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Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

O melhor livro de divulgação científica que encontrei em quarenta anos de leituras

Depois escrevo minha resenha…

A REALIDADE OCULTA – Universos paralelos e as leis profundas do cosmo
Brian Greene
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Meio século atrás, os cientistas encaravam com ironia a possibilidade de existirem outros universos além deste que habitamos. Tal hipótese não passava de um delírio digno de Alice no País das Maravilhas – e que, de todo modo, jamais poderia ser comprovada experimentalmente. Os desafios propostos pela Teoria da Relatividade e pela física quântica para o entendimento de nosso próprio universo já eram suficientemente complexos para ocupar gerações e gerações de pesquisadores. Entretanto, diversos estudos independentes entre si, conduzidos por cientistas respeitados em suas áreas de atuação – teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação -, começaram a convergir para o mesmo ponto: a existência de universos paralelos – o multiverso – não só é provável como passou a ser a explicação mais plausível para diversos enigmas cosmológicos.
Em A realidade oculta, Brian Greene – um dos maiores especialistas mundiais em cosmologia e física de partículas – expõe o fantástico desenvolvimento da física do multiverso ao longo das últimas décadas. O autor de O universo elegante passa em revista as diferentes teorias sobre os universos paralelos a partir dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica. Por meio de uma linguagem acessível e valendo-se de numerosas figuras explicativas, Greene orienta o leitor pelos labirintos da realidade mais profunda da matéria e do pensamento.

“Se extraterrestres aparecessem amanhã e pedissem para conhecer as capacidades da mente humana, não poderíamos fazer nada melhor que lhes oferecer um exemplar deste livro.” – Timothy Ferris, New York Times Book Review

Existe uma hierarquia das ciências?

Do SBlogI:

Existe uma hierarquia das ciências?

A física está no topo da hierarquia científica, as ciências sociais na base e as ciências biológicas em posição intermediária. Esta idéia é “assumida” por muita gente, inclusive cientistas. Os físicos dizem que ela é “intuitiva” e está refletida em vários aspectos da vida acadêmica. Muitas vezes dita na forma que as ciências físicas são mais duras.
A “dureza” das ciências é assumida pelo grau com que os seus resultados são determinados por dados e teorias no lugar por fatores não cognitivos. Lembre que a idéia de medicina baseada em evidências não é muito antiga, ainda há quem faça medicina mais como arte.
Mas, qual o embasamento científico da afirmativa desta hierarquia científica. Os resultados e teorias da física são mesmo mais baseados em dados sólidos? Um artigo recente na PLoS ONE, provocativamente intitulado “Positive” Results Increase Down the Hierarchy of the Sciences, analisa esta questão. O estudo analisou 2.434 trabalhos de várias disciplinas que declaravam haver testado uma hipótese e determinaram quantos trabalhos haviam chegado a resultados “positivos” ou “negativos” para confirmação da hipótese. Eles assumiram que se a hierarquia científica estiver correta os pesquisadores de ciências menos “duras”, por terem menos restrições aos seus vieses conscientes ou inconscientes terão mais resultados positivos.
Os dados mostrados confirmaram a hipótese, para disciplinas, campos científicos e metodologias. Há vários elementos que foram considerados na análise, como as diferenças entre disciplinas puras e aplicadas, teste de mais de uma hipótese.
O quadro geral (Figura 1 do trabalho e reproduzida acima) por disciplina indica diferenças interessantes:
“the odds of reporting a positive result were around 5 times higher among papers in the disciplines of Psychology and Psychiatry and Economics and Business compared to Space Science …. In all comparisons, biological studies had intermediate values.”
Eles concluem que a natureza das hipóteses testadas e a lógica e o rigor empregado para testá-las variam de forma sistemática entre disciplinas e campos científicos e que há uma hierarquia sim.
O que acham da posição da imunologia?
Fanelli, D. (2010). “Positive” Results Increase Down the Hierarchy of the Sciences PLoS ONE, 5 (4) DOI: 10.1371/journal.pone.0010068

O Iluminismo, o socialismo complexo e a pós-modernidade

Achei este texto por puro acaso. O autor se define como conservador. Acredito que a defesa do Iluminismo não deveria ser monopólio da direita, dado que Marx, Engels e Kropotkin também eram iluministas (mas não seus seguidores do século XX).

Bom, pelo menos lendo o texto já não me sinto tão sozinho: o autor, um historiador, tece considerações muito similares às minhas, e eu não me considero um conservador mas sim um físico anarquista à la Alan Sokal. Para ter acesso ao meu texto (panfletário) de 1995, ver Socialismo real, socialismo imaginário e socialismo complexo. Também neste post aqui respondo a um pós-modernista que me acusou de reacionário (apenas porque não sou um papagaio da Escola de Frankfurt mas pertenço à Terceira Cultura). Pois é, lembrando o mote deste blog … “E toda banda larga será inútil se a mente for estreita”

O Iluminismo e a pós-modernidade

Minha foto

, Historiador, professor, liberal, vegetariano e palmeirense.

