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Blog do Noblat: como mentir dizendo apenas a verdade

Eu estou ensinando @s meus/inhas [email protected] de Estatística Aplicada à Educação como detetar abusos de estatística (erro produzido com má fé) e erros metodológicos nos jornais e blogs noticiosos. Hoje observei um abuso estatístico flagrante, do conhecido Blog do Noblat:

Dilma e Marina no limite de rejeição

A pesquisa CNT/Sensus também revelou que a rejeição da ministra Dilma Rousseff e da senadora Marina Silva (PV-AC) está no limite.

* 37,6% dos entrevistados não votariam em Dilma.
* 39% não votariam em Marina.

Para o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, nenhum candidato é eleito quando sua rejeição chega à casa dos 40%.

Quem também ficou no limite é o candidato Ciro Gomes (PSB-CE). Heloísa Helena (PSol-AL) e Antônio Palocci (PT-SP) ultrapassaram a marca de 40%.

* 39,9% dos entrevistados não votariam em Ciro.
* 43% não votariam em Heloísa Helena.
* 45,8% não votariam em Antônio Palocci.

A dupla tucana, José Serra e Aécio Neves conta com a menor rejeição,
* 29,1% dos entrevistados não votariam em José Serra.
* 26,3% não votariam em Aécio Neves.

A manchete ilustra a máxima do jornalismo: “Mentir dizendo apenas a verdade”.

Dilma e Marina estão perto da taxa de rejeição máxima: verdade

Mas Ciro, Heloisa Helena e Palocci já ultrapassaram essa margem!

Outras possíveis manchetes (verdadeiras mas enganosas) com os mesmos dados:

Aécio sofre menos rejeição que Serra

Quase 30% do eleitorado não votaria de jeito nenhum em Serra

Palocci é o candidato mais rejeitado

O que é que isso, Noblat? É assim que você ensina a ser jornalista em seus livros?
oOo
Os números de taxa de rejeição da pesquisa CNT/Sensus (não achei o site original, achei os dados aqui).

Para 7,7% dos entrevistados, Aécio Neves é o único candidato em quem votariam; para 29,1% um candidato que poderiam votar; 26,3% não votariam de jeito nenhum e 30,2% não conhecem/não sabem quem é.

Para 1,9% dos entrevistados, Antonio Palocci é o único candidato em que votaria; para 16,5% um candidato quem poderiam votar; 45,8% não votariam de jeito nenhum e 29,6% não conhecem/não sabem quem é.

Para 4,9% dos entrevistados, Ciro Gomes é o único candidato em quem votariam; para 35,6% um candidato quem poderiam votar; 39,9% não votariam de jeito nenhum e 13,2% não conhecem/não sabem quem é.

Para 11,3% dos entrevistados, Dilma Rousseff é a única candidata em quem votariam; para 27,3% uma candidata quem poderiam votar; 37,6% não votariam de jeito nenhum e 17,1% não conhecem/não sabem quem é.

Para 5,5% dos entrevistados, Heloísa Helena é a única candidata em quem votariam; para 28,0% uma candidata quem poderiam votar; 43,0% não votariam de jeito nenhum e 16,6% não conhecem/não sabem quem é.

Para 20,2% dos entrevistados, José Serra é o único candidato em quem votariam; para 39,7% um candidato que poderiam votar; 29,1% não votariam de jeito nenhum e 5,2% não conhecem/não sabem quem é.

Para 3,9% dos entrevistados, Marina Silva é a única candidata em quem votariam; para 16,9% uma candidata que poderiam votar; 39,0% não votariam de jeito nenhum e 33,3% não conhecem/não sabem quem é.

Por que psicólogos devem estudar estatística?


Para obter resultados interessantes como este:

The thermodynamics of human reaction times

Authors: Fermín Moscoso del Prado Martín
(Submitted on 21 Aug 2009)

Abstract: I present a new approach for the interpretation of reaction time (RT) data from behavioral experiments. From a physical perspective, the entropy of the RT distribution provides a model-free estimate of the amount of processing performed by the cognitive system. In this way, the focus is shifted from the conventional interpretation of individual RTs being either long or short, into their distribution being more or less complex in terms of entropy. The new approach enables the estimation of the cognitive processing load without reference to the informational content of the stimuli themselves, thus providing a more appropriate estimate of the cognitive impact of different sources of information that are carried by experimental stimuli or tasks. The paper introduces the formulation of the theory, followed by an empirical validation using a database of human RTs in lexical tasks (visual lexical decision and word naming). The results show that this new interpretation of RTs is more powerful than the traditional one. The method provides theoretical estimates of the processing loads elicited by individual stimuli. These loads sharply distinguish the responses from different tasks. In addition, it provides upper-bound estimates for the speed at which the system processes information. Finally, I argue that the theoretical proposal, and the associated empirical evidence, provide strong arguments for an adaptive system that systematically adjusts its operational processing speed to the particular demands of each stimulus. This finding is in contradiction with Hick’s law, which posits a relatively constant processing speed within an experimental context.

Comments: Submitted manuscript
Subjects: Neurons and Cognition (q-bio.NC); Disordered Systems and Neural Networks (cond-mat.dis-nn); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech); Human-Computer Interaction (cs.HC)
Cite as: arXiv:0908.3170v1 [q-bio.NC]

OK, OK, isto também é interessante (engraçado que a mesma teria explicaria a questão dos bumbuns…):

Large breasts

Why men prefer women with large breasts had long been a mystery in evolutionary psychology, especially since the size of a woman’s breasts has no relationship with her ability to lactate; women with small breasts can produce as much milk for their infants as those with large breasts. So women with large breasts do not necessarily make better mothers than women with small breasts. Why, then, do men prefer women with large breasts? There was no satisfactory answer to this question until recently.

