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Sobre a seleção sexual em favor dos machos beta (e gama?)

 

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Mais uma teoria de barzinho que poderia ser verdadeira:

A pergunta é: se os machos alfa são favorecidos pela evolução, porque não somos todos machos alfa (na verdade eles são uma minoria da população masculina).

Tenho duas hipóteses complementares sobre isso, todas baseadas no poder de escolha das mulheres.

Primeiro, parece ser muito mais provável que um macho alfa seja violento com sua mulher (porque eles são mais violentos em geral). Assim, mesmo que as mulheres possam sentir desejo por um macho alfa, se forem um pouco mais racionais irão preferir um macho beta (ou gama) que cuide bem delas e dos  filhotes, seja gentil, etc (hoje é o “Dia da Gentileza”, 13/novembro).

Segundo, isso tem a ver com o processo de neotenia que as mulheres impuseram aos homens (neotenia é o que aconteceu durante a domesticação do cão a partir do lobo – favorecimento de caracteres infantis).

Ou seja, se a mulher escolher um macho mais infantil (que não é macho alfa, claro!) , ela terá mais domínio sobre ele, ao fazer o papel de mãe dele e não apenas de parceira sexual. Mulheres maternais são atraentes para os homens (eles gostam de carinho e serem cuidados, comidinha na boca etc) e essa é a mesma raiz do Complexo de Édipo. Na verdade é uma simbiose mutualística, a mulher domina o esposo=filho e o macho é melhor tratado pela esposa=mãe. Essa teoria explica porque os homens (em geral) são bem menos maduros que as mulheres (especialmente na adolescência) e os marmanjos parecem apenas mudar de brinquedos quando crescem:  carrinho vira carrão, jogo de bola vira futebol, brincadeiras de luta e guerra vira filmes de ação e Star Wars.

É claro que, como toda hipótese de psicologia evolucionária, esta sempre tem suas exceções.

Vale notar que o machismo e o patriarcalismo visam primeiramente retirar esse poder de seleção sexual das mulheres (via casamentos arranjados) , a fim de favorecer os machos alfa. Com o fim do patriarcalismo me parece que os machos beta e gama serão cada vez mais favorecidos (embora algumas mulheres reclamem que já não se fazem homens como antigamente, tipo Aragorn e Legolas da Sociedade do Anel). Mas vale lembrar que eles tiveram poucos filhos em comparação com os machos gama Hobbits.

 

 

Nerds e esportes: uma pesquisa estatística

Nerds são classicamente descritos como incapazes de praticar esportes. Isso é verdade? Você poderia se manifestar?

1) Você se considera nerd?

2) Você se considera sedentário?

3) Você pratica algum esporte? Qual?

4) Você tem alguma religião?

5) Em quem você votou na eleição  de 2010?

Outra discussão é a questão da onipresença do futebol no Brasil e no mundo. Me defino como Afutebolista, ou seja, alguém que não acredita que o futebol seja benéfico para a Humanidade, sendo contra a idolatria do futebol, que é uma verdadeira religião secular. Proponho as seguintes teses:

1) O espaço dado na mídia para o futebol é exagerado e alienante. Outros esportes são prejudicados por pouca cobertura, fora a questão de que tal espaço de mídia poderia ser usado para se discutir ciência e cultura.

2) O Futebol é uma religião secular, com seus extases dominicais, seus ídolos, seu fanatismo, o incentivo a superstições (amuletos, simpatias para ganhar a partida), sua violência intrínseca que gera dezenas de mortes por ano no Brasil e provocou até mesmo uma Guerra entre Honduras e El Salvador. Ou seja, na America Latina, nunca tivemos uma guerra de cunho religioso (a menos que se conte Canudos) mas tivemos uma guerra de cunho futebolístico.

3) A FIFA tem mais países membros do que a ONU. Tem mais seguidores que a Igreja Católica. É  machista pois não admite juízas nos jogos principais. É mais rica que a Igreja Católica e faz muito menos ação social que a mesma. Está envolvida em casos de corrupção bem maiores que o Banco do Vaticano.

4) O dinheiro gasto por pessoas pobres para ir no estadio pode ultrapassar o dízimo de seu salario.

5) Existe uma grande discriminação quando te perguntam qual o seu time e você diz que não gosta de futebol. Te olham mais estranho do que se você fosse ateu, afinal existem mais ateus no Brasil do que afutebolistas.

6) Se uma pessoa declarar-se afutéia, ou seja, que detesta o futebol, ela será discriminada e ficaria em ultimo lugar numa eleição para presidente, atrás dos ateus (afinal, já tivemos vários presidentes ateus, mas nenhum que detestasse o futebol).

7) O futebol envolve um desperdício enorme de recursos (haja visto a atual copado mundo no Brasil). A Africa do Sul reconhece hoje que a Copa não trouxe nada de permanente para o país, apenas o enriquecimento de empresas e políticos corruptos.

8) Não existe separação entre Estado e Futebol. Por que o dinheiro do meu imposto deve ser gasto nessa religião secular se eu acho que o futebol é pernicioso para a sociedade? Que haja um estado verdadeiramente laico, separação total entre Estado e Estádios, Governo Laico e Futebol.

9) As crianças são educadas desde cedo, vestindo camisa, etc, sem lhe serem dadas a opção de escolha do time. Nesse sentido, pais que forçam goela abaixo o futebol para os filhos são análogos a estupradores mentais pedófilos.

10) Quanto maior o QI, menos a pessoa gosta de futebol (ver os nerds). Logo, o futebol emburrece, e deveria ser substituído pelo xadrez como esporte nacional.

UPDATE: Para quem não entendeu, o texto é uma paródia…

O Bonobo e o Ateu

Concordo com de Wall, mas o perigo no século XXI não é o comunismo mas sim o neofacismo.
27/04/2013 – 03h00

‘Religião não é fonte da moral, mas eliminá-la é temerário’, diz primatólogo

REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Para alguém que tem se especializado em demonstrar que o ser humano e os demais primatas têm um lado pacífico e bondoso por natureza, Frans de Waal conseguiu comprar briga com muita gente diferente.

Autor de “The Bonobo and the Atheist” (“O Bonobo e o Ateu”), que acaba de sair nos Estados Unidos, o primatólogo holandês-americano provavelmente não agradará muitos religiosos ao argumentar que ninguém precisa de Deus para ser bom.

Seu modelo de virtude? O bonobo (Pan paniscus), um primo-irmão dos chimpanzés conhecido pela capacidade de empatia com membros de sua espécie e de outras, pela sociedade tolerante, sem “guerras”, e pelo uso do sexo para resolver conflitos.

Com base nos estudos com grandes macacos e outros mamíferos sociais, como cetáceos e elefantes, De Waal diz que a moralidade não surgiu por meio de argumentos racionais nem graças a leis ditadas por Deus, mas deriva de emoções que compartilhamos com essas espécies.

Bonobos e chimpanzés sabem que é seu dever cuidar de um amigo doente, retribuir um favor ou pedir desculpas.

Por outro lado, o livro é uma crítica aos Novos Ateus, grupo capitaneado pelo britânico Richard Dawkins que tem dado novo impulso ao conflito entre ateísmo e religião desde a última década.

“Eu não consigo entender por que um ateu deveria agir de modo messiânico como eles”, diz De Waal, ateu e ex-católico. “O inimigo não é a religião, é o dogmatismo.”

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Folha – Quem está mais bravo com o sr. depois da publicação do livro?
Frans de Waal – Bem, no caso dos ateus, recebi muitas mensagens de gente que me apoia. É claro que, em certo sentido, estou do lado deles, tanto por também ser ateu quanto por acreditar que a fonte da moralidade não é a religião. O que eu digo no livro é que os Novos Ateus estavam gritando alto demais e que precisam se acalmar um pouco, porque a estratégia deles não é a melhor.

Em seu livro, o sr. faz uma referência ao romance “O Senhor das Moscas”, de William Golding, história na qual garotos perdidos numa ilha reinventam vários aspectos da sociedade, inclusive a religião. Mas a religião que eles criam é brutal, com sacrifícios humanos. O sr. acha que a religião nasceu brutal e foi ficando mais humanizada?
Acho que não. Quando olhamos para as sociedades tradicionais de pequena escala, que foram a regra na pré-história, vemos que esse tipo de coisa não está presente entre elas.
É claro que elas tinham crenças sobre o mundo sobrenatural e podiam sacrificar um ou outro animal aos deuses, mas, no geral, eram relativamente benignas.
É só quando as sociedades aumentam de escala que elas começam a se tornar mais agressivas e dogmáticas.

Quando se enfatiza o lado pacífico e ético das sociedades de primatas não humanos e do próprio homem, não há um perigo de fechar os olhos para a faceta violenta dela?
Concordo que, nos meus livros mais recentes, essa ênfase existe. Por outro lado, meu primeiro livro, “Chimpanzee Politics” [“Política Chimpanzé”, sem tradução no Brasil], era totalmente focado na violência, na manipulação maquiavélica e em outros aspectos pouco agradáveis da sociedade primata. Mas a questão é que surgiu uma ênfase exagerada nesses aspectos negativos, e as pessoas não estavam ouvindo o outro lado da história.

