Home // Posts tagged "ufology"

Planetas extra-solares, Kepler 62 e o Paradoxo de Fermi local

Conforme aumentam o número de planetas extra-solares descobertos, também aumentamos vínculos sobre as previsões do modelo de percolação galática (Paradoxo de Fermi Local).
A previsão é que, se assumirmos que Biosferas Meméticas (Biosferas culturais ou Tecnosferas) são um resultado provável de Biosferas Genéticas, então devemos estar dentro de uma região com pucos planetas habitáveis. Pois se existirem planetas habitados (por seres inteligentes) por perto, com grande probabilidade eles são bem mais avançados do que nós, e já teriam nos colonizado.
Como isso ainda não ocorreu (a menos que se acredite nas teorias de conspiração dos ufólogos e nas teorias de Jesus ET, deuses astronautas etc.), segue que quanto mais os astronomos obtiverem dados, mais ficará evidente que nosso sistema solar é uma anomalia dentro de nossa vizinhança cósmica (1000 anos-luz?), ou seja, não podemos assumir o Princípio Copernicano em relação ao sistema solar: nosso sistema solar não é tipico em nossa vizinhança.  Bom, pelo menos, essa conclusão está batendo com os dados coletados até hoje…
Assim, é possível fazer a previsão de que uma maior análise dos planetas Kepler 62-e e Kepler 62-f revelará que eles não possuem uma atmosfera com oxigênio ou metano, sinais de um planeta com biosfera.

Persistence solves Fermi Paradox but challenges SETI projects

Osame Kinouchi (DFM-FFCLRP-Usp)
(Submitted on 8 Dec 2001)

Persistence phenomena in colonization processes could explain the negative results of SETI search preserving the possibility of a galactic civilization. However, persistence phenomena also indicates that search of technological civilizations in stars in the neighbourhood of Sun is a misdirected SETI strategy. This last conclusion is also suggested by a weaker form of the Fermi paradox. A simple model of a branching colonization which includes emergence, decay and branching of civilizations is proposed. The model could also be used in the context of ant nests diffusion.

03/05/2013 – 03h10

Possibilidade de vida não se resume a planetas similares à Terra, diz estudo

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Com as diferentes composições, massas e órbitas possíveis para os planetas fora do Sistema Solar, a vida talvez não esteja limitada a mundos similares à Terra em órbitas equivalentes à terrestre.

Editoria de arte/Folhapress

Essa é uma das conclusões apresentada por Sara Seager, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA, em artigo de revisão publicado no periódico “Science“, com base na análise estatística dos cerca de 900 mundos já detectados ao redor de mais de 400 estrelas.

Seager destaca a possível existência de planetas cuja atmosfera seria tão densa a ponto de preservar água líquida na superfície mesmo a temperaturas bem mais baixas que a terrestre. Read more [+]

Sobre a validação de blogs científicos

Quais são os critérios usados para selecionar os blogs do ABC?

Por Osame Kinouchi

Por definição, a blogosfera científica é uma comunidade, e o objetivo do portal não é “patrulhar” a mesma, mas sim dar um acesso aos leitores, de forma concentrada em listas de links, para blogs científicos, quer sejam populares quer sejam pouco conhecidos. Entretanto,  é claro que a questão da qualidade dos blogs permanece pois ser incluído no portal implica pelo menos um aval do Laboratório de Divulgação Científica e Cientometria (LDCC-FFCLRP-USP).

Por outro lado, como poderíamos definir se um blog é científico, se não é possível definir ou demarcar (rigorosamente) o que é Ciência? Read more [+]

Atividade sísmica e UFOs

Existe uma certa correlação temporal entre o fenômeno El Ninõ e número de UFOs reportados. Isso sugere que boa parte dos UFOs corresponde a um fenômeno natural. Por outro lado, existe uma correlação entre atividade sísmica e o El Ninõ. Finalmente, existe correlação espacial entre UFOs e sítios com falhas geológicas. Seria possível que fortes campos eletromagnéticos emitidos por rupturas sísmicas induzissem alucinações em formato de bolas e discos luminosos, conforme o artigo abaixo?

Magnetically-Induced Hallucinations Explain Ball Lighting Say Physicists

Posted: 10 May 2010 09:10 PM PDT

Powerful magnetic fields can induce hallucinations in the lab, so why not in the real world too?

Transcranial magnetic stimulation (TMS) is an extraordinary technique pioneered by neuroscientists to explore the workings of the brain. The idea is to place a human in a rapidly changing magnetic field that is powerful enough to induce currents in neurons in the brain. Then sit back and see what happens.

