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Sua última chance!

Lembrando a todos: o visitante 25.000 ganhará um livro da Ursula Le Guin. Fiquem de olho no contador!

Prêmio enviado hoje, com algum atraso

Gustavo,

Acabei não achando o meu Clãs da Lua Alfa, por isso vai outro do Philip K. Dick, surpresa.

Olá

Tudo Bem Prof. Osame? Gosto muito do seu blog, principalmente das noticias de ciencia brasileira (Briga de cientistas no brasil essa rende) e mundial e dos antigos posts sobre ficçao cientifica. Mesmo gostando muito de ciencia (principalmente neurociencia) fico boiando nos textos sobre redes exitaveis de neuronios e caminhadas deterministas…bom mas toh te mandando esse email pq soh eu o visitante 24000 (tem ateh uma ss ai mostrando o ocorrido) e eu irei ganhar um PKD uhuuuuu :).

Abraço
Gustavo Parfitt

O visitante 24.500 ganhará um livro do Stanislaw Lem!


OK, OK, ainda reciclando posts.

Eu sei que a grana do SEMCIÊNCIA está curta (afinal, este blog não tem patrocínio) mas isso não é motivo para que você, caro leitor, não reivindique seu prêmio na promoção “Aniversário do SEMCIÊNCIA”. Até agora, os leitores número 23.000 e 23.500 não apareceram! Quanto ao Mauro Copelli e a Juliana do Valle, já devem ter recebido os livros (sim, ok, o livro foi por carta comum tipo “impresso”, não foi por SEDEX, claro). Já para o Gustavo Parfitt, visitante 24.000, estou mandando amanhã…

Como eu acho dificil que os leitores desaparecidos apareçam, vou estender a premiação até o leitor 25.000

Preste atenção no contador ai na barra lateral, estamos chegando hoje no 24.500!

Premiação:

Leitor número 24.000: Algum livro do Philip K. Dick que estiver sobrando por aqui.
Leitor número 24.500: “Congresso Futurológico” de Stanislaw Lem
Leitor número 25.000: “Os Despossuídos” de Ursula K. Le Guin.

Fotos: Para quem não conhece, é o Lem e o PKD.

Semana da Física Biológica – Física da Psicofísica


A. Uma visão esquemática do potencial de ação idealizado. Ilustra as suas várias fases à medida que ele percorre um único ponto da membrana plasmática. B. Registros reais de potenciais de ação são comumente distorcidos em comparação às visões esquemáticas devido a variações nas técnicas eletrofisiológicas de registro.

Figuras da Wikipédia para meu minicurso na Semana da Física Biológica em São José do Rio Preto (informações ainda não estão nesta página, mas acho que logo estarão). Vou falar do meu trabalho com o Mauro, ver aqui (atenção, copyrighters, não fui eu que coloquei na net isso!), aqui, aqui, aqui e aqui. Somos até citados aqui (não sei se isso é bom ou não):
Criticality of the Brain and Criticality of Art

Igor Yevin
Mechanical Engineering Institute, Russian Academy of Sciences
1. Criticality of the Brain

The ability of our brain to respond to small extrinsic or intrinsic perturbations points out that the brain as a complex system is operating close to instability, or criticality, because any system at the critical state has a very high sensitivity to tiny perturbations [Haken 1996]. Per Bak gives another reason why the brain should be critical: the input signal must be able to access everything that is stored in the brain. The brain cannot be in subcritical state. In this case input signal would be access to only a limited part of information. But the brain cannot be supercritical either: in this case any input would cause an explosive process in the brain, and connect the input with everything that is stored in the brain [Bak 1996]. Hence, the waking brain must operate strongly at the critical state, where a neural network reveals Weber-Fechner logarithmic law and Steves power law [Kinouchi 2006]. The critical point maximizes information transmission within a neural network.
(…)
D.Chek Ling Ngo and L.Seng Teo proposed an objective measure for quantitative evaluation screen layouts balance for computer graphic but this method does not fit for investigation of painting pictorial balance [Chek Ling Ngo D 2001].
[Paro o Mauro Copelli e Pedro Maldonado:] More promising for painting is empirical approach based on eyes-movements studies. As one gathered information from a picture, the eyes move in rapid jumps or succades followed by pauses of fixation. The average duration of fixation is typically between 200 and 300 milliseconds. The map of the location of fixations, called a scanpath, provides a graphic record of how information is selected and processed perceptually as a viewer looks at a picture.

