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Estatísticas Musicais para aula de Estatística Aplicada II para Psicologia

12/08/2013 – 03h07

Estudo mostra que maioria das pessoas escuta sempre as mesmas músicas

IARA BIDERMANDE SÃO PAULO

Ouvir o texto

A opção de ouvir toda e qualquer música nova está a um toque na tela. E você vai sempre escolher aquelas mesmas velhas canções.

Quem crava qual será a sua seleção são os autores de um estudo feito na Universidade de Washington sobre o poder da familiaridade na escolha musical.

A pesquisa foi feita com mais de 900 universitários, autodeclarados apreciadores de novos sons. Pelo menos foi isso o que disseram em questionários prévios. Curiosamente, o lado B dos participantes apareceu quando foram confrontados com escolhas reais entre pares de músicas. A maioria optou por aquelas que tinha ouvido mais vezes.

Ouvir sempre a mesma música não é falta de opção ou imaginação. Segundo o coordenador do laboratório de neuromarketing da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, Carlos Augustos Costa, é coisa da sua cabeça.

“O cérebro não gosta de nada complicado. Se você ouve um som novo, tem de parar para entender, mas se a música tem padrões familiares, é sopa no mel: você decide imediatamente ouvi-la.”

Familiar é um padrão musical que a pessoa sabe reconhecer ou um estilo associado a memórias positivas.

“A música que você já conhece tem um valor emocional enorme. Cada vez que você a ouve, a associa a uma sensação de prazer e, quanto mais ouve, mais reforça essa associação”, diz a neurocientista e colunista da Folha Suzana Herculano-Houzel.

Editoria de arte/Folhapress
As dez músicas mais lucrativas, nacionais e internacionais
As dez músicas mais lucrativas, nacionais e internacionais

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Nerds e esportes: uma pesquisa estatística

Nerds são classicamente descritos como incapazes de praticar esportes. Isso é verdade? Você poderia se manifestar?

1) Você se considera nerd?

2) Você se considera sedentário?

3) Você pratica algum esporte? Qual?

4) Você tem alguma religião?

5) Em quem você votou na eleição  de 2010?

Outra discussão é a questão da onipresença do futebol no Brasil e no mundo. Me defino como Afutebolista, ou seja, alguém que não acredita que o futebol seja benéfico para a Humanidade, sendo contra a idolatria do futebol, que é uma verdadeira religião secular. Proponho as seguintes teses:

1) O espaço dado na mídia para o futebol é exagerado e alienante. Outros esportes são prejudicados por pouca cobertura, fora a questão de que tal espaço de mídia poderia ser usado para se discutir ciência e cultura.

2) O Futebol é uma religião secular, com seus extases dominicais, seus ídolos, seu fanatismo, o incentivo a superstições (amuletos, simpatias para ganhar a partida), sua violência intrínseca que gera dezenas de mortes por ano no Brasil e provocou até mesmo uma Guerra entre Honduras e El Salvador. Ou seja, na America Latina, nunca tivemos uma guerra de cunho religioso (a menos que se conte Canudos) mas tivemos uma guerra de cunho futebolístico.

3) A FIFA tem mais países membros do que a ONU. Tem mais seguidores que a Igreja Católica. É  machista pois não admite juízas nos jogos principais. É mais rica que a Igreja Católica e faz muito menos ação social que a mesma. Está envolvida em casos de corrupção bem maiores que o Banco do Vaticano.

4) O dinheiro gasto por pessoas pobres para ir no estadio pode ultrapassar o dízimo de seu salario.

5) Existe uma grande discriminação quando te perguntam qual o seu time e você diz que não gosta de futebol. Te olham mais estranho do que se você fosse ateu, afinal existem mais ateus no Brasil do que afutebolistas.

6) Se uma pessoa declarar-se afutéia, ou seja, que detesta o futebol, ela será discriminada e ficaria em ultimo lugar numa eleição para presidente, atrás dos ateus (afinal, já tivemos vários presidentes ateus, mas nenhum que detestasse o futebol).