Virou lugar comum após meados do século XX, devido aos estudos de Max Horkheimer, Walter Benjamin, Adorno e Marcuse, membros/colaboradores da decantada e superestimada Escola de Frankfurt e, mais tarde, de acordo com os arautos da desconstrução, Foucault, Deleuze, Derrida e Barthes, julgar que o pensamento iluminista foi o grande responsável pelas desilusões da humanidade, depois que a Belle Époque se tornou poeira ao vento com a Primeira Guerra Mundial, com o nazi-fascismo e o socialismo na ex-URSS, com ocrack de 1929 e com a Segunda Guerra Mundial.

Não é necessário demonstrar os inúmeros equívocos, imprecisões e anacronismos cometidos à exaustão pelos pensadores citados no parágrafo anterior. Quem quer ter mais conhecimento sobre o assunto, poderá ler Os dentes falsos de George Washington, de Robert Darnton,O modernismo reacionário, de Jeffrey Herf, ou As razões do Iluminismoe Mal estar na modernidade, ambos do filósofo brasileiro Sérgio Paulo Rouanet. A leitura desses excelentes livros não deixa a menor dúvida de que os críticos do Iluminismo jamais estudaram um texto sequer, de Voltaire, Montesquieu, Condorcet, Diderot, ou mesmo de Rousseau, o menos iluminista de todos os iluministas, e o que mais serve de parâmetro aos neohippies de boutique do século XXI. Read more [+]

Relativismo Cultural, Nova Era e Nazismo

Olá Osame, desculpe só fui ler sua resposta hoje, pois havia perdido o endereço do seu blog:
Se me permite ainda estou curioso, pois dados os floreios paradoxais de sua resposta sobre tuas inclinações teóricas ainda estou confuso. Confesso que andei dando uma lida nos textos do blog e gostei de algumas colocações tuas (um exemplo pode ser visto aqui com tua inclinação para Gardner e Margullis), por isso insisto em entender esses conflitos que acredito ter o discurso aqui com um pertencimento ao chamado “movimento cético” (coisa cientificamente incabível, paródia ateísta de internet que nunca foi sequer manifestada por uma corrente filosofia ou episteme, natimorto como uma manifestação universalista do conhecimento, há muito tempo, tempos pré-históricos!!! – a saber, desde Hume e Locke e fatalizado por Kant e Nietzche): Read more [+]

Ação e reação na manutenção de crenças

How facts backfire

Researchers discover a surprising threat to democracy: our brains

By Joe Keohane July 11, 2010

It’s one of the great assumptions underlying modern democracy that an informed citizenry is preferable to an uninformed one. “Whenever the people are well-informed, they can be trusted with their own government,” Thomas Jefferson wrote in 1789. This notion, carried down through the years, underlies everything from humble political pamphlets to presidential debates to the very notion of a free press. Mankind may be crooked timber, as Kant put it, uniquely susceptible to ignorance and misinformation, but it’s an article of faith that knowledge is the best remedy. If people are furnished with the facts, they will be clearer thinkers and better citizens. If they are ignorant, facts will enlighten them. If they are mistaken, facts will set them straight.

In the end, truth will out. Won’t it? Maybe not. Recently, a few political scientists have begun to discover a human tendency deeply discouraging to anyone with faith in the power of information. It’s this: Facts don’t necessarily have the power to change our minds. In fact, quite the opposite. In a series of studies in 2005 and 2006, researchers at the University of Michigan found that when misinformed people, particularly political partisans, were exposed to corrected facts in news stories, they rarely changed their minds. In fact, they often became even more strongly set in their beliefs. Facts, they found, were not curing misinformation. Like an underpowered antibiotic, facts could actually make misinformation even stronger. This bodes ill for a democracy, because most voters — the people making decisions about how the country runs — aren’t blank slates. They already have beliefs, and a set of facts lodged in their minds.

The problem is that sometimes the things they think they know are objectively, provably false. And in the presence of the correct information, such people react very, very differently than the merely uninformed. Instead of changing their minds to reflect the correct information, they can entrench themselves even deeper. “The general idea is that it’s absolutely threatening to admit you’re wrong,” says political scientist Brendan Nyhan, the lead researcher on the Michigan study. The phenomenon — known as “backfire” — is “a natural defense mechanism to avoid that cognitive dissonance.”

These findings open a long-running argument about the political ignorance of American citizens to broader questions about the interplay between the nature of human intelligence and our democratic ideals. Most of us like to believe that our opinions have been formed over time by careful, rational consideration of facts and ideas, and that the decisions based on those opinions, therefore, have the ring of soundness and intelligence. In reality, we often base our opinions on our beliefs, which can have an uneasy relationship with facts. And rather than facts driving beliefs, our beliefs can dictate the facts we chose to accept. They can cause us to twist facts so they fit better with our preconceived notions. Worst of all, they can lead us to uncritically accept bad information just because it reinforces our beliefs. This reinforcement makes us more confident we’re right, and even less likely to listen to any new information. And then we vote. Continua…

Cientificismo

Seis Sinais de Cientificismo – Introdução

Autora: Susan Haack*

Tradução de Eli Vieira, para as atividades de mídia da Liga Humanista Secular do Brasil.

