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Planetas extra-solares, Kepler 62 e o Paradoxo de Fermi local

Conforme aumentam o número de planetas extra-solares descobertos, também aumentamos vínculos sobre as previsões do modelo de percolação galática (Paradoxo de Fermi Local).
A previsão é que, se assumirmos que Biosferas Meméticas (Biosferas culturais ou Tecnosferas) são um resultado provável de Biosferas Genéticas, então devemos estar dentro de uma região com pucos planetas habitáveis. Pois se existirem planetas habitados (por seres inteligentes) por perto, com grande probabilidade eles são bem mais avançados do que nós, e já teriam nos colonizado.
Como isso ainda não ocorreu (a menos que se acredite nas teorias de conspiração dos ufólogos e nas teorias de Jesus ET, deuses astronautas etc.), segue que quanto mais os astronomos obtiverem dados, mais ficará evidente que nosso sistema solar é uma anomalia dentro de nossa vizinhança cósmica (1000 anos-luz?), ou seja, não podemos assumir o Princípio Copernicano em relação ao sistema solar: nosso sistema solar não é tipico em nossa vizinhança.  Bom, pelo menos, essa conclusão está batendo com os dados coletados até hoje…
Assim, é possível fazer a previsão de que uma maior análise dos planetas Kepler 62-e e Kepler 62-f revelará que eles não possuem uma atmosfera com oxigênio ou metano, sinais de um planeta com biosfera.

Persistence solves Fermi Paradox but challenges SETI projects

Osame Kinouchi (DFM-FFCLRP-Usp)
(Submitted on 8 Dec 2001)

Persistence phenomena in colonization processes could explain the negative results of SETI search preserving the possibility of a galactic civilization. However, persistence phenomena also indicates that search of technological civilizations in stars in the neighbourhood of Sun is a misdirected SETI strategy. This last conclusion is also suggested by a weaker form of the Fermi paradox. A simple model of a branching colonization which includes emergence, decay and branching of civilizations is proposed. The model could also be used in the context of ant nests diffusion.

03/05/2013 – 03h10

Possibilidade de vida não se resume a planetas similares à Terra, diz estudo

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com as diferentes composições, massas e órbitas possíveis para os planetas fora do Sistema Solar, a vida talvez não esteja limitada a mundos similares à Terra em órbitas equivalentes à terrestre.

Editoria de arte/Folhapress

Essa é uma das conclusões apresentada por Sara Seager, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA, em artigo de revisão publicado no periódico “Science“, com base na análise estatística dos cerca de 900 mundos já detectados ao redor de mais de 400 estrelas.

Seager destaca a possível existência de planetas cuja atmosfera seria tão densa a ponto de preservar água líquida na superfície mesmo a temperaturas bem mais baixas que a terrestre. Read more [+]

Historiadores da Ciência rejeitam a tese de conflito entre Ciência e Religião

Mais material para o meu livro sobre Ateísmo 3.0

Conflict thesis

From Wikipedia, the free encyclopedia
For a socio-historical theory with a similar name, see Conflict theory.

Conflict: Galileo before the Holy Office, byJoseph-Nicolas Robert-Fleury, a 19th century depiction of the Galileo Affair, religion suppressing heliocentric science.

The conflict thesis is the proposition that there is an intrinsic intellectual conflict between religion and science and that the relationship between religion and science inevitably leads to public hostility. The thesis, refined beyond its most simplistic original forms, remains generally popular. However, historians of science no longer support it.[1][2][3][4]

Contents

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O melhor livro de divulgação científica que encontrei em quarenta anos de leituras

Depois escrevo minha resenha…

A REALIDADE OCULTA – Universos paralelos e as leis profundas do cosmo
Brian Greene
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Meio século atrás, os cientistas encaravam com ironia a possibilidade de existirem outros universos além deste que habitamos. Tal hipótese não passava de um delírio digno de Alice no País das Maravilhas – e que, de todo modo, jamais poderia ser comprovada experimentalmente. Os desafios propostos pela Teoria da Relatividade e pela física quântica para o entendimento de nosso próprio universo já eram suficientemente complexos para ocupar gerações e gerações de pesquisadores. Entretanto, diversos estudos independentes entre si, conduzidos por cientistas respeitados em suas áreas de atuação – teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação -, começaram a convergir para o mesmo ponto: a existência de universos paralelos – o multiverso – não só é provável como passou a ser a explicação mais plausível para diversos enigmas cosmológicos.
Em A realidade oculta, Brian Greene – um dos maiores especialistas mundiais em cosmologia e física de partículas – expõe o fantástico desenvolvimento da física do multiverso ao longo das últimas décadas. O autor de O universo elegante passa em revista as diferentes teorias sobre os universos paralelos a partir dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica. Por meio de uma linguagem acessível e valendo-se de numerosas figuras explicativas, Greene orienta o leitor pelos labirintos da realidade mais profunda da matéria e do pensamento.