7) O futebol envolve um desperdício enorme de recursos (haja visto a atual copado mundo no Brasil). A Africa do Sul reconhece hoje que a Copa não trouxe nada de permanente para o país, apenas o enriquecimento de empresas e políticos corruptos.

8) Não existe separação entre Estado e Futebol. Por que o dinheiro do meu imposto deve ser gasto nessa religião secular se eu acho que o futebol é pernicioso para a sociedade? Que haja um estado verdadeiramente laico, separação total entre Estado e Estádios, Governo Laico e Futebol.

9) As crianças são educadas desde cedo, vestindo camisa, etc, sem lhe serem dadas a opção de escolha do time. Nesse sentido, pais que forçam goela abaixo o futebol para os filhos são análogos a estupradores mentais pedófilos.

10) Quanto maior o QI, menos a pessoa gosta de futebol (ver os nerds). Logo, o futebol emburrece, e deveria ser substituído pelo xadrez como esporte nacional.

UPDATE: Para quem não entendeu, o texto é uma paródia…

Planetas extra-solares, Kepler 62 e o Paradoxo de Fermi local

Conforme aumentam o número de planetas extra-solares descobertos, também aumentamos vínculos sobre as previsões do modelo de percolação galática (Paradoxo de Fermi Local).
A previsão é que, se assumirmos que Biosferas Meméticas (Biosferas culturais ou Tecnosferas) são um resultado provável de Biosferas Genéticas, então devemos estar dentro de uma região com pucos planetas habitáveis. Pois se existirem planetas habitados (por seres inteligentes) por perto, com grande probabilidade eles são bem mais avançados do que nós, e já teriam nos colonizado.
Como isso ainda não ocorreu (a menos que se acredite nas teorias de conspiração dos ufólogos e nas teorias de Jesus ET, deuses astronautas etc.), segue que quanto mais os astronomos obtiverem dados, mais ficará evidente que nosso sistema solar é uma anomalia dentro de nossa vizinhança cósmica (1000 anos-luz?), ou seja, não podemos assumir o Princípio Copernicano em relação ao sistema solar: nosso sistema solar não é tipico em nossa vizinhança.  Bom, pelo menos, essa conclusão está batendo com os dados coletados até hoje…
Assim, é possível fazer a previsão de que uma maior análise dos planetas Kepler 62-e e Kepler 62-f revelará que eles não possuem uma atmosfera com oxigênio ou metano, sinais de um planeta com biosfera.

Persistence solves Fermi Paradox but challenges SETI projects

Osame Kinouchi (DFM-FFCLRP-Usp)
(Submitted on 8 Dec 2001)

Persistence phenomena in colonization processes could explain the negative results of SETI search preserving the possibility of a galactic civilization. However, persistence phenomena also indicates that search of technological civilizations in stars in the neighbourhood of Sun is a misdirected SETI strategy. This last conclusion is also suggested by a weaker form of the Fermi paradox. A simple model of a branching colonization which includes emergence, decay and branching of civilizations is proposed. The model could also be used in the context of ant nests diffusion.

03/05/2013 – 03h10

Possibilidade de vida não se resume a planetas similares à Terra, diz estudo

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com as diferentes composições, massas e órbitas possíveis para os planetas fora do Sistema Solar, a vida talvez não esteja limitada a mundos similares à Terra em órbitas equivalentes à terrestre.

Editoria de arte/Folhapress

Essa é uma das conclusões apresentada por Sara Seager, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA, em artigo de revisão publicado no periódico “Science“, com base na análise estatística dos cerca de 900 mundos já detectados ao redor de mais de 400 estrelas.