One of the first eye-movement investigations of pictorial balance in painting was the work by Nodine in 1982 [Nodine 1982]. Nodine created a less-balanced version of each examined painting by cutting a copy of original apart and rearranging the pictorial elements. Comparison of fixation times of original versus altered version of paintings revealed that a change in the balance structure of the compositions produces a change in the pictorial weights (by changes in viewing time) of the key elements of the paintings.
As well known, balancing state may be stable or unstable. No doubt, R.Arnhiem considered compositional balance in painting as a stable state. Indeed, he wrote in his book “Art and Visual Perception”: “It must be remembered that visually, just as physically, balance is the state of distribution in which everything has come into standstill…..In physics the principle of entropy, also known as the second law of thermodynamics, asserts that in any isolated system each state represents an irreversible decrease of active energy. The Universe tends toward a state of equilibrium, in which existing asymmetries of distribution will be eliminated” [Arnheim1964].
Of course, compositional balance in painting is always unstable, because adding or removal of any element in a canvas upsets this balance

A Física Estatística do Dona Benta

Foi aceito, e se tornou palestra convidada:

XXX Encontro Nacional de Física da Matéria Condensada

Copy-mutate processes for growth of bipartite networks: an application to cultural evolution

Osame Kinouchi, Adriano J. Holanda, Antônio Carlos Roque, Rosa Wanda Diez Garcia
Universidade de São Paulo
Pedro Zambianchi
Faculdades Bandeirantes

We propose a copy-mutate stochastic process for growth of bipartite networks. We find that its non-equilibrium stationary state, which has scale-free statistics, presents also strong memory effects (“founder effect”). We examine the performance of several algorithm variants, and find that the inclusion of node fitness and competitive selection is essential to reproduce empirical data concerning the bipartite network of culinary recipes and ingredients. The empirical database has been collected from traditional cookbooks from Brazil, England, France and Medieval Europe. We present rank-plots for ingredients and ingredients pairs and study rank-plot entropies. We determine power-law exponents from complementary accumulated distributions and find that all books have similar exponents (with exception of a medieval culinary book). We also examine the temporal evolution of the average recipe fitness and find an asymptotical power law with very low exponent, indicating that the historical process represented by the model is very far from equilibrium. More general applications to cultural evolution (“memetics”) are discussed.

KNUT e o Beijo de Juliana

José Reinaldo Lopes, do Visões da Vida no G1: É sempre horrível quando você descobre que virou alvo de uma chantagem emocional, daquelas bem safadas, e caiu feito um patinho. Estou me referindo ao sujeito felpudo aí embaixo. A saga do ursinho Knut, órfão de pai, abandonado pela mãe e astro do Zoológico de Berlim, colocou os leitores do G1 em polvorosa nesta semana. Dezenas de e-mails e centenas de comentários no nosso blog rugiam de indignação e revolta. Ninguém conseguia engolir a proposta, feita por alguns ativistas dos direitos dos animais alemães, de sacrificar o bichinho. (O argumento deles: Knut teria uma criação “não-natural” e sofreria demais com a separação inevitável de seu tratador.) Como é que alguém seria capaz de erguer a mão contra uma fofura daquelas?

Vamos admitir: qualquer pessoa normal (OK, menos ativistas alemães) se derrete diante de filhotes como Knut. É um troço visceral. Daí a minha acusação – por favor, não entenda errado – de chantagem emocional. A carinha de um urso-polar bebê é o equivalente psicológico de um golpe baixo, atravessa as nossas defesas, comove corações de pedra. Em certo sentido, não é exagero dizer que a mente humana está programada para gostar do ursinho Knut.

Para ler mais, vá para o Visões da Vida.

Se alguém estiver interessado, o conflito entre a visão cotidiana (crianças são bonitinhas e devem ser protegidas) e a visão do Gene Egoísta (crianças são bonitinhas a fim de serem protegidas) é o tema do livro que nunca será publicado O Beijo de Juliana – Quatro físicos teóricos conversam sobre crianças, ciências da complexidade, biologia, política, futebol e religião.

Por que eu faço posts sobre a Nicole Kidman?