O sr. acha que encontrar um chimpanzé ou bonobo cara a cara pela primeira vez pode funcionar como uma experiência religiosa ou espiritual?
Eu não chamaria de experiência religiosa (risos), mas é uma experiência que muda a sua percepção da vida.
No livro, conto como a chegada dos primeiros grandes macacos vivos à Europa no final do século 19 despertou reações fortes, em vários casos deixando o público revoltado porque havia essa ideia confortável da separação entre seres humanos e animais. Por outro lado, gente como Darwin viu aquela experiência como algo positivo.

E o sr. sente que essa aversão aos grandes macacos diminuiu hoje?
Sim, e isso é muito interessante. Eu costumo dar palestras em reuniões de sociedades zoológicas de grandes cidades aqui nos Estados Unidos. Tenho certeza de que muitas pessoas ali são religiosas. E esse público é fascinado pelos paralelos e pelas semelhanças entre seres humanos e grandes macacos ou outros animais.
Isso não significa que queiram saber mais sobre a teoria da evolução, mas elas acolhem a conexão entre pessoas e animais.

Na sua nova obra, o sr. defende a ideia de que não se pode simplesmente eliminar a religião da vida humana sem colocar outra coisa no lugar dela. Que outra coisa seria essa?
É preciso reconhecer que os seres humanos têm forte tendência a acreditar em entidades sobrenaturais e a seguir líderes. E o que nós vimos, em especial no caso do comunismo, no qual houve um esforço para eliminar a religião, é que essa tendência acaba sendo preenchida por outro tipo de fé, que se torna tão dogmática quanto a fé religiosa.
Então, o temor que eu tenho é que, se a religião for eliminada, ela seja substituída por algo muito pior. Acho preferível que as religiões sejam adaptadas à sociedade moderna.

Outro argumento do livro é que o menos importante nas religiões é a base factual delas. O mais relevante seria o papel social e emocional dos rituais. Para quem é religioso e se importa com a verdade do que acredita, não é uma visão que pode soar como condescendente ou desonesta?
Pode ser que, para quem é religioso, essa visão trivialize suas crenças. Mas, como biólogo, quando vejo alguma coisa que parece existir em quase todos os grupos de uma espécie, a minha pergunta é: para que serve? Que benefício as pessoas obtêm com isso? Não tenho a intenção de insultar ninguém com esse enfoque.

The Bonobo and the Atheist
editora W.W. Norton & Company
preço R$ 29,35 (e-book na Amazon.com), 313 págs.

Eli Vieira e o Niilismo

Por que não sou niilista – uma resposta a André Díspore Cancian

Postado por Eli Vieira on sexta-feira, 20 de agosto de 2010

o-gritoRecentemente comentei uma entrevista do André Díspore Cancian, criador do site Ateus.net, em que ele expressava o niilismo. Desenvolverei um pouco mais aqui.

Se o niilismo (do latim nihil, nada) é meramente notar o fato de que não há um sentido para a vida, ao menos não um que seja propriedade fundamental da nossa existência ou do universo, então eu também sou niilista. Ou seja, é muito útil o niilismo como ceticismo voltado para a ética.

Porém há mais para o niilismo de alguns: não apenas notam este fato sobre a ausência de sentido na natureza que nos gerou, como também descartam de antemão, dogmaticamente, qualquer tentativa de construção de sentido como uma mera ingenuidade. E nesta segunda acepção eu não sou, em hipótese alguma, um niilista.

Há duas razões para eu não ser um niilista:

1) Vejo uma inconsistência interna, que é técnica, no niilismo:

É uma posição circular, pois parte de uma questão de fato, que é a falta de “sentido” na vida, para voltar a outra questão de fato, que é nossa necessidade de “sentido” na vida apesar de o tal sentido não existir.

A inconsistência aqui é ignorar um enorme campo, a ética, que é o campo das questões de direito.

“Sentido” é algo que pode ser construído pelo indivíduo e pela cultura, como sempre foi, porém sem o autoengano de atribuir sentido ao mundo natural que nos gerou mas ver o tal sentido como vemos uma obra de arte.

Ninguém espera que a beleza das obras de Rodin seja uma propriedade fundamental da natureza. Da mesma forma, não se deve esperar que sentido seja uma propriedade fundamental da vida.

Filósofos como Paul Kurtz e A. C. Grayling estão estre os que explicitam e valorizam a construção do sentido da vida da mesma forma que se valoriza a construção de valor estético em obras de arte.

Como niilista, o André Cancian acha que a decisão ética diária que tomamos por continuar a viver é fruto apenas de instintos moldados pela seleção natural, e que a razão deve apenas não se demorar em tentar conversar com estes instintos, pois se tentar, ou seja, se focarmos nossa consciência no fato do absurdo da natureza (tal como denunciado por Camus e Nietzsche) cessaríamos nossa vontade de viver voluntariamente.

É um erro pensar assim, porque um indivíduo pode, como Bertrand Russell e Stephen Hawking relatam para si mesmos, construir um sentido para sua própria vida, consciente de que esta vida é finita e insignificante no contexto cósmico. É uma alegação comum que era esta a posição defendida por Nietzsche – que valores seriam construídos após a derrocada dos valores tradicionais. Mas não sou grande fã da obra de Nietzsche como filosofia, sou da posição de Russell de que Nietzsche é mais literatura que filosofia.

A posição do niilista ignora também os tratados de pensadores como David Hume sobre a fragilidade da razão frente a paixões. A razão é escrava das paixões – é um instrumento preciso, como uma lâmina de diamante, porém frágil frente à força das paixões.

A razão e a âncora empírica são as mestras do conhecimento e da metafísica. Por outro lado, as paixões, ou seja, as emoções, incluída aqui a emoção empática, são as mestras das questões de direito, como indicam pesquisas científicas como as do neurocientista Jorge Moll.

A posição niilista é inconsistente ao limitar a legitimidade do pensamento ao escrutínio racional e/ou científico. Na verdade, razão e ciência são para epistemologia e metafísica (não respectivamente, mas de forma intercambiável). Ética existe não apenas como objeto de estudo destas outras faculdades, mas como todo um alicerce sustentador das nossas mentes: o alicerce das questões de direito –
– “devo fazer isso?”
– “isso é bom?”
– “isso é ruim?”

São questões com que nos deparamos todos os dias, a respeito das quais as respostas epistemológicas e metafísicas (referentes a questões de fato) são neutras.

Na entrevista no blog Amálgama, André Cancian faz questão de citar que as emoções (ou paixões), que ele chama de “instintos”, tiveram origem através da seleção natural.
Esta prioridade inusitada na resposta do Cancian é exemplo da circularidade do niilismo: nada teria sentido porque as emoções vieram de um processo natural de sobrevivência diferencial entre replicadores que variam casualmente.

Frente ao fato de também a razão ter vindo do mesmíssimo processo, como Daniel Dennett argumenta brilhantemente em suas obras, por acaso isso torna a razão desimportante ou então faz dela um instrumento que só gera respostas falsas?

Esta pergunta retórica serve para exemplificar que nenhuma resposta a ela faz sentido ao menos que se separe, como fez Kant, as questões de fato das questões de direito.
É algo que niilistas como o André Cancian insistem em não fazer.

Na UnB, tive aulas com um filósofo admirável chamado Paulo Abrantes. Quando entrava na questão metafilosófica de explicar o que é filosofia ou não, ele, como a maioria dos filósofos, dava respostas provisórias e incertas. Uma dessas respostas me marcou bastante: filosofia é a arte de explicitar. Todo trabalho de tomar uma ideia cheia de conceitos tácitos, dissecá-la e explicitá-la melhor, seria um trabalho filosófico.

Quando certas formas de niilismo ignoram a importantíssima explicitação kantiana da separação entre questões de fato e questões de direito, estão voltando a um estado não filosófico de aferrar-se a posições nebulosas e tácitas.

Concluindo a primeira razão pela qual eu não sou niilista, posso então dizer que é porque o niilismo parece-me antifilosófico.

2) Não sou niilista, também, por ser humanista. Em outras palavras, o vácuo que o niilista gosta de lembrar é preenchido em mim pelo humanismo.

Aqui vou ser breve: por mais que eu tente explicar, racionalmente, razões pelas quais sou humanista, todas estas tentativas são meras sombras frente a sentimentos reais que me abatem.

O fato de existir o regime teocrático no Irã, e o fato de dezenas ou centenas de pessoas estarem na fila do apedrejamento, entre elas uma mulher chamada Sakineh Mohammadi Ashtiani, é algo que açula “meus instintos mais primitivos”, parafraseando uma frase famosa no Congresso alguns anos atrás.

Sinto de verdade que é simplesmente errado enterrar uma mulher até o ombro e atirar pedras contra a cabeça dela até que ela morra.

Sinto que também é errado achar que “respeitar a cultura” do Irã é mais importante que preservar a vida desta mulher e de outros que estão na posição dela.

Porque culturas não são indivíduos como Sakineh, portanto culturas não contam com nem um pingo da minha empatia. Mas aqui são de novo minhas capacidades racionais tentando explicar minhas emoções.