Seager destaca a possível existência de planetas cuja atmosfera seria tão densa a ponto de preservar água líquida na superfície mesmo a temperaturas bem mais baixas que a terrestre. Read more [+]

Linguagens esfriam enquanto expandem…

 

 Languages cool as they expand: Allometric scaling and the decreasing need for new words

 

Alexander M. PetersenJoel N. TenenbaumShlomo HavlinH. Eugene StanleyMatjaz Perc
(Submitted on 11 Dec 2012)

We analyze the occurrence frequencies of over 15 million words recorded in millions of books published during the past two centuries in seven different languages. For all languages and chronological subsets of the data we confirm that two scaling regimes characterize the word frequency distributions, with only the more common words obeying the classic Zipf law. Using corpora of unprecedented size, we test the allometric scaling relation between the corpus size and the vocabulary size of growing languages to demonstrate a decreasing marginal need for new words, a feature that is likely related to the underlying correlations between words. We calculate the annual growth fluctuations of word use which has a decreasing trend as the corpus size increases, indicating a slowdown in linguistic evolution following language expansion. This “cooling pattern” forms the basis of a third statistical regularity, which unlike the Zipf and the Heaps law, is dynamical in nature.

Comments: 9 two-column pages, 7 figures; accepted for publication in Scientific Reports
Subjects: Physics and Society (physics.soc-ph); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech); Computation and Language (cs.CL); Applications (stat.AP)
Journal reference: Sci. Rep. 2 (2012) 943
DOI: 10.1038/srep00943
Cite as: arXiv:1212.2616 [physics.soc-ph]
(or arXiv:1212.2616v1 [physics.soc-ph] for this version)

Submission history

A batalha dos cientistas

Para participar dca votação, ver aqui. Tem algum defeito nas votações do Hawking, pois eu votei várias vezes nele mas continua com zero vitórias…

CLASSIFICAÇÃO

Albert Einstein (1879 – 1955)
12473 duelos vencidos
1

Isaac Newton (1643 – 1727)
11642 duelos vencidos
2

Louis Pasteur (1822 – 1895)
8804 duelos vencidos
3

Charles Darwin (1809 – 1882)
8705 duelos vencidos
4

James Clerk Maxwell (1831 – 1879)
7884 duelos vencidos
5

Marie Curie (1867 – 1934)
7500 duelos vencidos
6

Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834 – 1907)
7153 duelos vencidos
7

Ernest Rutherford (1871 – 1937)
7136 duelos vencidos
8

Linus Pauling (1901 – 1994)
7096 duelos vencidos
9

Max Planck (1858 – 1947)
6558 duelos vencidos
10

Paul Dirac (1902 – 1984)
5894 duelos vencidos
11

Werner Heisenberg (1901 – 1976)
5801 duelos vencidos
12

Peter Higgs (1929)
5674 duelos vencidos
13

Henry Cavendish (1731 – 1810)
5259 duelos vencidos
14

Antonie van Leeuwenhoek (1632 – 1723)
4998 duelos vencidos
15

Erwin Schrodinger (1887 – 1961)
4936 duelos vencidos
16

Ivan Pavlov (1849 – 1936)
4510 duelos vencidos
17

Luc Montagnier (1932)
4347 duelos vencidos
18

Stephen Hawking (1942)
0 duelos vencidos
19

 

Quanto pior, melhor… ou a eleição de Obama

Estava pensando aqui sobre para quem vou torcer (dado que não posso influenciar)  nas eleições dos EUA. Bom, por default, eu deveria torcer pelo Obama, dado que me parece que sou um “liberal” no sentido americano, e não um “conservative”. Por outro lado, acho que sempre temos que pensar no que é melhor para o mundo e não no que é melhor para os EUA ou o Brasil.