“Se extraterrestres aparecessem amanhã e pedissem para conhecer as capacidades da mente humana, não poderíamos fazer nada melhor que lhes oferecer um exemplar deste livro.” – Timothy Ferris, New York Times Book Review

Relativismo Cultural, Nova Era e Nazismo

Olá Osame, desculpe só fui ler sua resposta hoje, pois havia perdido o endereço do seu blog:
Se me permite ainda estou curioso, pois dados os floreios paradoxais de sua resposta sobre tuas inclinações teóricas ainda estou confuso. Confesso que andei dando uma lida nos textos do blog e gostei de algumas colocações tuas (um exemplo pode ser visto aqui com tua inclinação para Gardner e Margullis), por isso insisto em entender esses conflitos que acredito ter o discurso aqui com um pertencimento ao chamado “movimento cético” (coisa cientificamente incabível, paródia ateísta de internet que nunca foi sequer manifestada por uma corrente filosofia ou episteme, natimorto como uma manifestação universalista do conhecimento, há muito tempo, tempos pré-históricos!!! – a saber, desde Hume e Locke e fatalizado por Kant e Nietzche): Read more [+]

A batalha dos cientistas

Para participar dca votação, ver aqui. Tem algum defeito nas votações do Hawking, pois eu votei várias vezes nele mas continua com zero vitórias…

CLASSIFICAÇÃO

Albert Einstein (1879 – 1955)
12473 duelos vencidos
1

Isaac Newton (1643 – 1727)
11642 duelos vencidos
2

Louis Pasteur (1822 – 1895)
8804 duelos vencidos
3

Charles Darwin (1809 – 1882)
8705 duelos vencidos
4

James Clerk Maxwell (1831 – 1879)
7884 duelos vencidos
5

Marie Curie (1867 – 1934)
7500 duelos vencidos
6

Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834 – 1907)
7153 duelos vencidos
7

Ernest Rutherford (1871 – 1937)
7136 duelos vencidos
8

Linus Pauling (1901 – 1994)
7096 duelos vencidos
9

Max Planck (1858 – 1947)
6558 duelos vencidos
10

Paul Dirac (1902 – 1984)
5894 duelos vencidos
11

Werner Heisenberg (1901 – 1976)
5801 duelos vencidos
12

Peter Higgs (1929)
5674 duelos vencidos
13

Henry Cavendish (1731 – 1810)
5259 duelos vencidos
14

Antonie van Leeuwenhoek (1632 – 1723)
4998 duelos vencidos
15

Erwin Schrodinger (1887 – 1961)
4936 duelos vencidos
16

Ivan Pavlov (1849 – 1936)
4510 duelos vencidos
17

Luc Montagnier (1932)
4347 duelos vencidos
18

Stephen Hawking (1942)
0 duelos vencidos
19

 

Comparando os dois experimentos do OPERA sobre neutrinos superluminais

OK, OK, sei que é feio o simples cut and paste (o SEMCIÊNCIA ganhou o prêmio Tartaruga no II EWCLiPo por causa disso) mas preciso registrar aqui o ótimo post do Matt Strassler sobre os experimentos do OPERA, para futuras referências.

Of Particular Significance

Conversations About Science with Theoretical Physicist Matt Strassler

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OPERA: Comparing the Two Versions

Matt Strassler 11/19/11Ok, here’s the latest, as I currently understand it, on the OPERA experiment’s measurement that suggests (if it is correct in all respects) that neutrinos might be traveling faster than the speed of light, which in the standard version of Einstein’s theory of special relativity should be the ultimate speed limit that no particles can exceed.

Warning: For the moment not all numbers are double-checked, and there might, in places, be a number that’s off by as much as a factor of 10. But there should be no major errors. Also, I’m going to be restructuring the website a little bit and will add more cross-links between this article and the various OPERA articles and posts that I’ve put up. Apologies if there’s a bit of construction going on while you’re here. Read more [+]

Estamos em um período revolucionário na Física? Neutrinos anômalos, anti-mesons anômalos e Multiverso como ortodoxia

Achei um blog muito bom para seguir o desdobramento da controvérsia sobre os neutrinos aparentemente superluminais:

Of Particular Significance

Conversations About Science with Theoretical Physicist Matt Strassler

Cientistas famosos como Lee Smolin comentam neste blog. Acho que vou começar a seguir o caso dos neutrinos apenas por este blog e evitar as notícias de jornal e de revistas de divulgação. O blog também comenta sobre as tentativas de explicaçãoda anomalia que estão saindo no ArXiv. O status atual, segundo Matt, é que mesmo o paper do ICARUS e o paper de CG não constituem uma refutação dos resultados do OPERA, pois usam pressupostos teóricos que podem estar errados caso a relação de dispersão dos neutrinos seja outra que a da relatividade restrita. E, ao contrário de Jorge Stolfi, Matt não acredita que o problema com o OPERA tem a ver com as medidas de distância e tempo.