Dado que o SEMCIÊNCIA é pretensamente um blog de divulgação científica (ou pelo menos de auto-promoção científica), muita gente me pergunta. Por que Nicole Kidman?
Motivo 1: Aumento de tráfego. Pessoas que digitarem no Google “Nicole Kidman” podem acabar caindo aqui e se interessando por divulgação científica (?).
Motivo 2: Nicole Kidman é um exemplo vivo de que as loiras não são (necessariamente) burras, de modo que eu estou ajudando na luta em defesa de uma minoria discriminada. Sim, eu assisti com prazer o “Legalmente Loira“, e fiz a minha mea culpa.
Motivo 3: Veja a foto. Precisa de motivo?

Update: A Wikipedia informa que na verdade Kidman é levemente ruiva.

Desenhando a Ciência

Mais um blog dedicado à divulgação científica, o Desenhando a Ciência, desta vez com ênfase em História e Filosofia da Ciência. Acho que é um dos poucos blogs sobre este tema no meu sidebar e vou lê-lo com prazer. Vicente Risi parece ter iniciado este blog a pouco tempo, mas isso é dificil de ver pois os posts não indicam o dia de postagem (algum problema nas definições do Blogger?).

Como achei o Vicente? Bom, foi na minha checagem usual no Technorati. Ele gentilmente havia feito um link para o SEMCIÊNCIA, e nem mesmo havia me comunicado disso.

Serviço de utilidade pública: Você já percebeu que o sidebar do SEMCIÊNCIA é o que tem o maior número de links para blogs em português? São 34 na minha conta. Mas, pôxa, eu só tenho 16 blogs me linkando, ou seja, 50% das pessoas não prezam a reciprocidade…

Não faz mal, o objetivo não era este mesmo, mas sim fazer desta barra lateral um pequeno portal para os demais blogs científicos. Se você ainda não foi incluido, me mande um comentário com seu link. Pessoal do Roda de Ciência, se vocês quiserem uma cópia do meu HTML com esses links para colocar na Roda, é só falar. Maria?

Seja o visitante 22500!

Relembrando o prêmio instituido em post anterior:

Sim, eu sei, eu mudei a ordem dos prêmios, reservando o primeiro lugar para o Stanislaw Lem

Todos os ganhadores receberão também um .pdf surpresa de um livro de Física Contemporânea.
Todos os livros são usados, do sebo CAFÉ COM LETRAS, a ser inaugurado na semana que vêm. As edições não são as mesmas apresentadas nos links. Ganhadores, favor deixar endereço para entrega dos prêmios, nos comentários.
Man’s quest for knowledge is an expanding series whose limit is infinity, but philosophy seeks to attain that limit at one blow, by a short circuit providing the certainty of complete and inalterable truth. Science meanwhile advances at its gradual pace, often slowing to a crawl, and for peiriods it even walks in place, but eventually it reaches the various ultimate trenches dug by philosophical thought, and, quite heedless of the fact that it is not supposed to be able to cross those final barriers to the intellect, goes right one.
How could this not drive the philosophers to despair? One form of that despair was Positivism, remarkable in its hostility, because it played the loyal ally of science but in fact sought to abolish it. The thing that had undermined and destroyed philosophy, annulling its great discoveries, now was to be severely punished, and Positivism, the false friend, passed that sentence – demonstrating that science could not truly discover anything, inasmuch as it constituted no more than a shorthand record of experience. Positivism desired to muzzle science, to compel it somehow to declare itself helples in all transcendental matters (which, however, as we know, Positivism failed to do).
The history of philosophy is the history of successive and nonidentical retreats. Philosophy first tried to discover the ultimate categories of the world; then the absolute categories of reason; while we, as knowledge accumulates, see more and more clearly philosophy’s vulnerability: because every philosopher must regard himself as a model for the entire species, and even for all possible sentient being. But it is science that is the transcendence of experience, demolishing yesterday’s categories of thought. Yesterday, absolute space-time was overthrown; today, the eternal alternative between the analytic and the synthetic in propositions, or between determinism and randomness, is crumbling. But somehow it has not occurred to any of our philosophers that to deduce, from the pattern of one’s own thoughts, laws that hold for the full set of people, from the eolithic until the day the suns burn out, might be, to put it mildly, imprudent.

Se você não entendeu a foto, clique aqui.

WWW galáctica

Há alguns anos atrás, o site Edge.org perguntou a 120 cientistas sobre idéias que eles acreditavam mas não tinham como provar. Se você está interessado em ler as respostas, clique aqui. Mas este post não é sobre isso, mas sim, claro (afinal isto é um blog pessoal!), sobre coisas que acredito mas que não tenho como provar.

