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O melhor livro de divulgação científica que encontrei em quarenta anos de leituras

Depois escrevo minha resenha…

A REALIDADE OCULTA – Universos paralelos e as leis profundas do cosmo
Brian Greene
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Meio século atrás, os cientistas encaravam com ironia a possibilidade de existirem outros universos além deste que habitamos. Tal hipótese não passava de um delírio digno de Alice no País das Maravilhas – e que, de todo modo, jamais poderia ser comprovada experimentalmente. Os desafios propostos pela Teoria da Relatividade e pela física quântica para o entendimento de nosso próprio universo já eram suficientemente complexos para ocupar gerações e gerações de pesquisadores. Entretanto, diversos estudos independentes entre si, conduzidos por cientistas respeitados em suas áreas de atuação – teoria das cordas, eletrodinâmica quântica, teoria da informação -, começaram a convergir para o mesmo ponto: a existência de universos paralelos – o multiverso – não só é provável como passou a ser a explicação mais plausível para diversos enigmas cosmológicos.
Em A realidade oculta, Brian Greene – um dos maiores especialistas mundiais em cosmologia e física de partículas – expõe o fantástico desenvolvimento da física do multiverso ao longo das últimas décadas. O autor de O universo elegante passa em revista as diferentes teorias sobre os universos paralelos a partir dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica. Por meio de uma linguagem acessível e valendo-se de numerosas figuras explicativas, Greene orienta o leitor pelos labirintos da realidade mais profunda da matéria e do pensamento.

“Se extraterrestres aparecessem amanhã e pedissem para conhecer as capacidades da mente humana, não poderíamos fazer nada melhor que lhes oferecer um exemplar deste livro.” – Timothy Ferris, New York Times Book Review

Relativismo Cultural, Nova Era e Nazismo

Olá Osame, desculpe só fui ler sua resposta hoje, pois havia perdido o endereço do seu blog:
Se me permite ainda estou curioso, pois dados os floreios paradoxais de sua resposta sobre tuas inclinações teóricas ainda estou confuso. Confesso que andei dando uma lida nos textos do blog e gostei de algumas colocações tuas (um exemplo pode ser visto aqui com tua inclinação para Gardner e Margullis), por isso insisto em entender esses conflitos que acredito ter o discurso aqui com um pertencimento ao chamado “movimento cético” (coisa cientificamente incabível, paródia ateísta de internet que nunca foi sequer manifestada por uma corrente filosofia ou episteme, natimorto como uma manifestação universalista do conhecimento, há muito tempo, tempos pré-históricos!!! – a saber, desde Hume e Locke e fatalizado por Kant e Nietzche): Read more [+]

O Filósofo Philip K. Dick e seu Multiverso

Via Ramon Bacelar na Lista do CLFC:

Obras do americano Philip K. Dick começam a ser reeditadas no Brasil

Publicações vêm na esteira do remake de ‘O Vingador do Futuro’, baseado no conto de ‘Realidades Adaptadas’

17 de agosto de 2012 | 20h 00
Antonio Gonçalves Filho – O Estado de S. Paulo

A realidade não passava de uma alucinação para o autor de ficção científica norte-americano Philip K. Dick (1928-1982), ainda pouco conhecido como escritor no Brasil, mas popular entre cinéfilos por filmes baseados em seus livros. Já são oito com a estreia, nesta sexta-feira, 17, de O Vingador do Futuro. O mais popular deles, Blade Runner (1982), foi baseado no romance Do Androids Dream of Electric Sheep? (1966), publicado no Brasil com o título O Caçador de Androides (a edição da Rocco está esgotada, mas a editora Aleph disputa o título). Deve ganhar uma sequência em 2013.

Veja também:
link Volume de ensaios sobre Blade Runner traz texto de Cabrera Infante

'O Vingador do Futuro' chegou aos cinemas nesta sexta-feira, 17 - Divulgação
Divulgação
‘O Vingador do Futuro’ chegou aos cinemas nesta sexta-feira, 17

Desde que topou com uma estranha mulher de cabelos negros batendo à porta de sua casa, em 1974, o autor passou a afirmar que tudo o que vemos não passa de projeção de um mundo paralelo. O livro Realidades Adaptadas, que chega ao mercado com sete dos seus oito contos transformados em filmes (inclusive O Vingador do Futuro), tem histórias que insinuam ser essa não apenas a crença de alguém diagnosticado como esquizofrênico, mas de um panenteísta empenhado em provar que suas visões do futuro lhe foram reveladas pela divindade criadora do universo.

