, por acaso isso torna a razão desimportante ou então faz dela um instrumento que só gera respostas falsas?

Esta pergunta retórica serve para exemplificar que nenhuma resposta a ela faz sentido ao menos que se separe, como fez Kant, as questões de fato das questões de direito.
É algo que niilistas como o André Cancian insistem em não fazer.

Na UnB, tive aulas com um filósofo admirável chamado Paulo Abrantes. Quando entrava na questão metafilosófica de explicar o que é filosofia ou não, ele, como a maioria dos filósofos, dava respostas provisórias e incertas. Uma dessas respostas me marcou bastante: filosofia é a arte de explicitar. Todo trabalho de tomar uma ideia cheia de conceitos tácitos, dissecá-la e explicitá-la melhor, seria um trabalho filosófico.

Quando certas formas de niilismo ignoram a importantíssima explicitação kantiana da separação entre questões de fato e questões de direito, estão voltando a um estado não filosófico de aferrar-se a posições nebulosas e tácitas.

Concluindo a primeira razão pela qual eu não sou niilista, posso então dizer que é porque o niilismo parece-me antifilosófico.

2) Não sou niilista, também, por ser humanista. Em outras palavras, o vácuo que o niilista gosta de lembrar é preenchido em mim pelo humanismo.

Aqui vou ser breve: por mais que eu tente explicar, racionalmente, razões pelas quais sou humanista, todas estas tentativas são meras sombras frente a sentimentos reais que me abatem.

O fato de existir o regime teocrático no Irã, e o fato de dezenas ou centenas de pessoas estarem na fila do apedrejamento, entre elas uma mulher chamada Sakineh Mohammadi Ashtiani, é algo que açula “meus instintos mais primitivos”, parafraseando uma frase famosa no Congresso alguns anos atrás.

Sinto de verdade que é simplesmente errado enterrar uma mulher até o ombro e atirar pedras contra a cabeça dela até que ela morra.

Sinto que também é errado achar que “respeitar a cultura” do Irã é mais importante que preservar a vida desta mulher e de outros que estão na posição dela.

Porque culturas não são indivíduos como Sakineh, portanto culturas não contam com nem um pingo da minha empatia. Mas aqui são de novo minhas capacidades racionais tentando explicar minhas emoções.

Tendo isto em mente, convido qualquer niilista a pensar, agora, o que acha de dizer a esta mulher, quando ela estiver enterrada até os ombros, que nada do que ela está sentindo tem importância porque as emoções dela são instintos que vieram da evolução pela seleção natural.

Estou apelando para a emoção numa argumentação contra o niilismo? Claro. Eu construí o sentido da minha vida, aliás estou sempre construindo, com a noção de que minhas emoções – e as dos outros – são importantes sim, mesmo tendo elas nascido do absurdo da natureza. Na verdade, este batismo de sangue as valoriza.

Mas falar das emoções, que são a base da ética, à luz de seu batismo de sangue é assunto para outro texto. Quem sabe usar o personagem Dexter Morgan como mote para falar disso? Não decidi ainda se será bom ou ruim.

Historiadores da Ciência rejeitam a tese de conflito entre Ciência e Religião

Mais material para o meu livro sobre Ateísmo 3.0

Conflict thesis

From Wikipedia, the free encyclopedia
For a socio-historical theory with a similar name, see Conflict theory.

Conflict: Galileo before the Holy Office, byJoseph-Nicolas Robert-Fleury, a 19th century depiction of the Galileo Affair, religion suppressing heliocentric science.

The conflict thesis is the proposition that there is an intrinsic intellectual conflict between religion and science and that the relationship between religion and science inevitably leads to public hostility. The thesis, refined beyond its most simplistic original forms, remains generally popular. However, historians of science no longer support it.[1][2][3][4]

Contents

Read more [+]

Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Mais Ateísmo 3.0

Livro 1 aqui. Livro 2 aqui.

Paper abaixo: Mais uma referência para meu livro sobre o estudo científico das origens da Religião e do Ateísmo. É curioso que, ao contrário do que se poderia esperar usando uma amostra de ateus na internet (que eu sei que é estatisticamente tendenciosa porque a amostra é auto-selecionada), esta pesquisa estatística mostra que, em geral, ateus americanos não escondem sua identidade religiosa por medo de retaliações ou discriminação social. Pelo contrário, a maior motivação é de certa forma paternalista, no sentido de preservar ou proteger parentes amados (por exemplo, mães e avós) de uma realidade que possivelmente eles não entenderiam. Eu acrescentaria aqui a motivação de preservar ou conservar relações amorosas quando um dos parceiros tem tendências religiosas ou espirituais, a exemplo de Penny e Leonard no The Big Bang Theory.