Tendo isto em mente, convido qualquer niilista a pensar, agora, o que acha de dizer a esta mulher, quando ela estiver enterrada até os ombros, que nada do que ela está sentindo tem importância porque as emoções dela são instintos que vieram da evolução pela seleção natural.

Estou apelando para a emoção numa argumentação contra o niilismo? Claro. Eu construí o sentido da minha vida, aliás estou sempre construindo, com a noção de que minhas emoções – e as dos outros – são importantes sim, mesmo tendo elas nascido do absurdo da natureza. Na verdade, este batismo de sangue as valoriza.

Mas falar das emoções, que são a base da ética, à luz de seu batismo de sangue é assunto para outro texto. Quem sabe usar o personagem Dexter Morgan como mote para falar disso? Não decidi ainda se será bom ou ruim.

Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Ação e reação na manutenção de crenças

How facts backfire

Researchers discover a surprising threat to democracy: our brains

By Joe Keohane July 11, 2010

It’s one of the great assumptions underlying modern democracy that an informed citizenry is preferable to an uninformed one. “Whenever the people are well-informed, they can be trusted with their own government,” Thomas Jefferson wrote in 1789. This notion, carried down through the years, underlies everything from humble political pamphlets to presidential debates to the very notion of a free press. Mankind may be crooked timber, as Kant put it, uniquely susceptible to ignorance and misinformation, but it’s an article of faith that knowledge is the best remedy. If people are furnished with the facts, they will be clearer thinkers and better citizens. If they are ignorant, facts will enlighten them. If they are mistaken, facts will set them straight.

In the end, truth will out. Won’t it? Maybe not. Recently, a few political scientists have begun to discover a human tendency deeply discouraging to anyone with faith in the power of information. It’s this: Facts don’t necessarily have the power to change our minds. In fact, quite the opposite. In a series of studies in 2005 and 2006, researchers at the University of Michigan found that when misinformed people, particularly political partisans, were exposed to corrected facts in news stories, they rarely changed their minds. In fact, they often became even more strongly set in their beliefs. Facts, they found, were not curing misinformation. Like an underpowered antibiotic, facts could actually make misinformation even stronger. This bodes ill for a democracy, because most voters — the people making decisions about how the country runs — aren’t blank slates. They already have beliefs, and a set of facts lodged in their minds.

The problem is that sometimes the things they think they know are objectively, provably false. And in the presence of the correct information, such people react very, very differently than the merely uninformed. Instead of changing their minds to reflect the correct information, they can entrench themselves even deeper. “The general idea is that it’s absolutely threatening to admit you’re wrong,” says political scientist Brendan Nyhan, the lead researcher on the Michigan study. The phenomenon — known as “backfire” — is “a natural defense mechanism to avoid that cognitive dissonance.”

These findings open a long-running argument about the political ignorance of American citizens to broader questions about the interplay between the nature of human intelligence and our democratic ideals. Most of us like to believe that our opinions have been formed over time by careful, rational consideration of facts and ideas, and that the decisions based on those opinions, therefore, have the ring of soundness and intelligence. In reality, we often base our opinions on our beliefs, which can have an uneasy relationship with facts. And rather than facts driving beliefs, our beliefs can dictate the facts we chose to accept. They can cause us to twist facts so they fit better with our preconceived notions. Worst of all, they can lead us to uncritically accept bad information just because it reinforces our beliefs. This reinforcement makes us more confident we’re right, and even less likely to listen to any new information. And then we vote. Continua…

Sobre gênios e demônios criativos

Material para o workshop sobre criatividade. Se encaixa bem na teoria da mente bicameral de Julian Jaynes.

Para que servem os ateus?

 

Coelhos = religiosos, raposas = ateus?

Estou achando que preciso correr para escrever o meu livro intitulado “Deus e Acaso”, baseado em postagens deste blog. Alguns dos temas do livro já estão sendo discutidos em papers recentes, parece que existe um interesse cada vez maior sobre o assunto. Ver por exemplo o artigo abaixo, que foi um target article em um número inteiro dedicado a discussões desse tipo na revista Religion, Brain & Behavior.

What are atheists for? Hypotheses on the functions of non-belief in the evolution of religion

DOI: 10.1080/2153599X.2012.667948

Dominic Johnsona*
pages 48-70

Version of record first published: 27 Apr 2012

Abstract

An explosion of recent research suggests that religious beliefs and behaviors are universal, arise from deep-seated cognitive mechanisms, and were favored by natural selection over human evolutionary history. However, if a propensity towards religious beliefs is a fundamental characteristic of human brains (as both by-product theorists and adaptationists agree), and/or an important ingredient of Darwinian fitness (as adaptationists argue), then how do we explain the existence and prevalence of atheists – even among ancient and traditional societies? The null hypothesis is that – like other psychological traits – due to natural variation among individuals in genetics, physiology, and cognition, there will always be a range of strengths of religious beliefs. Atheists may therefore simply represent one end of a natural distribution of belief. However, an evolutionary approach to religion raises some more interesting adaptivehypotheses for atheism, which I explore here. Key among them are: (1) frequency dependence may mean that atheism as a “strategy” is selected for (along with selection for the “strategy” of belief), as long as atheists do not become too numerous; (2) ecological variation may mean that atheism outperforms belief in certain settings or at certain times, maintaining a mix in the overall population; (3) the presence of atheists may reinforce or temper religious beliefs and behaviors in the face of skepticism, boosting religious commitment, credibility, or practicality in the group as a whole; and (4) the presence of atheists may catalyze the functional advantages of religion, analogous to the way that loners or non-participants can enhance the evolution of cooperation. Just as evolutionary theorists ask what religious beliefs are “for” in terms of functional benefits for Darwinian fitness, an evolutionary approach suggests we should also at least consider what atheists might be for.

Altruísmo Egoísta ou Egoísmo Altruísta?

O altruísmo egoísta

14/08/12 – 09:15
POR RAFAEL GARCIA

Chimpanzés contemplam sua existência no refúgio de macacos Chimp Haven, na Louisiana (Foto: Mike Souza/CC)

UM DOS GRANDES ENIGMAS no estudo da evolução humana é a tendência que temos de nos indignar com abuso de poder. Por que consideramos correto ajudar os indefesos que sofrem assédio e extorsão por parte dos mais fortes? Por que às vezes alternamos nosso instinto egoísta de sobrevivência por essa índole altruísta? Essa discussão, que ainda está longe de ter consenso entre biólogos e antropólogos, acaba de ganhar uma teoria matemática mostrando como o altruísmo pode surgir de puro egoísmo. Read more [+]

Será que a teoria de Crick-Mitchison sobre sonhos está correta?

Pois é, que pena que não havia este experimento quando eu tentei publicar o paper no BBS em 2002…  Stickgold era um dos referees, os outros também não simpatizavam com a teoria de Crick-Mitchison, daí ficou por isso mesmo. Mas, a partir de 2009, Matthew P. Walker elaborou a hipótese de regulação emocional da amigdala , usando explicitamente a ideia de que durante a fase REM a reatividade frente a memorias emocionais seria “esquecida” em vez de reforçada, uma idéia claramente inspirada na Teoria de Aprendizagem Reversa de Crick-Mitchison.

Mas eu ainda acho que os canabinoides tem a ver com esse processo, e os autores do estudo abaixo não falaram isso. Em todo caso, vou mandar o link do paper para o pessoal de Berkeley…

 http://arxiv.org/abs/cond-mat/0208590

PS: Este paper foi resubmetido à Behavioral and Brain Sciences

26/11/2011 – 18h50

Sonho pode apagar memórias negativas

SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

Qual a receita para apagar uma memória dolorosa? O tempo, claro –incluindo o tempo gasto no sono e nos sonhos. É o que sugere uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

De acordo com os cientistas, os processos químicos cerebrais durante o sonho ajudam a filtrar as experiências emocionais negativas.

É na fase de sonhos do sono, conhecido como REM (sigla inglesa para “rapid eye movement”, ou movimento rápido do olho), que o cérebro trabalha as experiências emocionais. Essa fase equivale a 20% de uma noite.

O estudo dos EUA contou com 34 jovens saudáveis, divididos em dois grupos.

Metade viu 150 imagens “fortes” na parte da manhã e à noite -eles ficaram acordados entre as sessões. A outra metade dormiu uma noite entre as visualizações (veja infográfico acima).

Os pesquisadores observaram que aqueles que dormiram entre as visualizações relataram uma reação emocional melhor às imagens.

Além disso, exames de ressonância magnética dos participantes enquanto dormiam mostraram uma redução na atividade da amígdala (região cerebral que processa as emoções) no sono profundo.

REM

“Esse é o resultado mais interessante do trabalho. Não havia ainda uma relação comprovada entre sono REM e redução da atividade da amígdala”, analisa o neurocientista Sidarta Ribeiro, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

Os resultados sinalizam a importância do sonhar. “O estágio do sonho é uma espécie de terapia durante a noite”, explica Matthew Walker, principal autor do estudo que está na “Current Biology”.

O trabalho também indica porque as pessoas com estresse pós-traumático, como veteranos de guerra, sofrem com pesadelos.