Acredito, ou pelo menos chuto, que o processo de colonização galática corresponde a um processo de ramificação crítico, ou seja, o cluster (ou rede) de civilizações em nossa galáxia não cresce exponencialmente (difusão simples) mas sim na forma de uma lei de potência. Em particular, acho que essa difusão anômala cria um padrão fractal de áreas visitadas, com bolhas vazias de todos os tamanhos. Assim, explico o paradoxo de Fermi (“Onde está todo mundo?”) supondo que, dado que ainda não fomos colonizados – me desculpem os X-filers – isso se deve ao fato de que estamos dentro de uma dessas grandes bolhas vazias. Uma conclusão pragmática disso tudo é que os esforços do programa SETI no exame de civilizações em estrelas vizinhas está fadado ao fracasso: se estas fossem habitadas, “eles” já teriam chegado aqui!

Entre os motivos que me levam a acreditar que, mesmo assim, exista uma civilização galática (ou pelo menos uma WWW galáctica) está um certo otimismo de base (que os meus amigos sempre criticam), ou seja, acho deprimente a conclusão de que estamos sozinhos no Universo (ou de que todas – lembre-se, todas!) as Biosferas inteligentes estão fadadas à extinção. Mas tenho alguns outros argumentos na manga. Infelizmente ele se baseia em outro resultado que (ainda) não posso provar.

Alexandre Martinez e eu, há anos, acreditamos que estratégias de exploração ótimas (conhecidas na literatura como estratégias de forrageamento ótimo) se situam na borda de uma transição vítrea. Exemplificamos isso com nosso trabalho sobre a caminhada do turista estocástico, onde pontos espalhados em um espaço d-dimensional são visitados por um “turista” que pula de sítio para sítio com probabilidade proporcional a exp(-beta E), onde E é uma função custo associada à distância a ser percorrida, valor do sítio a ser alcançado etc.

Roberto da Silva, prof. da UFRGS, e Juliana e Thyago, que se formaram aqui no DFM-FFCLRP-USS, estão estudando este problema nas suas horas de folga. Para todos os efeitos (ou seja, caso essa pesquisa viesse a ser financiada por orgãos de fomento) o tema do trabalho é sobre um modelo interessante de difusão anômala, com potencial aplicação no estudo da disseminação de formigueiros e cupinzeiros no interior do Estado de São Paulo (atenção, FAPESP!). Mas, na verdade, a motivação é um pouco mais ambiciosa: queremos mostrar que, sim, a exploração ótima se dá em um ponto de transição de fase (ou pelo menos transição vítrea), onde os custos são minimizados sem que o caminhante fique preso em um setor do espaço de fase (ou seja, o sistema é marginalmente ergódico).

Se isto for verdade, e supondo que os ETs são inteligentes o suficiente para aplicar a estratégia de colonização ótima (claro!), então teriamos um argumento para defender a exploração anômala e fractal da galáxia. QCD. Paradoxo de Fermi resolvido e quem sabe um paper no Physical Review Letter ou pelo menos na Astrobiology (fator de impacto 2.225!) para todo mundo.

Enquanto isso, ficamos na expectativa. Registro aqui um artigo do NYT sobre o SETI, que saiu hoje, postando alguns extratos interessantes.

Trying to Meet the Neighbors

By DAVE ITZKOFF
Published: March 11, 2007

Is there anybody out there? Give the question some thought before you answer, because it’s more perilous than it seems. Deny the possibility of a universe populated with intelligent extraterrestrials that can speak and mate and battle with humanity, and the science-fiction canon collapses; more than a century’s worth of novels, from “The War of the Worlds” to “Old Man’s War,” would find their speculative foundations swept out from underneath them. But admit to a sincere belief in the remotest potential for alien life, and prepare to be fitted for a straitjacket; a recent survey conducted by Baylor University found that more Americans believe in ancient civilizations like the lost continent of Atlantis than in U.F.O.’s.
(…)
Surprisingly, the science-fiction community (which knows a thing or two about being misunderstood and dismissed) is not unequivocally supportive of SETI’s work. In a 2003 lecture entitled “Aliens Cause Global Warming,” Michael Crichton declared, “SETI is unquestionably a religion.” And authors free of Crichton’s political baggage do not cast SETI’s mission in particularly upbeat terms, either: in his short story “The Puzzle,” the Serbian author Zoran Zivkovic writes of a scientist pursuing a SETI-like experiment, whose “gloomy exultation” can end only with irrefutable evidence of extraterrestrial intelligence — only “with contact made would he be able to say that his life’s work had meaning.”