Marlowe suggested a solution to this puzzle in the late 1990s, although with hindsight it is another mystery why nobody else thought of the idea sooner. Marlowe makes the simple observation that larger, and hence heavier, breasts sag more conspicuously with age than do smaller breasts. Thus, it is much easier for men to judge a woman’s age (and her reproductive value) by sight if she has larger breasts than if she has smaller breasts, which do not change in shape as much with age. Recall that there were no driver’s licenses or birth certificates that men could check to learn how old women were in the ancestral environment. There was no calendar and thus no concept of birthdays in the ancestral environment, so women themselves didn’t know exactly how old they were. The ancestral men needed to infer a woman’s age and reproductive value from some physical signs, and the state of her breasts provided a pretty good clue, but only if they were large enough to change their shape conspicuously with age. Men could tell women’s age more accurately, and attempt to mate with only young women, if they had larger breasts. Marlowe hypothesizes that this is why men find women with large breasts more attractive.

More recently, there has been a competing evolutionary psychological explanation for why men prefer women with large breasts. A study of Polish women shows that women who simultaneously have large breasts and a tight waist have the greatest fecundity, indicated by their levels of two reproductive hormones (17-β-estradiol and progesterone). So men may prefer women with large breasts for the same reason as they prefer women with small waists. Further empirical evidence is necessary to evaluate which of these two competing evolutionary psychological explanations is more accurate. This is just one of many areas where there are competing hypotheses in evolutionary psychology — a sign of active, healthy science and clear evidence that critics of evolutionary psychology who claim that it consists of empirically untestable “just-so stories” are simply ignorant of the field.

Men can accurately infer a woman’s age and reproductive value if they can directly observe their breasts and other physical features (such as the fat content and distribution of the body, evidenced by the small waist, as I explain in the previous post). But what would men do if they could not directly observe women’s bodies? What if the woman’s body is concealed, by heavy clothing, for example? Men need another way to determine a woman’s age: her hair color. That’s the topic of my next post.

A gripe passou?

Sim, passou dos 500 óbitos. Passaremos os EUA dentro de dois ou três dias. nos tornando campeões mundias da gripe suína. Atingiremos 1000 óbitos no início de setembro, segundo Roberto Takata.

Com os novos dados, o novo modelo fica:

número de mortos anunciados = 0,00009*(dias desde 28 de junho)^3,882

R^2 = 0,9925

(Ainda tem um ajuste melhor do que o modelo exponencial – mesmo um que despreze os primeiros 20 dias desde a primeira morte no país.)

Pelo novo modelo, passamos de 500 mortes amanhã. A barreira dos 1.000 é ultrapassada dia 02/set (não mais 01/set).

Para daqui a 7 dias (28/ago) são previstas 767 mortes; daqui a duas semanas (04/set): 1.170; daqui a 30 dias (20/set): 2.656. Para o dia 07/set: 1.383.

O erro médio está na casa dos 14% para mais ou para menos.

[]s,

Roberto Takata

Mortes por gripe suína

Pois é Takata, até agora você acertou (com uma certa subestimação). O seu fit fornece 317 óbitos para hoje (contra 339 confirmados hoje). Mas uma lei de potência não tem muita motivação teórica, enquanto que uma exponencia decorre diretamente dos modelos epidemiológicos…

Bem, em cima dos dados de mortes no Brasil pela gripe A(H1N1), um dos melhores modelos (dos mais simples) de ajuste é potência:no. de mortes = 9.10^-5 x^3,9127 (dias desde 28 de junho). O valor de R^2 é 0,9898. [nota: preciso falar sobre algarismos significativos para o Takata…]

Por esse modelo: amanhã (dia 14/08), passamos dos 300 mortos no país; daqui a uma semana (dia 20/08), passamos dos 500; dia 01/09, passamos dos 1.000 [e Osame ganha kit Colorado do Igor Santos e Carlos Hotta]; e no dia 07/09, passamos dos 1.500.

Uma aposta macabra feita com meus amigos blogueiros


Nos primórdios da epidemia de gripe suína, fiz uma aposta com o Igor Santos, cético de carteirinha, do blog 42:


Realmente teorias conspiratórias não são um bom sinal. Eu já comentei para o João que a gripe suina está afetando bastante negativamente os mercados, ações das companhias de aviação e hotéis de turismo etc.

Mas o seguro morreu de velho, ou seja, somos hipocondriacos e temos tendencias à checagem obsessivo compulsiva (lavar as maos, os alimentos, pureza ritualista, checar o gás, se a porta está fechada, etc) porque entre os nossos antepassados evolucionarios, quem fez isso acabou sobrevivendo: na hora de detetar o perigo, o falso negativo tem consequencias muito piores que o falso positivo. Essa é uma atitude racional… enquanto que o ceticismo quando alguém grita “Fogo!” dentro de um prédio é uma atitude irracional…

Para medir as crenças Bayesianas das pessoas, basta usar apostas. Te proponho duas:

1. Aposto um conjunto de cervejas Colorado aqui de Ribeirão (R$ 38,00) que teremos mais que 1.000 mortes no Brasil devido à gripe suina.
2. Eu aposto que se você tiver dinheiro disponivel e acesso, você vai comprar o Tamiflu (que rapidamente está se esgotando). Quando divulgaram que o Brasil tem 9 milhoes de doses do remédio, esqueceram de dizer que é necessario 10 doses para cada caso… Ou seja, na verdade só podemos tratar 900.000 casos.