A “terapia noturna” não funciona direito em pessoas traumatizadas, pois o sono REM costuma ser interrompido recorrentemente.

Ao dormir, a pessoa revive o trauma porque a emoção não foi devidamente arrancada da memória no sono.

Os pesquisadores também registraram a atividade do cérebro dos participantes enquanto eles dormiam, usando eletroencefalograma.

Durante o sono REM, a atividade cerebral diminui. Isso indica que a queda de estresse no cérebro ajuda a processar as reações emocionais às experiências do dia.

“Durante o sono REM há uma diminuição dos níveis de norepinefrina, um neurotransmissor associado ao estresse”, explica Walker.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley têm trabalhado há algum tempo ligando o sono ao aprendizado, à memória e à regulação do humor. Mas ainda não há um consenso científico sobre a função do sonho na saúde das pessoas.

Até a publicação de “A Interpretação dos Sonhos”, de Sigmund Freud, concluída no final do século 19, os sonhos eram vistos como premonições ou eram relacionados a problemas digestivos.

Freud lançou a ideia de que o sonho tinha uma ligação com o processamento inconsciente das emoções.

“Hoje, fazemos trabalhos que têm a ver diretamente com o que Freud estudou, mas de maneira mais aprofundada”, explica Ribeiro.

Dreams, endocannabinoids and itinerant dynamics in neural networks: re elaborating Crick-Mitchison unlearning hypothesis

Osame KinouchiRenato Rodrigues Kinouchi
(Submitted on 30 Aug 2002 (v1), last revised 12 Jul 2010 (this version, v3))

In this work we reevaluate and elaborate Crick-Mitchison’s proposal that REM-sleep corresponds to a self-organized process for unlearning attractors in neural networks. This reformulation is made at the face of recent findings concerning the intense activation of the amygdalar complex during REM-sleep, the role of endocannabinoids in synaptic weakening and neural network models with itinerant associative dynamics. We distinguish between a neurological REM-sleep function and a related evolutionary/behavioral dreaming function. At the neurological level, we propose that REM-sleep regulates excessive plasticity and weakens over stable brain activation patterns, specially in the amygdala, hippocampus and motor systems. At the behavioral level, we propose that dream narrative evolved as exploratory behavior made in a virtual environment promoting “emotional (un)learning”, that is, habituation of emotional responses, anxiety and fear. We make several experimental predictions at variance with those of Memory Consolidation Hipothesis. We also predict that the “replay” of cells ensembles is done at an increasing faster pace along REM-sleep.

Comments: 18 pages, 2 figures, Revised version (2010)
Subjects: Disordered Systems and Neural Networks (cond-mat.dis-nn); Chaotic Dynamics (nlin.CD); Popular Physics (physics.pop-ph); Quantitative Biology (q-bio); Neurons and Cognition (q-bio.NC)
Cite as: arXiv:cond-mat/0208590v3 [cond-mat.dis-nn]

Por que os rodeios estão fadados à extinção?

Estudo: humanidade está mais inteligente e menos violenta

Tese é defendida pelo renomado psicólogo canadense Steven Pinker, em artigo publicado na edição desta quarta-feira na revista ‘Nature’

Eu sempre disse isso para os meus amigos, que a percepção jornalística e de senso comum está errada, que era necessário sempre uma análise histórico-estatística e mesmo sociobiológica. Afinal somos os primatas mais sociáveis do planeta – não acredito que haja colônias de primatas com mais de 500 indivíduos, e certamente somos bem menos violentos que chimpanzés e gorilas, para não falar dos outros machos-mamíferos que adoram matar os filhotes (de outro macho) das fêmeas.

Além disso, já não praticamos sacrifícios religiosos de crianças, canibalismo, tortura (no nível “civilizado” romano, assistam a série ROMA!), e mesmo os duelos com espadas ou armas, a tal defesa da honra, desapareceu (o que era impensável para os homens do século XVIII).

Do mesmo modo, a guerra era vista como algo heróico e necessário para a preservação e evolução da espécie (a visão de Darwinismo Social de Nietszche e das SS, que consideravam o Cristianismo como uma religião de anarquistas, feministas e “mulherzinhas”). Hoje, as guerras tem uma péssima reputação e certamente não são vistas como algo heróico ou desejável, no máximo são tidas como um mal necessário em certas circunstâncias (por exemplo, para enfrentar e destruir os SS-Nietszchenianos). Que profunda mudança cultural em menos de 100 anos!

Finalmente, a próxima fronteira são os direitos dos animais, e isto está avançando numa velocidade fantástica (e no futuro, os dos robôs, afinal todos somos robôs – orgânicos ou não). Esses dias, eu querendo levar meus filhos Leonardo (10) e Raphael (8) para uma atividade diferente, propus irmos ao Rodeio de Jaboticabal. Eles me olharam de forma estranha e questionadora,  dizendo “Mas claro que não! Ele torturam os bois!” Eu me senti anacrônico…

Ou seja, educar e civilizar faz diferença sim, os memes são mais fortes que os genes (afinal, existem memes egoístas incompatíveis com os genes, de modo que a Memética fundamenta cientificamente a autonomia relativa da Cultura). O software cultural é limitado pelo hardware cerebral, mas no final das contas, quem define o que realmente um computador faz é o software, não é o hardware. Novos softwares culturais vão reconfigurar o cérebro humano, nem que seja o Facebook nos deixando mais sociáveis

Disse isso aos meus amigos especialmente no Beijo de Juliana, mas me chamaram de Pollyanna e Cândido de Voltaire… Santo de casa não faz milagre mesmo. Mas talvez o Pinker, publicando na Nature, seja suficiente para  o que eu sempre propus, uma “statistical evidence-based opinions“.

Comportamento

Combatentes líbios: mesmo com guerras, humanidade está mais pacífica, diz o psicólogo Steven PinkerCombatentes líbios: mesmo com guerras, humanidade está mais pacífica, diz o psicólogo Steven Pinker (Zohra Bensemra / Reuters)

“Apesar de atualmente nos sentirmos constantemente rodeados pela violência, em séculos anteriores a situação era muito pior.” — Steven Pinker, psicólogo canadense

“A afirmação popular de que o século XX é ‘o mais sangrento da história’ é uma mera ilusão que dificilmente pode ser apoiada em dados históricos.”

A sensação de que nunca houve tanta violência como nos tempos modernos é ilusória e dificilmente resistiria à pesquisa histórica. Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature, nunca houve, proporcionalmente, tão poucos assassinatos e tão pouca violência, de um modo geral. O defensor da tese é o renomado psicólogo canadense Steven Pinker. De acordo com ele, em termos históricos, as pessoas estão cada vez mais inteligentes, e em consequência disso, menos violentas. Read more [+]

A hipótese Pollyanna pode ser derivada da psicologia evolucionária?

Eu não conhecia a hipótese Pollyanna, mas a pergunta acima é uma questão para meus amigos blogueiros…

Positive words carry less information than negative words

Authors: David Garcia, Antonios Garas, Frank Schweitzer
(Submitted on 18 Oct 2011)

Abstract: We show that the frequency of word use is not only determined by the word length [1] and the average information content [2], but also by its emotional content. We have analysed three established lexica of affective word usage in English, German, and Spanish, to verify that these lexica have a neutral, unbiased, emotional content. Taking into account the frequency of word usage, we find that words with a positive emotional content are more frequently used. This lends support to Pollyanna hypothesis [3] that there should be a positive bias in human expression. We also find that negative words contain more information than positive words, as the informativeness of a word increases uniformly with its valence decrease. Our findings support earlier conjectures about (i) the relation between word frequency and information content, and (ii) the impact of positive emotions on communication and social links.

Comments: 11 pages, 2 figures, 2 tables
Subjects: Computation and Language (cs.CL); Information Retrieval (cs.IR); Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:1110.4123v1 [cs.CL]

Ceticismo anti-científico

The Science of Why We Don’t Believe Science

How our brains fool us on climate, creationism, and the vaccine-autism link.

by Chris Mooney

Jonathon Rosen cartoon of man's brain contending with beliefs & truths

“A MAN WITH A CONVICTION is a hard man to change. Tell him you disagree and he turns away. Show him facts or figures and he questions your sources. Appeal to logic and he fails to see your point.” So wrote the celebrated Stanford University psychologist Leon Festinger [1] (PDF), in a passage that might have been referring to climate change denial—the persistent rejection, on the part of so many Americans today, of what we know about global warming and its human causes. But it was too early for that—this was the 1950s—and Festinger was actually describing a famous case study [2] in psychology.

Festinger and several of his colleagues had infiltrated the Seekers, a small Chicago-area cult whose members thought they were communicating with aliens—including one, “Sananda,” who they believed was the astral incarnation of Jesus Christ. The group was led by Dorothy Martin, a Dianetics devotee who transcribed the interstellar messages through automatic writing.