Neutrinos and multiverses: a new cosmology beckons

You wait decades for discoveries that could revolutionise physics, then three come along at once

“THE universe is not only queerer than we suppose, but queerer than we can suppose,” as geneticist J. B. S. Haldane once remarked. In recent decades, physicists have done their best to prove Haldane wrong, by supposing some very queer universes indeed.

Their speculations may seem fantastical, but they are well motivated. Physics poses some formidable questions that we are so far unable to answer. Why is the universe dominated by matter not antimatter? Why does our universe appear to be “fine-tuned” with just the right properties to give rise to galaxies, stars, planets, life and physicists?

The existing edifice of physics, built upon the twin foundations of general relativity and quantum mechanics, is clearly in need of renovation. We have been waiting for years for cracks to appear that might tell us how to go about it. But up to now, nature has remained stubbornly unmoved.

In the past few weeks, however, promising cracks have opened up. In September came stunning news of neutrinos travelling faster than the speed of light. Sceptics withheld judgement but now a new analysis has affirmed the initial result (see “More data shows neutrinos still faster than light”). We still await independent verification – doubts have already been cast – but if it holds up the implications are enormous, opening the door to a new and very different picture of the cosmos.

No less tantalising is a report that particles called mesons decay differently from their antimatter counterparts, anti-mesons (see “LHC antimatter anomaly hints at new physics”). If this result stands up, it would go a long way towards explaining why we have more matter than antimatter. More importantly, it would prise open the standard model of particle physics – which cannot explain the result – and point the way to yet more new physics.

The widest crack of all concerns a theory once considered outlandish but now reluctantly accepted as the orthodoxy. Almost everything in modern physics, from standard cosmology and quantum mechanics to string theory, points to the existence of multiple universes – maybe 10500 of them, maybe an infinite number (see “The ultimate guide to the multiverse”).

If our universe is just one of many, that solves the “fine-tuning” problem at a stroke: we find ourselves in a universe whose laws are compatible with life because it couldn’t be any other way. And that would just be the start of a multiverse-fuelled knowledge revolution.

Conclusive evidence may be close at hand. Theorists predict that our universe might once have collided with others. These collisions could have left dents in the cosmic microwave background, the universe’s first light, which the European Space Agency’s Planck satellite is mapping with exquisite precision. The results are eagerly awaited, and could trigger a revolution not unlike the ones unleashed by Copernicus’s idea that the Earth is not the centre of the solar system and Edwin Hubble’s discovery that our galaxy is just one among many in an expanding universe.

These are exciting, possibly epoch-making, times. Our understanding of the universe stands on the brink of being remade once again. The universe may indeed be queerer than we can suppose, but that was never going to stop us from trying.

Eu queria ter a coragem do Milan M. Ćirković…

Web Corner

of

Milan M. Ćirković

 

 

Senior Research Associate

Astronomical Observatory of Belgrade

Volgina 7

11160 Belgrade-74

Serbia

&

Associate Professor

Department of Physics

University of Novi Sad

Trg Dositeja Obradovića 4

21000 Novi Sad

Serbia

 

Phone: +381-11-3089079

E-mail: [email protected]

 

 

 Serbian version coming soon!

 

Having some sort of web page since 1994 (long ago by Internet standards), I’ve recently concluded that all complicated and fancy webpage stuff is truly unnecessary and usually annoying. Therefore, I’ve decided to keep this page as simple as possible. While I haven’t yet reached the laudable simplicity of my colleague, pen-friend, and an outstanding polymath Cosma Shalizi, that certainly remains a goal worth striving for!

 

Professional interests of mine:

 

Astrobiology and SETI studies

Evolution of galaxies and baryonic dark matter

Philosophy of science, especially philosophy of cosmology and quantum mechanics

Future studies, in particular related to existential risks and transhumanism

History of physical sciences

 

Selected recent publications (sometimes only penultimate drafts are linked, the “official” versions could be accessed e.g., via KoBSON, one of the best things which happened in local science in decades!):

 

NEW! Two books of mine have appeared in recent months, notably  (Oxford UniversityPress) and  (University of Novi Sad). Do contact me for details!

NEW! Against the Empire. An essay considering a possible evolutionary pathways of advances extraterrestrial/future human civilizations.Journal of the British Interplanetary Society, vol. 61, in press (2008).

NEWOn the Timescale Forcing in Astrobiology. Branislav Vukotić and Milan M. Ćirković (2007): Serbian Astronomical Journal, vol. 175, pp. 45-50.

Evolutionary Catastrophes and the Goldilocks Problem. International Journal of Astrobiology, vol. 6, pp. 325-329 (2007).

Too Early? On the Apparent Conflict of Astrobiology and CosmologyBiology and Philosophy, vol. 21, pp. 369-379 (2006).

Physics vs. Semantics: A Puzzling Case of a Missing Quantum Theory. Foundations of Physics, vol. 35, pp. 817-838 (2005).