Since TMS was invented in the 1980s, it has become a powerful way of investigating how the brain works. Because the fields can be tightly focused, it is possible to generate currents in very specific areas of the brain to see what they do.

Focus the field in the visual cortex, for example, and the induced eddys cause the subject to ‘see’ lights that appear as discs and lines. Move the the field within the cortex and the subject sees the lights move too.

All that much is repeatable in the lab using giant superconducting magnets capable of creating fields of as much as 0.5 Tesla inside the brain.

But if this happens in the lab, then why not in the real world too, say Joseph Peer and Alexander Kendl at the University of Innsbruck in Austria. They calculate that the rapidly changing fields associated with repeated lightning strikes are powerful enough to cause a similar phenomenon in humans within 200 metres.

To be sure, this is a rare event. The strike has to be of a particular type in which there are multiple return strokes at the same point over a period of a few seconds, a phenomenon that occurs in about 1-5 per cent of strikes, say Peer and Kendl.

And the observer has to be capable of properly experiencing the phenomenon; in other words uninjured. “As a conservative estimate, roughly 1% of (otherwise unharmed) close lightning experiencers are likely to perceive transcranially induced above-threshold cortical stimuli,” say Peer and Kendl. They add that these observers need not be outside but could be otherwise safely inside buildings or even sitting in aircraft.

So what would this kind of lightning-induced transcranial stimulation look like to anybody unlucky enough to experience it? Peer and Kendl say it may well look like the type of hallucinations induced by lab-based tests, in other words luminous lines and balls that appear to float in space in front of the subject’s eyes.

It turns out, of course, that there are numerous reports of these types of observations during thunder storms. “An observer reporting this experience is likely to classify the event under the preconcepted term of “ball lightning”,” say Kendl and Peer.

That’s an interesting idea: that a large class of well-reported phenomenon may be the result of hallucinations induced by transcranial magnetic stimulation.

A difficult idea to test, to be sure, but no less interesting for it. And it raises an important question: in what other circumstances are ambient fields large enough to trigger hallucinations of one kind or another?

Ref: arxiv.org/abs/1005.1153: Transcranial Stimulability Of Phosphenes By Long Lightning Electromagnetic Pulses

Alguns pensamentos soltos sobre Ciência e Pseudociência

Maria Guimarães do Ciência e Idéias sugeriu no Roda de Ciência (do qual este post faz parte) que eu transformasse meus comentários em um post. Favor deixar os comentários lá! Aqui vai, mas ainda sem muita ponderação, pois estou fazendo meu relatório bianual (o último!) da Comissão de Regime de Trabalho da USP, o relatório trianual de bolsa de pesquisa do CNPq (que será quase o mesmo…), trabalhando no novo artigo sobre medidas de centralidade na rede de ingredientes culinários com Adriano, Roque e Rosa (lembrar de contatar o Peter Riegler) e preparando o seminário Ciência e Religião a ser dado no Espaço de Cultura e Extensão (rua 9 de Julho em ribeirão) no dia 14 de abril, às 17 horas. Ufa!

Vamos definir pseudociência primeiro? Proponho a seguinte definição mínima: uma afirmação ou teoria é pseudocientífica se ela contradiz teorias científicas bem estabelecidas, não dá conta de forma honesta das evidências contrárias (por exemplo, só o faz apelando a teorias conspiratórias) e AO MESMO TEMPO afirma de modo forte que continua a “ser científica”.

Assim, se uma corrente filosófica ou escola (ou religião) não afirmam ser científicas, então não são pseudocientíficias por esta definição: ou seja, elas nao tentaram passar por científicas (dai o adjetivo pseudo) quando não o eram.

Neste esquema, a Psicanálise, o Camdomblé e a Teologia da Libertação não são pseudocientíficas, mas a o Criacionismo científico, a Cientologia e o Espiritismo seriam (apenas na medida que afirmam que possuem bases científicas sólidas que na verdade não possuem).

Achei o tom do post do Igor meio rigoroso, ele elimina a Economia e a Meteorologia como campos cientificos (para nao falar das ciencias sociais) pois em tais áreas nao é possivel fazer previsoes. Ou alguém previu (cientificamente) a crise mundial?