Romney e Obama estão, no presente momento, empatados em termos estatísticos. Então, acho que dá para simular dois cenários:

Democratas ganham: dado que a crise econômica continua e não tem fim a vista, isso implicará em mais quatro anos de desgaste para os Democratas. Afinal de contas, os democratas não poderão dizer que Obama herdou uma situação irresponsável de seu antecessor. Os movimentos sociais tipo Ocupar Wall Street ficaram enfraquecidos num governo Democrata. Afinal de contas, se os ricos são (melhor) defendidos pelos republicanos, protestar contra os 1% ou 0.1% ricos não tem muito sentido se os mesmos não estão com o poder (politico). No final de um novo governo Obama, certamente os republicanos irão ganhar, iniciando talvez um longo período conservador. Ou não, pois o cenário abaixo (republicanos ganham) poderia ocorrer, apenas com um delay de quatro anos.

Republicanos ganham: Se os republicanos ganharem, o fosso entre ricos e pobres irá aumentar, os gastos sociais irão diminuir, o ataque a ciência vindo dos criacionista e céticos do clima terá suporte, etc. Ou seja, neste cenário, a situação social/econômica/cultural dos EUA irá piorar sensivelmente. O gap economico entre EUA e China irá diminuir, caminharemos para um mundo bipolar, talvez uma nova guerra fria (contra os “comunistas” chineses). Possivelmente vai haver um período de protestos similar o maio de 1968 (possivelmente por volta de 2018, se o tal ciclo de violência social de 50 anos – um ciclo de Lotka-Volterra ou uma onda num sistema excitável?), apenas para ser reprimido por uma nova reação conservadora.

Bom, para os adeptos do “quanto pior, melhor”, visando uma revolução social, imagino que seja melhor torcer para o Romney, pois assim os republicanos pegam o repique (o segundo fosso do W) da crise econômica em seu auge…

Will the US Really Experience a Violent Upheaval in 2020? Read more [+]

Temporão inicia temporada de abusos estatísticos

Trinta e três dias depois do último boletim (e da conivência da Folha em não divulgar os totais das Secretarias da Educação), é emitida a nota à imprensa sobre a gripe suína do Ministério da Saúde. É interessante ver a manipulação e maquiação das informações pelo MS, seguindo o preceito jornalístico de contar mentiras dizendo apenas verdades…
Em vermelho, minhas observações (sem análise detalhada) sobre as afirmativas estatisticamente falaciosas do MS:
19/10/2009 , às 18h30

Influenza A(H1N1)

 

MINISTÉRIO DA SAÚDE
GABINETE PERMANENTE DE EMERGÊNCIAS
NOTA À IMPRENSA
Situação epidemiológica da influenza pandêmica (H1N1) 2009
1. SITUAÇÃO NO BRASIL

 

CASOS GRAVES 

 

• O número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil – ou casos graves – causados pela influenza pandêmica (H1N1) 2009 (nova gripe) caiu 97,3%, passando de 2.828 registros para 78, entre as Semanas Epidemiológicas (SE) 31, encerrada em 8 de agosto, e a 40, encerrada em 10 de outubro. [Dado que o último boletim é de 16 de setembro, deveria se fazer uma comparação com essa data, e não com o pico da epidemia em 8 de agosto, escolhido a dedo para impressionar o leitor (97,3% !). Comparando semana por semana, da SE 35 até a SE 39 para ver a variação semanal em setembro, temos quedas semanais de 24%, 21%, 43% e 42% nas últimas semanas (o que é bem menos impresionante!). Não se deve usar os dados da semana 40 porque tais dados não são confiáveis, já que casos graves e mortes ocorridas no período ainda serão confirmadas no futuro. É possível que os dados das semanas 38 e 39 também ainda sofram desse efeito subestimador, o que explicaria as “quedas” observadas].
• No acumulado entre 25 de abril e 10 de outubro, foram notificados 68.806 casos graves de algum tipo de doença respiratória no país. Do total, 18.973 foram confirmados para algum tipo de influenza, dos quais 17.219 (90,7%) tiveram confirmação laboratorial para a nova gripe. [Por que insistir em comparar com os casos de algum tipo de doença respiratória em geral – inclusive as cronicas? O que deve se comparar é a tão propalada equivalência entre a gripe sazonal e a gripe suína. Verifica-se que 90,7% foi da suína, e a questão é se 90,7% das mortes (de adultos jovens!) foram da suína também, ou não. Aposto que foi mais, pois a gripe sazonal não mata em geral adultos jovens (a taxa de mortalidade da gripe sazonal nesta faixa etária é de 0,0001%), ou seja, as duas gripes não são equivalentes, nem epidemiologicamente nem nosologicamente: esta é a afirmação falaciosa do MS, este é o ponto que os jornalistas deveriam enfatizar, se quisessem fazer jornalismo investigativo…].

