Home // Posts tagged "wikipédia"

Amit Goswami realmente existe!

Em minha palestra Ciência e Religião: Quatro Perspectivas, dada no IEA-RP, chamei de pseudocientífica toda crença que  afirma que possui evidências científicas a seu favor quando esse não é exatamente o caso. O melhor que uma opinião filosófica, ideológica ou religiosa deve afirmar é que ela é “compatível com” e não “derivada do” conhecimento científico. Essa também é a posição de Freeman Dyson.

Durante a palestra, fiz uma crítica a Amit Goswami que se revelou mais tarde bastante errada, e devo aqui registrar um “erramos” ou mea culpa.  Pelo fato de que Goswami não tem uma página na Wikipedia inglesa (mas apenas na Portuguesa) e devido a ter feito uma busca na Web of Science que não revelou nenhum artigo de física desse autor, fiz a inferência apressada de que talvez Amit Goswami fosse um pseudônimo de uma personagem menor (assim como Acharya S. é o pseudônimo de Dorothy M. Murdock, a propagadora da teoria da conspiração do Cristo Mítico).

Creio que os editores da Wikipedia foram demasiado rigorosos com Goswami. Afinal, embora ele seja um físico não notável, com índice de Hirsch igual a sete, ele pelo menos tem um PhD e é autor de um livro-texto sério de Física Quântica.  Sua migração para a New Age, seguindo os passos de Fritjof Capra, longe de ser um demérito, pode refletir grande inteligência social e financeira (ironia aqui!).  Assim, se deletaram Goswami da Wikipedia, deveriam deletar Acharya S. também, por coerência!

Wikipedia:Articles for deletion/Amit Goswami

From Wikipedia, the free encyclopedia
The following discussion is an archived debate of the proposed deletion of the article below. Please do not modify it. Subsequent comments should be made on the appropriate discussion page (such as the article’s talk page or in a deletion review). No further edits should be made to this page.

The result was delete. Guillaume2303’s research indicates that the early “keep” opinions likely apply to another, more notable person of the same name, which means that they are not taken into consideration here. The “keep” opinions by Jleibowitz101 and 159.245.32.2 are also not taken into account as they are not based on our inclusion rules and practices.  Sandstein  06:25, 11 April 2012 (UTC)

Amit Goswami

Amit Goswami (edit|talk|history|links|watch|logs) – (View log)
(Find sources: “Amit Goswami” – news · books · scholar · JSTOR · free images)

I’m just not convinced this article really demonstrates notability. He played a small role in a couple films, he wrote books outside his field for very minor publishers, and… er, that’s about it. I’m just not buying it, and the lack of good WP:RS – this has major primary sourcing issues – is another mark against it. Perhaps something can be salvaged, but I’m not convinced the case has been made. ETA: Guillaume2303’s point (below) that there are multiple people of this name, and this article appears to be on the much less notable one is rather significant. 86.** IP (talk) 21:07, 3 April 2012 (UTC) Read more [+]

Historiadores da Ciência rejeitam a tese de conflito entre Ciência e Religião

Mais material para o meu livro sobre Ateísmo 3.0

Conflict thesis

From Wikipedia, the free encyclopedia
For a socio-historical theory with a similar name, see Conflict theory.

Conflict: Galileo before the Holy Office, byJoseph-Nicolas Robert-Fleury, a 19th century depiction of the Galileo Affair, religion suppressing heliocentric science.

The conflict thesis is the proposition that there is an intrinsic intellectual conflict between religion and science and that the relationship between religion and science inevitably leads to public hostility. The thesis, refined beyond its most simplistic original forms, remains generally popular. However, historians of science no longer support it.[1][2][3][4]

Contents

Read more [+]

Palestra no Instituto de Estudos Avançados (RP) sobre Ciência e Religião

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ciência e Religião: quatro perspectivas

Escrito por 

Data e Horário: 26/11 às 14h30
Local: Salão de Eventos do Centro de Informática de Ribeirão Preto – CIRP/USP (localização)

O evento, que será apresentado por Osame Kinouchi, discutirá quatro diferentes visões sobre a interação entre Ciência e Religião: o conflito, a separação, o diálogo e a integração. Examinando as fontes de conflito recentes (Culture Wars), o professor sugere que elas têm origem no Romantismo Anticientífico, religioso ou laico.

