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Linguagens esfriam enquanto expandem…

 

 Languages cool as they expand: Allometric scaling and the decreasing need for new words

 

Alexander M. PetersenJoel N. TenenbaumShlomo HavlinH. Eugene StanleyMatjaz Perc
(Submitted on 11 Dec 2012)

We analyze the occurrence frequencies of over 15 million words recorded in millions of books published during the past two centuries in seven different languages. For all languages and chronological subsets of the data we confirm that two scaling regimes characterize the word frequency distributions, with only the more common words obeying the classic Zipf law. Using corpora of unprecedented size, we test the allometric scaling relation between the corpus size and the vocabulary size of growing languages to demonstrate a decreasing marginal need for new words, a feature that is likely related to the underlying correlations between words. We calculate the annual growth fluctuations of word use which has a decreasing trend as the corpus size increases, indicating a slowdown in linguistic evolution following language expansion. This “cooling pattern” forms the basis of a third statistical regularity, which unlike the Zipf and the Heaps law, is dynamical in nature.

Comments: 9 two-column pages, 7 figures; accepted for publication in Scientific Reports
Subjects: Physics and Society (physics.soc-ph); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech); Computation and Language (cs.CL); Applications (stat.AP)
Journal reference: Sci. Rep. 2 (2012) 943
DOI: 10.1038/srep00943
Cite as: arXiv:1212.2616 [physics.soc-ph]
(or arXiv:1212.2616v1 [physics.soc-ph] for this version)

Submission history

Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Para que servem os ateus?

 

Coelhos = religiosos, raposas = ateus?

Estou achando que preciso correr para escrever o meu livro intitulado “Deus e Acaso”, baseado em postagens deste blog. Alguns dos temas do livro já estão sendo discutidos em papers recentes, parece que existe um interesse cada vez maior sobre o assunto. Ver por exemplo o artigo abaixo, que foi um target article em um número inteiro dedicado a discussões desse tipo na revista Religion, Brain & Behavior.

What are atheists for? Hypotheses on the functions of non-belief in the evolution of religion

DOI: 10.1080/2153599X.2012.667948

Dominic Johnsona*
pages 48-70

Version of record first published: 27 Apr 2012

Abstract

An explosion of recent research suggests that religious beliefs and behaviors are universal, arise from deep-seated cognitive mechanisms, and were favored by natural selection over human evolutionary history. However, if a propensity towards religious beliefs is a fundamental characteristic of human brains (as both by-product theorists and adaptationists agree), and/or an important ingredient of Darwinian fitness (as adaptationists argue), then how do we explain the existence and prevalence of atheists – even among ancient and traditional societies? The null hypothesis is that – like other psychological traits – due to natural variation among individuals in genetics, physiology, and cognition, there will always be a range of strengths of religious beliefs. Atheists may therefore simply represent one end of a natural distribution of belief. However, an evolutionary approach to religion raises some more interesting adaptivehypotheses for atheism, which I explore here. Key among them are: (1) frequency dependence may mean that atheism as a “strategy” is selected for (along with selection for the “strategy” of belief), as long as atheists do not become too numerous; (2) ecological variation may mean that atheism outperforms belief in certain settings or at certain times, maintaining a mix in the overall population; (3) the presence of atheists may reinforce or temper religious beliefs and behaviors in the face of skepticism, boosting religious commitment, credibility, or practicality in the group as a whole; and (4) the presence of atheists may catalyze the functional advantages of religion, analogous to the way that loners or non-participants can enhance the evolution of cooperation. Just as evolutionary theorists ask what religious beliefs are “for” in terms of functional benefits for Darwinian fitness, an evolutionary approach suggests we should also at least consider what atheists might be for.

A batalha dos cientistas

Para participar dca votação, ver aqui. Tem algum defeito nas votações do Hawking, pois eu votei várias vezes nele mas continua com zero vitórias…

CLASSIFICAÇÃO

Albert Einstein (1879 – 1955)
12473 duelos vencidos
1

Isaac Newton (1643 – 1727)
11642 duelos vencidos
2

Louis Pasteur (1822 – 1895)
8804 duelos vencidos
3

Charles Darwin (1809 – 1882)
8705 duelos vencidos
4

James Clerk Maxwell (1831 – 1879)
7884 duelos vencidos
5

Marie Curie (1867 – 1934)
7500 duelos vencidos
6

Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834 – 1907)
7153 duelos vencidos
7

Ernest Rutherford (1871 – 1937)
7136 duelos vencidos
8

Linus Pauling (1901 – 1994)
7096 duelos vencidos
9

Max Planck (1858 – 1947)
6558 duelos vencidos
10

Paul Dirac (1902 – 1984)
5894 duelos vencidos
11

Werner Heisenberg (1901 – 1976)
5801 duelos vencidos
12

Peter Higgs (1929)
5674 duelos vencidos
13

Henry Cavendish (1731 – 1810)
5259 duelos vencidos
14

Antonie van Leeuwenhoek (1632 – 1723)
4998 duelos vencidos
15

Erwin Schrodinger (1887 – 1961)
4936 duelos vencidos
16

Ivan Pavlov (1849 – 1936)
4510 duelos vencidos
17

Luc Montagnier (1932)
4347 duelos vencidos
18

Stephen Hawking (1942)
0 duelos vencidos
19

 

Alain de Botton: Ateísmo 2.0

Via FACEBOOK do Mauro Copelli:

Textos maias não profetizam fim do mundo em 2012, diz especialista

Que pena, pois minha divida com o Banco Real só acaba em 2015…

Textos maias não profetizam fim do mundo em 2012, diz especialista

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DA EFE, NO MÉXICO

Em nenhum dos 15 mil textos existentes dos antigos maias está escrito que em 2012 haverá grandes cataclismos, crença originada em escritos esotéricos da década de 1970, asseguraram nesta terça-feira (7) fontes oficiais.

O diretor do Acervo Hieróglifo e Iconográfico Maya (Ajimaya) do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), Carlos Pallán, disse que só em dois deles há “duas inscrições” que falam em 2012, mas “só como o final do período”.

Perante este fechamento do ciclo, os profetas modernos afirmam que um buraco negro no centro da galáxia, quando se alinhar com o sol, romperá o equilíbrio. Com isso, será modificado o eixo magnético da Terra e as consequências serão nefastas.

O cientista destacou em comunicado que estas versões apocalípticas foram geradas em publicações esotéricas nos anos 1970, as quais assinalavam o fim da civilização humana para 2012, data que coincide com o décimo terceiro ciclo no calendário maia, no dia 21 de dezembro.

Pallán explicou que “para os antigos maias, o tempo não era algo abstrato, era formado por ciclos e estes às vezes eram tão concretos que tinham nome e podiam ser personificados mediante retratos de seres corajosos. Por exemplo, o ciclo de 400 anos estava representado como uma ave mitológica”.

Os maias “jamais mencionam que o mundo vai acabar, jamais pensaram que o tempo terminaria em nossa época, o que nos reflete à consciência que alcançaram sobre o tempo, a partir do desenvolvimento matemático e da escritura”, destacou.

Acrescentou ainda que os maias se preocupavam em efetuar rituais que de algum modo garantissem que o ciclo por vir seria propício, e no caso particular de 2012 é notada uma insistência em “que ainda em data tão distante vai ser comemorado um determinado ciclo. Este foi o miolo da confusão”.

O arqueólogo disse que, no entanto, de acordo com os cálculos científicos atuais, a data astronômica precisa do fim de seu ciclo seria 23, e não 21 de dezembro.

Também esclareceu que os maias legitimavam seu poder mediante os calendários e vinculavam os governantes com esses ciclos e com deuses citados em relatos ancestrais ou em mitos.

Advogado do Diabo


O pessoal do Pharingula não entendeu que eu estava sendo um Advogado do Diabo.

Advogado do Diabo é uma expressão da linguagem popular.

[editar]

História

Antigamente, durante o processo de canonização pela Igreja Católica havia um Promotor da Fé (Latim Promotor Fidei), e um Advogado do Diabo (Latim advocatus diaboli), papéis desempenhados por advogados nomeados pela própria Igreja. O primeiro apresentava argumentos em favor da canonização o segundo fazia o contrário, ou seja, argumentava contra a canonização do candidato; era seu dever olhar cepticamente o processo, procurando lacunas nas provas de forma a poder dizer, por exemplo, que os milagres supostamente feitos eram falsos, etc.

O ofício de Advogado do Diabo foi estabelecido em 1587 e foi abolido pelo Papa João Paulo II em 1983. Isto causou uma subida dramática no número de indivíduos canonizados: cerca de 500 canonizados e mais de 1300 beatificados a partir desta data, enquanto apenas houvera 98 canonizações no período que vai de 1900 a 1983. Isto sugere que os Advogados do Diabo, de facto, reduziam o número de canonizações. Alguns pensam que terá sido um cargo útil para assegurar que tais procedimentos não ocorressem sem causa merecida, e que a santidade não era reconhecida com muita facilidade.

Hoje em dia o termo tem vindo a designar uma pessoa que discute a favor de um ponto de vista no qual não acredita, mas que o faz simplesmente para apresentar um argumento. Este processo pode vir a ser utilizado para testar a qualidade do argumento e identificar erros na sua estrutura.

***************

PS: Advogado do Diabo darai um bom nome para um blog cético. Será que já existe?

Eu sou um troll muito chato!

Coitado do Takata, eu estou me comportando de forma Trollistica no Never Asked Questions. É que está sendo muito divertido (pelo menos para mim!), e estou aprendendo um monte de coisas sobre os Pré-Socráticos, sobre historiagrafia antiga, sobre ceticismo e metodologia científica e histórica. Tudo isso com a ajuda sempre amável e respeitosa de Roberto Takata (ou pelo menos dos blogueiros de ciência que se escondem sob o pseudônimo de Roberto Takata…).

Vou listar os comentários do NAQ aqui, mas nao vou mais ser mais um Troll no NAQ. Os próximos comentários farei apenas aqui, para nao incomodar o Takata.