Adaptationism Fails to Resolve Fermi’s Paradox. Serbian Astronomical Journal (peruse HERE!), vol. 170, pp. 89-100 (2005) – with Ivana Dragićević and Tanja Berić-Bjedov.

 “Permanence” – An Adaptationist Solution to Fermi’s Paradox? Journal of the British Interplanetary Society, vol. 58, pp. 62-70 (2005) – recently featured in New York Review of Science Fiction, vol. 17, issue 202, pp. 1-6!

On the Temporal Aspect of the Drake Equation and SETIAstrobiology, vol. 4, pp. 225-231 (2004).

Agencies, Capacities, and Anthropic Self-Selection. Philosophical Writings, vol. 27 (Autumn 2004), pp. 43-62 (2004).

The Anthropic Principle and the Duration of the Cosmological Past. Astronomical and Astrophysical Transactions, vol. 23, pp. 567-597 (2004).

HIGHLY RECOMMENDED! Resource Letter PEs-1: Physical eschatology. (2003): American Journal of Physics, vol. 71, pp. 122-133 (2003).

 

Complete (and likely out-of-date!) CV with all publications is available here in .pdf format (345 Kb).

 

Current activities:

 

Currently preparing an academic book for Oxford University Press on “Global Catastrophic Risks” with Prof. Nick Bostrom as co-editor. To be published (hopefully!) by June 2008.

With Robert J. Bradbury, I am working on “migration hypothesis” a particular solution to Fermi’s paradox, attempting to join postbiological digital perspective to the current SETI studies. The latest version of the preprint can be read here. All comments are welcome!

In collaboration with Prof. Ivana Dragićević, I’m working on a critical study of the so-called Carter’s anthropic argument in astrobiology.

In collaboration with Ivana Damjanov, a grad student, I’m studying future star formation history of spiral disks, notably the duration of the era of conventional star formation (stelliferous era).

Some educational material related to the mini-course I teach on issues in philosophy of science can be found here (in Serbian).

With Drs. Zorica Cvetković and Zoran Knežević, I am preparing the Proceedings of the XIV National Conference of Astronomers of Serbia and Montenegro.

 

Bureaucracy:

 

I am PI of the project #146012 “Gaseous and Stellar Components of Galaxies: Interaction and Evolution” financed by the Ministry of Science of the Republic of Serbia in the 2006-2010 period, with 9 co-investigators… UPDATE: I have happily resigned as PI in favor of my great friend and collaborator, Dr. Srdjan Samurović, which will give me much more time to devote to research and other fun and games!

…and member of more professional organizations and societies than I really wish (or need!), so I won’t list them here.

 

 

Most frequently used Web resources:

 

NASA ADS Query Form

ArXiv preprints

Philosophy of science preprints

KoBSON – Konzorcijum biblioteka Srbije za objedinjenu nabavku (subsuming various individual services, like SCOPUS, JSTOR, etc.)

Astronomy journals

Web of Science

Physics Around the World

Amazon.com

 

Lighter stuff:

 

B92 – Internet, Radio i TV stanica

Apolyton Civilization Site

The Postmodernism Generator

 

 

More links on the dedicated page!

 

 

– friends and other interesting people

 

– useful links and resources

 

 

 

 

 

“The supreme accomplishment is to blur the line between work and play.”

                                                                                      Arnold J. Toynbee (1889–1975), British historian and philosopher

Desafio aos físicos céticos: Bolão dos Neutrinos

OK, OK, acho que ganhei o ultimo bolao dos neutrinos, dado que em poucos dias o ArXiv recebeu mais de trinta papers sobre os neutrinos superluminais.

Então lanço um novo desafio aos meus amigos físicos céticos.

Bolão de R$ 100 reais, basta assinar nos comentários para participar.

Duas opções:

A. De 01 de novembro a 21 de dezembro haverá mais papers no ArXiv com a opinião de que os resultados do OPERA refletem física nova, ou melhor, envolverão a frase: Caso os resultados do OPERA se confirmem, a minha ideia é que isso se deve a tal e tal fisica nova não convencional, envolvendo quebra de simetria de Lorentz.

B. Nesse período, a maios parte dos artigos tentará explicar os resultados como erro metodológico do OPERA.

C. Nesse período, a maior parte dos papers  tentará compatibilizar, usando idéias próprias dos autores, os resultados do OPERA com a Relatividade, em vez de assumir quebra de invariância de Lorentz (estão excluídos aqui os papers do item B, ou seja, tentarão explicar as medidas, assumidas como corretas, usando-se diversas ideias que não erros sistemáticos do OPERA).

Bom, a minha aposta é no item A.

Eu vou também chutar aqui uma ideia (que não é minha): Devido as interações das partículas com o vácuo quântico, cada tipo de partícula tem uma velocidade limite c_i, por exemplo c_gamma = c,  c_proton, c_eletron, c_neutrino etc, todas muito proximas mas nao exatamente iguais.