 

Distribuição de casos de SRAG, por semana epidemiológica de início dos sintomas, segundo classificação etiológica. Brasil, até SE 40/2009 [Interessante como os casos de gripe sazonal desaparecem nas últimas semnas epidemiológicas. Isso não mereceria um comentário? E cadê as tão propaladas 70 mil mortes por gripe sazonal que o Temporão divulgou de boca cheia?]

 

Gráfico

 

ÓBITOS

 

• Foram registrados, entre 25 de abril e 10 de outubro, 1.368 óbitos por influenza A (H1N1), o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 0,7 por 100.000 habitantes. [Quantos óbitos por gripe sazonal, para podermos verificar a afirmação do ministro de que as duas gripes matam da mesma forma? Como se compara esse número com a média mundial? Porque incluir os estados do Norte e Nordeste, onde o pico epidemico ainda não foi atingido, nessa estatística?] A estratégia do MS evitou que o número mágico de 1000 mortes desse manchete na TV… Logo, a política de desinformação funcionou…

 

Distribuição de óbitos por Influenza A(H1N1)2009 Pandêmica por região e Unidade Federada de residência. SE 40/2009

 

Região/UF 

Confirmado para Influenza Pandêmica 

Estimativa populacional
(IBGE, 2009)
 

Taxa de mortalidade
(por 100 mil hab.)
 

n 

% 

Região Sul 

577 

41,3 

27.718.997 

2,08 

.. Paraná 

278 

19,9 

10.686.228 

2,60 

.. Rio Grande do Sul 

200 

14,3 

10.914.042 

1,83 

.. Santa Catarina 

99 

7,1 

6.118.727 

1,62 

Região Sudeste 

663 

49,6 

80.915.637 

0,86 

.. São Paulo 

432 

30,9 

41.384.089 

1,04 

.. Rio de Janeiro 

122 

8,7 

16.010.386 

0,76 

.. Minas Gerais 

107 

7,7 

20.034.068 

0,53 

.. Espírito Santo 

2 

0,1 

3.487.094 

0,06

Região Centro-Oeste

98

7,0

13.895.467

0,71

.. Goiás

61

4,4

5.926.308

1,03

.. Mato Grosso do Sul

17

1,2

2.360.550

0,72

.. Distrito Federal

10

0,7

2.606.884

0,38

.. Mato Grosso

10

0,7

3.001.725

0,33

Região Norte

14

1,0

15.359.645

0,09

.. Roraima

2

0,1

421.497

0,47

.. Tocantins

3

0,2

1.292.063

0,23

.. Acre

1

0,1

691.169

0,14

.. Pará

5

0,4

7.431.041

0,07

.. Rondônia

1

0,1

1.503.911

0,07

.. Amazonas

2

0,1

3.393.357

0,06

.. Amapá

626.607

Região Nordeste

16

1,1

53.591.299

0,03

.. Bahia

10

0,7

14.637.500

0,07

.. Paraíba

2

0,1

3.769.954

0,05

.. Pernambuco

2

0,1

8.810.318

0,02

.. Piauí

1

0,1

3.145.164

0,03

.. Rio Grande do Norte

1

0,1

3.137.646

0,03

.. Maranhão

6.367.111

.. Ceará

8.547.750

.. Alagoas

3.156.101

.. Sergipe

2.019.755

Total

1368

100,0

191.481.045

0,71

Fonte: Sinan/MS

 

 

 

 

IMPORTANTE: 

 