Disclaimer: Os comentários são feitos em tom de brincadeira, mas tenho enorme respeito e admiração por Takata, que considero um bom colega blogueiro e talvez até um amigo, pois troco emails com ele frequentemente. Ou seja, as brincadeiras são feitas por que julgo que tenho liberdade com ele para isso (e lhe dou liberdade para me chamar de Kino, etc.). Não são feitas e nem devem ser interpretadas como um tipo de gozação mal-intencionada em cima do Takata. Na verdade, toda a blogosfera científica brasileira ama Takata e seus onipresentes comentários, não conheço nenhum blogueiro que o desconsidere, e o tem em alta estima, com uma pontinha de inveja de suas capacidades analíticas, mesmo que às vezes ele se comporte de forma um pouco insistente (troll-like) nos blogs dos outros (especialmente o meu….!)

Blogger Osame Kinouchi disse…

Takata,

Leia a pagína sobre Pitágoras na Wikipedia, é MUITO interessante:

Voce está correto que Heráclito e Xenofanes foram quase contemporâneos a Pitágoras. Mas não consegui achar as breves referencias que eles fazem a Pitágoras.

Eu realmente nao entendi isso:

“(Também não é correto dizer que afirmei que as evidências da existência de Pedro e Tiago são menores do que as de JC. Eu disse: “Não sei se Tiago, José, Simão, etc eram ou não históricos. Mas parece q há até menos indícios a respeito deles.”)”

Ué, qual a diferença entre dizer “parece que há menos indicios a respeito deles” e dizer “as evidencias da existencia de Pedro e Tiago sao menores que JC”?

Acho que
e você está se tornando um verdadeiro jornalista, ou seja, daqueles que não gosta de escrever um Erramos… rs Tudo bem, eu sei que voce realmente acredita que nao errou… OK.

Mas… Menos indicios nao equivale a menores indicios?

Para um relato sobre minhas aventuras como troll no Pharingula, veja:

http://scienceblogs.com/pharyngula/2010/06/episode_lxxiv_sacred_music.php

Foi uma experiencia emocionalmente exaustiva (nunca fui tao insultado na minha vida, e nunca vi tanta falácia lógica por metro de texto!)

Minha análise dessa experiencia, junto com a exegese que Kentaro Mori faz da opiniao de PZMyers, está aqui:

http://comciencias.blogspot.com/2010/07/p-z-myers-e-os-libertarians-americanos.html

30 de junho de 2010 21:28

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Blogger none disse…

Quase não, foram efetivamente contemporâneos – suas linhas de vida se sobrepõem em boa extensão.

Eu tomo cuidado em registrar “talvez”, “parece”… e não é por questão meramente estilística. Eu afirmo que *parece* X, eu não afirmo que *X*.

É, eu tinha lido sua experiência. Sim, tem porções radiciais – eu já me fiz passar por religioso pra medir a pressão.

De não gostar de errar acho que não é preciso ser jornalista. Por isso tomo cuidado – qdo é só minha opinião a registro como tal, qdo é um argumento expresso os elementos de sustentação, etc. Se me mostrar onde errei, no entanto, registro meu erro.

Já fiz isso inúmeras vezes. Inclusive aqui no NAQ. http://neveraskedquestions.blogspot.com/2009/02/pesos-e-medidas.html

Sem contar as inúmeras edições com strike through.

[]s,

Roberto Takata

30 de junho de 2010 21:44

Blogger none disse…

Repare, no entanto, que, mesmo sem concordar com seus reparos até o momento, tenho-os registrados. (E, qdo acho necessário, rebatido.)

[]s,

Roberto Takata

30 de junho de 2010 21:45

Blogger none disse…

De Xenófanes sobre Pitágoras, Fragmento 7.

De Heráclito, Fragmento 129.

[]s,

Roberto Takata

30 de junho de 2010 22:09

Blogger Osame Kinouchi disse…

O fragmento 7 na verdade está nas obras de Diorgenes Laertio, do seculo 3 AC. Existe duvida se o “him” do texto se refere a Pitagoras, e mesmo que referisse, os experts acham que ele se refere a uma historia mitica (sobre Pitagoras detetar a alma de um amigo em um cachorrinho que latia).

Pelos seus criterios, acho que esse fragmento 7 nao conta para a historicidade de Pitagoras… Sinto muito.

Veja em detalhe aqui:

http://books.google.com.br/books?id=LxxJXTviacgC&pg=PA118&lpg=PA118&dq=%22fragment+7%22+xenophanes&source=bl&ots=Mc785_ZgsM&sig=8H6EVt6nVX5ivgRwLdEfI7vi5_8&hl=pt-BR&ei=ygItTKn_KoT68Aaj2ugH&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CBsQ6AEwAQ#v=onepage&q=%22fragment%207%22%20xenophanes&f=false

1 de julho de 2010 14:17

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Blogger none disse…

Pelos meus critérios o fragmento 7 serve. Veja como não é algo terrivelmente restritivo.

E é muito mais o q existe em relação a JC, p.e.

[]s,

Roberto Takata

1 de julho de 2010 15:12

Blogger Osame Kinouchi disse…

Sinceramente, nao vejo porque o fragmento 7 serve. Escrito 250 anos depois de Pitagoras, por Diogenes Laercio, e apenas atribuido a Xenofanes. E nao cita o nome Pitagoras. Poderia estar se referindo ao Pitagoras mitico. Nao há evidencia que Xenofanes conheceu Pitagoras. Quantos graus de separacao entre Pitagoras e Xenofanes? Pelo menos 3 graus, se Pitagoras existiu.

1 de julho de 2010 19:00

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Blogger none disse…

Serve porque o critério q defendo não tem esse grau de rigidez.

Novamente está atribuindo a mim algo q seria defendido pelos q defendem o embasamento da historicidade de Jesus – a questão temporal. Quem se encrenca com um relato de 300 anos depois dos acontecimentos são eles, não eu.

Se houver algo similar em relação a JC, aceito que terá um embasamento suficiente.

Q ‘min’ se refira a Pitágoras pode ser deduzido do contexto. Não é algo certo, mas em ciência não há nada 100% certo. É, porém, suficientemente embasado. O relato é mais credível porque não faz menção a nada que o descredite. Não se fala em elefantes invisíveis rosas, p.e. Se encontrarem porções mais completas do fragmento em que essas referências surjam, então a credibilidade do relato diminui.

[]s,

Roberto Takata

1 de julho de 2010 19:26

Blogger Osame Kinouchi disse…

Takata, esse assunto é muito interessante, nao é boring, porque se nao houve um Jesus histórico, isso é uma revolução Copernicana na História Ocidental. Não é um assunto de somenos importancia (se fosse, ou seja, se a existencia ou de Jesus fosse irrelevante, nao haveriam tantos livros e panfletos em sites ateistas sobre o tema, concorda?)

o fragmento afirma que Pitagoras era capaz de detetar a alma de um amigo reencarnado em um cachorrinho ouvindo os latidos do mesmo.

“O relato é mais credível porque não faz menção a nada que o descredite. Não se fala em elefantes invisíveis rosas, p.e”

Eu acho que é uma história mitica, pois é um relato de um milagre ou capacidade paranormal. Além disso, é claramente uma referencia a uma estória ouvida de segunda ou terceira mão. Não é possivel afirmar que

Acho que o fato de que este trecho se refere o Pitagoras histórico, ou seja, que Pitagoras realmente disse isso, não está além de uma dúvida (bastante) razoável (e portanto nao pode ser usado como evidência do Pitágoras histórico).
O nome de Pitágoras nem aparece no texto!

Ou seja, eu acho que esse fragmento é uma evidencia mais fraca do que a citação de Suetonius (da Wikipedia):

Gaius Suetonius Tranquillus (c. 69–140) wrote the following in his Lives of the Twelve Caesars about riots which broke out in the Jewish community in Rome under the emperor Claudius:
“As the Jews were making constant disturbances at the instigation of Chrestus, he [ Claudius ] expelled them [the Jews] from Rome”.[75]
The event was noted in Acts 18:2. The term Chrestus also appears in some later texts applied to Jesus, and Robert Graves,[76] among others,[77] consider it a variant spelling of Christ, or at least a reasonable spelling error.

Ou seja, essa passagem é constestada por alguns como referente a Jesus, porém ela é muito mais explicita que o Fragmento 7. E não fala de Elefantes invisíveis cor-de-rosa ou de poderes mediunicos de Jesus (ao contrário dos poderes mediunicos de Pitagoras). Logo, ela é mais confiavel que o Fragmento 7. Você concorda?

2 de julho de 2010 04:24

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Takata, esse assunto é muito interessante, nao é boring, porque se nao houve um Jesus histórico, isso é uma revolução Copernicana na História Ocidental. Não é um assunto de somenos importancia (se fosse, ou seja, se a existencia ou de Jesus fosse irrelevante, nao haveriam tantos livros e panfletos em sites ateistas sobre o tema, concorda?)

o fragmento afirma que Pitagoras era capaz de detetar a alma de um amigo reencarnado em um cachorrinho ouvindo os latidos do mesmo.

“O relato é mais credível porque não faz menção a nada que o descredite. Não se fala em elefantes invisíveis rosas, p.e”

Eu acho que é uma história mitica, pois é um relato de um milagre ou capacidade paranormal. Além disso, é claramente uma referencia a uma estória ouvida de segunda ou terceira mão. Não é possivel afirmar que Xenófanes conheceu pessoalmente Pitagoras.

2 de julho de 2010 04:25

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Acho que o fato de que este trecho se refere o Pitagoras histórico, ou seja, que Pitagoras realmente disse isso, não está além de uma dúvida (bastante) razoável (e portanto nao pode ser usado como evidência do Pitágoras histórico).
O nome de Pitágoras nem aparece no texto!