Dai fica a pergunta: quais sao as evidencias e experimentos que realmente constrangem |c-c_i| < epsilon_i, e quanto vale epsilon_i experimentalmente para cada partícula? Putz, acho que essa ideia dá um paper!

Sim, eu sei que isso é anátema e heresia para os relativistas. A física teórica perderia sua beleza, não poderíamos mais fazer c =1 nas nossas equações etc. OK, OK, sim… é isso que se chama de “quebra de paradigma” na epistemologia de Thomas Kunh…  E percebem porque foi tão difícil para o pessoal abandonar o conceito de éter e a visão newtoniana (que tinha durado 300 anos!).

Se idéias extraordinárias precisam de evidências extraordinárias, então a Relatividade Geral só deveria ter sido aceita em 1960, por que as evidências anteriores (especialmente as do desvio da luz estelar perto do Sol) não eram nada extraordinárias, mas sim cheias de erros e ruído…

It From Bit: Matéria = Férmions, Espírito = Informação?

Um post que estava nos Rascunhos desde dezembro, e que só completei agora…

Acho que finalmente entendi o conceito Bayesiano de probabilidades. Antes tarde do que nunca! É claro que eu poderia ter aprendido isso muito antes, com o livro do Jaynes tão recomendado pelo Nestor Caticha. Acho que na verdade aprendi, depois esqueci, depois li de nôvo, depois esqueci de novo. “Apreender” é diferente de aprender. Acho que envolve uma mudança de Gestalt, uma espécie de momento de “iluminação”.

         Isso aconteceu devido a dois acidentes (na verdade três): a) estou sem internet em casa, ou seja, sem essa máquina de perder tempo; b) este computador tinha uma pasta com alguns artigos em pdf, entre eles o ótimo Lectures on probability, entropy and statistical mechanics de Ariel Caticha, que me fora mandado há um bom tempo atrás pelo Nestor; c) eu havia terminado o livro Artemis Fowl – Uma aventura no Ártico e estava sem nada para ler na noite de Natal (escreverei um post sobre isso outro dia).

         Além do conceito de probabilidade Bayesiano, foi muito esclarecedor a discussão sobre entropia, em particular sua ênfase de que entropia não é uma propriedade física do sistema, mas depende do grau de detalhe na descrição desse sistema:

         The fact that entropy depends on the available information implies that there is no such thing as the entropy of a system. The same system may have many different entropies. Notice, for example, that already in the third axiom we find an explicit reference to two entropies S[p] and SG[P] referring to two different descriptions of the same system. Colloquially, however, one does refer to the entropy of a system; in such cases the relevant information available about the system should be obvious from the context. In the case of thermodynamics what one means by the entropy is the particular entropy that one obtains when the only information available is specified by the known values of those few variables that specify the thermodynamic macrostate.

         Aprendi outras coisas muito interessantes no paper, cuja principal virtude, acho, é a clareza e o fato de reconhecer os pontos obscuros como realmente obscuros. Imagino que este texto poderia ser a base de uma interessante disciplina de pós-graduação aqui no DFM. Eu ainda o estou estudando, e o recomendo aos meus amigos frequentistas. Mas é claro, eu não pude resistir em dar uma olhada no capítulo final, onde encontrei esta intrigante conclusão:

            Dealing with uncertainty requires that one solve two problems. First, one must represent a state of knowledge as a consistent web of interconnected beliefs. The instrument to do it is probability. Second, when new information becomes available the beliefs must be updated. The instrument for this is relative entropy. It is the only candidate for an updating method that is of universal applicability and obeys the moral injunction that one should not change one´s mind frivolously. Prior information is valuable and should not be revised except when demanded by new evidence, in which case the revision is no longer optional but obligatory. The resulting general method  the ME method    can handle arbitrary priors and arbitrary constraints; it includes MaxEnt and Bayes-rule as special cases; and it provides its own criterion to assess the extent that non maximum-entropy distributions are ruled out.

         To conclude I cannot help but to express my continued sense of wonder and astonishment at the fact that the method for reasoning under uncertainty  which presumably includes the whole of science turns out to rest upon a foundation provided by ethical principles. Just imagine the implications!

         Acho que este último parágrafo merece um comentário completo em um próximo post…

         Dúvidas sobre o reducionismo

         Eu tenho uma listinha (incompleta) de termos que possuem uma ordem ascendente de abstração que me fazem duvidar da afirmação que a Física é materialista (no sentido clássico da palavra). Acho que o único termo que possui análogos às características clássicas da matéria como impenetrabilidade são os férmions, via Princípio de Pauli. Já os bósons, com seus condensados de Bose-Einstein, são uns caras bem esquisitos (OK, os férmions são quanticamente esquisitos também). Bom, eis a minha lista da escadinha material → espiritual dentro da Física contemporânea. De cima para baixo na escala reducionista: Read more [+]

Por que juntar as palavras Deus e Física dá dinheiro?