Peter Paul Rubens – A queda de Ícaro (1636)

Um homem deve ser definitivamente maluco para negar que a ciência fez muitas descobertas verdadeiras.  – C. S. Peirce (1903)

O cientificismo… emprega o prestígio da ciência para o disfarce e a proteção. – A. H. Hobbs (1953)

A ciência é uma coisa boa. Como Francis Bacon previu séculos atrás, quando o que agora chamamos de “ciência moderna” estava em sua infância, o trabalho das ciências trouxe tanto luz, um corpo de conhecimento em permanente crescimento sobre o mundo e como ele funciona, quanto frutos, a capacidade de predizer e controlar o mundo de formas que tanto estenderam quanto melhoraram nossas vidas. Mas, como William Harvey reclamou, Bacon realmente escreveu sobre ciência “como um Lorde Chanceler” – ou, como poderíamos dizer hoje, “como um publicitário”, ou “como um marqueteiro”. Certamente ele parece ter sido muito mais ciente das virtudes da ciência do que de suas limitações e perigos em potencial.

Mas a ciência não é de modo algum algo perfeitamente bom. Ao contrário, como todos os empreendimentos humanos, a ciência é inexoravelmente falível e imperfeita. No máximo, seu progresso é irregular, desproporcional e imprevisível; além disso, muitos trabalhos científicos são pouco criativos ou banais, alguns são fracos ou sem cuidado, e alguns são completamente corruptos; e as descobertas científicas muitas vezes têm potencial para ferir tanto quanto para fazer o bem – pois conhecimento é poder, como viu Bacon, e o poder é passível de abuso. E, obviamente, a ciência não é de modo algum a única coisa boa, nem mesmo – apenas um pouco menos obviamente – a única forma boa de investigação. Há muitos outros tipos valiosos de atividade humana além da investigação – música, dança, arte, contar histórias, culinária, jardinagem, arquitetura, para mencionar algumas; e muitos outros tipos valiosos de investigação – histórica, legal, literária, filosófica etc. Read more [+]

Na USP, a Psicologia da Religião estuda agora o Ateísmo

Mais material para o livro sobre @teismo = estudo científico origens do ateísmo

Laboratório do IP analisa religiosidade e ateísmo do ponto de vista psicológico

Publicado em ComportamentoUSP Online Destaque por Diego Rodrigues em 22 de agosto de 2012   

Dinâmica psicológica de indivíduos religiosos e ateus é foco de estudos no IP Foto: Wikimedia

Como entender os fenômenos religiosos? Qual a ação da religião na psique das pessoas? Estudos do Instituto de Psicologia (IP) da USP buscam responder questões como essas, utilizando as abordagens da psicologia. Desde 2000, por iniciativa do professor Geraldo José de Paiva, o Laboratório de Psicologia Social da Religião concentra essas pesquisas.

O grupo é formado por 12 pessoas, todos doutores e doutorandos. Não apenas da USP. Instituições de ensino como a PUC e o Mackenzie trabalham em pareceria para desenvolver  pesquisas concretas sobre o fenômeno religioso. Alguns dos colaboradores do Laboratório têm ainda formação diversa,  como pós-graduação em Ciência da Religião, e em Semiótica, que é o estudo dos sistemas de significação.

Ateus

A mais recente pesquisa do Laboratório analisa diferenças entre religiosos e ateus. Os pontos estudados dizem respeito aos processos de enfrentamento das dificuldades, o bem-estar psicológico e fatores de personalidade. O grupo busca verificar se o enfrentamento dos problemas é influenciado pela opção religiosa; se há correlações entre fatores de personalidade e as opções religiosas feitas por cada indivíduo; e se o bem-estar é afetado por estas opções. Read more [+]

O (quase) primeiro post do SEMCIÊNCIA

Estou fazendo a importação do SEMCIÊCIA do Blogger para o WordPress (não sabia que era tão fácil). Topei com este primeiro post, de 19 de junho de 2006. Infelizmente existe um gap nos posts antigos (os posts de maio, mês de nascimento do blog, e os posts de junho a dezembro (mais de 200!) foram deletados porque… hummm, naquela época eu estava me preparando para um concurso de livre docência e algumas pessoas diziam que ter um blog não era algo sério e que poderia me prejudicar se eu emitisse opiniões politicamente incorretas (em relação à USP), por exemplo. Ou seja, este não é realmente o primeiro post, mas sim, o primeiro que sobreviveu…

Mas este post de junho sobrou eu algum lugar, em um cache que achei um ano depois, e foi recuperado. Estou reproduzindo o mesmo porque o acho ainda bem atual e, além disso, pelo fato de que finalmente irei ministrar pela segunda vez a disciplina a que ele se refere, para a turma de Licenciatura em Química da FFCLRP.

oOo

SEGUNDA-FEIRA, JUNHO 19, 2006

INFINITO

Coincidência de novo. Eu estava aqui procurando uma figura para fazer este post sobre o volume especial “As diferentes faces do infinito” quando recebi um e-mail da Ana Cláudia Ferrari me dizendo que, sim, eu havia ganho duas assinaturas de graça, da SciAm e da Viver Mente e Cérebro. Tão vendo? Quem disse que não ganho nada com este blog?

É claro que isso não vai afetar minha atitude quanto à revista, pois a compro desde o primeiro número. Afinal basta eles manterem a qualidade e ocuparem o nicho da SUPERINTERESSANTE (pois esta está querendo substituir a PLANETA, que por sua vez trocou o esoterismo pela ecologia) já está ótimo! Todo apoio a você, SciAm!

A Ana me perguntou se é verdade que meus alunos realmente lêem as revistas. Bom, alunos de Estatística I, respondam prá ela ai nos comentários. Em todo caso, conto aqui duas maneiras de usar a SciAm nas salas de aula que já testei.