Ou seja, eu acho que esse fragmento é uma evidencia mais fraca do que a citação de Suetonius (da Wikipedia):

Gaius Suetonius Tranquillus (c. 69–140) wrote the following in his Lives of the Twelve Caesars about riots which broke out in the Jewish community in Rome under the emperor Claudius:
“As the Jews were making constant disturbances at the instigation of Chrestus, he [ Claudius ] expelled them [the Jews] from Rome”.[75]
The event was noted in Acts 18:2. The term Chrestus also appears in some later texts applied to Jesus, and Robert Graves,[76] among others,[77] consider it a variant spelling of Christ, or at least a reasonable spelling error.

Ou seja, essa passagem é constestada por alguns como referente a Jesus, porém ela é muito mais explicita que o Fragmento 7. E não fala de Elefantes invisíveis cor-de-rosa ou de poderes mediunicos de Jesus (ao contrário dos poderes mediunicos de Pitagoras). Logo, ela é mais confiavel que o Fragmento 7. Você concorda?

2 de julho de 2010 04:26

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Nao consegui achar o fragmento 129 de Heraclito. Voce teria algum link?

No livro Os Pré-Socráticos da coleção Pensadores, só temos até o fragmento 126. Por que?

2 de julho de 2010 04:27

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Takata, você poderia dar uma opiniao sobre esta página? Especialmente sobre a passagem de Josephus sobre Tiago?

http://www.earlychristianwritings.com/testimonium.html#reference

Ela parece séria, mas cita abundantemente Wells e Doharty como se estes fossem academicos serios (ou seja, que publicam em revistas com peer review).

2 de julho de 2010 04:50

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Posso copiar esta sequencia de comments para o meu blog?

Estou escrevendo aquele projeto para o Universal do CNPq. Na equipe já temos uma pos-doc e
Me adicione no SKYPE para batermos um papo sobre o projeto da revista.

SKYPE: osame.kinouchi

2 de julho de 2010 05:04

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Ops, eu queria dizer “uma pos-doc, Monica Campiteli, tres estudantes de informatica – o Zedy e o Lucas vc conheceu no II EWCLIPO, e possivelmente um amigo meu especialista em editoração eletronica, Carlos Mores, (responsável por varias revistas cientificas brasileiras).

Achei o fragmento 129 de Heráclito, vou analisá-lo!

2 de julho de 2010 05:07

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Primeiro: eu aceito os critérios dos historiadores da Antiguidade, mas farei aqui uma parafrase do método de Takata, que é mais cético:

Fragmento 129 de Heráclito:

Pythagoras, son of Mnesarchos, practised inquiry beyond all other men, and choosing out these writings, claimed for is own wisdom what was but a knowledge of many things and an art of mischief.

1. O texto foi escrito por Diogenes Laercio no seculo III AC, e atribuido a Heráclito. Nao existe outra fonte independente que confirme que o texto é original de Heráclito. Da wikipedia: The main source for the life of Heraclitus is Diogenes Laërtius, although some have questioned the validity of his account as “a tissue of Hellenistic anecdotes, most of them obviously fabricated on the basis of statements in the preserved fragments.”[1]

2 de julho de 2010 05:12

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Blogger Osame Kinouchi disse…

2. Pythagoras, son of Mnesarchos, practised inquiry beyond all other men.

Dado que isso não é verdade (Pythagoras nao foi o maior inquiridor ou pesquisador da grecia antiga), o texto perde credibilidade.

3. O texto denigre Pitagoras, chamando-o de plagiador, e portanto nao é uma interpolacao de um Pitagorico. Mas, assim como as lendas do Rei Artur também denigrem o personagem em certas passagens, isso mostra que o argumento contra interpolação nao é extritamente valido.

4. Alem disso, o texto é autocontraditorio, louvando Pitagoras no começo e chamando-o de plagiador no fim.

2 de julho de 2010 05:21

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Blogger Osame Kinouchi disse…

5. Nao existe evidencia independente de que o texto seja original de Heráclito.

6. O texto nao sugere que Heráclito tenha conhecido Pitagoras pessoalmente. Pitagoras poderia ser uma figura mitica, criada pelos Pitagoricos, que eram religiosos tao exdruxulos (ou mais) que os cristaos primitivos. Os Pitagoricos acreditavam que Pitagoras era filho de Apolo.

2 de julho de 2010 05:24

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Da Enciclopedia Stanford de Filosofia (estou aprendendo um monte de historia antiga sobre os pré-socraticos, isto é MUITO interessante, nao boring…)

http://plato.stanford.edu/entries/pythagoras/

The Pythagorean question, then, is how to get behind this false glorification of Pythagoras in order to determine what the historical Pythagoras actually thought and did. In order to obtain an accurate appreciation of Pythagoras’ achievement, it is important to rely on the earliest evidence before the distortions of the later tradition arose. The popular modern image of Pythagoras is that of a master mathematician and scientist. The early evidence shows, however, that, while Pythagoras was famous in his own day and even 150 years later in the time of Plato and Aristotle, it was not mathematics or science upon which his fame rested. Pythagoras was famous (1) as an expert on the fate of the soul after death, who thought that the soul was immortal and went through a series of reincarnations; (2) as an expert on religious ritual; (3) as a wonder-worker who had a thigh of gold and who could be two places at the same time; (4) as the founder of a strict way of life that emphasized dietary restrictions, religious ritual and rigorous self discipline.

2 de julho de 2010 05:25

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Blogger Osame Kinouchi disse…

Desculpe pelo Trollismo. É que a sua caixa de comentarios nao permite textos mais extensos, entao é necessario quebrar em varias janelas.

O unico objetivo aqui nao é encher a sua caixa de comentários (voce pode deletar depois!). É que achei isso mais pratico para copiar depois para o meu Blog, OK?

Nao ficou ainda claro para mim. Vc defende a historicidade de Pitágoras ou acha possível que ele nunca tenha existido?

2 de julho de 2010 05:28


Quem é Roberto Takata?

Roberto é polemista e cético famoso, entrevistado pela Revista Galileu e citado aqui por um blog católico, nos seguintes termos:

A frase em destaque está espalhada pela blogosfera católica, numa resposta às críticas a respeito do movimento de ateus que defende a retirada de imagens sagradas e crucifixos das repartições públicas brasileiras. O movimento foi criado no final de 2006, é uma iniciativa de “céticos, inquisidores da razão” como o biólogo, Roberto Mitsuo Takata, e o engenheiro, Daniel Sottomaior Pereira.

O adjetivo entre aspas tomei emprestado do título de uma matéria da revista Galileu, n°116. A reportagem entrevistou Takata e Sottomaior, as poucas palavras deles são contextualizadas pelo seguinte subtítulo da matéria: Eles declararam guerra a astrólogos, religiosos, ufologistas, tarólogos, curandeiros e místicos em geral.

A revista científica, Galileu, informa que os céticos declaram GUERRA aos religiosos. E dentre os céticos que a matéria cita estão extamente aqueles que “de forma alguma [promovem] um movimento contra a religião cristã”, como diz exaustivamente Takata em respostas a vários católicos.

É uma contradição que Takata, “um crítico ferrenho da imprensa na área de ciência e de saúde”, não se deu ao trabalho de combater. Justo ele que, no site Observatório da Imprensa, analisa os discursos midiáticos com precisão.


Acho que posso sair em defesa de Takata: Primeiro, o rapaz da foto não é o verdadeiro Roberto Takata, pelo menos o Takata que conheço (o verdadeiro Takata possui barba é é mais velho). Está claro que essa foto é um photoshop ou uma fraude. Talvez Takata seja um avatar de Daniel Sottomaior, mas também não tenho certeza que Sottomaior exista…


Sobre o Pitágoras histórico

Pelos critérios de Roberto Takata, as evidências de que Pitágoras realmente existiu são mais fracas do que as da existência de Jesus.

Critérios de Takata:

1. Se existem mitos sobre a vida de um personagem, isso logicamente enfraquece a probabilidade de que tal personagem existiu:

a) Pitágoras (Jesus) foi tido como seus seguidores como filho de Apolo (de Yavhe) , e tido como divino.
b) É atribuido a Pitágoras (Jesus) vários milagres, tais como fazer curas, viajar pelo tempo e espaço, brilhar com uma luz sobrenatural e falar com animais e plantas.

2. Se as fontes sobre o personagem são posteriores à sua morte, isso enfraquece a probabilidade de que tal personagem existiu:

A primeira referência a Pitágoras é de Xenophanes (570-475 A.C.). Supondo que Xenophanes escreveu sobre Pitágoras aos 30 anos, isso significa que a primeira referência (extremamente fragmentária) sobre Pitágoras ocorre 95 anos após a suposta morte desse suposto filósofo grego. Em comparação, as primeira referências a Jesus ocorrem 25 anos após sua suposta morte. Logo, Pitágoras é menos provável que Jesus, segundo Takata.

3. Se o suposto personagem histórico ensinou por via oral em vez de deixar escritos, sua existência histórica fica logicamente enfraquecida.

No texts by Pythagoras are known to have survived, although forgeries under his name — a few of which remain extant — did circulate in antiquity. Critical ancient sources like Aristotleand Aristoxenus cast doubt on these writings. Ancient Pythagoreans usually quoted their master’s doctrines with the phrase autos ephe (“he himself said”) — emphasizing the essentially oral nature of his teaching.

4. Se ao personagem supostamente histórico está associada uma seita religiosa que tinha interesses em mitificar seu suposto fundador, então o implica logicamente que a existencia desse fundador se torna menos provável.

Por todos os critérios, o Pitagorismo é uma religião, logo, Pitágoras possivelmente não existiu.

5. Se existem movimentos pseudocientíficos modernos que veneram o suposto personagem histórico, isso implica logicamente que a probabilidade da existência do personagem diminua.

Pitágoras (e Jesus) são reverenciados pela New Age como profetas, logo é menos provável que realmente tenham existido.