Segundo Osame, a ideia de separação entre os campos Religioso e Científico já não parece ser viável devido aos avanços da Ciência em tópicos antes considerados metafísicos, tais como as origens do Universo (Cosmologia), da Vida (Astrobiologia), da Mente (Neurociências) e mesmo das Religiões (Neuroteologia, Psicologia Evolucionária e Ciências da Religião).
A palestra mostrará também que tentativas de integração forçada ou prematura entre Religião e Ciência correm o risco de derivar para a Pseudociência. Sendo assim, na visão do professor, uma posição mais acadêmica de diálogo de alto nível pode ser um antídoto para uma polarização cultural ingênua entre Ateísmo e Religiosidade.

Vídeo do evento

Vergonha da Wikipédia em Português

Como todo mundo sabe (menos os desavisados), a Wikipédia é a principal fonte de consulta de nossos estudantes de ensino fundamental e médio. Mas compare esses dois artigos da Wikipédia:

Bósons W e Z

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

Na física de partículas, bósons W e Z são as partículas (mais especificamente, bósons) mediadoras da força nuclear fraca. Sua descoberta no CERN em 1983 foi um dos grandes sucessos do Modelo Padrão. O bóson W foi nomeado por causa do “W” de “Weak nuclear force“.

O bóson Z recebeu a última letra do alfabeto porque humoristicamente seria a última partícula a ser descoberta. Também “Z” é a inicial de “zero”, a carga que o bósons possui, em contraposição aos seus parceiros Ws que são carregados.

O artigo em português acaba nesse ponto.

W and Z bosons

The W and Z bosons are the elementary particles that mediate the weak force. Their discovery has been heralded as a major success for the Standard Model of particle physics.

The W particle is named after the weak nuclear force. The Z particle was semi-humorously given its name because it was said to be the last particle to need discovery.[citation needed] Another explanation is that the Z particle derives its name from having zero electric charge.[citation needed]

O artigo em inglês continua por páginas:

Contents

[hide]

Que vergonha, não é mesmo?

Eu gostaria de realizar um projeto na forma de uma rede de grupos de diversas especialidades, que simplesmente fariam a tradução das páginas da wiki inglesa de forma a complementar as páginas em português.

Poderíamos começar pela física e biologia. Cada grupo arranja dois alunos de IC com proficiência em inglês, que usariam o Google translator para dar uma primeira versão, e um especialista dá uma garibada final.

Será que o CNPq financia? Fica lançada a idéia, se alguém topar entrar no projeto, entre em contato até o final de julho…

Ciência e Religião 2.0

Ontem apresentei a versão bastante mudada da palestra “Ciência e Religião”, curso de difusão cultural aqui no DFM-FFCLRP-USP. A versão 2.0 em PDF pode ser encontrada aqui.

Está ficando cada vez mais claro que um grande problema para a Divulgação Científica, especialmente no caso dos blogs opinativos, é como se situar dentro da polarização ideológica entre neo-teístas (por exemplo os cientistas ganhadores do prêmio Templeton) e neo-ateístas (Dawkins, Dennet, Harris etc).

Uma coisa curiosa que noto é que a grande maioria dos novos teístas são físicos enquanto que a maioria dos novos ateístas são biólogos. Para provocar meus amigos biólogos, menciono uma frase de John D. Barrow em um debate com Richard Dawkins: “Richard, o problema com você é que você não é um cientista. Você é um biólogo.”

Eu tenho uma solução provisória que seria a de os jornalistas de ciência e blogueiros terem uma abordagem crítica e informativa, com maior profundidade histórica e filosófica, desmitificando argumentos dos dois campos.

Por exemplo, quando criticamos a Teoria da Terra Jovem (literalismo bíblico), acho que uma melhor idéia não é apenas apresentar as evidências que a contradizem (isso seria o nível básico da informação científica) mas também mostrar que a Teoria é irrefutável pois equivale à Teoria da Matrix = este mundo é uma ilusão criada por um Deus tecnológico, uma grande simulação que poderia ter se iniciado não apenas há 6.000 anos atrás, mas sim há 6 dias atrás… Este tipo de teoria meio solipsista é irrefutável e portanto não científica a priori.

Do mesmo modo, o mito de que cientistas teriam sido mortos ou torturados pela Inquisição precisa ser desmitificado. É um mito inventado pelos iluministas do século XVIII como propaganda mas não possui a menor base histórica. Por exemplo, Giordano Bruno não era um cientista, nem exatamente um livre-pensador, mas sim um mago renascentista que via no Heliocentrismo o sinal de uma Nova Era onde o culto ao deus Sol egípcio Aton iria derrubar o cristianismo. Foi condenado por suas opiniões teológicas (que configuravam opiniões político-ideológicas) e não exatamente por suas opiniões científicas.