A conta é muito simples! Multiplique a taxa de infecção pela taxa de mortalidade dessa gripe, e os números acima ficam hiperconservadores…

Posted by: Osame Kinouchi | abril 28, 2009 3:29 PM

Osame, você tocou num ponto interessante quando mencionou alguém gritando “Fogo!”.
Eu morei dois anos num prédio com detector de fumaça nos corredores e alarmes de incêndio daqueles que mandam evacuar e chamam os bombeiros, mas depois do sétimo alarme falso (geralmente causado por alguém que esquecia a torradeira ligada e a transformava numa máquina de fumaça), eu ignorei três outras ocorrências. “Se for um incêndio mesmo, eu só espero que um bombeiro me salve antes, mas eu não vou descer trinta e seis andares de escada de novo!”
Isso é sim burrice, mas o mundo já está tão fundo na merda que eu não consigo mais ligar.
De tanto cagarem ao meu redor eu me tornei imune “até demais”.

Não sei, acho que vou casar essa sua aposta. 1000 mortes confirmadas até 31 de dezembro?

Posted by: Igor Santos | abril 28, 2009 5:28 PM


Eu caso a aposta com o Osame e se eu bebesse cerveja, dobraria!

Posted by: Carlos Hotta | abril 29, 2009 5:51 PM

Bom, parece que vou beber umas cervejas de graça durante o II EWCLiPo. Mas acho que esta aposta macabra ficou com um gosto amargo…




Sarney causa gripe suína?

Correlaçao não é causação: um interessante exemplo de correlação entre duas séries temporais (Sarney e gripe) totalmente independentes.

Notícia boa não vende jornal

Confirmando o ditado: jornalismo é a arte de falar mentiras dizendo apenas a verdade

A Cidade, domingo 12 de julho de 2009 (jornal de Riberão Preto).

Número de acidentes sobe 10,9 % em um ano

Isso é verdade, mas a frota e a população também aumentaram. Será que o mais importante não seria saber qual a probabilidade de seu carro se envolver num acidente, ou qual a probabilidade de você ser uma vítima?

Esses números se mantém constantes, ou mesmo apresentam diminuição desde 2005, ver gráfico acima.

Gráfico de correlação da gripe suína

Mesmo com os casos comprovados sendo apenas uma fração dos casos clínicos, mantém-se uma certa proporcionalidade entre os casos comprovados e as mortes confirmadas.
É interessante notar que a maioria dos países que estão acima da linha de correlação são latino-americanos e a Argentina é o gramde ponto fora da curva. A excessão é o Brasil, o que poderia explicar porque o Ministro Temporão acredita que isto é apenas uma gripezinha ou virose comum.

Country…………………Cases………………Deaths

United States[3]…..32,693[4]………….210[5]
Mexico………………….11,699[6]………….121 (77)[6][7]
Argentina……………….2,800[8][9]………89[10][11]
Canada…………………..9,432[12]………….39[12]
Chile………………………9,135[13]…………..21[14]
Australia………………..7,290[15]…………..20[15][16]
United Kingdom…….9,718[17]……………14[17]
Thailand………………..2,925[18][19]……..14[18][20]
Uruguay…………………..520[14]……………..7[21]
New Zealand………….1,431[22]……………..6[22]
Colombia…………………..138[14]……………..4[14]
Peru……………………….1,331[23]……………..3[23]
Costa Rica…………………277[14]………………3[14]
Paraguay………………….114[14]………………3[14]
Guatemala……………….300[14]………………2[1]
Dominican Republic….108[1]………………..2[1]
Philippines…………….2,668[1]………………..1[1]
Brazil……………………….977[24]……………….1[1]
Spain……………………….870[2]…………………1[1]
El Salvador……………..350[1]………………….1[14]
Brunei…………………….174[25]………………..1[26]
Honduras………………..123[1]………………….1[27]
Jamaica…………………….32[1]………………….1[28]

Cigarro faz bem à saúde?




Sequindo a pauta sugerida pela Fernanda Figueiredo da SciAm Brasil:

O lado perverso da persuasão
Até meados do século XX, a indústria do tabaco vendeu para o mundo um estilo de vida que mesclou valores familiares tradicionais, liberação da mulher e afirmação da classe média. Valia tudo, até advogar benefícios do cigarro para a saúde
por Maria Berenice da Costa Machado

Mentiras e Estatísticas

Luís Brudna agora tem um blog no Science Blogs Brasil, o Massa Crítica. Dali retiro este vídeo, onde o prof. Arthur Benjamin defende que os cursos de Cálculo sejam substituidos por cursos de Probabilidade e Estatística. Uma das consequências seria o desenvolvimento de um maior espírito crítico frente às manipulações estatísticas pelo governo, pela mída e pelas pseudociências (atividades geralmente aparentadas).
Dado que aqui no Brasil os cursos de Biologia, Psicologia, etc., em geral não tem cursos de Cálculo, acho que estamos na vanguarda. Mas seria interessante que a ênfase durante o curso fosse deslocada para a análise de falácias estatísticas, em vez do curso tradicional de estatística.
Dado que darei a disciplina de estatística para o curso de Pedagogia da FFCLRP no semestre que vem (apenas duas horas por semana!), talvez seja uma boa oportunidade de avaliar se isto é possível. Quemsabe daria até para propor uma mudança de ementa.