Through her, the aliens had given the precise date of an Earth-rending cataclysm: December 21, 1954. Some of Martin’s followers quit their jobs and sold their property, expecting to be rescued by a flying saucer when the continent split asunder and a new sea swallowed much of the United States. The disciples even went so far as to remove brassieres and rip zippers out of their trousers—the metal, they believed, would pose a danger on the spacecraft. Read more [+]

Neurose religiosa e misantropia ateísta

Remexendo nos meus emails, verifiquei que não tinha lido este comentário.

Deixo para meus leitores comentarem, porque fico apenas triste com este tipo de neurose ateísta, acho que isso apenas rebaixa o movimento de neoateismo.

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem “Ateísmo Científico: um manifesto“:

Em palavras simples, ateu é pura e simplesmente oquê todo ser humano foi impedido de ser , pois nacemos descontaminados e livres até o momento em que o vírus da ilusão dele se apossa, um vírus psicológico transmitido espontãneamente dos pais aos filhos tão logo seja possível a interesse dos propagadores da ilusão!, em termos de comparação evidencial, compara-se ao vírus de computador, é um círculo vicioso constante passado através das gerações, técnica, indução psicológica, alienação, lavagem cerebral com efeitos danosos ao psicológico., Seja lá que nome queiram dar, foram utilizadas para se exercer domínio e poder sobre a ignorãncia por séculos e sem contestação! 
são formas de reforço a contaminação que provocam a aceitação do subconciente vindo posteriormente aflorar e dominar o psicológico humano!
É um transtorno psicológico que muitas vezes é incurável, se não me engano chama-se misantropia psicológica!
Importa dizer quê!os danos causados a intenção de uma democracia de fato são imensos., servem-se desta ignorãncia os que apóiam a manutençao deste mal divulgando aos desavisados que viver na ilusão e ter fé nela basta pois esta vida real de nada vale, o que vale é a ilusão de paraisos, infernos e deus-es que pregam existir além dela!
Acredito que Ateu nenhum se deva prestar a discutir com a ignorãncia! se é ignorante é doente e se é doente ministre-se a cura se possível ou esqueça, póde ser um caso perdido !
crença em deus é doença!, que provas mais necessitamos!
É assim que penso deva pensar um ateu convicto que de fato siga os ditames da razão e da ciência!

Lucabi Brasil

Bom, OK, não vou comentar. Basta dizer que os trechos em vermelho são evidências de uma mente perturbada, acho que isso se chama misantropia com traços paranóides, tipicos de pessoas que adotam teorias conspiratórias pseudocientíficas. DaWikipedia:

O misantropo

Wikcionário
Wikcionário possui o verbetemisantropo
  • É uma pessoa que tem aversão ao convívio social, prefere viver em isolamento.
  • Aquele que não mostra preocupação em se dar com as outras pessoas, de ter uma vida social preenchida – tendência a ter uma pouca ou praticamente inexistente vida social.
  • Estado de reclusão que alguns indivíduos escolhem para viver.

[editar]Formas de misantropia mais comuns

Os misantropos expressam uma antipatia geral para com a humanidade e a sociedade, mas geralmente têm relações normais com indivíduos específicos (familiares, amigos, companheiros, por exemplo). A misantropia pode ser motivada por sentimentos de isolamento ou alienação social, ou simplesmente desprezo pelas características prevalecentes da humanidade/sociedade.

A misantropia não implica necessariamente uma atitude bizarra em relação à humanidade. Um misantropo não vive afastado do mundo, apenas é reservado (introvertido/timido fundamentalmente) e, é precisamente por este fato que é habitual serem poucos os seus amigos ou pessoas que estabeleçam um vinculo afetivo. Olham para todas as pessoas com uma desconfiança, é frequente serem feitos “juízos de cálculo” de cada um que se aproxime, embora muitas vezes não o demonstrem.

São pessoas que não gostam de grande agitação ao seu redor, pois não se sentem bem diante de muita gente, preferindo ficar em casa a sair para locais de diversão (indisposição para ir a lugares com muita gente, o que invariavelmente faz da pessoa uma caseira convicta). Podem ocorrer frequentes mudanças de humor: ora feliz, ora melancólico, o termômetro do estado de espírito fica louco, oscilando constantemente (poucas são as pessoas que vêem este seu aspecto, normalmente as mais próximas). Normalmente são muito perfeccionistas no que gostam de fazer e no que se comprometem a fazer. É muito frequente destacarem-se nas áreas em que estão inseridos (as que eventualmente têm um à vontade), pois dedicam grande parte do seu tempo ao trabalho.

A misantropia costuma aparecer desde logo durante a infância em crianças tímidas, introvertidas e caladas que têm dificuldades em fazer amigos, nomeadamente na escola, preferindo muitas vezes ficarem sozinhas. Com o passar dos anos, tendem a ser bastante sarcásticos/irónicos nas observações que fazem (pode-se dizer que em parte a grande timidez é disfarçada por estas duas características)têm uma interpretação muito própria de tudo aquilo que vêem e de tudo aquilo que lhes é dito pelas outras pessoas, sendo bastante observadores e atentos ao que os rodeia embora, muitas vezes, não o pareça. Um fato notável é que são muito inteligentes, tendem a resolver desafios e enigmas com muita facilidade, já que vivem de um raciocínio puramente lógico embora não se deixam ser percebido. Também tendem a ser disléxicos, porém não em todos os casos.

Uma das explicações mais consistentes para esta aversão social deriva do fato de darem bastante relevância aos aspectos negativos que constatam nas pessoas ou simplesmente terem medo que estas os desiludam, daí as evitam. Têm uma forte sensibilidade ficando extremamente afetados com tudo o que os rodeia (mesmo que muitas vezes não estejam envolvidos diretamente) daí ser muito fácil, ao longo da vida, passarem por várias depressões.

Expressões evidentes de misantropia são comuns em sátira e comédia, embora a intensa seja geralmente rara. Expressões mais sutis são mais comuns, especialmente para mostrar as faltas/falhas na humanidade e sociedade.

É muito importante salientar que o misantropo tem dificuldades em assumir essas características tanto para si mesmo quanto para as pessoas mais próximas. Raros são os casos em que eles refletem acerca da possibilidade da misantropia ser integrante real das suas vidas, costumando negar a existência desta em todos os casos.

PS: Ok, eu não vou resistir. Refutando o comentário, sem comentar sobre o péssimo português, escrever ignorãncia com ~ é o cúmulo da ignorância… especialmente em dias de corretor ortográfico e Wikipedia. E escrever “dominar o psicológico humano” eu não vou em comentar, basta procurar o que significa psicológico no dicionário.

Eu apenas espero que este caro amigo ateu misantropo não seja daqueles tipos terroristas, embora o seu raciocínio é muito parecido com o do Califa Omar que (em uma falsa história) queimou a Biblioteca de Alexandria:

Se estes livros estão em concordância com Richard Dawkins, então não temos necessidade deles; e se eles se opõe a Dawkins, então devemos destruí-los”…

Quanto a minha defesa de ser um religioso no armário: Read more [+]

Barrigudinhos tem mais sex appeal????

Recebi isso de uma amiga (que por acaso é bastante bonita!), e embora seja uma teoria self-serving, reproduzo aqui para conhecimento geral da nação. Ah sim, risquei frases homofóbicas, de modo que isto parece ser uma evidência de que a tal Psicóloga Carla Moura não existe, deve ser uma carta corrente inventada por um barrigudinho como eu…

 

 NAMOREM UM BARRIGUDINHO
(CARLA MOURA PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA)

Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga.

Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura.

É fria, vai por mim.

Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta.

Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável.

Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê.

Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´ farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores – e eu tenho dó das que caem. Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `clight´ que trouxe de casa.

E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação. E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar.
Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar. Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não
matará um relacionamento. Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental:

Homens barrigudinhos são confortáveis!

Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível!
Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto.

E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.
Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo.
Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico.

E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.

CARLA MOURA
PSICÓLOGA, ESPECIALISTA EM SEXOLOGIA

Dia Internacional da BARRIGA – Está chegando

CHEGA DE VIADAGEM!

O mundo inteiro sabe que quem gosta de homem bonito são os viados.

Mulher quer homem inteligente, carinhoso e boa praça.

Chega de ter a consciência pesada após beber aquela cervejinha, ou aquele vinho, e comer aqueles petiscos.
Chegou a sua vez!! Salada, é o caralho!!

Nosso Lema:

“Mais vale um barrigudinho bom de cama, do que um gostosão fracassado”.

Nosso ìdolo: “Homer Simpson”.

Passe a diante para todos os barrigudos e simpatizantes!!

Homem precisa se enganar, diz biólogo. Mas para enganar sua mulher, o desafio é bem maior!

Acho que não cheguei a reproduzir o texto de Ricardo Mioto sobre Robert Trivers neste blog. Virei fã do Trivers por que ele me parece o Richard Feynman da Biologia. Dado que sempre é bom uma reverberação tipo “bela adormecida”, aqui vai:

Homem precisa se enganar, diz biólogo

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

Platão, Kant e… Trivers?

Se essa lista parece estranha, Steven Pinker, talvez o mais importante psicólogo contemporâneo, discorda.

O biólogo Robert Trivers, diz, é um dos grandes pensadores da história do Ocidente -provavelmente o único deles que é defensor da maconha, apaixonado pela Jamaica e entusiasta do grupo de radicais negros Panteras Negras (ainda que branco).