Já que desisti de ganhar o prêmio Nobel, vou ver se pelo menos ganho o Prêmio Templeton (que vale 3/2 do Nobel e é divulgado na mesma semana!). Na verdade, se vocês pensarem bem, acho que de todos os físicos brasileiros, eu sou o que mais entende de Teologia.

PS: Se você é físico brasileiro e entende mais de Teologia do que eu, por favor me escreva aí nos comentários, para escrevermos a quatro mãos aquele livro que vai ganhar o Prêmio Templeton!

29/09/2011 – 11h00

Matemático polemiza em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”

da Livraria da Folha

O matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, defende com argumentos sólidos a possibilidade de coexistência entre o conhecimento científico e a religião em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”. O objetivo do livro é fornecer um amparo fortemente embasado para os cientistas, ou qualquer leitor, que sintam necessidade de debater em favor de sua crença.

Divulgação
Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes
Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes

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Corrida entre neutrinos e fótons: quem topa participar do bolão?

Pessoal,

Estou fazendo um bolão aqui com as seguintes regras, sobre os resultados dos neurtrinos mais rápidos que a luz do OPERA. Se você concorda, assine nos comentários (não vale assinar anônimo!).

A. Haverá consenso (positivo) sobre os resultados do OPERA até 21 de dezembro de 2011.

B. Haverá consenso (negativo) sobre os resultados do OPERA até 21 de dezembro de 2011.

C. Um monte de teóricos vão publicar sobre neutrinos hiperluminais no ARXIV até 21 de dezembro de 2011, com um mínimo de 10 papers.

PS:  Consenso significará o reconhecimento pela comunidade (não por todos, é claro!) que o efeito é real (não é devido a erro sistemático nas medidas) e necessita explicação.

Escolha a sua opção (A, B ou C). O premio do bolão será dividido entre os que tiverem a mesma opinião vencedora. A minha opinião é C para 21 de dezembro de 2011 e A se o prazo for estendido para 21 de dezembro de 2012.

Published online 22 September 2011 | Nature | doi:10.1038/news.2011.554
Updated online: 23 September 2011

News

Particles break light-speed limit

Neutrino results challenge cornerstone of modern physics.

Geoff Brumfiel

Has OPERA found super-speedy neutrinos?CERN

An Italian experiment has unveiled evidence that fundamental particles known as neutrinos can travel faster than light. Other researchers are cautious about the result, but if it stands further scrutiny, the finding would overturn the most fundamental rule of modern physics — that nothing travels faster than 299,792,458 metres per second. [Se os resultados do OPERA estiverem corretos, então os neutrinos viajam a cerca de 299.794.000 metros por segundo.

The experiment is called OPERA (Oscillation Project with Emulsion-tRacking Apparatus), and lies 1,400 metres underground in the Gran Sasso National Laboratory in Italy. It is designed to study a beam of neutrinos coming from CERN, Europe’s premier high-energy physics laboratory located 730 kilometres away near Geneva, Switzerland. Neutrinos are fundamental particles that are electrically neutral, rarely interact with other matter, and have a vanishingly small mass. But they are all around us — the Sun produces so many neutrinos as a by-product of nuclear reactions that many billions pass through your eye every second.

The 1,800-tonne OPERA detector is a complex array of electronics and photographic emulsion plates, but the new result is simple — the neutrinos are arriving 60 nanoseconds faster than the speed of light allows. “We are shocked,” says Antonio Ereditato, a physicist at the University of Bern in Switzerland and OPERA’s spokesman.

Breaking the law

The idea that nothing can travel faster than light in a vacuum is the cornerstone of Albert Einstein’s special theory of relativity, which itself forms the foundation of modern physics. If neutrinos are travelling faster than light speed, then one of the most fundamental assumptions of science — that the rules of physics are the same for all observers — would be invalidated. “If it’s true, then it’s truly extraordinary,” says John Ellis, a theoretical physicist at CERN.

Ereditato says that he is confident enough in the new result to make it public. The researchers claim to have measured the 730-kilometre trip between CERN and its detector to within 20 centimetres. They can measure the time of the trip to within 10 nanoseconds, and they have seen the effect in more than 16,000 events measured over the past two years. Given all this, they believe the result has a significance of six-sigma — the physicists’ way of saying it is certainly correct. The group will present their results tomorrow at CERN, and a preprint of their results will be posted on the physics website ArXiv.org.

At least one other experiment has seen a similar effect before, albeit with a much lower confidence level. In 2007, the Main Injector Neutrino Oscillation Search (MINOS) experiment in Minnesota saw neutrinos from the particle-physics facility Fermilab in Illinois arriving slightly ahead of schedule. At the time, the MINOS team downplayed the result, in part because there was too much uncertainty in the detector’s exact position to be sure of its significance, says Jenny Thomas, a spokeswoman for the experiment. Thomas says that MINOS was already planning more accurate follow-up experiments before the latest OPERA result. “I’m hoping that we could get that going and make a measurement in a year or two,” she says.