PS: É claro que em vez de eliminar cursos de cálculo, poderíamos substituí-los por cursos de sistemas dinâmicos. Afinal, sem isso não é possível entender as aplicações de sistemas dinâmicos em Psicologia ou dinâmicas epidêmicas em Biologia

Sexo, internet, mentiras e estatísticas

A Folha reporta hoje uma série de estatísticas referentes ao comportamento sexual do brasileiro. Imagino que pesquisas deste tipo devem ter os seus problemas metodológicos, mas me impressiona que tais problemas não sejam discutidos durante a reportagem.

Por exemplo, eu nunca entendi este tipo de dado:

Entre os homens, 10,3% afirmaram ter feito sexo com ao menos um parceiro que conheceu pela internet durante o período — para as mulheres, a taxa é de 4,1%.

Descontando as relações homossexuais e com profissionais do sexo (que imagino não foram alvo da pesquisa específica sobre comportamento na internet), estes dados diriam, no mínimo (ou seja, na hipótese de apenas uma parceira por homem), que algumas mulheres são mais promíscuas, pois estariam fazendo sexo com uma média de 2,5 homens. Eu disse “no mínimo”, pois a pesquisa reporta “ao menos um”, ou seja, em média mais que um.

Isso parece pouco crível: ou homens, ou mulheres, ou ambos estão mentindo, como diria o Dr. Gregory House.
Será que ainda vivemos em uma cultura onde os homens contam vantagem sobre suas conquistas ou as mulheres escondem suas relações por medo de parecerem fáceis? Mas a metodologia da pesquisa não deveria ter previsto e evitado isto (por exemplo, garantindo anonimato etc).

É engraçado os responsáveis pela pesquisa divulgarem os números sem tentarem compatibilizar os resultados.

Uma terceira hipótese seria a de que mulheres e homens interpretam de forma diferente o significado da expressão “fazer sexo”. Uma espécie conceito sexual a là Bill Clinton, só que ao contrário.

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde aponta que ao menos 7,3% dos brasileiros já fizeram sexo com pessoas que conheceram pela internet –o estudo, realizado entre setembro e novembro de 2008, questionou entrevistados sobre os hábitos sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa.
Entre os homens, 10,3% afirmaram ter feito sexo com ao menos um parceiro que conheceu pela internet durante o período — para as mulheres, a taxa é de 4,1%.
Segundo a “Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas”, os jovens são os que mais procuram parceiros sexuais pela internet. Entre a população de 15 a 24 anos, 10,5% afirmam ter mantido relações sexuais com “amigos virtuais”. Para os entrevistados entre 24 e 49 anos de idade, esse índice cai para 5,4%, e para 1,7% entre as pessoas com 50 a 64 anos.

Bala Meteorítica Perdida

Não existem casos registrados de humanos mortos por meteoritos (lembro-me, sem referências, de alguém ter me falado sobre uma vaca atingida por um).
Então estimo que a probabilidade de ser atingido é bastante baixa (bem menos que uma bala perdida no Rio…). E no entanto acontece. Coincidências acontecem. Eu só não entendo as pessoas que dizem que nada acontece por acaso…
Garoto alemão diz ter ficado ferido com queda de meteorito

da Folha Online

O adolescente Gerrit Blank, 14, afirma ter sido atingido por um meteorito quando ia para a escola em Essen, na Alemanha. Segundo o jornal “Daily Telegraph”, o objeto atingiu a mão do garoto, que ficou com uma cicatriz de 7 centímetros, e um buraco no chão.

“Primeiro eu vi uma luz forte e, de repente, senti uma dor na mão”, afirmou Blank ao jornal. “O barulho que veio depois do lampejo de luz foi tão forte que fiquei com o ouvido zumbindo por horas.”

Segundo ele, o meteorito tinha o tamanho de uma ervilha. Estudos químicos provaram que se trata, de fato, de um objeto vindo do céu. “É um meteorito real, além de ser valioso para colecionadores e cientistas”, afirma Ansgar Kortem, diretor do Observatório Walter Hohmann.

Kortem afirma que a maior parte dos meteoritos se desintegra na atmosfera da Terra, sem chegar ao chão. “E seis entre sete meteoritos que chegam à Terra caem na água”, diz.

Estudando a blogosfera

Macroscopic and microscopic statistical properties observed in blog entries

Authors: Yukie Sano, Misako Takayasu
(Submitted on 9 Jun 2009)

Abstract: We observe the statistical properties of blogs that are expected to reflect social human interaction. Firstly, we introduce a basic normalization preprocess that enables us to evaluate the genuine word frequency in blogs that are independent of external factors such as spam blogs, server-breakdowns, increase in the population of bloggers, and periodic weekly behaviors. After this process, we can confirm that small frequency words clearly follow an independent Poisson process as theoretically expected. Secondly, we focus on each blogger’s basic behaviors. It is found that there are two kinds of behaviors of bloggers. Further, Zipf’s law on word frequency is confirmed to be universally independent of individual activity types.

