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Como ser criativo na ciência?

FERNANDO TADEU MORAES
DE SÃO PAULO

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, 40, dedicou-se nos últimos anos a entender como o cérebro humano se tornou o que é. Seu trabalho a levou a ser a primeira brasileira convidada a falar no TED Global, famoso evento anual de conferências de curta duração que reúne convidados de várias áreas do conhecimento.

Herculano apresentará em sua fala de 15 minutos, nesta quarta, os resultados de suas pesquisas sobre como o cérebro humano chegou ao número incrivelmente alto de 86 bilhões de neurônios: o consumo de alimentos cozidos. “Entre os primatas, temos o maior cérebro sem sermos os maiores. Grandes primatas, com a sua dieta de comida crua, não possuem energia suficiente para sustentar um corpo enorme e um cérebro grande.”

Na entrevista, concedida por telefone, a professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) dispara críticas à cultura brasileira de pesquisa científica, “que não incentiva a originalidade e a diversidade de pensamento”, à pós graduação nacional, “muito fraca”, e ao programa de bolsas Ciência Sem Fronteiras, “do jeito que está, parece demagogia” e defende a profissionalização da carreira de cientista.

Luciana Whitaker/Folhapress
A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que irá falar no TED Global, em seu laboratório na UFRJ
A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que irá falar no TED Global, em seu laboratório na UFRJ

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Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Os deuses de Richard Dawkins

File:NASA child bubble exploration.jpgMy personal theology is described in the Gifford lectures that I gave at Aberdeen in Scotland in 1985, published under the title, Infinite In All Directions. Here is a brief summary of my thinking. The universe shows evidence of the operations of mind on three levels. The first level is elementary physical processes, as we see them when we study atoms in the laboratory. The second level is our direct human experience of our own consciousness. The third level is the universe as a whole. Atoms in the laboratory are weird stuff, behaving like active agents rather than inert substances. They make unpredictable choices between alternative possibilities according to the laws of quantum mechanics. It appears that mind, as manifested by the capacity to make choices, is to some extent inherent in every atom. The universe as a whole is also weird, with laws of nature that make it hospitable to the growth of mind. I do not make any clear distinction between mind and God. God is what mind becomes when it has passed beyond the scale of our comprehension. God may be either a world-soul or a collection of world-souls. So I am thinking that atoms and humans and God may have minds that differ in degree but not in kind. We stand, in a manner of speaking, midway between the unpredictability of atoms and the unpredictability of God. Atoms are small pieces of our mental apparatus, and we are small pieces of God’s mental apparatus. Our minds may receive inputs equally from atoms and from God. This view of our place in the cosmos may not be true, but it is compatible with the active nature of atoms as revealed in the experiments of modern physics. I don’t say that this personal theology is supported or proved by scientific evidence. I only say that it is consistent with scientific evidence.  Freeman Dyson

Parece que Dawkins está rumando para uma posição similar à de Gardner, Clément Vidal e outros da comunidade Evo-Devo Universe.

Human Gods

After two hours of conversation, Professor Dawkins walks far afield. He talks of the possibility that we might co-evolve with computers, a silicon destiny. And he’s intrigued by the playful, even soul-stirring writings of Freeman Dyson, the theoretical physicist.

In one essay, Professor Dyson casts millions of speculative years into the future. Our galaxy is dying and humans have evolved into something like bolts of superpowerful intelligent and moral energy.

Doesn’t that description sound an awful lot like God?

“Certainly,” Professor Dawkins replies. “It’s highly plausible that in the universe there are God-like creatures.”

He raises his hand, just in case a reader thinks he’s gone around a religious bend. “It’s very important to understand that these Gods came into being by an explicable scientific progression of incremental evolution.”

Could they be immortal? The professor shrugs.

“Probably not.” He smiles and adds, “But I wouldn’t want to be too dogmatic about that.”

A batalha dos cientistas

Para participar dca votação, ver aqui. Tem algum defeito nas votações do Hawking, pois eu votei várias vezes nele mas continua com zero vitórias…

CLASSIFICAÇÃO

Albert Einstein (1879 – 1955)
12473 duelos vencidos
1

Isaac Newton (1643 – 1727)
11642 duelos vencidos
2

Louis Pasteur (1822 – 1895)
8804 duelos vencidos
3

Charles Darwin (1809 – 1882)
8705 duelos vencidos
4

James Clerk Maxwell (1831 – 1879)
7884 duelos vencidos
5

Marie Curie (1867 – 1934)
7500 duelos vencidos
6

Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834 – 1907)
7153 duelos vencidos
7