Adriano Vizoni/Folhapress
O biologo americano Robert Trivers, durante palestra no auditorio do Instituto de Biociencias da USP
O biologo americano Robert Trivers, durante palestra no auditorio do Instituto de Biociencias da USP

A empolgação com o cientista se deve ao fato de que Trivers, quase sozinho, revolucionou a psicologia, ao propor, nos anos 1970, elos entre o comportamento humano e a teoria da evolução.

Trivers correlacionou, por exemplo, as diferenças entre o comportamento sexual masculino e o feminino ao fato de que homens investem menos em cada filho do que as mulheres (veja abaixo).

Seu tema de interesse atual é o autoengano. Ele defende que os humanos evoluíram para acreditar em mentiras que os façam se sentir melhor e que justifiquem suas atitudes.

O sujeito que, contra todas as evidências, acha que vai se recuperar de uma doença fatal, ou a mulher que se recusa a enxergar que o marido claramente a trai estão, então, apenas sendo humanos. Read more [+]

Do Veganismo Utópico ao Veganismo Científico – F. Engels

  • Regisnaldo Morais Moreira Corrigindo-me: Mônica, vc já “viu” a cara do Moby? Ele é Vegan. Tem um físico de uma samambaia com hepatite. 

    sexta às 18:44 · 
  •  

    Mônica Guimarães Campiteli hummm… imagino que isso seja pq ele não como a “proteína animaaaaal!!!!”, né? 

    sexta às 18:44 · 
  •  

    Regisnaldo Morais Moreira é 

    sexta às 18:45 · 
  •  

    Regisnaldo Morais Moreira sim 

    sexta às 18:45 · 
  •  

    Regisnaldo Morais Moreira e acho que não come ninguem, tbem! 

    sexta às 18:45 · 
  •  

    Regisnaldo Morais Moreira Mas, admito que é vc que tem razão. Não eu. E, tbem, tenho que admitir que não consigo deixar de comer carne. 

    sexta às 18:46 ·  ·  1 pessoa
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    Mônica Guimarães Campiteli Sabe a Alícia Silverstone? Sabe a Natalie Portman? Sabe o vocal do Red Hot? Sabe o Joaquim Phoenix? Eles não têm cara de samambaia… e tem mais um monte de outros gostosos por aí!
    http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_vegans
    Acho que a proteína animal não é assim tão importante neste quesito!!
    Talvez comer alguém, seja!!! 

    sexta às 18:49 · 
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    Regisnaldo Morais Moreira Sim. Comer alguém é sempre mto importante! 

    sexta às 19:21 · 
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    Regisnaldo Morais Moreira À tempo: não vou procurar fotos de gostosões vegans, Monica. Isso é mais estranho do que não comer carne! 

    sexta às 19:22 · 
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    Rogério Gomes E planta não tem direito a vida também não???kkk 

    sábado às 00:12 · 
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    Mônica Guimarães Campiteli Afffff……. 

    sábado às 00:14 · 
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    Rogério Gomes Ue mas é verdade… só porque não chora e grita não quer dizer não sofra também…. 

    sábado às 00:15 · 
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    Mônica Guimarães Campiteli 

    Afff, Rogério, eu vou responder essa só pq vc é Biomédico, tá?!!! 

    Tudo bem que eu sei que há indícios de condução nervosa em plantas, mas pq cargas d’água, a evolução iria caminhar no sentido de causar qquer coisa que se assemelhe a sofrimen…Ver mais

    sábado às 00:27 · 
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    Rogério Gomes Eu também só estou te enchendo o saco… mas planta também tem vida? 

    sábado às 00:29 · 
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    Mônica Guimarães Campiteli Tem, sim… mas eu não tenho problema com isso, não. Eu comeria carne humana sem problemas!!! rsrsrs 

    sábado às 00:42 · 
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    Daniel Gerardi Essa é a minha prima… 

    sábado às 10:17 · 
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    Rogério Gomes Churrasco de carne humana…hum… delicia..kkk 

    sábado às 13:24 · 
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    Luis Perles Não sabia que a Natalie Portman era vegan também. Essas duas são bem gostosas… 

    sábado às 14:34 · 
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    Regisnaldo Morais Moreira Resuma esse problema sobre consumir tudo o que é vivo (e não entrar nesse impasse sobre plantas): não coma o que para vc tem cara. Ou seja, empatia de mamífero. 

    sábado às 14:39 ·  ·  1 pessoa
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    Luis Perles Pena que os seres humanos não botam ovo, seria tão mais fácil ser pró-gemada ou pró-omelete que ser pró-aborto. E mais útil também 😉 

    sábado às 14:39 ·  ·  3 pessoas
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    Regisnaldo Morais Moreira hahahaha! 

    sábado às 14:40 · 
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    Rogério Gomes O povo vai vai me criticar aqui com certeza… mas eu acho que esse lance todo de ser vegetariano, vegan, carnívoro, canibal…. é tudo um luxo daqueles que tem a possibilidade de ter um prato de comida todo dia…. quem já tem fome mesmo ta nem ai de onde ta vindo a comida…. 

    sábado às 15:03 ·  ·  1 pessoa
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    Mônica Guimarães Campiteli Sim, Rogério Gomes, certamente. Mas a questão é justamente essa! Eu tenho a opção! 

    Ontem às 00:02 · 
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    Mônica Guimarães CampiteliLuis Perles… Ridículoooooooooo!!!!!!!!!!! rsrsrsrsrsrsrrs 

    Ontem às 00:02 ·  ·  2 pessoas
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    Luis Perles ahhh, pelo menos sou coerente, rsrsrsrs 

    Ontem às 01:42 ·  ·  1 pessoa
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    Rogério Gomes 

    Seu amigo chato onívoro volto kkkk… Concordo que devemos que reduzir o sofrimento no animal durante o abate, da mesma forma existem regulamentações para uso de animais na pesquisa. Eu acho Veganismo uma filosofia bonita mas utópica, voc…Ver mais
    há 16 horas · 
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    Rogério Gomes Mas discussão sobre o assunto é boa quem sabe mude alguns hábitos… 

    há 16 horas · 
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    Mônica Guimarães Campiteli 

    Eu não acho utópica de jeito nenhum. Nem uma filosofia bonita. Apenas ética. Para mim, algumas coisas são por princípio. Não importa o quanto a ciência avançaria com cobaias humanas, não se vai inocular câncer numa pessoa saudável para estudar uma nova droga anticancer. Não importa qtas vidas serão salvas por isso. Não se faz por princípio! Não interessam os fins! No caso dos animais, (deveria ser) a mesma coisa.
    Há muitas coisas que utilizam componentes de origem animal no nosso dia-a-dia? Sim, mas elas não são insubstituíveis. São apenas mais custosas. Do meu lado, eu prefiro pagar mais caro por produtos que não contêm componentes de origem animal e não testam em animais. É o que posso fazer. Se sou a única no mundo fazendo isso, não me faz muita diferença. Eu nunca roubei o supermercado só pq os meus amigos roubavam!
    há 15 horas · 
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    Mônica Guimarães Campiteli 

    Pode me chamar de iludida, mas eu realmente acredito que as coisas estão mudando neste sentido… Hoje em dia se encontram muitos produtos organicos, veganos etc nos supermercados. Há diversos projetos de lei sendo discutidos frequentemente abordando o tema – uso de peles de animais no vestuário, uso de testes em animais na indústria de cosméticos e até na ciência. Isso em nível mundial. Acredito que um dia nós vamos ser capazes de estender nossa ética a outras espécies…
    Espero!
    há 15 horas · 
  • Osame Kinouchi Veganismo Científico vs Veganismo Utópico: no Veganismo cietifico se analiza as condições economicas objetivas para a viabilização do Veganismo. POr exemplo, é mais fácil eliminar o consumo de Tatu, Macados e Tartarugas no Brasil do que agroindustrias de carne. Feito isso, deve-se atacar a suinocultura, pois os suinos sao fontes de viroses mortais (gripe suina) e o porco é, segundo estudos recentes, mas inteligente que o cachorro (e ninguem come cachorro no Brasil). Finalmente, o combate contra a suinocultura contaria com o apoio das diversas religioes para as quais comer porco é um taboo, por exemplo, o Momonismo(?), o Adventismo e o Judaismo (e os caras sao inflouentes na sociedade). O motivo dessas religioes serem contra consumo de porco é que a carne suina é a unica carne animal com sabor da carne humana, e numa dada epoca, o judaismo lutou contra as praticas de antropofagia. Ou seja, os Vegans precisam se aliar com outras correntes de pensamento a fim de conseguir uma vitória comum. E, como não dá para tirar o carater onivoro do ser humano (a mesnos que se use eugenia genetica), podeira-se começar a comer os camaroes gigantes desenvolvidos na Australia, que contem 10X mais carne que os camarões normais e produzem menos alergia nas pessoas.. Ou seja, virariamos comedores de camarões (eu tenho um livro com 1.000 receitas com camarão), de modo que nos tornariamos tão sábios quanto as Baleias… há 6 minutos · 

O efeito Placebo e o pensamento mágico foram selecionados pela evolução?