E eu aprendi em “Contra o Método” de Feyrabend e “A Estrutura das Revoluções Científicas” de Kuhn que o processo cientifico nao é tão certinho, progressivo e linear assim. Acho que existem práticas metodológicas (usar bons metodos estatísticos, evitar falácias lógicas, argmentar usando evidências etc), mas fica dificil acreditar no Método com M maiúsculo.

Talvez isso ocorra por eu ser um físico teórico que nunca obteve nenhum resultado usando algum “método científico” (afinal, eu sou um cara muito desorganizado!). O meu “método” é ler muito, conversar muito com colegas, ficar antenado com a literatura, perseguir certas idéias fixas com muiiiiiiita persistência – por exemplo que criticalidade é um conceito importante no processamento neural, por anos a fio (mais de 12 anos) – sem que haja evidência ou motivação empírica, mas apenas pela curiosidade de verificar se realmente seria possível obter tais resultados e pela intuição de que seria bonito e intrigante se realmente tal fosse o caso.

Ou seja, os físicos estatísticos computacionais como eu fazem modelos baseados em idéias e programas de pesquisas anteriores, que têm sua própria história e seus próprios problemas, tal como Inre Lakatos descreveu. Fazemos modelos para desenvolver idéias e questões já colocadas na área, ou novas questões que aparecem naturalmente, ou então alguma idéia criativa de algum colega que precisa ser melhor examinada. A motivação certamente não é o empirismo puro de cartilha, ou mesmo o método Popperiano: fenômeno – hipótese – teste – refutação – nova hipótese etc.

O método na física teórico-computacional é mais ou menos assim: idéias e modelos cujo comportamento precisam ser melhor conhecidos – uso de simulações (“experimentos”) para:

1. Ver se tudo vai de acordo com nossos preconceitos (expectativas teóricas);
2. Se tudo bater, ficou um trabalho fraco, pois não tem novidade;
3. Mas se surgir algum comportamento inesperado ou curioso, existe a possibilidade de publicá-lo (a ciência é uma atividade pública, conhecimento privado existe mas não é ciência, chama-se patente ou copyright);
4. No paper é necessário discutir e tentar explicar o comportamento observado: OK, neste estágio faz-se hipóteses e as testamos, não de forma exaustiva mas apenas o suficiente para convencer os referees – afinal o tempo e a vida são finitos, o tamanho dos papers são finitos e a paciência nossa e dos referees também!
5. Não têm problema se esta falta de rigor signifique que o paper se mostrará errado ou obsoleto no futuro. No futuro, quase todos estarão! O importante é transmitir novas idéias, criticar antigas, servir de andaime (e não de ponto final) na caminhada da área de pesquisa. Um paper com erros pode ser seminal, um paper perfeito pode ser perfeitamente inútil também!

Uma melhor descrição do processo científico é a idéia de que cientistas seguem “programas de pesquisa” (Inre Lakatos). E nesses programas existe um núcleo duro de afirmações que não serão submetidas a refutações (o que equivaleria a dogmas, sim), ou talvez a uma “formulação mínima teológica, tipo Concílio de Nicéia). O tal cinturão protetor de hipóteses (ad hoc ou não) de Lakatos visa proteger, defender e estender o núcleo. Se você mudar o núcleo duro, você muda o programa de pesquisa , o que seria análogo a mutações religiosas (aparecimento de novas seitas, etc).

Ou seja, a ciência evolui através da morte de antigas idéias (e seus defensores, segundo Plank) e o surgimento de novas “seitas” na nova geração de pesquisadores. O mesmo ocorre dentro da Religião, de modo que não é nesse carater sociológico de mutação e substituição que Religião e Ciência diferem. Elas diferem mais sobre no que conta no processo de seleção, na função de fitness da “seita”: compatibilidade com outras teorias teológicas, características sociológicas, econômicas, mercadológicas e psicoterapêuticas no caso das religiões e características argumentativas, compatibilidade com outras teorias, características sociológicas , econômicas e maior peso para evidências (nem sempre decisivo, porém essencial!) no caso das ciências.

****************

Achei também a igualdade natureza = ciência que o Igor propôs meio esquisita, porque os dois lados da equação deveriam ser da mesma natureza, mas de um lado temos ontologia e do outro lado temos epistemologia…

Dêem uma olhada em:
http://paginasdefilosofia.blogspot.com/2009/03/onde-esta-verdade.html

Eu acho que se queremos combater a pseudociência de forma eficaz, como querem os céticos, precisamos ter uma epistemologia e uma filosofia da ciência mais sofisticadas. Não adianta argumentar que os filósofos da ciência não eram cientistas (o que não é verdade no caso de Kuhn (físico) e Poincaré (matemático)).