– Com relação à taxa de mortalidade, a comparação entre os países fica prejudicada porque a atualização dos dados não tem ocorrido de maneira uniforme. Além disso, os Estados Unidos, um dos países com maior número de óbitos, mudaram seu critério de classificação de mortes. Em 30 de agosto, o país zerou as estatísticas e, desde então, o Centro de Controle de Doenças conta os óbitos causados não apenas pelo vírus A(H1N1) pandêmico 2009, mas também as mortes associadas a qualquer tipo de influenza, mais a combinação pneumonia+influenza. Pela nova definição de caso adotada pelo governo americano, de 30 de agosto a 3 de outubro, houve 240 mortes associadas a qualquer tipo de influenza mais 1.544 mortes por pneumonia e influenza. As informações estão no site http://www.cdc.gov/flu/weekly/ [Ou seja, as novas estatisticas dos EUA superestimam as mortes se comparadas com os critérios brasileiros, de modo que estamos MUITO pior que os EUA].
– Reitera-se que o cálculo da taxa de letalidade em relação ao total de casos de influenza não é mais utilizado como parâmetro para monitorar o comportamento da doença, uma vez que os casos leves não são mais notificados, exceto em surtos. Esta conduta tem sido preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde julho e seguida pela maioria dos países, com priorização para o monitoramento de casos graves por influenza. [Isso quer dizer que perdemos qualquer conhecimento sobre o R0 epidemiológico e que não temos a menor noção da porcentagem de população brasileira que foi infectada na primeira onda]
.
– O acréscimo no número de óbitos em relação ao último boletim (divulgado em 16 de setembro)NÃO SE REFERE A CASOS NOVOS DE PESSOAS QUE MORRERAM NO PERÍODO ANALISADO, mas aos casos que tiveram resultado de teste laboratorial concluído entre 12 de setembro e 10 de outubro (SE 36 e SE 40, respectivamente). [Ou seja, os dados de óbitos estão subestimados e atrasados].

MULHERES E GESTANTES

• Um total de 5.369 mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) tiveram resultado positivo para o novo vírus A(H1N1) e desenvolveram a forma grave da doença.
• Destas, 1.414 mulheres estavam grávidas. Entre as gestantes, 135 morreram,[ou seja, quase 10% das grávidas em estado grave morreram! E embora a proporção de gravidas na população de mulheres seja pequena (menor que 5% ?), houve um número desproporcional de casos graves e óbitos nessa classe. Por que? A gripe H1N1 não é igual ou mesmo mais fraca que uma gripe sazonal?

2. SITUAÇÃO NO MUNDO

• Com a proximidade do inverno nas regiões temperadas do hemisfério Norte, observa-se, nas últimas três semanas epidemiológicas, aumento nas taxas de transmissão de doença respiratória na América do Norte, Europa Ocidental e Norte da Ásia.

• No link abaixo, observa-se o mapa de tendência de doenças respiratórias no mundo, com dados até 4 de outubro. A tendência é de crescimento em diversos países do Hemisfério Norte, incluindo Estados Unidos, México, Canadá, Reino Unido e Espanha; e de queda em alguns países do Hemisfério Sul, incluindo o Brasil. [O que essa informação é relevante para o Brasil? O aumento nos outros países não justifica os números absurdos de óbitos no Brasil!] 

http://gamapserver.who.int/h1n1/trend-resp-diseases/h1n1_trend-resp-diseases.html

• Com relação à resistência ao antiviral fosfato de oseltamivir, até 4 de outubro, foi informada à OMS a ocorrência de 31 casos – nenhum no Brasil, até o momento. [Ou seja, a desculpa do MS com relação ao Tamiflu era história pra boi dormir, que alguns blogueiros de ciência compraram sem questionar].

• Outras informações estão disponíveis, em inglês, no sitehttp://www.who.int/csr/don/2009_10_16/en/index.html 

Assessoria de Imprensa
(61) 3315-2351/3580