Comments: 10 pages, 14 figures
Subjects: Physics and Society (physics.soc-ph)
Cite as: arXiv:0906.1744v1 [physics.soc-ph]

Gripe suína: o número de casos confirmados cresce exponencialmente

É impossível avaliar no momento a taxa real de transmissão da gripe, ou seja, quantos casos em média um caso produz (isso é chamado de taxa de ramificação sigma).
Porém, é interessante constatar que os casos confirmados oficialmente pela Organização Mundial de Saúde crescem exponencialmente com uma taxa sigma = 1,5. O gráfico acima foi eu que fiz com os dados da OMS retirados daqui.  O dia zero é hoje.
Espero que esse não seja o valor de sigma verdadeiro. Se for, o processo é realmente supercrítico de maneira robusta e teremos uma pandemia inevitável (OK, acho que a OMS sabe disso, afinal fase 5 significa exatamente “pandemia iminente”). 
Me irritam argumentos falaciosos usados pelo ministro Temporão em suas entrevistas, por exemplo sugerir que os 52 hospitais com leitos designados são suficiente. Primeiro, porque ele não informa quantos leitos destinados à gripe existem no total (eu suponho que sejam menos de 1000, que era o menor número recomendado pelo plano de contenção do Ministério da Saúde), e segundo porque foi divulgado que apenas metade desses leitos possuem pressão interna inferior à atmosférica (a fim de evitar o escape do vírus).
O centro de Prevenção e Controle de Doenças da União Européia estima que de 40 a 50% da população pegará a gripe, e que desse total, 4% precisarão ser hospitalizados. Vamos ser conservadores (dado que todos sabemos que as condições de saúde no Brasil são muito melhores que na Europa!): estimemos 30% de contágio e 2% de hospitalizações. Isso dá 180.000.000 x 0,3 x 0,02 = 1.080.000 hospitalizações (casos graves). Supondo que um leito seja ocupado por duas semanas (muito conservador!) e supondo uma temporada de gripe de 8 semanas (ver aqui), teriamos uma necessidade, por baixo (e bota baixo nisso!) de 250.000 leitos. Ministro, quantos leitos disponíveis nós temos mesmo? E o que acontece com os casos graves se eles não forem hospitalizados?
Eu também não entendo essa ênfase dos jornais em ficar repetindo frases confortadoras sem análise crítica. Vejamos as mais comuns:
1. “A OMS não recomenda fechar fronteiras ou cancelar viagens aéreas“. Sim, ela não recomenda porque a epidemia está fora de controle, de modo que não adianta mais fazer isso. Seria uma penalização das companhias aéreas sem retorno em contenção epidemiológica. 
2. “O consumo de carne de porco bem cozida é seguro“. Mas é claro, o consumo de qualquer alimento bem cozido é seguro. A pergunta é: as manadas de porcos estão sendo contaminadas (como no caso reportado hoje pelo Canadá?). Essas manadas de porcos ajudam a propagar a epidemia? Santa Catarina vai sofrer mais devido à seu enorme rebanho de porcos? A gripe suína pode ficar endêmica em Santa Catarina e retornar todo ano, com vírus mutados?
3. “A automedicação não é recomendada“. Sabemos disso, afinal nenhuma automedicação é recomendada. A questão é: o Tamiflu está esgotado nas farmácias? (Sim). 
4. “O governo tem matéria prima para fabricar 9 milhões de tratamentos“. Isso significa 9 milhões de doses (e portanto 900.000 pessoas atendidas dado que cada uma necessita de 10 doses) ou 90 milhões de doses? Sendo otimista e supondo 9 milhões de atendimentos de casos graves, quantos casos graves espera-se supondo uma taxa de infecção (conservadora) de 20% da população? E em quanto tempo os laboratórios do governo conseguiriam fabricar essas doses? E por que ainda não começaram a fabricação?
5. “Nenhum caso confirmado ainda no Brasil“. Claro, dado que não dispomos dos kits de identificação laboratorial do vírus. A questão é: por que esses kits demoraram tanto a chegar?
6. “Temos apenas 7 casos suspeitos e 42 casos em observação“. Números absolutos nada dizem sobre um processo com crescimento exponencial. Lembram da historinha do rei da Índia e do criador do xadrez? O rei perguntou ao sábio o que ele queria em recompensa pela invenção do jogo. O sábio disse que queria “apenas” um grão de arros pela primeira casa, dois pela segunda, quatro pela terceira, oito pela quarta etc… O rei ridicularizou o sábio por querer uns poucos grãos de arroz. O sábio mostrou depois que 2 elevado a 64 grãos de arroz era maior que toda a riqueza da Terra… 
São essas as perguntas que os repórteres e blogueiros deveriam pesquisar. Mas todo mundo está ocupado  em participar de uma overreaction sobre a suposta overreaction da OMS. OK, essa estratégia de avestruz escondendo a cabeça no buraco de areia pode ser desculpável em pessoas leigas pseudo-intelectuais, porta-vozes do governo e jornalistas desinformados, mas não em cientistas que entendem um mínimo de dinâmica de populações e epidemiologia.

A verdade está lá fora…


Do ArXiv, a ser lido em tempos de pandemia:

Probing the Improbable: Methodological Challenges for Risks with Low Probabilities and High Stakes

Toby Ord, Rafaela Hillerbrand, Anders Sandberg
(Submitted on 30 Oct 2008)
Some risks have extremely high stakes. For example, a worldwide pandemic or asteroid impact could potentially kill more than a billion people. Comfortingly, scientific calculations often put very low probabilities on the occurrence of such catastrophes. In this paper, we argue that there are important new methodological problems which arise when assessing global catastrophic risks and we focus on a problem regarding probability estimation. When an expert provides a calculation of the probability of an outcome, they are really providing the probability of the outcome occurring, given that their argument is watertight. However, their argument may fail for a number of reasons such as a flaw in the underlying theory, a flaw in the modeling of the problem, or a mistake in the calculations. If the probability estimate given by an argument is dwarfed by the chance that the argument itself is flawed, then the estimate is suspect. We develop this idea formally, explaining how it differs from the related distinctions of model and parameter uncertainty. Using the risk estimates from the Large Hadron Collider as a test case, we show how serious the problem can be when it comes to catastrophic risks and how best to address it.