Murray Gell-Mann (inventor da teoria dos quarks) critica o movimento cético em seu livro O Quark e o Jaguar pois acha que o movimento pode degringolar em patrulhamento cientifico. Dado que Gell-Mann é um WASP conservador (meu herói ficaria mais para o anarquista Feynman), essa crítica me parece muito séria!

Finalmente, pelo que me lembro, o Ceticismo filosófico (Hume e cia) é um movimento que lança dúvidas sobre o conhecimento científico. Céticos (filosóficos), desde os gregos antigos, não “acreditam” na Ciência, vamos dizer assim. Será que o movimento cético precisa mudar de nome ou é a corrente filosófica (antiga!) que precisaria revisar o seu?

****************

Pois é, se um Astrólogo disser que o Horóscopo de jornal é apenas um método simbólico de introspecção ou auto-ajuda que usa um procedimento tradicional apenas gerar novos padrões de pensamentos e perspectivas para o dia, evitando pensamentos rotineiros – ou seja, um método de brain storming individual – não vejo como acusá-lo de pseudociência (pois ele não afirmou que horóscopo era ciência!). Eu conheço pesquisadores que usam I Ching ou drogas para terem novas idéias científicas – o grande matemático Paul Erdos, por exemplo, recomendava fortes doses de café com Ritalina. Esses métodos de aleatorização do pensamento são usados na fase criativa da ciência (mutação e crossover), não na fase de avaliação crítica (seleção), e nessa fase “vale tudo”.

Mas se o astrólogo afirmar que existem sim conexões fisicas entre os astros e o psiquismo humano (sejam campos físicos seja o emaranhamento quântico tao na moda depois de Quem Somos Nós 2), então ele será um pseudocientista (na minha definição).

Eu acho que a minha definição é uma definição mínima, que questiona as afirmativas ontológicas das religiões mas deixa de fora as afirmativas não ontológicas (ou pelo menos as afirmativas que se querem científicas), as diversas filosofias de vida, a arte, muito do senso comum, muito da medicina (não “baseada em evidências” mas em práticas que funcionam como tomar aspirina antes de descobrirem porque aspirina funciona), das engenharias, das técnicas, know hows, teoria de marketing, administração, economia, e mesmo das terapias com cheiro New Age ou não (psicoterapias ou terapias corporais). Basta que essas terapias não afirmem que são (ou já são) científicas, basta que elas não peçam selo ANVISA. Basta apenas reconhecer isso: que elas não são científicas e que talvez nem precisem ser…

Mesmo assim, a minha definição pega o Criacionismo, o Inteligent Design e muito da New Age tipo Quem Somos Nós como pseudocientíficas. E se o cara acredita que a reencarnação ou UFOs já foi “comprovada científicamente” mas tudo está escondino no ArXiv (digo, Arquivo X), então também ele será um pseudocientista, e não apenas um religioso…

Acho que essa delimitação é importante, porque embora a religião seja um grande concorrente da ciência em termos de ocupar memeticamente os corações e mentes da população, são as crenças pseudocientíficas tipo Homeopatia “científica”, Ufologia, Deuses Astronautas e Criacionismo “Científico” etc que concorrem com as práticas científicas em seu própio campo, e é aí que a coisa pega ou deveria pegar…

****************************

The basic theorem of interdisciplinary research states: Physicists not only know everything;
they know everything better. This theorem is wrong; it is valid only for computational statistical physicists like me – Dietrich Stauffer.

Ufos e Terremotos

Por falar em terremotos (sim, eu trabalhei em modelos de terremotos com criticalidade auto-organizada), faz tempo que se fala em uma conexão entre UFOs e terremotos. Me perguntaram outro dia porque virei cético quanto a UFOs e isto é parcialmente a resposta (quando adolescente eu descobri essa conexão – e depois descobri que Persinger publicou primeiro, argh!).
No Blogpulse a correlação também apareceu…
Sightings of aliens have been linked to electrical fields caused by quakes.