6. Dado que existem pessoas que afirmam terem visto o ET de Varginha, disso decorre logicamente que argumentos relacionados com a rede social do suposto personagem não têm valor. Takata afirma que as evidências a favor da existência de Pedro e Tiago são menores que as evidências a favor da existência de Jesus. Mas não esclarece se ele aceita a historicidade da epistolas Paulina de Gálatas (50 E.C.) , onde Paulo afirma que Pedro se comportou de forma hipócrita ao se afastar dos cristãos gentios quando cristãos judeus, enviados por Tiago (suposto irmão do suposto Jesus) chegaram em Antioquia.  Ou seja, Takata parece afirmar que a epistóla aos Galatas, universalmente aceita pelos historiadores, é na verdade falsa, ou pelo menos que esse trecho referente a Pedro é. 

Isso contrasta fortemente com os critérios dos scholars, em especial ao critério do embaraçamento: se um trecho contém afirmações que seriam embaraçosas para o Cristianismo tardio, a probabilidade de tal trecho ser original aumenta. Como Pedro foi, tardiamente,  colocado como primeiro papa, é muito improvável que copistas do Catolicismo Romano tivessem redigido ou interpolado este texto, que chama Pedro de hipócrita.

Dado as poucas e fracas evidências da existência real de Pitágoras, a lógica de Takata implica que as referências ao mesmo deveriam ser retiradas dos livros de ciência e livros textos, e que os professores e blogueiros de ciência não deveriam falar de Pitágoras, pois o Pitágoras histórico, mesmo que tenha existido, é hoje basicamente um mito, e não sabemos nada de concreto e confiável sobre ele.

O problema que tenho em relação aos critérios de historicidade de Takata (que não são os dos historiadores profissionais) é que tais implicações lógicas me parecem falaciosas, ou seja, são non sequitor lógicos.  Gostaria que Takata me esclarecesse sobre esse ponto e, dado que ele é um importante representante do movimento cético (ou seja, um cético respeitável segundo Kentaro Mori), caso tenha cometido um erro de avaliação, ele faça uma retratação ou redija uma coluna “Erramos” (algo que ele sempre pede que os jornalistas façam quando pegos por seu detetor automático de falácias).

Foto: Busto de Pitágoras no Museu do Vaticano. Seria esse busto uma parte da conspiracão do Vaticano, que condenou o livro de Copérnico por Pitagorismo?

Da Wikipedia:

Pythagoras of Samos (GreekὉ Πυθαγόρας ὁ ΣάμιοςO Pythagoras o Samios, “Pythagoras the Samian“, or simply Ὁ Πυθαγόρας; c. 570-c. 495 BC[1]) was an Ionian Greek philosopher and founder of the religious movement called Pythagoreanism. Most of our information about Pythagoras was written down centuries after he lived, thus very little reliable information is known about him. 

Pythagoras made influential contributions to philosophy and religious teaching in the late 6th century BC. He is often revered as a great mathematicianmystic and scientist, and he is best known for the Pythagorean theorem which bears his name. However, because legend and obfuscation cloud his work even more than with the other pre-Socratic philosophers, one can say little with confidence about his teachings, and some have questioned whether he contributed much to mathematics and natural philosophy. Many of the accomplishments credited to Pythagoras may actually have been accomplishments of his colleagues and successors. Whether or not his disciples believed that everything was related to mathematics and that numbers were the ultimate reality is unknown. 

Biographical sources

Accurate facts about the life of Pythagoras are so few, and most information concerning him is of so late a date, and so untrustworthy, that it is impossible to provide more than a vague outline of his life. The lack of information by contemporary writers, together with the secrecy which surrounded the Pythagorean brotherhood, meant that invention took the place of facts. The stories which were created were eagerly sought by the Neoplatonist writers who provide most of the details about Pythagoras, but who were uncritical concerning anything which related to the gods or which was considered divine.[3]


Thus many myths were created – such as that Apollo was his father; that Pythagoras gleamed with a supernaturalbrightness; that he had a golden thigh; that Abaris came flying to him on a golden arrow; that he was seen in different places at one and the same time.[4] With the exception of a few remarks by XenophanesHeraclitusHerodotusPlatoAristotle, and Isocrates, we are mainly dependent on Diogenes LaërtiusPorphyry, and Iamblichus for the biographical details. Aristotle had written a separate work on the Pythagoreans, which unfortunately has not survived.[5] His disciples DicaearchusAristoxenus, and Heraclides Ponticus had written on the same subject. These writers, late as they are, were among the best sources from whom Porphyry and Iamblichus drew, besides the legendary accounts and their own inventions. Hence historians are often reduced to considering the statements based on their inherent probability, but even then, if all the credible stories concerning Pythagoras were supposed true, his range of activity would be impossibly vast.[6]


There is little direct evidence as to the kind and amount of knowledge which Pythagoras acquired, or as to his definite philosophical views. Everything of the kind mentioned by Plato and Aristotle is attributed not to Pythagoras, but to the Pythagoreans. Heraclitus stated that he was a man of extensive learning;[22] and Xenophanes claimed that he believed in the transmigration of souls.[23] Xenophanes mentions the story of his interceding on behalf of a dog that was being beaten, professing to recognise in its cries the voice of a departed friend. Pythagoras is supposed to have claimed that he had been Euphorbus, the son of Panthus, in the Trojan war, as well as various other characters, a tradesman, a courtesan, etc.[24]

Many mathematical and scientific discoveries were attributed to Pythagoras, including his famous theorem,[25] as well as discoveries in the field of music,[26] astronomy,[27] and medicine.[28] But it was the religious element which made the profoundest impression upon his contemporaries. Thus the people of Croton were supposed to have identified him with the Hyperborean Apollo,[29] and he was said to have practised divination and prophecy.[30] In the visits to various places in Greece – DelosSpartaPhliusCrete, etc. which are ascribed to him, he usually appears either in his religious or priestly guise, or else as a law giver.[31]


Writings

No texts by Pythagoras are known to have survived, although forgeries under his name — a few of which remain extant — did circulate in antiquity. Critical ancient sources like Aristotle and Aristoxenus cast doubt on these writings. Ancient Pythagoreans usually quoted their master’s doctrines with the phrase autos ephe (“he himself said”) — emphasizing the essentially oral nature of his teaching.


Because of the secretive nature of his school and the custom of its students to attribute everything to their teacher, there is no evidence that Pythagoras himself worked on or proved this theorem. For that matter, there is no evidence that he worked on any mathematical or meta-mathematical problems. Some attribute it as a carefully constructed myth by followers of Plato over two centuries after the death of Pythagoras, mainly to bolster the case for Platonic meta-physics, which resonate well with the ideas they attributed to Pythagoras. This attribution has stuck, down the centuries up to modern times.[43] The earliest known mention of Pythagoras’s name in connection with the theorem occurred five centuries after his death, in the writings of Cicero and Plutarch.


Religion and science

Pythagoras’ religious and scientific views were, in his opinion, inseparably interconnected. Religiously, Pythagoras was a believer of metempsychosis. He believed in transmigration, or the reincarnation of the soul again and again into the bodies of humans, animals, or vegetables until it became moral. His ideas of reincarnation were influenced by ancient Greek religion. Heraclides Ponticus reports the story that Pythagoras claimed that he had lived four lives that he could remember in detail,[45] and, according to Xenophanes, Pythagoras heard the cry of his dead friend in the bark of a dog.[46]

[edit]Lore

Pythagoras became the subject of elaborate legends surrounding his historic persona. Aristotle described Pythagoras as a wonder-worker and somewhat of a supernatural figure, attributing to him such aspects as a golden thigh, which was a sign of divinity. According to Aristotle and others’ accounts, some ancients believed that he had the ability to travel through space and time, and to communicate with animals and plants.[47] An extract from Brewer’s Dictionary of Phrase and Fable‘s entry entitled “Golden Thigh”:

Pythagoras is said to have had a golden thigh, which he showed to Abaris, the Hyperborean priest, and exhibited in the Olympic games.[48]

Another legend describes his writing on the moon:

Pythagoras asserted he could write on the moon. His plan of operation was to write on a looking-glass in blood, and place it opposite the moon, when the inscription would appear photographed or reflected on the moon’s disc.[49]

Influence on esoteric groups

Pythagoras started a secret society called the Pythagorean brotherhood devoted to the study of mathematics. This had a great effect on future esoteric traditions, such as Rosicrucianism and Freemasonry, both of which were occult groups dedicated to the study of mathematics and both of which claimed to have evolved out of the Pythagorean brotherhood.[citation needed] The mystical and occult qualities of Pythagorean mathematics are discussed in a chapter of Manly P. Hall’s The Secret Teachings of All Ages entitled “Pythagorean Mathematics”.

Pythagorean theory was tremendously influential on later numerology, which was extremely popular throughout the Middle East in the ancient world. The 8th-century Muslim alchemistJabir ibn Hayyan grounded his work in an elaborate numerology greatly influenced by Pythagorean theory.[citation needed] Today, Pythagoras is revered as a prophet by the Ahl al-Tawhidor Druze faith along with his fellow Greek, Plato.

História da sociofísica II

The Next Million Years

In famous publication, The Next Million Years is a 1952 book written by C.G. Darwin notable as being the first-ever published document outlining a theory using the terms “human thermodynamics” and “human molecule” in unison. [1] Original copies sell for as much as $395 dollars. The book was reprinted in 1953 and 1973. The Next Million Years is one of the founding books in the history of human thermodynamics.

OverviewIn short, Darwin argued that humans were molecules, that assemblies of humans constituted “conservative dynamical systems”, and that one could use statistical thermodynamics, particularly American mathematical physicist Willard Gibbs version of it, to predict the course of the next million years of human evolution. In his book, according to a 1953 review by Time magazine, Darwin, a theoretical physicist, invades sociological territory where many sociologists fear to tread. [2] He bases his reasoning about man’s future on what is sometimes called “social physics“: the idea that the behavior of humans in very large numbers can be predicted by the statistical methods that physicists use with large numbers of molecules. Accordingly, in the gas phase, the motions of single molecules are unpredictable: they may move fast or slow and zigzag in any direction, but the impacts of billions of gas molecules against a restraining surface produce a steady push that obeys definite and rather simple laws. In the same manner, Darwin believes, the actions of individual humans are erratic and sometimes remarkable, but the behavior of large numbers of them over long periods of time is as predictable as the pressure of gas. All that is needed is to determine the basic, averaged-out properties of humanmolecules.”