Lendo este paper reavivou aquela ideia de que o efeito Placebo tenha sido selecionado pela evolução humana via práticas de Xamanismo. POr efeito PLacebo se entende um processo de alívio sintomático e mesmo cura espontânea induzido pela crença (fé) do paciente de que está sendo tratado por uma terapia eficaz. A hipótese seria a seguinte:

1. Durante o Paleolítico não havia tratamento médico eficaz e padronizado (ervas, cirurgias etc.). Talvez nesse período (e certamente no Neolítico) surgiram os primeiros Xamãs e diversas práticas Xamânicas de cura como cantos curativos, ervas medicinais, uso de drogas alucinógenas e psicotrópicas, mediunidade etc.

2. As práticas Xamânicas de cura possuem todos os ingredientes para um efeito Placebo eficaz, ainda usados na medicina atua, por exemplo:

  • Distanciamento entre paciente e o Xamã (Médico) que possui uma aura de grande autoridade e conhecimento e se veste diferentemente dos seres humanos comuns. Isso reforça a crença do paciente de que o Xamã (Médico) tem poder eficaz de curá-lo (acima de sua verdadeira capacidade curativa).
  • Uso de diversos tratamentos onde o efeito Placebo sempre está presente: por exemplo, como as crianças associam pilulas brancas com remédios (que lhes fazem bem após o uso) e pilulas vermelhas ou coloridas com balas e docinhos (que não têm efeito medicinal), em geral as pílulas são brancas, de modo que a eficácia medicamentosa se una ao efeito Placebo no processo de alívio e cura. É por isso que não existem pílulas coloridas na Homeopatia, por que daí elas fariam bem menos efeito.

3. Então, dado que os tratamento eficazes mesmo sem crença (drogas medicinais e cirurgias) eram de uso restrito, apareceu evolucionariamente a cura baseada no Efeito Placebo: as pessoas mais suscetíveis à fé na autoridade do Xamã (e fé no mundo espiritual do qual o Xamã é o mediador) experimentariam alívio e cura por efeito Placebo. As pessoas incapazes de ter essa fé não experimentavam este tipo de cura e demoravam mais para se restabelecer.

4. Ou seja, a fé no processo de cura (mesmo na medicina científica) adiciona ao tratamento, qualquer que seja ele, pelo menos o alívio da ansiedade gerada pela doença. Como os hormônios de stress (Cortisol etc.) são prejudiciais ao processo de recuperação da saúde, as pessoas com predisposição genética para a fé e pensamento mágico foram selecionadas pela evolução. (Obs: Entretanto neste paper se revela que os placebos funcionam mesmo se os pacientes estão conscientes de que estão tomando substâncias inócuas).

No paper abaixo se revela uma possível ligação entre a suscetibilidade ao efeito Pacebo e certas variações em genes ligados ao transporte e síntese de Serotonina. A minha hipótese sobre seleção da suscetibilidade do efeito Placebo gera as seguintes previsões experimentalmente testáveis:

  1. As pessoas com a predisposição genética ao efeito Placebo são maioria mesmo na população tratada por medicina científica, dada que esta surgiu a pouco tempo na história da humanidade.
  2. As variações genéticas que predispõe ao efeito Placebo observadas pelos autores devem estar bem mais presentes em todas as sociedades onde o Xamanismo é o principal meio de cura (culturas indígenas etc.)
  3. Deverá existir uma correlação positiva entre susceptibilidade genética ao efeito placebo e religiosidade e uma correlação negativa entre resposta a efeito placebo e ceticismo/ateísmo. Neste blog já foi discutida a relação entre TDAH e ceticismo, mas agora temos uma hipótese complementar de que religiosos portaria os alelos longos do gene 5-HTTLPR ou a variação G do polimorfismo TPH2 G-703T, enquanto que céticos e ateus carregariam as versões curtas desses alelos. Se alguém fizer essa experiência, por favor, me cite, OK?
  4. Os alelos longos estarão mais presentes nas mulheres pelo fato de que, possivelmente, eram as mais tratadas (e suscetíveis) pelos Xamãs (especialmente nas complicações de parto). Isso explicaria a eficácia de certas práticas mais disseminadas entre as mulheres como simpatias (não existe receitas de simpatias na Playboy) e religiosidade/espiritualidade: possivelmente temos quatro mulheres para cada homem nas religiões, e quatro  homens para cada mulheres nos círculos céticos.

A Link between Serotonin-Related Gene Polymorphisms, Amygdala Activity, and Placebo-Induced Relief from Social Anxiety

  1. Tomas Furmark 1 ,
  2. Lieuwe Appel 2 ,
  3. Susanne Henningsson 3 ,
  4. Fredrik Åhs 1 ,
  5. Vanda Faria 1 ,
  6. Clas Linnman 1 ,
  7. Anna Pissiota 1 ,
  8. Örjan Frans 1 ,
  9. Massimo Bani 4 ,
  10. Paolo Bettica 4 ,
  11. Emilio Merlo Pich 4 ,
  12. Eva Jacobsson 5 ,
  13. Kurt Wahlstedt 5 ,
  14. Lars Oreland 6 ,
  15. Bengt Långström 2 , 7 ,
  16. Elias Eriksson 3 , and
  17. Mats Fredrikson 1

+Author Affiliations


  1. 1Department of Psychology, Uppsala University, SE-751 42 Uppsala, Sweden,

  2. 2Uppsala Imanet, GE Healthcare, SE-751 09 Uppsala, Sweden,

  3. 3Department of Pharmacology, Göteborg University, SE-405 30 Göteborg, Sweden,

  4. 4GlaxoSmithKline, Medicine Research Centre, 37135 Verona, Italy,

  5. 5Quintiles AB Phase I Services, SE-753 23 Uppsala, Sweden,

  6. 6Department of Neuroscience, Pharmacology, Uppsala University, SE-751 24 Uppsala, Sweden, and

  7. 7Department of Biochemistry and Organic Chemistry, Uppsala University, SE-751 23 Uppsala, Sweden

Abstract

Placebo may yield beneficial effects that are indistinguishable from those of active medication, but the factors underlying proneness to respond to placebo are widely unknown. Here, we used functional neuroimaging to examine neural correlates of anxiety reduction resulting from sustained placebo treatment under randomized double-blind conditions, in patients with social anxiety disorder. Brain activity was assessed during a stressful public speaking task by means of positron emission tomography before and after an 8 week treatment period. Patients were genotyped with respect to the serotonin transporter-linked polymorphic region (5-HTTLPR) and the G-703T polymorphism in the tryptophan hydroxylase-2 (TPH2) gene promoter. Results showed that placebo response was accompanied by reduced stress-related activity in the amygdala, a brain region crucial for emotional processing. However, attenuated amygdala activity was demonstrable only in subjects who were homozygous for the long allele of the 5-HTTLPR or the G variant of the TPH2 G-703T polymorphism, and not in carriers of short or T alleles. Moreover, the TPH2 polymorphism was a significant predictor of clinical placebo response, homozygosity for the G allele being associated with greater improvement in anxiety symptoms. Path analysis supported that the genetic effect on symptomatic improvement with placebo is mediated by its effect on amygdala activity. Hence, our study shows, for the first time, evidence of a link between genetically controlled serotonergic modulation of amygdala activity and placebo-induced anxiety relief.

Placebo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Este artigo se refere ao efeito placebo; para a banda de mesmo nome, veja Placebo (banda).

Placebo (do latim placere, significando “agradarei”) é como se denomina um fármaco ou procedimento inerte, e que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos dacrença do paciente de que está a ser tratado.

Muitos médicos também podem atribuir efeito placebo a medicamentos com princípios activos, mas que apresentam efeitos terapêuticos diferentes do esperado. Por exemplo, um comprimido de vitamina C pode aliviar a dor de cabeça de quem acredite estar ingerindo um analgésico, sendo um exemplo clássico de que o que cura é não apenas o conteúdo do que ingerimos mas também a forma. Seguindo esta corrente de pensamento, o dicionário médico Hooper cita o placebo como “o nome dado a qualquer medicamento administrado mais para agradar do que beneficiar o paciente”.

O placebo pode ser eficaz porque pode reduzir a ansiedade do paciente, revertendo assim uma série de respostas orgânicas que dificultam a cura espontânea:

  • Aumento da frequência cardíaca e respiratória
  • Produção e liberação de adrenalina na circulação sanguínea
  • Contracção dos vasos sanguíneos

Essas respostas orgânicas são vantajosas para reacções de fugir ou lutar contra agressores externos. Mas também prejudicam a cicatrização e o fluxo de leucócitos, e são, portanto, prejudiciais para o processo de cura, sendo aqui o efeito placebo bastante útil.

O efeito placebo pode ainda ser usado para testar a validade de medicamentos ou técnicas verdadeiras. Consiste, por exemplo, no uso de cápsulas desprovidas de substâncias terapêuticas ou contendo produtos conhecidamente inertes e inócuos, que são administrados a grupos de cobaias humanas ou animais para comparar o efeito da sugestão no tratamento de doenças, evitando-se atribuir possíveis resultados terapêuticos a tratamentos sem valor. Na comparação com placebo estabelece-se a validade de um medicamento ao compará-lo com os processos de cura espontânea ou por sugestão. O princípio subjacente é o de que num ensaio com placebo, parte do sucesso da substância activa é devido não a esta mas sim ao efeito placebo da mesma.

