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The Physics ArXiv Blog

Localizei hoje o interessante the physics arXiv blog:News and views from the coal face of science a partir de um post que eles colocaram sobre o nosso paper da culinária.

Aqui vai uma auto-descrição do mesmo:

About

If ya’ll been a-wundrin how physics is born, let me tell ya. It’s just like your mammy and pappy told. The great white stork posts physics on the arXiv and leaves it a-cryin and a-hollerin until somebody starts a-lovin and a-nurturin it. If they do it just right–just right, mind–it’ll one day grow up into a full force o’ nature.

Ya’ll can think of this lil ol blog as a kinda birth announcement where ya can see the little uns as soon as they arrive. Then ya’ll can start a-cooin and a-cuddlin over the pertee ones.

If ya wanna whisper me some sweet nothins, ya’ll can get me at:

Howdy-at-arxivblog.com

Ya’ll keep a-comin back, y’here?

Kentucky

É um blog bem interessante se você estiver interessado em comentários leves sobre os artigos do ArXiv.org mais curiosos da semana.

Tablóide?

As vezes penso se o SEMCIÊNCIA não seria um blog tablóide de ciência. Afinal isso explicaria a presença de Angelina Jolie e Natalie Portman por aqui. Mas o que eu fico realmente chateado é perceber que os jornalistas científicos de hoje ficam discutindo temas que já eram discutidos há décadas por escritores de ficção científica com muito mais informação, insight, imaginação e amplitude de análise. Afinal, como já disseram, para prever na década de 50 o aparecimento de super-rodovias bastavam os economistas e futurólogos de plantão, mas foram os escritores de FC que previram os engarrafamentos…

Do Editor do UOL Tablog:

Gente, esses filmes de ficção têm muita ficção!
Li uma notícia bem legal hoje: “Livro mostra Hollywood como universo à parte“. Sobre um livro que espinafra os filmes de ficção e fantasia que desafiam as leis da física: a conclusão do autor é que esses filmes têm muita ficção e fantasia!
Ah, vá!
O cara desce a lenha em “Jornada nas Estrelas”, “Guerra nas Estrelas” etc. Diz que o Homem-Aranha, se criasse a teia que dispara pelos punhos, perderia 33% do volume do seu corpo a cada 1,6 quilômetros (ou seja, no primeiro passeio já morreria esgotado). Reclama que o King Kong teria esmagado sem querer e matado a Naomi Watts (que desperdício!). E acusa que a trilogia “Matrix” esbarra na segunda lei da termodinâmica.
Ou seja: ele não estranha um cara ser picado por uma aranha radioativa, sobreviver e sair por aí pendurando-se pelas paredes; acha que é normal um macaco gigante apaixonado pela Naomi Watts (se bem que se apaixonar pela Naomi Watts é compreensível); e quanto ao “Matrix”…
Ele também reclama quando assiste ao “Superman”? “Ei, esse cara está voando!” Ou “O Dia em que a Terra Parou!”? “Que bobagem! Nenhum alienígena se pareceria com esse!” Aposto que esse cara é tão chato que chiou na cena da bicicleta de “E.T. – O Extra-Terrestre” e que reclama que “Os Simpsons” é inverossímil porque ninguém seria tão burro quanto Homer Simpson!
Será que ele não tem imaginação? Não gosta de se divertir?

Modelos simples são mais didáticos…

El Nino and the Delayed Action Oscillator


Authors: Ian Boutle, Richard H. S. Taylor, Rudolf A. Roemer
(Submitted on 10 Mar 2006)
Abstract: We study the dynamics of the El Nino phenomenon using the mathematical model of delayed-action oscillator (DAO). Topics such as the influence of the annual cycle, global warming, stochastic influences due to weather conditions and even off-equatorial heat-sinks can all be discussed using only modest analytical and numerical resources. Thus the DAO allows for a pedagogical introduction to the science of El Nino and La Nina while at the same time avoiding the need for large-scale computing resources normally associated with much more sophisticated coupled atmosphere-ocean general circulation models. It is an approach which is ideally suited for student projects both at high school and undergraduate level.
Comments:
13 RevTeX pages, 14 .eps figures included, submitted to the American Journal of Physics
Subjects:
Atmospheric and Oceanic Physics (physics.ao-ph); Geophysics (physics.geo-ph)
Journal reference:
American Journal of Physics 75, 15-24 (2007)
DOI:
10.1119/1.2358155
Cite as:
arXiv:physics/0603083v1 [physics.ao-ph]