In Darwin’s view, according to the review, “human molecules have one fundamental property that dominates all others: they tend to increase their numbers up to the absolute limit of their food supply”. [2]

References

1. Darwin, Charles G. (1952). The Next Million Years (chapter one). London: Rupert Hart-Davis.

2. Staff Writer. (1953). “Million-Year Prophecy”. Time, Monday, Jan. 19.

Further reading

● Jessop, Brent. (2008). “A Darwin’s Look into The Next Million Years” (four part review), March 3. Knowledge Driven Revolution.com

● Bates, Marson. (1954). “Reviewed work: The Next Million Years by Charles G. Darwin.” American Anthropologist, New Series, Vol. 56, No. 2, Part. 1. Apr. pg. 337.

História da sociofísica I

Social physics

In science, social physics is the study of social systems and social phenomena from the perspective of physics.

History

The term social physics was first introduced by Belgian statistician Adolphe Quetelet in his 1835 book Essay on Social Physics: Man and the Development of his Faculties, in which he outlines the project of a social physics and describes his concept of the “average man” (l’homme moyen) who is characterized by the mean values of measured variables that follow a normal distribution and collects data about many such variables. [5]

When French social philosopher Auguste Comte, who had also used the term social physics, in his 1842 work, discovered that Quetelet had appropriated the term ‘social physics’ prior to him, Comte found it necessary to invent the term ‘sociologie’ (sociology) because he disagreed with Quetelet’s collection of statistics.

Comte defined social physics as the study of the laws of society or the science of civilization. [1] Specifically, in part six of series of books, written between 1830 and 1842, on the subject of Positive Philosophy, Comte argued that social physics would complete the scientific description of the world that Galileo, Newton, and others had begun: [4] “Now that the human mind has grasped celestial and terrestrial physics, mechanical and chemical, organic physics, both vegetable and animal, there remains one science, to fill up the series of sciences or observation—social physics. This is what men have now most need of; and this it is the principal aim of the present work to establish.”

In the opening page to his Social Physics, Comte gives the following situation: “The theories of social science are still, even in the minds of the best thinkers, completely implicated with the theologico-metaphysical philosophy (which he says is ‘in a state of imbecility’); and are even supposed to be, by a fatal separation from all other science, condemned to remain so involved forever.” It is interesting, how in the year 2010, the same dogmatic view remains.

In recent years, building on the development of the kinetic theory of gases (1859) and statistical mechanics (1872), founded during the last half of the 19th century, some authors have begun to incorporate a statistical thermodynamic perspective in models of social physics in which people are viewed as atoms or molecules (human molecules) such that the law of large numbers yields social behaviors such as, for instance, the 80-20 rule, wherein, typically, 80 percent of a country’s wealth is distributed among 20 percent of the population. [2]

Implications

When one applies statistical thought or the “logic of large numbers” to society, according to English chemist and physicist Philip Ball, the concept of human free will is the first question in the minds of those encountering the new “physics of society” for the first time. The debate on this topic, according to Ball, began to rage in the 19th century and still preoccupies sociologists today. [3]

See also

Social thermodynamics

Sociological thermodynamics

Socio-thermodynamics

Social atom

Social bond

Sociophysics

Social pressure

Social temperature

References

1. (a) Ball, Philip. (2004). Critical Mass – How One Things Leads to Another, (pg. 58). New York: Farrar, Straus and Giroux.(b) Nisbet, Robert A. (1970). The Social Bond – an Introduction to the Study of Society, (pg. 29). New York: Alfred A Knopf.

2. Buchanan, Mark. (2007). The Social Atom – why the Rich get Richer, Cheaters get Caught, and Your Neighbor Usually Looks Like You, (pgs. x-xi). New York: Bloomsbury.

3. Ball, Philip. (2004). Critical Mass – How One Things Leads to Another (pgs. 71-72). New York: Farrar, Straus and Giroux.

4. Comte, Auguste. (1856). Social Physics: from the Positive Philosophy. New York: Calvin Blanchard.

5. (a) Quetelet, Adolphe. (1835). Essay on Social Physics: Man and the Development of his Faculties (Sur l’homme et le Développement de ses Facultés, ou Essai de Physique Sociale, Vol. 1, Vol. 2). Paris: Imprimeur-Libraire.

(b) Quetelet, Adolphe. (1842). Treatise on Man: and the Development of His Faculties. Ayer Publishing. Further reading

● Foley, Vernard. (1976). The Social Physics of Adam Smith (thermodynamics, pgs. 191-94; entropy, pg. 199). Purdue University Press.

● Iberall, A.S. (1985). “Outlining Social Physics for Modern Societies: Locating Cultures, Economics, and Politics: the Enlightenment Reconsidered.” (abstract), Proc Natl Acad Sci USA, 82(17): 5582-84.

● Mirowski, Philip. (1989). More Heat than Light: Economics as Social Physics, Physics as Nature’s Economics. Cambridge University Press.

● Urry, John. (2004). “Small Worlds and the New ‘Social Physics’,” (html) (abstract) Global Networks, 4(2): 109-30. External links

Physics of Society – A collection of articles by English chemist and physicst Phillip Ball.

Wiki do dia

Whig history

From Wikipedia, the free encyclopedia

Whig history presents the past as an inevitable progression towards ever greater liberty and enlightenment, culminating in modern forms of liberal democracy and constitutional monarchy. In general, Whig historians stress the rise of constitutional government, personal freedoms and scientific progress. The term is often applied generally (and pejoratively) to histories that present the past as the inexorable march of progress toward enlightenment. It also refers to a specific set of British historians. Its antithesis can be seen in certain kinds of cultural pessimism.

Contents

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Name

The British historian Herbert Butterfield coined the term “Whig history” in his small but influential book The Whig Interpretation of History(1931). It takes its name from the British Whigs, advocates of the power of Parliament, who opposed the Tories, advocates of the power of theKing.

The term has been applied widely in historical disciplines outside of British history (the history of science, for example) to criticize anyteleological or goal-directed, hero-based, and transhistorical narrative. The abstract noun Whiggishness is sometimes used as a generic term for Whig history. It should not be confused with Whiggism as a political ideology, and has no direct relation to either the British or American Whig parties. (The term Whiggery is ambiguous in contemporary usage: it may either mean party politics and ideology, or a general intellectual approach.)

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Characteristics

The characteristics of Whig history as defined by Butterfield include:

  • Interpreting history as a story of progress toward the present, and specifically toward the British constitutional settlement;
  • Viewing the British parliamentary, constitutional monarchy as the apex of human political development;
  • Assuming that the constitutional monarchy was in fact an ideal held throughout all ages of the past, despite the observed facts of British history and the several power struggles between monarchs and parliaments;
  • Assuming that political figures in the past held current political beliefs (anachronism);
  • Assuming that British history was a march of progress whose inevitable outcome was the constitutional monarchy; and
  • Presenting political figures of the past as heroes, who advanced the cause of this political progress, or villains, who sought to hinder its inevitable triumph.[citation needed]

Butterfield argued that this approach to history compromised the work of the historian in several ways. The emphasis on the inevitability of progress leads to the mistaken belief that the progressive sequence of events becomes “a line of causation,” tempting the historian to go no further to investigate the causes of historical change.[1] The focus on the present as the goal of historical change leads the historian to a special kind of abridgement, selecting only those events that seem important from the present point of view.[2]

Roger Scruton, in his A Dictionary of Political Thought (1982), takes the theory to be centrally concerned with progress and reaction, with the progressives shown as victors and benefactors. Cannadine[3] wrote of the English tradition that:

It was fiercely partisan and righteously judgemental, dividing the personnel of the past into the good and the bad. And it did so on the basis of the marked preference for liberal and progressive causes, rather than conservative and reactionary ones. […] Whig history was, in short, an extremely biassed view of the past: eager to hand out moral judgements, and distorted by teleology, anachronism and present-mindedness.

Butterfield’s antidote to Whig history was “to evoke a certain sensibility towards the past, the sensibility which studies the past ‘for the sake of the past’, which delights in the concrete and the complex, which ‘goes out to meet the past’, which searches for ‘unlikenesses between past and present'”.[4]

A list of Tory historians in the 1700s would include Edward Gibbon and William Mitford; both were famous for their histories of Ancient Rome and Greece respectively.

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The Whig historians

Paul Rapin de Thoyras‘s history of England was published in 1723 and became “the classic Whig history” for the first half of the eighteenth century.[5] Rapin claimed that the English had preserved their ancient constitution against the absolutist tendencies of the Stuarts. However Rapin’s history was replaced as the standard history of England in the late eighteenth century and early nineteenth century by that of David Hume. Hume challenged Whig views of the past and the Whig historians in turn attacked Hume but they could not dent his history. In the nineteenth century, however, Whig historians now sought to incorporate Hume’s views that had lasted for the previous fifty years. These historians were members of the New Whigs based around Charles James Fox and Lord Holland which were in opposition until 1830 and so “needed a new historical philosophy”.[6] Fox himself intended to write a history of the Glorious Revolution of 1688 but only managed the first year of James II’s reign. He died before he could complete it and this fragment was published in 1808. Sir James Mackintosh now sought to write the Whig history of the Glorious Revolution (and beyond, to 1789) but he too did not manage to complete it, reaching the accession of William and Mary in 1689. It was published in 1834 as the History of the Revolution in England in 1688. Hume still dominated English historiography but this changed when Thomas Babington Macaulay, utilising Fox and Mackintosh’s work and manuscript collections, published the first volumes of his History of England in 1848. It was an immediate success, replacing Hume’s history and becoming the new orthodoxy.[7]

Sir William Blackstone‘s Commentaries on the Laws of England (1765-69) and Henry Hallam‘s Constitutional History of England (1827) reveal many Whiggish traits. According to Arthur Marwick[8], Hallam was the first Whig historian.