Outro exemplo é o caso Galileu, ver aqui, que os historiadores modernos consideram uma anomalia nas relações Igreja e Ciência (porque na época a Igreja patrocinava fortemente as pesquisas científicas e as artes em geral). Galileu era bastante sarcástico e acabou granjeando muitos inimigos dentro e fora da Igreja, mesmo entre universitários seculares. Alguns desses inimigos formam um complô para prejudicá-lo, e o meio para isso na época é denunciá-lo por heresia.

Deve-se lembrar que o Tribunal da Inquisição só tinha autoridade sobre católicos confessos (como era o caso de Galileu) e a discussão sobre o Heliocentrismo no caso Galileu era se ele tinha o direito de ensiná-lo como teoria comprovada ou como teoria especulativa. O cardeal Belarmino tinha uma visão instrumentalista da ciência (como a maior parte dos cientistas hoje) onde uma teoria científica é um modelo da realidade, mas não uma visão com acesso direto à realidade. Já Galileu era um realista convicto, pré-Kantiano.

Galileu afirmava que o Heliocentrismo estava comprovado (mas naquele momento realmente ainda não estava, pois não havia eliminado explicações e teorias alternativas). Sua versão do Heliocentrismo era empiricamente deficiente: órbitas circulares em vez de Keplerianas, que produziam previsões empíricas piores do que o sistema Ptolomaico. E a falta de efeitos de paralaxe nas estrelas (uma previsão do Heliocentrismo) parecia constituir uma forte evidência contra o modelo.

A natureza dos fenômenos astronômicos observados pelo telescópio também não era clara, pois ele não tinha uma teoria de como o telescópio funcionava (tópico bastante discutido por Thomas Kuhn): ou seja, para os céticos da época (o pessoal das universidades) o telescópio seria como uma máquina Kirlian cujas fotos “provariam” a existência da aura (o que não é o caso…). Também os céticos hoje não ficam perdendo seu tempo com máquinas Kirlian. A presença de efeitos de distorção cromática não ajudava muito seu caso: como distinguir os fenômenos reais das ilusões de ótica?

Uma coisa que aprendi esses dias foi que, na verdade, o principal fator que impediu a aceitação do Heliocentrismo foi a reputação de Ticho Brahe como astrônomo e sua defesa do seu modelo híbrido geocêntrico. Foi Ticho que também chamou a atenção da falta de paralaxe estelar como argumento contra o Helicentrismo. Esse fator, pelo que conheço do meio universitário, parece bastante plausível…

O esclarecimento de certos mitos e inverdades históricas seria um tema interessante para a Divulgação Científica. Lembro como achei um absurdo Marcelo Gleiser afirmar em seu primeiro livro que o Aristotelismo dominou o Ocidente por mil anos, dado que Aristóteles só foi redescoberto no Ocidente através da tradução dos trabalhos do filósofo árabe Averroes no século XIII.

E assim vai… Que tal este desafio, amigos blogueiros? Em nossos posts, nunca mostrasmos um conhecimento de história da ciência inferior ao que pode ser encontrado facilmente na Wikipedia? Acho que esse é o nível mínimo que podemos estabelecer para nós mesmos…

Ruth de Aquino na Wikipédia

OK, OK, é claro que eu não ia resistir… Nossas Antenas foram inventadas por cientistas que faziam pesquisas ridículas e inverossímeis em eletromagnetismo, apresentadas como brincadeiras de salão no século XIX.
Para aqueles que querem ter uma idéia dos critérios de edição e de como se decide o que manter na Wikipédia, ver a discussão abaixo:
Esplanada/Geral – páginas para se eliminar

Peço a atenção da comunidade para o seguinte artigo: Época (revista) ao qual foi adicionada uma seção sem relevância enciclopédica. Deixei por lá um comentário, mas por se tratar de página pouco consultada, temo que ninguém venha a lê-lo. Peço encarecidamente à comunidade da wikipédia que avalie a relevância da seção Época (revista)#A polêmica de Ruth de Aquino com jornalistas e divulgadores de ciência com a finalidade de removê-la o mais rápido possível pelos seguintes motivos:

  1. Falta de relevância enciclopédica;
  2. Falta de fontes fiáveis;
  3. Parcialidade e uso de “weasel words”.
  4. Uso para divulgação de blogs (na verdade já removi o link que apontava para um blog por considerar uma forma de “spam”).