(…)

Using massive radio telescopes, SETI hopes to detect electromagnetic transmissions coming from these potential neighborhoods. In the past decade, Shostak estimates, the institute has looked at 750 star systems, but within the next 25 years it should be able to scan one million to two million more. And he is fond of betting his interrogators a cup of Starbucks that the question of whether mankind is alone in the universe will be settled by the year 2025.

(…)

Robyn Asimov, the daughter of the science-fiction master Isaac Asimov, has become a friend of the SETI Institute despite her upbringing: Dad was more of a robot guy than an alien guy, and agnostic on the subject of extraterrestrial intelligence, except for one instance when father and daughter mistook the Goodyear blimp for a U.F.O. (“He nearly had a heart attack,” she told me in a telephone interview. “He thought he saw his career going down the drain.”)
In our conversation, she explained to me why SETI research is still valuable, even if scientists like Shostak never find any Daleks, Vulcans or Wookiees. “My father knew he wouldn’t live to see space travel as he wrote about it, or robots acting in the way he wrote about them, and he was fine with that,” Asimov said. “His major thrust, and I think Seth’s and SETI’s as well, is to get people interested in science, and doing something about it, and then handing the baton over to the next generation. It’s an almost egoless outlook, because the intellectual curiosity is what takes priority.”

Contato

Marília Juste, do blog Tubo de Ensaio: Desde que o filme “Contato”, com Jodie Foster, estourou nos cinemas de todo o mundo em 1997, todo nerd que se preza sonha com fazer contato com uma civilização alienígena através do projeto Seti (“Busca por Inteligência Extraterrestre”, na sigla em inglês). A idéia é bacana e qualquer um pode participar (saiba mais aqui). Instalando um programinha no seu computador, você doa um pouco do poder de processamento da máquina para a análise de dados vindos de radiotelescópios em Porto Rico, que varrem os céus procurando sinais de vida inteligente longe da Terra. Desde sua criação, milhões de pessoas já aderiram à iniciativa, mas não encontraram nada.Nada, até janeiro de 2007, quando, finalmente, o Seti encontrou alguma coisa. Mas, calma, não foi um alien. Foi… um laptop.

Em 1º de janeiro, o computador de Melinda Kimberly, uma escritora de Mineapólis, nos Estados Unidos, foi roubado, com todos os seus roteiros e romances. Desconsolada, ela já dava todo seu trabalho por perdido quando seu marido, James Melin, lembrou de algo importante: ele havia instalado o programa do Seti no computador da mulher — porque os seus demais seis computadores não eram suficientes para ajudar a nobre causa. Como fazia normalmente, o laptop de Melinda continuava entrando em contato com os servidores do Seti quando não estava sendo usado. Os servidores, por sua vez, registravam o IP usado pela máquina. E, foi assim que o computador foi localizado. Os bandidos conseguiram escapar, mas os arquivos de Melinda estavam a salvo. “Eu tinha certeza que um nerd seria um excelente marido”, agradeceu a esposa aliviada. “É o meu herói.”

SEMCIÊNCIA ANO I

Eu não me lembro direito, perdi o primeiro post, mas segundo a Ana Cláudia Lessinger do Via Gene, o SEMCIÊNCIA nasceu, em sua primeira encarnação, no dia 13 de março de 2006. O meu gráfico do Technorati diz algo parecido, portanto o SEMCIÊNCIA completa 1 ano na próxima semana.

Para comemorar o evento, instituo o concurso VISITANTE SEMCIÊNCIA:

Quinto colocado: Visitante número 22.000 – Prêmio: um livro qualquer de FC que estiver sobrando na minha biblioteca.
Quarto colocado: Visitante número 22.500 – Prêmio: dois livros da coleção Argonauta, repetidos, é claro.
Terceiro colocado: Visitante número 23.000 – Prêmio: livro Os Três Estigmas de Palmer Eldrich, de Philip K. Dick, ou outro do PKD.
Segundo colocado: Visitante número 23.500 – Prêmio: livro Solaris, de Stanislaw Lem, versão Clube do Livro.
Primeiro colocado: Visitante número 24.000 – Prêmio: livro Os Despossuídos, de Ursula K. Le Guin, versão Clube do Livro.