Bom, primeiro eu sou responsável por uma disciplina optativa do Departamento de Química aqui na FFCLRP chamada Tópicos de Ciência Contemporânea, cuja ementa está meio ambiciosa, concordo:

Objetivos:

Introduzir e incentivar o estudante a ter contato com a literatura científica e de divulgação científica, traçando um panorama da ciência contemporânea que permita uma visão contextualizada e crítica de diferentes áreas do conhecimento tais como a Cosmologia, a Física, a Química e a Biologia. Read more [+]

Uma prova matemática de que o Universo teve um início?

Mathematics of Eternity Prove The Universe Must Have Had A Beginning — Part II

Heavyweight cosmologists are battling it out over whether the universe had a beginning. And despite appearances, they may actually agree

11 comments

THE PHYSICS ARXIV BLOG

Friday, April 27, 2012

Earlier this week, Audrey Mithani and Alexander Vilenkin at Tufts University in Massachusetts argued that the mathematical properties of eternity prove that the universe must have had a beginning.

Today, another heavyweight from the world of cosmology weighs in with an additional argument. Leonard Susskind at Stanford University in California, says that even if the universe had a beginning, it can be thought of as eternal for all practical purposes.

Susskind is good enough to give a semi-popular version of his argument:

“To make the point simply, imagine Hilbertville, a one-dimensional semi-infinite city, whose border is at x = 0: The population is infinite and uniformly fills the positive axis x > 0: Each citizen has an identical telescope with a finite power. Each wants to know if there is a boundary to the city. It is obvious that only a finite number of citizens can see the boundary at x = 0. For the infinite majority the city might just as well extend to the infinite negative axis.

Thus, assuming he is typical, a citizen who has not yet studied the situation should bet with great confidence that he cannot detect a boundary. This conclusion is independent of the power of the telescopes as long as it is finite.”

He goes on to discuss various thermodynamic arguments that suggest the universe cannot have existed for ever. The bottom line is that the inevitable increase of entropy over time ensures that a past eternal universe ought to have long since lost any semblance of order. Since we can see order all around us, the universe cannot be eternal in the past.

He finishes with this: “We may conclude that there is a beginning, but in any kind of inflating cosmology the odds strongly (infinitely) favor the beginning to be so far in the past that it is eff ectively at minus infinity.”

Susskind is a big hitter: a founder of string theory and one of the most influential thinkers in this area. However, it’s hard to agree with his statement that this argument represents the opposing view to Mithani and Vilenkin’s.

His argument is equivalent to saying that the cosmos must have had a beginning even if it looks eternal in the past, which is rather similar to Mithani and Vilenkin’s view. The distinction that Susskind does make is that his focus is purely on the practical implications of this–although what he means by ‘practical’ isn’t clear.

That the universe did or did not have a beginning is profoundly important from a philosophical point of view, so much so that a definitive answer may well have practical implications for humanity.

But perhaps the real significance of this debate lies elsewhere. The need to disagree in the face of imminent agreement probably tells us more about the nature of cosmologists than about the cosmos itself.

Ref: arxiv.org/abs/1204.5385: Was There a Beginning?

O Filósofo Philip K. Dick e seu Multiverso

Via Ramon Bacelar na Lista do CLFC:

Obras do americano Philip K. Dick começam a ser reeditadas no Brasil

Publicações vêm na esteira do remake de ‘O Vingador do Futuro’, baseado no conto de ‘Realidades Adaptadas’

17 de agosto de 2012 | 20h 00
Antonio Gonçalves Filho – O Estado de S. Paulo

A realidade não passava de uma alucinação para o autor de ficção científica norte-americano Philip K. Dick (1928-1982), ainda pouco conhecido como escritor no Brasil, mas popular entre cinéfilos por filmes baseados em seus livros. Já são oito com a estreia, nesta sexta-feira, 17, de O Vingador do Futuro. O mais popular deles, Blade Runner (1982), foi baseado no romance Do Androids Dream of Electric Sheep? (1966), publicado no Brasil com o título O Caçador de Androides (a edição da Rocco está esgotada, mas a editora Aleph disputa o título). Deve ganhar uma sequência em 2013.

Veja também:
link Volume de ensaios sobre Blade Runner traz texto de Cabrera Infante

'O Vingador do Futuro' chegou aos cinemas nesta sexta-feira, 17 - Divulgação
Divulgação
‘O Vingador do Futuro’ chegou aos cinemas nesta sexta-feira, 17

Desde que topou com uma estranha mulher de cabelos negros batendo à porta de sua casa, em 1974, o autor passou a afirmar que tudo o que vemos não passa de projeção de um mundo paralelo. O livro Realidades Adaptadas, que chega ao mercado com sete dos seus oito contos transformados em filmes (inclusive O Vingador do Futuro), tem histórias que insinuam ser essa não apenas a crença de alguém diagnosticado como esquizofrênico, mas de um panenteísta empenhado em provar que suas visões do futuro lhe foram reveladas pela divindade criadora do universo.