Quantifying the transmission potential of pandemic influenza

(Submitted on 20 Nov 2007 (v1), last revised 17 Dec 2007 (this version, v2))

This article reviews quantitative methods to estimate the basic reproduction number of pandemic influenza, a key threshold quantity to help determine the intensity of interventions required to control the disease. Although it is difficult to assess the transmission potential of a probable future pandemic, historical epidemiologic data is readily available from previous pandemics, and as a reference quantity for future pandemic planning, mathematical and statistical analyses of historical data are crucial. In particular, because many historical records tend to document only the temporal distribution of cases or deaths (i.e. epidemic curve), our review focuses on methods to maximize the utility of time-evolution data and to clarify the detailed mechanisms of the spread of influenza. First, we highlight structured epidemic models and their parameter estimation method which can quantify the detailed disease dynamics including those we cannot observe directly. Duration-structured epidemic systems are subsequently presented, offering firm understanding of the definition of the basic and effective reproduction numbers. When the initial growth phase of an epidemic is investigated, the distribution of the generation time is key statistical information to appropriately estimate the transmission potential using the intrinsic growth rate. Applications of stochastic processes are also highlighted to estimate the transmission potential using the similar data. Critically important characteristics of influenza data are subsequently summarized, followed by our conclusions to suggest potential future methodological improvements.

Comments: 79 pages (revised version), 3 figures; added 1 table and minor revisions were made in the main text; to appear in Physics of Life Reviews; Gerardo’s website (this http URL), Hiroshi’s website (this http URL)
Subjects: Populations and Evolution (q-bio.PE)
Cite as: arXiv:0711.3088v2 [q-bio.PE]

Modeling the Worldwide Spread of Pandemic Influenza: Baseline Case and Containment Interventions

(Submitted on 24 Jan 2007)

We present a study of the worldwide spread of a pandemic influenza and its possible containment at a global level taking into account all available information on air travel. We studied a metapopulation stochastic epidemic model on a global scale that considers airline travel flow data among urban areas. We provided a temporal and spatial evolution of the pandemic with a sensitivity analysis of different levels of infectiousness of the virus and initial outbreak conditions (both geographical and seasonal). For each spreading scenario we provided the timeline and the geographical impact of the pandemic in 3,100 urban areas, located in 220 different countries. We compared the baseline cases with different containment strategies, including travel restrictions and the therapeutic use of antiviral (AV) drugs. We show that the inclusion of air transportation is crucial in the assessment of the occurrence probability of global outbreaks. The large-scale therapeutic usage of AV drugs in all hit countries would be able to mitigate a pandemic effect with a reproductive rate as high as 1.9 during the first year; with AV supply use sufficient to treat approximately 2% to 6% of the population, in conjunction with efficient case detection and timely drug distribution. For highly contagious viruses (i.e., a reproductive rate as high as 2.3), even the unrealistic use of supplies corresponding to the treatment of approximately 20% of the population leaves 30%-50% of the population infected. In the case of limited AV supplies and pandemics with a reproductive rate as high as 1.9, we demonstrate that the more cooperative the strategy, the more effective are the containment results in all regions of the world, including those countries that made part of their resources available for global use.

Comments: 16 pages
Subjects: Other (q-bio.OT); Statistical Mechanics (cond-mat.stat-mech); Physics and Society (physics.soc-ph)
Journal reference: PLoS Med 4(1): e13. (2007)
DOI: 10.1371/journal.pmed.0040013
Cite as: arXiv:q-bio/0701038v1 [q-bio.OT]

A Simple Cellular Automaton Model for Influenza A Viral Infections

Catherine BeaucheminJohn SamuelJack Tuszynski
(Submitted on 6 Feb 2004)

Viral kinetics have been extensively studied in the past through the use of spatially homogeneous ordinary differential equations describing the time evolution of the diseased state. However, spatial characteristics such as localized populations of dead cells might adversely affect the spread of infection, similar to the manner in which a counter-fire can stop a forest fire from spreading. In order to investigate the influence of spatial heterogeneities on viral spread, a simple 2-D cellular automaton (CA) model of a viral infection has been developed. In this initial phase of the investigation, the CA model is validated against clinical immunological data for uncomplicated influenza A infections. Our results will be shown and discussed.

Comments: LaTeX, 12 pages, 18 EPS figures, uses document class ReTeX4, and packages amsmath and SIunits
Subjects: Cell Behavior (q-bio.CB); Quantitative Methods (q-bio.QM)
Journal reference: Journal of Theoretical Biology, 232(2), 21 January 2005, pp. 223-234
DOI: 10.1016/j.jtbi.2004.08.001
Cite as: arXiv:q-bio/0402012v1 [q-bio.CB]