A coletânea de contos inaugura uma série de cinco livros do autor que a Editora Aleph coloca no mercado com novo visual. Depois deRealidades Adaptadas, chega às livrarias, em outubro, FluamMinhas LágrimasDisse o Policial, seguido, em 2013, por O Homem do Castelo Alto (1962), Os Três Estigmas de Palmer Eldritch (1965) e Ubik (1969). Todas as capas trazem os títulos aplicados em adesivos, podendo ser substituídos por novo layout, disponível num marcador encartado em cada volume. O projeto é de Pedro Inoue, diretor de criação da revista ativista canadense Adbusters, que se opõe ao capitalismo.

Os relançamentos aqui acontecem no momento em que os livros de Philip K. Dick, traduzidos em 25 línguas, começam a ser adotados no currículo das universidades americanas. Read more [+]

Cliodinâmica e Psicohistória

Trilogia da Fundação – Isaac Asimov

NATURE | NEWS FEATURE

Human cycles: History as science

Advocates of ‘cliodynamics’ say that they can use scientific methods to illuminate the past. But historians are not so sure.

SOURCE: REF. 1

Sometimes, history really does seem to repeat itself. After the US Civil War, for example, a wave of urban violence fuelled by ethnic and class resentment swept across the country, peaking in about 1870. Internal strife spiked again in around 1920, when race riots, workers’ strikes and a surge of anti-Communist feeling led many people to think that revolution was imminent. And in around 1970, unrest crested once more, with violent student demonstrations, political assassinations, riots and terrorism (see ‘Cycles of violence’).

To Peter Turchin, who studies population dynamics at the University of Connecticut in Storrs, the appearance of three peaks of political instability at roughly 50-year intervals is not a coincidence. For the past 15 years, Turchin has been taking the mathematical techniques that once allowed him to track predator–prey cycles in forest ecosystems, and applying them to human history. He has analysed historical records on economic activity, demographic trends and outbursts of violence in the United States, and has come to the conclusion that a new wave of internal strife is already on its way1. The peak should occur in about 2020, he says, and will probably be at least as high as the one in around 1970. “I hope it won’t be as bad as 1870,” he adds. Read more [+]

Religião Para Ateus

Home » Livros » Descrição » RELIGIAO PARA ATEUS

RELIGIAO PARA ATEUS

Formato: Livro

Autor: BOTTON, ALAIN DE

Tradutor: PAOLOZZI, VITOR

Editora: INTRINSECA

Assunto: FILOSOFIA

R$19,90
+cultura R$16,90

ou até 6x R$ 2,82 sem juros com cartão
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Especificações Tecnicas

ISBN: 858057093x

ISBN-13: 9788580570939

Idioma: Livro em português

Encadernação: Brochura

Dimensão: 21 x 14 cm

Edição: 1ª

Ano de Lançamento: 2011

Número de páginas: 272

Sinopse

‘Religião para ateus’ parte da premissa de que, com ou sem fé, é possível encontrar aspectos úteis, interessantes e consoladores nas religiões. E examina as possibilidades de transferir algumas dessas ideias e práticas para a vida secular. Nesse livro, Alain de Botton defende que a sociedade tem muito a aprender com as religiões ao tratar de questões como vida em comunidade, moralidade, educação e arte.

Opinião do Leitor

  • 2 Opiniões:

    Opine

  • 26/11/2011

    ALEX BONIFACIO

    O autor está de parabéns por mais essa lindíssima obra editada no Brasil, a imprensa deveria expor com maior intensidade esta referência bibliográfica.Apesar de vivermos numa nação dita religiosa, a laicidade é soberana.

  • 14/11/2011

    HELOISA EMILIA BONFIM

    Alain de Botton é um filósofo que deveria ser mais divulgado pela mídia, aqui no Brasil.
    O livro é ótimo, ideias simples e ao mesmo tempo geniais, o texto é leve – como a vida deveria ser, ou pelo menos como almejamos que seja.
    Este livro será mais um dos meus livros, do autor, que eu gosto…+ ver mais

FC do B resultado final – B.B.Jenitez foi selecionado!