A coletânea de contos inaugura uma série de cinco livros do autor que a Editora Aleph coloca no mercado com novo visual. Depois deRealidades Adaptadas, chega às livrarias, em outubro, FluamMinhas LágrimasDisse o Policial, seguido, em 2013, por O Homem do Castelo Alto (1962), Os Três Estigmas de Palmer Eldritch (1965) e Ubik (1969). Todas as capas trazem os títulos aplicados em adesivos, podendo ser substituídos por novo layout, disponível num marcador encartado em cada volume. O projeto é de Pedro Inoue, diretor de criação da revista ativista canadense Adbusters, que se opõe ao capitalismo.

Os relançamentos aqui acontecem no momento em que os livros de Philip K. Dick, traduzidos em 25 línguas, começam a ser adotados no currículo das universidades americanas. Read more [+]

Emaranhados no tempo

New Type Of Entanglement Allows ‘Teleportation in Time,’ Say Physicists

Conventional entanglement links particles across space. Now physicists say a similar effect links particles through time.

KFC 01/17/2011

  • 29 COMMENTS

Entanglement is the strange quantum phenomenon in which two or more particles become so deeply linked that they share the same existence.

That leads to some counterintuitive effects, in particular, when two entangled particles become widely separated. When that happens, a measurement on one immediately influences the other, regardless of the distance between them. This “spooky-action-at-a-distance” has profound implications about the nature of reality but a clear understanding of it still eludes physicists.

Today, they have something else to puzzle over. Jay Olson and Timothy Ralph at the University of Queensland in Australia say they’ve discovered a new type of entanglement that extends, not through space, but through time. Read more [+]

Higgs Bolon (Bolão do Higgs)


Higgs Bolon (Bolão do Higgs)

Choose your educated guess about the mass of the Higgs Boson or its existence and comment it. To participate there is a fee of US$ 100. You must not sign as an anonymous in the comments.

A. The Higgs boson has a mass in the interval 120-130 Gev as annouced by LHC.

B. The Higgs boson has a mass out of that interval.

C. The Higgs boson does not exist.

The comments close in January 31, 2012, and the prize shall be shared when LHC announces a five sigma result or a retractation of the claim about evidence for a Higgs boson mass around 125 GeV. 

Comparando os dois experimentos do OPERA sobre neutrinos superluminais

OK, OK, sei que é feio o simples cut and paste (o SEMCIÊNCIA ganhou o prêmio Tartaruga no II EWCLiPo por causa disso) mas preciso registrar aqui o ótimo post do Matt Strassler sobre os experimentos do OPERA, para futuras referências.

Of Particular Significance

Conversations About Science with Theoretical Physicist Matt Strassler

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OPERA: Comparing the Two Versions

Matt Strassler 11/19/11Ok, here’s the latest, as I currently understand it, on the OPERA experiment’s measurement that suggests (if it is correct in all respects) that neutrinos might be traveling faster than the speed of light, which in the standard version of Einstein’s theory of special relativity should be the ultimate speed limit that no particles can exceed.

Warning: For the moment not all numbers are double-checked, and there might, in places, be a number that’s off by as much as a factor of 10. But there should be no major errors. Also, I’m going to be restructuring the website a little bit and will add more cross-links between this article and the various OPERA articles and posts that I’ve put up. Apologies if there’s a bit of construction going on while you’re here. Read more [+]

Estamos em um período revolucionário na Física? Neutrinos anômalos, anti-mesons anômalos e Multiverso como ortodoxia

Achei um blog muito bom para seguir o desdobramento da controvérsia sobre os neutrinos aparentemente superluminais:

Of Particular Significance

Conversations About Science with Theoretical Physicist Matt Strassler

Cientistas famosos como Lee Smolin comentam neste blog. Acho que vou começar a seguir o caso dos neutrinos apenas por este blog e evitar as notícias de jornal e de revistas de divulgação. O blog também comenta sobre as tentativas de explicaçãoda anomalia que estão saindo no ArXiv. O status atual, segundo Matt, é que mesmo o paper do ICARUS e o paper de CG não constituem uma refutação dos resultados do OPERA, pois usam pressupostos teóricos que podem estar errados caso a relação de dispersão dos neutrinos seja outra que a da relatividade restrita. E, ao contrário de Jorge Stolfi, Matt não acredita que o problema com o OPERA tem a ver com as medidas de distância e tempo.

Neutrinos and multiverses: a new cosmology beckons

You wait decades for discoveries that could revolutionise physics, then three come along at once

“THE universe is not only queerer than we suppose, but queerer than we can suppose,” as geneticist J. B. S. Haldane once remarked. In recent decades, physicists have done their best to prove Haldane wrong, by supposing some very queer universes indeed.

Their speculations may seem fantastical, but they are well motivated. Physics poses some formidable questions that we are so far unable to answer. Why is the universe dominated by matter not antimatter? Why does our universe appear to be “fine-tuned” with just the right properties to give rise to galaxies, stars, planets, life and physicists?

The existing edifice of physics, built upon the twin foundations of general relativity and quantum mechanics, is clearly in need of renovation. We have been waiting for years for cracks to appear that might tell us how to go about it. But up to now, nature has remained stubbornly unmoved.

In the past few weeks, however, promising cracks have opened up. In September came stunning news of neutrinos travelling faster than the speed of light. Sceptics withheld judgement but now a new analysis has affirmed the initial result (see “More data shows neutrinos still faster than light”). We still await independent verification – doubts have already been cast – but if it holds up the implications are enormous, opening the door to a new and very different picture of the cosmos.