Fofoqueiros

Esta aqui vai contra o senso comum de Ruth de Aquino e também da Psicologia Evolucionária (PE). Uma das críticas à PE é que é muito fácil fazer hipóteses de PE plausíveis, intuitivas, de senso comum, mas caso se revele que os fatos refutam dada hipótese, é igualmente fácil substituí-la por outra hipótese igualmente intuitiva e plausível.
Por exemplo, nesta pesquisa, acho que a PE e o senso comum previam que as mulheres são mais fofoqueiras (pois sabe-se que uma mulher emite três vezes mais palavras que um homem por dia, talvez ligado ao fato de que elas sempre foram as construtoras das redes sociais humanas). Em termos quantitativos (76 x 52 min para os homens) isso não é verdade. Por outro lado, parece que os homens usam a fofoca para se autopromover ou se vangloriar de seus amigos (o que significa que ele mesmo é um cara que está próximo do poder), enquanto que as mulheres usam a fofoca para denegrir (não gosto de usar este adjetivo racista) suas concorrentes. Se verdade, isso configura duas estratégias bem diferentes, talvez ligadas à como o poder se constitui nas sociedades antigas (forca explicita versus intriga?). 
Pronto, você viu? Criei minha hipótese de PE plausível para explicar os dados que refutavam a primeira hipótese de PE. Melhor não fariam marxistas e psicanalistas rasos…

01/04/2009 – 13h44  Folha Online

Homens fofocam mais que mulheres, diz estudo

da Folha Online
Homens passam mais tempo de seu dia fofocando do que as mulheres, segundo uma pesquisa realizada pela internet no Reino Unido.

O estudo do instituto de pesquisas Onepoll indica que eles passam uma média de 76 minutos diários conversando sobre amenidades com amigos e colegas de trabalho, comparado a 52 minutos gastos pelas mulheres.

Entre os assuntos favoritos dos homens estão as peripécias de amigos bêbados e os dos tempos de escola, e as histórias em torno da mulher mais bonita do escritório.

Já as mulheres preferem passar o tempo reclamando de outras mulheres, falando da vida sexual dos conhecidos e comentando sobre o peso das amigas.

Mais que sexo

O OnePoll entrevistou 5 mil pessoas pela internet.

Ele descobriu que os homens fofocam mais no escritório, enquanto as mulheres preferem fazer isso em casa.

Cerca de 30% dos homens disseram ficar mais felizes quando conversam com os colegas de trabalho, e 58% deles admitem que fofocar os faz se sentirem “enturmados.”

Outros 31% confessaram gostar mais de fofocar com as parceiras do que fazer sexo.

“Esta pesquisa prova que os homens são piores que as mulheres”, disse um representante do Onepoll. “Eles adoram um pouco de escândalo e vão fazer qualquer coisa para ser o centro das atenções dos colegas.”

Entre as mulheres, mais da metade das entrevistadas disse que conversam frequentemente sobre suas vidas pessoais com as amigas.

Elas também tendem a comentar mais sobre as celebridades do que os homens, que são mais influenciados pelos assuntos do trabalho.

“Mesmo fofocando sobre coisas diferentes, homens e mulheres concordam que conversar com amigos, colegas e parceiros os ajuda a se sentirem mais à vontade”, disse o representante da Onepoll.

Escrever faz bem?


Os tempos de sobrevida em pacientes com câncer segue uma distribuição exponencial (cada tipo de câncer tendo seu tempo médio de sobrevida). Isso significa que, se o tempo médio é 5 anos, não quer dizer que você vai viver isso e pode com alguma probabilidade ter uma sobrevida de 20 anos ou mais.

Stephen Jay Gould conta que quando soube que estava com câncer, examinou essa distribuição exponencial de sobrevidas e “decidiu” que ficaria nos 2% superiores da curva de distribuição. Acho que efetivamente ele conseguiu isso. Será que o fato de escrever tanto (e tão bem!) o ajudou nessa empreitada?

Via Twitter do Vitor Pamplona:

The Oncologist, Vol. 13, No. 2, 196-204, February 2008; doi:10.1634/theoncologist.2007-0147 
© 2008 AlphaMed Press

Implementing an Expressive Writing Study in a Cancer Clinic

Nancy P. MorganKristi D. GravesElizabeth A. PoggiBruce D. Cheson

Lombardi Comprehensive Cancer Center, Georgetown University and Georgetown University Hospital, Washington, DC, USA

Key Words. Expressive writing • Cancer clinic • Emotional disclosure • Feasibility • Leukemia • Lymphoma

Correspondence: Nancy Morgan, M.A., Arts and Humanities Program, Lombardi Comprehensive Cancer Center, 3800 Reservoir Road NW, Georgetown University, Washington, DC 20007, USA. Telephone: 202-444-7228; Fax: 202-444-7889; e-mail: [email protected]

Received August 13, 2007; accepted for publication December 18, 2007.

Patients at a comprehensive cancer center have participated in a weekly writing program for 7 years. Anecdotal evidence following writing in this clinical setting appeared congruent with the results of expressive writing studies conducted in laboratory settings. To move expressive writing research beyond the laboratory, we evaluated the feasibility of engaging a clinicalpopulation in a structured expressive writing task while they waited for an appointment in a cancer clinic. Adult leukemia and lymphoma patients (n = 71) completed a baseline assessment,20-minute writing task, postwriting assessment, and 3-week follow-up; 88% completed the writing task and 56% completed the follow-up. Participants reported positive responses to the writing, and immediately postwriting about half (49.1%) reported that writing resulted in changes in their thoughts about their illness, while 53.8% reported changes in their thoughts at the 3-week follow-up. Reports of changes in thoughts about illness immediately postwriting were significantly associated with better physical quality of life at follow-up, controlling for baseline quality of life. Initial qualitative analyses of the texts identified themes related to experiences of positive change/transformation following a cancer diagnosis. Findings support the feasibility of conducting expressive writing with a clinical population in a nonlaboratory setting. Cancer patients were receptive to expressive writing and reported changes in the way they thought about their illness following writing. These preliminary findings indicate that a single, brief writing exercise is related to cancer patients’ reports of improved quality of life.