Reasonable doubt

If MINOS were to confirm OPERA’s find, the consequences would be enormous. “If you give up the speed of light, then the construction of special relativity falls down,” says Antonino Zichichi, a theoretical physicist and emeritus professor at the University of Bologna, Italy. Zichichi speculates that the ‘superluminal’ neutrinos detected by OPERA could be slipping through extra dimensions in space, as predicted by theories such as string theory.

Ellis, however, remains sceptical. Many experiments have looked for particles travelling faster than light speed in the past and have come up empty-handed, he says. Most troubling for OPERA is a separate analysis of a pulse of neutrinos from a nearby supernova known as 1987a. If the speeds seen by OPERA were achievable by all neutrinos, then the pulse from the supernova would have shown up years earlier than the exploding star’s flash of light; instead, they arrived within hours of each other. “It’s difficult to reconcile with what OPERA is seeing,” Ellis says.

Ereditato says that he welcomes scepticism from outsiders, but adds that the researchers have been unable to find any other explanation for their remarkable result. “Whenever you are in these conditions, then you have to go to the community,” he says.

UPDATED:

The OPERA collaboration has posted a paper describing their result.

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Qual era a montanha mais alta da Terra antes do Everest ser descoberto?

Qual era a montanha mais alta da Terra antes do Everest ser descoberto?

 Um longo update num antigo post de 2009.


Se você é um realista ingênuo, deverá responder “Ora bolas, é claro que é o Monte Everest!”.
Um realista com conhecimentos de história e menos etnocêntrico diria: Mount Everest, também chamado
Sagarmāthā (Nepali: सगरमाथा),
Chomolungma ou Qomolangma (Tibetan) ou
Zhumulangma (Chinese: 珠穆朗玛峰 Zhūmùlǎngmǎ Fēng).
Ou seja, para um realista filosófico, o Monte Everest era a montanha mais alta da Terra mesmo antes de qualquer cientista medir isso.
Se você é um positivista ou neo-positivista (especialmente se você for adepto do axioma fundamental do neo-ceticismo que é “não se deve crer em algo se não há evidências suficientes para isso”), você deve responder o nome de alguma outra montanha conhecida antes da mensuração de 1856.

Mount Everest – also called Sagarmāthā (Nepali: सगरमाथा),Chomolungma or Qomolangma(Tibetan🙂 orZhumulangma (Chinese: 珠穆朗玛峰 Zhūmùlǎngmǎ Fēng) – is the highest mountain onEarth, and the highest point on the Earth’s crust, as measured by the height above sea level of itssummit, 8,848 metres (29,029 ft). The mountain, which is part of the Himalaya range in Asia, is located on the border between Sagarmatha ZoneNepal, and TibetChina.

In 1856, the Great Trigonometric Survey of India established the first published height of Everest, then known as Peak XV, at 29,002 ft (8,840 m). In 1865, Everest was given its official English name by theRoyal Geographical Societyupon recommendation of Andrew Waugh, the British Surveyor General of Indiaat the time. Chomolungma had been in common use by Tibetans for centuries, but Waugh was unable to propose an established local name because Nepal and Tibet were closed to foreigners.

Bom, é claro que tudo depende da definição de “altura” que você está usando. É necessário definir isso antes de fazer a pergunta, mas isso não muda a questão do positivismo versus realismo que estou discutindo neste post.

Summits farthest from the Earth’s center

Mount Everest is the point with the highest elevation above sea level on Earth but it is not the summit that is farthest from the Earth’s center. Because of the equatorial bulge, the summit of Mount Chimborazo in Ecuador is the point on Earth that is farthest from the center of the earth, and is 2,168 m (7,113 ft) farther from the Earth’s center than the summit of Everest.

Note: Chimborazo’s summit is about 25 metres farther from the earth’s centre than that of Huascaran.
Summit Distance from Earth’s center Elevation above sea level m Latitude Country
Chimborazo 6,384.4 km or 3,967.1 mi 6,268.2 (20,565 ft) 1°28’9″S Ecuador
Huascaran 6,384.4 km or 3,967.1 mi 6,748 (22,139 ft) 9°7′17″S Peru
Several other peaks in the Andes
Kilimanjaro (KiboSummit) ? 5,895 (19,341 ft) 3°4′33″S Tanzania
Everest 6,382.3 km or 3,965.8 mi 8,848 (29,035 ft) 27°59′17″N NepalChina(Tibet)
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2 comentários:

Kentaro Mori disse…

Acredito que não há necessariamente uma dicotomia aí.

Antes do Everest ser descoberto, a resposta deveria frisar o conhecimento limitado sobre o tema. Algo como “a mais alta montanha conhecida cuja altura foi medida é XXX”, deixando implícito, ou mesmo explícito que “nem toda a superfície terrestre foi explorada e montanhas de maiores elevações podem ser descobertas”.