Ex-Posição do CID

Oi Osame,

Os filmes da exposição estão aqui (são três filmes):

http://www.youtube.com/watch?v=cI2-QcWxFeI

http://www.youtube.com/watch?v=shLUXwC8t94

http://www.youtube.com/watch?v=xRxL3aSJo30&NR=1

Abraço,
Roque

Conselhos de um cientista a estudantes no início da carreira científica

Extraído do blog Blógui-Ci!

Cientista: quatro lições de ouro

Steven Weinberg

Quando consegui meu diploma de bacharel em física – uns cem anos atrás – a literatura sobre física me parecia tão vasta, como um oceano inexplorado, onde cada enseada eu deveria mapear antes de começar minha própria pesquisa. Como eu poderia fazer qualquer coisa, antes de saber tudo que já não tivesse sido feito? Felizmente em meu primeiro ano na pós-graduação, tive a sorte de cair nas mãos de alguns físicos mais experientes que insistiram, apesar de minha ansiosa relutância, que eu deveria começar a pesquisar e que fosse aprendendo o que me era necessário ao longo do tempo. Era nadar ou afundar. Para minha surpresa descobri que isso funciona. Consegui obter um rápido doutorado – apesar de que quando o consegui não sabia quase nada de física. Mas eu aprendi uma coisa importante: que ninguém sabe tudo, e nem precisa saber.
Outra lição a ser aprendida, continuando com minha metáfora oceanográfica, é que enquanto você está nadando e não afundando, deve-se procurar por águas turbulentas. Quando eu estava ensinando no Instituto Tecnológico de Massachussetts perto do fim dos anos 60 (1960), um estudante me disse que gostaria de adentrar na relatividade geral ao invés da área em que eu trabalhava, a física de partículas elementares, pois os princípios do primeiro eram bem conhecidos, enquanto que os dos últimos lhe pareciam confusos. Em realidade, o motivo que ele acabara de dar era a razão perfeita para se fazer o contrário. A física de partículas era uma área onde o trabalho criativo ainda poderia ser feito. Realmente era uma bagunça na década de 60, mas desde aquela época, o trabalho de vários físicos teóricos e experimentais foram capazes de resolver e colocar tudo (bem, quase tudo) junto em uma bela teoria conhecida como o modelo padrão. Meu conselho é que se vá à bagunça – é lá onde está a ação.
Meu terceiro conselho é provavelmente o mais dificil de se aceitar. É perdoar-se a si mesmo por estar perdendo tempo. Estudantes são apenas cobrados para resolver problemas que seus professores (a não ser que sejam cruéis, o que não é comum) já sabem que são solucionáveis. Ainda mais, não importa se o problema é importante cientificamente – eles devem ser resolvidos para se obter aprovação no curso. Mas no mundo real, é muito difícil reconhecer quais problemas são importantes e você nunca sabe, em um dado momento da história, se o problema é solucionável. No início do século vinte, vários físicos de ponta, incluindo Lorentz a Abraham, tentaram trabalhar com a teoria do elétron. Isso requeria em parte entender por que todas as tentativas de detectar os efeitos dos movimentos da Terra pelo éter falharam. Sabemos hoje que eles estavam trabalhando no problema errado. Mas na época, ninguém poderia desenvolver uma teoria de sucesso para o elétron, porque a mecânica quântica ainda não havia sido descoberta. Foi preciso o gênio de Albert Einstein em 1905 para descobrir que o problema certo no qual trabalhar era o efeito do movimento na medição do espaço e tempo. Isso o levou a uma teoria especial da relatividade. Como você nunca terá certeza em quais os problemas certos para se trabalhar, a maior parte do tempo gasto no laboratório ou em sua mesa será um desperdício. Se você quer ser criativo, então você deve se acostumar a gastar a maior parte do seu tempo em não ser criativo para se submeter a ficar parado no oceano do conhecimento científico devido à falta de vento.