No less tantalising is a report that particles called mesons decay differently from their antimatter counterparts, anti-mesons (see “LHC antimatter anomaly hints at new physics”). If this result stands up, it would go a long way towards explaining why we have more matter than antimatter. More importantly, it would prise open the standard model of particle physics – which cannot explain the result – and point the way to yet more new physics.

The widest crack of all concerns a theory once considered outlandish but now reluctantly accepted as the orthodoxy. Almost everything in modern physics, from standard cosmology and quantum mechanics to string theory, points to the existence of multiple universes – maybe 10500 of them, maybe an infinite number (see “The ultimate guide to the multiverse”).

If our universe is just one of many, that solves the “fine-tuning” problem at a stroke: we find ourselves in a universe whose laws are compatible with life because it couldn’t be any other way. And that would just be the start of a multiverse-fuelled knowledge revolution.

Conclusive evidence may be close at hand. Theorists predict that our universe might once have collided with others. These collisions could have left dents in the cosmic microwave background, the universe’s first light, which the European Space Agency’s Planck satellite is mapping with exquisite precision. The results are eagerly awaited, and could trigger a revolution not unlike the ones unleashed by Copernicus’s idea that the Earth is not the centre of the solar system and Edwin Hubble’s discovery that our galaxy is just one among many in an expanding universe.

These are exciting, possibly epoch-making, times. Our understanding of the universe stands on the brink of being remade once again. The universe may indeed be queerer than we can suppose, but that was never going to stop us from trying.

Terremoto na Mecânica Quântica! PSI é entidade física, não apenas informacional

 NATURE | NEWS

Quantum theorem shakes foundations

The wavefunction is a real physical object after all, say researchers.

Main

Mathematical device or physical fact? The elusive nature of the quantum wavefunction may be pinned down at last.ANDY HAIR/ISTOCKPHOTO

At the heart of the weirdness for which the field of quantum mechanics is famous is the wavefunction, a powerful but mysterious entity that is used to determine the probabilities that quantum particles will have certain properties. Now, a preprint posted online on 14 November1reopens the question of what the wavefunction represents — with an answer that could rock quantum theory to its core. Whereas many physicists have generally interpreted the wavefunction as a statistical tool that reflects our ignorance of the particles being measured, the authors of the latest paper argue that, instead, it is physically real.

“I don’t like to sound hyperbolic, but I think the word ‘seismic’ is likely to apply to this paper,” says Antony Valentini, a theoretical physicist specializing in quantum foundations at Clemson University in South Carolina.

Valentini believes that this result may be the most important general theorem relating to the foundations of quantum mechanics since Bell’s theorem, the 1964 result in which Northern Irish physicist John Stewart Bell proved that if quantum mechanics describes real entities, it has to include mysterious “action at a distance”.

Action at a distance occurs when pairs of quantum particles interact in such a way that they become entangled. But the new paper, by a trio of physicists led by Matthew Pusey at Imperial College London, presents a theorem showing that if a quantum wavefunction were purely a statistical tool, then even quantum states that are unconnected across space and time would be able to communicate with each other. As that seems very unlikely to be true, the researchers conclude that the wavefunction must be physically real after all.

David Wallace, a philosopher of physics at the University of Oxford, UK, says that the theorem is the most important result in the foundations of quantum mechanics that he has seen in his 15-year professional career. “This strips away obscurity and shows you can’t have an interpretation of a quantum state as probabilistic,” he says.

Historical debate

The debate over how to understand the wavefunction goes back to the 1920s. In the ‘Copenhagen interpretation’ pioneered by Danish physicist Niels Bohr, the wavefunction was considered a computational tool: it gave correct results when used to calculate the probability of particles having various properties, but physicists were encouraged not to look for a deeper explanation of what the wavefunction is.

Albert Einstein also favoured a statistical interpretation of the wavefunction, although he thought that there had to be some other as-yet-unknown underlying reality. But others, such as Austrian physicist Erwin Schrödinger, considered the wavefunction, at least initially, to be a real physical object.

The Copenhagen interpretation later fell out of popularity, but the idea that the wavefunction reflects what we can know about the world, rather than physical reality, has come back into vogue in the past 15 years with the rise of quantum information theory, Valentini says.

Rudolph and his colleagues may put a stop to that trend. Their theorem effectively says that individual quantum systems must “know” exactly what state they have been prepared in, or the results of measurements on them would lead to results at odds with quantum mechanics. They declined to comment while their preprint is undergoing the journal-submission process, but say in their paper that their finding is similar to the notion that an individual coin being flipped in a biased way — for example, so that it comes up ‘heads’ six out of ten times — has the intrinsic, physical property of being biased, in contrast to the idea that the bias is simply a statistical property of many coin-flip outcomes.

Quantum information

Robert Spekkens, a physicist at the Perimeter Institute for Theoretical Physics in Waterloo, Canada, who has favoured a statistical interpretation of the wavefunction, says that Pusey’s theorem is correct and a “fantastic” result, but that he disagrees about what conclusion should be drawn from it. He favours an interpretation in which all quantum states, including non-entangled ones, are related after all.

Spekkens adds that he does expect the theorem to have broader consequences for physics, as have Bell’s and other fundamental theorems. No one foresaw in 1964 that Bell’s theorem would sow the seeds for quantum information theory and quantum cryptography — both of which rely on phenomena that aren’t possible in classical physics. Spekkens thinks this theorem may ultimately have a similar impact. “It’s very important and beautiful in its simplicity,” he says.