Obrigado,

189.61.82.125 (discussão) 04h00min de 27 de março de 2009 (UTC)

Retirei tudo, justifiquei na aba do histórico, quem quiser que reponha. MachoCarioca oi 05h52min de 27 de março de 2009 (UTC)

Quem quizer que reponha droga nenhuma. Pra repor tem que apresentar fontes “fiáveis”. De quem, é que me pergunto. Dos Civita? Dos Frias? Dos Marinhos? Da imprensa do único pais cujo presidente da mais alta corte dá dois habeas corpus ao maior bandido em menos de uma dia, se confia em quem? Na imprensa? Até mesmo a Roda agora é Morta. Fulcanelli msg 06h26min de 27 de março de 2009 (UTC)

PS (© MC): É mesmo morta o Neves

A intenção do autor foi expor dois casos em que a revista se meteu em polêmicas. O texto não é tendencioso porque apresenta a crítica da editora da revista e a réplica dos cientistas. Faltaram as referências, isso sim. Tempus (discussão) 07h34min de 27 de março de 2009 (UTC)

Pois é meu caro, o autor do texto na wikipédia, o autor da reversão ou o autor da reportagem na revista? Ainda que fossem dadas referências, acreditaria? Um texto se torna imparcial apenas por se dar o mesmo equilíbrio nas vozes dissonantes? Há que se ser imparcial no Holocausto, p. ex., dar o direito dos Nazistas se explicarem? Referência e Imparcialidade aqui só não são mais desacreditadas porque – pecado máximo que Dante não estipulou círculo – um administrador masturbou-se com um sock ilícito. Fulcanelli msg 07h49min de 27 de março de 2009 (UTC)

Como a revista é Época, que se dê Tempus ao tempo 🙂 Namastê. Fulcanelli msg 07h57min de 27 de março de 2009 (UTC)

Texto parcial é aquele que toma partido. O autor do artigo não tomou partido, apenas citou o texto que gerou a controvérsia e a refutação dos interessados. O Holocausto não está acima de qualquer crítica, quem tiver um estudo sério sobre a realidade dos campos de concentração deve publicá-lo sem sofrer censura. Se não havia câmaras de gás, que se prove isso com documentos. Tempus (discussão) 08h09min de 27 de março de 2009 (UTC)

O proprio autor da seção retirada concordou com a retirada e criou o artigo Ruth de Aquino, colocando aquela seção dentro dele, muito mais pertinente. A quesrão ali nem se trata de referencias ou imparcialidade, mas de estilo do verbete mesmo. E o Gunnex retirou tbém do artigo da Ruth marcando VDA.MachoCarioca oi 08h14min de 27 de março de 2009 (UTC)

[editar]

Ainda no mesmo assunto, propus a eliminação da página, já que a jornalista em questão não apresenta relevância suficiente para constar numa enciclopédia e foi incluida apenas por causa de um conflito entre ela e o autor do artigo. Retirados os dados sobre o conflito, o artigo não faz mais sentido de existir. Página de eliminação em Wikipedia:Páginas para eliminar/Ruth de Aquino.

Obrigado, —189.6.107.167 (discussão) 13h29min de 27 de março de 2009 (UTC)

P.S.: Não sou de forma nenhuma afiliada à jornalista ou revista em questão. Apenas acho que a wikipédia não deve ser usada para divulgar conflitos entre autores de blogs.

Minha cara, também acho que a Ruth de Aquino e 90% dos jornalistas presentes na Wikipedia não tem nem de longe relevancia para constar como verbete em uma enciclopedia, pois são apenas profissionais fazendo o seu trabalho ( e alguns deles, mal). Entretanto, num lugar onde não se consegue eliminar aritigos sobre exbbbs, e prostitutas que escreveram um livro, porque elas tem fã-clube enciclopedico, acho que a Ruth é um luminar de relevancia. Sds MachoCarioca oi 13h35min de 27 de março de 2009 (UTC)

Respeito sua opinião, mas acredito que um erro não deve justificar o outro. O fato de celebridades efêmeras terem fã clubes na wikipédia não justifica que se mantenha uma página criada por conflitos de egos. Enfim, minha opinião.
189.6.107.167 (discussão) 13h56min de 27 de março de 2009 (UTC)