The Liberal politician Thomas Macaulay was one of the most popular and perhaps the most famous historian of the Whig school, although his work did not feature in Butterfield’s 1931 book. According to Ernst Breisach[9] “his style captivated the public as did his good sense of the past and firm Whiggish convictions”. Perhaps the pinnacle of Whig history is his widely read multivolume History of England from the Accession of James II. Macaulay’s first chapter proposes that:

I shall relate how the new settlement was, during many troubled years, successfully defended against foreign and domestic enemies; how, under that settlement, the authority of law and the security of property were found to be compatible with a liberty of discussion and of individual action never before known; how, from the auspicious union of order and freedom, sprang a prosperity of which the annals of human affairs had furnished no example; how our country, from a state of ignominious vassalage, rapidly rose to the place of umpire among European powers; how her opulence and her martial glory grew together; how, by wise and resolute good faith, was gradually established a public credit fruitful of marvels which to the statesmen of any former age would have seemed incredible; how a gigantic commerce gave birth to a maritime power, compared with which every other maritime power, ancient or modern, sinks into insignificance; how Scotland, after ages of enmity, was at length united to England, not merely by legal bonds, but by indissoluble ties of interest and affection; how, in America, the British colonies rapidly became far mightier and wealthier than the realms which Cortes and Pizarro had added to the dominions of Charles the Fifth; how in Asia, British adventurers founded an empire not less splendid and more durable than that of Alexander.
… (T)he history of our country during the last hundred and sixty years is eminently the history of physical, of moral, and of intellectual improvement.

A crucial figure in the later survival and respectability of Whig history was William Stubbs, the constitutional historian and influential teacher of a generation of historians. According to Reba Soffer[10]

His rhetorical gifts often concealed his combination of High Church Anglicanism, Whig history, and civic responsibility.

George Kitson Clark writes[11]

…the survival of the myth through the times of Stubbs is one of the most interesting and significant facts in its history. […] … indeed it was largely later 19th century historians who converted that very equivocal, essentially medieval character Simon de Montfort into a forward-looking, Liberal-minded statesman with a profound understanding of the virtues of representative government.

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Criticism

Undermining ‘whiggish’ narratives was one aspect of the post-World War I re-evaluation of European history in general, and Butterfield’s critique exemplified this trend. Subsequent generations of academic historians have similarly rejected Whig history because of its presentist and teleological bent.

When H. A. L. Fisher in 1928 gave the Raleigh Lecture on The Whig Historians, from Sir James Mackintosh to Sir George Trevelyan he implied that “Whig historian” was adequately taken as a political rather than a progressive or teleological label; this put the concept into play[12]. P. B. M. Blaas has argued that Whig history itself had lost all vitality by 1914[13]. According to Victor Feske, there is too much readiness to accept Butterfield’s classic definition from three years later as definitive[14].

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Other applications of the term

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In the history of science

It has been argued that the history of science is “riddled with Whiggish history”.[15] Like other Whig histories, Whig history of science tends to divide historical actors into “good guys,” who are on the side of truth (as we now know it) and “bad guys,” who opposed the emergence of these truths because of ignorance or bias.[16] From this whiggish perspective, Ptolemy would be criticized because his astronomical system placed the Earth at the center of the universe while Aristarchus would be praised because he placed the Sun at the center of the solar system. This kind of evaluation ignores historical background and the evidence that was available at a particular time: did Aristarchus have evidence to support his idea that the Sun was at the center; were there good reasons to reject Ptolemy’s system before the Sixteenth Century?

The writing of whig history of science is especially found in the writings of scientists[17] and general historians,[18] while this whiggish tendency is commonly opposed by professional historians of science. Nick Jardine describes the changing attitude to whiggishness this way:[19]

By the mid-1970s, it had become commonplace among historians of science to employ the terms ‘Whig’ and ‘Whiggish’, often accompanied by one or more of ‘hagiographic’, ‘internalist’, ‘triumphalist’, even ‘positivist’, to denigrate grand narratives of scientific progress. At one level there is, indeed, an obvious parallel with the attacks on Whig constitutional history in the opening decades of the century. For, as P. B. M. Blaas has shown, those earlier attacks were part and parcel of a more general onslaught in the name of an autonomous, professional and scientific history, on popular, partisan and moralising historiography. Similarly,… For post-WWII champions of the newly professionalized history of science the targets were quite different. Above all, they were out to establish a critical distance between the history of science and the teaching and promotion of the sciences. In particular, they were suspicious of the grand celebratory and didactic narratives of scientific discovery and progress that had proliferated in the inter-war years.

More recently, some scholars have argued that Whig history is essential to the history of science. At one level, “the very term ‘the history of science’ has itself profoundly Whiggish implications. One may be reasonably clear what ‘science’ means in the 19th century and most of the 18th century. In the 17th century ‘science’ has very different meaning. For example chemistry is inextricably mixed up with alchemy. Before the 17th century dissecting out such a thing as ‘science’ in anything like the modern sense of the term involves profound distortions.”[20] The science historians’ rejection of whiggishness has been criticized by some scientists for failing to appreciate the temporal depth of scientific research.[21]

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As teleology

In The Anthropic Cosmological Principle (1986, see anthropic principle for details) John D. Barrow and Frank J. Tipler identify Whiggishness (Whiggery) with a teleological principle, of ‘convergence’ in history to liberal democracy.[22]

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In popular culture

Despite their shortcomings as interpretations of the past, Whiggish histories continue to influence popular understandings of political and social development. This persistence reflects the power of dramatic narratives that detail epic struggles for enlightened ideals. Aspects of the Whig interpretation are apparent in films, television, political rhetoric, and even history textbooks. [23]

Popular understandings of human evolution and paleoanthropology may be imbued with a form of “whiggishness”. See, for example, the celebrated scientific illustration, The March of Progress (1965). Most portrayals and fictionalized adaptations of the Scopes Trial, such as inInherit the Wind (1955), subscribe to a Whig view of the trial and its aftermath. This was challenged by historian Edward J. Larson in his bookSummer for the Gods: The Scopes Trial and America’s Continuing Debate Over Science and Religion (1997), for which he won the Pulitzer Prize for History in 1998.[24]

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See also

Obama e o Prêmio Nobel da Paz

Dado que a realidade política-economica final é fruto do comportamento coletivo dos homens, dado que os resultados são frutos do acaso e da necessidade, talvez esteja correto que o Prêmio Nobel seja dado a pessoas com boas intenções e propostas, e não apenas às pessoas que efetivamente alcançaram resultados concretos. Afinal, tais resultados serão frutos da ação da sociedade como um todo, e não delas em particular.
A História de grandes heróis científicos criando uma civilização progressiva e teleologicamente rumando para uma civilização científica liberal, de preferencia ateista, é um exemplo clássico de História Whig, que já foi refutada cientificamente por qualquer historiador profissional.

Ateísmo e Divulgação Científica

Continuando a série de posts sobre a questão do Paradoxo PZMyers (ou seja, que o blog de divulgação científica mais visitado no Science Blogs americano não tem como foco a divulgação científica strictu sensu mas sim a crítica da religião e a defesa do ateísmo científico), coloco aqui parte do texto de André Dispore Cancian (espero que não tenha copyright!) e uma referência dada pela blogueira Luciana do Serpsico:

Vc viu a carta em que Einstein diz que é ateu? Vc é confuso diz que é agnóstico outra hora que é ateu, na minha opinião acreditar que um universo cria universos bebês e o nosso é um deles é o mesmo que ser ateu, agnóstico seria se vc pensasse que seria impossível compreender esse universo mãe, mas vc diz que ele é da mesma natureza do nosso portanto compreensível onde está o agnóstico nisso e deus onde está?

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080513_einsteinreligiao_ba.shtml

“Os fundamentos do ateísmo“, de André Díspore Cancian

Os fundamentos do ateísmo

Esse deus, que só habita os recônditos de nossa ignorância, é tipicamente alcunhado “Deus das lacunas”, pois só sobrevive por entre as sombras do desconhecido. A atitude de responder uma pergunta se valendo de um mistério, na realidade, não explica coisa alguma.

André Díspore Cancian

“Por simples bom senso, não acredito em Deus. Em nenhum.” (Charles Chaplin)

Etimologicamente, a palavra ateu é formada pelo prefixo a – que denota ausência – e pelo radical grego theós – que significa Deus, divindade ou teísmo. Ou seja, a palavra ateu pode significar sem deus ou sem teísmo. Como a imprecisão desse primeiro significado o torna impróprio para representar a noção de descrença ateística, usa-se como base a acepção teísmo, que significa crença na existência de algum tipo de deus ou deuses de natureza pessoal [André enfatizou que ateísmo está relacionado a negação da idéia de “deuses de natureza pessoal”. Isso talvez não seja consensual para outros ateus. Com essa definição, o Deísmo = “crença em um deus não pessoal” fica sem contraponto ou conceito antônimo, e precisaríamos definir agora o neologismo “Adeísmo” …] Neste caso, chegamos a uma definição mais coerente e clara de indivíduo ateu – aquele que não acredita na existência de qualquer deus ou deuses [de natureza pessoal]. Assim, quando queremos uma palavra que representa tal perspectiva, usamos o termo ateu ligado ao sufixo ismo, que, na língua portuguesa, é usado com o significado de doutrina, escola, teoria ou princípio artístico, filosófico, político ou religioso. E, deste modo, chegamos a uma definição bastante nítida do que é ateísmo: estado de ausência de crença na existência de qualquer deus ou deuses [de natureza pessoal].