Ligações externas

Dedos promíscuos

04/11/2010 – 08h03
Homem de Neandertal tinha vida sexual bastante agitada

DA FRANCE PRESSE

O homem de Neandertal talvez seja lembrado apenas como aquele nosso ancestral de aparência carrancuda e sempre munido de um tacape, mas em um importante aspecto de sua vida social esses homens das cavernas podem causar inveja a seus descendentes modernos: a grande intensidade de suas atividades sexuais.

É o que afirma um estudo publicado pelo Proceedings of the British Royal Society B, que sugere que o comprimento do dedo pode indicar promiscuidade entre hominídeos, como a antiga família dos humanos é conhecida.

Fim dos Neandertais na Ásia e na Europa pode estar ligado ao clima
Neandertal e Homo sapiens conviveram e deixaram descendentes
Espécie “primitiva” revela quem somos

Pesquisadores liderados por Emma Nelson, da Universidade de Liverpool, noroeste da Inglaterra, observaram fósseis de dedos de quatro espécies de hominídeos.

Esses fósseis compreendem o Ardipithecus ramidus, um hominídeo que viveu cerca de 4,4 milhões de anos atrás; o Australopithecus afarensis, entre 3 milhões e 4 milhões de anos, os Neandertais, que desapareceram há cerca de 28 mil anos; e um fóssil de um Homo sapiens, como os humanos modernos são anatomicamente conhecidos, de cerca de 90 mil anos de idade.

A teoria de Emma Nelson é baseada na razão entre o comprimento do dedo indicador se comparado com o dedo anelar.

Pesquisas anteriores realizadas por seu grupo concluíram que a exposição no útero a hormônios sexuais como andrógenos, nos quais se inclui a testosterona, afeta o comprimento dos dedos –e comportamentos sociais futuros.

Altos índices de andrógenos no útero aumentam o comprimento do dedo anelar em relação ao segundo dedo, que assim diminui a proporção.

Eles também estão relacionados com competitividade e promiscuidade, de acordo com a pesquisa. Então como ocorreu com os primatas?

DESPUDORADO OU EXCLUSIVOS

Uma baixa proporção dos dedos apresentada pelo Ardipithecus ramidus indicou que ele era mais despudorado, enquanto uma alta proporção nos dedos do Australopithecus afarensis demonstrava a preferência por exclusividade.

Enquanto isso, as proporções baixas dos Neandertais e dos primeiros humanos “sugerem que os dois grupos podem ter sido mais promíscuos que a maioria das populações humanas”, afirmam os autores.

Os cientistas admitem que sua abordagem é nova, e são necessárias mais evidências para lançar luz sobre o comportamento social dos seres humanos antigos.

“Apesar das proporções dos dedos fornecerem algumas sugestões muito excitantes sobre o comportamento dos hominídeos, aceitamos que a evidência é limitada e para confirmar essas descobertas realmente precisamos de mais fósseis”, disse Nelson.

As conclusões do estudo acrescentaram um novo elemento no debate sobre a linhagem humana. Mais espécies promíscuas de hominídeos teriam uma vantagem sobre as monogâmicas, em termos de número e tamanho do grupo genético.

“A harmonia entre o casal, em um sentido amplo, é universal entre humanos, mas não se sabe quando a transição de um sistema promíscuo para um estável ocorreu”, conclui o estudo.

From Wikipedia, the free encyclopedia
Simon LeVay
Fields NeuroscienceNeurobiology,Human Sexuality
Institutions Harvard Medical School
Salk Institute
University of California, San Diego
Stanford University
Alma mater University of Cambridge (B.A.)
University of Göttingen (Ph.D.)

Simon Levay at the 2010 Texas Book Festival.

Simon LeVay (born 28 August 1943 in Oxford, England) is a BritishAmerican neuroscientist known for his studies about brain structures and sexual orientation.

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A genética e a gênese do liberalismo

É senso comum de que se uma pessoa é liberal ou conservadora em termos de costumes sociais, isso se deve à sua educação e cultura e não sua biologia. Eu argumentei anteriormente que as mulheres tendem a ser mais conservadoras do que os homens por motivos de psicologia evolucionária. Uma amiga me disse que o gênero, o papel social de mulher ou homem, também é determinado socialmente, e não tem nada a ver com a biologia.

OK, HAAAN. Bom, este é o senso comum de pessoas supostamente progressistas infelizmente presas nas ideologias das décadas de 1930-1970 (Behaviorismo político de esquerda).  Mas continua sendo apenas senso comum… uma opinião baseada no pensamento desejante (“seria tão bom se as coisas fossem assim, portanto é assim!”) em vez de ser baseada em sólidas evidências.

Carlos Orsi comenta abaixo uma pesquisa recente com relação a um receptor de dopamina e a correlação de uma mutação com o liberalismo (eu desconfio que tenho essa mutação). Obviamente não temos determinismo genético, não existe gene do PSDBismo (espero!).  É apenas um fator, via uma relação indireta com o sistema dopaminérgico de recompensa, em que talvez a pessoa sinta mais prazer do que receio frente a novas experiências.

Para entender o conceito de multicausalidade, onde nenhum fator é determinante, um exemplo útil é o Perceptron, uma rede neural artificial simples. O Perceptron tem uma saida sigma = sinal(h), onde h é a média ponderada dos fatores S_i (i=1,…,N), ou seja, h = \Sum_i J_i S_i, onde S_i são pesos positivos ou negativos (eu ainda aprendo a incluir o Latex aqui no WordPress).

Trocando em miudos, seja a pergunta: “Devo assistir a Norah Jones no dia 14 em São Paulo” e seja o vetor de fatores S_i composto por S_1 = “Minha opinião”, S_2 = “Opinião da minha filha Juliana que quer ir comigo”, S_3 = “Grana sobrando”, S_4 = “Possibilidade de meus primos me hospedarem em Sampa”, S_5 = “Obrigações na USP”, S_6 = “Possibilidade de visitar o Nestor Caticha” etc., a decisão final do meu Perceptron dependerá dos pesos W_i que eu dou para cada um dos fatores. Se os pesos W_i forem mais ou menos equilibrados, nenhum fator será determinante, nenhum fator será nem necessário nem suficiente.

Agora, suponha que eu tenha o tal gene mutante do sistema dopaminérgico de modo que eu tenha grande recompensa em ouvir a Norah Jones (na verdade, acho que minha motivação pricipal é visitar o IFUSP, mas vá lá!). Então o tal gene me predispõe a essa experiência, mas não significa que ele é determinante. Influência genética sem determinismo genético. É simples assim!

Notem que na pesquisa comentada abaixo,  liberalismo aparece com a conjunção de dois fatores, o gene DRD4-7R e o fato de ter muitos amigos na juventude. Nenhum fator é suficiente.

Então, suponha que minha amiga liberal esteja errada, o que ela perde com isso? Bom, ela é a mesma amiga que acha que as pessoas não deveriam ter filhos em um mundo superpovoado (uma espécie de castração ideológica, digamos assim). Logo, se ela for portadora do gene correlacionado com liberalismo, isso significa que, na próxima geração, menos pessoas terão esse gene. Como ela é crente no determinismo cultural, ela diz que o fato de não ter filhos a libera para produzir filhas meméticas (em vez de genéticas), ou seja, por sua militância cultural ela produzirá pessoas mais liberais. Sim, desde que ela esteja certa em sua ideologia do determinismo cultural. Mas e se não estiver?

Eu desconfio que este é um dos fatores de sucesso dos conservadores americanos. Eles tanto fazem proselitismo memético forte (vulgo educação familiar infantil) bem como tem filhos genéticos herdeiros de seu genoma sem o DRD4-7R.

É por isso que os fundamentalistas religiosos ainda vão dominar o mundo, e o Tea Party dominar os EUA. O mandamento “Crescei e multiplicai-vos” é a essência da definição de fitness tanto na biologia quanto na memética. Quem viver (ou os descendentes de quem está vivendo) verá!

por Carlos Orsi28.outubro.2010 08:55:33

Seus genes têm algo a dizer sobre suas preferências políticas? Uma série de estudos realizada ao longo dos últimos cinco anos — a partir do clássico Are Political Orientations Genetically Transmited?, que analisou pares de gêmeos — sugere que sim.

Os autores do mais recente, publicado no Journal of Politics da Universidade de Cambridge, acreditam ter identificado, pela primeira vez, uma interação específica, entre gene e ambiente, que leva as pessoas a serem mais liberais.

(“Liberal”, aqui, é usado no contexto do espectro de opiniões sociais que vai de liberal a conservador — digamos, de totalmente a  favor de que casais gays possam se casar até mesmo na igreja a totalmente contra qualquer sugestão de reconhecimento de uniões civis homossexuais — e não no sentido mais estrito de liberalismo econômico). Read more [+]