Todos os ganhadores receberão também um .pdf surpresa de um livro de Física Contemporânea.

Todos os livros são usados, do sebo CAFÉ COM LETRAS, a ser futuramente inaugurado. As edições não são as mesmas apresentadas nos links. Ganhadores, favor deixar endereço para correspondência, nos comentários.

Ribeirão.org

O Blog Ribeirão.org, que pelo que entendi é postado por Adriano Quadrado e Laud On (?), colocou o SEMCIÊNCIA em um concurso de blogs de Ribeirão. Eles também fizeram um nice comment (como traduzo isso?) deste blog. Muito lisongeado, Ribeirão.org, obrigado! E já coloquei aqui no Sidebar um link para vocês.

En passant, o Sidebar de vocês está ficando muito para baixo. Isso acontece quando a largura do main text não é compativel com a largura do Sidebar. Para consertar isso, basta ir no Modelo e editar esta parte, colocando menos pixels antes de px (acho eu…).

#main {
width:570px; (acho que é aqui que você tem que mudar!)
float:right;
padding:8px 0;
margin:0; }

Entropia

Como todo pai blogueiro, é claro que coloco aqui vez por outra algum comentário sobre meus filhotes. Abaixo registro uma versão do poema da Juju, com um upgrade do pai coruja. Ok, eu sei que não fica aos pés das tentativas do João Alexandrino, mas a Juli tem apenas 11 anos…

O vento, a água e as pessoas.

No céu, o vento,
No mar, os peixes.
Na terra, as pessoas.
O vento bate em meu rosto,
a água escorre num momento sem fim
e as pessoas, como peixes, passam por mim.

E tudo é tão repetido,
isso já me incomoda.
Quero mudar, quero ser diferente.
E se eu fizer de traz para frente?

E se eu fizer de traz para frente?
Quero mudar, quero ser diferente.
Isso já me incomoda,
e tudo é tão repetido.

Por mim passam os peixes, como pessoas.
Sem fim, num momento,
escorre o vento,
e em meu rosto bate a água.
Vento, na terra.
Pessoas, no mar.
Peixes, no céu.

Cometas decidem sua vida…

Ainda sobre o assunto dos eventos ao acaso que influenciam decisivamente sua vida. Foi por causa do cometa Bennet de 1969, citado no final desta entrevista – junto com a descida dos humanos na Lua, claro! – que meu pai acabou comprando um telescópio para mim. Este telescópio, junto com meu cachorro “Dog” e meu amigo Sinézio, formam a base de minhas lembranças dos 9 aos 13 anos de idade.

Ou seja, se não fosse o cometa Bennet, eu bem que poderia ser hoje um engenheiro civil ou arquiteto, como meu pai queria desejava. Teria mais grana (será?), mas não teria um currículo Lattes tão extenso (pobre consolação…). Não teria conhecido a Nice nem tido minhas crianças (pois teria acabado minha graduação mais cedo e provavelmente não teria feito pós). Não teria conhecido meus amigos Fernando Cachucho, Alexandre Martinez, Nestor Caticha, Mauro Copelli e Antônio Carlos Roque (por ordem de encontro histórico).

Ou seja, tudo por causa de um cometa… Quem disse que os astros não influenciam nossa vida?

Folha – Fale um pouco sobre sua carreira. Como o sr. virou um caçador de cometas? McNaught – Eu me interesso por astronomia desde muito jovem e me tornei um astrônomo amador. Sempre fui ávido por isso, sair por aí para fazer observações com meu próprio telescópio. Então eu tive oportunidades que me levaram nesta direção. Mas não sou pesquisador, sou um observador.

Folha – Em que o sr. se formou?
McNaught – Em psicologia, mas nunca trabalhei com isso. Assim que me formei, há uns 20 anos, consegui um emprego em astronomia. Sempre foi minha paixão.

Folha – Por que o sr. não se matriculou em física, ou algum curso ligado à astronomia?
McNaught – Eu fiz isso, mas eu larguei o curso porque minhas notas estavam péssimas. Eu fui para psicologia porque gostava do assunto, mas nunca trabalhei na área.

Folha – O sr. acha que a passagem de um cometa como este pode tornar os jovens de hoje interessados em astronomia?
McNaught – Eu já tinha interesse em astronomia antes de ver o cometa Bennet em 1969, mas foi a partir dali que eu fiquei deslumbrado. Aquele cometa era espetacular e certamente aumentou meu interesse em astronomia.