Finalmente, aprenda sobre a história da ciência ou no mínimo a história do seu ramo de ciência. A razão menos importante para isso é que a história pode ser útil para algum uso no seu próprio trabalho científico. Por exemplo, de vez em quando cientistas se enganam por acreditar em um dos super-simplificados modelos de ciência que foram propostos por filósofos desde Francis Bacon até Thomas Kuhn e Karl Popper. O melhor antídoto para a filosofia da ciência é o conhecimento da história da ciência.
De maior importância, a história da ciência pode fazer seu trabalho parecer valer a pena para você. Como um cientista, você provavelmente não será rico. Seus amigos e parentes provavelmente não entenderão em que você trabalha. E se você trabalha em uma área como física de partículas elementares, nem terá a satisfação de fazer algo que terá utilidade imediata. Mas poderá ter uma grande satisfação por reconhecer que seu trabalho em ciência é parte da história.
Olhe 100 anos atrás, para 1903. Qual a relevância tem hoje de quem foi o primeiro ministro da Grã-Bretanha em 1903, ou o presidente dos Estados Unidos? O que realmente se destaca como importante é que na universidade McGill, Ernest Rutherford e Frederick Soddy trabalharam na natureza da radioatividade. Esse trabalho (é claro!) teve aplicações práticas, porém muito mais importantes foram suas implicações culturais. O entendimento da radioatividade permitiu que físicos pudessem explicar como o centro da Terra e o centro do Sol, poderiam estar quentes mesmo depois de milhões de anos. Nesse sentido, isto removeu a última objeção científica na qual geólogos e paleontólogos pensavam sobre a idade avançada da Terra e do Sol. Depois disso, os cristãos e judeus tiveram que abdicar de seus credos da verdade literal da bíblia ou resignar-se na irrelevância intelectual. Esse foi apenas um passo na sequência de passos desde Galileo, passando por Newton e Darwin até o presente, os quais, tempo após tempo, enfraqueceram os dogmas religiosos. Lendo qualquer jornal hoje em dia é suficiente para lhe mostrar que este trabalho não está completo. Mas é um trabalho civilizatório do qual os cientistas são capazes de sentir orgulho.
Steven Weinberg, físico norte-americano do departamento de física na Universidade do Texas, recebeu em 1979 o Prêmio Nobel de Física pelo seu trabalho de unificação de duas forças fundamentais da natureza (o electromagnetismo e a força fraca, através da formulação da teoria da força electrofraca), em conjunto com os seus colegas Abdus Salam e Sheldon Glashow.
Nature 426, 389 (27 November 2003) doi: 10.1038/426389a
Traduzido por Osvaldo Pereira, em discussão da comunidade Física do orkut. Revisado por Norberto Akio Kawakami.

Natalie Hershlag

Nelson me disse que ando colocando muita foto de mulher bonita aqui no SEMCIÊNCIA. Bom, mas o nome do blog diz exatamente que o mesmo não é muito sério. Em todo caso, para recuperar sua seriedade científica, anoto abaixo dois papers de Natalie Harshleg, vulgo Natalie Portman.

Da Wikipedia:

Portman has said that she was “used to A’s” but admits to reading about institutional grade inflation in the Ivy Leagues in the New York Times. She reported on a talk show, “I’d rather be smart than be a movie star” and that her goal was to graduate from college even if it ruined her acting career.