UPDATE: Lançamento do livro e noite de autógrafos no dia 10 de dezembro, sábado, as 19: 30 h no PIER 1327 , Rua Joaquim Távora, 1327 – Vila Mariana/SP.

Estão todos convidados!

Facebook do FCdoB.

Oba, parece que virei escritor mesmo!

A Comissão Organizadora do Concurso FC do B – Ficção Científica Brasileira, gostaria de agradecer pela sua participação, em mais uma edição do concurso que já se tornou referência em FC no Brasil.

De outubro de 2010 até julho de 2011, foram inscritos 323 contos e 38 ilustrações de praticamente todos os estados, além daqueles vindos de brasileiros residentes em outros países, como Argentina, Estados Unidos, Japão, Portugal e Suiça.

Após 3 meses de deliberações, a Comissão Julgadora escolheu os 21 vencedores.

VENCEDOR NA CATEGORIA ILUSTRAÇÃO

Carlos Reno (“Curumins”)

VENCEDORES NA CATEGORIA CONTO

Alexandre Lobão  (“Asas”)
Anderson Santos  (“No Passado”)
Antonio Junior  (“Obsoleto”)
Antonio Bórgia  (“Dialética da Perfeição”)
Augusto Guimarães  (“O Patriarca”)
B.B. Jenitez  (“Demiurgo”)       Ver também “Projeto Mulah de Tróia XXIV”  
Carlos Abreu  (“Como Jogar Contra Adversários mais Fortes”)
Carlos Sautchuk  (“A Intervenção”)
Chico Pascoal  (“Tiangwá e os Pequenos Guerreiros de Yoomandu-Açu”)
Denis Winstom Brun  (“Imperfeito”)
Gustavo Coelho  (“O Sexto Círculo”)
Gustavo Rimoli  (“Apotine Gratinado”)
João Paulo Vaz  (“A Inimaginável Materialização de Samira”)
Marcel Breton  (“Memorial”)
Mozart Almeida  (“Recomeço”)
Paulo Eduardo Mauá  (“Acorda e Vem Ver o Luar”)
R.Lovato  (“Nulla in Mundo Pax Sincera”)
Raul Rabesch  (“Resíduos Atômicos e as Falhas nos Microprocessadores Weltall”)
Ronaldo Brito Roque  (“Controle Remoto”)
Rubem Cabral  (“Nanovidas”)

Nossos agradecimentos e votos de sucesso!

Atenciosamente

Concurso Literário FC DO B – Ficção Científica Brasileira
“Ajudando a escrever a História da FC Brasileira”
Site : www.fcdob.com.br

Papai Noel Quântico

If you want your children to be intelligent, read them fairy tales. If you want them to be more intelligent, read them more fairy tales.

Chegando o Natal começa aquela ladainha sobre Jesus e Papai Noel, meus amigos cristãos reclamando que o capitalismo coloca Papai Noel na frente de Jesus e alguns dos meus amigos ateus hateando que tanto Papai Noel como Jesus são personagens igualmente míticos. Ah sim, também tenho amigos que não falam nem de Jesus nem de Papai Noel para seus filhos pequenos e os presentes de Natal são dados ou em homenagem ao Deus-Sol Apolo Invictus – no solstício de verão que cairá no dia 22 de Dezembro às 5:30 h neste ano, ou no dia de Reis, 6 de janeiro, não sei exatamente por quê.

Meus filhos não receberam educação religiosa mas acho que sabem pelo menos quem é Davi (ou pelo menos, como Davi venceu o gigante Golias, de modo que eles, sendo baixinhos, também não deveriam ter medo dos grandões). E, claro, foram educados acreditando em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa.

Lembro-me de um jantar maravilhoso na época de Natal onde Leonardo, Raphael e eu discutíamos sobre como é possível Papai Noel entrar na nossa casa, dado que ela não tinha chaminé. Aventei a hipótese de teletransporte, acho que falei também sobre a possibilidade de um Papai Noel quântico que pudesse, numa superposição de estados, estar em todas as casas das crianças ao mesmo tempo.

Algumas pessoas me criticaram por encher as cabeças dos meus filhos de mitos, fantasias e ficção científica. Bom, minha desculpa é que eu sigo o preceito de Einstein acima, afinal quero que meus filhos sejam inteligentes e criativos.