Hoje em dia podemos dizer com mais segurança que o Everest é de fato a montanha mais alta da Terra.

Ou não. Talvez exista uma região minúscula (Triângulo das Bermudas?) onde a gravidade não faça efeito e exista um pedaço de rocha de 1 m de largura, e 10km de altitude, que pela sua estreiteza jamais tenha sido visto ou detectado por instrumentos (estamos longe de ter catalogado toda a superfície terrestre com essa precisão).

O exemplo é absurdo, claro, mas ilustra como a dicotomia entre o realista filosófico e o cético não é tão grande. Ambos podem concordar que há uma realidade, e ambos devem conceder que as afirmações que podemos fazer a respeito devem estar baseadas em e serem proporcionais às evidências.

9:45 PM, Novembro 08, 2009

Osame Kinouchi disse…

Kentaro, acho que a dicotomia clássica é entre realistas e positivistas (embora não seja uma dicotomia mas um espectro, que eu sugeri pelos termos relativos realista ingênuo, realista sofisticado, positivista, neo-positivista etc). Mas concordo que o ceticismo está mais alinhado ao positivismo. por exemplo, Mach era cético em relação aos átomos, pois para ele (e ele estava correto na época) não havia evidência suficiente para se acreditar em átomos no século XIX.

Mas meus heróis (filosoficamente realistas) são outros: Boltzmann, Maxwell, Einstein, que acreditavam em átomos mesmo antes de terem evidências suficientes para tanto.

O que eu sempre discuto neste blog é a compatibilidade entre o princípio cético “não se deve crer em algo se não há evidências suficientes sobre isso” e a física teórica de ponta.

É que as pessoas interpretam este princípio no sentido restrito de “evidências empíricas” e esquecem das “evidências teóricas”.

Exemplo: Desde quando você acredita em planetas extra-solares? Desde as primeiras evidências empíricas da década de 90? Ou desde as evidencias teóricas (probabilisticas) válidas desde o tempo de Giordano Bruno? Será que Giordano morreu em vão? Sim, o Cardeal Belarmino era cético positivista, ele só acreditaria em mundos extra-solares se os pudesse ver pelo telescópio, ele precisava de evidencias empíricas e não apenas de possibilidades teóricas. Algo que Giordano Bruno e Galileu (sim, é possível que Galileu acreditasse que as outras estrelas eram sóis com seus próprios planetas, mas não encontrei uma referencia para isso, alguém conhece?) não poderiam oferecer.

Mas como pode uma evidência ser apenas teórica? O fato de ser teórica em vez de empírica não a invalida como evidência? Ainda mais se for apenas probabilística? OU seja, qual é a base da crença de Carl Sagan de que existem outras civilizações inteligentes em nossa Galáxia? Não existem evidências empíricas, você concorda? E não apenas evidências suficientes, mas mesmo qualquer evidência empírica.

Assim, dado que não podemos acreditar no Bule Voador dado que nos falta evidência empírica, também não podemos acreditar na existência de planetas com vida fora do sistema Solar, dado que não temos também evidência empírica sobre isso. E entretanto… todo cientista atualmente acredita que existam seres vivos em outros planetas da Galáxia, mas que ainda não podemos detetá-los. Ou seja, acreditam em algo que não podem ver, provar ou comprovar. Esses cientistas são menos científicos que aqueles que não acreditam em vida fora da Terra? Muito pelo contrário!

Ou seja, todos os cientistas acreditam no Bule Voador (em vida fora da Terra, no fato de que a origem da Vida é um fenômeno natural que ocorre rápido em geral – uma generalização temerária, dado que temos apenas n=1 exemplos de emergência de uma Biosfera, etc).

Eu sou fã dos seriados céticos tipo “O Mentalista”. Mas o nosso herói lá descobre o criminoso muito antes de ter evidências empíricas cientificamente aceitaveis. Ele usa intuição, leitura corporal, lógica, evidências circunstanciais.  Ele acredita (“tem fé”) em uma hipótese mesmo antes de ter evidências empíricas conclusivas.

Ele age como um cientista criativo, que baseia toda a sua trajetória de pesquisa em evidências circunstanciais, deixando para os cientistas menos criativos a tarefa de tornar tais evidências em evidências (temporariamente) conclusivas.

Você sabia, por exemplo, que quando Newton propõe a teoria da gravitação, ele já sabia que ela dava resultados errados por uma margem de 4% (na época…)? E mesmo assim, ele não usou o critério de Popper e refutou sua própria teoria. Por que? Por que Newton era um mau cientista? Não, pelo contrário, por que ele era um cientista criativo! E o caso de Milikan é exemplar, é a regra, não é excessão entre os cientistas criativos.

Quem fica esperando evidências conclusivas para acreditar em algo age apenas como um escritor de livro-texto, não é um cientista de verdade… É simples assim.