Jerome Burne

You are driving along an empty road late at night when several large, disc-shaped lights suddenly fly in front of you. One stops and hovers above the road. Your ignition cuts out and your curiosity turns to panic. The glowing ball is on the ground in front of you now. Is that a figure emerging..? You are having a UFO experience which could mean: a) you have actually been contacted by

aliens; b) you are having hallucinations, are stressed or schizophrenic, or it is a false memory implanted later under hypnosis; c) you have walked on to the set of a sci-fi B movie in the making. But there is another possibility – you might simply be receiving advance warning of an earthquake. This is the theory of Michael Persinger, a professor of psychology and neuroscience at Laurentian University in Sudbury, Ontario, who is the subject of a television documentary tomorrow night [Ref: Equinox : Identified Flying Objects]. Mr Persinger’s research project is odd and intriguing.

For 20 years he has been working on a theory that connects not only UFOs and earthquakes, but also powerful electromagnetic fields and an explanation of paranormal beliefs in terms of unusual brain activity. “Beneath the Earth’s surface seethe massive geophysical forces,” says Mr Persinger. “Around the time of an earthquake particularly, the tremendous seismic pressure on rock crystals produces powerful local electrical fields, measuring several thousand volts per metre, more than enough to produce balls or columns of light.” Depending on the culture, these can be interpreted as dragons, mystical visions or flying saucers. In one study Mr Persinger found that 90 per cent of the accounts of luminous events in the sky reported between 1820 and 1926 could be linked to a rise in seismic activity at the same time.
More recently, noting the connection between large dams and a build-up of seismic strain he has found a link between UFO reports and five major American dams.An apparent epidemic of UFO reports in Manitoba, Canada, in 1975 was found to have coincided with a severe earthquake in the area. An apparent rash of UFOs in Missouri during 1973 and 1974 occurred at just the same time as the only two recently recorded earthquakes in the region. Two British researchers, Paul McCartney, a geochemist, and Paul Devereux, writer, have found that Clev Hill in Wiltshire, long a favourite haunt of UFO spotters lies, beside the only two fault lines in the area. But these geomagnetic fields are not only producing balls of light, they are also capable of having an effect on the brain. In a series of laboratory studies Mr Persinger has found that electromagnetically stimulating two parts of the brain involved with memory and meaning – the amygdala and the hippocampus – can suddenly release a flood of images from the past that are automatically imbued with a tremendous sense of reality and importance. He has also found that stimulating another area, the temporal lobes, can produce all sorts of mystical experiences, out-of-the-body sensations and other apparently paranormal phenomena.
Susan Blackmore, a psychologist and presenter of the television programme on Mr Persinger, has reported how she felt when her temporal lobes were stimulated with a pulsed magnetic field of the same intensity as that of a commercially available relaxation device. “It felt for all the world as though two hands had grabbed my shoulders and yanked me upright… I felt as though I had been stretched halfway up to the ceiling. Then came the emotions, Totally out of the blue, but in tensely and vividly, I suddenly felt angry. Later… I was terrified.” So not only can the electromagnetic field produced by tectonic strain produce UFO-like luminous shapes but the subjective experiences of those having close encounters begin to make sense too. Reports of blacking out as the “ship” gets near and subsequent amnesia suggest an assault on the brain’s electrical system, which could also explain why car engines often fail.Then there are sinister aliens and sexual experiments, “Temporal lobe stimulation can evoke the feeling of a presence, disorientation, and perceptual irregularities,” says Mr Persinger. “It can also activate images stored in the subject’s memory, including nightmares and monsters that are normally suppressed.” Strong magnetic fields affect the genitals,sensations which can be interpreted as “spacemen did tests on my genitals”.
Mr Persinger’s theory also implies that UFO spotting could seriously damage your health. “Exposure to intense magnetic fields has been associated with an increase in cancers of the blood, brain and sexual organs and a rise in depression, suicide and alcohol abuse,” says Mr Persinger. He notes that of three children who were closest to the famous lights, interpreted as a vision of Virgin Mary, at Fatima in Portugal in 1917, two died within three years, one from a solid lung tumour.

Para ler…

Possible Structures of Sprites
Authors: Kwang-Hua W. Chu
(Submitted on 19 Sep 2006)
Abstract: Upon using the hydrodynamic analog we can derive some families of stationary Beltrami field-like solutions from the free Maxwell equations in vacuum. These stationary electromagnetic fields are helical and/or column-like once they are represented in a suitable frame of reference. Possible dendritic and jelly-fish-like patterns of sprites are demonstrated.
Comments: 2005 Feb. works; 5 figures
Subjects: General Physics (physics.gen-ph)
Cite as: arXiv:physics/0609157v1 [physics.gen-ph]

Submission history
From: K.-H. W. Chu Dr. [view email]
[v1] Tue, 19 Sep 2006 09:46:54 GMT (314kb)