Isso parece ter dado certo: Mariana (18)  sempre foi a melhor aluna da classe e cursou todo o ensino médio sem pagar nada, pois ganhou uma bolsa num vestibulinho em que ficou em primeiro lugar entre 100 candidatos. Juliana (15) acaba de ler Sartre (depois de passar por Spinoza e Aristóteles). Dado que ela tem apenas 15 anos, acho que é um feito (eu mesmo li muito poucos desses autores). Mariana e Juliana acabam de passar na primeira fase da FUVEST, o que me parece promissor, dado que Mariana namorou e vagabundeou o ano todo – segundo suas próprias palavras, e Juliana está ainda no segundo ano e não fez cursinho.

Leonardo (10) ganhou recentemente uma medalha de prata em uma Olimpíada de Matemática. Já Raphael (8) saiu-me com essa quando tinha seis anos de idade: “Papai, confesse, Bicho Papão não existe!” “Sim, meu filho, Bicho Papão é uma história que as mães usam para fazer as crianças ir pra cama mais cedo…” “Hummm… sim, porque eu nunca vi um Bicho Papão! Agora, fale a verdade mesmo: você me mandou trancar a porta do carro por causa do Ladrão, mas Ladrão também não existe! Eu também nunca vi um!”

Sim, Raphael é meio empirista e positivista lógico: na época ele ainda acreditava em Coelho da Páscoa dado que havia amplas evidências observacionais – ovos de Páscoa, rastros do Coelho pela casa, evidências televisivas etc. Preciso ensinar para esse menino que Popper destruiu tanto o Empirismo quanto o Positivismo.

Assim, sigo o mestre Einstein e sugiro fortemente que eduquem seus filhos usando contos de fadas (a série sobre tecnofadas Artemis Fowl é um bom começo, muito melhor que Harry Potter). Se você discorda de mim, eu fico com apenas três hipótese: ou você não tem filhos, ou se acha mais esperto que Einstein ou tem os alelos AA ou AG no gene OXTR para o receptor de Oxitocina… provavelmente os três!

Por que juntar as palavras Deus e Física dá dinheiro?

Já que desisti de ganhar o prêmio Nobel, vou ver se pelo menos ganho o Prêmio Templeton (que vale 3/2 do Nobel e é divulgado na mesma semana!). Na verdade, se vocês pensarem bem, acho que de todos os físicos brasileiros, eu sou o que mais entende de Teologia.

PS: Se você é físico brasileiro e entende mais de Teologia do que eu, por favor me escreva aí nos comentários, para escrevermos a quatro mãos aquele livro que vai ganhar o Prêmio Templeton!

29/09/2011 – 11h00

Matemático polemiza em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”

da Livraria da Folha

O matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, defende com argumentos sólidos a possibilidade de coexistência entre o conhecimento científico e a religião em “Por que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus”. O objetivo do livro é fornecer um amparo fortemente embasado para os cientistas, ou qualquer leitor, que sintam necessidade de debater em favor de sua crença.

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Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes
Matemático tenta comprovar que ciência e Deus não são excludentes

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É possível um ecumenismo entre ateus e religiosos?

Bom, parece que Edward Wilson acredita que sim:

A CRIAÇÃO – Como salvar a vida na Terra

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A Criação é um apelo para que deixemos o embate entre religião e ciência de lado para podermos salvar a vida no planeta, que nunca esteve tão ameaçada. Valendo-se de suas experiências como um dos biólogos mais destacados no cenário mundial, Edward O. Wilson prevê que, até o final do século, pelo menos a metade das espécies de plantas e animais da Terra poderá ter desaparecido, ou estará a caminho da extinção precoce.
Escrito em forma de carta a um pastor evangélico, A Criação demonstra que a ciência e a religião não precisam ser, necessariamente, antagonistas em guerra. Ao fornecer explicações a respeito dos motivos ambientais e espirituais para nos alarmarmos com a poluição, o aquecimento global e o rápido declínio da diversidade biológica do planeta, Wilson sugere que, se ciência e religião usarem de seu poder para forjar uma aliança fundamentada no respeito mútuo, relevando as diferenças metafísicas básicas e buscando alcançar objetivos práticos, alguns dos mais graves problemas do século XXI poderão ser resolvidos rapidamente.