Nature

 doi:10.1038/nature.2011.9392

References

  1. Pusey, M. F., Barrett, J. & Rudolph, T. Preprint at http://lanl.arxiv.org/abs/1111.3328(2011).Show context

Por que publicam sempre antes de mim?

Este é um livro que eu gostaria (ou melhor, poderia) ter escrito. Acho que este tipo de tema está na moda, ou talvez o problema das relações entre ciência e religião seja perene e sempre vai interessar às pessoas. Então, por que não escrevi?

Porque em vez de escrever eu fico pensando no que os meus coleguinhas vão pensar de mim. Sendo assim, em vez de escrever e publicar (e  ficar rico!  — ou pelo menos deixar os direitos autorais para os meu filhos), eu apenas fico chupando o dedo e perdendo oportunidades…

13/10/2011 – 16h00

Conciliador, suíço mostra lado bom das religiões aos ateus

da Livraria da Folha

O mercado editorial está balançado pela discussão entre acreditar ou não em uma força organizadora do universo. Enquanto o jornalista brasileiro Fábio Marton defende o ateísmo em“Ímpio” (Leya, 2011), o matemático britânico John C. Lennox mostra que o criador continua a ser uma possibilidade em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus” (Mundo Cristão, 2011).

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Autor defende o lado bom das doutrinas existemtes no globo
Autor defende o lado bom das doutrinas existentes no globo

No meio de campo, o escritor suíço Alain de Botton adota uma postura mais conciliatória. Em seu livro “Religião para Ateus”(Editora Intrínseca, 2011), o autor levanta a bandeira branca e diz “E daí se todas as crenças não passarem de conto de fadas? Vamos ver o que elas tem de bom a nos oferecer.”

Voltado para quem tem ou não fé, o volume mostra que é possível tirar lições muito valiosas das religiões e leva os leitores por um passeio pelo que de melhor elas ensinam às pessoas. A publicação traz também 95 imagens com reflexões sobre o papel das doutrinas religiosas no mundo contemporâneo.

O livro tem lançamento previsto para o dia 19 de outubro es está disponível, em pré-venda, na Livraria da Folha.

Ainda dentro do mesmo tema, saíram nos últimos meses “Porque Não Sou Cristão” (L&PM Pocket, 2011), reedição de obra ateísta clássica do filósofo galês Bertrand Russell, “Teologia e Física”(Edições Loyola, 2011), livro que propõe a reunião de fé e ciência do teólogo italiano Simone Morandini, e “O Ateísmo Cristão e Outras Ameaças à Igreja”(Mundo Cristão, 2011), uma ácida crítica do pastor presbiteriano brasileiro Augustus Nicodemus.

“Religião para Ateus”
Autor: Alain de Botton
Editora: Editora Intrínseca
Páginas: 272
Quanto: R$ 16,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

*

Para botar mais lenha na fogueira…

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Livro mistura religião, história e filosofia para reconciliar fé e razão
Volume mistura religião, história e filosofia para reconciliar fé e razão
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Ateu convicto revela apertos que passou nos tempos em que era crente
Ateu convicto revela apertos que passou quando era crente
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Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes
Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes

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Desafio aos físicos céticos: Bolão dos Neutrinos

OK, OK, acho que ganhei o ultimo bolao dos neutrinos, dado que em poucos dias o ArXiv recebeu mais de trinta papers sobre os neutrinos superluminais.

Então lanço um novo desafio aos meus amigos físicos céticos.

Bolão de R$ 100 reais, basta assinar nos comentários para participar.

Duas opções:

A. De 01 de novembro a 21 de dezembro haverá mais papers no ArXiv com a opinião de que os resultados do OPERA refletem física nova, ou melhor, envolverão a frase: Caso os resultados do OPERA se confirmem, a minha ideia é que isso se deve a tal e tal fisica nova não convencional, envolvendo quebra de simetria de Lorentz.

B. Nesse período, a maios parte dos artigos tentará explicar os resultados como erro metodológico do OPERA.

C. Nesse período, a maior parte dos papers  tentará compatibilizar, usando idéias próprias dos autores, os resultados do OPERA com a Relatividade, em vez de assumir quebra de invariância de Lorentz (estão excluídos aqui os papers do item B, ou seja, tentarão explicar as medidas, assumidas como corretas, usando-se diversas ideias que não erros sistemáticos do OPERA).

Bom, a minha aposta é no item A.

Eu vou também chutar aqui uma ideia (que não é minha): Devido as interações das partículas com o vácuo quântico, cada tipo de partícula tem uma velocidade limite c_i, por exemplo c_gamma = c,  c_proton, c_eletron, c_neutrino etc, todas muito proximas mas nao exatamente iguais.

Dai fica a pergunta: quais sao as evidencias e experimentos que realmente constrangem |c-c_i| < epsilon_i, e quanto vale epsilon_i experimentalmente para cada partícula? Putz, acho que essa ideia dá um paper!

Sim, eu sei que isso é anátema e heresia para os relativistas. A física teórica perderia sua beleza, não poderíamos mais fazer c =1 nas nossas equações etc. OK, OK, sim… é isso que se chama de “quebra de paradigma” na epistemologia de Thomas Kunh…  E percebem porque foi tão difícil para o pessoal abandonar o conceito de éter e a visão newtoniana (que tinha durado 300 anos!).