Antes de tudo, é importante salientar que, comumente, a maioria dos ateus, quando se refere à sua posição, diz apenas que não acredita em deus/deuses. Isso não está incorreto, mas, na verdade, com isso quer dizer que não acredita na existência de deus/deuses [enquanto mentes físicas ou suprafísicas. O Ateísta acredita na existência de deus/deuses enquanto fenomenos antropológicos e memes culturais]. Afirmar apenas “não acredito em Deus” pode dar margem à interpretação errônea de que a pessoa em questão acredita em sua existência, mas é contra Deus, contra seus mandamentos, ou então que não lhe dá qualquer crédito, o desacredita, o difama, fato este que, não raro, dá origem a vários preconceitos em relação à posição ateísta [Exato: teístas que apenas acreditam em Deus mas não seguem seus mandamentos – especialmente o mandamento da justiça para os oprimidos – são chamado na Bíblia de “Filhos de Satanás”, em vez de ateus, com a ênfase de que Satanás crê em (acredita na existência de) Deus. Ou seja, basicamente, um católico ou evangélico que apóia ditaduras, torturas e mesmo um capitalismo selvagem, é um satanista, não um ateísta. Já um ateu pode apoiar ditaduras e opressões sem problema de consciência algum, pois o ateísmo não é uma filosofia de vida que propõe princípios morais ou políticos. Se fosse, seria uma espécie de religião secular ou científica]. Esclarecido este ponto, vejamos quais são os tipos de ateísmo existentes.

Há várias modalidades de ateísmo, as quais diferem fundamentalmente quanto à atitude do indivíduo para com a ideia de uma divindade. Vale lembrar que tais classificações são meramente didáticas, feitas apenas para delinear as circunstâncias mais comuns em que oateísmo pode ser encontrado. As duas modalidades-tronco são: 1.0) – ateísmo implícito; 2.0) –ateísmo explícito. A primeira, filosoficamente, é pouco relevante, e subdivide-se em: 1.1) –ateísmo puro; 1.2) – ateísmo prático. A segunda subdivide-se em outras duas variedades que são comumente denominadas: 2.1) – ateísmo passivo ou ateísmo cético; 2.2) – ateísmo ativo ouateísmo crítico.

1.0) – O ateísmo implícito, como o próprio nome indica, é a variedade de ateísmo que existe tacitamente. Neste caso, o ateísmo não se fundamenta na rejeição consciente e deliberada da ideia de deus, baseada em conceitos filosóficos e/ou científicos, mas simplesmente existe enquanto um estilo de vida que não leva em consideração a hipótese da existência de algum deus para se guiar. O ateísmo implícito pode ser dividido em ateísmo puro e ateísmo prático.

1.1) – O ateísmo puro é o estado de ausência de crença devido à ignorância ou à incapacidade intelectual para posicionar-se ante a noção da existência de uma divindade. Nesta categoria entram todos os indivíduos que nunca tiveram contato com a ideia de um deus; por exemplo, alguma tribo, grupo ou povo que se encontre isolado da civilização e que seja alheio à ideia de um deus. Também se enquadram nesta categoria os indivíduos incapazes de conceber a ideia de um deus – seja isto por imaturidade intelectual ou por deficiências mentais; por exemplo, poderíamos citar crianças de pouca idade; pessoas que sofrem de alguma enfermidade mental incapacitante também se enquadram nesta categoria. [Todos os animais que não tem nenhum tipo de comportamento religioso são ateus puros. A possível exceção são os elefantes – se os relatos de que fazem cerimônias fúnebres for verdadeiro.]

1.2) – O ateísmo prático enquadra aqueles que tiveram contato com a ideia de deus, ou seja, que conhecem as teorias sobre as divindades, mas não tomam qualquer atitude no sentido de negá-la, rejeitá-la ou afirmá-la, permanecendo, deste modo, neutros sobre o assunto. Os integrantes desta categoria comumente se classificam como agnósticos, isto é, aqueles que julgam impossível saber com certeza se há ou não uma divindade. Sob esta ótica, devido a essa impossibilidade, afirmam que seria inútil qualquer esforço intelectual no sentido de comprovar ou refutar a existência de um deus. Qualquer pessoa que tem conhecimento da existência das religiões e de suas teorias, mas vive sem se preocupar se há ou não algum deus ou julga impossível sabê-lo com certeza, sem rejeitar ou afirmar explicitamente a ideia de deus, é classificada como pertencente ao ateísmo prático. [Exemplo: aquelas pessoas que você pergunta se são atéias e elas respodem: “Não, na verdade eu sou atoa…”.]

2.0) – O ateísmo explícito é a rejeição consciente da ideia de deus. A causa desta rejeição frequentemente é fruto de uma deliberação filosófica; contudo, não é possível fazer qualquer espécie de generalização quanto à causa específica da descrença, pois cada pessoa julga individualmente quais razões são válidas ou inválidas para corroborar ou refutar a ideia da existência de um deus. O ateísmo explícito pode ser dividido em duas outras categorias.

2.1) – O ateísmo passivo ou cético é a descrença na existência de deus(es) devido à ausência de evidências em seu favor. Esta variedade também pode ser encontrada sob a denominação de “posição cética padrão”, pois reflete um dos axiomas mais fundamentais do pensamento cético, que é: não devemos aceitar uma proposição como verdadeira se não tivermos motivos para fazê-lo; ou, em sua versão lacônica: sem evidência, sem crença [Como eu já discorri longamente em postagens anteriores, a posição cética padrão é boa filosofia para ´ceticos e filósofos, mas não é um bom conselho para jovens cientistas: todo cientista tem que “acreditar” em suas idéias – no sentido de gastar tempo e esforço com elas, não exatamente no sentido de crença filosófica. E isso deve acontecer mesmo se as evidências não forem suficientes (ainda). Obter essas evidências (a seu favor ou a favor de sua escola de pensamento) e derrotar as evidências contrárias das hipóteses ou teorias concorrentes é o trabalho do dia a dia do cientista. Mas para isso é preciso muita perseverança, muita fé e crença, mais emocional do que intelectual, em suas idéias…]. O ateu desta categoria limita-se a encontrar motivos para justificar sua rejeição da ideia de deus, por vezes esforçando-se em demonstrar por que as supostas provas da existência divina são inválidas, mas sem se preocupar com a negação da possibilidade da existência de um deus.

2.2) – O ateísmo ativo ou crítico é a variedade mais difícil de ser defendida, pois é uma descrença que envolve a negação da possibilidade da existência de um deus. Os ateus desta categoria tipicamente se intitulam racionalistas e seguem o princípio de que o ataque é a melhor defesa. Ou seja, literalmente atacam a ideia de deus, evidenciando as contradições e as incongruências presentes neste conceito, empenhando-se em demonstrar, através de argumentos racionais, por que a existência de um deus – como definido pelas religiões – é logicamente impossível. [Este é o tipo de ateísmo mais radical que apresenta, a meu ver, conflitos com os objetivos da divulgação científica padrão- aquela financiada pelas agências de fomento].
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À primeira vista, talvez pareça que tais definições são demasiado singelas para serem capazes de abarcar todas as possibilidades, mas não são. Isso porque a posição ateísta, em si mesma, não é positiva, não possui qualquer conteú
do, pois não representa algo, mas apenas a ausência de algo [o ateísmo crítico quase viola isso, pois afirmativas gerais de impossibilidade são científicas e “positivas”: ver, por exemplo, a formulação da segunda lei da termodinâmica como “É impossível construir um moto-perpétuo do qual possa se extrair trabalho líquido por ciclo”. ]; em suas categorias mais elaboradas, o ateísmo é uma ausência vinculada a uma rejeição ou a uma negação de algo largamente aceito, que, no caso, é o teísmo, em suas variadas formas.


Deste modo, a definição de ateísmo não subentende qualquer espécie de descrição prática do indivíduo. Nesta classificação, aquilo que os ateus fazem de suas vidas não é levado em consideração absolutamente. Ao contrário de outros ismos – como cristianismo, judaísmo, espiritismo, xintoísmo, hinduísmo, islamismo –, o ateísmo não é um estilo de vida nem uma doutrina dotada de um corpo de conhecimentos ou princípios [ou seja, não é equivalente às escolas filosófico-políticas do secularismo ou do humanismo secular, que possuem valores e princípios], mas somente uma classificação acerca do posicionamento ou estado intelectual do indivíduo em relação à ideia de deus. Portanto, o ateísmo não possui natureza análoga às religiões teístas [ou mesmo às religiões não-teístas, deistas, panteístas, panenteístas e mesmo religiões ateístas].

Uma vez que o ateísmo é apenas uma classificação – e não uma doutrina ou uma cosmovisão –, logicamente não incorpora qualquer espécie de valores, princípios morais ou noções de ética. É exatamente devido a esse fato que muitos indivíduos, inadvertidamente, classificam os ateus como imorais [Exato: o ateísmo não é imoral, ele é “amoral”. Ateus, enquanto indivíduos, podem ser imorais, amorais ou morais. O mesmo acontece com os religiosos: hoje, o número de religiosos imorais ou amorais supera o de religiosos morais provavelmente numa proporção de dez para um]. Deve ficar claro, entretanto, que a ausência de um conjunto de valores morais, na verdade, refere-se somente ao ateísmo em si mesmo, de modo que, na prática, isso não implica qualquer incompatibilidade entre os dois absolutamente.


(Como o texto é longo, vou comentando-o em pequenos posts, OK?)

Minha resposta para Luciana, do Serpsico:

Lu,


Eu acho que minha crença num possivel Universo-Mae é uma especie de terceira via:

1. Para o Ateismo, não apenas a ausencia de Deus, mas a ausencia de sentido, de proposito, a questao da origem da vida e do universo por puro acaso, é importante, é enfatizada.

2. No meu caso, na ideia do Demiurgo, embora ele possa ter criado o universo por acaso, pode tambem ter criado propositalmente. Ou seja, nosso universo nao teria sido fruto do puro acaso, a vida e a complexidade deste universo estavam previstas desde o Big Bang, e este Universo teria um proposito: gerar novas civilizações, novas mentes, um novo universo-mae, que geraria novos universos-bebes. Logo, na visão do Demiurgo, que nao é o Deus Cristao, existe proposito e planejamento na formação do Universo-Bebe.