“E. O. Wilson, talvez o maior biólogo da nossa geração, traz uma vida inteira de trabalho e de reflexão para esta obra. […] É um de seus livros mais perturbadores, mais comoventes e mais importantes.” – Oliver Sacks

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Enquanto isso, o Papa atual, mesmo sendo um conservador de direita e tradicionalista, abre a possibilidade de um diálogo com os Protestantes e os Islamicos. Ao mesmo tempo, Richard Dawkins ataca o astrônomo real Martin Rees por ele ter aceitado o prêmio Templeton (que é dado à personalidade mundial que mais contribuiu para o diálogo Ciência-Religião em cada ano.

 

FOLHA ONLINE         23/09/2011  09h36

Na Alemanha, Bento 16 defende diálogo com muçulmanos e protestantes

DA FRANCE PRESSE

O papa Bento 16 pediu nesta sexta-feira um melhor diálogo entre a cristandade e o Islã, no segundo dia de visita a seu país natal, onde também tem a intenção de enviar sinais de aproximação aos protestantes em favor do ecumenismo.

“Acho que uma colaboração fecunda entre cristãos e muçulmanos é possível”, afirmou o Papa ao receber, em Berlim, representantes do Islã na Alemanha. “Reconhecemos a necessidade (…) de progredir no diálogo e estima recíprocas”.

Na Alemanha, vivem entre 3,8 e 4,3 milhões de muçulmanos, que representam entre 4,6% e 5,2% de sua população.

Depois, Bento 16 partiu de Berlim para Erfurt, onde Martin Lutero estudou direito e teologia a partir de 1501, e foi ordenado sacerdote em 1507, depois de ter entrado na ordem dos monges agostinianos. Durante esses anos fundamentais, Lutero, que ainda era católico, refletiu sobre o que seria o começo da Reforma protestante.

O papa prestou homenagem a Lutero, ao enfatizar a paixão profunda pelas questões de Deus do promotor da Reforma Protestante, em um gesto simbólico em relação aos protestantes na cidade Erfurt (leste), onde surgiu este movimento.

“O que não dava paz (a Lutero) era o assunto de Deus, que era a paixão profunda e a força de suavida e seu total itinerario. (…) O pensamento de Lutero, sua espiritualidade inteira, estavam completamente centrados em Cristo”, declarou o Papa.

Depois de visitar a catedral desta pintoresca cidade medieval, Bento se reunirá a portas fechadas com 20 delegados da Igreja protestante alemã, e em seguida participará num serviço ecumênico no convento dos Agostinianos, ao lado de autoridades como a chanceler Angela Merkel, filha de um pastor protestante, e do presidente alemão, Christian Wulff, de religião católica.

“As Religiões que o Mundo Esqueceu” relata sacrifícios humanos

Achei curioso  este paragrafo:

Mas o que seria a religiosidade? Como definir essa característica tão essencial do ser humano? Por outro lado, se a religiosidade constitui a essência do ser humano, ateus não pertenceriam à humanidade? Nada mais difícil de definir do que o essencial. Isso é assim com tudo que sentimos, como o amor ou o desejo: quem os há de definir? Amor e desejo, tão inefáveis, fazem parte daquilo que movimenta o espírito humano e constituem, assim, a base mesma da espiritualidade: daquilo que nos move. Não nos mobilizamos por nada sem um ímpeto do espírito, alimentado pelo amor e pelo desejo. Ninguém faz uma oferenda em um altar ou contribui com o dízimo para um partido (mesmo comunista e ateu) sem esse movimento espiritual, subjetivo e imaterial. Nesse sentido, a religiosidade, a fé característica da humanidade, está na raiz seja das religiões institucionalizadas, seja de todo movimento humano em prol de algo pelo que se luta, com crença profunda (uma religião, uma causa, uma crença).

 

Ou seja, definindo religiosidade nesta dimensão ampla, a religiosidade seria o contrário do ceticismo filosófico e do cinismo filosófico, e não do ateísmo. Em particular, se você gasta uma parte de sua vida, de seu tempo e recursos, em prol de uma causa, por exemplo o ateísmo militante, então você é uma pessoa religiosa (no sentido de “religare”, unir pessoas em prol de uma causa comum).