O que sobrou no artigo dela não é um ‘conflito de egos’. a intenção com que foi feito, não importa, o que importa é o resultado. Uma micro biografia normal como tantas. De uma jornalista enciclopedicamente irrelevante mas como centenas que existem aqui, não vejo problema. Aproveita e se registra pra ajudar a votar na eliminação das bbbzetes na proxima rs MachoCarioca oi 14h00min de 27 de março de 2009 (UTC)

  • Hmmm…seilá por que essa discussão toda tem um cheiro de censuuura… Gerbilo :< 19h41min de 27 de março de 2009 (UTC)
Eu acredito que o arquivo não deva ser retirado, porém, acredito que esta enciclopédia embora “livre”, não seja lugar para estes conflitos, eles não contém conteudo enciclopédico.100% matemática (discussão) 00h09min de 29 de março de 2009 (UTC)

Prezados, antes de blogueiro sou cientista profissional da USP e coordenador do Laboratório de Divulgação Científica da FFCLRP-USP. Não tenho muita familiaridade com a wikipedia e seus criterios e assim peço desculpas por qualquer inconveniente. Entretanto discordo com a retirada da seção sobre a polêmica entre Ruth de Aquino e a comunidade de blogs científicos do Brasil (os blogueiros dessa comunidade são jornalistas cientificos, cientistas e pós-graduandos em ciências). Embora seja uma guerra de egos (na medida que os cientistas se sentiram ofendidos enquanto que a jornalista continua afirmando que quem a está criticando é porque não sabe português nem interpretação de texto), acredito que não seja apenas “uma guerra de egos” , mas sim um evento potencialmente importante (embora pequeno) que sinaliza as novas possibilidades de conflito e cooperação no jornalismo 2.0 onde colunistas recebem críticas extensivas em suas janelas de comentários e comunidades de blogueiros podem checar as informações com profundidade. Por exemplo,

Roberto Takata do blog Gene Reporter entrevistou dois dos cientistas estrangeiros criticados por Ruth de Aquino como tendo feito pesquisas irrelevantes ou preconceituosas que, na opinião dela, não deveriam receber subsídios governamentais. Tais pesquisadores estrangeiros de alto gabarito e cujas pesquisas foram publicadas em ótimas revistas científicas com peer review responderam a Takata, traçando comentários sobre a questão do jornalismo científico sensacionalista e explicando em detalhe a motivação e as aplicações concretas de suas pesquisas, ver as respostas de Paul Gregg e Susan Fiske.

Além disso, foi pedido à Sociedade Brasileira de Física e seus associados, e outras sociedades científicas, para se manifestarem. Novos desdobramentos estão a vista nos próximos dias e a página da Wiki seria um site de centralização de informação sobre este (pequeno mas significativo) affair jornalístico. Infelizmente, embora a coluna da editora-chefe tenha sido a segunda ou terceira mais comentada da semana, com 98% de comentários negativos, e várias cartas tenham sido enviadas para o espaço do Leitor na revista impressa (não por mim, enfatizo), nem uma única linha saiu na revista na semana seguinte. Do mesmo modo, dois amigos blogueiros cientificos que são jornalistas das organizações Globo se vêem impedidos de tecer qualquer comentário sobre o episódio (a favor ou contra Ruth de Aquino!), visto que isso põe em risco seus empregos.

Minha proposta é que seja mantida a página bio de Ruth de Aquino assim como está (talvez melhorando as referências) uma vez que outros colunistas e jornalistas menos relevantes que ela (da mesma revista Época!) também possuem páginas bio na wiki. Mais tarde, quando a poeira baixar, se avaliado que o affair entre a jornalista e a comunidade científica realmente adquiriu relevância enciclopédica, então uma PEQUENA seção sobre o affair, com links para as fontes relevantes, seja colocado. E eu sinceramente espero, torço e acredito que a Wiki não possua entre seus editores, jornalistas da Globo de plantão cujo único trabalho seja o de relações públicas, mantendo biografias expurgadas do falecido Roberto Marinho e de seus atuais funcionários. Lembremos que crítica de leitor (ou mesmo blogueiro) não constitui censura. Quem censura é apenas quem tem o poder (econômico, midiático) de censurar… 189.5.205.221 (discussão) 11h24min de 31 de março de 2009 (UTC)