After high school, Portman enrolled at Harvard University where she graduated with a bachelor’s degree in psychology on June 5, 2003. In 2005, Portman pursued graduate studies at Hebrew University in Jerusalem. Portman is credited as a research assistant to Harvard Professor Alan Dershowitz‘s The Case for Israel. She was a research assistant to Dr. Stephen M. Kosslyn‘s psychology lab as well, and made a cameo appearance as a guest lecturer for the Terrorism and Counterterrorism course at Columbia University in early March of 2006, discussing themes from her film V for Vendetta.[8]

In addition to Hebrew[9] and English, Portman has studied or can speak French,[10] Japanese,[10] and German.[11] She has recently been learning to speak Arabic.[12] She also understands Spanish.[13]

As a student, Portman co-authored two research papers which were published in professional scientific journals. Her 1998 high school paper on the “Enzymatic Production of Hydrogen” was entered in the Intel Science Talent Search.[14] In 2002, she contributed to a study on memory called “Frontal Lobe Activation During Object Permanence” during her psychology studies at Harvard.[15]

Citações:

  • Going to a party, for me, is as much a learning experience as, you know, sitting in a lecture.
  • I don’t love studying. I hate studying. I like learning. Learning is beautiful.
  • There’s so much else to do in the world. To just be interested in doing films would limit my life.

Title: Frontal lobe activation during object permanence: Data from near-infrared spectroscopy


Author(s): Baird AA, Kagan J, Gaudette T, Walz KA, Hershlag N, Boas DA
Source: NEUROIMAGE 16 (4): 1120-1126 AUG 2002
Document Type: Article
Language: English
Cited References: 24 Times Cited: 23
Abstract: The ability to create and hold a mental schema of an object is one of the milestones in cognitive development. Developmental scientists have named the behavioral manifestation of this competence object permanence. Convergent evidence indicates that frontal lobe maturation plays a critical role in the display of object permanence, but methodological and ethical constrains have made it difficult to collect neurophysiological evidence from awake, behaving infants. Near-infrared spectroscopy provides a noninvasive assessment of changes in oxy- and deoxyhemoglobin and total hemoglobin concentration within a prescribed region. The evidence described in this report reveals that the emergence of object permanence is related to an increase in hemoglobin concentration in frontal cortex.

A Simple Method To Demonstrate the Enzymatic Production of Hydrogen from Sugar

Natalie Hershlag Syosset High School, Syosset, NY 11791
Ian Hurley Department of Obstetrics and Gynecology, North Shore University Hospital, Manhasset, NY 11030
Jonathan Woodward Chemical Technology Division, Oak Ridge National Laboratory, Oak Ridge, TN 37831-6194
October 1998 Vol. 75 No. 10p. 1270

Full Text (PDF)

Abstract
There is current interest in and concern for the development of environmentally friendly bioprocesses whereby biomass and the biodegradable content of municipal wastes can be converted to useful forms of energy. For example, cellulose, a glucose polymer that is the principal component of biomass and paper waste, can be enzymatically degraded to glucose, which can subsequently be converted by fermentation or further enzymatic reaction to fuels such as ethanol or hydrogen. These products represent alternative energy sources to fossil fuels such as oil. Demonstration of the relevant reactions in high-school and undergraduate college laboratories would have value not only in illustrating environmentally friendly biotechnology for the utilization of renewable energy sources, such as cellulosic wastes, but could also be used to teach the principles of enzyme-catalyzed reactions. In the experimental protocol described here, it has been demonstrated that the common sugar glucose can be used to produce hydrogen using two enzymes, glucose dehydrogenase and hydrogenase. No sophisticated or expensive hydrogen detection equipment is required-only a redox dye, benzyl viologen, which turns purple when it is reduced. The color can be detected by a simple colorimeter. Furthermore, it is shown that the renewable resource cellulose, in its soluble derivative from carboxymethylcellulose, as well as aspen-wood waste, is also a source of hydrogen if the enzyme cellulase is included in the reaction mixture.