Mas se você, em vez de ser um ateu que acredita realmente em alguma coisa (por exemplo, acredita na causa do ateísmo), se você é apenas “atoa”, ou um cristão nominal (alguém que vai na igreja apenas por convenções sociais, casamento, batizado, missa de sétimo dia etc) por exemplo, então você não é religioso.

Nesse sentido, dado que ateus militantes e religiosos militantes são ambos “religiosos = religarosos” neste sentido amplo, e dado que sua militância pode ter pontos em comum (por exemplo, combater o fundamentalismo de direita, construir uma sociedade econômica-ecologicamente sustentável no longo prazo, defender os direitos humanos e direitos dos animais etc), então claramente é possível haver uma colaboração ativa entre esses dois grupos. Já um ateu hedonista e atoa, sem consciência e ação política, que não luta por nada e não acredita em nada (nem no ateísmo), estará mais longe do ateu militante que o religioso militante, e estará mais próximo do religioso hedonista, sem consciência e ação política, o religioso atoa…

da Livraria da Folha

O que pensam os homens quando matam em nome de uma crença? Em Cartago, durante a antiguidade, por exemplo, cultuava-se uma divindade conhecida como Baal Moloch (Molekh ou Moleque). O culto do deus era feito por meio de uma grande estátua de bronze, cujo ventre oco servia de forno para sacrifício. Pais abandonavam os filhos dentro da barriga incandescente do ídolo com o intento de alcançar dádivas ou evitar desgraças.

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Com o contexto da época em que as religiões eram praticadas
Apresenta o contexto da época em que as religiões eram praticadas

Os gritos e mantras dos sacerdotes eram usados para abafar as súplicas das crianças. Contudo, é correto afirmar que a maioria dos relatos sobre os cruéis sacrifícios foram produzidos pelo povo romano, inimigo confesso dos cartagineses.

“As Religiões que o Mundo Esqueceu”, com textos organizados pelo arqueólogo Pedro Paulo Funari, dedica-se a alguns dos mais interessantes pensamentos míticos que deixaram de existir ou quase desapareceram.

Curiosidades históricas são pesquisadas, analisadas e escritas por especialistas, –com os principais ritos e crenças–, que convidam o leitor a entrar nos domínios de deuses tão diversos como El, Odin, Zeus e Huitzilopochtli.

O volume é um registros de dezenas de milhares de anos que retratam a fé. Abaixo, leia um trecho do exemplar.

Visite a estante dedicada à religião

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Junto à capacidade de produzir e transmitir cultura, a experiência religiosa é a marca mais distintiva da humanidade. Animais comunicam-se entre si, por meio de sons, e o podem fazer de maneira impressionante: a “linguagem” das baleias é um exemplo que causa admiração em quem já ouviu a “conversa”. Os pássaros também o fazem, com canções que podem encantar. O uso de artefatos, que já foi considerado apanágio do ser humano, tampouco se revelou único. Hoje sabemos que diversos tipos de macacos utilizam-se de objetos como ferramentas. Não há evidências, contudo, de que qualquer outro animal seja movido por preocupações religiosas, como o ser humano é desde os seus primórdios. Os mais antigos registros da humanidade, de dezenas de milhares de anos, retratam a religiosidade, esse sentimento íntimo dos primitivos seres humanos. Nas cavernas, encontramos pinturas que retratam cerimônias religiosas: são pessoas que participam de atividades xamânicas, são pajés, são imagens que procuram facilitar a caça, ou favorecer a fertilidade de plantas, animais e humanos. Gravuras às margens de rios retratam a crença na força sobrenatural das águas. O enterramento dos mortos marca, de forma clara e definitiva, a crença nos espíritos dos antepassados. A humanidade, nesse sentido, pode ser definida como aquela parte do reino animal que se caracteriza pela religiosidade.

Mas o que seria a religiosidade? Como definir essa característica tão essencial do ser humano? Por outro lado, se a religiosidade constitui a essência do ser humano, ateus não pertenceriam à humanidade? Nada mais difícil de definir do que o essencial. Isso é assim com tudo que sentimos, como o amor ou o desejo: quem os há de definir? Amor e desejo, tão inefáveis, fazem parte daquilo que movimenta o espírito humano e constituem, assim, a base mesma da espiritualidade: daquilo que nos move. Não nos mobilizamos por nada sem um ímpeto do espírito, alimentado pelo amor e pelo desejo. Ninguém faz uma oferenda em um altar ou contribui com o dízimo para um partido (mesmo comunista e ateu) sem esse movimento espiritual, subjetivo e imaterial. Nesse sentido, a religiosidade, a fé característica da humanidade, está na raiz seja das religiões institucionalizadas, seja de todo movimento humano em prol de algo pelo que se luta, com crença profunda (uma religião, uma causa, uma crença).