Open Peer Commentary

Insights from studying prejudice in the context of American atheists

Eric P. Charlesa1, Nicholas J. Rowlanda2, Brooke Longa3 and Fritz Yarrisona3

a1 Department of Psychology, The Pennsylvania State University, Altoona, PA 16602. [email protected]http://www.charlespsychology.com

a2 Department of Sociology, The Pennsylvania State University, Altoona, PA 16602. [email protected]http://www.sites.google.com/site/professorrowland/

a3 Department of Sociology, Kent State University, Kent, OH 44242.

Abstract

Our research on non-religion supports the proposed shift toward more interactive models of prejudice. Being nonreligious is easily hideable and, increasingly, of low salience, leading to experiences not easily understood via traditional or contemporary frameworks for studying prejudice and prejudice reduction. This context affords new opportunity to observe reverse forms of interactive prejudice, which can interfere with prejudice reduction. Read more [+]

Seleção Artificial Cosmológica: primeiras referências

Tive a mesma ideia em 1995, mas não publiquei. Sexta feira passada, achei numa pasta abandonada os escritos que estão digitalizados aqui.  Por um erro de memória, confundi Lee Smolin (em inglês e mais completo aqui) com Sidney Coleman.

Meduso-anthropic principle

The meduso-anthropic principle is a quasi-organic universe theory originally proposed by mathematician and quantum gravity scholar Louis Crane in 1994.

Contents

[hide]

Universes and black holes as potential life cycle partners

Crane’s MAP is a variant of the hypothesis of cosmological natural selection (fecund universes), originally proposed by cosmologist Lee Smolin (1992). It is perhaps the first published hypothesis of cosmological natural selection with intelligence (CNS-I), where intelligence plays some proposed functional role in universe reproduction. It is also an interpretation of the anthropic principle (fine-tuning problem). The MAP suggests the development and life cycle of the universe is similar to that of Corals and Jellyfish, in which dynamic Medusa are analogs for universal intelligence, in co-evolution and co-development with sessile Polyp generations, which are analogs for both black-holes and universes. In the proposed life cycle, the Universe develops intelligent life and intelligent life produces new baby universes. Crane further speculates that our universe may also exist as a black hole in a parallel universe, and extraterrestrial life there may have created that black hole.

Crane’s work was published in 1994 as a preprint on arXiv.org. In 1995, in an an article in QJRAS, emeritus cosmologist Edward Harrison (1919-2007) independently proposed that the purpose of intelligent life is to produce successor universes, in a process driven by natural selection at the universal scale. Harrison’s work was apparently the first CNS-I hypothesis to be published in a peer-reviewed journal.

Why future civilizations might create black holes

Crane speculates that successful industrial civilizations will eventually create black holes, perhaps for scientific research, for energy production, or for waste disposal. After the hydrogen of the universe is exhausted civilizations may need to create black holes in order to survive and give their descendants the chance to survive. He proposes that Hawking radiation from very small, carefully engineered black holes would provide the energy enabling civilizations to continue living when other sources are exhausted.

Philosophical implications

According to Crane, Harrison, and other proponents of CNS-I, mind and matter are linked in an organic-like paradigm applied at the universe scale. Natural selection in living systems has given organisms the imperative to survive and reproduce, and directed their intelligence to that purpose. Crane’s MAP proposes a functional purpose for intelligence with respect to universe maintenance and reproduction. Universes of matter produce intelligence, and intelligent entities are ultimately driven to produce new universes.

See also

References

Os deuses de Richard Dawkins

File:NASA child bubble exploration.jpgMy personal theology is described in the Gifford lectures that I gave at Aberdeen in Scotland in 1985, published under the title, Infinite In All Directions. Here is a brief summary of my thinking. The universe shows evidence of the operations of mind on three levels. The first level is elementary physical processes, as we see them when we study atoms in the laboratory. The second level is our direct human experience of our own consciousness. The third level is the universe as a whole. Atoms in the laboratory are weird stuff, behaving like active agents rather than inert substances. They make unpredictable choices between alternative possibilities according to the laws of quantum mechanics. It appears that mind, as manifested by the capacity to make choices, is to some extent inherent in every atom. The universe as a whole is also weird, with laws of nature that make it hospitable to the growth of mind. I do not make any clear distinction between mind and God. God is what mind becomes when it has passed beyond the scale of our comprehension. God may be either a world-soul or a collection of world-souls. So I am thinking that atoms and humans and God may have minds that differ in degree but not in kind. We stand, in a manner of speaking, midway between the unpredictability of atoms and the unpredictability of God. Atoms are small pieces of our mental apparatus, and we are small pieces of God’s mental apparatus. Our minds may receive inputs equally from atoms and from God. This view of our place in the cosmos may not be true, but it is compatible with the active nature of atoms as revealed in the experiments of modern physics. I don’t say that this personal theology is supported or proved by scientific evidence. I only say that it is consistent with scientific evidence.  Freeman Dyson

Parece que Dawkins está rumando para uma posição similar à de Gardner, Clément Vidal e outros da comunidade Evo-Devo Universe.