3. Entretanto, isto é apenas uma possibilidade teórica. Ou seja, eu não posso afirmar que “SEI” isso, é apenas uma hipótese. E, atualmente, não é possivel demonstrar que o Demiurgo existe, é uma hipótese filosofica, assim como o Atomismo era uma hipotese filosofica até meados do seculo XIX.

Portanto, dado que não posso afirmar que o Demiurgo (o Universo-Mãe) existe, e não posso afirmar que nao-existe, dado que no presente momento não sei e não posso saber isso cientificamente, considero que este estado de agnose pode ser descrito como sendo um agnosticismo. Eu tenho uma crença numa possibilidade teorica da Cosmologia Moderna, mas isso não equivale a saber (ou a não saber). Ou seja = Agnosticismo!

Osame

Sobre o Demiurgo.

Fundamentalismo religioso – Leandro Karnal

Veja o vídeo aqui.

A paz liberal que resultaria da globalização foi abalada por espetaculares atentados atribuídos ao fundamentalismo religioso. O mundo tecnológico do século XXI é abalado por movimentos em nome de Deus. O velho espírito de Cruzada e Guerra Santa, nunca apagado de fato, parece ser a marca de um novo tipo de conflito e uma nova estrutura de Guerra Fria que não mais opõe socialismo e capitalismo, mas os diversos credos e suas respectivas representações civilizacionais. Seriam, as expressões religiosas, conceitos porte-manteaux para encobrir outros conflitos? Quais os aspectos mais relevantes dos choques religiosos? Os choques do passado seriam muito distintos dos atuais? Quais são as possibilidades da convivência e do diálogo entre as religiões?

Leandro Karnal é doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (1994), atualmente é RDIDP da Universidade Estadual de Campinas.

Mudança de opinião

Freeman Dyson, no Edge.org: When facts change your mind, that’s not always science. It may be history. I changed my mind about an important historical question: did the nuclear bombings of Hiroshima and Nagasaki bring World War Two to an end? Until this year I used to say, perhaps. Now, because of new facts, I say no. This question is important, because the myth of the nuclear bombs bringing the war to an end is widely believed. To demolish this myth may be a useful first step toward ridding the world of nuclear weapons.

Until the last few years, the best summary of evidence concerning this question was a book, “Japan’s Decision to Surrender”, by Robert Butow, published in 1954. Butow interviewed the surviving Japanese leaders who had been directly involved in the decision. He asked them whether Japan would have surrendered if the nuclear bombs had not been dropped. His conclusion, “The Japanese leaders themselves do not know the answer to that question, and if they cannot answer it, neither can I”. Until recently, I believed what the Japanese leaders said to Butow, and I concluded that the answer to the question was unknowable.

Facts causing me to change my mind were brought to my attention by Ward Wilson. Wilson summarized the facts in an article, “The Winning Weapon? Rethinking Nuclear Weapons in the Light of Hiroshima”, in the Spring 2007 issue of the magazine, “International Security”. He gives references to primary source documents and to analyses published by other historians, in particular by Robert Pape and Tsuyoshi Hasegawa. The facts are as follows:

1. Members of the Supreme Council, which customarily met with the Emperor to take important decisions, learned of the nuclear bombing of Hiroshima on the morning of August 6, 1945. Although Foreign Minister Togo asked for a meeting, no meeting was held for three days.

2. A surviving diary records a conversation of Navy Minister Yonai, who was a member of the Supreme Council, with his deputy on August 8. The Hiroshima bombing is mentioned only incidentally. More attention is given to the fact that the rice ration in Tokyo is to be reduced by ten percent.

3. On the morning of August 9, Soviet troops invaded Manchuria. Six hours after hearing this news, the Supreme Council was in session. News of the Nagasaki bombing, which happened the same morning, only reached the Council after the session started.

4. The August 9 session of the Supreme Council resulted in the decision to surrender.

5. The Emperor, in his rescript to the military forces ordering their surrender, does not mention the nuclear bombs but emphasizes the historical analogy between the situation in 1945 and the situation at the end of the Sino-Japanese war in 1895. In 1895 Japan had defeated China, but accepted a humiliating peace when European powers led by Russia moved into Manchuria and the Russians occupied Port Arthur. By making peace, the emperor Meiji had kept the Russians out of Japan. Emperor Hirohito had this analogy in his mind when he ordered the surrender.

6. The Japanese leaders had two good reasons for lying when they spoke to Robert Butow. The first reason was explained afterwards by Lord Privy Seal Kido, another member of the Supreme Council: “If military leaders could convince themselves that they were defeated by the power of science but not by lack of spiritual power or strategic errors, they could save face to some extent”. The second reason was that they were telling the Americans what the Americans wanted to hear, and the Americans did not want to hear that the Soviet invasion of Manchuria brought the war to an end.

In addition to the myth of two nuclear bombs bringing the war to an end, there are other myths that need to be demolished. There is the myth that, if Hitler had acquired nuclear weapons before we did, he could have used them to conquer the world. There is the myth that the invention of the hydrogen bomb changed the nature of nuclear warfare. There is the myth that international agreements to abolish weapons without perfect verification are worthless. All these myths are false. After they are demolished, dramatic moves toward a world without nuclear weapons may become possible.

Mares de Minerva

OK, OK, Maria Guimarães, você venceu (com seu voto de Minerva): eu mudei meu voto na Roda da Ciência na última hora, para dar empate, mas não consegui escapar desse assunto (Mares da Terra) sobre os quais não entendo nada. Assim, para dar a minha contribuição deste mês, apenas dou o link aqui para uma busca que fiz com a palavra “Ocean” no http://www.arxiv.org/ , repositório de preprints de livre acesso que todo mundo conhece interessado em ciência conhece ou deveria conhecer.

PS: Para eu me lembrar depois: o mito de Minerva é muito parecido com o de Ishtar. Minerva também é a deusa da guerra, ciência, poesia, tecnologia, invenção, medicina, conhecimento e comércio.

Figura: Head of Minerva by Elihu Vedder, 1896.

Einstein e Newton autistas?

Uma notícia antiga, mas fica para registro para minha pesquisa sobre gênios científicos. En passant, a visão da História como um processo crítico, onde um pequeno “grão de areia” pode desencadear uma grande avalanche (ou interromper uma) parece resolver de forma satisfatória aquele velho debate sobre o papel dos “grandes homens” na História.
Marx e Engels defenderam uma visão mais molar da história, como um processo onde os agentes principais eram agregados de pessoas em vez de pessoas individuais, em paralelo com os historiadores de ciência que acreditam que esta é fruto principalmente do trabalho de milhares de cientistas médios e não de personalidades excepcionais. Nos modelos de mudança histórica como processo de avalanches críticas, as avalanches em si são o fruto da interação de indivíduos “normais”. Mas o início das avalanches (ou seu prosseguimento ou não em certos momentos especiais) se deve a indivíduos específicos, “grãos de areia que estavam no lugar certo na hora certa”.

Se esse indivíduo se torna, além disso, um hub (centro) em uma rede scale-free de contatos sociais, seu efeito será ainda maior. Se é um cientista obsessivo, capaz de pensar no mesmo problema anos a fio (como os Aspengers, as pessoas com TOC e os bipolares têm mais facilidade de fazer), então isso aumenta ainda mais a probabilidade dele se tornar um grão catalizador de uma avalanche. Ou seja, indivíduos e massa são igualmente agentes da História, a probabilidade de sua vida ter um impacto relevante na sociedade provavelmente segue uma lei de potência. Os grandes gênios não são separados da humanidade. São apenas a cauda da distribuição.

  • 19:00 30 April 2003
  • Exclusive from New Scientist Print Edition.
  • Hazel Muir

They were certainly geniuses, but did Albert Einstein and Isaac Newton also have autism? According to autism expert Simon Baron-Cohen, they might both have shown many signs of Asperger syndrome, a form of the condition that does not cause learning difficulties.

Although he admits that it is impossible to make a definite diagnosis for someone who is no longer living, Baron-Cohen says he hopes this kind of analysis can shed light on why some people with autism excel in life, while others struggle.

Autism is heritable, and there are clues that the genes for autism are linked to those that confer a talent for grasping complex systems – anything from computer programs to musical techniques. Mathematicians, engineers and physicists, for instance, tend to have a relatively high rate of autism among their relatives.

Baron-Cohen, who is based at Cambridge University, and mathematician Ioan James of Oxford University assessed the personality traits of Newton and Einstein to see if they exhibited three key symptoms of Asperger syndrome: obsessive interests, difficulty in social relationships, and problems communicating.

Newton seems like a classic case. He hardly spoke, was so engrossed in his work that he often forgot to eat, and was lukewarm or bad-tempered with the few friends he had. If no one turned up to his lectures, he gave them anyway, talking to an empty room. He had a nervous breakdown at 50, brought on by depression and paranoia.

Repeated sentences

As a child, Einstein was also a loner, and repeated sentences obsessively until he was seven years old. He became a notoriously confusing lecturer. And despite the fact that he made intimate friends, had numerous affairs and was outspoken on political issues, Baron-Cohen suspects that he too showed signs of Asperger syndrome.

“Passion, falling in love and standing up for justice are all perfectly compatible with Asperger syndrome,” he says. “What most people with AS find difficult is casual chatting – they can’t do small-talk.”

Glen Elliott, a psychiatrist from the University of California at San Francisco, is not convinced. He says attempting to diagnose on the basis of biographical information is extremely unreliable, and points out that any behaviour can have various causes. He thinks being highly intelligent would itself have shaped Newton and Einstein’s personalities.

“One can imagine geniuses who are socially inept and yet not remotely autistic,” he says. “Impatience with the intellectual slowness of others, narcissism and passion for one’s mission in life might combine to make such an individuals isolative and difficult.” Elliott adds that Einstein had a good sense of humour, a trait that is virtually unknown in people with severe Asperger syndrome.

But Baron-Cohen thinks the idea is still worth considering – there may be certain niches in society where people with AS can flourish for their strengths rather than their social skills, he says. “This condition can make people depressed or suicidal, so if we can find out how to make things easier for them, that’s worthwhile.”