Ernest Rutherford (1871 – 1937)
7136 duelos vencidos
8

Linus Pauling (1901 – 1994)
7096 duelos vencidos
9

Max Planck (1858 – 1947)
6558 duelos vencidos
10

Paul Dirac (1902 – 1984)
5894 duelos vencidos
11

Werner Heisenberg (1901 – 1976)
5801 duelos vencidos
12

Peter Higgs (1929)
5674 duelos vencidos
13

Henry Cavendish (1731 – 1810)
5259 duelos vencidos
14

Antonie van Leeuwenhoek (1632 – 1723)
4998 duelos vencidos
15

Erwin Schrodinger (1887 – 1961)
4936 duelos vencidos
16

Ivan Pavlov (1849 – 1936)
4510 duelos vencidos
17

Luc Montagnier (1932)
4347 duelos vencidos
18

Stephen Hawking (1942)
0 duelos vencidos
19

 

A Mediana não é a mensagem

Que coincidência! Na última aula de Estatística para Física Médica, eu contei esta estória sobre o Stephen Jay Gould, a mesma que a bióloga Lúcia Malla relembrou hoje em seu blog:

Na ciência, trabalhamos com hipóteses, que serão de 0 a 100% corretas, com todas as tonalidades de cinza no meio desses números. O melhor texto que conheço sobre o assunto – e uma bela lição de vida – é o famoso “The median isn’t the message”, que conta como em 1982 o paleontólogo e divulgador da ciência Stephen Jay Gould foi diagnosticado com um mesotelioma abdominal (um câncer raro) e, ao invés de engolir a sentença de morte de 8 meses que a literatura médica lhe evidenciava, resolveu entender a estatística por trás do estudo. Nas palavras dele:

“When I learned about the eight-month median, my first intellectual reaction was: fine, half the people will live longer; now what are my chances of being in that half. I read for a furious and nervous hour and concluded, with relief: damned good. I possessed every one of the characteristics conferring a probability of longer life: I was young; my disease had been recognized in a relatively early stage; I would receive the nation’s best medical treatment; I had the world to live for; I knew how to read the data properly and not despair.”Gould viveu 20 anos mais depois do seu diagnóstico – ou seja, superou o valor da mediana em quase 30 vezes.

Veja bem, o fato dele ter vivido 30 vezes a mais que a literatura médica previa não significava que a tal literatura estava errada – porque a nossa percepção do mundo da ciência é probabilística, não certeira. Ele apenas soube interpretar tal dado da forma adequada, com as variáveis pertinentes, e enfrentar o problema sem querer se enganar com uma certeza inexistente. Ele preferiu apostar na incerteza estatística – e foi um vencedor.

Para continuar a ler, clique aqui.

Matter waves: waves matter?

OK, OK, eu sei, é um trocadilho intraduzível. Mas pelo menos é original meu! (existirá algo novo debaixo do sol?)

Mariana escreveu na minha lousa os versinhos abaixo, que eu entitulei “Dupla Fenda” (para os entendidos, duas palavras bastam…):

Dupla Fenda

Onda

Anda?

A onda anda.

Aonde a onda anda?

Ainda anda a onda?

A onda ainda

Anda?

Onde?

Infelizmente, parece que os versos não são dela, mas foram tirados da apostila do curso Positivo usada no Colégio Metodista. OK, eu dei uma recauchutada neles, para aparecer metade de um comprimento de onda.

Acho que devia comentar algumas coisas desse colégio. Por exemplo, nas aulas de religião, aprende-se cidadania, ou ecologia, ou como elogiar seus colegas, ou coisas desse tipo que as crianças odeiam. OK, OK, isso parece uma prática perversamente eficaz, pois se ensinassem religião nas aulas de religião, as crianças acabariam por rejeitá-la… Hummm. Nas aulas de ciência ensinam Big Bang e Darwinismo.
Segundo Freeman Dyson, é por causa disso que as pessoas detestam ciência: são forçadas a aprendê-la na escola. Ele dá como exemplo o século XIX, onde não havia currículo de ciências. Nesse ambiente, os físicos floresceram, porque todo mundo queria fazer clubinho de ciência fora da escola. No século XX, obrigaram as crianças a ter aula de física, e a física inglesa decaiu.
Dyson propõe que se ensine apenas, mas de forma intensa, ferramentas de pensamento para as crianças: idioma materno, segundo idioma, redação, linguagem matemática, lógica, busca e filtragem de informação na Web, linguagens de computação. Uma educação instrumental, nao uma educação baseada em fatos (que ficam rapidamente ultrapassados). Ciências empíricas seriam optativas, para aqueles realmente a fim. Daria um belo currículo, não é mesmo? E, de quebra, resolvia pra melhor o problema do ensino de ciências na escola…