As manifestações religiosas são, pois, tão múltiplas e variadas como é diverso o ser humano, em suas inúmeras culturas, do presente e do passado. A grande riqueza humana consiste, precisamente, nessa diversidade. Este livro dedica-se a algumas das mais interessantes e inspiradoras experiências religiosas da humanidade que deixaram de existir ou quase desapareceram.

As religiões que o mundo esqueceu constituem um tesouro: um manancial de práticas, sentimentos e interpretações do mundo. Algumas delas formam parte de nosso repertório cultural e penetraram, às vezes de forma profunda, mas despercebida, nas nossas próprias concepções e sentimentos. As religiões dos sumérios, egípcios, gregos e romanos são exemplos claros disso, mas outras religiosidades menos frequentadas, como o zoroastrismo e o gnosticismo, também entram nessa categoria. São maneiras particulares de encarar o divino, diversas entre si e das nossas, mas nelas reconhecemos muito do nosso próprio manancial cultural e religioso. Ressoam entre nós o Dilúvio sumério, a alma (ka) egípcia, o complexo de Édipo grego, o apego ritual romano, o dualismo entre bem e mal persa e os segredos religiosos do gnosticismo.

Outras muitas concepções e práticas destacam-se pela radical diferença. As percepções indígenas americanas sobressaem, nesse sentido, como interpretações do mundo em tudo originais. Outras tantas experiências religiosas apresentam-se como distantes e próximas a um só tempo. As práticas cristãs desaparecidas, como as arianistas e as albigenses, nos são compreensíveis, mas originais e únicas, assim como as religiões celta e viking. O que todas têm em comum é sua beleza e seu fascínio. Ao nos embalarmos no relato de cada uma delas, de forma quase onírica, é como se sonhássemos e nos transportássemos a outras épocas e outros sentimentos, tão próximos e tão distantes, que tanto nos podem tocar. Aquilo que nos caracteriza como humanos, nossa espiritualidade, encontra em cada capítulo uma satisfação e uma atração únicas.

Esta obra visa a introduzir o público geral nesse mundo fascinante e, por isso, cada capítulo apresenta um panorama geral, em linguagem clara e direta, sem jargões, de uma religião desaparecida (ou quase). São pequenas pérolas, escritas por especialistas, que convidam o leitor a viagens mais profundas, ao sugerirem alguns títulos de aprofundamento sobre cada tema. Aceito o convite, o leitor encontrará não apenas um pouco da humanidade, em sua diversidade, mas também se deparará com facetas insuspeitadas de seus próprios sentimentos e emoções.

“As Religiões que o Mundo Esqueceu”
Organizador: Pedro Paulo Funari
Editora: Editora Contexto
Páginas: 224
Quanto: R$ 31,20 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

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Além dos nossos eus (egos?) – Livro do Nicolelis

‘Ficção Científica é maneira mais simples de gerar interesse na ciência’, diz o físico Michio Kaku

11/05/2011 06h45 – Atualizado em 11/05/2011 08h21

Há 150 anos, ao imaginar como seria a viagem do homem à Lua, o escritor Júlio Verne acertou quase na mosca três palpites: o primeiro voo sairia do estado norte-americano da Flórida, demoraria três dias para chegar ao destino e cairia no mar ao voltar à Terra. Tentando seguir seus passos, o físico teórico Michio Kaku também tenta adivinhar como ideias vindas da ficção científica, como colonizar galáxias distantes, seriam possíveis.

“O nosso desafio é mostrar para as pessoas como os conceitos científicos que vão governar o futuro no espaço podem ser compreendidos hoje mesmo, por qualquer pessoa”, afirma o cientista norte-americano de 64 anos, cocriador da teoria das cordas — agora, apresentador do programa “Física do Impossível”, no canal de TV a cabo Discovery Science.

“A ficção talvez seja a maneira mais simples de fazer as pessoas se interessarem por ciência”, afirma Kaku.