To Bayes or not to Bayes


Bayesian Inference from Scratch

Jakub Mielczarek, Marek Szydlowski, Pawel Tambor
(Submitted on 26 Jan 2009)

We study epistemological and philosophical aspects of the Bayesian approach in different areas of science. The basic intuition as well as pedagogical introduction to the Bayesian framework is given for a further discussion concerning Bayesian inference in physics. We claim Bayesian inference to be susceptible to some epistemic limitations. We also point out paradoxes of confirmation, like Goodman’s paradox, appearing in Bayesian Theory of Confirmation in the context of cosmological applications.

Comments: RevTeX4, 21 pages, 8 figures
Subjects: Data Analysis, Statistics and Probability (physics.data-an); History of Physics (physics.hist-ph); Popular Physics (physics.pop-ph)
Cite as: arXiv:0901.4075v1 [physics.data-an]

Queremos educar nossas crianças para que produzam armas termobáricas?

(teclado com problemas nos acentos aqui…)
OK, OK, todo mundo sabe que a Ciencia, especialmente a patrocinada pelos militares,  é feita por homens brancos, machistas e ocidentais (Hummmm… eu sempre achei que os homens orientais é que fossem machistas!). Assim, achei curiosa uma reportagem que vi esta semana no canal Turbo (esses canais americanos obcecados por máquinas e tecnologia hard).
A reportagem era sobre as armas termobáricas, especialmente desenvolvidas para desencavar Osame Bin Laden (meu xará, o nome dele é com “e” final sim, busque no Google!) das cavernas do Afeganistão.
A chefe do Laboratório, que se orgulhava de descrever todo o processo de desenvolvimento da nova arma, é uma mulher vietnamita, ou seja, amarela feminista ocidental! Curioso, curioso, nada New Age…
O que falta a muitos cientistas que acham que a associação entre ciencia e tecnologia militar é natural é uma análise do impacto cultural dessas práticas no longo prazo: sim, voce pode ganhar a batalha – contra os terroristas ou o que for – mas perderá a guerra pelos coraçoes e mentes dos jovens: cada vez mais a ciencia será vista como associada às armas, às forças da morte, aos países poderosos, às grandes corporações… Basta ver os desenhos animados e filmes de Holywood, onde onde o cientísta é sempre o vilão ou  pior, empregadinho ingenuo ou vendido do vilão… Não se desperta verdaderias vocações científicas assim!
Análise de longo prazo: o gap tecnológico (em armamentos) entre os EUA e os outros países está aumentando, de modo que nenhum exército convencional pode lhe fazer frente. Ou seja, os EUA podem impor sua vontade, mesmo que esta seja injusta, mesmo que países razoáveis como Canadá ou a Noruega discordem veementemente, por exemplo! 
Se em um dado momento o interesse for outro – por exemplo uma nova política militarista Neocon em um governo cripto-teocrático de Jeb Bush, depois que Obama for destroçado pela crise – os países do mundo poderão chorar e mendigar (na ONU), mas o que fazer realmente contra o porta-aviões Nimitz e as armas super-hiper-mega inteligentes? A República Democrática pode virar um Império, lembram? Ou precisamos assistir de novo a Star Wars episódios 1, 2 e 3?
Fica claro o que irá ocorrer: a única tática viável frente a esse gap tecnológico é o terrorismo, com suas vítimas civis. Basta ver o segundo episódio de Battlestar Galactica, terceira temporada… onde os homens-bomba ateus são os mocinhos!

Distribuição de tempos de vida de casamentos

Gostaria de saber… Será uma distribuição exponencial (similar ao decaimento de um estado ligado atômico)? Com que meia-vida? Ou tem uma cauda estendida? Se for exponencial, isso significa que o fator principal é o acaso e não qualquer esforço dos cônjuges? Cuidado para não usar a calculadora e criar uma profecia auto-realizadora


Economista cria calculadora que prevê chance de divórcio

A economista americana Betsey Stevenson desenvolveu uma ‘calculadora do casamento‘ que poderia prever as chances de divórcio.

A ferramenta, disponível na internet , funciona com uma comparação de estatísticas dos divórcios realizados nos Estados Unidos com os dados fornecidos pelos usuários.

O “cálculo” resulta da análise de informações como idade, tempo de casamento, número de filhos e grau de escolaridade do usuário.

Essas informações são então comparadas com estatísticas do Censo americano sobre os divórcios realizados no país. Dessa forma, o usuário da calculadora recebe uma estimativa do percentual de pessoas com perfis similares que se divorciaram no passado e faz projeções sobre as chances de divórcio dentro de cinco anos.

“Com a calculadora do casamento, você pode descobrir como muitas pessoas com perfil parecido se divorciaram”, explica Stevenson.

“Em resumo, o passado está sendo usado para determinar o futuro com essa calculadora”, disse G.Cotter Cunninghma, diretor do site que hospeda a ferramenta .

Riscos

Segundo Stevenson, pesquisadora da Universidade da Pensilvânia e especialista em casamentos e divórcis, o risco de divórcio é menor para pessoas que possuem pelo menos grau superior de escolaridade e se casam mais velhas.

Ela afirma que, entre as pessoas que se casaram nos últimos anos, a taxa de divórcio é menor entre aquelas que se casaram depois dos 30 anos. Ela explica ainda que, quanto mais cedo se casa, maiores são as chances de divórcio.

“Apesar de ser difícil identificar o que está causando essa relação, a partir dessas informações eu aconselharia meus amigos a casarem quando estiverem mais velhos”, disse a economista.