Human Gods

After two hours of conversation, Professor Dawkins walks far afield. He talks of the possibility that we might co-evolve with computers, a silicon destiny. And he’s intrigued by the playful, even soul-stirring writings of Freeman Dyson, the theoretical physicist.

In one essay, Professor Dyson casts millions of speculative years into the future. Our galaxy is dying and humans have evolved into something like bolts of superpowerful intelligent and moral energy.

Doesn’t that description sound an awful lot like God?

“Certainly,” Professor Dawkins replies. “It’s highly plausible that in the universe there are God-like creatures.”

He raises his hand, just in case a reader thinks he’s gone around a religious bend. “It’s very important to understand that these Gods came into being by an explicable scientific progression of incremental evolution.”

Could they be immortal? The professor shrugs.

“Probably not.” He smiles and adds, “But I wouldn’t want to be too dogmatic about that.”

Ultimatum Game, empatia e geek syndrome

Mais referências para meu paper sobre relacão entre geek syndrome e ateísmo.

Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game 

Paul J. Zak, Robert Kurzban, Sheila Ahmadi, Ronald S. Swerdloff, Jang Park, Levan Efremidze, Karen Redwine, Karla Morgan, William MatznerGenerosity in the Ultimatum Game Testosterone … Testosterone Administration Decreases Generosity in the Ultimatum Game … draws. Using the UltimatumGame from behavioralPLoS ONE: Research Article, published 16 Dec 200910.1371/journal.pone.0008330


Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks

Jaime Iranzo, Luis M. Floría, Yamir Moreno, Angel Sánchezin the Ultimatum Game: Small Groups and Networks Empathy Emerges Spontaneously in Ultimatum Games Jaime Iranzo … Empathy Emerges Spontaneously in the Ultimatum Game: Small Groups and Networks … . TheUltimatum game, in which one subject proposes how to sharePLoS ONE: Research Article, published 26 Sep 201210.1371/journal.pone.0043781


Cognitive Control and Individual Differences in Economic Ultimatum Decision-Making

Wim De Neys, Nikolay Novitskiy, Leen Geeraerts, Jennifer Ramautar, Johan Wagemansin Economic Ultimatum Decision-Making Cognitive Control and Ultimatum Game Wim De Neys 1 * Nikolay … Cognitive Control and Individual Differences in EconomicUltimatum Decision-Making … ultimatum game, for example, most people turn downPLoS ONE: Research Article, published 09 Nov 201110.1371/journal.pone.0027107


Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game

Songfa Zhong, Salomon Israel, Idan Shalev, Hong Xue, Richard P. Ebstein, Soo Hong ChewPreference in Ultimatum Game DRD4/Season of Birth/Fairness … Dopamine D4 Receptor Gene Associated with Fairness Preference in Ultimatum Game … of theultimatum game , in which two individuals decide on howPLoS ONE: Research Article, published 03 Nov 201010.1371/journal.pone.0013765


Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games with Anonymity

Ning Ma, Nan Li, Xiao-Song He, De-Lin Sun, Xiaochu Zhang, Da-Ren Zhangby Negative Emotions, Evidence from Modified Ultimatum Games … Rejection of Unfair Offers Can Be Driven by Negative Emotions, Evidence from ModifiedUltimatum Games with Anonymity … is still controversial. With modified ultimatumgamesPLoS ONE: Research Article, published 28 Jun 201210.1371/journal.pone.0039619


Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game

Alessandra Mancini, Viviana Betti, Maria Serena Panasiti, Enea Francesco Pavone, Salvatore Maria Agliotia Bilateral Ultimatum Game Suffering Makes You Egoist … Suffering Makes You Egoist: Acute Pain Increases Acceptance Rates and Reduces Fairness during a Bilateral Ultimatum Game … of the Ultimatum Game (UG) both in the role of responderPLoS ONE: Research Article, published 12 Oct 201110.1371/journal.pone.0026008


Mathematically Gifted Adolescents Have Deficiencies in Social Valuation and Mentalization

Kyongsik Yun, Dongil Chung, Bosun Jang, Jin Ho Kim, Jaeseung Jeongof the same age using the repeated Ultimatum Game. Twenty … participated in theUltimatum Game. Two adolescents … as a responder. Because of its simplicity, theUltimatum GamePLoS ONE: Research Article, published 04 Apr 201110.1371/journal.pone.0018224