Michio Kaku 2 (Foto: Discovery / Divulgação)O físico Michio Kaku, apresentador do ‘Física do Impossível’. (Foto: Discovery / Divulgação)

Especializado em teoria das cordas – campo da física que enxerga os átomos como se fossem “fios” extremamente pequenos e oferece uma nova interpretação para como o espaço e as coisas se comportam -, o cientista usa o conhecimento disponível atualmente no mundo da física e tenta aplicá-los para explicar como seria possível captar mais energia das estrelas ou mesmo povoar o espaço.

Ao ser lembrado sobre como ideias como essas parecem estar distantes da realidade, Kaku cita o exemplo de Verne. Para o cientista, o escritor não contava com o dom de premonição e mostrou como ideias estranhas durante uma época podem apontar corretamente o futuro.

“Como ele conseguiu saber tudo isso? Não pode ser pura especulação. Ele conversava com cientistas e conseguiu, com o conhecimento da época, enxergar algo que parecia improvável”, afirma.

O ‘futuro’ nas crianças
Muito antes da fama de séries como ‘Jornada nas estrelas’ e ‘Guerra nas estrelas’, o físico norte-americano iniciou seu contato com ciência por meio de outra atração na TV: Flash Gordon, um dos primeiros herois espaciais.

“Foi a primeira vez que eu me interessei por naves, invisibilidade, aliens e viagens espaciais”, lembra o físico. A partir daí, Kaku nunca mais deixaria de espantar “como uma criança” e seguiria o caminho até virar um cientista profissional. Read more [+]

Textos grátis de Philip K. Dick

Acho que já disse aqui que meu teólogo preferido é Philip K. Dick. Descobri que alguns de seus contos estão disponíveis livremente no Projeto Gutemberg. Dêem uma olhada:

Books by Dick, Philip K.
Second Variety by Philip K. Dick 5529 downloads
Defenders by Philip K. Dick 1555 downloads
Beyond Lies the Wub by Philip K. Dick 1088 downloads
Crystal Crypt by Philip K. Dick 1060 downloads
Gun by Philip K. Dick 875 downloads
Beyond the Door by Philip K. Dick 825 downloads
Skull by Philip K. Dick 803 downloads
Variable Man by Philip K. Dick 675 downloads
Mr. Spaceship by Philip K. Dick 514 downloads
Eyes Have It by Philip K. Dick 508 downloads
Piper in the Woods by Philip K. Dick 455 downloads
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Philip K. Dick

Philip Kindred Dick (16 de Dezembro de 1928Chicago – 2 de Março de 1982Santa AnaCalifórnia), também conhecido pelas iniciais PKD, foi umescritor americano de ficção científica que alterou profundamente este género literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica. Read more [+]

A Falácia da Meritocracia

Acabei de ler este livro, sensacional! Abriu meus olhos, como é que eu não tinha visto isso antes?

Se você ainda acredita e defende o mérito individual, talento, bons genes, alto QI, esforço próprio etc e tal, você precisa ler esse livro (se for honesto intelectualmente, claro!).

Estou sem tempo para uma resenha, assim faço cut and past da resenha abaixo:

Novo livro de Malcolm Gladwell saiu em português: Outliers – Fora de Série

4 fevereiro 2009

Fora de Série - Outliers, Malcolm Gladwell Fora de Série – Outliers, Malcolm Gladwell 

Saiu em português o novo livro do Malcolm Gladwell: Outliers. Desta vez a editora é a Sextante e não a Rocco, talvez por isso o livro tenha ganhado outro título em português: Fora de Série. Pelo menos eles mantiveram a identidade visual que identifica os livros do Gladwell. 

Gladwell é autor de 2 dos melhores livros que li em 2007: Blink: A Decisão Num Piscar de Olhos e O Ponto de Desequilíbrio

O Rodolfo Araújo fez uma resenha muito boa sobre o livro em seu blog

Bastou um capítulo para que eu fosse tomado por sua nova proposta de que o sucesso não é apenas uma questão de mérito pessoal, mas diversos outros fatores contribuem para que uma pessoa destaque-se em sua área de atuação e tenha desempenho superior numa determinada atividade. Um pouco da velha máxima the right man, in the right place. 

Se você estava procurando um bom livro para dar de presente, achou!