Se idéias extraordinárias precisam de evidências extraordinárias, então a Relatividade Geral só deveria ter sido aceita em 1960, por que as evidências anteriores (especialmente as do desvio da luz estelar perto do Sol) não eram nada extraordinárias, mas sim cheias de erros e ruído…

It From Bit: Matéria = Férmions, Espírito = Informação?

Um post que estava nos Rascunhos desde dezembro, e que só completei agora…

Acho que finalmente entendi o conceito Bayesiano de probabilidades. Antes tarde do que nunca! É claro que eu poderia ter aprendido isso muito antes, com o livro do Jaynes tão recomendado pelo Nestor Caticha. Acho que na verdade aprendi, depois esqueci, depois li de nôvo, depois esqueci de novo. “Apreender” é diferente de aprender. Acho que envolve uma mudança de Gestalt, uma espécie de momento de “iluminação”.

         Isso aconteceu devido a dois acidentes (na verdade três): a) estou sem internet em casa, ou seja, sem essa máquina de perder tempo; b) este computador tinha uma pasta com alguns artigos em pdf, entre eles o ótimo Lectures on probability, entropy and statistical mechanics de Ariel Caticha, que me fora mandado há um bom tempo atrás pelo Nestor; c) eu havia terminado o livro Artemis Fowl – Uma aventura no Ártico e estava sem nada para ler na noite de Natal (escreverei um post sobre isso outro dia).

         Além do conceito de probabilidade Bayesiano, foi muito esclarecedor a discussão sobre entropia, em particular sua ênfase de que entropia não é uma propriedade física do sistema, mas depende do grau de detalhe na descrição desse sistema:

         The fact that entropy depends on the available information implies that there is no such thing as the entropy of a system. The same system may have many different entropies. Notice, for example, that already in the third axiom we find an explicit reference to two entropies S[p] and SG[P] referring to two different descriptions of the same system. Colloquially, however, one does refer to the entropy of a system; in such cases the relevant information available about the system should be obvious from the context. In the case of thermodynamics what one means by the entropy is the particular entropy that one obtains when the only information available is specified by the known values of those few variables that specify the thermodynamic macrostate.

         Aprendi outras coisas muito interessantes no paper, cuja principal virtude, acho, é a clareza e o fato de reconhecer os pontos obscuros como realmente obscuros. Imagino que este texto poderia ser a base de uma interessante disciplina de pós-graduação aqui no DFM. Eu ainda o estou estudando, e o recomendo aos meus amigos frequentistas. Mas é claro, eu não pude resistir em dar uma olhada no capítulo final, onde encontrei esta intrigante conclusão:

            Dealing with uncertainty requires that one solve two problems. First, one must represent a state of knowledge as a consistent web of interconnected beliefs. The instrument to do it is probability. Second, when new information becomes available the beliefs must be updated. The instrument for this is relative entropy. It is the only candidate for an updating method that is of universal applicability and obeys the moral injunction that one should not change one´s mind frivolously. Prior information is valuable and should not be revised except when demanded by new evidence, in which case the revision is no longer optional but obligatory. The resulting general method  the ME method    can handle arbitrary priors and arbitrary constraints; it includes MaxEnt and Bayes-rule as special cases; and it provides its own criterion to assess the extent that non maximum-entropy distributions are ruled out.

         To conclude I cannot help but to express my continued sense of wonder and astonishment at the fact that the method for reasoning under uncertainty  which presumably includes the whole of science turns out to rest upon a foundation provided by ethical principles. Just imagine the implications!

         Acho que este último parágrafo merece um comentário completo em um próximo post…

         Dúvidas sobre o reducionismo

         Eu tenho uma listinha (incompleta) de termos que possuem uma ordem ascendente de abstração que me fazem duvidar da afirmação que a Física é materialista (no sentido clássico da palavra). Acho que o único termo que possui análogos às características clássicas da matéria como impenetrabilidade são os férmions, via Princípio de Pauli. Já os bósons, com seus condensados de Bose-Einstein, são uns caras bem esquisitos (OK, os férmions são quanticamente esquisitos também). Bom, eis a minha lista da escadinha material → espiritual dentro da Física contemporânea. De cima para baixo na escala reducionista: Read more [+]

Por que juntar as palavras Deus e Física dá dinheiro?

Já que desisti de ganhar o prêmio Nobel, vou ver se pelo menos ganho o Prêmio Templeton (que vale 3/2 do Nobel e é divulgado na mesma semana!). Na verdade, se vocês pensarem bem, acho que de todos os físicos brasileiros, eu sou o que mais entende de Teologia.

PS: Se você é físico brasileiro e entende mais de Teologia do que eu, por favor me escreva aí nos comentários, para escrevermos a quatro mãos aquele livro que vai ganhar o Prêmio Templeton!

29/09/2011 – 11h00

Matemático polemiza em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”

da Livraria da Folha

O matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, defende com argumentos sólidos a possibilidade de coexistência entre o conhecimento científico e a religião em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”. O objetivo do livro é fornecer um amparo fortemente embasado para os cientistas, ou qualquer leitor, que sintam necessidade de debater em favor de sua crença.

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Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes
Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes

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